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Hotel Ibis Expo Barra Funda – São Paulo

Cris Costa - sexta-feira, 16 de julho de 2010 - 10:50

Há pouco tempo atrás fui para São Paulo visitar uns amigos. Adoro a cidade! Adoraria poder visitar mais vezes, não só pelos bons amigos como por tudo de bom que a cidade tem. Mas enfim, sempre que viajo vem aquela tensão de saber se o hotel é bem adaptado e tudo que está escrito no site realmente existe e funciona. E não é que dessa vez  foi tudo verdade? E mais, digo que foi o quarto mais bem adaptado que já fiquei. Muito bom mesmo.

Pra ilustrar, vou colocar aqui umas fotos que tirei.

Eles colocaram uma porta de correr do quarto para o banheiro, o que acho ótimo. Além de poupar espaço poupa o saco que é abrir e fechar porta com a cadeira (puxa a porta, a cadeira vai pra trás, ai tenta pegar a maçaneta, a porta vai pra frente… aff, uó).

A pia é vazada embaixo, facilitando entrar com a cadeira. Só achei um pouco alta, mas nada que atrapalhasse. E também colocaram o espelho grande e inclinado pra baixo. Muito bom!

O chuveiro tem o esqueminha que eu adoro:  uma bancada que dá pra passar facilmente, tomar o banho relax e voltar pra cadeira. Adoro quando encontro uma adaptação assim e não só o chuveiro sem nada.

O que achei legal e não me lembro de ter visto em outro hotel, foi que colocaram os cabides e a prateleira com travesseiro e cobertor na parte mais baixa. Assim fica tudo fácil de colocar e pegar.

Ah se todos fossem assim…

O hotel é o Ibis Expo Barra Funda. O link é: http://www.accorhotels.com/pt/hotel-2211-ibis-sao-paulo-expo-barra-funda/index.shtml

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Pousada Ilha Náutica – Florianópolis

Bianca Marotta - terça-feira, 2 de março de 2010 - 14:32

Chalé número 9 - adaptado para pessoas com deficiência

Não fosse pelo Hotel in Site não teríamos descoberto esse recanto escondido no bairro do Rio Vermelho em Floripa. Cheguei a ver algumas fotos da pousada e trocar emails com a Iracema, uma das donas da pousada antes de decidirmos nos hospedar nela. Mas confesso que chegamos lá um pouco no escuro, pois sabíamos da existência de um chalé adaptado, mas como essa seria adaptação só descobrimos na hora. Pra variar.

Mas a surpresa foi muito agradável. A preocupação do seu Ari, outro sócio do hotel, foi bastante surpreendente para uma pessoa que nem sequer é arquiteto e não possui parentes com deficiência. Nos contou que simplesmente achou que seria mais fácil pra todo mundo se os acessos na pousada fossem feitos através de rampas e que oferecer um chalé adaptado não custaria nada a mais. Mais surpreendente ainda foi a forma como o tempo todo ele se preocupou em saber se os acessos estavam a contento, se a cadeira de banho (sim, eles possuem uma cadeira de banho para os hóspedes) era boa e se as rampas estavam dentro das normas.

Esta ponte deu uma certa dor de cabeça, o Dado não conseguia passar por ela sem um empurrão.

Uma ou outra coisa poderia ser melhorada, algumas rampas são íngremes demais, e isso nós explicamos sempre que nos era perguntado. Mas o fato de o cadeirante conseguir chegar a todas as áreas comuns da pousada nos alegrou bastante.

O chalé de número 09, que é adaptado para pessoas com deficiência, possui uma sala com sofá cama e cozinha americana, uma área de serviço, um quarto com uma cama de casal e uma de solteiro e um banheiro. As portas são todas mais largas e os espaços de circulação bons o suficiente. A sala é separada da cozinha por um balcão, do qual os donos da pousada se desculparam por terem feito alto demais. Em seguida trouxeram uma mesa com cadeira para o nosso chalé o que já resolveu o problema. O banheiro possui barras de apoio e Box com cortinas. Ah, sim! O quarto possui ar condicionado, providencial no verão!

