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Solo Sagrado de Guarapiranga – São Paulo

Christian Matsuy - segunda-feira, 1 de novembro de 2010 - 12:02

Recebemos essa dica de local acessível da leitora aqui do blog Gabriele Talaia, que ao ver as recentes publicações de locais acessíveis em São Paulo, fez a sua contribuição, indicando um lugar diferente mas nem por isso sem acessibilidade!

Estamos falando do Solo Sagrado, uma grande área às margens da represa de Guarapiranga na zona sul de Sampa.

Atualmente, o Solo Sagrado vem sendo utilizado por diversas instituições públicas, privadas e religiosas, que realizam eventos e cerimônias, aproveitando as modernas instalações e recursos, assim como a maravilhosa atmosfera do local, que torna as atividades bastante agradáveis.

Ele é um parque da Igreja Messiânica, e está aberto para visitação de grupos de quarta à domingo, e o agendamento para grupos de visita é feito de terça à domingo através do site www.solosagrado.org.br. A entrada é de graça.

lago de carpas

Dentro do Solo, existem duas lanchonetes (com mesas reservadas para pessoas com deficiência, o que é bem útil quando ele está lotado), os banheiros são totalmente adaptados e bem largos, e por todo o Solo temos rampas (aliás, quase não existem degraus).

mesas reservadas garante o acesso mesmo em dias lotados

Caso precise de alguma ajuda (desde empurrar a cadeira em uma subida à informações) os funcionários estão por todas as partes e são extremamente simpáticos. Há um estacionamento principal logo na entrada, mas dependendo da necessidade e da parte que você queira ir, existem várias vagas dentro do parque mesmo (exemplo: perto do altar, da lanchonete…).

banheiro adaptado do Solo Sagrado

Ah, e uma dica: não se esqueça de levar garrafinhas para água, e de passar muito protetor solar. Quando está calor, o sol lá é realmente forte, e no frio, é bom levar blusas extras, porque venta muito.

É recomendado não ir aos domingos, porque é o dia mais cheio e fica difícil de aproveitar tudo com a multidão que aparece por lá. Apesar de ser um parque, existem algumas regras a serem seguidas, como não andar de skate, bicicleta, empinar pipa e andar em trajes de banho, no site deles há todas as regras e dicas. É um lugar muito interessante para sair da rotina do stress urbano.

. . .

Solo Sagrado de Guarapiranga
Estrada do Jaceguai, 6567
Parelheiros (ver no Google Mapas)
(11) 5970-1000

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Floripa

Cris Costa - segunda-feira, 25 de outubro de 2010 - 14:14

Como todos estão carecas de saber, o povo do Blog adora viajar. E dessa vez meu destino foi Florianópolis. Fui para o casamento de uma amiga, e claro aproveitei pra conhecer um pouquinho da cidade. Mas foi tão pouco, que ainda no aeroporto já me dava saudades e desejo de voltar em breve pra aproveitar mais dessa cidade linda. Fiquei apaixonada pela ilha.

O Hotel no qual fiquei era bem acessível e adaptado(Jurerê Beach Village). O quarto era amplo e com banheiro adequado.

Ah sim, um pequeno parênteses: porque em nenhum hotel (pelo menos nunca vi) colocam o raio da saboneteira perto do banquinho? E o shampoo e condicionador, onde eu ponho? Ok, ninguém precisa responder. Mas tá aí algo em que podiam pensar na hora de adaptar o banheiro, né?

Voltando,  o pessoal do hotel era 100% solícito. Mas como era tudo barreiraless (sem barreira) nem precisei importunar muito os funcionários.  O hotel possuía uma rampa pra se chegar à praia, que pensei em usar pra chegar direto na água. Mas achei que a volta seria um tanto complicada e preferi não arriscar, rsrsrsrs. E fiquei olhando pro mar com cara de saudade e me lebrando da sensação deliciosa de pisar na areia molhada e dar um mergulho :O(

No único dia que tive livre, fui dar um passeio pra conhecer a cidade. Visitei  o Jurerê Internacional, que parece ser o point da galera bonita e sarada. Claro que me senti deslocada, mas não deixei de aproveitar o belo visual, fosse ele estático ou animado. Gostei muito da praia, e me pareceu a mais provável de conseguir dar um mergulho, já que a faixa de areia é bem pequena. Mas tava frio e resolvi deixar pra exibir meus bucheps em outra oportunidade.

