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Circulando em Nova York

Cris Costa - quinta-feira, 27 de maio de 2010 - 12:12

Nova York, pra mim é uma das cidades mais bacanas do mundo por ser extremamente diversa e com opções para todos os gostos. E foi pra lá que fui no carnaval. Apesar de saber que a cidade é bem acessível e que não teria grandes problemas, achei que seria legal alugar uma cadeira motorizada, pra poder circular mais pela cidade sem ficar muito cansada ou com os dedos duros e congelados. Eu até consegui não ficar tão cansada e andar bastante, mas o frio, este ano, estava cruel e os dedos congelaram, mesmo com luvas.

Quando cheguei no hotel, a cadeira já estava lá. O que me deu um grande alívio, pois nunca tinha alugado nada e foi tudo feito pela internet, então estava um pouco insegura. Olhei pra cadeira um tanto ressabiada, mas achei que ia ser molinho pilotar uma cadeira motorizada. Afinal, que perigos um joystick (aquela alavanca com a qual você direciona a cadeira) pode oferecer? Descobri rapidamente que são vários, rs. Primeiro, eu não sabia que a cadeira tinha níveis de velocidade, e por isso mesmo não sabia que, ao sentar na cadeira, a velocidade já estava no máximo. Então, no primeiro toquezinho no joystick corri uns 10 metros que nem uma louca. Até porque a cadeira não anda retinha facilmente, mas ai não sei se era por falta de balanceamento dela ou total falta de habilidade da condutora. Enfim, passado o primeiro susto e depois de xingar algumas vezes o tio que me alugou a cadeira e não deixou nem um manualzinho explicando como ela funcionava, lá fui eu pra rua.

O aluguel da cadeira valeu cada centavo. Andei muito pela cidade sem maiores problemas, até porque Nova York tem rampa para todos os lados. Nas poucas esquinas que não encontrei rampa, eu dava uma volta maior até encontrar uma.  Sem maiores problemas. Entrei e circulei em lojas e restaurantes. A única dificuldade foi encaixar a cadeira debaixo das mesas por causa do pedal. E as vezes me batia um medo da cadeira quebrar no meio do caminho e por isso sempre atravessava as ruas na velocidade máxima, rs.

E o transporte? Ah, foi muito tranquilo. Tinha ouvido falar em taxis adaptados e que era só ligar e pedir, como já havia falado num outro post. Eu liguei pro tal número e disseram que o taxi poderia levar de 5 minutos a 1 hora para aparecer. Depois de 1 hora ninguém apareceu, eu liguei pra reclamar. Me disseram que o taxi tinha ido, mas que por alguma razão foi embora e me pediram pra ligar mais tarde. Mandei a mulher “go and catch little coconuts” (ir catar coquinho), e como sou maior de idade e “metxida” a independente, me informei no hotel, atravessei a rua e peguei um ônibus. Querem saber? Foi a melhor coisa que fiz. Tem ônibus para a cidade inteira e são todos adaptados. Os elevadores funcionam bem e não demoram horas pra descer e subir. Ninguém reclama e os motoristas foram extremamente atenciosos. Além do que, só custa U$1,15 a viagem. Mas também tem o Metrocard (cartão do metrô/ ônibus), que você paga por uma quantidade “x”de viagens, tipo vale transporte, que é mais prático.

E assim, rodei bastante por Nova York. Motorizada e de ônibus. Não perdi nada. Sinal do quanto acessível a cidade é. Só não fui a alguns lugares, que não consegui descobrir qual ônibus pegar. Teve uma noite que usei a minha cadeira manual e peguei um taxi. Mas os taxistas por lá são que nem os daqui: torcem o nariz. Tem que dar sorte de achar um que queira pegar alguém com cadeira de rodas.

Para maiores informações sobre o Metrocard, o link para o site é: http://www.mta.info/metrocard/

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Aventuras no Busão 2

Nickolas Marcon - domingo, 28 de março de 2010 - 21:34

Outra notícia fresquinha do blog: conforme já havíamos comentado num post anterior sobre ônibus, os cadeirantes que dependem de transporte coletivo estão em sérios apuros.