A única coisa que nos deixou um pouco tristes, foi descobrir que o Dado foi o segundo hóspede cadeirante, desde toda a existência da pousada, a se hospedar por lá. Esperamos que nossa divulgação no blog leve  mais pessoas com deficiência para a Pousada Náutica, que fica numa cidade belíssima e que vale muito à pena ser visitada!

Pousada Ilha Náutica
www.pousadailhanautica.com.br
Florianópolis – SC
Tel: (48) 3269 – 7060
E-mail: pousadailhanautica@hotmail.com

Abaixo algumas fotos que ilustram bem o espaço e as adaptações feitas na pousada:

Cama de casal e de solteiro presente no quarto do chalé número 9

Estacionamento da pousada

Caminho pavimentado nas dependências da pousada

Box com cortina no banheiro do chale número 9. A cadeira de plástico o Dado que pediu, pois acha mais prática do que a de banho.

Vaso sanitário elevado e barras de apoio no banheiro do chalé nº 9

Caminho pavimentado e com rampas que levam à piscina e ao refeitório

A rampa que leva à piscina tem um pequeno desnível no final. Mas ao menos ela existe!

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Buenos Aires – Hotel Amerian

Joana Roquette - domingo, 5 de julho de 2009 - 17:38

Fachada do Hotel Amerian em Buenos Aires

Como falei no post anterior, me hospedei no centro, no bairro que eles denominam "microcentro". O hotel  que escolhi é da rede Amerian , e fica localizado na esquina das ruas Viamonte com Reconquista. A localização é ótima, fica a três quadras de Puerto Madero, um antigo porto da cidade que foi reformado para abrigar mais de uma centena de restaurantes, e a 2 quadras da rua Florida, uma das mais famosas de Bs As sob o ponto de vista comercial, já que lá você encontra desde quiosques a lojas de produtos de couro e casas de câmbio.

Além da localização, o que me fez escolher esse hotel foi o fato de ele possuir um quarto totalmente adaptado para cadeirantes. No quarto em si há bastante espaço para manobrar a cadeira, ainda que no mesmo sejam colocadas duas camas, e o que mais me chamou a atenção foi o banheiro, bastante amplo, sem degrau (nem qualquer ressalto) entre o piso e o espaço para banho (não posso chamar de box porque não há uma divisória ou cortina), com espaço abaixo da pia pra encaixar a cadeira sem dificuldade, pia baixa, vaso sanitário com altura adequada para a passagem e barras de apoio tanto ao lado do vaso, quanto ao lado do banco acoplado na parede para uso durante o banho. A princípio, ao olhar o banheiro e não ver qualquer divisão entre a "área de banho" e o resto do espaço, achei a coisa meio esquisita, digamos. Mas com o passar dos dias, como o espaço era enorme dentro do banheiro, achei essa solução muito adequada e comecei a sonhar em ter um desses na minha casa! Não há preocupação quanto ao risco de a água escoar do chuveiro e inundar todo o piso do banheiro, porque há uma inclinação quase imperceptível para viabilizar o escoamento. Outro detalhe: as barras de apoio mencionadas, embora fiquem fixas na parede, podem ser levantadas para o alto pelo cadeirante, para permitir a passagem, por exemplo. O tal banquinho é feito de PVC e algum outro material plástico e fica embutido na parede. Na hora do banho, basta puxá-lo, fazer a passagem e abaixar as barras de apoio, que dão maior estabilidade. O dispositivo que liga/desliga o chuveiro e altera a temperatura da água fica na altura de quem está sentado no banco.

As demais instalações do hotel também são plenamente acessíveis. Infelizmente, não tirei fotos do quarto ou do banheiro. Deixei pra fazê-lo no último dia, mas como tudo que fica pro último dia acaba em prejuízo, me esqueci das fotos.