Por ali dá pra circular tranquilo, o estacionamento, perto da praia, possui vagas reservadas e tem rampas para todos os lados. Porém, não consegui achar banheiro adaptado.

Continuando a visita, visitei um mirante com uma vista linda para a lagoa. E num final de tarde deslumbrante. Tem onde estacionar e não vi nenhuma dificuldade de chegar no mirante.

Cheguei a ir à praia Mole, mas já era tarde, o trânsito tava uó e o trecho pra chegar até a praia me pareceu bem complicado de ser ir com a cadeira. Aliás, para quem vai a Floripa é recomedável que vá de carro ou alugue um por lá. Alguns lugares são distantes e achar taxi não é fácil e como as distâncias são grandes pode ficar caro. Compensa muito estar de carro.

Cheguei a ir em alguns restaurantes, mas não consegui achar nenhum com banheiro adaptado. Porém notei que a maioria dos lugares possui rampas. Missão para uma próxima visita.

Enfim, infelizmente o passeio acabou e fiquei louca pra voltar e conhecer melhor a cidade. Mas valeu muito.  I’ll be back!

Hotel Jurerê Beach Village: www.jurerebeachvillage.com.br

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Pinacoteca – SP

Cris Costa - sexta-feira, 3 de setembro de 2010 - 12:29

A Pinacoteca de São Paulo fica bem em frente ao Museu da Língua Portuguesa, na Praça da Luz.  É só atravessar a rua, que é bem tranquila. O único inconveniente são os paralelepípedos na entrada, mas como são poucos, nem é tão ruim assim. Infelizmente na entrada existe uma escada, quem é cadeirante tem que entrar por uma porta lateral. Mas nada complicado, e o guardinha da Pinacoteca, logo que vê o cadeirante chegando, já se prontifica a abrir a porta e ajudar.

O interior da Pinacoteca, além de lindo é muito tranquilo pra circular. O chão é liso e tem elevador.

Tem banheiro adaptado, mas é assim: você entra com a cadeira, mira no vaso, faz o que tem que fazer e sai de ré. Apesar da porta ser mais larga e ter uma barra, não conheço cadeira tão pequena que consiga fazer manobra ali. Só de Playmobil.

De qualquer maneira, eu adorei o lugar, é lindo, bem espaçoso e os funcionários extremamente atenciosos. Valeu muito a visita!

A entrada custa R$ 6,00 e cadeirante não paga. Ah, eles tem uma scooter disponível pra quem quiser e/ou precisar. É só pedir pro guardinha.

. . .

Pinacoteca
Praça da Luz, 2
São Paulo, SP
Telefone:  55 11 3324-1000
http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/

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Museu da Língua Portuguesa – SP

Cris Costa - quarta-feira, 1 de setembro de 2010 - 14:25

Continuando meu passeio na terra da garoa, depois de encher a pança no Mercadão fui visitar o Museu da Língua Portuguesa, que fica na Estação da Luz. O edifício é lindo e fiquei me perguntando o quanto seria acessível, já que é uma construção do século XIX. E fiquei feliz ao ver que eles adaptaram o que precisava (que era pouco), sem estragar a estrutura do prédio. Na  entrada, por exemplo, tem uns degraus e ali colocaram um elevador.  E não precisa procurar o segurança pra pedir pra chamar o outro segurança, que conhece a pessoa que guarda a chave do elevador. É só entrar e subir.

Lá dentro é bem tranquilo. Tem só uma rampa, mas uma ajudazinha (se necessário) resolve. O chão é liso, e todos os textos e telas tem altura boa, então dá pra aproveitar e ler tudo.

Até no Beco das Palavras, uma sala com um jogo etimológico interativo que permite brincar com a criação de palavras, conhecendo suas origens e significados, tem 3 mesas com diferentes alturas. Dá pra todo mundo brincar!

Ah, a entrada custa R$6,00 e cadeirante não paga. Aos sábados a entrada é gratuita.

