Eduardo Camara - sábado, 24 de setembro de 2011 - 16:12
Sim, caros leitores, eu fui e trouxe as dicas para vocês! Quem estiver sem saco pode ir direto pro final, onde tem um resumo :)
Como a organização do evento disse, oficialmente, que mesmo pessoas com deficiência não poderiam estacionar próximo ao evento, acabei partindo de táxi para lá, pouco antes das 17h. Conseguir um táxi foi um pouco difícil, mas depois de ligar para umas 4 cooperativas, a Táxi Leblon topou e lá fomos eu e minha fiel sobrinha e escudeira Alice. Aliás, ela foi minha desculpa perfeita para assistir ao show da Kate Perry, que eu me amarro!

Eu e Alice na entrada da Cidade do Rock
O trânsito estava ruim, mas achei que estaria pior. Chegamos ao terminal Alvorada por volta das 18:30 e estava LOTADO. Logo que chegamos, faltou luz no terminal e ficou uma beleza. A luz dos ônibus quebrou um galho e rapidinho – por causa do embarque preferencial – entramos em um ônibus para Cidade do Rock. Detalhe: apesar do ônibus ter elevador, subi carregado. Os caras argumentaram que ia demorar muito para baixar o elevador e eles tinham que escoar rápido a galera do terminal. Vá lá, aceitei pq estava de muito bom humor e o ônibus já estava cheio.
Dali pro local do show foram apenas 20 minutos. Desembarcamos (eu novamente carregado) e cadê as tais vans para levar até a entrada? Não existiam! Tivemos que andar mais ou menos 1,5Km, e em alguns trechos rolavam uns “currais” com seguranças do evento e era uma porcaria para passar. Os locais com rampas ou sem degraus pelo caminho existiam, mas não estavam sinalizados. Detalhe: apesar de existirem currais com seguranças, a maior parte das pessoas entrava sem ter suas mochilas e bolsas revistadas. Um absurdo!
Depois de um bom tempo andando, chegamos propriamente à Cidade do Rock e fiquei muito (bem) impressionado! Tinha muito espaço, e a grama sintética foi uma excelente escolha. Além disso, eles desenharam caminhos entre os trechos de grama, para facilitar a circulação. Perfeito!
Buscamos a área reservadas para cadeirantes e cia, que estava à esquerda do palco, na frente de uma grande lata de “Heineken”. A área era boa, mas podia ser mais alta e mais central, como a que montam no sambódromo. A do Rock in Rio ficava muito à esquerda do palco e prejudicava um pouco a visão. Para variar, a área estava repleta de acompanhantes (tinha gente entrando com 5) e muitos deles sem noção, que ficavam em pé na frente dos cadeirantes. Reclamei com vários, que saíram da frente contrariados. Me impressiona os outros cadeirantes não comprarem essa briga… Porra, a área é para nós, não para eles!!!

Vista da área reservada para cadeirantes
Lá encontrei com meu amigo Jeff Maia, que contou ter vindo de carro e estacionado no Riocentro. Ele ficou sabendo apenas no dia do show… Fica a dica!
Curtimos o show do Paralamas e Titãs do meio pro final e só tocaram músicas conhecidas. Gostei! Aproveitamos o show da Claudia Leitte (pra mim dispensável) para conhecer o resto da Cidade do Rock. Nessa hora, já estava tudo lotadoe foi super difícil circular por lá. Tentamos ir à tal “rock street”, onde tem lojinhas vendendo artigos do festival, além de comida e bebida, mas foi impossível. Os brinquedos também não estavam funcionando, então restou ficarmos por lá papeando com conhecidos que encontramos.
Na hora de ir ao banheiro, decepção total. Fizeram mictórios e banheiros de alvenaria que pareciam até estar limpos (a Alice disse que o feminino estava), mas no masculino, o único banheiro adaptado era um banheiro químico que estava sendo usado por TODO MUNDO. No começo da noite o treco já estava imundo e fedido. No final da noite, simplesmente não consegui nem entrar nele, que transbordava bosta. E não estou exagerando. Queria ver o Medina colocar o rabinho dele por lá… Ponto MUITO NEGATIVO do festival. Porque não colocaram esse banheiro dentro ou ao lado da área para cadeirantes, que tinha espaço de sobra?
Depois curtimos o show da Kate Perry, como começou com pouco atraso, e no do Elton John tentamos comprar algo para comer e beber. Impossível! As filas eram enormes e o pessoal estava demorando cerca de 40 minutos para comprar. Como sou prevenido, tinha levado uma mochila recheada de comida e bebida, que matou nossa fome e sede por todo show.
Durante o show do Elton John, que não tinha nada a ver com as outras atrações da noite, muita gente aproveitou para descansar e até dormir (né, Alice?) na grama. O show demorou um bocado para acabar, e depois ainda tivemos que esperar um tempão para dona Rihanna entrar no palco. Chegou até rolar vaia por causa da demora. Sabe quando a “estrelinha” foi dar as caras? 2:30h da manhã…