Caso tenham interesse, acredito que o hotel disponibilize, via e-mail, fotos da acomodação adaptada, que não constam no site deles.

fonte da imagem: Trip Advisor

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Hotel Villa Bella – Relato de uma leitora

Eduardo Camara - sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 - 19:15

Nossa Leitora Andréa Carreiro visitou o Hotel Villa Bella, em Gramado, e nos mandou um relato sobre o local. Para quem não lembra, o Villa Bella já foi assunto de um texto aqui do blog e é um hotel que fez grandes investimentos em acessibilidade. Abaixo está o texto, com informações recentes direto de Gramado. Obrigado, Andréa!

Olá, Amigos do Mão na Roda!

Gostaria de compartilhar com vocês algumas informações. Estive recentemente de férias em Gramado e aproveitei para visitar o Hotel Vilabella, que vocês já citaram no blog. Tenho uma enteada cadeirante e estou sempre de olho na acessibilidade dos locais que visitamos. Em uma próxima oportunidade pretendemos voltar com as crianças à Serra Gaúcha e já aproveitei a oportunidade pra estudar o local.

Fomos super bem recebidos pelo funcionário Mauri, que nos mostrou as dependências do hotel. O local é totalmente adaptado para cadeirantes ou pessoas com outras deficiências motoras: restaurante, quartos, piscina, tudo acessível por rampas e elevadores que levam a todos os andares e te deixam praticamente à beira da piscina aquecida. Aliás, a piscina é um luxo: tem uma cadeirinha-elevador que te deixa dentro d’água!

Nos quartos as camas são king size, os banheiros são muito espaçosos, com barras. Só achei o quarto um pouco apertado para um casal com duas crianças, a opção da cama adicional não deixaria muito espaço de circulação para a cadeira. A solução é reservar dois quartos separados.

O hotel está localizado na avenida que liga Gramado a Canela, à beira do Vale do Quilombo (visual lindo!!). Mas não tem problema: o hotel tem uma van que leva e traz os hóspedes do centro de Gramado, em horários pré-determinados. Além disso, praticamente todas as principais lojas e restaurantes mantêm serviço de transporte, é só ligar e solicitar. No nosso grupo havia um casal com um bebê e não houve dificuldade em levar o carrinho para os passeios. Acho que isso vale também para cadeiras de
rodas. O povo local é muito solícito e ajuda no que for preciso, afinal a cidade é eminentemente turística, eles vivem disso!

Percebi também que as ruas e estabelecimentos da cidade estão bem adaptados, com calçadas largas e rampas pra todo lado. Curiosidade: na cidade não há sinais de trânsito. Vai atravessar a rua? É só por o pezinho (ou a roda) na faixa de pedestres que os carros param na hora!

O ponto negativo (é, eles existem…) fica por conta da própria geografia da região: é serra, tem umas ladeirinhas chatas, morros a subir e descer… No Parque do Caracol o caminho é de terra e pedregulhos, sacoleja um pouco, mas tem rampa pra chegar ao mirante. No Teleférico fica mais complicado: as cadeirinhas não param pra você embarcar e os mirantes mais bonitos só são acessíveis por escadas ou caminhos por dentro da mata. Pra construir rampas teriam que sacrificar muita vegetação, botar muita mata
abaixo. Uma pena, pois considero um dos passeios mais bonitos pra se fazer lá. Fazer o quê, né?

Mas, no geral, Gramado é um lugar lindo para visitar. Sem contar com os chocolates, comida típica, vinhos, etc.

Abraço,
Andréa Carreiro

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Hotel Ibis Bastille – Paris

Bianca Marotta - quarta-feira, 7 de janeiro de 2009 - 09:25

quarto do Hotel Ibis Bastille - ParisSe você, assim como nós, resolveu viajar em cima da hora para Paris, a rede Ibis pode ser uma boa opção. Os hotéis da rede costumam ter grande número de apartamentos, o que aumenta as chances de conseguir uma vaga em uma cidade disputada por turistas como Paris.