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Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº
Centro – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3326-0775
Site: http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/

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Jeep Tour – Passeio de jipe adaptado no Rio de Janeiro

Bianca Marotta - sexta-feira, 23 de abril de 2010 - 15:23

baia de Guanabara vista do alto da vista chinesa

Paisagem do mirante da Vista Chinesa

Há algumas semanas atrás o Raffael, diretor da Jeep Tour, entrou em contato conosco e ofereceu um dos passeios de jipe acessível da empresa. Já tínhamos ouvido falar do passeio e estava na nossa agenda testá-lo um dia. Concordamos na hora! Difícil apenas foi conciliarmos a disponibilidade dos integrantes do blog, mas obviamente, todos queriam participar!

Rampa na traseira do jipe montada para embarque dos passageiros

Marcado o dia e escolhido o roteiro, um passeio pela Floresta da Tijuca, definimos o ponto de encontro: estacionamento na Lagoa, no Parque dos Patins. Chegando lá, conhecemos o Sergio, que seria nosso guia e o Sandro, nosso motorista. Ambos simpaticíssimos e muito bem dispostos! 1ª surpresa agradável do passeio!

cinto de segurança prendendo a cintura do cadeirante

Cinto de segurança

Em seguida fomos apresentados ao nosso meio de transporte, um antigo jipe do exército que foi preparado para transportar pessoas em cadeira de rodas. Ele pode transportar até 3 cadeirantes junto com mais 5 não cadeirantes. O legal é que fica todo mundo junto e, como o jipe é mais alto do que os outros carros, dá para curtir muito melhor a paisagem. E tem até uma lona que cobre o teto em caso de chuva!

O leitor deve estar se perguntando: “Mas como é que foi feita essa adaptação do jipe para cadeirantes?”  Nada complicado, garanto a vocês. A caçamba dele possui duas fileiras de bancos no seu sentido de seu comprimento, uma de frente pra outra. Pra começar, os assentos de uma das fileiras foram removidos, permanecendo apenas os seus encostos. Os cintos de segurança foram mantidos, para serem afivelados em volta da cintura do cadeirante, nenhum mistério. Mas para que a cadeira ficasse ainda mais segura, foram instalados cintos no chão da caçamba, com ganchos que são presos aos pés da cadeira.

Cinto preso ao chão da caçamba do jipe e à cadeira de rodas.

Ganchos preendendo a cadeira de rodas ao jipe

Tudo bem, ótimo, o jipe é seguro, mas como o cadeirante faz pra subir nele? Colinho? Não, não. Nada de colinho. No jipe foram instaladas duas rampas dobráveis, de forma que, elas são montadas e desmontadas facilmente quando os cadeirantes precisam entrar ou sair do jipe. Além disso a distância entre elas é regulável, ou seja, cadeiras de todas as larguras podem usá-las.

Mirante da vista chinesa

Subimos todos no carango e nos preparamos para o passeio, que teve início na subida para o Horto, em direção à vista Chinesa, nossa primeira parada. Outra bela supresa por lá: foi construída uma rampinha pra facilitar a chegada dos cadeirantes até a construção que fica a 380m de altitude e de onde se tem uma belíssima vista do Rio de Janeiro. Juro, gente, dá pra ver as praias, o Corcovado e o Pão de Açúcar. Tudo de um mesmo ponto.

Durante o passeio, todo feito em meio a muito verde, passamos pela Mesa do Imperador, Cascatinha da Tijuca, onde foi construída uma excelente rampa, que leva o cadeirante até bem perto da cachoeira, Capela Mayrink com os afrescos de Cândido Portinari, chegando até o restaurante Dois Esquilos, por onde apenas passamos rapidamente. Ah! Demos sorte e avistamos vários macaquinhos durante o nosso tour.

Infelizmente não encontramos nenhum banheiro adaptado no caminho, mas já demos a dica pro pessoal do Jeep Tour, que passará a informação pra prefeitura.

Rampa na cascatinha da Tijuca

Rampa de acesso ao mirante da Cascatinha

E pra terminar o passeio com chave de ouro, o Sandro, nosso motorista massa, desceu pela estrada das Canoas com direito a parada na praia de São Conrado. O dia estava belíssimo e o clima mais que agradável. Tudo correu super bem e todos os integrantes do blog voltaram felicíssimos pra casa. Passeio obrigatório tanto para quem mora, quanto para quem visita o Rio!

