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	<title>Blog Mão na Roda &#187; Opinião e cotidiano</title>
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	<description>Guia de Sobrevivência do cadeirante cidadão - Crônicas, notícias, informações e dicas sobre acessibilidade, e cotidiano de pessoas com deficiência</description>
	<lastBuildDate>Tue, 22 May 2012 19:18:14 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Push Girls</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 13:51:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[cris costa]]></category>
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		<description><![CDATA[O canal a cabo  americano Sundance Channel, vai lançar agora em Abril um novo reality show chamado &#8220;Push Girls&#8221;. Ainda não consegui encontrar uma boa tradução para o título, mas achei o tema bem interessante.  O reality, que terá 14 capítulos, vai acompanhar o dia-a-dia de quatro mulheres cadeirantes.  Ah tah, mas qual a novidade? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/article-2087916-0F80C6B200000578-358_634x4722.jpg"><img class=" wp-image-5592 aligncenter" title="article-2087916-0F80C6B200000578-358_634x472" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/article-2087916-0F80C6B200000578-358_634x4722.jpg" alt="" width="507" height="378" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O canal a cabo  americano Sundance Channel, vai lançar agora em Abril um novo reality show chamado &#8220;Push Girls&#8221;. Ainda não consegui encontrar uma boa tradução para o título, mas achei o tema bem interessante.  O reality, que terá 14 capítulos, vai acompanhar o dia-a-dia de quatro mulheres cadeirantes.  Ah tah, mas qual a novidade? Bom, primeiro eu ainda não tinha visto um reality com essa abordagem: somente mulheres cadeirantes . E pelo que li, o foco acaba não sendo o fato de estarem em cadeira de rodas, mas sim situações que elas passam, mesmo/ apesar de estarem numa cadeira. Divórcio, trabalho, namoro, tudo que toda mulher passa. Escolheram  mulheres de idades diferentes, estilos diferentes,  bonitas e  muito vaidosas. Achei bacana conseguirem colocar a feminilidade acima da deficiência. Pelo menos foi essa impressão que tive. Fico feliz quando a pessoa aparece mais que a cadeira, acho que deveria ser assim sempre.</p>
<p style="text-align: justify;"> Me lembro que no primeiro ano após meu acidente minha vaidade era nula. E acho que faz parte do processo, é muita mudança acontecendo com nosso corpo, e a vaidade fica um pouco de lado mesmo. O importante é resgatar a auto estima e seguir em frente. Batom, saltos e decotes devem fazer parte da vida de qualquer mulher, independente do estilo. Claro que ser mulher é bem mais complexo que isso, mas estar de bem com a própria imagem é muito importante e acaba refletindo em como as pessoas te veem.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, como o reality  ainda não estreou, não tem como fazer comentários mais profundos, mas pelo que já vi parece que vai ser bem legal.</p>
<p><object width="540" height="304" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-cOZUZWxivU?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="540" height="304" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/-cOZUZWxivU?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">Pra quem quiser dar uma olhada, achei umas entrevistas no youtube, mas só em inglês, infelizmente não achei com legenda em português.</p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fmaonarodablog.com.br%2F2012%2F04%2F26%2Fpush-girls-2%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px"></iframe><p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fmaonarodablog.com.br%2F2012%2F04%2F26%2Fpush-girls-2%2F&amp;title=Push%20Girls" id="wpa2a_2"><img src="http://www.maonarodablog.com.br/images/compartilhe_icon.gif" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Lollapalooza &#8211; eu fui!</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 13:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Matsuy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Casas de Festa / Show]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Christian Matsuy]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[lollapalooza]]></category>
		<category><![CDATA[lollapalooza brasil]]></category>
		<category><![CDATA[lollapalooza são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>

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		<description><![CDATA[Fala aí pessoal! Lugar do caralho. Foi a melhor descrição que encontrei pro lugar onde estive. Me baixou o espírito aventureiro do Eduardo e fui eu lá pro Lollapalooza ver o Foo Fighters.  Não rolou stress prara chegarmos no jóquei, havia um esquema de interdição de algumas vias próximas que serviram como área de desembarque, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3049-Medium.jpg"><img class="alignright  wp-image-5536" title="lollapalooza são paulo" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3049-Medium.jpg" alt="lollapalooza são paulo" width="258" height="194" /></a>Fala aí pessoal!</p>
<p>Lugar do caralho. Foi a melhor descrição que encontrei pro lugar onde estive. Me baixou o espírito aventureiro do Eduardo e fui eu lá pro Lollapalooza ver o Foo Fighters. </p>
<p>Não rolou stress prara chegarmos no jóquei, havia um esquema de interdição de algumas vias próximas que serviram como área de desembarque, e fui rodando em asfalto bom até o portão de entrada.</p>
<p>Nesse festival o valor do ingresso para pessoas com deficência era <span style="text-decoration: underline;">metade do valor</span>, no Rio de Janeiro isso vale para todos os shows, mas aqui em São Paulo é facultativo, fica a critério do evento disponibilizar esse ingresso com 50% de desconto. Acompanhante paga normal, não existe dessa de acompanhante não pagar. Recebemos muitos e-mails sobre isso.</p>
<p>Cheguei lá 13h e o Wander Wildner já estava rolando no palco Butantã do outro lado do jóquei (lugar do caralho), a entrada pra cadeirantes era no portão 1 (Cidade Jardim) sendo assim você atravessa um bairro inteiro andando numa grama alta estilo capim (<em>o Nickolas já mexeu com gado, entende o meu perrengue</em>). Fora os buracos que essa grama escondia! Pulei feito pipoca.</p>
<p>Daí tava aquele baita sol, dia bonito, todo mundo meio nem aí pro Wander Wildner, haja visto que a maioria das pessoas ali presentes nem sabiam quem era aquele maluco. Lembro que em 86 eu já tinha uma fita do &#8220;Replicantes&#8221; sua banda da época.</p>
<div>