Acabou de ser exibida no programa Fantástico, da Rede Globo, uma reportagem em que pessoas testavam o serviço dos ônibus adaptados para cadeirantes em 5 capitais do Brasil. O resultado já era esperado: apesar de haver veículos adaptados em circulação, o serviço ainda está muito aquém do desejado para que os cadeirantes tenham seu direito de ir e vir respeitado como os demais usuários.

O primeiro problema é o número de veículos adaptados. Na maioria das cidades são poucos, fazendo com que a demora entre a passagem de ônibus adaptados seja muito grande, um tempo que pode passar de uma hora.

O segundo problema destacado também não supreendeu. Como a maior parte dos ônibus são fabricados sobre CARROÇArias de caminhões, de projeto antigo e inadequado para uso no trasnporte coletivo, a solução para acessibilidade é a colocação de elevadores. Acontece que esses elevadores não tem manutenção adequada e nem é dado treinamento aos funcionários dos ônibus para operá-los, provocando demora no embarque - isso quando ele acontece - e deixando muitos usuários cadeirantes constrangidos com a situação. Em 3 cidades exibidas cujos ônibus usavam elevadores – Rio de Janeiro, São Luís e Goiânia – nenhum funcionou adequadamente na primeira tentativa.

Então, qual é a solução? Quanto mais simples for a adaptação, melhor. Em Porto Alegre e São Paulo os ônibus adaptados também demoraram para aparecer. Nenhuma surpresa. Só que os veículos exibidos usavam chassi mais moderno, com piso rebaixado. Já vi esse tipo de solução em outras cidades também. Dessa forma, basta colocar uma rampa dobrável, cuja parte mais sofisticada é… uma dobradiça! O ônibus encosta ao lado da guia, o cobrador baixa a rampa até a calçada e pronto. O cadeirante sobe pela rampa e depois é só recolhê-la manualmente. A operação dura poucos segundos.

Esse tipo de ônibus com piso baixo é melhor também para todos os usuários “andantes”, pois não tem escada na entrada, apenas um degrau. A foto acima já apareceu em um post anterior sobre Santiago e mostra um ônibus com piso baixo e rampa de acesso. Também já mostramos esse tipo de ônibus num post sobre Paris.

Fica a pergunta para os leitores responderem: se é possível simplificar, por que fazer da forma mais cara e complicada???

Nota dos autores do Mão na Roda: esse é o nosso 4oo° post! Uhu!!! \o/

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Miami e Orlando (Dez/2009-Jan/2010)

Joana Roquette - sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 - 18:01

No período de férias entre dezembro do ano passado e janeiro desse ano resolvi ir a Miami, acompanhada da minha mãe, para visitar minha irmã, que mora lá há alguns meses, e aproveitar para fazer uns passeios e algumas comprinhas “básicas” no paraíso comercial dos brasileiros.

Então, seguem aqui as minhas observações sobre a viagem, que talvez sejam úteis a quem deseja conhecer Miami/Orlando.

Vou limitar os meus comentários às cidades de Miami e Orlando (para onde também fui por alguns poucos dias), já que tive sérios problemas com a companhia aérea (TAM), o que talvez possa até render um post em separado, mas que deixaria a estória um tanto quanto confusa.

Cheguei a Miami de madrugada, no dia 23/12, e logo percebi que o aeroporto é perfeitamente adaptado para cadeirantes, como não poderia deixar de ser. Minha irmã conseguiu emprestado um carro de um amigo, tipo jipe, e recomendo, a quem puder, alugar um carro por lá, já que essa parece ser a melhor opção para se locomover na cidade, porque as distâncias são grandes, e, embora a frota de ônibus pareça 100% acessível, os ônibus de lá são extremamentes lentos. Certamente há locadoras que alugam carros adaptados na Flórida e adianto que praticamente todos os carros hoje comercializados nos EUA são automáticos.

