Cris Costa - quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 - 12:40
O Projeto Praia Para Todos está de volta! Além de poder dar um mergulhinho no mar e aproveitar das atividades oferecidas como surf adaptado, volei sentado de praia, jogos recreativos, peteca, frescobol e futebol adaptados, a hanbike também estará disponível pra quem quiser dar uma voltinha! O projeto é mega bacana! Vale muito dar um pulo lá! Segue o convite:
“Prezados Parceiros e Amigos,
O Espaço Novo Ser tem o prazer de convidá-los para o reinício do Projeto PRAIA PARA TODOS a se realizar no dia 11 de dezembro, às 9h, no Posto 3 da praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O Projeto ocorrerá aos sábados, das 9h às 14hs, no Posto 3 da Barra da Tijuca.
O PRAIA PARA TODOS conta com o patrocínio da Orla Rio, Açai Roots, Grupo Reateam/Ortobrás e apoio da Radix Engenharia, Grupo Adapt Rio, Michelin Rico de Souza e conta com a parceria da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, Universidade Estácio de Sá e Blog Mão na Roda e Usina da Comunicação.
Cris Costa - sexta-feira, 3 de setembro de 2010 - 12:29
A Pinacoteca de São Paulo fica bem em frente ao Museu da Língua Portuguesa, na Praça da Luz. É só atravessar a rua, que é bem tranquila. O único inconveniente são os paralelepípedos na entrada, mas como são poucos, nem é tão ruim assim. Infelizmente na entrada existe uma escada, quem é cadeirante tem que entrar por uma porta lateral. Mas nada complicado, e o guardinha da Pinacoteca, logo que vê o cadeirante chegando, já se prontifica a abrir a porta e ajudar.
O interior da Pinacoteca, além de lindo é muito tranquilo pra circular. O chão é liso e tem elevador.
Tem banheiro adaptado, mas é assim: você entra com a cadeira, mira no vaso, faz o que tem que fazer e sai de ré. Apesar da porta ser mais larga e ter uma barra, não conheço cadeira tão pequena que consiga fazer manobra ali. Só de Playmobil.
De qualquer maneira, eu adorei o lugar, é lindo, bem espaçoso e os funcionários extremamente atenciosos. Valeu muito a visita!
A entrada custa R$ 6,00 e cadeirante não paga. Ah, eles tem uma scooter disponível pra quem quiser e/ou precisar. É só pedir pro guardinha.
Eduardo Camara - quinta-feira, 2 de setembro de 2010 - 13:15
Estou com uma semana atrasado, mas deem um desconto. A viagem foi muito corrida e cansativa. Gastei 36h desde a saída de casa no Rio até a chegada no hotel do Canadá. Foram 4 voos (um deles em um teco-teco de 26 lugares), horas e horas de aeroporto e mais um monte de estrada dentro de uma van. O hotel em que nos hospedamos ficava a mais de 100Km (!!!) de distância do local da prova, pois todos os outros que eram mais perto estavam lotados. Muito cansativo e um verdadeiro inferno ter que gastar 2h30m todo dia só nas idas e vindas.
A população compareceu em massa!
A cidadezinha do campeonato, Baie-Comeau, é uma vila no meio do nada. O lugar é bonitinho? É sim, mas não tinha estrutura para receber tanta gente. O centro da cidade é uma rua de 300m de comprimento. Literalmente. Mas claro que isso também tem os pontos positivos. Como não há nada para se fazer na cidade, a população inteira (pouco mais de 20 mil habitantes) foi prestigiar a prova. Beeeeem legal!
Eu e Aranha babando uma Carbonbike - handbike que chega a pesar 9Kg
Chegamos no hotel terça-feira à noite e desabamos na cama. No outro dia, já estávamos de pé às 7h para “viajar” de carro até Baie-Comeau e começar os preparativos. Passei por um classificação funcional onde uma equipe avalia minha capacidade física e atribui uma pontuação. De acordo com essa pontuação, sou alocado em uma determinada categoria. Sem surpresas, caio na categoria H2, como esperado. O Aranha não teve a mesma sorte. Devido à uma regra nova, acabou sendo alocado na categoria H4 e tinha que correr em uma bike de ajoelhar, que ele nem mesmo tem. O resultado foi que ele pode correr apenas a prova de contra-relógio e mesmo assim sem registro de tempo. Foi uma sacanagem sem tamanho e vou escrever mais sobre isso no blog da handbike para quem quiser entender melhor como funciona a classificação funcional…
A equipe da Holanda tinha uma estrutura de cair o queixo. As handbikes não ficavam atrás...
