Christian Matsuy - quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 - 13:12
O PRAIA PARA TODOS – Lazer e Desporto Adaptado nas Praias - está de volta à Orla Carioca.
A partir de 28 de janeiro (sábado) acontece a quarta edição do projeto que torna as praias cariocas acessíveis. O PRAIA PARA TODOS estará no Posto 3, da praia da Barra da Tijuca, de 9h às 14h, sempre aos sábados.
No verão de 2009 o projeto passou pelas praias da Barra da Tijuca, Copacabana, Ipanema e Piscinão de Ramos, fixando-se em 2010 na Barra da Tijuca.
A intenção do PRAIA PARA TODOS é seguir negociando com a Prefeitura do Rio e buscar mais patrocinadores visando oferecer à sociedade outros pontos fixos acessíveis no extenso litoral carioca. Os coordenadores do projeto pretendem fazer do Posto 3 um modelo de acessibilidade para outros pontos da cidade.
estrutura montada na orla com tendas e esteira de acesso
A iniciativa tem como objetivo aumentar a integração da pessoa com deficiência com a natureza e o esporte, promover mais sociabilidade e, ainda, despertar a atenção da opinião pública que ainda não oferece estrutura adequada.
Todas as atividades oferecidas serão ministradas e realizadas sob a orientação de profissionais especializados das áreas de educação física e fisioterapia, além de estagiários e voluntários do Instituto Novo Ser, organizadora e produtora do Projeto. O PRAIA PARA TODOS tem como mantenedora a empresa Radix e conta com o apoio institucional da Subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, da Orça Rio e do Blog Mão na Roda.
Serviços oferecidos pelo PRAIA PARA TODOS:
Esteira para passagem de cadeiras de rodas,
Cadeiras anfíbias – de fácil deslocamento pela areia e que ainda flutuam na água,
Atividades esportivas adaptadas como frescobol, vôlei sentado de praia, peteca e surf adaptado
Jogos recreativos, piscininha infantil
Handbike
Tendas de apoio
Locais acessíveis com vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso à areia, sinalização sonora e banheiros adaptados.
O PRAIA PARA TODOS atende às necessidades de aproximadamente 50 pessoas com deficiência, acompanhantes e familiares por dia. Na edição passada mais de 1.500 pessoas foram beneficiadas diretamente.
Não perca essa oportunidade e venha conhecer o projeto!
Nickolas Marcon - quinta-feira, 27 de outubro de 2011 - 09:40
Ultimamente o pessoal do blog tem curtido esportes radicais. Esportes radicais? Pois é… na minha opinião, ir para o Rock in Rio se enquadra nessa categoria.
Mas tem gente por aí se aventurando em outras coisas muito interessantes e divertidas. O leitor Luiz Fernando de Araújo enviou o seu relato sobre uma experiência de mergulho adaptado realizada num encontro que aconteceu em Cabo Frio/RJ, em agosto de 2011. Ele mandou o texto logo depois do evento, mas não postamos antes por dificuldades de agenda. Ok, my fault. Mas o relato está aí para todos verem e, quem sabe, se inspirarem a praticar o mergulho. No final do texto estão os contatos para quem deseja se iniciar nessa aventura que é o mergulho adaptado.
Segue o texto do Luiz Fernando de Araújo:
“Entre os dias 04 e 07 de agosto de 2011 aconteceu o II ENMA – Encontro Nacional de Mergulho Adaptado em Arraial do Cabo – RJ. Foi coordenado pela sra. Lúcia Helena Monteiro Sodré, diretora da HSA Brasil (Handicapped Scuba Association International) que ministrou curso de batismo para cerca de seis pessoas com deficiência. O encontro teve apoio da Secretaria de Turismo de Arraial do Cabo, da operadora de mergulho Diving Arraial e Pousada Paraíso do Atlântico.
Eu fiquei hospedado na Pousada Pilar, que tem oito quartos sendo dois adaptados para cadeirantes, localizada bem perto da rodoviária. O Sr. João, proprietário da pousada, recebe de forma amistosa em um ambiente bem familiar com decoração baseada em materiais de demolição com temas marinhos.
Os quartos são bem adaptados e espaçosos, com ar-condicionado, frigobar, TV e banheiro acessível.
