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Casa de shows – Vivo Rio

Cris Costa - sexta-feira, 24 de outubro de 2008 - 18:21

elevador do Vivo RioSabendo que ia a um lugar novo, e esperando que tivesse algum acesso, peguei minha câmera e segui para o Vivo Rio. Chegando lá, não vi nenhuma vaga reservada, e como opção (ou falta de) deixei meu carro no Valet Park. Para tanto conforto tive que pagar a bagatela de R$ 15,00, preço fixo do lugar.

Saí do carro e me dirigi a entrada da casa de shows. Até ali, tudo bem. Chão liso e sem degraus. Logo que entrei, um "moço" muito gentil se aproximou para me ajudar. Os lugares acessíveis da casa ficam no andar debaixo e para isso tem um elevador. Também tem lugar no andar de cima, mas é bastante apertado e cheio de degraus. Os melhores lugares da casa são a área VIP, Setor 1 e 2. O setor 3, apesar de ser no mesmo ambiente, fica numa plataforma mais alta com alguns degraus pra se chegar a ele. A casa reserva alguns lugares na área VIP e no Setor 1 para pessoas com deficiência e infelizmente esses são os lugares mais caros do Vivo Rio. Para quem pode desembolsar uma grana a mais, vale a pena. A área VIP é praticamente colada no palco.

Banheiro adaptado do Vivo RioEnfim, assim que deixei minhas coisas na mesa, fui logo checar os banheiros. A casa possui 2 banheiros adaptados (cabines únicas, só para deficientes) um de cada lado do palco. Os banheiros são amplos, possuem barras de apoio e a pia é vazada.

De volta ao show, agora é aproveitar e se divertir. Achei o acesso do Vivo Rio muito bom. Porém – ah porém – qual não foi minha surpresa ao sair, quando descobri que o pessoal do Valet Park tinha estacionado meu carro numa vaga reservada! placa indicando vaga reservadaQuando olhei para cima, vi a plaquinha sinalizando as vagas. Fora isso, não vi mais nada indicando que a área era reservada, e no escuro ficava quase impossível perceber a tal placa. E se as pessoas já abusam, quando as vagas são bem marcadas, imagine quando se tem só uma plaquinha. Pelo menos, esse foi o único empecilho. De resto, foi relaxar e aproveitar! 

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Pontos positivos: Pontos negativos:

• Estacionamento no local
• Acesso com elevador
• Banheiros acessíveis
• Espaço interno com piso regular

• Vagas reservadas mal sinalizadas
• Espaço reservado para pessoas com deficiência apenas nos setores mais caros

Avaliação: Bom

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Vivo Rio
Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo – Rio de Janeiro
www.vivorio.com.br

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Circo Voador: um circo para todos

Eduardo Camara - segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 - 12:32

Quando fui visitar o Circo Voador para tirar algumas fotos, indo a pé do Largo da Carioca em direção à Lapa pela Av. República do Paraguai, passei por uma situação bizarra, para não dizer perigosa. De uma hora pra outra a calçada foi diminuindo, diminuindo, diminuindo e… sumiu! É isso mesmo! Sumiu e a partir desse ponto tive que “pular” de um meio fio com quase meio metro de altura e disputar o asfalto com ônibus e carros que faziam a curva a centímetros de mim. Lamentável.

Rampa para o andar superior e platéia do andar superiorChegando à Lapa, constata-se que a área em torno do Circo Voador também não é muito legal para quem é cadeirante. Quem for de carro pode parar em alguns estacionamentos que ficam próximos (alguns até tem vagas reservadas!), mas em todos eles o piso é precário, de terra ou cheio de pedrinhas. As ruas e calçadas são esburacadas e sujas, além de poucas terem rampas. Por sorte, encontre uma delas que me colocava em frente à entrada principal do Circo.

Visão do palco a partir do andar superior

Lá dentro, o cenário muda completamente. O novo Circo Voador, inaugurado em julho de 2004, tem um projeto bastante acessível. Na minha opinião, que já assisti a vários shows por lá, o mais legal do novo projeto é poder chegar com a cadeira em qualquer ponto da platéia e poder buscar a melhor visão do show. Quer ir para a pista e se misturar com a galera? Sem problemas! Uma pequena rampa está lá e torna isso possível sem grandes esforços. O show está muito cheio e você quer enxergar algo? Basta subir a grande rampa externa que leva ao andar de cima, de onde se enxerga o palco inteiro sem barreiras! Nada de área reservada onde o cadeirante fica isolado do público: no Circo, você consegue enxergar e curtir o show com todos e como todos. Um verdadeiro projeto acessível e inclusivo. O que poderia ser um pouco melhorado é a altura dos guichês para compra de comida e bebida e o balcão do bar. Quem está sentado mal consegue enxergar – e ser enxergado por – quem está do outro lado.

Banheiro adaptado

Ah, sim! No térreo existe um banheiro adaptado (unissex), com um baita símbolo de acesso na porta e a palavra “Exclusivo”.