<div id="attachment_5537" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3046-Medium.jpg"><img class=" wp-image-5537 " title="Wander Wildner" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3046-Medium.jpg" alt="" width="540" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">Wander Wildner</p></div></div>
<p>Com o mapinha do evento na mão localizei a área reservada pra PNE, e notei que era até legal o lugar, bem elevado, ninguém atrapalharia minha visão e tinha controle de acesso feito pelos seguranças, só entrava um cadeirante e seu respectivo acompanhante.</p>
<div>
<div id="attachment_5538" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3052-Medium.jpg"><img class=" wp-image-5538  " title="área elevada reservada para pessoas com deficiência" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3052-Medium.jpg" alt="área elevada reservada para pessoas com deficiência" width="540" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">área elevada reservada para pessoas com deficiência - palco butanta</p></div></div>
<p>Quatro banheiros químicos cercavam esse elevado, eram banheiros acessíveis, mas o festival mal tinha começado e já estava um cheiro de bosque do inferno (lugar do caralho). O lado bom é que se um cadeirante precisasse ele não precisaria voltar até perto do palco Cidade Jardim pra escorregar o moreno. Bom, eu subi no elevado tirei umas fotinhos e o show do Wander Wildner estava acabando, com a música &#8220;LUGAR DO CARALHO&#8221;. </p>
<p><object width="480" height="360" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jRaTWel4iJc?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="480" height="360" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/jRaTWel4iJc?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>Eu e o Rafael (amigo meu) já havíamos almoçado antes de irmos, prevendo um caos pra comprar qualquer coisa ali dentro. era necessário trocar o dinheiro por fichas para depois você encarar outra fila daquilo que se queria (bebida, comida, etc). mas notamos um caixa lá no outra ponta vazio, era a nossa chance de adquirirmos a moeda corrente do lugar pra nos garantirmos (<em>utilizamos cálculos financeiros e estatísticos avançados para não sobrar nem faltar 1 real, pois não haveria troca dessas fichas</em>) e lá fomos nós rodando naquele lugar do caralho. Tinha a fila pra pulseirinha verde também, que era identificação para comprar cerveja. Mesmo com 50% de cabelos brancos, entramos nessa também. </p>
<div>
<div id="attachment_5539" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3066-Medium.jpg"><img class=" wp-image-5539 " title="visão da área reservada para o palco cidade jardim" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3066-Medium.jpg" alt="visão da área reservada para o palco cidade jardim" width="540" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">visão da área reservada para o palco cidade jardim</p></div></div>
<p>Munidos de copos d&#8217;água e uma cerveja meio morna, não nos restou outra coisa a não ser se empuleirar na área reservada voltada pro palco principal (cidade jardim), onde notamos uma imensa discrepância entre o lugar alocado fisicamente e o do mapa, tinha algo muito errado ali, e não eram nossas visões. Sim, colocaram o reservado pros cadeirantes e afins uns 100 metros pra trás do que estava no mapa, o que dava fácil uns 300 metros do palco, um lugar do caralho. Pelos nossos cálculos avançados de engenharia, era para estarmos perto dos guarda-sóis laranjas da foto acima. Ainda assim nos posicionamos em um canto que dava a melhor visão parcial possível. E ficamos longas 7 horas alí aguardo do senhor Dave Grohl e sua banda surgirem. Nesse meio tempo comemos cachorro quente caro e água ao som de bandas com nenhuma ou pouca expressão se comparada ao Foo Fighters. Salvaram-se O Rappa e Marcelo Nova.</p>
<div>
<div id="attachment_5540" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3091-Medium.jpg"><img class=" wp-image-5540 " title="área reservada - palco cidade jardim" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3091-Medium.jpg" alt="área reservada - palco cidade jardim" width="540" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">área reservada - palco cidade jardim</p></div></div>
<p>Sinal de Internet? Esquece, tudo entupido. Acho que até eu faço um ponto wi-fi melhor, tinha uma operadora bem mais ou menos patrocinando e provendo esse acesso. 3G do celular sem chance também, nem mesmo os próprios celulares conseguiam funcionar pra fazer o básico que seria ligar para alguém. SMS iam, mas voltavam. Um lugar do caralho. Outra coisa que está no meu sangue de trabalhador industrial, acostumado com inúmeros procedimentos de segurança, já fui me imaginando tendo que sair dali num tumulto &#8211; rota de fuga, onde estava o extintor, posto médico, ambulância e tudo mais. Aquele tipo de coisa que nunca vai dar certo se você precisar, mas eu não deixo de praticar esse exercício mental.</p>
<div>
<div id="attachment_5541" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3081-Medium.jpg"><img class=" wp-image-5541 " title="visão do butanta para o palco cidade jardim - longe..." src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3081-Medium.jpg" alt="visão do butanta para o palco cidade jardim - longe..." width="540" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">visão do butanta para o palco cidade jardim - longe...</p></div></div>
<p>Mas tá limpo. E com o decorrer do tempo olhando pra aquele mar de gente de todas as tribos, cores raças e etc, os cadeirantes começaram a surgir, aos poucos um exército de cadeiras locadas daquelas com pneu maciço e bilha na roda &#8211; apareciam igual gremlins, a maioria era cadeirante por fraturas e afins, pessoas que &#8220;estavam cadeirantes&#8221;. E a área reservada que a princípio era grande, foi virando uma panela de pressão, os seguranças fizeram um pente fino pra retirar gente que estava com mais de um acompanhante estorvando a visão, que já não era das melhores. Tinha um gente fina lá que me reconheceu da comunidade do Orkut e tal&#8230;</p>
<p>É natural, sempre que vou a um lugar onde tem muito deficiente em geral, não conseguir parar de olhar os demais e tentar levantar uma estatística de quantos ali são lesados, distróficos, polios, e outros&#8230; e nas condições da cadeira dessa galera que no geral roda muito mal, mas coloca mal nisso aê. Pior é que nem sempre é por falta de grana, acho que falta a conscientização de que em uma cadeira melhor, se vive melhor&#8230; É uma situação diferente dos que não podem ter algo melhor por uma questão financeira desfavorecida.</p>