Logo depois da classificação funcional fomos buscar nossas malas – que não cabiam no teco-teco e vieram de caminhão – e bikes. A cidade já estava lotada de atletas de todas as categorias. Centenas de handbikes, tandems e bikes convencionais circulando. Aí caiu a ficha de que estava no campeonato mundial, junto com os melhores atletas do mundo. Sensacional!!!
Hora de montar e regular as hands. Acabamos demorando mais do que o previsto e o resultado foi que não consegui fazer a volta de reconhecimento no percurso. Andei apenas os 3 primeiros quilômetros e só descobri os outros 8 no dia seguinte, já durante a prova.
Eu na largada da prova de contra-relógio
Na quinta-feira, dia 19/08, rolou a prova de contra-relógio individual, onde cada um larga separado e deve fazer o circuito no menor tempo possível. Eram apenas 11,4Km, moleza para quem treina 50 por dia, mas tinha um pequeno detalhe: duas subidas com inclinação de 12% e cerca de 500m cada. Destruidoras. Nunca senti tanta dor na vida e juro que pensei em desistir da carreira de ciclista por ali. Para quem está acostumado com os trechos planos do Rio, aquilo foi um verdadeiro suplício… E para completar, ainda tive problemas com a bicicleta na subida. Minha corrente caiu e daí demorei mais de um minuto recolocando-a no lugar. Depois da subidaona, uma descida vertiginosa onde a bike chegava a 65Km/h sem pedalar. Desci travado e no final, não podia ser muito diferente: cheguei em último.
Fernando Aranha e Eduardo Camara na largada da prova de contra-relógio
Não me abalei pois era disparado o menos experiente de todos os corredores. Dez meses de treinamento intenso aqui no Brasil valem muito, mas não dá para comparar com a galera dos outros países, principalmente da Europa, que já corre há anos. E vários dos atletas vieram de outros esportes, como a corrida em cadeira de rodas. O desafio era mesmo correr contra mim mesmo e dar o meu melhor.
Tentei descansar na sexta-feira, mas não deu. Mais acertos na bike para que a corrente não caísse e também aproveitei para ver as outras corridas. Foi um barato assistir os tops do mundo no paraciclismo e ver o Brasil ganhando a primeira medalha – de bronze – na prova de contra-relógio da categoria C5 com Lauro Chaman. O desempenho dos atletas brasileiros foi muito bom e na categoria C5 o Brasil fechou o pódio na prova de estrada que rolou no domingo, algo que só outro país conseguiu fazer (Suiça na prova de estrada da categoria H2). Se considerarmos a diferença de estrutura da equipe do Brasil para a dos outros países e a falta de incentivo ao esporte que temos por aqui, o mérito é ainda maior. Para terem uma idéia, nossa delegação tinha 10 atletas e apenas mais dois grandes caras (Romolo Lazzaretti e Cláudio Civatti) que se desdobraram o tempo todo fazendo papel de chefe de delegação, técnico, motorista, mecânico e o que precisasse. Tiro o chapéu para os dois!
Momento de descontração
No sábado, almocei cedo – a comida era pior do que a do bandejão da faculdade – e tentei me concentrar para corrida de estrada, que começava às 13:30. Nessa corrida, todos largam juntos e ganha quem chegar primeiro. Eu, nervoso, só pensava em ter que encarar o “himalaia” canadense 4x! Mas foi só alinhar na largada que fui tomado duma sensação muito boa. Estava ali, lado a lado com todos os outros competidores sinistros que eu só conhecia por fotos, vídeos e Internet. Os caras são muito fera e é claro que só os vi quando alinhamos para largar :-)
Dada a largada, consegui acompanhar o bloco principal por 1 Km, até chegar a primeira subida. Meu coração estava a 188 BPM (marca nunca atingida antes) e tive que diminuir um pouco o passo para não correr o risco de deixar a Bibinha viúva. De lá, fui só seguindo um australiano que estava uma centena de metros na minha frente. Cheguei a perder o tal australiano de vista, mas o encontrei novamente quando cheguei à base do Everest. Joel Jeannot (francês) e Vicco Meklein (alemão), respectivamente primeiro e terceiro lugares da categoria H3, me incentivavam com “allez! allez!” e “go! go! go!” enquanto eu botava os bofes para fora e me arrependia de ter nascido. Ver dois caras como eles torcendo por mim me empolgou e a subida ficou até mais fácil… Demais!