Usei uma única vez o ônibus, cuja passagem é gratuita para deficientes, e fiquei muito bem impressionada com o sistema de adaptação utilizado por eles, muito mais simples e provavelmente menos oneroso que o utilizado no Brasil. Se trata de uma rampa que fica “escondida” no assoalho do ônibus e que o motorista aciona quando necessário, com a porta do ônibus aberta. A inclinação da rampa é bem suave e permite a entrada da cadeira com grande facilidade. Além disso, o motorista se encarrega de prender as quatro rodas da cadeira ao chão, com cintos próprios, o que garante maior segurança no trajeto. Como eu havia dito, os ônibus são bem lentos por lá. Assim, para percorrer uma distância de cerca de 10 kms (aproximadamente 22 quadras), demoramos cerca de 30 minutos. É uma boa alternativa de transporte, é claro, mas tudo depende do tempo do qual você dispõe para ir e vir dos lugares que deseja visitar.

Também usei o que lá eles chamam de Metromover (eu apelidei de “trenzinho”), que é como um mini metrô ao ar livre, gratuito para qualquer pessoa. A entrada no Metromover também é bem tranquila e o vão entre a superfície e o assoalho não passa de uns 10 a 15 centímetros, perfeitamente viável pra quem está acostumado com o metrô do Rio, por exemplo. Pena que o Metromover cubra poucas estações em Miami e não permita um tour por toda a cidade, mas já quebra um galho, dependendo do lugar onde a pessoa se hospede. Não cheguei a utilizar o metrô propriamente dito, pela facilidade que tinha de usar o carro que minha irmã pegou emprestado, mas acho que a mesma preocupação com a acessibilidade/infraestrutura que eles têm em relação aos ônibus e ao Metromover, eles devem ter também com o metrô convencional (Nota do Eduardo: Sim, todas as estações do metrô são acessíveis!)

Sobre as calçadas e meio-fios, não há do que reclamar. Não vi um lugar sequer em que não houvesse rampa adequada para a subida e descida da cadeira. E ainda que em certas esquinas não existam sinais de trânsito, os motoristas educadamente param para ceder passagem aos pedestres, como deveria acontecer em qualquer parte do mundo…

Em termos de acessibilidade, portanto, achei que tanto Miami quanto Orlando vão muito bem, embora Orlando seja uma cidade um pouco diferente do que estamos acostumados por aqui. As avenidas que cortam a cidade são imensamente largas, o que pode tornar um pouco mais complicada a vida do cadeirante, já que para atrevessar uma dessas avenidas é necessária uma boa dose de paciência entre os sinais que fecham e abrem a todo tempo.

Aliás, em Orlando quase não se vêem pedestres nas ruas, é como é na Barra (pra quem mora no Rio, fica fácil visualizar). Por isso, lá é muito recomendável o aluguel de um carro, mais do que em Miami, apesar de a infraestrutura permitir a locomoção de cadeirantes pelas calçadas e meios de transportes.

Fiquei em um hotel em Orlando, chamado Deluxe Extended Stay Lake Buena Vista, em um quarto adaptado para pessoas com deficiência. É um pequeno apartamento com equipamentos de cozinha e mobiliado, mais indicado até para hospedagens por longos períodos de tempo. O banheiro da suíte é bastante grande e no box (com banheira) há um banco para o qual se faz a passagem para o banho. Não achei a banheira muito apropriada para fazer a passagem, mas como eu já havia comprado uma cadeira de banho própria para banheiras, não tive grandes problemas. Fica a dica para quem pensa em comprar uma “cadeira de banho” dessas, bastante útil para esses casos. A cadeira parece mais um banco longo, em que duas pernas ficam na parte de dentro da banheira e as outras duas na parte de fora (com ventosas nas quatro) e é desmontável. Comprei nos EUA mesmo e não sei se existe no Brasil para vender. De qualquer forma, aí segue o link para quem se interessar: http://www.1800wheelchair.com/asp/view-product.asp?product_id=1070

O outro lado da viagem, não tão agradável, segue em outro post…

Nota do Mão na Roda: a Joana tirou até foto de um provador de roupas acessível, ainda raro aqui no Brasil! Luciana da novela Viver a Vida que o diga.

