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Mergulho adaptado

Nickolas Marcon - quinta-feira, 27 de outubro de 2011 - 09:40

Ultimamente o pessoal do blog tem curtido esportes radicais. Esportes radicais? Pois é… na minha opinião, ir para o Rock in Rio se enquadra nessa categoria.

Mas tem gente por aí se aventurando em outras coisas muito interessantes e divertidas. O leitor Luiz Fernando de Araújo enviou o seu relato sobre uma experiência de mergulho adaptado realizada num encontro que aconteceu em Cabo Frio/RJ, em agosto de 2011. Ele mandou o texto logo depois do evento, mas não postamos antes por dificuldades de agenda. Ok, my fault. Mas o relato está aí para todos verem e, quem sabe, se inspirarem a praticar o mergulho. No final do texto estão os contatos para quem deseja se iniciar nessa aventura que é o mergulho adaptado.

Segue o texto do Luiz Fernando de Araújo:

“Entre os dias 04 e 07 de agosto de 2011 aconteceu o II ENMA – Encontro Nacional de Mergulho Adaptado em Arraial do Cabo – RJ. Foi coordenado pela sra. Lúcia Helena Monteiro Sodré, diretora da HSA Brasil (Handicapped Scuba Association International) que ministrou curso de batismo para cerca de seis pessoas com deficiência. O encontro teve apoio da Secretaria de Turismo de Arraial do Cabo, da operadora de mergulho Diving Arraial e Pousada Paraíso do Atlântico.

Eu fiquei hospedado na Pousada Pilar, que tem oito quartos sendo dois adaptados para cadeirantes, localizada bem perto da rodoviária. O Sr. João, proprietário da pousada, recebe de forma amistosa em um ambiente bem familiar com decoração baseada em materiais de demolição com temas marinhos. 

Os quartos são bem adaptados e espaçosos, com ar-condicionado, frigobar, TV e banheiro acessível.

No sábado foi realizado um treinamento na piscina, onde aprendemos a utilizar o equipamento de mergulho, os sinais utilizados para comunicação submarina bem como todos os cuidados necessários a um mergulho seguro.

No domingo embarcamos no barco Diver II a caminho de nosso mergulho no mar de Arraial. Fomos muito bem atendidos pela equipe da Diving Arraial. Devagar e com todos os cuidados necessários, cada um dos deficientes foi colocado ao mar devidamente equipado para vivenciar uma das experiências mais marcantes de minha vida. Uma total liberdade de movimentos, um mundo só visto antes pela TV e o companheirismo dos instrutores que nos apoiaram todo momento.”

A Inter TV, emissora local da Rede Globo, fez uma reportagem completa sobre o evento, cujo vídeo você pode ver clicando aqui.

Para quem quiser se aventurar pelos oceanos, há um curso de mergulho adaptado disponível na cidade do Rio de Janeiro/RJ. As aulas iniciais são feitas em piscina e depois há o batismo no mar. 

Para maiores informações sobre o mergulho adaptado, seguem abaixo os contatos:

Escola Mar do Mundo

Iate Club do Rio de Janeiro – Urca
Pedro Bonfatti – (21) 9873-1244

Instrutora habilitada HSA Brasil:
Lúcia Sodré – (21) 9314-9303

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Hotel Continental – Canela RS

Teco - quarta-feira, 13 de abril de 2011 - 13:36

No final de 2010, motivado pelo Natal Luz, estive em três cidades da serra gaúcha: Nova Petrópolis, Gramado e Canela. Entrei em contato com o pessoal do blog para podermos adicionar mais essa boa opção de estadia a quem se interessar.

Para evitarmos surpresas desagradáveis, a primeira coisa que temos que fazer após definirmos para onde vamos, é pesquisar a acessibilidade do local em que ficaremos, no caso, os hotéis. Aqui no RS temos um bom portal de pesquisa, o Hagah, onde pesquisei os hotéis e pousadas da região e entrei no site de cada um (uns 30!) questionando sobre a disponibilidade de quartos adaptados próximos àquela data. Por ser uma região eminentemente turística, fiquei surpreso com as respostas, pois apenas uns 5 me responderam possuir quartos adaptados, e, destes, apenas 2 naquela semana tinham vagas. Optei pelo Hotel Continental Canela, por parecer melhor e mais barato.