<p><div id="attachment_5572" class="wp-caption aligncenter" style="width: 540px"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3055-Medium-e1334795714990.jpg"><img class="size-full wp-image-5572" title="banheiros acessíveis eram supervisionados " src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3055-Medium-e1334795714990.jpg" alt="banheiros acessíveis eram supervisionados" width="530" height="397" /></a><p class="wp-caption-text">banheiros acessíveis eram supervisionados por seguranças</p></div>
<p>Um cadeirante motorizado do meu lado queria fazer um xixi ali no copo e ví que ia feder (literalmente), dei aquele toque &#8220;camarada joinha campeão&#8221;, e falei pra ele ir no banheiro. Pô, ia ferrar tudo ali, não ia rolar. Nisso ele foi, sete cadeiras tiveram que ser deslocadas pro cara descer e depois e uma hora meu amigo viu o cara lá no fundão, óbvio que esse xixi custou caro pra ele, também bebeu coca-cola igual um dromedário. </p>
<p><div id="attachment_5573" class="wp-caption aligncenter" style="width: 540px"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3154-Medium.jpg"><img class="size-full wp-image-5573" title="Dave Grohl - Foo Fighters" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN3154-Medium-e1334796116226.jpg" alt="Dave Grohl - Foo Fighters" width="530" height="397" /></a><p class="wp-caption-text">Dave Grohl - Foo Fighters</p></div>
<p>E chegou a hora do grande show! </p>
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		<title>Alguém me explica?</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 13:03:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Costa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[banheiro acessível]]></category>
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		<category><![CDATA[falta de acesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Além de todas as questões existenciais normais de todo ser humano, tem umas outras tantas que não entendo. Calma, vou explicar. Viajei no Carnaval para um hotel em Angra, na Costa Verde, no Rio de Janeiro. Óbvio que, antes de ir, liguei para o hotel para saber se o quarto era adaptado, pois no site [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/a-questão-o-thinker.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5320" title="a questão o thinker" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/a-questão-o-thinker.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a>Além de todas as questões existenciais normais de todo ser humano, tem umas outras tantas que não entendo. Calma, vou explicar. Viajei no Carnaval para um hotel em Angra, na Costa Verde, no Rio de Janeiro. Óbvio que, antes de ir, liguei para o hotel para saber se o quarto era adaptado, pois no site dizia que era pra “pessoas com mobilidade reduzida”. Alguém defina mobilidade reduzida, plissss? Tentei achar no Google algo que pudesse definir esse tal redução, mas não achei. Na dúvida, achei melhor ligar pro hotel. Falei com a atendente, que me afirmou que sim, que o quarto era adaptado. Expliquei que era cadeirante, não andava, e que a porta do banheiro deveria ser mais larga e o chuveiro sem degrau. A mocinha que me garantiu que era tudo adaptado, e que poderia viajar tranquila. E assim fiz. Relaxei.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando cheguei no hotel, e vi o quarto, era praticamente o oposto. Aliás, o problema começava fora do quarto. Fizeram uma rampa no lugar do degrau que tem para os quartos, só que a rampa termina na porta do quarto! Amigooooo, como eu abro a porta? Seguro a cadeira, ou coloco o cartão na porta? Ou brinco de tobogã? E agora? O vaso ficava num cubículo, que lembrava banheiro de avião, só salvava o chuveiro. Aliás, nem o chuveiro, pois ao invés de fazerem um <span style="text-decoration: underline;">pequeno</span> declive para escoar a água pro ralo, foi feito praticamente uma rampa, ou seja, começava o banho no fundo do chuveiro e terminava quase beijando a parede. Era ridículo! Mas tinha horas que caía na gargalhada, pq né, só com muito bom humor! A pia era alta e tinha bancada embaixo, enfim, uó! Mas, tinha as barras de apoio lá, só que elas não tinham muita função, já que era tudo apertado e mal feito.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, tive que fazer muito “ohmmmmmmmmm” pra não ter um xilique. Não queria ir embora, pois fora o quarto era tudo bem tranquilo, o lugar era lindo e pow, eu queria relaxar! Tava sonhando com esses dias de descanso, aproveitando sol e piscina no melhor estilo “Jackie O”.  Então, diante dessa cena Dantesca, respirei fundo e fui na recepção ver o que poderia ser feito. Me ofereceram uma cadeira higiênica, mediante caução de, plasmem, R$ 700,00 – a cadeira não valia nem R$ 100,00 (mas que depois foi estornado). Sem muita opção, aceitei. Quando fui pegar a cadeira, vi que não tinha braço.</p>
<p style="text-align: justify;">Pequeno parêntese &#8211; Continuo achando que essas cadeiras higiênicas foram desenhadas pelo capeta, porque só isso explica o quanto elas são ruins! Desculpe quem tem e gosta, mas acho ruim de mais! Nível máximo da “catigoria” Uó.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando,  liguei na recepção pra reclamar da falta do braço. Umas duas horas depois me vem o tio da manutenção com outra cadeira e dois braços improvisados. Ok, não era o ideal, mas por 6 dias tava valendo. E como não me aguento calada, perguntei pro tio porque fizeram uma adaptação tão ruim no quarto, já que com o que tinham gasto pra fazer aquela porcaria, poderiam ter feito algo decente.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, essa história toda pra chegar na minha questão. O “tio” disse que o quarto era daquele jeito, pois <span style="text-decoration: underline;">outras pessoas</span> (???) também usavam o quarto. Não continuei o papo pois o cara não tinha nada com aquilo. Não foi ele que assinou e autorizou aquela bagaça. Mas péra ai: qual o problema do quarto ter um banheiro maior e adaptado? É constrangedor para uma pessoa, não deficiente, usar um quarto assim? Ou o hotel se sente constrangido de oferecer um quarto adaptado para um hóspede não deficiente? Porque eu NUNCA vi ninguém ficar constrangido em usar os banheiros adaptados em locais públicos e muito menos em estacionar em vagas marcadas. Todo mundo acha tudo muito bacana e espaçoso, que até esquecem pra quê foi feito daquele jeito, e usam sem a menor culpa. Mas na hora de um quarto de hotel isso muda? Tem algo errado ai! Falo isso, porque não é a primeira vez que vejo um hotel ter esse discurso de “outras pessoas usam”. É uma desculpa muito da esfarrapada pra não fazer uma adaptação decente, viu?! Me irrito com isso! Pow, discurso preconceituoso e preguiçoso!</p>