Sandro Fernandes e Paulo Cardoso - Categoria Tandem
Vencida minha primeira batalha contra o morrão, desci com mais confiança do que no primeiro dia e fui junto com o australiano. O passei no final da descida e já não era mais o último. Enquanto caminhava para terminar a primeira volta, Jean-Marc Berset, da Suiça, estava passando no sentido oposto do circuito, provavelmente uns 10 minutos à minha frente. O cara, aos 50 anos, já tinha sido o campeão da prova de quinta-feira e caminhava sozinho para ganhar mais outra. Impressionante! Logo atrás estava Heinz Frei, outra lenda do esporte paraolímpico e com quem tirei até uma foto de tiete depois da prova.
Passei pelo pórtico completando a primeira volta enquanto a multidão fazia barulho. Definitivamente, a grande vantagem de ter corrido numa cidade pequena como Baie-Comeau. Todos os moradores vão para as ruas com sinetas, panelas, cornetas, bandeiras e tudo mais. A cada metro tem um doido gritando “allez!”, “go!”, “keep pushing!” e outros clássicos do incentivo. E não é que funciona? Estimulado e conhecendo melhor o trajeto, encontrei meu ritmo e venci com mais tranquilidade as ladeiras que ficam no centro da cidade. Continuei mantendo o passo e, se não via o próximo competidor à frente, também não via o australiano pelo retrovisor. Me aproximei novamente dos Pirineus de Baie-Comeau e o sol estava forte, com a temperatura beirando os 30 graus. Suando em bicas, a 8Km/h, comecei a escalar a primeira parte da ladeirona pensando apenas que depois daquela ainda faltavam mais duas voltas. Será que ia aguentar? Nunca saberei… Pouco depois de chegar ao platô que fica após a primeira subida, meu pneu saiu do aro e esvaziou (descobri depois que foi culpa do mecânico que o montou no Rio). :-(
Fui para o canto da pista e um carro da organização parou. De dentro saltou uma médica que perguntou o que houve e se eu estava bem. Falei que
Heinz Frei, lenda do esporte paraolímpico, e eu
era só um pneu murcho, ela chamou o carro de apoio mecânico e se certificou de que estava bem hidratado antes de seguir. Esperei uns bons minutos pelo carro da Shimano (fábrica de peças de bicicleta). Enquanto isso, fiquei assistindo a prova de um local privilegiado e vi Berset – o suiço voador – passar. Logo depois veio o Frei e mais outro suiço. As posições ficaram assim até o fim da prova, mostrando como o país dos famosos relógios domina as provas de handbike na categoria H2. O carro de apoio mecânico chegou e foi só confusão. Trocaram minha roda por uma de 10 velocidades e na pressa fizeram alguma besteira que desregulou meu passador e impediu a troca das marchas. Na confusão, ainda perderam uma sapata do meu freio. Não teve jeito e tive que abandonar a prova. Ainda esperei por um terceiro carro que “reboca” os quebrados até o centro da cidade. Dois canadenses gente fina e com um cecê do cão me carregaram pra dentro de um Jeep e fui de carona até o local da largada. No caminho, fui pensando em como a experiência de correr essas provas foi válida.
A delegação brasileira no Canadá - João, Soelito e Lauro (categoria C5), uniformizados, ganharam medalhas de bronze, ouro e prata, respectivamente. Orgulho para o Brasil!
Quando cheguei em Baie-Comeau, achei que estava como aquele africano que foi competir nas olimpíadas e quase morreu afogado na prova de natação pois não sabia nadar. Agora, tenho consciência de que não estou tão mal assim. Sei que ainda posso melhorar muito e a experiência que trouxe fica comigo até o fim da minha vida. Me aguardem! Não, melhor, não me aguardem não, que eu vou buscar :-)
Vale a pena ver o vídeo feito pela organização do campeonato. Dá para sentir o gostinho de como foi competir por lá!