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Aventuras no busão

Nickolas Marcon - quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 - 19:51

Quem depende de ônibus para se locomover certamente já esteve em apuros alguma vez. Ou faltam veículos equipados com elevador ou, quando ele existe, a má vontade da dupla motorista/cobrador chega ao ponto de alegarem “desconhecimento da operação do elevador” para não embarcar o deficiente. Como se eles nunca tivessem recebido treinamento ou como se operar dois botões fosse algo extremamente complexo…

Só para exemplificar, seguem abaixo dois relatos de autores do blog.

Nickolas:

“Quando eu ainda morava em Curitiba, andava muito de ônibus antes de comprar um carro. A única vez que tive problema foi quando a plataforma do ônibus ficou inclinada e não consegui subir sozinho, parei no meio do caminho e a porta fechou em cima da cadeira. Como o ônibus tinha mecanismo de segurança, não saiu do lugar quando o motorista acelerou… falha dele que não tinha visto que eu estava na porta quando fechou, mas pelo menos ouvi um pedido de desculpas.

Aqui no RJ já ouvi histórias escabrosas sobre a má vontade dos funcionários das empresas de ônibus. Que os motoristas de ônibus daqui beiram a irracionalidade eu já sei, pois dirijo e recebo deles fechadas e outras bandalhas todos os dias, mas que são incapazes de operar um mecanismo com dois botões ou que nem respeitam a chamada para parar no ponto, isso não dá para entender… Parece piada!”

Eduardo:

“Eu já tentei voltar de ônibus uma vez que o metrô deu problema. Foi antes de colocarem esses 500 ônibus para rodar. Esperei pra caramba! Não passou ônibus algum e acabei pegando o metrô, que tinha voltado a funcionar.

Acho que os motoristas têm é má vontade de operar aquele treco. E convenhamos: elevador não é a melhor solução! Demora muito para descer e subir. Bom mesmo é ônibus de piso baixo.”


E você, utiliza ônibus para se locomover? Mande um comentário relatando sua experiência…

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Lista de táxis acessíveis no Brasil – Atualizada!

Eduardo Camara - quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 - 17:37

Atualizamos a lista de táxis acessíveis do Brasil com mais duas cidades: Belo Horizonte e Goiânia!

Para conferir a última versão da lista, clique aqui. E se vocês conhecerem mais algum serviço que não está listado, nos avisem!

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Munique – Transporte público

Eduardo Camara - sexta-feira, 23 de outubro de 2009 - 11:59

Em Munique – assim como em diversas cidades do mundo – você tem a opção de comprar bilhetes para cada viagem de metrô/ônibus, comprar passes diários ou ainda passes para vários dias. Se você viajar em grupo, há também uma opção de comprar um passe que vale para até 5 pessoas (crianças contam como "meia pessoa"). Bem vantajoso financeiramente.

À esquerda, detalhe do pequeno elevador de acesso ao bonde. À direita, o espaço para cadeirantes e minha cara, um misto de incredulidade com felicidade por encontrar transporte tão acessível!Para quem chega na cidade de avião, basta pegar um elevador no saguão principal para sair direto na plataforma do trem (S-Bahn) que leva ao centro da cidade (estação Hauptbahnof) em menos de 40 minutos. Melhor impossível!

Nas ruas, quase todas as calçadas são lisinhas, sem obstáculos, e as esquinas tem rampas suaves. E já que Munique é uma cidade plana e as distâncias na sua região central são pequenas, aproveitamos para conhecê-la à pé durante a maior parte do tempo.

Também basta andar um pouco pelas ruas da cidade para perceber o quanto os motoristas e ciclistas são educados ( É muito raro ouvir buzinas pela rua) e como o transporte público funciona bem. Mesmo quando fomos para lugares fora do centrão, como o castelo Nymphemburg, pudemos contar com transporte público, bastante acessível.