Normalmente, os Ibis (são vários) da capital francesa ficam bem afastados das áreas mais nobres, mas no caso do Ibis Bastille, a localização não é ruim. Fica bem pertinho da praça da Bastilha, onde você encontra bastante opção de transporte, e também a algumas quadras de distância do Marrais.

Além de oferecer quartos adaptados, outroarmário do quarto Hotel Ibis Bastille - Paris motivo que nos fez escolher esse hotel foi o preço, em torno de 100 euros por dia para o casal. Não é um hotel de luxo, mas confortável o suficiente para quem usa o quarto apenas para dormir e tomar banho.

E por falar em quarto, vamos a ele. O espaço para circular com a cadeira de rodas era bom. A cama, de casal, possuía uma boa altura e era posicionada de forma a dar mais espaço em uma de suas laterais, o que facilita a transferência da cadeira para cama. O quarto ainda tinha uma mesa e um armário bem apertadinho, com algumas prateleiras (altas) e lugar para pendurar as roupas. A mala tinha que ficar num canto no chão mesmo.

banheiro do Hotel Ibis Bastille - Paris

A porta do banheiro era bastante larga e o espaço interno bem amplo. O chuveiro era do tipo “roll-in shower”, que não possui box.  Para delimitar a área de banho, a região do chuveiro tinha uma cortina e uma área mais baixa que o restante do banheiro. Como essa área era pequena, colocar a cadeira dentro dela e tomar banho era chato. Ponto a menos pela má utilização do espaço, pois o banheiro era enorme. Também fizeram falta barras de apoio, cadeira de rodas para banho e/ou um banco fixado na parede. A opção era usar uma cadeira de alumínio deixada no banheiro. A pia, por sua vez, era vazada embaixo, mas faltaram barras de apoio ao lado do vaso sanitário, que, aliás, era um bocado alto, com 50 cm de altura. Confesso que não gostamos nada desse vaso mais alto, os pés não chegavam a encostar de todo no chão. A solução foi apoiá-los sobre uma mala pequena, que colocávamos em frente a ele. No banheiro encontramos ainda duas prateleiras com boa altura. (Nota do Eduardo: segundo a norma brasileira, o vaso sanitário com assento deve ter, no máximo 46 cm de altura. Na Europa encontramos diversos vasos com 49, 50 e até 53 cm de altura, dificultando a transferência. Não sei se a norma européia é diferente ou foi erro do projeto)

Pra terminar, falemos rapidinho sobre o hotel em si. Sua entrada fica no nível da calçada, sem degraus ou escadas, o que facilitou nossa vida. O pessoal da recepção costuma falar várias línguas (português inclusive), indicadas no crachá de cada um deles. Há poucas quadras do Ibis Bastille, você encontra linhas de ônibus adaptadas que levam para o centro de Paris. Porém, se você é andarilho assim como nós, pode encarar a cidade a pé. Mas isso já foi assunto de outro post!

Nossa avaliação sobre a adaptação do Ibis Bastille é regular.

Pontos positivos: Pontos negativos:
• Localização próxima a pontos de ônibus acessíveis
• Preços acessíveis em relação a outros hotéis adaptados
• Entrada do hotel no nível da rua
• Bom espaço para circulação no quarto e no banheiro
• Chuveiro sem box
• Armário muito alto
• Falta de barras de apoio no banheiro
• Falta de cadeira de banho
• Chuveiro muito apertado
• Vaso sanitário muito alto