Eduardo Camara - terça-feira, 29 de junho de 2010 - 10:20
Josimar "Joselito" Sena na largada do Contra-Relógio
Sexta-feira passada, o Brasil inteiro ligado no jogo contra Portugal e eu pegando vôo para o Campeonato Brasileiro de Ciclismo Paraolímpico. Pelo menos não perdi muita coisa, né? E lá em Brasília, o campeonato foi maneiríssimo!
Os atletas foram chegando ao longo do dia, e à noite rolou o congresso técnico e a primeira vitória da galera do handbike: a organização da prova cumpriu o combinado na última competição e dividiu os atletas em duas categorias, de acordo com os níveis de deficiência. Assim, a competição ficou mais justa e os atletas satisfeitos e estimulados!
As provas foram realizadas no autódromo Nelson Piquet, com céu azul, ótimo asfalto e um percurso que misturava subidas e descidas. Gostei do lugar, mas as subidas e o vento forte jogaram as médias de velocidade lá para baixo. Aliás, como foi difícil encarar os aclives com a handbike. Subir umas ladeiras virou dever de casa!
Joselito e Aranha na prova de estrada
Sábado foi dia do Contra-relógio individual, prova onde cada atleta larga separado e deve terminar o percurso no menor tempo. A distância total era de 5.400m. É pouco (a UCI recomenda no mínimo 10Km) e até fiz uma recomendação à organização para aumentar as distâncias em um próximo evento. De qualquer forma, o circuito tinha duas subidas que serviram para diferenciar os atletas. O melhor handbiker do Brasil, Fernando Aranha, estava com um azar danado e quebrou o pedivela na largada. Eita cara bruto! A quebra de Aranha abriu espaço para Eliziário “Motorzinho” brilhar e vencer na categoria H3. O atleta de São Vicente, veterano da handbike e do triathlon – onde já completou incríveis 8 Iron Man – fechou a prova em 11’09”, melhor tempo do dia. Completaram o pódio Cláudio Amaral (que mostra uma ótima evolução) e Ronílson “Índio”. Na categoria H2, esse que vos escreve chegou na frente com o tempo de 11’37” (Ah moleque!!! Ah, moleque!!!), o segundo melhor do dia. Feliz igual pinto no lixo, ainda dividi o pódio com os afiados Rafael Rodrigues (2o colocado) e Josimar Sena (3o colocado), que se mostraram bastante preparados para a prova.
Eu e Perna (provavelmente falando besteira) no hotel
No último dia, era a vez da prova de estrada. Mesmo local, mas circuito diferente, com uma loooonga subida, uma descida e trechos planos. No total, 15Km de pedal com todos os atletas de cada categoria largando juntos. A H3 largou na frente e 30s depois foi a vez da H2. Aranha, que correu atrás e conseguiu soldar o pedivela quebrado na véspera, mostrou que é o cara e terminou os 15km em 26’18”, com média acima dos 34Km/h. Está no nível dos principais atletas do exterior. Atrás vieram “Motorzinho” e “Índio”. Cláudio Amaral sofreu com o vírus do pedivela quebrado (pegou do Aranha!) e não chegou a largar.
As handbikes na prova de domingo
Na H2, o começo de prova foi bem disputado. Comecei puxando a galera até o fim da subida, mas como não estava afim de dar carona para aquele bando de marmanjo, dei uma guinada para o lado, abri um sprint até 43Km/h e deixei o resto do pessoal no vácuo. Ou melhor, FORA dele. Apertei tanto o ritmo na primeira volta que a fechei com média de 31Km/h. Claro que não consegui manter a o ritmo ao longo das outras voltas, ainda mais com o subidão da reta dos boxes, mas foi o suficiente para vencer a prova e manter longe o 2o colocado, o incansável Rafael Rodrigues – que também fez uma ótima corrida. Em terceiro, completando pódio, chegou Rony Vasconcelos.
A galera do Clube de Ciclismo de São José dos Campos. Pose com as medalhas!
Resumo da ópera: houve uma nítida evolução de todos os atletas. A organização ofereceu boa infraestrutura aos atletas e organizou a prova em um excelente circuito, além de ter cumprido o prometido e dividido os atletas de handbike em duas categorias. Ponto a melhorar? Apenas as distâncias das provas, que na minha opinião deveriam ter tido o dobro do tamanho.