Como o nome já diz, o hotel fica muito bem localizado em Canela e é muito bom e acessível a todos os ambientes. Há uma rampa que dá acesso ao bar e à piscina. O restaurante e o café da manhã possuem mesas altas e não há problemas de aproximação.

foto da rampa hotel continental

O banheiro é bem amplo, podendo uma cadeira transitar tranquilamente. O sanitário é comum com barras de apoio e tudo fica bem a mão. Há espaço suficiente para estacionar a cadeira.

Há também um chuveirinho disponível. O espelho é levemente inclinado, permitindo uma boa visualização. O lado negativo fica por conta da pia que não é vazada, tendo que nos aproximarmos pela lateral, e da torneira que poderia ser de alavanca.

O box é de um tamanho bom, apenas não gostei de um pequeno degrau de mármore branco que tem para acesso ao chuveiro, mas não chega a ter 1 cm de altura. O hotel tem uma cadeira higiênica para empréstimo.

Hotel Continental – Canela RS
Rua José Pedro Piva, 220
Bairro Centro
Cep: 95680-000
Tel: (54) 3282 5600 
Toll Free 0800 642 5600

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Floripa

Cris Costa - segunda-feira, 25 de outubro de 2010 - 14:14

Como todos estão carecas de saber, o povo do Blog adora viajar. E dessa vez meu destino foi Florianópolis. Fui para o casamento de uma amiga, e claro aproveitei pra conhecer um pouquinho da cidade. Mas foi tão pouco, que ainda no aeroporto já me dava saudades e desejo de voltar em breve pra aproveitar mais dessa cidade linda. Fiquei apaixonada pela ilha.

O Hotel no qual fiquei era bem acessível e adaptado(Jurerê Beach Village). O quarto era amplo e com banheiro adequado.

Ah sim, um pequeno parênteses: porque em nenhum hotel (pelo menos nunca vi) colocam o raio da saboneteira perto do banquinho? E o shampoo e condicionador, onde eu ponho? Ok, ninguém precisa responder. Mas tá aí algo em que podiam pensar na hora de adaptar o banheiro, né?

Voltando,  o pessoal do hotel era 100% solícito. Mas como era tudo barreiraless (sem barreira) nem precisei importunar muito os funcionários.  O hotel possuía uma rampa pra se chegar à praia, que pensei em usar pra chegar direto na água. Mas achei que a volta seria um tanto complicada e preferi não arriscar, rsrsrsrs. E fiquei olhando pro mar com cara de saudade e me lebrando da sensação deliciosa de pisar na areia molhada e dar um mergulho :O(

No único dia que tive livre, fui dar um passeio pra conhecer a cidade. Visitei  o Jurerê Internacional, que parece ser o point da galera bonita e sarada. Claro que me senti deslocada, mas não deixei de aproveitar o belo visual, fosse ele estático ou animado. Gostei muito da praia, e me pareceu a mais provável de conseguir dar um mergulho, já que a faixa de areia é bem pequena. Mas tava frio e resolvi deixar pra exibir meus bucheps em outra oportunidade.

Por ali dá pra circular tranquilo, o estacionamento, perto da praia, possui vagas reservadas e tem rampas para todos os lados. Porém, não consegui achar banheiro adaptado.

Continuando a visita, visitei um mirante com uma vista linda para a lagoa. E num final de tarde deslumbrante. Tem onde estacionar e não vi nenhuma dificuldade de chegar no mirante.

Cheguei a ir à praia Mole, mas já era tarde, o trânsito tava uó e o trecho pra chegar até a praia me pareceu bem complicado de ser ir com a cadeira. Aliás, para quem vai a Floripa é recomedável que vá de carro ou alugue um por lá. Alguns lugares são distantes e achar taxi não é fácil e como as distâncias são grandes pode ficar caro. Compensa muito estar de carro.