Avaliação: Regular

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Hotel Villa Bella – Gramado

Bianca Marotta - terça-feira, 11 de novembro de 2008 - 17:27

Há alguns dias atrás, fui informada pelo pessoal da editoria Viagem, do Globo na Internet, que o Hotel Villa Bella em Gramado tinha investido em obras de acessibilidade. Ficamos interessados e entramos em contato com o pessoal da assessoria do hotel. Se o hotel fosse aqui no Rio, já teríamos batido ponto por lá. Mas como ele fica um pouquinho longe e acabamos de voltar de férias, tivemos que contar com o material que nos foi enviado, que, aliás, nos surpreendeu um bocado.

banheiro adaptado da suíte

Segundo informações que recebemos, atualmente, o Hotel conta com 10% dos seus apartamentos adaptados. O que consideramos um bom número! As portas e corredores são mais largos, os banheiros têm barras de segurança, piso antiderrapante, cadeira especial no chuveiro, pias e vaso sanitário de fácil acesso. As áreas sociais do hotel possuem rampas e banheiros com adaptação.

Recepção do hotel

piscina com adaptaçãoUm ponto que nos chamou a atenção foi a preocupação com a área das piscinas e com a recepção. Na primeira, o piso é antiderrapante, uma cadeira-elevador facilita o acesso do hóspede à piscina e há barras de apoio dentro dela. Já na recepção do hotel não vemos o tradicional balcão. No lugar dele, temos mesas de atendimento que eliminam barreiras e permitem que todos os clientes tenham um atendimento personalizado.

Há também cadeiras de rodas à disposição no hotel e o braile está presente no cardápio do restaurante, guias de serviços dos apartamentos e nas sinalizações dos elevadores.

painel de elevador e cardápio em brailleAinda segundo a assessoria de imprensa do Villa Bella, seu Bistrô e o Salão do Café da Manhã têm mesas acessíveis e espaço para circulação. Além disso, a equipe do hotel participa periodicamente de cursos de preparação para atender pessoas com deficiência.

Para completar nosso post, resolvemos tirar algumas últimas dúvidas. Quem nos respondeu foi o assessor de imprensa, Tiago Costa, da Due Company que atende o hotel:

Mão na Roda: Como surgiu a iniciativa de adaptar o hotel?
Tiago Costa - No período de desenvolvimento do projeto do Hotel Villa Bella, 1987/88, em busca das exigências da Embratur, o diretor do hotel, Roger Baqui, conheceu a diretora de Planejamento de Acessibilidade da cidade do Rio de Janeiro, na época, Marlene de Azevedo, que é cadeirante. O Diretor Roger foi, então, ao encontro da Sra. Marlene de Azevedo e teve a oportunidade de presenciar as dificuldades que uma pessoa com limitações físicas tem na sua estada em um hotel, observando como eram seus passos desde a chegada, passando pelo café da manhã, até o uso das dependências sociais (elevador, piscinas e área de lazer).
“Me sensibilizei e planejei a acessibilidade do Villa Bella”- Diretor Roger Baqui.

MnR – O hotel emprega alguma pessoa com algum tipo de deficiência?
TC - Sim, um funcionário com deficiência mental. E o hotel está aberto a mais colaboradores com este perfil. Atualmente são 40 colaboradores no total.

MnR – O hotel já recebeu hóspedes com deficiência?
TC - Sim. Temos uma ocupação regular desses hóspedes.

MnR – As tarifas dos quartos adaptados são semelhantes às dos demais quartos?
TC - As tarifas são de igual valor para todos os quartos adaptados ou não, os valores se diferenciam com relação ao tipo de categoria: Standard (sem vista para o Vale), Super Luxo (vista parcial para o Vale) e Super Luxo Especial (vista Frontal do Vale).

MnR – O traslado de POA para Gramado e o city tour em Gramado, que o hotel oferece como serviço à parte, são acessíveis para pessoas em cadeira de rodas?
TC - Até onde se tem conhecimento a agência Turistur, de Gramado, oferece transporte com alguma adaptação.

Pra finalizar, o diretor do hotel antecipa que o próximo passo será criar um destino com roteiro 100% acessível. “Em Gramado já existem restaurantes, cafés coloniais, lojas, além do centro da cidade, que está totalmente adaptado para este público”.