<p style="text-align: justify;"> Então, alguém pode me explicar porque todos podem usar banheiros e vagas adaptados, mas não um quarto de hotel?</p>
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		<title>Cadeira quebrada</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 12:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nickolas Marcon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[cadeira de rodas]]></category>
		<category><![CDATA[companhia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[conserto]]></category>
		<category><![CDATA[Gol]]></category>
		<category><![CDATA[nickolas marcon]]></category>

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		<description><![CDATA[Quebrar a cadeira-de-rodas provoca sensações estranhas. Um misto de raiva, revolta, desespero, aquela coisa de  &#8221;puxa-vida-como-vou-sair-daqui-agora&#8221; misturada com outras ideias menos nobres. Pior ainda é quando quebram a cadeira por você. Aí a emoção de antes já começa com um filosófico  &#8221;ponte-que-partiu, quem foi o filho-da-truta que fez isso?&#8221; direcionado ao cidadão que lhe causou tal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Cadeira-quebrada.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5329" title="Cadeira quebrada" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Cadeira-quebrada.jpg" alt="Cadeira quebrada" width="287" height="296" /></a>Quebrar a cadeira-de-rodas provoca sensações estranhas. Um misto de raiva, revolta, desespero, aquela coisa de  &#8221;puxa-vida-como-vou-sair-daqui-agora&#8221; misturada com outras ideias menos nobres. Pior ainda é quando quebram a cadeira por você. Aí a emoção de antes já começa com um filosófico  &#8221;ponte-que-partiu, quem foi o filho-da-truta que fez isso?&#8221; direcionado ao cidadão que lhe causou tal transtorno. </p>
<p>Pois bem. Nessa semana fui contemplado com essa experiência pelo pessoal da Gol Transportes Aéreos. Durante um vôo Curitiba-Rio, algum ogro da empresa detonou as barras estruturais do apoio de pés da minha cadeira. Não sei exatamente se foi ao guardá-la no bagageiro ou ao tentar montá-la no desembarque. Na verdade, já havia se criado um clima de desconfiança quando o tonto que me embarcou foi tentar desmontar a cadeira na força, erguendo o apoio dos pés. Consegui interrompê-lo, apontando para a trava que estava presa, e a cadeira foi desmontada e guardada.</p>
<p>Mas o pior foi no desembarque. A cena foi mais ou menos assim: após esperar calmamente todo mundo desembarcar (o avião estava lotado), o funcionário da empresa aparece na cabine dizendo &#8220;sua cadeira, senhor&#8221;.  Na hora percebi um dano e falei &#8220;mas ela está quebrada, o que aconteceu?&#8221; e ele, mantendo um sorriso  mais amarelo que sangue com hepatite, responde &#8220;quebrada? vai ver alguma mala se deslocou no vôo e pressionou a cadeira&#8230; o senhor tem certeza?&#8221;</p>
<p>Não, eu não tinha certeza. Uso a mesma cadeira há 7 anos, todo santo dia, e não a conheço. Vai ver o vôo teve alguma despressurização que afetou meu cérebro. Pensem numa pessoa profundamente indignada: era eu. Se quiserem saber o que aconteceu depois, voltem ao primeiro parágrafo desse texto e imaginem aquela cena com as ideias menos nobres faladas em alto e bom som.</p>
<p>Minha cadeira é uma <a title="site da kuschall" href="http://www.kueschall.ch/en/Active-wheelchairs/Foldable/Kueschall-Champion/Kueschall-Champion-Product-Presentation.aspx" target="_blank">Kuschall Champion</a>, e as peças que foram quebradas na verdade são duas barras de alumínio maciço de 12 mm de diâmetro cada uma, que fazem a articulação do apoio de pés quando a cadeira é desmontada. Pela espessura da peça, dá para imaginar quão incrível foi a façanha do troglodita. Nos  7 anos de uso, nem torcendo a cadeira com duas pessoas em cima eu tinha conseguido danificá-la. Mas eles conseguiram. Incrível.</p>
<p>Como a cadeira ficou inutilizável, me trouxeram uma outra cadeira para desembarcar, afinal eu estava atrasando a ponte aérea. Sabem aquela cadeira de aeroporto, toda troncha, com uma folga absurda, parecendo que as rodas vão desmontar a qualquer momento? Neguei. Disse que não subia nela nem por decreto. Mais 10 minutos e me arrumaram outra cadeira, um pouco menos ruim, onde fui levado até o setor responsável para registrar a ocorrência. No mesmo lugar já havia um senhor cujo scooter estava parado porque teve as baterias removidas indevidamente pela mesma empresa.</p>
<p>Agora vem o pior. Para reparar o dano, a empresa disse que entraria em contato com uma oficina que faria esse serviço. Já comecei a estranhar a ideia, pois a peça quebrada só podia vir da fábrica (que fica na Suíça) e não há nenhum representante da marca no Brasil. Como eu queria sair logo do aeroporto, deixei quieto, mas exigi que me pagassem o táxi até minha casa. Fui embora levando a cadeira da empresa e a minha que estava quebrada. No final da tarde, um funcionário da Gol me liga dizendo &#8220;amanhã um taxista vai passar na sua casa para pegar sua cadeira e levar até uma oficina no bairro do Jacaré, onde um conhecido nosso vai dar um &#8216;jeitinho&#8217;&#8221;. Jeitinho? Quer dizer que você deposita suas economias para comprar uma boa cadeira, seu instrumento primordial de sobrevivência, e a empresa quer consertá-la dando um &#8220;jeitinho&#8221;? Neguei o serviço e a empresa não me procurou mais.</p>
<p>É assim que somos tratados pelas empresas. Parece que elas estão nos fazendo um favor em nos transportar. Quando cheguei em casa, percebi ainda que a cadeira estava sem uma das capas das manoplas de freio e com dois parafusos danificados, perto do apoio de pés, provavelmente pela mesma pancada. Já enviei um email para a Gol relatando todo o fato, com fotos dos estragos na cadeira e a lista de peças que precisam ser substituídas, mas não recebi resposta. Quando houver algum desfecho para o caso, voltarei a informar aos leitores.</p>
<p>Enquanto isso, fica a pergunta para os comentários: você já teve sua cadeira danificada por alguém? Como resolveu a situação?</p>
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		<title>Táxi em São Paulo &#8211; uso do bagageiro</title>
		<link>http://maonarodablog.com.br/2012/01/25/taxi-em-sao-paulo-uso-do-bagageiro/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 14:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Matsuy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte]]></category>
		<category><![CDATA[bagageiro de táxi]]></category>
		<category><![CDATA[táxi]]></category>
		<category><![CDATA[táxi cadeirantes]]></category>