Cheguei a ir em alguns restaurantes, mas não consegui achar nenhum com banheiro adaptado. Porém notei que a maioria dos lugares possui rampas. Missão para uma próxima visita.

Enfim, infelizmente o passeio acabou e fiquei louca pra voltar e conhecer melhor a cidade. Mas valeu muito.  I’ll be back!

Hotel Jurerê Beach Village: www.jurerebeachvillage.com.br

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Hotel Ibis Expo Barra Funda – São Paulo

Cris Costa - sexta-feira, 16 de julho de 2010 - 10:50

Há pouco tempo atrás fui para São Paulo visitar uns amigos. Adoro a cidade! Adoraria poder visitar mais vezes, não só pelos bons amigos como por tudo de bom que a cidade tem. Mas enfim, sempre que viajo vem aquela tensão de saber se o hotel é bem adaptado e tudo que está escrito no site realmente existe e funciona. E não é que dessa vez  foi tudo verdade? E mais, digo que foi o quarto mais bem adaptado que já fiquei. Muito bom mesmo.

Pra ilustrar, vou colocar aqui umas fotos que tirei.

Eles colocaram uma porta de correr do quarto para o banheiro, o que acho ótimo. Além de poupar espaço poupa o saco que é abrir e fechar porta com a cadeira (puxa a porta, a cadeira vai pra trás, ai tenta pegar a maçaneta, a porta vai pra frente… aff, uó).

A pia é vazada embaixo, facilitando entrar com a cadeira. Só achei um pouco alta, mas nada que atrapalhasse. E também colocaram o espelho grande e inclinado pra baixo. Muito bom!

O chuveiro tem o esqueminha que eu adoro:  uma bancada que dá pra passar facilmente, tomar o banho relax e voltar pra cadeira. Adoro quando encontro uma adaptação assim e não só o chuveiro sem nada.

O que achei legal e não me lembro de ter visto em outro hotel, foi que colocaram os cabides e a prateleira com travesseiro e cobertor na parte mais baixa. Assim fica tudo fácil de colocar e pegar.

Ah se todos fossem assim…

O hotel é o Ibis Expo Barra Funda. O link é: http://www.accorhotels.com/pt/hotel-2211-ibis-sao-paulo-expo-barra-funda/index.shtml

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Pousada Ilha Náutica – Florianópolis

Bianca Marotta - terça-feira, 2 de março de 2010 - 14:32

Chalé número 9 - adaptado para pessoas com deficiência

Não fosse pelo Hotel in Site não teríamos descoberto esse recanto escondido no bairro do Rio Vermelho em Floripa. Cheguei a ver algumas fotos da pousada e trocar emails com a Iracema, uma das donas da pousada antes de decidirmos nos hospedar nela. Mas confesso que chegamos lá um pouco no escuro, pois sabíamos da existência de um chalé adaptado, mas como essa seria adaptação só descobrimos na hora. Pra variar.

Mas a surpresa foi muito agradável. A preocupação do seu Ari, outro sócio do hotel, foi bastante surpreendente para uma pessoa que nem sequer é arquiteto e não possui parentes com deficiência. Nos contou que simplesmente achou que seria mais fácil pra todo mundo se os acessos na pousada fossem feitos através de rampas e que oferecer um chalé adaptado não custaria nada a mais. Mais surpreendente ainda foi a forma como o tempo todo ele se preocupou em saber se os acessos estavam a contento, se a cadeira de banho (sim, eles possuem uma cadeira de banho para os hóspedes) era boa e se as rampas estavam dentro das normas.

Esta ponte deu uma certa dor de cabeça, o Dado não conseguia passar por ela sem um empurrão.

Uma ou outra coisa poderia ser melhorada, algumas rampas são íngremes demais, e isso nós explicamos sempre que nos era perguntado. Mas o fato de o cadeirante conseguir chegar a todas as áreas comuns da pousada nos alegrou bastante.

