Gabriella Savine - terça-feira, 8 de janeiro de 2008 - 12:15

Aniversário de criança em casa de festas: evento onde pais e filhos se confudem no meio de tantos brinquedos! Será que é facil encontrar uma casa dessas acessível a cadeirantes? E o acesso aos brinquedos, como será?
Convite na mão e vamos a diversão! Chegando lá é preciso pedir para estacionar o carro próximo a entrada, de asfalto, pois não existem vagas reservadas e o piso do estacionamento principal é de areia. A entrada da casa é no mesmo nível da rua, o que facilita muito a chegada com a cadeira de rodas. Com piso regular e espaços bem amplos, não é dificil circular pelo local.
E os brinquedos? Ops! Muitas plataformas, degraus e pequenas portas dão acesso a eles. Para a criançada deficiente conseguir chegar até eles é preciso uma mãozinha para carregá-las e posicioná-las nos brinquedos, pois em nenhum é possível chegar sem auxílio.
Bom, se depender da alegria da criançada, esses contratempos serão superados facilmente. O serviço oferecido pela casa com muitos animadores é de primeira qualidade, fazendo valer a pena a visita.

No Rio, a Prefeitura publicou no Diário Oficial um decreto autorizando a implantação de brinquedos adaptados em praças públicas, possibilitando a diversão harmônica sem exclusão, mas nada regulamenta as casas de festas fechadas.
Os banheiros não são adaptados, e não é por falta de espaço físico, mas sim de projeto. As portas de 60 centímetros dão acesso a um corredor, onde existem mais portas até os sanitários.
Se pensarmos em cadeiras de rodas para crianças, algumas deverão conseguir passar pelo vão, mas girá-las no pequeno espaço do corredor para acessar os sanitários, nem pensar. Nem a pia externa passa nessa avaliação, pois armários fixos impedem a aproximação da cadeira.
Apesar do excelente serviço e do livre acesso às áreas comuns, classificamos a Casa de Festas Galaxia Kids como regular, pela falta acesso aos brinquedos e banheiros.
• • •
| Pontos positivos: |
Pontos negativos: |
|
• Vagas próximas à loja (sem símbolo de acesso) • Acesso no nível da rua • Espaço interno amplo com piso regular
|
• Brinquedos com dificuldade de acesso • Banheiros inacessíveis |
|
Avaliação: Regular

|
• • •
Galáxia Kids - Barra da Tijuca
Av. das Américas, 12141 – Barra da Tijuca – RJ
Tel: (21) 2498-0561
www.galaxiakids.com.br
Eduardo Camara - sexta-feira, 28 de dezembro de 2007 - 19:05
Há algumas semanas atrás, fui à uma festa na Casa de Julieta de Serpa, no Flamengo. Era o casamento de uma amiga querida, e quando soube que seria nessa casa, imaginei as escadas que teria que encarar. Ela logo me tranquilizou, dizendo que escolheu justamente um lugar que fosse acessível para mim. Fiquei feliz! O local fica numa casa antiga que virou centro cultural e também é alugada para festas. Tem manobrista, mas dei uma sorte tremenda de encontrar uma vaga na Praia do Flamengo, bem em frente à entrada. Não era uma vaga reservada, mas o espaço entre os carros era bem grande e deu para tirar a cadeira sem problemas.
Há rampas na entrada e até uma porta automática! Infelizmente, vários ambientes da casa só são acessíveis por escada, mas o salão da recepção era no térreo. Nele, o único obstáculo ficava no acesso à pista de dança, um degrau, bem alto por sinal. E no fundo dessa pista, encontrei a surpresa da noite: um banheiro enorme! A porta era larga (80cm) e dentro havia espaço de manobras o suficiente. A pia era baixinha, muito confortável para quem fica sentado. Se tivesse as barras de apoio e o vaso fosse um pouquinho mais alto, seria um ótimo banheiro adaptado.
Se algum dia forem lá, fiquem tranqüilos quanto ao banheiro. E quem sabe não colocam uma rampinha para a pista de dança, após lerem esse texto aqui?

