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Doblô – Adaptação com assosalho baixo

Christian Matsuy - domingo, 15 de abril de 2012 - 17:11

Soltando o vídeo da Doblô com rebaixamento de assoalho na parte traseira, leva quatro pessoas sentadas mais um cadeirante com sistema de segurança de fixação da cadeira. Ainda tem o cinto de segurança de três pontos que te deixa com muita comodidade e estabilidade, sou tetra alto e tenho muito pouco equilíbrio, me senti completamente “amarrado”! Perfeito!

rampa com inclinação boa + auxílio dos contos retráteis

rampa com inclinação boa + auxílio dos cintos retráteis

Outra grande vantagem é que não precisa modificar o teto do carro, e essa adaptação serve na Peugeot Partner também.

O sistema de rampa com cintos retráteis que auxiliam tanto no embarque como no desembarque, e ao meu ver é mais simples que o sistema hidráulico do outro modelo apresentado.

Essa adaptação é comercializada pela Cavenaghi.

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Fiat Doblô – Adaptação para cadeirante

Christian Matsuy - sábado, 14 de abril de 2012 - 17:56

Gente, tá aí o vídeo da Doblô adaptada, essa adaptação pode ser feita em outros veículos de mesmo porte como a Peugeot Partner ou Renault Kangoo. Essa versão não é a de piso rebaixado: 

visão completa da plataforma

visão completa da plataforma

Essa plataforma tem um mecanismo hidráulico que faz o embarque e desembarque do cadeirante de maneira muito suave sem solavancos. Essas alevancas emarelas serve de apoio para o cadeirante segurar durante o procedimento. Essa adaptação é utilizada pela grande maioria da frota de táxis acessíveis.

Outro detalhe: a operação do equipamento demanda um treinamento, acho pouco provável que uma pessoa que nunca manuseou o sistema, consiga fazer de forma correta. Tem o lance das travas da cadeira no asssoalho do carro que são simples, mas requer um treinamento prévio.

Aqui na feira essa Doblô está custando 77 mil Reais (38.000 km rodados) com a adaptação e garantia. Se você fechar negócio aqui na feira, só a adaptação já instalada em seu carro, que não precisa ser zero km, sai por 25.900 reais. Maiores informações no site da Cavenaghi

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Reatech 2012 – sábado

Christian Matsuy - sábado, 14 de abril de 2012 - 13:17

Hoje sem dúvidas é o dia em que a Reatech realmente “bomba” levei uns 20 minutos para entrar no estacionamento, hoje o dia está encoberto e isso ajuda bastante aqui dentro do pavilhão, pois o calor é intenso. 

Muitos stands distribuindo brindes, nada assim digamos interessante, mas é aquela coisa que tem em qualquer evento desse porte. 

O Dado está rodando a feira tirando fotos das cadeiras e acessórios, acabei de fazer esse video da Renault Master com adaptação para o transporte de 4 cadeirantes, 6 acompanhantes e motorista com total segurança (isso inclui cinto para todo mundo), fora o sistema de travamento da cadeira no chão da van.

Esse tipo de adaptação é mais para o uso de transporte coletivo, daqui a pouco nesse mesmo post publicaremos a versão “particular” desse tipo de adaptação, que pode ser feita em Fiat Doblô ou Peugeot Partner. Temos que seguir a ordem dos produtos que não estão sendo demonstrados para outros clientes para não atrapalharmos o andamento da feira!

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Táxi em São Paulo – uso do bagageiro

Christian Matsuy - quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 - 12:38

luminoso de taxiSurgiu em nossa comunidade no Orkut, a dúvida de um cadeirante perguntando se era comum a cobrança do uso do bagageiro pelos taxistas.