No sábado foi realizado um treinamento na piscina, onde aprendemos a utilizar o equipamento de mergulho, os sinais utilizados para comunicação submarina bem como todos os cuidados necessários a um mergulho seguro.
No domingo embarcamos no barco Diver II a caminho de nosso mergulho no mar de Arraial. Fomos muito bem atendidos pela equipe da Diving Arraial. Devagar e com todos os cuidados necessários, cada um dos deficientes foi colocado ao mar devidamente equipado para vivenciar uma das experiências mais marcantes de minha vida. Uma total liberdade de movimentos, um mundo só visto antes pela TV e o companheirismo dos instrutores que nos apoiaram todo momento.”
A Inter TV, emissora local da Rede Globo, fez uma reportagem completa sobre o evento, cujo vídeo você pode ver clicando aqui.
Para quem quiser se aventurar pelos oceanos, há um curso de mergulho adaptado disponível na cidade do Rio de Janeiro/RJ. As aulas iniciais são feitas em piscina e depois há o batismo no mar.
Para maiores informações sobre o mergulho adaptado, seguem abaixo os contatos:
Christian Matsuy - terça-feira, 20 de setembro de 2011 - 13:21
Faz um tempinho que não posto nada “novo” por aqui… É gente, às vezes rola uma falta de tempo mesmo (tá certo que enrolo um pouco também). Mas a gente escreve! Tarda, mas não falha!
Recebemos uma dúvida de uma leitora, a Daniele, que nos mandou a mensagem abaixo e como não me recordo de ter falado sobre isso anteriormente, resolvi responder a dúvida dela em forma de post.
Olás!
Olhando os posts sobre cadeiras, publicados nos últimos meses, me senti super jeca, usando uma cadeira jurássica….rs. Mas como vocês do blog são muito entendidos, aproveito e pergunto pois não encontrei um post sobre isso: a cadeira adequada para quem viaja com frequência para locais de trilhas, florestas, etc. Costumo viajar para locais de difícil acesso. Moro em Brasília, vou a chapada dos veadeiros com alguma frequência, já estive em alguns locais de floresta, em machu picchu, na trilha das cataratas do iguaçu feita pelo lado argentino. Claaaaro, com mais ou menos ajuda, dependendo do local. Na maior parte do tempo é subindo e descendo morro, pedra, grama, etc. Uso uma cadeira em x pois, até o momento, é a única que me deixa segura fazendo essas coisas (já me estatelei no chão caindo de uma monobloco leve demais, ou mal projetada talvez). Mas, a cadeira faz um barulho diabólico, é pesada, quase tem vida própria pois gosta de ir para a esquerda e ponto. Estou buscando uma cadeira mais leve mas que me dê segurança para viajar. Vocês já escreveram um post sobre isso?
Sabe, vi uma moça ontem com uma TiLite e o “uau” foi inevitável. Mas me vem a dúvida se esse tipo de cadeira dá conta de lugares difíceis, se não desregula, se quebrar como é que faço, se é segura considerando que sou alta e a monobloco me deixa mais instável, etc. Porque não é um investimento pequeno, né? E pelo menos comigo, prefiro estar com uma cadeira só. Mas, como tocar a x velha de guerra no dia a dia é cansativo, estou considerando essa possibilidade, uma para o cotidiano, outra para viagens mais hard.
Parabéns pelo blog, é super útil e além de tudo, divertido!
Bom, vamos as respostas…
Concordo plenamente que uma cadeira com 10 anos de idade deve ter lá seus vícios, defeitos e muitas outras coisas mais… Se for possível, e a gente sabe que pra muitos nem sempre é, está na hora de trocar de cadeira…
Como foi dito acima, a Daniele tem hábitos não muito convencionais (pelo menos pra mim) de frequentar trilhas, parques e outros lugares não pavimentados. Atualmente ela faz todos esses passeios com uma cadeira pra lá de convencional, que é a tão famosa “dobrável em X”. Mas tem coisa melhor sim! E obviamente é a cadeira monobloco. Nesse caso, diferente de outras ocasiões, não há o que discutir. Se for o caso de realmente enfrentar lugares muito acidentados, o certo mesmo é partir para uma monobloco com quadro box, que é mais rígido e difícil de entortar. Não vejo necessidade de ter duas cadeiras.