Por do sol na praia de São Conrado

Paisagem da praia do Pepino no fim de tarde

Em tempo: a empresa está aumentando a frota de jipes adaptados e atualmente oferece, além do passeio pela Floresta da Tijuca, mais 8 roteiros no Rio de Janeiro. Mais informações sobre agendamento, roteiros, fotos etc estão no site da Jeep Tour.

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Jeep Tour
Fone: (21) 2108-5800
Fax: (21) 2108-5818
www.jeeptour.com.br

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Cidade do Samba

Nickolas Marcon - sexta-feira, 5 de junho de 2009 - 16:18

Cidade do Samba - entrada

Tá certo que nessa época do ano ainda tem muita gente curtindo a ressaca do carnaval, mas sempre é tempo de esquentar os tambores para não perder o pique. Para quem gosta de samba, a Cidade do Samba é o ponto certo para isso.

Cidade do Samba vista de cima

Espaço coberto onde acontecem os showsA Cidade do Samba é um conjunto de galpões onde as escolas de samba do grupo especial do RJ preparam seus adereços para a festa pagã. Mas também tem uma infra-estrutura com palco e áreas abertas onde se realizam shows semanalmente. A infra-estrutura é muito boa e o visitante pode circular por uma passarela elevada que corre todos os galpões, observando do alto a montagem de todas as alegorias das escolas de samba.

Passarela de onde se vê a Cidade do Samba de cima

Espécie de varanda de onde o visitante pode ver o interior dos galpões O local tem fácil circulação para cadeirantes, tanto no nível inferior, onde todo o terreno é plano, quanto nas passarelas no nível superior também totalmente planas e largas. Destaque para as varandas internas dos galpões, cujos guarda-corpos são de barras de ferro bem espaçadas, permitindo a visão total do galpão entre as barras mesmo para quem está na cadeira. Detalhe importante: para se chegar ao nível superior existem elevadores além das escadas.

Banheiro adaptado - detalhe para a descarga mal posicionada, dificultando o uso da mesma pelo cadeirante

Ramap do estacionamento - inclinação muito íngremeComo pontos negativos, os poucos banheiros adaptados (só vi 2, e um deles estava trancado com chave) e as poucas rampas para passar da pista para a calçada no espaço central entre os galpões. Há um estacionamento interno e coberto, mas a pequena rampa de acesso do estacionamento interno para o prédio de entrada é mais íngreme que o recomendado. A entrada desse estacionamento é mal sinalizada e não há vagas reservadas no seu interior.

Espaço ao ar livre da Cidade do Samba

Para quem entra sem carro, não há catracas largas para passagem de cadeira. O jeito é enfrentar um desvio que passa pelo prédio da administração com um pequeno degrau no meio do caminho. Deveria ser criado um caminho mais largo com uma catraca mais espaçosa, há bastante espaço livre para isso.

No mais, para quem curte o desfile das escolas de samba e quer conhecer o trabalho delas mais de perto, é um ótimo passeio. Pra quem gosta de samba também, pois o local apresenta shows o ano inteiro.

  O que gostamos   O que poderia melhorar

• Espaço amplo e plano
• Rampas e elevadores presentes
• Varandas dos galpões com guarda-corpos 
de barras de ferro bem espaçadas
• Possui banheiros adaptados
• Estacionamento no local

• Descarga do banheiro mal posicionada dificultando seu uso
• Poucas rampas para acessar espaço central
• rampa de acesso do estacionamento muito íngreme
• Falta de catracas largas na entrada para passagem da cadeira
• Estacionamento com entrada mal sinalizada e sem vagas reservadas

  

Clique aqui e veja localização no mapa.

. . .