. . .

Hotel Villa Bella – Gramado – RS
Tel: (54) 3286-2688
E-Mail: hotel@hotelvillabella.com.br
Site: http://www.hotelvillabella.com.br/

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Resort adaptado – Costa do Sauipe

Cris Costa - quarta-feira, 2 de julho de 2008 - 14:38

Resort na costa do Sauípe

Viajar é sempre muito bom. Eu, pelo menos, adoro conhecer lugares novos. E no Carnaval desse ano resolvi que não queria badalação, nem ficar no Rio. Foi então que meu namorado sugeriu a Costa do Sauipe. Ele já tinha estado lá, e sabia que tinha acesso. Apesar do precinho salgado dos Resorts, achei que valeria à pena, pois estava precisando de uns bons dias de descanso. Escolhemos o Hotel (tem quatro hotéis/resort no local que possuem quartos adaptados) e lá fomos nós.

O vôo foi tranqüilo, mesmo com os percalços que todo cadeirante passa na hora de viajar de avião. Chegando em Salvador, uma van nos recebeu para nos levar para o Sauipe. Confesso que não gosto de van. É sempre mais complicado entrar nelas do que num carro, requer uma ajudazinha. Mas é melhor do que ter que subir num ônibus. Mas, continuando, leva-se mais ou menos 1:20h do aeroporto de Salvador ao Hotel em que ficamos.

Chegando lá, reparei que a Costa do Sauipe é bem plana e com rampinhas em algumas calçadas. Já gostei. Deixamos as malas no quarto e fomos fazer aquele passeio básico de reconhecimento do local. Fiquei impressionada com a estrutura do Hotel. Tudo plano, onde é necessário tem rampa e encontramos banheiros adaptados em todos os lugares: piscina, restaurantes e bar. Tudo nos conformes: com o símbolo internacional de acesso na porta, bem amplo e com as barras de apoio. Confesso que ver tantos banheiros adaptados num só lugar me deixou muito feliz. Não ter que sair "correndo" de um lugar pra ir a um banheiro mais longe é motivo de muita alegria.

Banheiro adaptado no quarto - barras de apoio e bancada no chuveiro

Falando em banheiro, quando voltamos ao quarto, fui avaliar o da nossa suite. Achei muito bem adaptado. Possuía, inclusive, aquela "bancadinha" no chuveiro, que pra mim é umas das melhores adaptações que um quarto de hotel pode ter.

Ruas em Vila Nova da PraiaJá no dia seguinte fomos dar um passeio pelo complexo e fomos até a Vila Nova da Praia, que é onde ficam as Pousadas. Do Hotel até a Vila é super tranqüilo, tudo liso e plano. Mas na Vila… demos de cara com as “queridíssimas” pedrinhas portuguesas que dificultam um pouco a locomoção. Ainda assim vale passar por lá para dar uma espiada. Tem uns bares super bonitinhos e de noite sempre tem algum evento com música. Infelizmente o acesso não é muito bom e não encontrei nenhum banheiro adaptado ou pousada que não tivesse degraus na entrada. Uma pena.

Bar no meio da piscinaEm compensação os resorts contam com excelente estrutura, e para as poucas coisas que não conseguia fazer sozinha – como entrar e sair da piscina e subir na maca pra fazer massagem – os funcionários do Hotel estavam sempre disponíveis e dispostos a ajudar. O único ponto negativo é o acesso à praia. Não posso dizer que é impossível, mas é quase. Não tive coragem de encarar a trilha com pedaços de madeira para chegar ao mar. É bem complicadinho. Mas com uma piscina enorme e um bar no meio dela, quem precisa de mar?