O chalé de número 09, que é adaptado para pessoas com deficiência, possui uma sala com sofá cama e cozinha americana, uma área de serviço, um quarto com uma cama de casal e uma de solteiro e um banheiro. As portas são todas mais largas e os espaços de circulação bons o suficiente. A sala é separada da cozinha por um balcão, do qual os donos da pousada se desculparam por terem feito alto demais. Em seguida trouxeram uma mesa com cadeira para o nosso chalé o que já resolveu o problema. O banheiro possui barras de apoio e Box com cortinas. Ah, sim! O quarto possui ar condicionado, providencial no verão!

A única coisa que nos deixou um pouco tristes, foi descobrir que o Dado foi o segundo hóspede cadeirante, desde toda a existência da pousada, a se hospedar por lá. Esperamos que nossa divulgação no blog leve  mais pessoas com deficiência para a Pousada Náutica, que fica numa cidade belíssima e que vale muito à pena ser visitada!

Pousada Ilha Náutica
www.pousadailhanautica.com.br
Florianópolis – SC
Tel: (48) 3269 – 7060
E-mail: pousadailhanautica@hotmail.com

Abaixo algumas fotos que ilustram bem o espaço e as adaptações feitas na pousada:

Cama de casal e de solteiro presente no quarto do chalé número 9

Estacionamento da pousada

Caminho pavimentado nas dependências da pousada

Box com cortina no banheiro do chale número 9. A cadeira de plástico o Dado que pediu, pois acha mais prática do que a de banho.

Vaso sanitário elevado e barras de apoio no banheiro do chalé nº 9

Caminho pavimentado e com rampas que levam à piscina e ao refeitório

A rampa que leva à piscina tem um pequeno desnível no final. Mas ao menos ela existe!

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Buenos Aires – Hotel Amerian

Joana Roquette - domingo, 5 de julho de 2009 - 17:38

Fachada do Hotel Amerian em Buenos Aires

Como falei no post anterior, me hospedei no centro, no bairro que eles denominam "microcentro". O hotel  que escolhi é da rede Amerian , e fica localizado na esquina das ruas Viamonte com Reconquista. A localização é ótima, fica a três quadras de Puerto Madero, um antigo porto da cidade que foi reformado para abrigar mais de uma centena de restaurantes, e a 2 quadras da rua Florida, uma das mais famosas de Bs As sob o ponto de vista comercial, já que lá você encontra desde quiosques a lojas de produtos de couro e casas de câmbio.

Além da localização, o que me fez escolher esse hotel foi o fato de ele possuir um quarto totalmente adaptado para cadeirantes. No quarto em si há bastante espaço para manobrar a cadeira, ainda que no mesmo sejam colocadas duas camas, e o que mais me chamou a atenção foi o banheiro, bastante amplo, sem degrau (nem qualquer ressalto) entre o piso e o espaço para banho (não posso chamar de box porque não há uma divisória ou cortina), com espaço abaixo da pia pra encaixar a cadeira sem dificuldade, pia baixa, vaso sanitário com altura adequada para a passagem e barras de apoio tanto ao lado do vaso, quanto ao lado do banco acoplado na parede para uso durante o banho. A princípio, ao olhar o banheiro e não ver qualquer divisão entre a "área de banho" e o resto do espaço, achei a coisa meio esquisita, digamos. Mas com o passar dos dias, como o espaço era enorme dentro do banheiro, achei essa solução muito adequada e comecei a sonhar em ter um desses na minha casa! Não há preocupação quanto ao risco de a água escoar do chuveiro e inundar todo o piso do banheiro, porque há uma inclinação quase imperceptível para viabilizar o escoamento. Outro detalhe: as barras de apoio mencionadas, embora fiquem fixas na parede, podem ser levantadas para o alto pelo cadeirante, para permitir a passagem, por exemplo. O tal banquinho é feito de PVC e algum outro material plástico e fica embutido na parede. Na hora do banho, basta puxá-lo, fazer a passagem e abaixar as barras de apoio, que dão maior estabilidade. O dispositivo que liga/desliga o chuveiro e altera a temperatura da água fica na altura de quem está sentado no banco.