À esquerda, um dos vagões do metrô, onde o desnível entre o trem e a plataforma é pequeno. À direita, novas obras de adaptação nas estações.E por falar em acessibilidade, atualmente quase todas as estações do U-Bahn (metrô)  são acessíveis, assim como os bondes e ônibus que circulam pelas ruas da cidade. O transporte menos acessível de Munique é o S-Bahn, o trem que vai para lugares mais distantes: esse tem apenas 73% das estações adaptadas. Nada mal, né?

Um resumo sobre os transportes que usamos:

U-Bahn: é o metrô. São trens que circulam pela área mais central da cidade. Praticamente todas as estações tem elevador. Para se ter uma idéia, o mapa do metrô indica as estações que NÃO SÃO ACESSÍVEIS, pois são exceções. Um porém: alguns dos trens que circulam são antigos, e há uma alavanca para abrir as portas, além de um degrau que pode ser bem alto (20cm) para entrar e sair do vagão. Foi o transporte que mais usamos!

S-Bahn: são os trens que vão para áreas periféricas da cidade. O único que pegamos foi para ir do aeroporto ao centro da cidade. Trem novinho em folha, totalmente acessível! Não sei se todos são assim.

Bondes (Tram): são pequenos bondes de superfície que passam pelas ruas, junto com os carros. Quase 90% deles é acessível através de uma plataforma móvel super rápida. No começo é estranho ver os bondes circulando pela cidade, mas depois dá para perceber como é uma boa opção de transporte.

Um dos ônibus acessíveis de Munique. A acessibilidade não favorece apenas cadeirantes, mas também idosos e pessoas com carrinho de bebê, como o da foto.Ônibus: a maioria deles também é acessível, mas tendo metrô e bonde servindo a cidade toda, quem vai pegar ônibus? :-)

Uma curiosidade: em Munique, assim como em toda Alemanha, não há roletas/catracas nos meios de transporte. O passageiro deve simplesmente validar seu tíquete em uma máquina quando entra na estação de metrô ou no bonde/ônibus. E não tem calote? Sim, tem! Só que, se os caloteiros forem pegos pela fiscalização, terão de pagar uma multa de 40 euros. Durante nossa viagem, vimos os fiscais – à paisana – entrarem em ação duas vezes.

Link útil:

MVV – Transportes públicos de Munique: contém informações sobre todos os serviços de transporte (mapas, tarifas etc) em alemão, inglês, espanhol, italiano e francês.

 

 

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Transporte em Miami

Cris Costa - terça-feira, 22 de setembro de 2009 - 09:04

Esses homens loucos e seus transportes acessíveis. Em Miami o que mais tem é opção de transporte acessível. Incrível, né? Mas se soubesse como seria, teria alugado um carro. Pelo que vi da cidade, muitas coisas ficam distantes. Pra quem vai ficar mais de 2 dias e estiver disposto a passear bastante, vale a pena. Não só é fácil alugar um carro adaptado, como você ainda aluga com GPS (alguns lugares tem GPS em português), aí fica molinho de circular pela cidade. Só vale ficar atento aos limites de velocidade, pois em muitos lugares o limite é de 30milhas/h (uns 50km/h). Mas com certeza é mais barato do que ficar zanzando de taxi. Até porque tem uns taxistas que parecem ter saído de uma sessão de vodu. Algumas vezes rezei por minha vida, para não ser raptada e ter meus órgãos vendidos. Neuroses de quem viaja sozinha à parte, sinceramente, acho o aluguel de carro uma ótima opção. Se não, a melhor. Veja apenas com o Hotel o quanto eles cobram pela diária do estacionamento.

Ah, mas lá não tem ônibus adaptado??? Tem sim. Todos naquele estilo de ônibus que abaixa e desce uma rampinha. Tudo bem simples, sem manutenção cara e que não quebra. O problema dos ônibus é que são poucos, não passam por muitos lugares interessantes (só alguns shoppings) e passam de 30 em 30 minutos. Alguns tem um intervalo menor, de 15 minutos, mas não circulam por todas as ruas. Não achei uma opção muito interessante.