Mais informações: http://www.costadosauipe.com.br

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Hotel Pequena Suécia – Penedo

Eduardo Camara - segunda-feira, 2 de junho de 2008 - 09:02

vista do chalé 14

Aproveitei o último feriado para visitar Penedo, no interior do estado do Rio. Toda vez que vou viajar, fico naquela dúvida, tentando imaginar se o local vai ter o mínimo de acessibilidade, se o hotel é o que realmente dizem, enfim, se vou curtir ou ter que me preocupar com uma série de barreiras arquitetônicas.

Logo ao chegar em Penedo, passamos pelo "centrinho" da cidade, onde ficam o Shopping Pequena Finlândia, diversos restaurantes e toda turistada. Essa região é um misto de acessível com inacessível. A maior parte dos estabelecimentos possui rampa na entrada, mas são poucas as calçadas onde consegue-se circular com a cadeira. Em alguns trechos, elas simplesmente não existem e é necessário disputar espaço com os carros que cruzam a estrada. Dentro do tal shopping, a coisa melhora bastante. Há rampas em tudo quanto é canto – apesar de algumas estarem obstruídas – e banheiros adaptados.

Como fomos de carro, aproveitei também para levar minhas super rodas de viagem. Hã??? Sim, minhas rodas especiais de viagem. Toda vez que vou para um hotel e não tenho certeza de que ele tem portas largas o suficiente, levo um par de rodas extra com cubos estreitos e sem o aro de impulsão. Assim, minha cadeira fica bem estreita (menos de 55 cm de largura total) e consigo passar em qualquer porta convencional.

entrada do chalé 14Felizmente, elas não foram necessárias. Ficamos no Hotel Pequena Suécia e, apesar do nosso chalé (número 14) não ser adaptado, para mim ele era bastante acessível. Sua entrada possui rampa e porta com 70 cm de vão livre. Dentro, o espaço era amplo e a cadeira circulava com tranqüilidade pela salinha, quarto e varanda, super agradáveis. Vale citar apenas o pequeno ressalto que existe entre o quarto e a sala, com cerca de 3cm de altura. Ah, o quarto tinha lareira – assim como todos os outros do hotel – , mas não fui competente o suficiente para conseguir acendê-la. Espero que isso não tenha abalado meu namoro ;).

ante-sala do chalé 14O banheiro era espaçoso e a porta bastante larga, com 80 cm de largura – mais larga do que a da entrada. Como não existia box, era moleza chegar perto do chuveiro com a cadeira e pular para uma de plástico, daquelas de jardim e piscina, para tomar banho.  Algumas coisas poderiam ser melhoradas: a altura do espelho e do suporte para sabonete e shampoo, além da colocação de barras de apoio próximas ao vaso e chuveiro. Mas como disse, o hotel sabe que o quarto não é adaptado. Eu apenas tinha recebido a recomendação de amigos andantes que achavam que eu não teria problemas de acesso e perguntei à recepção – muito solícita! – se algum dos quartos poderia ser usado por um cadeirante.

banheiro do chalé 14

As áreas comuns do hotel são mais ou menos acessíveis. Há rampas – ainda que estreitas e sem corrimão – e caminhos pavimentados entre o chalé 14 e o edifício principal, onde ficam a recepção e o local onde é servido o café da manhã. Também é comum encontrar um degrau – mas não mais do que isso – no fim de cada pequeno caminho pavimentado, como os que vão para a piscina e a sauna. Resumindo: com uma pequena ajuda, dá pra chegar em quase todos os cantos da pousada. Ah, ao lado da piscina está o restaurante do hotel, o Jazz Bistrô, que também oferece shows de Jazz nos finais de semana.

quarto e varanda do chalé 14Mas gostei mesmo foi ficar de papo pro ar nas varandas, ouvindo os passarinhos e insetos que habitam o bosque em redor, namorando, lendo um bom livro – o hotel possui biblioteca própria – e até mesmo escrevendo um texto como esse em um notebook. Ah, o hotel oferece uma rede Wi-Fi e um micro na biblioteca para os que não conseguem ficar desconectados por muito tempo.