As demais instalações do hotel também são plenamente acessíveis. Infelizmente, não tirei fotos do quarto ou do banheiro. Deixei pra fazê-lo no último dia, mas como tudo que fica pro último dia acaba em prejuízo, me esqueci das fotos.

Caso tenham interesse, acredito que o hotel disponibilize, via e-mail, fotos da acomodação adaptada, que não constam no site deles.

fonte da imagem: Trip Advisor

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Hotel Villa Bella – Relato de uma leitora

Eduardo Camara - sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 - 19:15

Nossa Leitora Andréa Carreiro visitou o Hotel Villa Bella, em Gramado, e nos mandou um relato sobre o local. Para quem não lembra, o Villa Bella já foi assunto de um texto aqui do blog e é um hotel que fez grandes investimentos em acessibilidade. Abaixo está o texto, com informações recentes direto de Gramado. Obrigado, Andréa!

Olá, Amigos do Mão na Roda!

Gostaria de compartilhar com vocês algumas informações. Estive recentemente de férias em Gramado e aproveitei para visitar o Hotel Vilabella, que vocês já citaram no blog. Tenho uma enteada cadeirante e estou sempre de olho na acessibilidade dos locais que visitamos. Em uma próxima oportunidade pretendemos voltar com as crianças à Serra Gaúcha e já aproveitei a oportunidade pra estudar o local.

Fomos super bem recebidos pelo funcionário Mauri, que nos mostrou as dependências do hotel. O local é totalmente adaptado para cadeirantes ou pessoas com outras deficiências motoras: restaurante, quartos, piscina, tudo acessível por rampas e elevadores que levam a todos os andares e te deixam praticamente à beira da piscina aquecida. Aliás, a piscina é um luxo: tem uma cadeirinha-elevador que te deixa dentro d’água!

Nos quartos as camas são king size, os banheiros são muito espaçosos, com barras. Só achei o quarto um pouco apertado para um casal com duas crianças, a opção da cama adicional não deixaria muito espaço de circulação para a cadeira. A solução é reservar dois quartos separados.

O hotel está localizado na avenida que liga Gramado a Canela, à beira do Vale do Quilombo (visual lindo!!). Mas não tem problema: o hotel tem uma van que leva e traz os hóspedes do centro de Gramado, em horários pré-determinados. Além disso, praticamente todas as principais lojas e restaurantes mantêm serviço de transporte, é só ligar e solicitar. No nosso grupo havia um casal com um bebê e não houve dificuldade em levar o carrinho para os passeios. Acho que isso vale também para cadeiras de
rodas. O povo local é muito solícito e ajuda no que for preciso, afinal a cidade é eminentemente turística, eles vivem disso!

Percebi também que as ruas e estabelecimentos da cidade estão bem adaptados, com calçadas largas e rampas pra todo lado. Curiosidade: na cidade não há sinais de trânsito. Vai atravessar a rua? É só por o pezinho (ou a roda) na faixa de pedestres que os carros param na hora!

O ponto negativo (é, eles existem…) fica por conta da própria geografia da região: é serra, tem umas ladeirinhas chatas, morros a subir e descer… No Parque do Caracol o caminho é de terra e pedregulhos, sacoleja um pouco, mas tem rampa pra chegar ao mirante. No Teleférico fica mais complicado: as cadeirinhas não param pra você embarcar e os mirantes mais bonitos só são acessíveis por escadas ou caminhos por dentro da mata. Pra construir rampas teriam que sacrificar muita vegetação, botar muita mata
abaixo. Uma pena, pois considero um dos passeios mais bonitos pra se fazer lá. Fazer o quê, né?

Mas, no geral, Gramado é um lugar lindo para visitar. Sem contar com os chocolates, comida típica, vinhos, etc.