Eduardo Camara - terça-feira, 4 de maio de 2010 - 17:03
No último final de semana fomos à Caraguatatuba para participar da Copa Brasil de Ciclismo Paraolímpico, competição que reuniu os melhores ciclistas com deficiência do país. Entre eles, 12 handbikers!
Largada da prova de estrada, categoria handbike
Dentre as 6 categorias da Copa Brasil, a de handbikes foi a que teve mais participantes. Foi legal encontrar com atletas veteranos como Fernando Aranha, Índio, Motorzinho, Mario e Maciel, todos há vários anos no esporte, e também ver que tem gente nova pintando, como o Claudio de Patos de Minas, Evandro e Josimar, de SJC, e o pessoal do Parakart, que ganhou a handbike no passeio ciclístico World Bike Tour em SP e está pedalando pra valer!
Eu na prova contra-relógio individual
O local escolhido para a prova, organizada em conjunto pelo Clube de Ciclismo de SJC, Líder e CBC, era sensacional! Simplesmente à beira da praia, com 1.700 m de asfalto lisinho e uma pequena subida leve. Os dias também estavam lindos, com céu azul o tempo todo!
Jogo de equipe: Aranha na frente e eu colado atrás, tentando alcançar o Motorzinho
No sábado rolou o Contra-Relógio Individual (CRI), onde cada atleta larga separado, não pode pegar vácuo e tem que terminar as voltas no menor tempo possível. Mesmo furando o pneu na primeira curva do circuito, Fernando Aranha conseguiu completar as 3 voltas em 9:58 minutos e chegou em primeiro. Em seguida veio Eliziário dos Santos, o Motorzinho, com 10:16 minutos e dois segundos depois, euzinho aqui. Fiquei feliz bagarai! :) Índio e Claudio Amaral completaram o pódio, todos com tempo abaixo dos 11 minutos.
A galera do handbike confraternizando após a corrida
Domingo teve mais prova, dessa vez a de estrada, e os handbikers tiveram que completar 10 voltas no circuito. No começo da corrida, Motorzinho e Aranha puxaram o ritmo da prova e eu fui logo atrás, tentando abrir distância do 4o e 5o colocados (Índio e Claudio Amaral). Consegui me distanciar deles, mas mesmo com os esforços do Aranha, que me puxou umas 3 voltas pelo menos, não consegui alcançar o Motorzinho. No final, as 5 primeiras posições da prova de estrada foram as mesmas da prova de CRI, com destaque para o sprint final de Índio e Claudio Amaral pela disputa do 4o lugar. Claudio vinha na frente, mas Índio acabou ultrapassando-o a poucos metros da linha de chegada.
Recompensa por ter terminado a prova
Depois das provas, rolou ainda um ótimo bate papo com os atletas e a galera que foi prestigiar a corrida. Foi muito legal constatar o quanto estamos unidos e queremos promover o esporte. E de quebra, ainda conhecemos a Cybelle do Deficiente Alerta, que fez uma aparição surpresa por lá. Gente finíssima!
Eu e as medalhas
Quem quiser conferir os resultados completos, mais fotos e outros detalhes da Copa Brasil pode visitar o Handbike Blog. Vou colocar as informações por lá daqui a pouco…
A galera do Clube de Ciclismo de SJC, junto com outros atletas amigos
Eduardo Camara - quinta-feira, 22 de abril de 2010 - 14:59
Tá, você já assistiu os vídeos, viu a handbike da Luciana na novela e está doido para pedalar, mas não tem uma handbike. Seus problemas acabaram!!!
Nesse domingo – e talvez nos próximos – o Mão na Roda, em parceria com a ONG Espaço Novo Ser e o Projeto Praia Para Todos, vai liberar uma bike para empréstimo na Praia de Copacabana, em frente ao posto 5.
Talvez algumas pessoas daqui já saibam, mas no começo do ano rolou o Bike Tour em São Paulo e 10 handbikes foram sorteadas. Eu fui um dos felizardos e viajei para SP exclusivamente para pegar a bike e trazer aqui para o Rio, já com a idéia de emprestá-la para quem não tem condições de comprar/manter uma bicicleta. Depois de redescobrir a maravilha que é pedalar, quero dar a mesma oportunidade para todas as pessoas que, como eu, não podem andar em uma bike comum.
Domingo passado testamos a idéia pela primeira vez, e foi um sucesso! Seis pessoas pedalaram a handbike pela orla de Copacabana. Teve criança, homem, mulher, gente que nunca tinha pedalado uma bike na vida e também quem estava há anos sem pedalar.