Eu e Alice durante o show da Rihanna
Tá no inferno, abraça o diabo. Logo, ficamos até o final do show, que terminou por volta das 4h da manhã. A saída estava mal sinalizada, e demoramos um pouquinho para chegar até os ônibus circulares que levavam de volta ao Alvorada. Tava um confusão danada e tive que apelar para um dos caras que organizavam os ônibus para poder embarcar. Novamente, problemas com o elevador. Os caras simplesmente não sabiam operar aquela porcaria, e o ônibus demorou uns 20 minutos pra sair porque eles não conseguiam fechar o elevador. No Alvorada, para sair do ônibus, mais enrolação.
Apesar disso, embarcamos rapidinho num outro ônibus rumo à Copacabana. Nesse o embarque foi rápido, mas novamente os caras se enrolaram para fechar o elevador. Caramba, quando vão treinar esse povo? O elevador ainda deu galho no meio da viagem e o motorista acabou descobrindo que era lixo jogando embaixo dele que estava causando o problema. Ai, ai…
Finalmente chegamos em Copacabana, às 6:30h da manhã, mas de 12h depois do início da nossa jornada. Eu já estava ligado há 24h e fui direto pra cama dormir. Antes, pensei: teve muita coisa legal e melhor do que no Rock in Rio 3, mas ainda há muito a melhorar!

Entrada para cadeirantes
Resumo da ópera (ou do festival):
- Pessoas com deficiência podem parar o carro no Riocentro (que fica em frente à entrada).
- O esquema de ônibus regular funciona relativamente bem e estavam respeitando a prioridade de embarque. Seria melhor se o povo soubesse operar os elevadores.
- As anunciadas vans que transportariam do ponto final do ônibus à entrada da Cidade do Rock não existiam.
- A grama sintética foi uma idéia muito feliz! Tomara que aguente o tranco até o final do festival.
- A área reservada poderia ser em um local mais central. Estava muito à esquerda do palco.
- Um mísero banheiro adaptado, sendo usado por todos, é RIDÍCULO! Conserte isso urgente, organização! E de preferência coloquem-o PERTO da área para cadeirantes.
- As filas para comprar comida e bebida estavam gigantescas. Levem de casa!
Cris Costa - quinta-feira, 18 de agosto de 2011 - 09:38
Um amigo meu resolveu comemorar o aniversário numa boite e lá fui eu. Meio descrente de encontrar um local acessível e com banheiro adaptado, mas tudo pelos amigos, né?
Mas não é que tive uma boa surpresa? Além de ter me divertido muito, a boite era mega tranquila de circular e (plasmem!) tinha banheiro adaptado.

Achei a seleção de músicas ótima (bem dance mesmo me esbaldeeeeeei com Shakira e Lady Gaga) e as bebidas eram muito bem servidas. O banheiro é bem tranquilo só tem que pedir a chave pois fica trancado. Normalmente faria cara feia pra isso, mas quando vi a fila imeeeensa do banheiro e muita gente tentando abrir a porta do banheiro adaptado entendi o porque. Achei o banheiro bem acessível, a única observaçao fica por conta de que além de banheiro lá também serve de estoque, então fica cheinho de caixas, mas nada que incomode muito.