Ela descreveu se sentir sem estabilidade em uma monobloco. Isso ocorre por dois motivos: só o fato de sair de uma dobrável em X com praticamente zero de avanço de centro de gravidade, já muda toda dinâmica de tocar a cadeira, a força aplicada será menor e isso exige um período de adaptação. Outro fator que tira a segurança e estabilidade da cadeira é a escolha das medidas. Cadeira leve é pra facilitar a vida e não pra machucar… :)
Gente, eu tenho 1.90cm e um equilíbrio de tronco péssimo, minha lesão é C4/5, e nem por isso me sinto inseguro numa monobloco. É tudo questão de acertar as medidas, nesse caso fazer uma cadeira mais baixa já resolve bastante. Se ajudar com um tilt correto então, fica super estável. (Tilt é a diferença entre de altura entre as partes traseira e dianteira da cadeira).
Para melhorar ainda mais, o ideal é ter um par de rodas Off Road com pneus “balão” de 2 polegadas de largura e desenho cravado. Esse pneu ajuda no amortecimento por ter um perfil mais alto e em terrenos acidentados fica mais fácil tanto pra quem empurra o cadeirante como pra que toca a cadeira se locomover. Confesso que em areia foda de praia não adianta muito. O ideal seria ter um par de rodas com pneus de 1 polegada para uso na cidasde. Não precisam ser rodas importadas, basta trocar o pneu que pode ser encontrado em lojas de bike. Fiz uma pesquisa rápida e com uns 600 reais é possível ter um par de rodas com eixos Quick Release prontas pra uso.
Fernando Fernandes em uma cadeira equipada com rodas Off Road
Rodas dianteiras infláveis funcionam super bem e atendem tanto as necessidades de campo e cidade, mas caso queira ficar no meio termo, as soft rolls de 6 polegadas já dão conta do recado. Duro é comprar essas rodas chinesas que alguns fabricantes nacionais fornecem e conviver com ranhuras e dentes nas rodas.
A qualidade de uma cadeira importada é infinitamente incomparável as nacionais. Minha cadeira completou 3 anos, a do Dado 4 e meio, a da Cris 2. Problemas? Nenhum. ZERO. Vira e mexe trocamos componentes, mas por capricho, e não por defeito. Em caso de quebrar alguma peça, eles enviam pra cá. Você paga um valor maior, mas a vida útil da cadeira é bem mais prolongada.
Nickolas Marcon - segunda-feira, 21 de março de 2011 - 08:59
O leitor sempre quis ter uma handbike mas não podia comprar um modelo importado? O Mão na Roda apresenta aqui a solução. Conforme já tínhamos noticiado em posts anteriores, a Handvikn Technology firmou uma parceria com o blog para viabilizar o fornecimento de uma handbike e agora apresento a vocês minha avaliação e impressões sobre o produto.
Mais feliz que pinto no lixo... :-)
A Handvikn 700-EHL foi um projeto desenvolvido totalmente no Brasil. A fabricação do seu quadro é artesanal e os equipamentos são os mesmos utlizados em bicicletas comuns. Isso contribui para baratear o custo da handbike e facilita muito a manutenção, pois as peças podem ser facilmente encontradas e qualquer bicicletaria pode fazer o serviço. Apesar disso, o funcionamento da handbike me surpreendeu. A combinação dos componentes utilizados mostrou-se bem acertada, habilitando a Handvikn como uma handbike adequada tanto para o cadeirante que busca só um passeio no final-de-semana quanto para aquele que vai participar de competições.
No detalhe: freios, ajuste de altura da caixa de pedais, borracha estabilizadora, caixa de direção desmontável
Andar com a Handvikn é muito prazeroso. A handbike transmite uma sensação de firmeza e segurança. No asfalto, a handbike ganha velocidade facilmente e mantém o embalo. Andando ao lado de uma montain bike comum, o desempenho da Handvikn é nitidamente superior. A posição do ciclista é muito confortável, pois o encosto é alto, bem revestido e ainda tem regulagem de inclinação. Os apoios dos pés também são reguláveis, permitindo que se escolha uma posição confortável com as pernas esticadas ou flexionadas. Outro ajuste é o da caixa de pedais, que pode subir ou descer para achar a melhor posição de acordo com a inclinação do encosto. O acabamento do quadro da Handvikn é bom, sem rebarbas nas soldas. O nylon do banco é de boa qualidade e os principais parafusos têm contra-porcas para manter o aperto.