Abraço,
Andréa Carreiro

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Hotel Ibis Bastille – Paris

Bianca Marotta - quarta-feira, 7 de janeiro de 2009 - 09:25

quarto do Hotel Ibis Bastille - ParisSe você, assim como nós, resolveu viajar em cima da hora para Paris, a rede Ibis pode ser uma boa opção. Os hotéis da rede costumam ter grande número de apartamentos, o que aumenta as chances de conseguir uma vaga em uma cidade disputada por turistas como Paris.

Normalmente, os Ibis (são vários) da capital francesa ficam bem afastados das áreas mais nobres, mas no caso do Ibis Bastille, a localização não é ruim. Fica bem pertinho da praça da Bastilha, onde você encontra bastante opção de transporte, e também a algumas quadras de distância do Marrais.

Além de oferecer quartos adaptados, outroarmário do quarto Hotel Ibis Bastille - Paris motivo que nos fez escolher esse hotel foi o preço, em torno de 100 euros por dia para o casal. Não é um hotel de luxo, mas confortável o suficiente para quem usa o quarto apenas para dormir e tomar banho.

E por falar em quarto, vamos a ele. O espaço para circular com a cadeira de rodas era bom. A cama, de casal, possuía uma boa altura e era posicionada de forma a dar mais espaço em uma de suas laterais, o que facilita a transferência da cadeira para cama. O quarto ainda tinha uma mesa e um armário bem apertadinho, com algumas prateleiras (altas) e lugar para pendurar as roupas. A mala tinha que ficar num canto no chão mesmo.

banheiro do Hotel Ibis Bastille - Paris

A porta do banheiro era bastante larga e o espaço interno bem amplo. O chuveiro era do tipo “roll-in shower”, que não possui box.  Para delimitar a área de banho, a região do chuveiro tinha uma cortina e uma área mais baixa que o restante do banheiro. Como essa área era pequena, colocar a cadeira dentro dela e tomar banho era chato. Ponto a menos pela má utilização do espaço, pois o banheiro era enorme. Também fizeram falta barras de apoio, cadeira de rodas para banho e/ou um banco fixado na parede. A opção era usar uma cadeira de alumínio deixada no banheiro. A pia, por sua vez, era vazada embaixo, mas faltaram barras de apoio ao lado do vaso sanitário, que, aliás, era um bocado alto, com 50 cm de altura. Confesso que não gostamos nada desse vaso mais alto, os pés não chegavam a encostar de todo no chão. A solução foi apoiá-los sobre uma mala pequena, que colocávamos em frente a ele. No banheiro encontramos ainda duas prateleiras com boa altura. (Nota do Eduardo: segundo a norma brasileira, o vaso sanitário com assento deve ter, no máximo 46 cm de altura. Na Europa encontramos diversos vasos com 49, 50 e até 53 cm de altura, dificultando a transferência. Não sei se a norma européia é diferente ou foi erro do projeto)

Pra terminar, falemos rapidinho sobre o hotel em si. Sua entrada fica no nível da calçada, sem degraus ou escadas, o que facilitou nossa vida. O pessoal da recepção costuma falar várias línguas (português inclusive), indicadas no crachá de cada um deles. Há poucas quadras do Ibis Bastille, você encontra linhas de ônibus adaptadas que levam para o centro de Paris. Porém, se você é andarilho assim como nós, pode encarar a cidade a pé. Mas isso já foi assunto de outro post!

Nossa avaliação sobre a adaptação do Ibis Bastille é regular.