Cidade do Samba
http://cidadedosambarj.globo.com/

Rua Rivadávia Correa nº 60, Gamboa, Zona Portuária
Tels.: (55-21) 2213-2503 / 2213-2546
E-mails: eventos@cdsrj.com.br • reservas@cdsrj.com.br

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Carioquinha 2009

Cris Costa - terça-feira, 2 de junho de 2009 - 13:28

Do dia 01 junho a 05 de julho o Rio terá a temporada 2009 do Carioquinha. Ao todo são 123 os parceiros que aderiram à ação promocional voltada para nascidos e moradores do Rio de Janeiro e Grande Rio – 69 atrações turísticas e 47 hotéis da cidade e do interior, além de oito restaurantes. O projeto conta com o patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro e é uma realização da ABIH-RJ.
O objetivo da ação é democratizar o acesso da população às atrações turísticas do estado, além de fomentar o setor numa época de baixa temporada. Assim, durante todo o período de vigência do Carioquinha, quem apresentar comprovante de residência e carteira de identidade nas bilheterias dos pontos conveniados passa usufruir dos descontos e aproveitar as programações montadas especialmente para o período.
Atrações avaliadas por nós como Corcovado, Pão de Açúcar e Pink Fleet, por exemplo tem 50% de desconto.

Para mais informações o site é: www.carioquinha.com.br

 

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Cristo Redentor

Nickolas Marcon - sábado, 9 de maio de 2009 - 08:59

É difícil falar em Rio de Janeiro sem lembrar de um dos maiores símbolos turísticos da cidade: o Cristo Redentor. O destaque só aumentou depois que ele foi eleito uma das 7 maravilhas do mundo moderno. Para cadeirantes, a visita é possível em quase todos os pontos, mas a acessibilidade não é perfeita e, em alguns lugares, é necessária a ajuda dos funcionários do parque. O blog foi lá e conta a experiência…

O melhor caminho para chegar até o alto do morro é pegando o trem na estação do bairro Cosme Velho. A estação é de fácil acesso, sem escadas e com banheiro adaptado. A maior dificuldade é estacionar o carro nas proximidades. O melhor é pegar o metrô até a estação Largo do Machado e ir de táxi até a estação do trem, já que são poucos os ônibus adaptados que passam por ali. Outra possibilidade de acesso ao morro é pela Estrada das Paineiras. Recentemente os carros particulares foram proibidos de subir até o alto do morro. Antes da proibição era permitida a subida de carros de deficientes, táxis e vans de turismo, mas agora é proibida a passagem de carros particulares pela entrada do parque. Nesse caso, a saída é estacionar e pegar o trem a partir da estação intermediária do passeio, ou então uma van da cooperativa que opera a subida com exclusividade. As vans não têm qualquer tipo de adaptação para cadeirantes.

Dentro da estação há tratamento preferencial no embarque. A entrada do trem fica no mesmo nível da plataforma, e dentro do carro há uma posição para ficar com a cadeira no final do corredor, apoiada nos bancos. Esse apoio é necessário porque a subida é bastante íngreme. Depois da subida, o trem pára numa plataforma no topo do morro. Os funcionários auxiliam no desembarque, pois a plataforma é bem inclinada e torna perigosa qualquer manobra independente. Na parte plana da estação há um banheiro adaptado de fácil acesso.

Depois do trem, a subida até o mirante é feita em dois lances: no primeiro há elevadores panorâmicos. No segundo, há duas escadas rolantes onde o cadeirante só é autorizado a subir com a ajuda de funcionários do parque preparados para conduzí-los. Disseram que é política de segurança do parque. Inicialmente achei estranha a colocação de escadas rolantes ao invés de elevadores, mas depois percebi que, assim como já tinha observado nas Cataratas do Iguaçu, nem sempre pode ser feita a melhor solução de acesso. A colocação de elevadores no lugar das escadas rolantes seria desastrosa porque obstruiria a visão da estátua. É preciso compreender que, em certos casos, a construção da perfeita acessibilidade é danosa demais ao patrimônio cultural e/ou à natureza. Nesses casos, é importante valorizar o esforço na construção de alternativas de acesso que, se não são ideais, pelo menos viabilizam a visita com o menor transtorno possível.

A acessibilidade ao Cristo Redentor é uma obra relativamente nova, foi concluída em 2003. Eu já havia subido até a estátua antes das obras de acessiblidade, quando só havia escadas. Na época, dois amigos me carregaram no colo 105 degraus acima, equivalente a mais de 6 andares de escadarias, os leitores podem imaginar o esforço que foi necessário. Sem dúvida nenhuma, os elevadores e as escadas rolantes tornaram viável uma tarefa praticamente impossível antes.