		<category><![CDATA[táxi são paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Surgiu em nossa comunidade no Orkut, a dúvida de um cadeirante perguntando se era comum a cobrança do uso do bagageiro pelos taxistas. Na verdade eu já sabia que não poderia ser cobrado, mas nada como ter uma fonte oficial com tal informação, sendo assim rei uma revirada no site da Prefeitura Municipal de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/luminoso-de-taxi.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5191" title="luminoso de taxi" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/luminoso-de-taxi-e1327501697351-300x237.jpg" alt="luminoso de taxi" width="300" height="237" /></a>Surgiu em nossa <a href="http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=39710435&amp;tid=5700403599462505317" target="_blank">comunidade no Orkut</a>, a dúvida de um cadeirante perguntando se era comum a cobrança do uso do bagageiro pelos taxistas.</p>
<p>Na verdade eu já sabia que <span style="text-decoration: underline;">não poderia ser cobrado</span>, mas nada como ter uma <span style="text-decoration: underline;">fonte oficial</span> com tal informação, sendo assim rei uma revirada no site da <a title="Site da Prefeitura da Cidade de São Paulo" href="http://www.capital.sp.gov.br/portalpmsp/homec.jsp" target="_blank">Prefeitura Municipal de São Paulo</a> e estava lá o decreto assinado em <strong>2006</strong> pelo Sr. Gilberto Kassab e reassinado em <strong>2010</strong>. </p>
<p>NÃO PODE SER COBRADO! O uso do bagageiro para transporte de cadeira de rodas e outro equipamento ortopédico está ISENTO de taxa. Infelizmente tem muito taxista oportunista que além de cobrar por uma coisa que nos é de direito, fazem caminhos mais longos pra faturarem mais com a corrida. </p>
<p>Na minha opinião, o serviço de táxi custa caro (em qualquer lugar do mundo eu acho), e o atendimento não condiz com esse valor. De vez em quando preciso pegar um táxi para vir embora do serviço e moro bem longe, já peguei inúmeras situações como por exemplo o taximetro já estar em R$8,70 antes mesmo de eu entrar no carro (eu ví ele ligando quando entrou no portão do estacionamento).</p>
<p>Assim como falado no Orkut, já houve situação onde o motorista ficou &#8220;puto&#8221; por eu colocar a cadeira no banco, uma vez que o cilindro de gás veicular impedia a utilização do porta-malas. Dava pra notar o transtorno na cara do cidadão, o pior que minha cadeira estava mais limpa que o carro dele.</p>
<p><strong>Verifique a legislação vigente em sua cidade!</strong></p>
<p>Bom, chega de blá blá blá e seguem ai abaixo o pedaço da lei que determina a ISENÇÃO pra cadeirantes:</p>
<p align="left"><strong>DECRETO Nº 52.066, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2010</strong></p>
<p align="left">Fixa novos valores para o serviço de táxis no Município de São Paulo.</p>
<p align="left">GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,</p>
<p align="left">D E C R E T A:</p>
<p align="left">IV &#8211; adicional de bagagem, quando utilizado o porta malas, correspondente ao valor da tarifa quilométrica na Bandeira 1 da respectiva categoria, no valor de R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos) para as Categorias Comum e Comum-Rádio, R$ 3,13 (três reais e treze centavos) para a Categoria Especial e R$ 3,75 (três reais e setenta e cinco centavos) para a Categoria Luxo, <span style="background-color: #ffff00;">estando isentos do pagamento pelo transporte de cadeira de rodas ou de aparelhos ortopédicos as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, inclusive temporária, bem como os idosos</span>.</p>
<p align="left">O link para o <a title="link para drecto na íntegra" href="http://www3.prefeitura.sp.gov.br/cadlem/secretarias/negocios_juridicos/cadlem/integra.asp?alt=27022008D%20520660000" target="_blank">decreto na integra</a> você encontra aqui.</p>
<p align="left"><em><strong>Ahh! E parabéns São Paulo pelos seus 458 anos na data desse post! </strong></em><br /><strong>&#8220;NON DVCOR DVCO&#8221;</strong></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fmaonarodablog.com.br%2F2012%2F01%2F25%2Ftaxi-em-sao-paulo-uso-do-bagageiro%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px"></iframe><p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fmaonarodablog.com.br%2F2012%2F01%2F25%2Ftaxi-em-sao-paulo-uso-do-bagageiro%2F&amp;title=T%C3%A1xi%20em%20S%C3%A3o%20Paulo%20%E2%80%93%20uso%20do%20bagageiro" id="wpa2a_10"><img src="http://www.maonarodablog.com.br/images/compartilhe_icon.gif" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Supermercados</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 16:39:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[sacolas]]></category>
		<category><![CDATA[supermercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sei que existe uma infinidade de lugares que são mal adaptados ou que não tem nenhuma adaptação. Mas no conjunto da obra acho que os supermercados conseguem ser um dos lugares que possuem maior número de barreiras para um cadeirante. Nessa minha fase &#8220;faço tudo sozinha, sou independente, me deixa&#8220;, fui ao supermercado fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/compras-no-mercado.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5118" title="sacola de supermercado" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/compras-no-mercado-300x226.jpg" alt="imagem de um pacote de compras de supermercado" width="300" height="226" /></a>Eu sei que existe uma infinidade de lugares que são mal adaptados ou que não tem nenhuma adaptação. Mas no conjunto da obra acho que os <strong>supermercados</strong> conseguem ser um dos lugares que possuem <span style="text-decoration: underline;">maior número de barreiras</span> para um cadeirante.</p>
<p>Nessa minha fase &#8220;<em>faço tudo sozinha, sou independente, me deixa</em>&#8220;, fui ao supermercado fazer as compras da semana. Peguei uma mochila bem grande pra colocar as compras, e lá fui eu pela rua andando até o supermercado. Confesso que no meio do caminho pensei em voltar. Era Domingo, mega cedo (supermercado cheio é uó, então só indo cedo mesmo), e o caminho era mais acidentado e torto do que me lembrava, tava cansativo chegar. Mas ai a gente respira fundo e segue, até porque a comida e os produtos de limpeza não vão aparecer magicamente na minha casa, então era melhor seguir.</p>