(Perdones pela fueto escura, pero las condiciones de la fotografa no eran buenas)
Pra estacionar também é bem tranquilo. Tem como estacionar na rua mesmo ou se preferir tem um estacionamento 24hrs ao lado.
Enfim, o lugar é muito bacana e bem acessível. Ah, o TV Bar é GLS.
O TV Bar:
Av Nossa Senhora de Copacabana, 1417 Loja A
Shopping Cassino Atlântico
Tel: 2267-1663
Ver no Google Mapas
Site: www.bartvbar.com.br/obar.php
Bianca Marotta - segunda-feira, 10 de maio de 2010 - 13:57
Semana passada estive no tal do Espaço Rio Sul, uma nova casa de shows/teatro que fica no estacionamento G3 do Shopping Rio Sul. Fui assistir ao tão comentado show “Beatles num Céu de Diamantes”, mas sobre o qual não vou falar aqui. Meu post será sobre o local.
O local já começa com a vantagem de ficar dentro de um Shopping. Ou seja, vagas reservadas presentes e banheiro adaptado, sem falar nos elevadores. Mas sobre esses eu tenho uma enorme queixa: são poucos e a quantidade de visitantes preguiçosos que não precisam deles, mas usam, é enorme. Isso significa que você poderá esperar uns bons 10 minutos para conseguir ir de um andar ao outro. Então sugiro que, se for de carro, deixe-o no piso G3 que você já estará no andar do show. As vagas reservadas ficam a 10m de distância da entrada.
Apesar da cara de improviso (juro, gente, a impressão que dá é que estão testando a idéia, pra ver se investem num teatro de verdade), logo de cara encontrei rampas que levam até a arquibancada, na qual você também não encontra degraus.

Como o Dado não foi comigo dessa vez, então não consegui descobrir onde fica o espaço reservado para cadeirantes, mas liguei para o local e me informaram que ele existe e que o preço é o mesmo. Vale verificar s a localização desse espaço é boa ou não.

Reparei também que as poltronas são soltas (na verdade são cadeiras de escritório, daquelas com braços e bem grandes, que só o chefe tem), então pensei na opção do cadeirante comprar um lugar junto ao corredor e pedir para que a poltrona seja retirada do local para que entre com sua cadeira de rodas. Mas como tive essa idéia agora e não a coloquei em prática, é bom pedir essa informação no ato da compra.
Os ingressos podem ser comprados no local entre 13 e 21h ou pela ticketronic.
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Espaço Rio Sul Cultura e Entretenimento
Shopping Rio Sul
Rua Lauro Muller, 116 – Piso G3
Tel: (21) 3527-7257
ver no mapa
Nickolas Marcon - sexta-feira, 5 de junho de 2009 - 16:18

Tá certo que nessa época do ano ainda tem muita gente curtindo a ressaca do carnaval, mas sempre é tempo de esquentar os tambores para não perder o pique. Para quem gosta de samba, a Cidade do Samba é o ponto certo para isso.

A Cidade do Samba é um conjunto de galpões onde as escolas de samba do grupo especial do RJ preparam seus adereços para a festa pagã. Mas também tem uma infra-estrutura com palco e áreas abertas onde se realizam shows semanalmente. A infra-estrutura é muito boa e o visitante pode circular por uma passarela elevada que corre todos os galpões, observando do alto a montagem de todas as alegorias das escolas de samba.

O local tem fácil circulação para cadeirantes, tanto no nível inferior, onde todo o terreno é plano, quanto nas passarelas no nível superior também totalmente planas e largas. Destaque para as varandas internas dos galpões, cujos guarda-corpos são de barras de ferro bem espaçadas, permitindo a visão total do galpão entre as barras mesmo para quem está na cadeira. Detalhe importante: para se chegar ao nível superior existem elevadores além das escadas.