Embaixo da estátua há uma pequena capela onde são celebradas missas. No alto do morro, há uma lanchonete que não é acessível. Há várias lojas de souvenir, quase todas acessíveis, mas como são pequenas ficam cheias e apertadas, muitas vezes desconfortáveis para um cadeirante. Também não é acessível a parte frontal do mirante, voltada para a Baía da Guanabara, em que há uma escada de alto valor histórico. Novamente temos o dilema da adaptação versus a conservação do patrimônio. De qualquer forma, a vista é até melhor se apreciada na parte superior da escada, como aparece na foto ao lado. Para mais informações sobre o Cristo Redentor, visite o site oficial da prefeitura do Rio ou o site oficial do trem do Corcovado. Clique aqui para ver mais fotos sobre as adaptações do parque.

Nota do Eduardo: as escadas rolantes são desligadas em dias de chuva. Nesses dias, subir de cadeira nem pensar… :-(

O que gostamos O que poderia melhorar
• Estações acessíveis e com banheiros
adaptados

• Trem de fácil acesso

• Elevadores e escadas rolantes com
funcionários treinados para auxiliar a subida

• Vista maravilhosa!!!!!

• O acesso ao topo do morro poderia ser permitido para carros particulares

• A plataforma no topo do morro poderia ser em nível plano para facilitar a descida

• Lojas mais amplas e lanchonetes acessíveis

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Trem do Corcovado
Rua Cosme Velho, 513
Telefone: (21) 2558-1329
www.corcovado.com.br

Clique aqui e veja sua localização no mapa.

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A experiência no sambódromo – Setor Especial

Gabriella Savine - quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 - 13:58

Carnaval acabou, Salgueiro campeão! E viemos aqui relatar a experiência de ter ido ao Sambódromo! Na segunda-feira de carnaval resolvi aceitar o convite feito pelo irmão cadeirante de ir ao Sambódromo assistir à batucada das escolas de samba. Usando a dica que colocamos em outro post, ele conseguiu dois ingressos para o setor especial, um para ele e outro para um acompanhante (que não era eu).

Com vontade de ir, mas com receio de não conseguir ingresso (e sem muita vontade de me aventurar com os cambistas), resolvi encarar o desafio. Havia até ligado para algumas empresas, mas o inve$timento estava fora das minhas expectativas. Fui então, de gaiata, tentar descolar um jeito de adentrar a festa! Chegando lá, nos dirgimos até a área do estacionamento reservado, que fica praticamente ao lado da entrada do Setor Especial. O pessoal responsável pelo setor ofereceu um atendimento exemplar. Havia banheiros adaptados e rampas de acesso.

Consegui, então, ingressos para o Setor 13, na arquibancada, que fica bem atrás desse setor. O acesso a ela é feito por rampas, mas só é possível ficar na primeira fila. Não sei como é nas outras arquibancadas. Garrafa d’água e letra dos sambas na mão, fomos para lá. Lá de cima dava para ver todo o setor especial, ele fica situado no final da avenida, praticamente no fim do desfile. O mais estranho foi descobrir que o Setor para pessoas com deficiência mais parecia um setor de acompanhantes do que de cadeirantes! Intrigante ver os acompanhantes desesperados para assistir às escolas passando, eles lotavam a frente do setor sem se incomodar em tampar toda a visão dos cadeirantes! Gente, como assim?! Que doidera!

Enfim, foi uma bagunça boa! Vale à pena a experiência! Abaixo uma foto que indica onde fica o setor 13, pois sabem como é, né? Achei melhor deixar minha máquina fotográfica em casa!

Fotos aéreas do Sambódromo, mostrando onde fica o setor especial

Mapa do Sambódromo

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Cataratas del Iguazu – acessibilidade do passeio

Nickolas Marcon - quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 - 15:15

Hola amigos, hoy nosotros hablaremos sobre las Cataratas del Iguazú, en la Argentina, tierra del tango y… ops… desculpem o ”portuñol”, deve ser a ressaca do carnaval…  :-)

No primeiro post sobre o Parque Nacional do Iguaçu, comentamos sobre a infra-estrutura acessível tanto do lado brasileiro como do lado argentino.