<p>Chegando no supermercado a primeira dificuldade: carrinho ou cestinha? Como o carrinho ia ser mais complicado de empurrar, e por ser maior acabaria me induzindo a comprar mais, optei pela cestinha. Coloquei no colo, e fui. Enquanto ela estava vazia tava &#8220;ótema&#8221;&#8230; Coloquei um item, dois, três&#8230; PLOFT, tudo<em> na chon</em>! Peguei tudo, coloquei na cestinha, equilibrei e continuei. Para, coloca a cestinha no chão, pega o que precisa na prateleira, pega a cestinha de novo, mais um, dois&#8230; PLOFT! Ai, ai, respira fundo, pega tudo de novo, abstrai do fato que tá todo mundo olhando, coloca na cestinha e segue&#8230; Quase mais um ploft depois desisto da cestinha, antes que resolvesse arremessa-la para longe, e pego um carrinho.</p>
<p>Agora não cai mais nada, masssss, é aquela coisa: empurra o carrinho, empurra a cadeira, empurra o carrinho, empurra a cadeira&#8230; Necessariamente nessa ordem e alternadamente. UÓ! Mas continuemos, porque a vida é boa, né? Não no supermercado! Já com o carrinho, fui pra parte de laticínios. Ó céus, pra quê tanto &#8220;<em>iorgute</em>&#8221; de AMEIXA??? Quem come isso? Ok, se tá ali, alguém deve comer, mas é o sabor mais insosso do mundo dos lactobacilos, só perdendo para os de sabor natural. Nenhunzinho de morango pra contar história, ô dó! Enquanto procuro um sabor de iogurte decente, vem uma senhorinha, passando por cima de mim (porque sou transparente, vocês sabem, tô ali, mas não existo, uma miragem digamos assim), estica o braço quase esfregando o sovaco na minha cara (<em>éeeeeeecaaaaaa</em>) pra pegar um iogurte, e o de ameixa, claro. Assim, o balcão devia ter uns 15m, estava vazio e ela tinha que passar por cima de mim??? Puxei a cadeira pra trás, desisti do iogurte e fui pro requeijão. Agora o problema desses balcões de laticínios: eles têm uma &#8220;varandinha&#8221; onde normalmente ficam os queijos, salsichas e massas, e o resto fica na prateleira que é mais funda (motivo de ter quase levado uma sovacada na cara). Porqueeeee arquitetos, designers ou sei lá quem que desenha essas bagaças??? Aquilo é prático pra quem? Claro que o requeijão tava mais no alto e arrumados um em cima do outro, ou seja, pra pegar um eu ia ter que me equilibrar e equilibrar o pote que estiver em cima. E como Murphy foi concebido em um supermercado, e claro que não tinha nenhum pote sem outro em cima. E agora? Puxa o quadril pra ponta da cadeira, estica o braço, vai puxando o pote com a ponta do dedinho, e aos poucos o pote fica bem na beirada, ai você pega os dois, equilibrando no caminho até o carrinho, rezaaaaaando pra não cair o de cima, deixa um no carrinho e devolve o outro pra prateleira. Ok, podia ter pedido ajuda, mas e o orgulho? Ia reclamar de quê depois? rsrsrrs.</p>
<p>Sigo com minha missão de compras, passo reto e rápido pelo corredor polonês de biscoitos, antes que eles se joguem aos montes no meu carrinho e paro pra comprar escova de dente. Preciso dizer que todas as escovas estavam penduradas na parte mais alta? Ai, eu pego uma embalagem que seja comprida, e fica batendo nas escovas até que a que eu quero caia. Bonito, né? Super fofa a cena, rsrsrsrs. Os problemas com a altura continuam pelo resto das compras, além de que quando tem mais de um carrinho nos corredores o negócio complica, acaba rolando um engarrafamento, desvia daqui, vira pra lá, mas a gente vai se ajeitando. E não menos complicado, você chega no caixa, coloca tudo no balcão, a caixa vai passando os produtos, é um &#8220;pi-pi&#8221; danado de leitor de código de barras, a tia que arruma as compras vai colocando tudo cuidadosamente na mochila (porque nessa hora eu faço cara de malvada olhando pra ela, do tipo &#8220;<em>tô te vendo, cuidado com minhas compras!</em>&#8220;), só que o espaço entre os caixas é muito estreito, e a cadeira não passa. E o trequinho de passar o cartão é bem no meio. Como eu chego ali pra digitar a senha??? Puxa a maquininha, puxa o fio, estica o braço, erra a senha, (gente, é muita senha pra uma vida só, preciso de pelo menos umas três encarnações pra justificar tanta senha!) puxa tudo de novo, acerta a senha, tudo ok, dá uma volta gigante pra pegar as compras, coloca a mochila nas costas da cadeira, quase vira pra trás e volta pra casa como se estivesse puxando uma carroça. É fácil? Não. Podia ser melhor? Fato. Compensa? Muito. Mesmo com todas as dificuldades, muitas comuns a todos independente de deficiência, fazer o que quero, como eu quero, quando eu quero não tem preço!</p>
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		<title>Quem mudou?</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 12:37:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[independência]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[De uns meses pra cá, tenho feito muito mais coisas “a pé” do que fazia antes. Mas assim, beeeeeem mais. E fiquei pensando se as coisas estão melhorando ou eu é que tô menos enjoadinha, fresquinha e preguicenta. Outro dia fui encontrar com uns amigos num bar perto da minha casa e resolvi ir sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/10/melhoria1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5091" title="melhoria" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/10/melhoria1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>De uns meses pra cá, tenho feito muito mais coisas “a pé” do que fazia antes. Mas assim, beeeeeem mais. E fiquei pensando se as coisas estão melhorando ou eu é que tô menos enjoadinha, fresquinha e preguicenta. Outro dia fui encontrar com uns amigos num bar perto da minha casa e resolvi ir sem carro, pra poder beber sem restrições e porque dificilmente acharia vaga. O lugar fica a uns 4-5 quarteirões da minha casa, e lá fui eu toda-toda me achando independente, moderna e maluca, por saber que ia chegar no lugar em frangalhos estragando todo  visual cuidadosamente elaborado antes de sair. Mas fui, e o melhor foi que a rua que dava no bar era uma descida, então peguei a reta, fui no embalo, cabelos ao vento&#8230; uma delícia! Acho que ali entendi um pouco da paixão do Dado por pedalar. Não que ele ligue para os cabelos dele ao vento, rs, mas pra sensação de liberdade. Só que tive que interromper minha jornada cabelos ao vento por causa de um sinal, e no outro quarteirão já era o bar. Mas foi muito bom ir sozinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém essa não foi a única ocasião. Há um tempinho atrás tive uma reunião de trabalho na Barra (Zona Oeste do Rio) e como acabou cedo e a empresa fica dentro de um shopping, resolvi aproveitar o tempo livre e  dar um passeio “pra ver a moda” . O shopping que eu tava não era lá essas coisas e resolvi ir para um outro, ao lado, que tinha mais opções. Fui andando como se não houvesse amanhã. Nem parecia Rio de Janeiro. Pra mim, parecia milagre, pois não sou de ficar zanzando muito, pra isso acontecer é porque tô tranquila em relação ao local. E fiquei impressionada em achar escadas <strong><span style="text-decoration: underline;">E</span></strong> rampas nos lugares. E rampas decentes, não aquelas mulambentas que acabam sendo piores que degraus. Consegui circular tranquilamente e vi banheiros adaptados. Ok, como estou falando de shopping é mais fácil ter uma estrutura acessível. Mas já vi coisas absurdas em shoppings, então existe uma preocupação maior, sim. Acho que hoje já existe uma consciência (ou mais leis, fiscalização ou tudo junto, vai saber&#8230;) de acessibilidade e de uma forma geral vejo muita melhora.