O quadro é feito com tubos de aço, garantindo rigidez. Por outro lado, isso aumenta o peso do conjunto. Não consegui medir seu peso total, mas a opinião de quem a carregou é que fica entre 30 e 40 kg. Nem poderia ser muito diferente, afinal uma handbike é um “brinquedo” de tamanho razoável. No meu caso, como tenho pernas compridas, a handbike ficou com aproximadamente 2,40 m de comprimento.
Rodas traseiras com sistema quick-release
A largura é semelhante a uma cadeira-de-rodas comum, por volta de 60 cm. Por isso recomendo a todos os interessados que, antes de comprar a sua, pensem com carinho no lugar onde vão guardá-la. A bike pode ser desmontada e transportada num automóvel. Para isso, as rodas traseiras têm sistema quick-release de encaixe e a caixa de direção pode ser desmontada, separando a handbike em duas peças.
Aliás, a compra da Handvikn foi um processo muito tranquilo, diretamente no site do fabricante. O link para o site está aqui no blog, no banner logo à direita do texto. Apesar da handbike ser fabricada em São José dos Campos/SP, toda a negociação foi feita por email e alguns telefonemas. O pagamento também foi simples, por depósito bancário. Quando ficou pronta, foi despachada via transportadora e recebi direto na minha casa, prontinha para sair pedalando. Sim, a palavra que se usa é “pedalar” mesmo, já que até agora não arrumaram outra melhor… :-)
Agora vamos ao que interessa. Para apresentar todos os recursos da Handvikn eu preparei o vídeo abaixo para os leitores. Só para avisar: o cenário não vem junto com a bike…
Mas aí o leitor pergunta: “ok, tudo é muito bonito quando é novo, mas será que vai dar problema com o tempo de uso?” Para ajudar a responder essa pergunta, passo aqui minhas opiniões após já ter rodado mais de 100 quilômetros com a handbike.
A Handvikn é uma handbike para ser usada no asfalto. Os pneus de alta pressão reduzem o esforço da tocada no pavimento liso, mas transmitem todos as imperfeições dos pisos irregulares. Tenho andado muito nas ciclovias cariocas que incluem trechos de pedras portuguesas e pavers, causando uma trepidação intensa em alguns trechos. Por causa disso, havia a preocupação da abertura de folgas nas juntas da bike, mas até agora ela se mantém rígida como nova. Os freios têm mantido seu bom funcionamento e ainda não precisaram de ajustes. Já o câmbio, que eu utilizo intensamente, deu um pouco de trabalho: com o uso, perdeu o ponto de ajuste e as marchas não paravam mais. Nada que um pouco de paciência não resolvesse: a Handvikn tem ajuste fino no próprio trocador de marchas, o que permite que o ciclista vá ajustando enquanto roda. Após algumas tentativas, tudo voltou ao normal.
Detalhe da oxidação de um parafuso
Mas nem tudo é perfeito, afinal todo produto é passível de melhorias. O banco é feito com um nylon bem resistente, preso por velcros, mas usa uma espuma muito fina. Seu uso por longos períodos é desconfortável. Para solucionar, cortei um pedaço de espuma de alta-densidade e coloquei entre as camadas do banco, o que melhorou muito o conforto. Já a pintura requer um pouco de cuidado: apesar de ser bem feita, com todos os detalhes recobertos, não é muito resistente à riscos. Talvez uma camada extra de verniz durante a fabricação melhorasse a resistência. Por último, reparei que alguns parafusos já mostram sinais de oxidação. Certamente isso foi agravado pelo fato de circular numa cidade litorânea, mas acredito que a utilização de parafusos em aço inox teria um custo irrisório frente ao preço total da handbike.
Minha conclusão final é que a handbike é um equipamento que todo cadeirante devia ter. Os benefícios à saúde são inquestionáveis, é o fim do sedentarismo. Além disso, a sensação de rodar livremente e sentir a brisa no rosto é ótima. Sem dúvida, é uma das poucas experiências que fazem um cadeirante esquecer qualquer limitação.
A HandVikn 700-EHL é uma grande contribuição para que esses benefícios fiquem acessíveis a muito mais pessoas.
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Atualização em 22/03/2011: segue abaixo email recebido da Handvikn.