Então, se você quiser testar a bicicleta, dê um pulo no projeto Praia Para Todos nesse domingo, das 9 às 14h, em frente ao Posto 5 de Copacabana. Só não se esqueça de levar um documento de identidade ou carteira de motorista, ok?
E para deixar vocês com mais vontade de ir, aqui estão algumas fotos da semana passada!
Nossa leitora Paula Teperino testa a bike
…
Paula, Breno, Ricardo e eu, no projeto Praia Para Todos
…
Letícia estava conhecendo o projeto e aproveitou para dar uma pedalada
Eduardo Camara - terça-feira, 13 de abril de 2010 - 21:40
Voltar a pedalar me trouxe uma alegria infinita e sempre que puder vou compartilhar isso com vocês. Longe de mim começar com aquele papo de que a lesão medular tornou minha vida muito melhor do que era antes, mas sinto-me um privilegiado toda vez que volto pedalando do Aterro do Flamengo no final da tarde e vejo a Baía de Guanabara com suas águas douradas refletindo o sol. O visual é indescritível e no que depender de mim vou brigar um bocado para cada cadeirudo ter a oportunidade de viver essa mesma sensação de alegria que eu sinto pedalando.
Nesse último final de semana, filmei minha pedalada pela orla do Rio e o resultado tá aqui no blog para vocês. A edição ficou por conta da minha super ultra mega linda e talentosa namorada, Bianca Marotta. :)
Bianca Marotta - segunda-feira, 12 de abril de 2010 - 10:50
Nossa leitora Brunna Melazzo nos presenteou com uma bela visita e muitas fotos do Praia Clube de Uberlândia, que é bastante acessível, como vocês podem ver nas fotos no final deste post.
Segundo ela o “clube é muuuuuiiiitttoooooo grande” e por isso não conseguiu tirar foto de tudo, mas além do que vocês podem ver abaixo, ela destaca também as trilhas calçadas em toda a área do clube, inclusive na beira do rio, os banheiros que possuem, pelo menos, uma cabine adaptada e o vestiário próximo às quadras de esportes, onde há adaptação para banho.
O clube é cortado por um rio e há duas pontes ligando seus dois lados. Uma delas possui um deck com acesso que pode ser feito tanto por escadas quanto por rampas. Brunna conta também que o parque aquático infantil possui três níveis, mas somente o do meio tem acesso a cadeirantes. Já as quadras de tênis e vestiários são adaptadas.
Segundo Brunna, não se pode dizer que 100% da área do clube é adaptada, mas uns 95% sim. Algumas rampas, como as de acesso às piscinas do Complexo Cidade Jardim, por exemplo, são muito íngremes.
Detalhes de outros ambientes do Praia Clube de Uberlândia, vocês podem ver nas fotos abaixo.
Super obrigada, Brunna! A equipe do Mão na Roda e todos os seus leitores, agradecem!
E fica a pergunta: por que todos os clubes não fazem o mesmo?
Vagas reservadas no estacionamento
Portão de entrada para pessoas com deficiência ao lado da roleta
Rampa de acesso ao restaurante da piscina olímpica
Rampa de acesso ao restaurante da piscina olímpica - vista da piscina
Rampas de acesso à piscina olímpica
Rampinhas de acesso à lanchonete de sorvetes e picolés
Brinquedos com rampas no parque infantil
Vias alfaltadas no parque infantil
Rampa de acesso ao vestiário
Porta com alavanca para banheiro adaptado e banheiro adaptado
Eduardo Camara - quarta-feira, 17 de março de 2010 - 00:52
Para não encher TANTO o saco de vocês todos com as tais handbikes, criei um novo blog específico para o assunto. Lá vou entrar em mais detalhes sobre competições, equipamentos e o que rola sobre handbikes por aqui no Brasil e pelo mundo. O blog acabou de começar, mas já está com um calendário completo das provas daqui do Brasil! Para quem quiser acompanhar, é só passar no Handbike Blog.
Eduardo Camara - terça-feira, 2 de março de 2010 - 20:35
Se lembram da competição de handcycle que rolou na semana passada em São José dos Campos? Minha super-hiper-mega-ultra-fodíssima namorada editou um vídeo do que rolou por lá. Sem querer puxar o saco, ficou muito maneiro!