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro exemplo do que melhorou: outro dia liguei para um laboratório pra marcar um exame, e a atendente me perguntou se eu era cadeirante, pois a unidade que eu tinha escolhido, apesar de ser acessível, não tinha banheiro adaptado, e caso eu fosse cadeirante, ela me indicaria outra unidade com banheiro adaptado. Foi a primeira vez que vi isso na minha vida. Eu nem tinha falado nada de cadeira e a atendente já se antecipou e soube dizer o que cada unidade oferece? O mundo tá mudando, sim! A passos de formiga, é verdade, mas tá melhor. Acho que nos últimos cinco anos as coisas deram uma boa melhorada. Mas já era hora, né?</p>
<p style="text-align: justify;">Vejo isso no mercado de trabalho também. As ofertas hoje são melhores do que no passado, que eram praticamente restritas ao telemarketing. E vejo as empresas mais preocupadas em ter o perfil correto pra vaga, do que apenas cumprir a lei de cotas. Finalmente entenderam que contratar somente para cumprir cota é prejuízo. Afinal, acabavam contratando uma pessoa sem avaliar se ela realmente tinha o perfil pra vaga. Resultado: em pouco tempo os dois estavam insatisfeitos, e a pessoa partia pra outra oportunidade. Tempo e dinheiro gastos a tôa. Tem muita gente boa por aí, e que pode e quer fazer um bom trabalho, basta estarem no lugar certo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas será que melhoraram mesmo, ou meu olhar e postura é que mudaram? Ainda me faço essa pergunta, pois vejo muita gente reclamando. Não tô dizendo que tá tudo ótimo, longe disso. Apenas que muita coisa melhorou e que tem muita coisa que tá ruim pra qualquer pessoa, deficiente ou não. No fundo acho que teve melhoras, mas que eu também mudei. A verdade é  que se quero estar de igual pra igual no mundo, ficar em casa reclamando não é  o caminho.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Vagas pra quem?</title>
		<link>http://maonarodablog.com.br/2011/08/23/vagas-pra-quem/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 12:32:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[vagas]]></category>
		<category><![CDATA[vagas reservadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia recebemos um email de um leitor mostrando uma situação inusitada em um shopping onde um carro parou atravessado em frente  vaga de deficientes travando os carros que estavam estacionados nas vagas. Daí veio uma discussão entre nós sobre as vagas marcadas. O Nick já falou sobre o assunto, mas como é algo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_MHB_vaga_deficientes.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4932" title="família desembarcando em vaga reservada" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_MHB_vaga_deficientes.jpg" alt="família desembarcando em vaga reservada" width="320" height="200" /></a></p>
<p>Outro dia recebemos um email de um leitor mostrando uma situação inusitada em um shopping onde um carro parou atravessado em frente  vaga de deficientes travando os carros que estavam estacionados nas vagas. Daí veio uma discussão entre nós sobre as vagas marcadas. O Nick já falou sobre o <a href="http://maonarodablog.com.br/2011/06/10/ser-ou-nao-ser/" target="_blank">assunto, mas como é</a> algo que atormenta constantemente a alma dos cadeirantes resolvi falar mais um pouco sobre o assunto.</p>
<p>Sabemos que muitos shoppings são uma zona mesmo e não ligam se as vagas são respeitadas ou não. Pra que né? Dá trabalho, o cliente que parar ali inadequadamente vai reclamar, situação chata, então deixa. Mas alguns shoppings estão adotando uma estratégia bem interessante de colocar as vagas reservadas junto a área VIP, mas cobrando o preço normal. Esquema que ajuda e muito a evitar os caras de pau. Nisso me lembrei que fui ao Shopping Leblon e lá no andar onde ficam as vagas marcadas fica um moço “cuidando” para que não sejam mal usadas. Achei bacana. Mas porém, ah porém&#8230; Quando fui estacionar, logo depois veio um carro com um casal e uma criança de uns 6 anos e estacionaram na vaga marcada. Fiquei sem entender nada.</p>
<p>Como sempre, não me agüentei e perguntei pro moço:</p>
<p> <em>- Moço, assim&#8230; não vi nada de “incomum” naquela família, por que eles pararam aqui?</em></p>
<p><em>- Ah porque o shopping também permite que famílias com crianças parem nessas vagas.</em></p>
<p><em>- Mas moço, eles podem parar em qualquer lugar, um cadeirante não&#8230;</em></p>
<p><em>- Ah, mas deficiente tem prioridade, fica tranqüila!</em></p>
<p><em>- Mas moço, tem muito mais famílias com crianças no shopping do que cadeirantes, se chegarem cinco famílias e pararem nas vagas e ficarem todas ocupadas e depois chegar um cadeirante? Como fica  a prioridade?</em></p>
<p><em>- (cri&#8230; cri&#8230; criii)</em></p>
<p>Pois é meu povo, comofaz? Com tantas exceções aparecendo, todo mundo pode, todo mundo tem direito e quem realmente precisa, como fica? A vaga  marcada é mais larga por um motivo simples: espaço. E não é porque cadeirantes são gordinhos. Pra entrar no carro com a cadeira, esse espaço se faz NECESSÁRIO. Pensem: As vagas comuns são mega espremidas. Quem nunca teve que se contorcer pra conseguir sair do carro pois a porta mal abre? Então  tenta fazer isso com uma cadeira de rodas. Inviável, né?    </p>
<p>Sei que é praticamente impossível conscientizar as pessoas disso. Já disse algum “ólogo” (Freud? Foucault? Raulzito?) que a única forma de conscientizar as pessoas é fazer com que elas vivenciem o problema. “Temo” ferrado, né? Como fazer alguém querer vivenciar uma bagaça dessas? Já que não tem como, vou apelar pra imaginação e tentar algumas associações:</p>
<p>A situação real é: você é cadeirante, chega no shopping todo disposto a se divertir e fazer umas compritchas. Chega no estacionamento, se dirige pra onde tem as vagas reservadas, chega lá, pimba: tudo ocupado. Você olha e vê que a maioria dos carros não é pra quem precisa e ainda vê uma dondoca saindo de sua SVU sem a menor cerimônia.</p>
