Cris Costa - quarta-feira, 2 de julho de 2008 - 14:38

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Viajar é sempre muito bom. Eu, pelo menos, adoro conhecer lugares novos. E no Carnaval desse ano resolvi que não queria badalação, nem ficar no Rio. Foi então que meu namorado sugeriu a Costa do Sauipe. Ele já tinha estado lá, e sabia que tinha acesso. Apesar do precinho salgado dos Resorts, achei que valeria à pena, pois estava precisando de uns bons dias de descanso. Escolhemos o Hotel (tem quatro hotéis/resort no local que possuem quartos adaptados) e lá fomos nós.
O vôo foi tranqüilo, mesmo com os percalços que todo cadeirante passa na hora de viajar de avião. Chegando em Salvador, uma van nos recebeu para nos levar para o Sauipe. Confesso que não gosto de van. É sempre mais complicado entrar nelas do que num carro, requer uma ajudazinha. Mas é melhor do que ter que subir num ônibus. Mas, continuando, leva-se mais ou menos 1:20h do aeroporto de Salvador ao Hotel em que ficamos.
Chegando lá, reparei que a Costa do Sauipe é bem plana e com rampinhas em algumas calçadas. Já gostei. Deixamos as malas no quarto e fomos fazer aquele passeio básico de reconhecimento do local. Fiquei impressionada com a estrutura do Hotel. Tudo plano, onde é necessário tem rampa e encontramos banheiros adaptados em todos os lugares: piscina, restaurantes e bar. Tudo nos conformes: com o símbolo internacional de acesso na porta, bem amplo e com as barras de apoio. Confesso que ver tantos banheiros adaptados num só lugar me deixou muito feliz. Não ter que sair "correndo" de um lugar pra ir a um banheiro mais longe é motivo de muita alegria.

Falando em banheiro, quando voltamos ao quarto, fui avaliar o da nossa suite. Achei muito bem adaptado. Possuía, inclusive, aquela "bancadinha" no chuveiro, que pra mim é umas das melhores adaptações que um quarto de hotel pode ter.
Já no dia seguinte fomos dar um passeio pelo complexo e fomos até a Vila Nova da Praia, que é onde ficam as Pousadas. Do Hotel até a Vila é super tranqüilo, tudo liso e plano. Mas na Vila… demos de cara com as “queridíssimas” pedrinhas portuguesas que dificultam um pouco a locomoção. Ainda assim vale passar por lá para dar uma espiada. Tem uns bares super bonitinhos e de noite sempre tem algum evento com música. Infelizmente o acesso não é muito bom e não encontrei nenhum banheiro adaptado ou pousada que não tivesse degraus na entrada. Uma pena.
Em compensação os resorts contam com excelente estrutura, e para as poucas coisas que não conseguia fazer sozinha – como entrar e sair da piscina e subir na maca pra fazer massagem – os funcionários do Hotel estavam sempre disponíveis e dispostos a ajudar. O único ponto negativo é o acesso à praia. Não posso dizer que é impossível, mas é quase. Não tive coragem de encarar a trilha com pedaços de madeira para chegar ao mar. É bem complicadinho. Mas com uma piscina enorme e um bar no meio dela, quem precisa de mar?
Mais informações: http://www.costadosauipe.com.br
Eduardo Camara - segunda-feira, 2 de junho de 2008 - 09:02

Aproveitei o último feriado para visitar Penedo, no interior do estado do Rio. Toda vez que vou viajar, fico naquela dúvida, tentando imaginar se o local vai ter o mínimo de acessibilidade, se o hotel é o que realmente dizem, enfim, se vou curtir ou ter que me preocupar com uma série de barreiras arquitetônicas.
Logo ao chegar em Penedo, passamos pelo "centrinho" da cidade, onde ficam o Shopping Pequena Finlândia, diversos restaurantes e toda turistada. Essa região é um misto de acessível com inacessível. A maior parte dos estabelecimentos possui rampa na entrada, mas são poucas as calçadas onde consegue-se circular com a cadeira. Em alguns trechos, elas simplesmente não existem e é necessário disputar espaço com os carros que cruzam a estrada. Dentro do tal shopping, a coisa melhora bastante. Há rampas em tudo quanto é canto – apesar de algumas estarem obstruídas – e banheiros adaptados.
Como fomos de carro, aproveitei também para levar minhas super rodas de viagem. Hã??? Sim, minhas rodas especiais de viagem. Toda vez que vou para um hotel e não tenho certeza de que ele tem portas largas o suficiente, levo um par de rodas extra com cubos estreitos e sem o aro de impulsão. Assim, minha cadeira fica bem estreita (menos de 55 cm de largura total) e consigo passar em qualquer porta convencional.
Felizmente, elas não foram necessárias. Ficamos no Hotel Pequena Suécia e, apesar do nosso chalé (número 14) não ser adaptado, para mim ele era bastante acessível. Sua entrada possui rampa e porta com 70 cm de vão livre. Dentro, o espaço era amplo e a cadeira circulava com tranqüilidade pela salinha, quarto e varanda, super agradáveis. Vale citar apenas o pequeno ressalto que existe entre o quarto e a sala, com cerca de 3cm de altura. Ah, o quarto tinha lareira – assim como todos os outros do hotel – , mas não fui competente o suficiente para conseguir acendê-la. Espero que isso não tenha abalado meu namoro ;).
O banheiro era espaçoso e a porta bastante larga, com 80 cm de largura – mais larga do que a da entrada. Como não existia box, era moleza chegar perto do chuveiro com a cadeira e pular para uma de plástico, daquelas de jardim e piscina, para tomar banho. Algumas coisas poderiam ser melhoradas: a altura do espelho e do suporte para sabonete e shampoo, além da colocação de barras de apoio próximas ao vaso e chuveiro. Mas como disse, o hotel sabe que o quarto não é adaptado. Eu apenas tinha recebido a recomendação de amigos andantes que achavam que eu não teria problemas de acesso e perguntei à recepção – muito solícita! – se algum dos quartos poderia ser usado por um cadeirante.