Como pontos negativos, os poucos banheiros adaptados (só vi 2, e um deles estava trancado com chave) e as poucas rampas para passar da pista para a calçada no espaço central entre os galpões. Há um estacionamento interno e coberto, mas a pequena rampa de acesso do estacionamento interno para o prédio de entrada é mais íngreme que o recomendado. A entrada desse estacionamento é mal sinalizada e não há vagas reservadas no seu interior.

Para quem entra sem carro, não há catracas largas para passagem de cadeira. O jeito é enfrentar um desvio que passa pelo prédio da administração com um pequeno degrau no meio do caminho. Deveria ser criado um caminho mais largo com uma catraca mais espaçosa, há bastante espaço livre para isso.
No mais, para quem curte o desfile das escolas de samba e quer conhecer o trabalho delas mais de perto, é um ótimo passeio. Pra quem gosta de samba também, pois o local apresenta shows o ano inteiro.
| O que gostamos |
O que poderia melhorar |
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• Espaço amplo e plano • Rampas e elevadores presentes • Varandas dos galpões com guarda-corpos de barras de ferro bem espaçadas • Possui banheiros adaptados • Estacionamento no local
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• Descarga do banheiro mal posicionada dificultando seu uso • Poucas rampas para acessar espaço central • rampa de acesso do estacionamento muito íngreme • Falta de catracas largas na entrada para passagem da cadeira • Estacionamento com entrada mal sinalizada e sem vagas reservadas
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Clique aqui e veja localização no mapa.
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Cidade do Samba
http://cidadedosambarj.globo.com/
Rua Rivadávia Correa nº 60, Gamboa, Zona Portuária
Tels.: (55-21) 2213-2503 / 2213-2546
E-mails: eventos@cdsrj.com.br • reservas@cdsrj.com.br
Eduardo Camara - sexta-feira, 27 de março de 2009 - 09:40

Agora que já me desculpei pelo atraso (ler post abaixo), vou falar brevemente sobre como foi o acesso na Apoteose durante o show do Radiohead. Sobre o show, acho que não posso acrescentar muito além do que todo mundo já escreveu e comentou por aí. Será que alguém não gostou?
Cheguei logo depois dos Hermanos encerrarem sua apresentação e vi apenas Kraftwerk e Radiohead. Acho que o Kraftwerk não funcionou muito bem na apoteose. Acredito que um ambiente menor e um público diferente – e disposto a curtir o show – teria ajudado bastante, mas no fim das contas me animei e gostei!
Já o Radiohead, foi fantástico! Tinha visto uns vídeos de shows deles e foi exatamente como eu esperava. Telões gigantes e coloridos, iluminação perfeita e em sincronia com o som impecável. E pra completar, o acesso na Apoteose era bem melhor do que eu esperava!
A entrada estava bem organizada, sem tumulto, e lá dentro não tinha aquela superlotação comum em shows. Quem quisesse assistir a tudo bem de perto, se espremia lá na frente, mas da parte de trás dava assistir numa boa e sem aperto. Antes de começar o Radiohead, bebi umas cervejas, curti o Kraftwerk e logo que o show deles terminou tentei encontrar um banheiro adaptado e… encontrei! Era um banheiro químico com rampinha, mas era exclusivo (tinha uma funcionária tomando conta) e estava limpinho. Quase chorei de emoção… :-D

Enquanto o show do Radiohead não começava, fiquei batendo papo com amigos e dois ou três funcionários da organização vieram me falar – espontaneamente – sobre a área reservada para cadeirantes. Agradeci e disse que ia pra lá um pouco antes do show começar. Só que o papo estava bom, e quando me dei conta o show do Radiohead já tinha começado! Corri para o “palquinho” dos cadeirudos, que tinha uma enorme rampa e ficava à esquerda do palco principal – o do show.
A visão era muito boa – ao contrário da área reservada no show do The Police – e deu pra ver tudo sem ninguém atrapalhando. Aliás, na área reservada só tinha cadeirante (vários), grávidas e um cego com um cachorro e sua trupe. Minha cadeira até ficou com ciúmes do cachorro do cego… Todo mundo que passava brincava e mexia com o labrador, sem perceber que ele estava ali à trabalho. No fim, acho que o cão queria mesmo é arrancar um pedaço de cada bebum que ia encher o saco do dono dizendo “Cara, seu cachorro é demaaaaaissssssss (hic!)”.