Na verdade eu já sabia que não poderia ser cobrado, mas nada como ter uma fonte oficial com tal informação, sendo assim rei uma revirada no site da Prefeitura Municipal de São Paulo e estava lá o decreto assinado em 2006 pelo Sr. Gilberto Kassab e reassinado em 2010

NÃO PODE SER COBRADO! O uso do bagageiro para transporte de cadeira de rodas e outro equipamento ortopédico está ISENTO de taxa. Infelizmente tem muito taxista oportunista que além de cobrar por uma coisa que nos é de direito, fazem caminhos mais longos pra faturarem mais com a corrida. 

Na minha opinião, o serviço de táxi custa caro (em qualquer lugar do mundo eu acho), e o atendimento não condiz com esse valor. De vez em quando preciso pegar um táxi para vir embora do serviço e moro bem longe, já peguei inúmeras situações como por exemplo o taximetro já estar em R$8,70 antes mesmo de eu entrar no carro (eu ví ele ligando quando entrou no portão do estacionamento).

Assim como falado no Orkut, já houve situação onde o motorista ficou “puto” por eu colocar a cadeira no banco, uma vez que o cilindro de gás veicular impedia a utilização do porta-malas. Dava pra notar o transtorno na cara do cidadão, o pior que minha cadeira estava mais limpa que o carro dele.

Verifique a legislação vigente em sua cidade!

Bom, chega de blá blá blá e seguem ai abaixo o pedaço da lei que determina a ISENÇÃO pra cadeirantes:

DECRETO Nº 52.066, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2010

Fixa novos valores para o serviço de táxis no Município de São Paulo.

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,

D E C R E T A:

IV – adicional de bagagem, quando utilizado o porta malas, correspondente ao valor da tarifa quilométrica na Bandeira 1 da respectiva categoria, no valor de R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos) para as Categorias Comum e Comum-Rádio, R$ 3,13 (três reais e treze centavos) para a Categoria Especial e R$ 3,75 (três reais e setenta e cinco centavos) para a Categoria Luxo, estando isentos do pagamento pelo transporte de cadeira de rodas ou de aparelhos ortopédicos as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, inclusive temporária, bem como os idosos.

O link para o decreto na integra você encontra aqui.

Ahh! E parabéns São Paulo pelos seus 458 anos na data desse post! 
“NON DVCOR DVCO”

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Rock in Rio 2011

Cris Costa - quinta-feira, 22 de setembro de 2011 - 11:43

Uouou, uououo, uouou… Ok, não vou cantar a musiquinha. Mas chegou a hora do mega evento do ano, e quem ama música e muvuca com certeza já comprou seu ingresso pra curtir um ou mais dias do evento. Eu sou louca por música, mas definitivamente não suporto muvuca. Mas quando vi que Stevie Wonder ia tocar, não me aguentei e comprei o ingresso. Ainda me pergunto se estava de TPM nessa dia, pois apesar de ser mega fã de Stevie, muvucas me apavoram. Enfim, agora que tá chegando perto, vem aquele monte de dúvidas sobre transporte e acesso no local. Então, dei uma pesquisada fiz algumas buscas e consolidei aqui as informações que consegui. Vamos lá:

 Transporte:

 Não será possível chegar à Cidade do Rock de carro. Por isso, vai ter um esquema especial de ônibus para que as pessoas possam chegar lá.

Dizem que a melhor forma de chegar é usando as Linhas Primeira Classe, que partirão de 14 pontos estratégicos do Rio de Janeiro com hora marcada e deixarão os passageiros bem em frente à Cidade do Rock. Na volta, esses mesmos ônibus farão o caminho inverso, e você ainda poderá descer no local que for mais conveniente, desde que esteja na rota do ônibus. Para ter acesso a estes ônibus você precisa ter um RioCard Rock in Rio, o cartão especial de transporte para o festival. Essas linhas não são adaptadas pra quem usa cadeira de rodas. O preço dessa linha é de R$ 30,00 ida e volta.

Quem quiser usar os ônibus circulares, a partir do Terminal Alvorada terão Linhas Circulares com destino ao Terminal Cidade do Rock no Autódromo que estarão rodando durante todo o dia.