PS: Diminuímos um pouco o ritmo nesse final de ano, mas temos ótimas novidades já para o começo de 2008! Feliz ano novo para todos os nossos leitores!
• • •
O que gostamos:
• Serviço de manobrista
• Rampa na entrada
• Porta automática
• Banheiro espaçoso e com porta larga
O que pode Melhorar:
• Apenas o térreo é acessível
• Degrau alto no acesso à pista de dança
• Falta de barras de apoio no banheiro
• • •
Casa de Julieta de Serpa
Praia do Flamengo, 340 – Flamengo
Tel: (21) 2551-1278
http://www.casajulietadeserpa.com.br/ • casajulietadeserpa@casajulietadeserpa.com.br
Eduardo Camara - segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 - 09:07
Há alguns anos atrás, na última noite do Rock in Rio 3, cheguei à conclusão de que estava velho demais para encarar a confusão de mega-shows de rock. Após enfrentar chuva, lama e mal conseguir assistir ao show do Red Hot Chilli Peppers, jurei que abriria poucas exceções e o show do The Police, no Maracanã, foi uma delas.
Fui de carro, estacionei na UERJ e lá encontrei com um amigo. Fomos juntos em direção ao Maraca, procurando a entrada para o gramado, e logo chegamos a uma multidão que se espremia entre grades que levavam a uma única entrada, ridiculamente estreita. Nem a organização nem a PM souberam me dizer se existia uma entrada exclusiva para pessoas com deficiência e, depois de esperar uns 20-30 minutos sem que o tumulto diminuísse, me arrisquei no meio da quantidade imensa de gente tentando entrar. No total, demorei cerca de uma hora para andar uns 200-300 metros, sempre cercado por gente, com muito calor e torcendo para que não acontecesse algo pior. A sensação de estar no meio de uma multidão, em uma cadeira de rodas, é um tanto quanto claustrofóbica e desesperadora.
Após encarar o curral de gente, chegamos ao gramadoquando o show dos Paralamas tinha acabado de terminar. Uma pena.

A organização do show não soube informar por e-mail se haveria área reservada para cadeirantes no gramado, mas lá dentro, após algumas perguntas, soubemos que sim. O gramado foi coberto por uma espécie de tapete de borracha que tornou fácil a circulação com a cadeira de rodas. Rumamos, então, para uma área cercada que também era usada pelo juizado (de menores?). Essa área tinha uma rampa na entrada e era um pouco acima do solo, mas não tanto quanto deveria. Apesar do bom espaço e localização, minha linha de visão ficou na altura da cabeça de outras pessoas, e eu “assisti” ao show como um andante baixinho assistiria. Se o tablado dessa área fosse 30-40 cm mais alto, seria perfeito! Conversando com uma simpática mulher, possivelmente uma funcionária do juizado, fiquei sabendo que no show da Ivete Sangalo o tablado era bem mais alto. Taí, nunca imaginei que um show da Ivete Sangalo poderia ter algo melhor que o do The Police…

O show começou e deu para curtir um bocado. Estiquei-me na cadeira algumas vezes para conseguir enxergar melhor por cima das cabeças pulantes, e volta e meia tinha que pedir licença para as pessoas que insistiam em sentar no gradil da área reservada. Outra coisa que me chateou bastante, foram as falsas grávidas que invadiram o tablado, pulando o show inteiro e se vangloriando por terem enganado o pessoal que tomava conta da área reservada.
Depois que o show terminou, resolvi dar uma passada por um dos recém reformados e enormes banheiros do Maracanã. Pra minha surpresa, o símbolo universal de acesso estava na entrada, mas não encontrei nenhuma cabine adaptada lá dentro. Hã??? É isso mesmo. Não tem cabine adaptada e a rampa da entrada ainda termina em um batente que impede o cadeirante de entrar sem ajuda. E depois têm a coragem de dizer aos 4 ventos que a reforma deixou o Maraca totalmente acessível… Sei disso não…

Não vou fazer uma avaliação do local, até porque a responsabilidade pela organização do evento não foi de quem administra o Maracanã. A qualidade do acesso foi regular. Poderia ter sido boa, caso houvesse uma entrada especial, longe da muvuca, se a área reservada fosse mais alta e se os banheiros fossem adaptados.
No final de tudo, voltando para casa, estava feliz por ter ido ao show, apesar dos problemas. Cheguei à conclusão de que não estou tão velho quanto pensava, ufa! Ainda posso continuar abrindo algumas exceções para os mega-espetáculos.