 

 

  

 

 

E tem os taxis. Muitos deles. Mas se essa for a sua escolha, se prepare para se deparar com os motoristas mais bizarros que já viu na sua vida: desde cubanos usando chapéu Panamá e escutando música dos anos 50, passando por brasileiros te oferecendo muamba, ou sexagenários maconheiros, até os voduzeiros que já mencionei acima, os quais não faço a menor idéia de onde vem. Não entendia uma palavra do que diziam. Além de enfrentar essas figuras, prepare-se para gastar. Nada em Miami é perto. É capaz de gastar U$ 80,00 dólares (ida e volta) só pra ir a um shopping. Depende de onde está hospedado, claro. E tem muitos taxis adaptados. Tipo uma mini-van, no qual você entra no carro por trás (uiiii) sem precisar sair da cadeira. Eu achei bem legal, sempre que podia, pedia um desses, não é difícil de conseguir. Certifique-se apenas de que o taxista sabe pra que serve aquela mala grande, vazia e com uma rampa no meio. Peguei um daqueles vodus que não fazia a menooooooor idéia do que fazer, nem onde encaixar os ganchos pra segurar a cadeira. Uó! Sinceramente, vale pensar com carinho na possibilidade de alugar um carro.

E claro, Miami é um bom lugar para se passear pelas ruas. Principalmente em South Beach. É bem acessível, rampas por todos os lados, tudo bastante convidativo a um passeio ao ar livre. Tanto pelas avenidas quanto pela orla.

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Mais 500 ônibus adaptados circulando pelo Rio!

Eduardo Camara - domingo, 10 de maio de 2009 - 21:45

No último mês tive impressão de que o número de ônibus adaptados circulando pela cidade tinha aumentado. Tentei até achar alguma informação sobre o assunto na Internet, mas não consegui. Na última sexta-feira, finalmente me deparei com uma ótima notícia informando que o Rio ganhou 500 ônibus adaptados!

Fiquei muito feliz, pois finalmente começaram a cumprir a lei. Isso é resultado de um decreto municipal do final do ano passado, que determina que todos os ônibus incorporados às frotas das empresas do Rio – novos ou usados – devem ser adaptados. O número de ônibus acessíveis ainda é pequeno se comparado com o número total de ônibus (quase 10 mil), mas o mesmo decreto também estabelece que até 2014 todos os ônibus circulando devem ser adaptados!

Mais uma vez, reforço que os ônibus adaptados não servem apenas para cadeirantes, mas para diversas outras pessoas com mobilidade reduzida como idosos e grávidas ou então pessoas com carrinho de bebê, por exemplo.

E você, leitor? Já testou algum dos novos ônibus acessíveis do Rio?

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Espaço do Leitor – Ônibus adaptado em Niterói

Lucília Machado - sábado, 21 de março de 2009 - 20:35

Para inaugurar o espaço do leitor Mão na Roda escolhemos o texto da nossa leitora Lucília Machado, no qual ele descreve a felicidade que sentiu ao pegar um ônibus adaptado em Niterói pela primeira vez. Obrigada pelo texto, Lucília!

. . .

Hoje andei de ônibus adaptado com elevador especial para cadeira de rodas, na linha 47, da Viação Araçatuba, na cidade de Niterói. Uma experiência nova e gratificante, além, é claro, mais econômica. Confesso que me senti privilegiada com a novidade, sensibilizada com a gentileza e a educação do motorista e do trocador que desceram o elevador e a rampa, e depois me colocaram no local reservado e prenderam a minha cadeira de rodas com cintos de segurança. Na verdade, eles não estão fazendo nenhuma boa ação, porque o acesso das pessoas com deficiência ao transporte público é um direito adquirido por Lei, até então ignorado pela Prefeitura da minha cidade (e pela maioria dos municípios brasileiros) e descumprido pelas empresas de ônibus.

E como bem definiu a colega cadeirante Solane Carvalho “É um sonho poder andar de ônibus sem muitas dificuldades. Só quem vive esse tipo de situação sabe a grandiosidade dessa experiência – que para a grande maioria, o ato de entrar num ônibus, é rotina, para nós é a realização de um longo desejo de liberdade, autonomia e cidadania real. Vamos ocupar os assentos e marcar nossa presença. E brigar, se necessário, para que as outras empresas de ônibus adquiram novos carros adaptados.”