Nickolas,
Como aperfeiçoamento, vamos melhorar a parte do assento e revisar o modelo de parafuso para parafuso com tratamento térmico, aumentando a durabilidade quanto à corrosão. Muito obrigado pelas dicas.
Eduardo Camara - terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 - 09:42
Tô falando que esse é o ano para o esporte deslanchar no Brasil… O pessoal do programa Stadium, da TV Brasil, fez uma matéria fantástica sobre handbike que foi ao ar no último domingo. Eu, Nickolas e Edson – que fez sua própria handbike – aparecemos no vídeo que vocês conferem aqui embaixo!
E no mesmo domingo conheci o João Sabóia, que se amarrou na handbike e fez um excelente vídeo da bichinha passando pelo arpoador. Vale a pena assistí-lo!
Nickolas Marcon - domingo, 13 de fevereiro de 2011 - 19:36
Conforme o blog já noticiou no post “2011 vai pedalar“, firmamos uma parceria com a fabricante de handbikes Handvikn. A partir de hoje, os leitores poderão acessar o site do fabricante clicando diretamente no banner colocado aqui no blog, logo à direita do primeiro texto. Para conhecer tudo que já publicamos sobre handbikes, basta acessar o Handbike Blog ou digitar a palavra “handbike” na caixa de busca por palavra chave.
E aguardem: nossa bike Handvikn já está na fase final de montagem e, até o final desse mês, publicaremos a avaliação completa do modelo Handvikn 700 EHL.
Cris Costa - quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 - 08:59
Há pouco tempo resolvi testar o tal do Nintendo Wii. Tava de bobeira, vi o jogo e pensei “Por que não?”. Como nunca fui muito ligada nesse mundo de games, não tinha muita expectativa em relação ao jogo, apesar de ouvir falar que o Wii era diferente e bem mais divertido. Enfim, achava que era tudo balela.
E não é que me enganei? Depois de apanhar um tanto pra aprender a mexer no controle e entender como funcionavam os jogos e os movimentos, me peguei completamente viciada. Consegui jogar a maioria dos jogos sem o menor problema. Mas o meu preferido acabou sendo o boxe. Adoreeei! Soco-soco-pow, pow-soco, apanho, descanso o braço-ufa, soco-soco-pow-knockout! Yeahhh!!! Foi meu momento Muhammad Ali. E quem disse que jogar não cansa, nunca jogou Wii. Depois de alguns rounds de boxe, sets de tênis, boliche, jogos de inverno e Mario Kart (com direito a marcha-ré na largada, rs) fiquei mega cansada e acordei no dia seguinte com a sensação de ter feito um triatlo na categoria Iron Man. Tudo doía. Mas valeu cada musculinho doído, a brincadeira é boa e não deixa de ser um bom exercício.
Assim, achando que tinha descoberto a pólvora, fui comentar com o povo do Blog o quanto o jogo era bacana e possível de ser jogado até por um tetra (dependendo da limitação). E é claro que eles já tinham jogado. Nas conversas sobre jogos, o Nick comentou sobre outras plataformas (PS3 e Xbox) que já têm jogos no mesmo estilo do Wii.
O Nick fez o seguinte comentário:
“O Wii tem sido usado por clínicas de reabilitação para recuperação de coordenação motora, entre outras coisas. Eu já tive um e cheguei à conclusão que iria me matar jogando Wii (quedas da cadeira jogando boxe, mãos quase decepadas jogando golfe, arremessos de controle jogando tênis, princípio de bursite jogando Need For Speed etc.), por isso vendi o meu Wii e comprei um PS3.”
Kinect (acima), PS3 Move (esquerda) e Wii (direita)
Ele chegou a tentar o Kinect, um equipamento para o Xbox 360 que “filma” a pessoa, capta seus movimentos e aplica ao jogo sem que seja preciso segurar nenhum controle, mas parece que o game da Microsoft tem uma falha e cadeirante acaba não conseguindo jogar.
“No Kinect, quando tentei fazer a calibração em um jogo (não lembro qual), na tela aparecia um bonequinho tentando sobrepor minha imagem repetindo meus movimentos. Em alguns momentos, os braços do boneco até acompanhavam os meus, às vezes com um pouco de atraso, mas o resto do corpo do boneco não se mexia. Desconfiei que fosse problema do jogo e pedi para um garoto que estava ao meu lado entrar na minha frente e se mexer para a câmera. O jogo logo o reconheceu com todos os movimentos. Voltei e tentei esticar a perna pra fora da cadeira, mas também não deu resultado.