Voltando ao show, delirei com a visão do palco e do telão todo iluminado, além do ótimo som da banda. Tudo perfeito!
Quase duas horas de êxtase depois, hora de voltar pra casa. O banheiro limpinho estava mais parecido com o do trainspotting, mas pelo menos a saída foi organizada.
Quer ir a um show na apoteose? Vá tranquilo que é acessível! De repente nos encontramos no Kiss. ;-)
Nickolas Marcon - terça-feira, 3 de março de 2009 - 08:59
Sábado de carnaval, ótimo dia para ir num barzinho da Lapa curtir um show de… rock’n'roll!!! Nada contra as marchinhas, mas é o rock 80/90s que alimenta a alma desse blogueiro que vos escreve.
Enquanto as ruas do RJ estavam lotadas de gente à espera dos blocos, lá fui eu para conhecer um lugar novo. Trata-se de um bar construído no térreo do prédio da Fundição Progresso, com entrada independente. O lugar tem dois ambientes: um fechado, com bar, mesas, palco para shows e outro aberto, com mesas ao ar livre, formando um lounge praticamente embaixo dos Arcos da Lapa.
No ambiente externo o acesso é um pouco complicado, pois as mesas ficam colocadas em patamares com desnível, como se fosse uma escada com degraus bem largos. Não há rampas para circular nessa área, ficando o acesso limitado à primeira fila de mesas.
Para o ambiente interno também não há nenhuma rampa. Nem precisa. O piso do bar fica no mesmo nível da calçada, como dá para ver na foto. O acesso é ótimo. Dentro do bar não há nenhum degrau ou desnível, pode-se andar tranquilamente por todo o ambiente através dos corredores entre as mesas, que facilitam a circulação.
Há um banheiro adaptado, com vaso especial e espaço suficiente, mas tem um detalhe bastante incômodo: a porta do banheiro abre para dentro. Foram necessárias várias manobras para chegar com a cadeira num cantinho e conseguir fechar a porta. Se estivesse usando uma cadeira um .jpg )
pouco mais larga ou motorizada certamente teria problemas. Também não há barras de apoio ao lado do vaso, dificultando a transferência. Fica aqui a sugestão do blog para que essas pequenas correções sejam feitas conforme descrito na NBR 9050.
Com exceção desse detalhe, o Parada da Lapa merece elogios pela acessibilidade, conforto aos seus usuários, ótimo ambiente e serviços.
| Pontos positivos: |
Pontos negativos: |
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• Entrada no nível da calçada • Banheiro adaptado • Bom serviço de garçons • Palco para shows
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• Banheiro sem barras de apoio e com abertura da porta para o lado errado • Sem acesso às mesas exteriores
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Parada da Lapa
Rua dos Arcos, s/n, anexo à Fundição Progresso
http://www.paradadalapa.com.br
Cris Costa - quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 - 12:10
Mais um show que eu esperava ansiosamente: Elton John. Já tinha comprado os ingressos no ano passado, logo que ficaram disponíveis. Mal via a hora de chegar o dia do show. Tanta empolgação foi por água abaixo, pois fiquei doente no dia, e não tinha como ir. Mas não podia deixar de escrever sobre o acesso ao local. Afinal já tem dois mega shows marcados para a Apoteose: Radiohead e Kiss (aff, olha o DNA gritando, só eu pra ver essas velharias, rs). Então, instrui meu boyfriend a observar tudo direitinho, fotografar e depois me contar cada detalhe pra que eu pudesse compartilhar com vocês.
O melhor jeito de se chegar à Apoteose é de carro. O acesso do metrô até a praça nem é tão ruim, porém a estação não possui elevadores na saída. Ir com o próprio carro não é uma boa idéia, pois há poucos estacionamentos por lá (ao lado do metrô Praça Onze) e você acaba ficando na mão dos flanelinhas. Acredito que a melhor forma maneira de se chegar lá seja de táxi ou com uma carona que leve e busque.
A entrada é bem tranqüila, é tudo plano. Lá dentro colocaram um tablado mais alto, e, dependendo do ponto de vista, é bem localizado. Não fica muuuito longe do palco, e a visibilidade é boa. O único porém é que ele é instalado do lado esquerdo da pista. No caso do show do Elton John foi tranqüilo, pois ele fica desse lado do palco, não sei como seria em um show onde o artista fica zanzando de um lado para o outro, mas acredito que não tenha problemas. A boa notícia é que o palco fica bem em frente ao Bar, então não é necessário participar de nenhuma maratona pra se conseguir uma cervejinha (já que ninguém vai estar dirigindo, certo?) ou uma água.
A rampa do palco tem uma boa inclinação, bem tranqüila de subir e descer. Na hora da saída, pra quem for de táxi, pode demorar um pouco pra conseguir um. Se for possível marcar com antecedência, melhor, pois os amarelinhos são bastante disputados nessa hora. No mais é relaxar e curtir o show do seu ídolo ou banda. Ah sim, e rezar pra não chover!
| Pontos positivos: |
Pontos negativos: |
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• Tablado montado na pista para pessoas com deficiência • Rampa de acesso ao tablado com boa inclinação • Boa localização do tablado em relação ao bar
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• Local com poucos estacionamentos • Tablado fica na lateral do palco
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Avaliação: Regular