Chato é se despedir disso tudo e voltar para o Rio. Não que eu desgoste da Cidade Maravilhosa, mas passar uns dias descansando e longe do trânsito e agitação cariocas faz um bem danado! 

 • • •

Pontos positivos: Pontos negativos:

• Quarto espaçoso
• Rampas em quase todos os acessos
• Banheiro com porta ampla (80 cm) e sem box

• Falta de barras de apoio no banheiro
• Altura das prateleiras e espelho do banheiro
• Entrada do quarto apertada (70 cm)
• Piso do estacionamento irregular
• Rampas estreitas e sem corrimão

Avaliação: Regular
Avaliação regular

• • •

Hotel Pequena Suécia
Rua Toivo Suni, 33 - Penedo - RJ
Tel: (24) 3351-1275 / 3351-1343
http://www.pequenasuecia.com.br

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Hotel Formule 1 – Paraíso – São Paulo

Eduardo Camara - quarta-feira, 28 de maio de 2008 - 09:37

Rampa de entrada e vaga de estacionamento reservada para pessoas com deficiênciaNa busca de um hotel barato em Sampa,  a melhor opção encontrada foi o Formule 1. E a unidade escolhida, a do bairro Paraíso, foi dica do Christian – leitor aqui do blog. Dica perfeita, por sinal, pois o hotel fica na mesma quadra da estação de Metrô Paraíso e para pegar o trem não é necessário sequer atravessar a rua.  Ah, essa estação não tem elevadores, mas pode-se usar as escadas rolantes com ou sem o auxílio dos funcionários do Metrô.

Voltando ao Formule 1, as áreas comuns do hotel são bastante acessíveis. Há rampa na entrada, balcão de atendimento rebaixado e a área destinada ao café da manhã – não incluído no valor da diária – também é plana e possui boas mesas para quem é cadeirante. Para quem vai de carro, o hotel possui estacionamento, pago à parte.

Esse hotel é bem simples, então não vá esperando mordomias. Mas é limpo e o quarto adaptado em que ficamos tinha bom espaço para circulação de cadeiras de rodas. O quarto também tinha uma pequena mesa – com bom espaço e altura -, um cabideiro (alto demais para um cadeirante usar), uma cama de casal e uma do tipo beliche, que ficava sobre a de casal. Ou seja, dá pra acomodar 3 pessoas no quarto – como em qualquer quarto do Formule 1 –,mas uma delas terá que subir a escadinha para dormir no beliche. Ah, o preço do quarto é sempre o mesmo, independente do número de pessoas hospedado nele. Esse número pode variar de um a três.

Cabideiro, cama e mesa do quarto

Por último, o banheiro é bastante amplo, e sua porta tem 80cm de largura. Não há box no chuveiro – o que é ótimo - e há barras de apoio e uma cadeira de banho para facilitar as coisas. O espelho também é inclinado para baixo, de forma que alguém sentado pode ver boa parte do corpo. Apesar disso, senti falta de uma barra de apoio na lateral do vaso sanitário e de prateleiras.

Pia, espelho, espaço do chuveiro com cadeira de banho e vaso sanitário

Ah! Mais uma informação sobre o Formule 1: alguns funcionários são deficientes auditivos. Ponto para eles!

Fica a dica para quem quer se hospedar em São Paulo em um hotel acessível e gastando pouco.

• • •

O que gostamos:

• Entrada e áreas comuns acessíveis
• Quarto com bom espaço para circulação
• Banheiro amplo e chuveiro sem box
• Maior parte dos móveis com altura adequada

O que pode melhorar:

• Não há barra de apoio na lateral do vaso sanitário
• Falta de prateleiras no banheiro
• Cabideiro muito alto

• • •

Hotel Formule 1 Paraíso
Rua Vergueiro, 1571
Paraíso – São Paulo – SP
Telefone: (11) 5085-5699
www.formule1.com.br

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Lateral Direita

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