Pontos positivos: Pontos negativos:
• Localização próxima a pontos de ônibus acessíveis
• Preços acessíveis em relação a outros hotéis adaptados
• Entrada do hotel no nível da rua
• Bom espaço para circulação no quarto e no banheiro
• Chuveiro sem box
• Armário muito alto
• Falta de barras de apoio no banheiro
• Falta de cadeira de banho
• Chuveiro muito apertado
• Vaso sanitário muito alto

Avaliação: Regular

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Hotel Villa Bella – Gramado

Bianca Marotta - terça-feira, 11 de novembro de 2008 - 17:27

Há alguns dias atrás, fui informada pelo pessoal da editoria Viagem, do Globo na Internet, que o Hotel Villa Bella em Gramado tinha investido em obras de acessibilidade. Ficamos interessados e entramos em contato com o pessoal da assessoria do hotel. Se o hotel fosse aqui no Rio, já teríamos batido ponto por lá. Mas como ele fica um pouquinho longe e acabamos de voltar de férias, tivemos que contar com o material que nos foi enviado, que, aliás, nos surpreendeu um bocado.

banheiro adaptado da suíte

Segundo informações que recebemos, atualmente, o Hotel conta com 10% dos seus apartamentos adaptados. O que consideramos um bom número! As portas e corredores são mais largos, os banheiros têm barras de segurança, piso antiderrapante, cadeira especial no chuveiro, pias e vaso sanitário de fácil acesso. As áreas sociais do hotel possuem rampas e banheiros com adaptação.

Recepção do hotel

piscina com adaptaçãoUm ponto que nos chamou a atenção foi a preocupação com a área das piscinas e com a recepção. Na primeira, o piso é antiderrapante, uma cadeira-elevador facilita o acesso do hóspede à piscina e há barras de apoio dentro dela. Já na recepção do hotel não vemos o tradicional balcão. No lugar dele, temos mesas de atendimento que eliminam barreiras e permitem que todos os clientes tenham um atendimento personalizado.

Há também cadeiras de rodas à disposição no hotel e o braile está presente no cardápio do restaurante, guias de serviços dos apartamentos e nas sinalizações dos elevadores.

painel de elevador e cardápio em brailleAinda segundo a assessoria de imprensa do Villa Bella, seu Bistrô e o Salão do Café da Manhã têm mesas acessíveis e espaço para circulação. Além disso, a equipe do hotel participa periodicamente de cursos de preparação para atender pessoas com deficiência.

Para completar nosso post, resolvemos tirar algumas últimas dúvidas. Quem nos respondeu foi o assessor de imprensa, Tiago Costa, da Due Company que atende o hotel:

Mão na Roda: Como surgiu a iniciativa de adaptar o hotel?
Tiago Costa - No período de desenvolvimento do projeto do Hotel Villa Bella, 1987/88, em busca das exigências da Embratur, o diretor do hotel, Roger Baqui, conheceu a diretora de Planejamento de Acessibilidade da cidade do Rio de Janeiro, na época, Marlene de Azevedo, que é cadeirante. O Diretor Roger foi, então, ao encontro da Sra. Marlene de Azevedo e teve a oportunidade de presenciar as dificuldades que uma pessoa com limitações físicas tem na sua estada em um hotel, observando como eram seus passos desde a chegada, passando pelo café da manhã, até o uso das dependências sociais (elevador, piscinas e área de lazer).
“Me sensibilizei e planejei a acessibilidade do Villa Bella”- Diretor Roger Baqui.

MnR – O hotel emprega alguma pessoa com algum tipo de deficiência?
TC - Sim, um funcionário com deficiência mental. E o hotel está aberto a mais colaboradores com este perfil. Atualmente são 40 colaboradores no total.

MnR – O hotel já recebeu hóspedes com deficiência?
TC - Sim. Temos uma ocupação regular desses hóspedes.

MnR – As tarifas dos quartos adaptados são semelhantes às dos demais quartos?
TC - As tarifas são de igual valor para todos os quartos adaptados ou não, os valores se diferenciam com relação ao tipo de categoria: Standard (sem vista para o Vale), Super Luxo (vista parcial para o Vale) e Super Luxo Especial (vista Frontal do Vale).

MnR – O traslado de POA para Gramado e o city tour em Gramado, que o hotel oferece como serviço à parte, são acessíveis para pessoas em cadeira de rodas?
TC - Até onde se tem conhecimento a agência Turistur, de Gramado, oferece transporte com alguma adaptação.