<p>Então&#8230;  </p>
<p>Pense, você comeu aquela “maonese” estragada e um prato inteiro de toucinho. Bateu aquela cólica fenomenal e você sai correndo procurando um banheiro. Teoricamente não tem outro lugar que você possa resolver o tsunami que está prestes a acontecer. Chegando no banheiro, o que acontece? Todas as cabines estão ocupadas. Supondo que vc tenha visão raio-x, você nota que as pessoas que estão na cabine estão: escovando os dentes, lendo um livro, falando no celular. E você, que precisa do troninho fica na mão, sem poder usar o local que foi reservado para esse fim. Legal, né?</p>
<p>A sensação é mais ou menos essa. Você se sente completamente rendido, sem direito a resposta ou ação. A lei não é clara em relação as vagas, não existe punição e os shoppings preferem não se indispor com os clientes, então não se envolvem com a questão. E nem vou falar de consciência das pessoas porque ai já é demais, né? Por isso segue a briga (o que deveria ser direito) de quem realmente precisa com os manés, sem noção e com as novas exceções que aparecem a cada dia. Fico imaginando o dia em que pessoas que usam aparelho odontológico também vão precisar usar as vagas&#8230; Ô dó!</p>
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		<title>Projeto: Ser cadeirante</title>
		<link>http://maonarodablog.com.br/2011/08/01/projeto-ser-cadeirante/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 13:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[organização]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[rotina]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu nunca fui muito lá muito organizada, mas depois que passei a usar cadeira de rodas tive que ter um mínimo de organização, planejamento e replanejamento ou então as coisas não aconteceriam. Cada vez que resolvo fazer alguma coisa, por mais simples que seja, sempre faço um fluxo mental rápido do que pode acontecer, pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nunca fui muito lá muito organizada, mas depois que passei a usar cadeira de rodas tive que ter um mínimo de organização, planejamento e replanejamento ou então as coisas não aconteceriam. Cada vez que resolvo fazer alguma coisa, por mais simples que seja, sempre faço um fluxo mental rápido do que pode acontecer, pra que possa antecipar possíveis imprevistos que podem acabar com o que quer que eu queira fazer. Pra entenderem melhor, é mais ou menos assim. Resolvi sair com os amigos, o que rola na cabeça é mais ou menos assim: </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Fluxo.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-4859" title="Fluxo" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Fluxo.bmp" alt="" width="550" height="460" /></a></p>
<p>E garanto a vocês que isso é o que passa nos primeiros minutos. Pois não tem planejamento que evite problemas que na hora nem penso que podem acontecer. Ok, eu sei que imprevistos acontecem com qualquer pessoa. Não to fazendo draminha. Mas quando se é cadeirante é necessário um plano A, B, C, muitas cartas na manga, capacidade inigualável de improviso e muito, mas muito bom humor. E as vezes uma ajuda do Santo também é bem vinda. Parece bobagem, mas não é. Basta olhar o fluxo. Se sem contemplar o pior cenário já tá aquela doideira, imaginem se o pneu do carro fura, e vc tá sozinho? Quem vai colocar o triangulo na rua? O restaurante não tinha banheiro adaptado e a “maonese” tava estragada? (Essa é uma boa hora pro Santo entrar na história, rs). Isso só pra citar algumas das zilhões de possibilidades. O problema é que quando se é cadeirante pra tudo você vai ter que, no mínimo, aumentar o custo, tempo ou recurso. Não tem jeito.</p>
<p> Assim ó:</p>
<p> - Situação: Carro quebrou</p>
<p> Tarefa: Mandar o carro pra oficina e chegar em casa inteiro.</p>
<p> Os passos a seguir são:</p>
<p> 1)    Colocar o triângulo na rua pra não correr o risco de trombarem no seu carro.</p>
<p> Nessa hora, o santo te abençoou enviando uma boa alma (recurso) que vai te ajudar a colocar o triângulo na rua.</p>
<p> 2)    Esperar o reboque e mandar o carro pra oficina</p>
<p> O reboque chega, mas não dá pra vc ir junto pq o carro é muito alto. Ônibus nem pensar. Tem que chamar um taxi (custo).</p>
<p> 3)    O tempo que normalmente levaria pra alguém chamar o reboque, mandar o carro para a oficina e ir pra casa pode ser duplicado pois até a boa alma aparecer e vc achar um taxi que leve a cadeira numa boa&#8230;</p>
<p>  Ai, só com bom humor, né?</p>
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		<title>Absurdo&#8230;</title>
		<link>http://maonarodablog.com.br/2011/07/21/absurdo/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 00:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espaço do Leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[acesso]]></category>
		<category><![CDATA[falta de acesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Vai entender&#8230; Ou talvez eu entenda. Afinal, cadeirante é doente, lugar de doente é na cama, e nunca como visitante em um hospital. Então, pra que rampa ou elevador?  Essa foto foi tirada no Copa D&#8217;or por uma amiga e constante contribuidora do Blog, sempre me enviando bons assuntos. Obrigada Dri Baffa! Segue o texto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vai entender&#8230; Ou talvez eu entenda. Afinal, cadeirante é doente, lugar de doente é na cama, e nunca como visitante em um hospital. Então, pra que rampa ou elevador? </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Copa-DOr.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4825" title="Copa DOr" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Copa-DOr.jpg" alt="" width="461" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Essa foto foi tirada no Copa D&#8217;or por uma amiga e constante contribuidora do Blog, sempre me enviando bons assuntos. Obrigada Dri Baffa! Segue o texto que ela me mandou sobre a foto:</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;<em>Bom, eu tirei essa foto ontem, quando fui visitar meu tio. </em></p>
<p><em>Eu estava na fila do elevador e vi essa cena. Tirei a foto.</em></p>
<p><em>Depois vi &#8211; antes de subir &#8211; um rapaz entregando um pacotinho pro cadeirante &#8211; devia ser o lanche.</em></p>
<p><em>Quando desci, pra não ser injusta e nem acusar sem saber, fui até o tal coffee shop pra ver se não tinha um elevador ou coisa parecida, como outra entrada com rampa e tal. Nada. Não tinha nenhuma outra entrada além dessa escada descendo.</em></p>
<p><em> Um absurdo.</em>&#8220;</p>
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