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Bianca Marotta - terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 - 10:37
Apesar de não ter a menor vontade de me vestir de branco e subir o altar, adoooooro casamentos! São festas sempre muito alegres, onde os anfitriões estão realizando um sonho de vida. Por conta disso, é muito raro você ir a um casamento onde o clima não seja bom.

Quando minha amiga Giselle me convidou para o seu casamento, fiquei duplamente feliz. Primeiro porque ela e seu noivo são pessoas maravilhosas e adoraria estar presente nesse dia especial, segundo pela preocupação que ela teve vir me perguntar se haveria algum problema para o Dado atravessar uma trilhazinha de terra para chegar ao local da festa, que era todo plano e sem escadas. “Problema nenhum! Se não tem degraus ou escadas, tá ótimo”, respondi. Não deixava de ser verdade, mas o velho pé atrás com as questões de acessibilidade sempre fica até o momento em que pisamos nos estabelecimentos. E lá fomos nós para o Sítio Meio do Mato, em Ilha de Guaratiba, festejar o casamento de Giselle e Fernando.
O local possui estacionamento próprio e o tal caminho de terra ficava entre o estacionamento e os salões, onde aconteceria a cerimônia e a festa. Mas assim que souberam que o Dado era cadeirante, os seguranças do local nos deixaram chegar com o carro até bem perto dos salões e se dispuseram a estacioná-lo para nós depois. Se conseguissem fazer um caminho pavimentado e mantendo o estilo do local (sim, é possível!), seria perfeito!
Como minha amiga anunciara, todos os ambientes da casa de festas, que é linda de morrer, ficam no mesmo plano. Apenas um degrau os separa do gramado em volta, e depois ainda descobrimos que existe uma rampa de acesso entre o caminho de terra e os ambientes. Mais um ponto positivo pra eles. Bebida vai, conversa vem, resolvi dar uma olhada nos banheiros. Qual não foi minha surpresa ao perceber que tanto o banheiro feminino quanto o masculino possuíam cabines adaptadas, bastante espaçosas, com barras de apoio (um pouco altas) e pia vazada embaixo. Pronto! Foi o suficiente pra me fazer procurar a promotora do local, Rosi Medeiros, falar sobre nosso blog e pedir autorização para fotografarmos e escrevermos sobre o espaço.