Levando tudo isso em conta, damos ao Circo a nota máxima do blog!

PS: Aproveito para dizer que o local não é apenas uma casa de shows, mas também abriga mostras de arte, cursos e diversas outras atividades (maiores informações: www.circovoador.com.br).

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Pontos positivos:

Pontos negativos:

• Acesso a todos os pontos da platéia
• Ótima visão do palco a partir do andar superior
• Banheiro adaptado e sinalizado
• Área ampla, ótima circulação

• Balcões e caixa muito altos para cadeirantes
• Dificuldades de acesso no entorno

Avaliação: Ótimo

 

Clique aqui e veja sua localização no mapa.

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Circo Voador
Rua dos Arcos S/N – Lapa
Tel: (21) 2533-0354
http://www.circovoador.com.br • webmaster@circovoador.com.br

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Casa de festas Galaxia Kids

Gabriella Savine - terça-feira, 8 de janeiro de 2008 - 12:15

Brinquedo cujo acesso se dá por escada.

Aniversário de criança em casa de festas: evento onde pais e filhos se confudem no meio de tantos brinquedos!  Será que é facil encontrar uma casa dessas acessível a cadeirantes? E o acesso aos brinquedos, como será?

Convite na mão e vamos a diversão! Chegando lá é preciso pedir para estacionar o carro próximo a entrada, de asfalto, pois não existem vagas reservadas e o piso do estacionamento principal é de areia. A entrada da casa é no mesmo nível da rua, o que facilita muito a chegada com a cadeira de rodas. Com piso regular e espaços bem amplos, não é dificil circular pelo local.

E os brinquedos? Ops! Muitas plataformas, degraus e pequenas portas dão acesso a eles. Para a criançada deficiente conseguir chegar até eles é preciso uma mãozinha para carregá-las e posicioná-las nos brinquedos, pois em nenhum é possível chegar sem auxílio. 

Bom, se depender da alegria da criançada, esses contratempos serão superados facilmente. O serviço oferecido pela casa com muitos animadores é de primeira qualidade, fazendo valer a pena a visita.

Alguns brinquedos da casa de festas

No Rio, a Prefeitura publicou no Diário Oficial um decreto autorizando a implantação de brinquedos adaptados em praças públicas, possibilitando a diversão harmônica sem exclusão, mas nada regulamenta as casas de festas fechadas.

Banheiro e acesso aos banheirosOs banheiros não são adaptados, e não é por falta de espaço físico, mas sim de projeto. As portas de 60 centímetros dão acesso a um corredor, onde existem mais portas até os sanitários. 

Se pensarmos em cadeiras de rodas para crianças, algumas deverão conseguir passar pelo vão, mas girá-las no pequeno espaço do corredor para acessar os sanitários, nem pensar. Nem a pia externa passa nessa avaliação, pois armários fixos impedem a aproximação da cadeira.

Apesar do excelente serviço e do livre acesso às áreas comuns, classificamos a Casa de Festas Galaxia Kids como regular, pela falta acesso aos brinquedos e banheiros. 

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Pontos positivos: Pontos negativos:

• Vagas próximas à loja 
(sem símbolo de acesso)
• Acesso no nível da rua
• Espaço interno amplo com piso regular

• Brinquedos com dificuldade de acesso
• Banheiros inacessíveis

Avaliação: Regular
Avaliação: regular

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Galáxia Kids - Barra da Tijuca
Av. das Américas, 12141 – Barra da Tijuca – RJ
Tel: (21) 2498-0561
www.galaxiakids.com.br 

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Casa de Julieta de Serpa

Eduardo Camara - sexta-feira, 28 de dezembro de 2007 - 19:05

Entrada da Casa de Julieta de Serpa com rampa e porta automáticaHá algumas semanas atrás, fui à uma festa na Casa de Julieta de Serpa, no Flamengo. Era o casamento de uma amiga querida, e quando soube que seria nessa casa, imaginei as escadas que teria que encarar. Ela logo me tranquilizou, dizendo que escolheu justamente um lugar que fosse acessível para mim. Fiquei feliz! O local fica numa casa antiga que virou centro cultural e também é alugada para festas. Tem manobrista, mas dei uma sorte tremenda de encontrar uma vaga na Praia do Flamengo, bem em frente à entrada. Não era uma vaga reservada, mas o espaço entre os carros era bem grande e deu para tirar a cadeira sem problemas.

Há rampas na entrada e até uma porta automática! Infelizmente, vários ambientes da casa só são acessíveis por escada, mas o salão da recepção era no térreo. Nele, o único obstáculo ficava no acesso à pista de dança, um degrau, bem alto por sinal. E no fundo dessa pista, encontrei a surpresa da noite: um banheiro enorme! A porta era larga (80cm) e dentro havia espaço de manobras o suficiente. A pia era baixinha, muito confortável para quem fica sentado. Se tivesse as barras de apoio e o vaso fosse um pouquinho mais alto, seria um ótimo banheiro adaptado.