Pelo que já li a respeito, a explicação está no software do jogo, que tem na memória um modelo humano em pé e busca identificar na imagem captada um formato que se aproxime. Usa inclusive algoritmos da tecnologia OCR (reconhecimento de caracteres). Talvez a melhor saída seria a Microsoft criar uma opção para marcar um ponto do corpo abaixo do qual os movimentos não seriam considerados, mas os jogos também deveriam ser adaptados para esse tipo de configuração.
De qualquer forma, observando as pessoas jogarem, percebi que a sensibilidade do Kinect ainda é menor que a do PS3 Move (controle sensível a movimento do PS3) e provavelmente inferior ao Wii, por isso os leitores mais `gamers` do blog não precisam ficar tão tristes. Há boas opções com acessibilidade para todos.”
Já experimentou esses jogos? Conte-nos sua experiência!
Nickolas Marcon - quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 - 20:25
Depois de merecidas férias, o blog volta à carga em 2011 com ótimas novidades para os leitores. Fechamos uma parceria com a Handvikn, fabricante nacional de handbikes que desenvolveu um produto ao nível das importadas mas que é fabricado no Brasil e tem custo muito mais acessível.
Em breve receberemos uma bike da marca para fazermos uma avaliação completa e dar aos leitores todas as dicas para compra e uso. Quem quiser ir “esquentando os motores”, pode ler o Handbike Blog onde o Eduardo já colocou uma matéria mostrando fotos do primeiro modelo da marca, que já recebeu alguns aperfeiçoamentos.
E atenção: junto com a avaliação teremos o lançamento de uma promoção especial da Handvikn para os leitores do blog.
Cris Costa - quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 - 12:40
O Projeto Praia Para Todos está de volta! Além de poder dar um mergulhinho no mar e aproveitar das atividades oferecidas como surf adaptado, volei sentado de praia, jogos recreativos, peteca, frescobol e futebol adaptados, a hanbike também estará disponível pra quem quiser dar uma voltinha! O projeto é mega bacana! Vale muito dar um pulo lá! Segue o convite:
“Prezados Parceiros e Amigos,
O Espaço Novo Ser tem o prazer de convidá-los para o reinício do Projeto PRAIA PARA TODOS a se realizar no dia 11 de dezembro, às 9h, no Posto 3 da praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O Projeto ocorrerá aos sábados, das 9h às 14hs, no Posto 3 da Barra da Tijuca.
O PRAIA PARA TODOS conta com o patrocínio da Orla Rio, Açai Roots, Grupo Reateam/Ortobrás e apoio da Radix Engenharia, Grupo Adapt Rio, Michelin Rico de Souza e conta com a parceria da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, Universidade Estácio de Sá e Blog Mão na Roda e Usina da Comunicação.
Cris Costa - sexta-feira, 3 de setembro de 2010 - 12:29
A Pinacoteca de São Paulo fica bem em frente ao Museu da Língua Portuguesa, na Praça da Luz. É só atravessar a rua, que é bem tranquila. O único inconveniente são os paralelepípedos na entrada, mas como são poucos, nem é tão ruim assim. Infelizmente na entrada existe uma escada, quem é cadeirante tem que entrar por uma porta lateral. Mas nada complicado, e o guardinha da Pinacoteca, logo que vê o cadeirante chegando, já se prontifica a abrir a porta e ajudar.
O interior da Pinacoteca, além de lindo é muito tranquilo pra circular. O chão é liso e tem elevador.
Tem banheiro adaptado, mas é assim: você entra com a cadeira, mira no vaso, faz o que tem que fazer e sai de ré. Apesar da porta ser mais larga e ter uma barra, não conheço cadeira tão pequena que consiga fazer manobra ali. Só de Playmobil.
De qualquer maneira, eu adorei o lugar, é lindo, bem espaçoso e os funcionários extremamente atenciosos. Valeu muito a visita!
A entrada custa R$ 6,00 e cadeirante não paga. Ah, eles tem uma scooter disponível pra quem quiser e/ou precisar. É só pedir pro guardinha.