Para os que forem de ônibus, no terminal do autódromo e Riocentro, terão vans especiais da própria organização do evento que levarão SOMENTE os deficientes até a Cidade do Rock. Cadeiras de transbordo também estarão disponíveis no estacionamento em frente à Cidade do Rock. O transbordo será feito sempre com o auxílio de profissionais devidamente treinados para efetuar o procedimento corretamente.

Táxis adaptados poderão te deixar na própria Cidade do Rock. Liguei lá pra saber o preço e estão cobrando a bagatela de R$ 250,00 (ida e volta saindo do Leblon). Assim, o ingresso custou menos que isso…  Sem comentários.

 Então já viram né, enche a mochila de paciência porque o negócio é complicado.

 Acesso na Cidade do Rock:

Cadeirantes terão uma entrada diferenciada e poderão assistir aos shows a partir de um stand elevado, quando preferirem. Esse stand tem vista para o Palco Mundo e Sunset. Cada cadeirante terá direito a levar somente 1 acompanhante para o setor. No mapa dá pra ter uma idéia da distância do stand para o palco. Aconselho levar o binóculo também.

Não consegui informação sobre banheiros adaptados, mas assim que souber, coloco aqui. Aliás, se alguém tiver alguma informação bacana, nos avise que a gente coloca aqui.

Então, animados? :o))

Taxi adaptado:  http://www.especialcooptaxirj.com.br/

Link para site do evento: http://www.rockinrio.com.br/

RioCard: http://www.cartaoriocard.com.br/rockinrio/ 

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Guardando a cadeira no carro

Christian Matsuy - quinta-feira, 26 de maio de 2011 - 09:34

Bom gente, nesse post vocês serão poupados dos meus longos textos. O assunto em si pede imagens, e sabemos que às vezes “uma imagem vale mais que mil palavras”…

Diante da discussão entre a transportabilidade das cadeiras rígidas X dobráveis, estou publicando algumas formas de se carregar uma rígida. Como já disse anteriormente, eu não tenho autonomia para guardar minha cadeira sozinho, mas ando em diversos tipos de carro por conta dos táxis. E nas grandes cidades estes são movidos a gás, o que obriga o motorista a instalar um cilindro no porta-malas que reduz consideravelmente o espaço. Daí a solução é colocar a cadeira no banco de trás, (queira o taxista ou não).

A foto abaixo mostra a forma mais tradicional de se guardar uma cadeira rígida no porta-malas. Em carros grandes tipo perua (Parati, Fielder, Palio Weekend, etc), isso é tarefa fácil:

cadeira rígida colocada no porta-malas

método mais prático pois não exige a remoção das rodas

Só foram rebatidos os protetores laterais e o encosto, os freios foram travados e ainda sobra espaço pra muita coisa. A almofada pode ir ao lado ou mesmo embaixo da cadeira. Ahhh, quando viajo não carrego dessa forma. Primeiro é feita a acomodação das malas e outras coisas e depois a cadeira. Temos que pensar na parada durante a viagem. Como diz um amigo meu, “coisa mais deselegante essa de ficar desarrumando porta-malas no posto de gasolina“.

O próximo exemplo mostra a acomodação compactada no banco traseiro de QUALQUER CARRO. Às vezes é necessário que se empurre o banco do carro um pouco pra frente, daí é só ver quem é mais baixo e colocar atrás do banco dessa pessoa. Eu tenho 1.90cm e nunca tive problemas com isso. Ainda cabe sua almofada em cima da própria cadeira se for o caso. óbvio que se você pretende carregar 3 pessoas no banco traseiro, não tem como carregar dessa forma, mas dá pra levar dois passageiros.

cadeira rígida colocada no banco traseiro sobre o banco traseiro

esse modo ocupa o lugar de 1 passageiro

Faço isso há mais de cinco anos no mesmo carro e nunca aconteceu nada com o revestivemto do banco, os taxistas ficam meio putos, acham que vai sujar, furar o banco enfim… Isso deixou de ser um problema meu. :-/