Se algum dia forem lá, fiquem tranqüilos quanto ao banheiro. E quem sabe não colocam uma rampinha para a pista de dança, após lerem esse texto aqui?

Banheiro bem espaçoso, mas sem barras de apoio

PS: Diminuímos um pouco o ritmo nesse final de ano, mas temos ótimas novidades já para o começo de 2008! Feliz ano novo para todos os nossos leitores!

 

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O que gostamos:

• Serviço de manobrista
• Rampa na entrada
• Porta automática
• Banheiro espaçoso e com porta larga

O que pode Melhorar:

• Apenas o térreo é acessível
• Degrau alto no acesso à pista de dança
• Falta de barras de apoio no banheiro

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Casa de Julieta de Serpa
Praia do Flamengo, 340 – Flamengo
Tel: (21) 2551-1278
http://www.casajulietadeserpa.com.br/casajulietadeserpa@casajulietadeserpa.com.br

Veja localização no mapa

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The Police – Será que estou velho?

Eduardo Camara - segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 - 09:07

Há alguns anos atrás, na última noite do Rock in Rio 3, cheguei à conclusão de que estava velho demais para encarar a confusão de mega-shows de rock. Após enfrentar chuva, lama e mal conseguir assistir ao show do Red Hot Chilli Peppers, jurei que abriria poucas exceções e o show do The Police, no Maracanã, foi uma delas.

Fui de carro, estacionei na UERJ e lá encontrei com um amigo. Fomos juntos em direção ao Maraca, procurando a entrada para o gramado, e logo chegamos a uma multidão que se espremia entre grades que levavam a uma única entrada, ridiculamente estreita. Nem a organização nem a PM souberam me dizer se existia uma entrada exclusiva para pessoas com deficiência e, depois de esperar uns 20-30 minutos sem que o tumulto diminuísse, me arrisquei  no meio da quantidade imensa de gente tentando entrar. No total, demorei cerca de uma hora para andar uns 200-300 metros, sempre cercado por gente, com muito calor e torcendo para que não acontecesse algo pior. A sensação de estar no meio de uma multidão, em uma cadeira de rodas, é um tanto quanto claustrofóbica e desesperadora.

Após encarar o curral de gente, chegamos ao gramadoquando o show dos Paralamas tinha acabado de terminar. Uma pena.

Rampa de acesso a área reservada

A organização do show não soube informar por e-mail se haveria área reservada para cadeirantes no gramado, mas lá dentro, após algumas perguntas, soubemos que sim. O gramado foi coberto por uma espécie de tapete de borracha que tornou fácil a circulação com a cadeira de rodas. Rumamos, então, para uma área cercada que também era usada pelo juizado (de menores?). Essa área tinha uma rampa na entrada e era um pouco acima do solo, mas não tanto quanto deveria. Apesar do bom espaço e localização, minha linha de visão ficou na altura da cabeça de outras pessoas, e eu “assisti” ao show como um andante baixinho assistiria. Se o tablado dessa área fosse 30-40 cm mais alto, seria perfeito! Conversando com uma simpática mulher, possivelmente uma funcionária do juizado, fiquei sabendo que no show da Ivete Sangalo o tablado era bem mais alto. Taí, nunca imaginei que um show da Ivete Sangalo poderia ter algo melhor que o do The Police…

Imagem da área reservada para pessoas com deficiência e visão do show com a perspectiva da cadeira de rodas

O show começou e deu para curtir um bocado. Estiquei-me na cadeira algumas vezes para conseguir enxergar melhor por cima das cabeças pulantes, e volta e meia tinha que pedir licença para as pessoas que insistiam em sentar no gradil da área reservada. Outra coisa que me chateou bastante, foram as falsas grávidas que invadiram o tablado, pulando o show inteiro e se vangloriando por terem enganado o pessoal que tomava conta da área reservada.

Depois que o show terminou, resolvi dar uma passada por um dos recém reformados e enormes banheiros do Maracanã. Pra minha surpresa, o símbolo universal de acesso estava na entrada, mas não encontrei nenhuma cabine adaptada lá dentro. Hã??? É isso mesmo. Não tem cabine adaptada e a rampa da entrada ainda termina em um batente que impede o cadeirante de entrar sem ajuda. E depois têm a coragem de dizer aos 4 ventos que a reforma deixou o Maraca totalmente acessível… Sei disso não…

Sinalização da entrada do banheiro mostrando o símbolo universal de acesso

Não vou fazer uma avaliação do local, até porque a responsabilidade pela organização do evento não foi de quem administra o Maracanã. A qualidade do acesso foi regular. Poderia ter sido boa, caso houvesse uma entrada especial, longe da muvuca, se a área reservada fosse mais alta e se os banheiros fossem adaptados.

No final de tudo, voltando para casa, estava feliz por ter ido ao show, apesar dos problemas. Cheguei à conclusão de que não estou tão velho quanto pensava, ufa! Ainda posso continuar abrindo algumas exceções para os mega-espetáculos.

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Lateral Direita

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