Pelo que eu soube essa conquista é resultado de muita luta do segmento, encabeçado pelo Conselho Estadual e Municipal da Pessoa com Deficiência de Niterói (COMPEDE) e o Conselho Estadual para a Política de Integração da Pessoa com Deficiência do Estado do Rio de Janeiro (CEPDE).

Segundo o Presidente do COMPEDE, Márcio Aguiar, “Serão, a princípio, 12 veículos que circularão em quatro linhas da cidade: quatro na linha 47, quatro na linha 30, dois na 47A e dois na 47B. Todas servindo o Centro e a Zona Sul de Niterói. Os ônibus contam com ar condicionado e um elevador na porta central. Os carros circularão de seis em seis minutos. O tempo estimado para embarque e desembarque é de três minutos (um minuto e meio para o embarque, um minuto e meio para o desembarque). Os motoristas foram treinados pela empresa Ortobrás para operarem o equipamento.”

Ainda de acordo com as informações de Márcio, a empresa Ingá, que opera as linhas 31e 49, também adquiriu três veículos que começaram a operar, mas foram retirados por falta de treinamento para a operação dos elevadores.

Email enviado em 01/03/2009

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Transporte Público em NY

Cris Costa - sexta-feira, 20 de março de 2009 - 09:14

Se locomover em Manhattan é bem simples. Pelo menos eu achei. Funciona assim: são 12 avenidas que cruzam com 72 ruas. Quase todas elas tem números ao invés de nomes. Difícil se perder por ali. Pelo menos eu achei. O sistema de transportes lá também é bem simples e eficaz. Vamos às opções:

Ônibus: São todos adaptados, tendo entrada acessível pela frente ou pela lateral. É bem tranqüilo circular de ônibus, e é uma boa opção para ir a lugares que não tem estação de metrô adaptada. Os ônibus circulam todos os dias da semana, 24 horas por dia, e normalmente passam num intervalo de 5 a 15 minutos dependendo do trânsito.

Entrada do metrô em NYMetrô: Nem todas as estações são adaptadas. As acessíveis possuem o símbolo internacional do lado de fora. Tem que ter atenção, pois algumas estações possuem acesso apenas de um lado, e pode acontecer de você não encontrar acesso na estação que vai saltar. Vale dar uma conferida antes pra não ter erro.

Dica: Se você pretende ir a lugares distantes do seu Hotel, vale comprar o Metrocard. É tipo um vale transporte, que facilita o pagamento, pois você não vai ficar precisar ficar catando dinheiro ou moeda, e vale tanto para o metrô quanto para o ônibus. Você paga um valor X que vale por Y viagens. E ainda pode conseguir bons descontos. Para maiores informações sobre o Metrocard, o link para o site é: http://www.mta.info/metrocard/

Taxi em NYTaxi: Ah, os taxistas… Bom, como aqui no Brasil, nem todos são solícitos. E olha que as malas dos taxis de Nova York são enoooooormes, comportam qualquer cadeira junto com as malas, então espaço não é o problema. Mas enfim, você pode tentar pegar um taxi “normal” ou ligar para 311 ou (212) 639-9675, que eles enviam um taxi adaptado para o local onde você está. Parece que eles já possuem mais de 300 carros adaptados e não tem nenhum custo adicional. É a mesma taxa dos demais. Mas é bom rezar pela boa vontade do motorista.

Terminais de trem e ônibus: Também são adaptados. Vale uma visita à Grand Central Station mesmo que você não vá usar o trem. É uma construção antiga e muito bonita, com restaurantes e lojas também. As rampas lá dentro são um pouco “puxadas”, mas nada que uma ajudazinha não resolva.

Ferries: Os Ferries (espécie de barca) servem mais para circular entre Manhattan e New Jersey. São bem adaptados e possuem conexão grátis para o ônibus. Há também os passeios turísticos nos Ferries, como o que vai até a Estátua da Liberdade.

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Lateral Direita

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