Pra finalizar, o diretor do hotel antecipa que o próximo passo será criar um destino com roteiro 100% acessível. “Em Gramado já existem restaurantes, cafés coloniais, lojas, além do centro da cidade, que está totalmente adaptado para este público”.

. . .

Hotel Villa Bella – Gramado – RS
Tel: (54) 3286-2688
E-Mail: hotel@hotelvillabella.com.br
Site: http://www.hotelvillabella.com.br/

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Resort adaptado – Costa do Sauipe

Cris Costa - quarta-feira, 2 de julho de 2008 - 14:38

Resort na costa do Sauípe

Viajar é sempre muito bom. Eu, pelo menos, adoro conhecer lugares novos. E no Carnaval desse ano resolvi que não queria badalação, nem ficar no Rio. Foi então que meu namorado sugeriu a Costa do Sauipe. Ele já tinha estado lá, e sabia que tinha acesso. Apesar do precinho salgado dos Resorts, achei que valeria à pena, pois estava precisando de uns bons dias de descanso. Escolhemos o Hotel (tem quatro hotéis/resort no local que possuem quartos adaptados) e lá fomos nós.

O vôo foi tranqüilo, mesmo com os percalços que todo cadeirante passa na hora de viajar de avião. Chegando em Salvador, uma van nos recebeu para nos levar para o Sauipe. Confesso que não gosto de van. É sempre mais complicado entrar nelas do que num carro, requer uma ajudazinha. Mas é melhor do que ter que subir num ônibus. Mas, continuando, leva-se mais ou menos 1:20h do aeroporto de Salvador ao Hotel em que ficamos.

Chegando lá, reparei que a Costa do Sauipe é bem plana e com rampinhas em algumas calçadas. Já gostei. Deixamos as malas no quarto e fomos fazer aquele passeio básico de reconhecimento do local. Fiquei impressionada com a estrutura do Hotel. Tudo plano, onde é necessário tem rampa e encontramos banheiros adaptados em todos os lugares: piscina, restaurantes e bar. Tudo nos conformes: com o símbolo internacional de acesso na porta, bem amplo e com as barras de apoio. Confesso que ver tantos banheiros adaptados num só lugar me deixou muito feliz. Não ter que sair "correndo" de um lugar pra ir a um banheiro mais longe é motivo de muita alegria.

Banheiro adaptado no quarto - barras de apoio e bancada no chuveiro

Falando em banheiro, quando voltamos ao quarto, fui avaliar o da nossa suite. Achei muito bem adaptado. Possuía, inclusive, aquela "bancadinha" no chuveiro, que pra mim é umas das melhores adaptações que um quarto de hotel pode ter.

Ruas em Vila Nova da PraiaJá no dia seguinte fomos dar um passeio pelo complexo e fomos até a Vila Nova da Praia, que é onde ficam as Pousadas. Do Hotel até a Vila é super tranqüilo, tudo liso e plano. Mas na Vila… demos de cara com as “queridíssimas” pedrinhas portuguesas que dificultam um pouco a locomoção. Ainda assim vale passar por lá para dar uma espiada. Tem uns bares super bonitinhos e de noite sempre tem algum evento com música. Infelizmente o acesso não é muito bom e não encontrei nenhum banheiro adaptado ou pousada que não tivesse degraus na entrada. Uma pena.

Bar no meio da piscinaEm compensação os resorts contam com excelente estrutura, e para as poucas coisas que não conseguia fazer sozinha – como entrar e sair da piscina e subir na maca pra fazer massagem – os funcionários do Hotel estavam sempre disponíveis e dispostos a ajudar. O único ponto negativo é o acesso à praia. Não posso dizer que é impossível, mas é quase. Não tive coragem de encarar a trilha com pedaços de madeira para chegar ao mar. É bem complicadinho. Mas com uma piscina enorme e um bar no meio dela, quem precisa de mar?

Mais informações: http://www.costadosauipe.com.br

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Lateral Direita

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