As áreas comuns do hotel são mais ou menos acessíveis. Há rampas – ainda que estreitas e sem corrimão – e caminhos pavimentados entre o chalé 14 e o edifício principal, onde ficam a recepção e o local onde é servido o café da manhã. Também é comum encontrar um degrau – mas não mais do que isso – no fim de cada pequeno caminho pavimentado, como os que vão para a piscina e a sauna. Resumindo: com uma pequena ajuda, dá pra chegar em quase todos os cantos da pousada. Ah, ao lado da piscina está o restaurante do hotel, o Jazz Bistrô, que também oferece shows de Jazz nos finais de semana.
Mas gostei mesmo foi ficar de papo pro ar nas varandas, ouvindo os passarinhos e insetos que habitam o bosque em redor, namorando, lendo um bom livro – o hotel possui biblioteca própria – e até mesmo escrevendo um texto como esse em um notebook. Ah, o hotel oferece uma rede Wi-Fi e um micro na biblioteca para os que não conseguem ficar desconectados por muito tempo.
Chato é se despedir disso tudo e voltar para o Rio. Não que eu desgoste da Cidade Maravilhosa, mas passar uns dias descansando e longe do trânsito e agitação cariocas faz um bem danado!
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| Pontos positivos: |
Pontos negativos: |
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• Quarto espaçoso • Rampas em quase todos os acessos • Banheiro com porta ampla (80 cm) e sem box
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• Falta de barras de apoio no banheiro • Altura das prateleiras e espelho do banheiro • Entrada do quarto apertada (70 cm) • Piso do estacionamento irregular • Rampas estreitas e sem corrimão
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Avaliação: Regular

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Hotel Pequena Suécia
Rua Toivo Suni, 33 - Penedo - RJ
Tel: (24) 3351-1275 / 3351-1343
http://www.pequenasuecia.com.br
Eduardo Camara - quarta-feira, 28 de maio de 2008 - 09:37
Na busca de um hotel barato em Sampa, a melhor opção encontrada foi o Formule 1. E a unidade escolhida, a do bairro Paraíso, foi dica do Christian – leitor aqui do blog. Dica perfeita, por sinal, pois o hotel fica na mesma quadra da estação de Metrô Paraíso e para pegar o trem não é necessário sequer atravessar a rua. Ah, essa estação não tem elevadores, mas pode-se usar as escadas rolantes com ou sem o auxílio dos funcionários do Metrô.
Voltando ao Formule 1, as áreas comuns do hotel são bastante acessíveis. Há rampa na entrada, balcão de atendimento rebaixado e a área destinada ao café da manhã – não incluído no valor da diária – também é plana e possui boas mesas para quem é cadeirante. Para quem vai de carro, o hotel possui estacionamento, pago à parte.
Esse hotel é bem simples, então não vá esperando mordomias. Mas é limpo e o quarto adaptado em que ficamos tinha bom espaço para circulação de cadeiras de rodas. O quarto também tinha uma pequena mesa – com bom espaço e altura -, um cabideiro (alto demais para um cadeirante usar), uma cama de casal e uma do tipo beliche, que ficava sobre a de casal. Ou seja, dá pra acomodar 3 pessoas no quarto – como em qualquer quarto do Formule 1 –,mas uma delas terá que subir a escadinha para dormir no beliche. Ah, o preço do quarto é sempre o mesmo, independente do número de pessoas hospedado nele. Esse número pode variar de um a três.

Por último, o banheiro é bastante amplo, e sua porta tem 80cm de largura. Não há box no chuveiro – o que é ótimo - e há barras de apoio e uma cadeira de banho para facilitar as coisas. O espelho também é inclinado para baixo, de forma que alguém sentado pode ver boa parte do corpo. Apesar disso, senti falta de uma barra de apoio na lateral do vaso sanitário e de prateleiras.

Ah! Mais uma informação sobre o Formule 1: alguns funcionários são deficientes auditivos. Ponto para eles!
Fica a dica para quem quer se hospedar em São Paulo em um hotel acessível e gastando pouco.
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O que gostamos:
• Entrada e áreas comuns acessíveis
• Quarto com bom espaço para circulação
• Banheiro amplo e chuveiro sem box
• Maior parte dos móveis com altura adequada
O que pode melhorar:
• Não há barra de apoio na lateral do vaso sanitário
• Falta de prateleiras no banheiro
• Cabideiro muito alto
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Hotel Formule 1 Paraíso
Rua Vergueiro, 1571
Paraíso – São Paulo – SP
Telefone: (11) 5085-5699
www.formule1.com.br