Agora vamos ao modo “fanfarrão” de guardar a cadeira. Só exige que as rodas traseiras sejam tiradas e o resto… Bom, o resto vai tudo junto!

cadeira rígida acomodada penas sem as rodas traseiras no banco

prático, rápido e acima de tudo - fácil de se guardar

Não precisa tirar almofada, dobrar protetor, muito menos o encosto! Tá ai, em menos de um minuto coloca-se a cadeira no carro, as rodas você coloca no porta-malas ou ainda em cima da própria cadeira na diagonal.

Agora vamos mostrar um outro veículo, bem menor, o que prova que a cadeira cabe na grande maioria dos carros. O Ford Ka assim como outros carros desse porte, tem o porta-malas pequeno, mas CABE A CADEIRA. O inconveniente é que é necessária a remoção do tampão traseiro. E quando o carro não é seu, fica “deselegante” de fazer, sem falar que dependendo da situação você fica sem ter onde colocar o tampão. Daí a solução e carregar no banco traseiro, mantendo as rodas no porta-malas, cabe 2 pessoas magras ainda, sem conforto – mágica também não dá pra fazer.

cadeira rígida acomodada no banco traseiro de um carro compacto

um pouco mais difícil de colocar, mas não é um bicho de 7 cabeças

Assim que surgirem oportunidades, colocarei outras fotos de modelos diferentes de carro para mostrar que a transportabilidade da cadeira não é tão ruim assim como comentam.

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Acessibilidade nos transportes

Nickolas Marcon - domingo, 19 de dezembro de 2010 - 22:31

ponte de embarque (finger)

Notícia quentinha no blog: acabou de ir ao ar no Fantástico uma reportagem abordando a acessibilidade dos meios de transporte. O foco maior foi dado para o transporte aeroviário, mostrando problemas em aeroportos e aviões.

Quem já viajou de avião sabe que um embarque tranquilo depende,  infelizmente, de sorte. Mesmo estando num aeroporto  bem equipado, que tenha pontes de embarque (fingers), é preciso ter sorte para que o avião esteja parado ao lado de uma. Também é preciso sorte para marcar o lugar na primeira fila do avião, sorte para o avião estar no horário e conseguir embarcar com tranquilidade, sorte para não precisar do banheiro durante o vôo (situação super-constrangedora)… enfim… viajo frequentemente de avião e já aprendi que rezar adianta mais do que reclamar.

cadeirante embarcando em estação tubo

Outro ponto mostrado na reportagem foi o transporte em ônibus. Apareceu um cadeirante tentando tomar um ônibus urbano em Curitiba/PR, usando as famosas “estações tubo”. Sem problemas. Eu mesmo usei esse tipo de ônibus por algum tempo quando morava naquela capital e o acesso era muito fácil.

Uma citação foi feita aos ônibus intermunicipais, que normalmente são mais altos, com apenas uma única e estreia porta de entrada. Há algum tempo eu tenho reparado que os ônibus intermunicipais mais novos têm o adesivo de acessibilidade colado na porta. Curioso sobre isso, enviei um email para a empresa Marcopolo, uma das maiores fabricantes de carrocerias de ônibus no Brasil e fabricante de alguns ônibus que eu tinha visto com o adesivo. (esclarecimento: a foto abaixo é de um ônibus de outro encarroçador, porém com acesso idêntico à maioria dos veículos).

ônibus intermunicipal com adesivo de acessibilidade

O texto do email que enviei foi o seguinte:

Tenho visto vários ônibus intermunicipais e interestaduais com o símbolo de acessibilidade, que acredito representar facilidade de acesso ao interior do veículo. No entanto, esses veículos continuam apresentando entradas estreitas e com escadas, representando grande dificuldade para pessoas com problemas de locomoção. No caso do passageiro ser cadeirante, o embarque é impossível, pois a entrada é tão estreita que impede a passagem de alguém carregando a pessoa no colo. Por que esses veículos utilizam o símbolo de acessibilidade se não há nenhuma facilidade de acesso? Que tipo de adaptações foram feitas?