A festa foi linda, os noivos eram maravilhosos, a produção estava impecável e nossos amigos são muito engraçados. Mas tudo isso ficou ainda melhor a partir do momento em que não precisamos mais nos preocupar com nenhuma questão de acessibilidade. Ah, se todos os empresários entendessem isso…
Ah, sim! Nossa avaliação do local foi boa!
| Pontos positivos: |
Pontos negativos: |
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• Banheiro adaptado • Todos os ambientes no mesmo nível • Estacionamento no local • Mesas com altura adequada e espaço para cadeira de rodas
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• Caminho entre o estacionamento e os salões • Falta de vagas reservadas no estacionamento • Barras de apoio um pouco altas na cabine adaptada
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Avaliação: Bom

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Sítio Meio do Mato
Estrada da Ilha, 800
Ilha de Guaratiba – RJ
http://www.meiodomato.com.br/
Cris Costa - terça-feira, 9 de dezembro de 2008 - 15:29
Quando soube que o Queen ia se apresentar no Brasil, fui à loucura. Sou fã da banda há anooooooooos e nunca superei a frustração de não poder ter ido no Rock in Rio em 85 para vê-los, pois tinha apenas 11 anos e meu pai não me deixou ir. Mas enfim, lá estava eu, frenética com a idéia de finalmente poder ver meus ídolos, mesmo sem o Freddy Mercury.
Quando soube que o show seria no HSBC Arena, fiquei meio ressabiada pois não conhecia o lugar. Liguei para a empresa que estava vendendo os ingressos e perguntei sobre o acesso. Me informaram que todos os lugares tinham acesso e que a Arena não teria nenhuma restrição. Não fiquei muito certa da resposta e por via das dúvidas liguei para o HSBC Arena para confirmar. Porém, lá me informaram que apenas as cadeiras no nível 1 teriam acesso. Opa, informação truncada! O que, infelizmente, é bem comum quando se trata de informação sobre acessibilidade.Por via das dúvidas, resolvi comprar a tal cadeira nível 1 e rezei para ter um bom acesso.
Dia do show, coração a mil, chegamos à arena e optamos por pagar o estacionamento interno (R$ 15,00 fixos). Quem preferir, pode estacionar do lado de fora, onde se paga R$ 2,00 pela CET-Rio, porém é necessário andar um pouco. Como não vi vagas marcadas no estacionamento do local, estacionei na última vaga da linha, onde ninguém iria estacionar ao lado, e poderia sair e entrar no carro com tranquilidade. Perguntei ao funcionário do estacionamento se existiam vagas para PPD’s e informaram que apesar de ainda não estarem marcadas, elas existem. É só avisar ao segurança na entrada que ele indica onde estão as vagas, que ficam bem próximas à rampa de acesso. Bom, para entrar na Arena tem uma rampona (tipo a do Maracanã, só que mais curta talvez) onde para mim seria impossível subir sozinha. Como estava com meu namorado, ele me ajudou, mas os funcionários são super solícitos e ajudam quem precisar. Terminando a rampa, você chega nas roletas, onde deveriam revistar quem passa. Mas como todo cadeirante é legal, bonzinho e gente boa, não me revistaram. Apesar disso, tenho certeza que ouviram minhas reclamações acerca de não ter sido revistada, à medida que meu namorado ia me empurrando.
Depois disso, veio a melhor surpresa: existe uma bancada separada para PPD’s no nível um, e com um booooom espaço. Essa parte reservada é apenas para a pessoa com deficiência e um acompanhante, e fica bem localizada. Não é longe do palco, e circunda toda Arena, então vc pode escolher se quer ficar de frente para o palco ou mais lado, porém pertinho dos ídolos. Como não estava lotado, assisti a uma parte do show na lateral, pertinho da banda, e depois fui para frente do palco. Tudo muito tranquilo.
Quanto aos banheiros, são 3 acessíveis nesse nível, porém você tem que falar com alguém do staff para pedir a chave, pois eles ficam trancados. Na hora questionei, mas pensei: bem, se no meu trabalho que tem apenas 30 mulheres no andar, já usam loucamente o banheiro, imagine num estádio com mais de 10.000 pessoas! E é por ai mesmo, a menina que abriu o banheiro me falou que como as pessoas não respeitam, eles acharam melhor trancar. Os banheiros são bastante amplos e bem adaptados.
Enfim, tive a oportunidade de assistir a um dos melhores shows da minha vida e com bastante tranquilidade. Ah, quanto aos preços, o nível 1 não é o lugar mais caro da Arena, mas também não é o mais barato. Diria que é o meio termo, e praticamente a única opção, pois não vi sacada nos outros níveis, nem tablado na pista. Esse é o único ponto negativo. Tirando a falta de opção, achei o lugar excelente !
| Pontos positivos: |
Pontos negativos: |
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• Estacionamento no local • Espaço reservado pessoa com deficiência e um acompanhante bem localizado • Banheiros acessíveis
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• Vagas reservadas não sinalizadas • Rampa de entrada no local muito extensa • Espaço reservado para pessoas com deficiência apenas no nível 1
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Avaliação: Bom