O Parque Nacional del Iguazu fica na cidade argentina de Puerto Iguazu, que faz fronteira com a cidade brasileira de Foz do Iguaçu pela ponte Tancredo Neves. Não há transporte coletivo regular adaptado para chegar até lá a partir do Brasil. Para entrar na Argentina é preciso apresentar passaporte ou carteira de identidade ORIGINAL. Não são aceitas fotocópias nem outros documentos como identidade profissional, carteira de estudante, carteira de motorista etc.

No parque, o passe para o deficiente físico mais um acompanhante é gratuito, basta se identificar como “discapacitado“. Em geral, os argentinos são muito receptivos e tentam ajudar da melhor forma.

No Centro de Visitantes há lanchonetes, loja de lembranças e museu. Em todos os banheiros espalhados pelo parque há boxes acessíveis, embora nem todos tenham adaptações completas. Para as maiores distâncias no parque, há um trenzinho que faz o transporte dos turistas com lugares preparados para a entrada de cadeiras-de-rodas.

Esqueça o trem na primeira estação e siga direto por um caminho de paralelepípedos no meio da mata chamado Sandero Verde, que tem apenas 800 metros, sem grandes rampas nem degraus. Cuidado com os “animales peligrosos“: são centenas de insetos famintos querendo seu sangue… repelente e filtro solar são indispensáveis.

Esse caminho acaba perto da segunda estação do trem, onde também fica o início de duas trilhas: o circuito superior e o circuito inferior. É aqui que começa a aventura do passeio, pois ambos são compostos de passarelas que avançam dentro da mata, passando por cima do solo com mata nativa e dos córregos que formam as quedas d’água. As laterais e o piso das passarelas são feitos com telas e grades, dá para ver tudo que está ao redor e abaixo do caminho.

Para os cadeirantes que usam rodas dianteiras rígidas e muito pequenas, o passeio pode ser desconfortável pela trepidação e solavancos na emenda das telas. A dica é usar rodas dianteiras com pneus de 6″ ou mais para um passeio mais confortável. Para evitar as escadas, preste atenção nos mapas espalhados pelas trilhas, onde os degraus são indicados por linhas pontilhadas. Sempre há um caminho alternativo sem degraus, porém mais longo.

As trilhas do circuito superior não tem rampas fortes, sendo a maior parte do trecho plano, onde é possível ver as quedas d’água de cima, pois a passarela chega bem perto do início da queda. No circuito inferior a vista das quedas é frontal, mas a dificuldade para chegar lá é bem maior.

A descida até o circuito inferior é uma rampa longa e inclinada. Ruim para descer na ida, complicada para subir na volta, pois até a pessoa que ajuda empurrando se cansa antes da metade do caminho. Chegando ao final dessa descida o passeio fica mais fácil, só há rampas pesadas em alguns pontos. Nesse circuito há um ponto em que é possível tomar um barco para ir até a Isla San Martin, mas há uma escada para chegar até o barco, além de várias escadas nas trilhas da ilha. Passeio inacessível.

Voltando à estação Cataratas do trem, após 15 minutos de percurso chega-se ao começo da passarela para a Garganta del Diablo, sem dúvida o mirante mais bonito de todo o parque. São 1.100 metros de passarela por cima do Rio Iguaçu e, ao final, um mirante quase dentro da maior queda de todas as Cataratas. A visão é fantástica.

Ao final do passeio, na volta para o Brasil, aproveite a noite para jantar nos restaurantes de Puerto Iguazu (o llomo – filé mignon – do El Quincho é magnífico) e passar no freeshop para fazer umas comprinhas… :-)

Pontos positivos: Pontos negativos:
• Trem e passarelas acessíveis
• Banheiros adaptados
• Entrada gratuita para deficientes
• Mirantes acessíveis
• Alguns banheiros com adaptação errada
• Rampas muito inclinadas
• Passarelas ruins de transitar


Avaliação: Bom
Avaliação do local: regular

. . .

Parque Nacional del Iguazu
Puerto Iguazu – Missiones – Argentina
http://www.iguazuargentina.com/

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Lateral Direita

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