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Clique aqui para ver sua localização no mapa.
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HSBC Arena
Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401
Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
Telefone: + 55 21 3035 5200
www.hsbcarena.com.br
Bianca Marotta - segunda-feira, 8 de dezembro de 2008 - 18:58
É chato reclamar, mas muitas vezes na vida a gente dá uma de chato e reclama, senão a coisa não anda. Então, quero aproveitar esse nosso espaçozinho aqui e reclamar um tantinho da falta de atenção com o cliente mostrada pelo Vivo Rio.
Vocês se lembram de um post que escrevemos há alguns meses atrás avaliando a casa de shows Vivo Rio? Pois bem. Sempre que fazemos uma avaliação, enviamos um email para o local visitado nos apresentando, copiando o link do post e sugerindo algumas melhorias, quando necessário. Quase sempre recebemos algum tipo de resposta, mesmo que um pequeno agradecimento. Qual não foi nossa surpresa (será que ficamos mesmo surpresos?), quando sequer recebemos uma resposta automática .
Fiquei bastante decepcionada e queria registrar aqui a minha indignação! Quem sabe, assim, alguém se pronuncia?
Desculpe aí o desabafo! Voltamos agora à nossa programação normal. ;)
. . .
Abaixo o email que enviamos para o Vivo Rio:
Prezados senhores,
Sou co-autora do blog Mão na Roda, publicado no Globo na Internet (www.oglobo.com.br/blogs/maonaroda). Nele escrevemos sobre acessibilidade e sobre o cotidiano de pessoas com deficiência. Costumamos também fazer avaliações de locais onde percebemos que houve alguma preocupação com acessibilidade.
Há alguns dias atrás, uma de nossas colaboradoras esteve no Vivo Rio e escreveu sobre as adaptações feitas pelos senhores. O texto encontra-se no seguinte endereço: http://oglobo.globo.com/blogs/maonaroda/post.asp?t=casa_de_shows_-_vivo_rio&cod_Post=135282&a=320.
Gostaríamos ainda de saber se vocês pretendem, em algum momento, tornar acessíveis também os setores mais baratos da casa. Seria o ideal, pois se a pessoa com deficiência for ao Vivo Rio com um grupo de amigos que queira pagar menos, não será possível. Ela terá que ficar em um local separado, mais caro. Sugerimos, como solução TEMPORÁRIA, que a pessoa com deficiência + acompanhante pague preço menor, quando escolher lugares melhores. Não é o ideal em termos de acessibilidade, mas já ajuda até maiores providências serem tomadas. Pedimos ainda, que marquem as vagas reservadas no estacionamento com pintura no asfalto, segundo as normas previstas.
Esperamos que nosso texto ajude a tornar o Vivo Rio ainda mais acessível!
Atenciosamente,
Bianca Marotta