A resposta da empresa foi a seguinte:

Informamos que os referidos veículos são dimensionados para atender a norma NBR 15320 (Acessibilidade de Veículos Rodoviários), e estabelece dentre muitas melhorias para a acessibilidade, a utilização de uma cadeira de transbordo especial para o translado da pessoa, da cadeira de rodas para o assento reservado no ônibus.

Pois bem. Um belo dia precisei utilizar um ônibus desse tipo para ir a um evento da empresa. O ônibus era novo e o adesivo de acessibilidade estava na porta. Fiquei empolgado para conhecer a tal “cadeira de transbordo”. Sabe o que o motorista disse?

“Que é isso, moço? Nem sei se esse negócio existe, mas nesse ônibus nunca teve. Sempre que alguém vai embarcar, carregamos no braço mesmo.”

Pois é… ainda temos muito o que melhorar…

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Circulando em Nova York

Cris Costa - quinta-feira, 27 de maio de 2010 - 12:12

Nova York, pra mim é uma das cidades mais bacanas do mundo por ser extremamente diversa e com opções para todos os gostos. E foi pra lá que fui no carnaval. Apesar de saber que a cidade é bem acessível e que não teria grandes problemas, achei que seria legal alugar uma cadeira motorizada, pra poder circular mais pela cidade sem ficar muito cansada ou com os dedos duros e congelados. Eu até consegui não ficar tão cansada e andar bastante, mas o frio, este ano, estava cruel e os dedos congelaram, mesmo com luvas.

Quando cheguei no hotel, a cadeira já estava lá. O que me deu um grande alívio, pois nunca tinha alugado nada e foi tudo feito pela internet, então estava um pouco insegura. Olhei pra cadeira um tanto ressabiada, mas achei que ia ser molinho pilotar uma cadeira motorizada. Afinal, que perigos um joystick (aquela alavanca com a qual você direciona a cadeira) pode oferecer? Descobri rapidamente que são vários, rs. Primeiro, eu não sabia que a cadeira tinha níveis de velocidade, e por isso mesmo não sabia que, ao sentar na cadeira, a velocidade já estava no máximo. Então, no primeiro toquezinho no joystick corri uns 10 metros que nem uma louca. Até porque a cadeira não anda retinha facilmente, mas ai não sei se era por falta de balanceamento dela ou total falta de habilidade da condutora. Enfim, passado o primeiro susto e depois de xingar algumas vezes o tio que me alugou a cadeira e não deixou nem um manualzinho explicando como ela funcionava, lá fui eu pra rua.

O aluguel da cadeira valeu cada centavo. Andei muito pela cidade sem maiores problemas, até porque Nova York tem rampa para todos os lados. Nas poucas esquinas que não encontrei rampa, eu dava uma volta maior até encontrar uma.  Sem maiores problemas. Entrei e circulei em lojas e restaurantes. A única dificuldade foi encaixar a cadeira debaixo das mesas por causa do pedal. E as vezes me batia um medo da cadeira quebrar no meio do caminho e por isso sempre atravessava as ruas na velocidade máxima, rs.

E o transporte? Ah, foi muito tranquilo. Tinha ouvido falar em taxis adaptados e que era só ligar e pedir, como já havia falado num outro post. Eu liguei pro tal número e disseram que o taxi poderia levar de 5 minutos a 1 hora para aparecer. Depois de 1 hora ninguém apareceu, eu liguei pra reclamar. Me disseram que o taxi tinha ido, mas que por alguma razão foi embora e me pediram pra ligar mais tarde. Mandei a mulher “go and catch little coconuts” (ir catar coquinho), e como sou maior de idade e “metxida” a independente, me informei no hotel, atravessei a rua e peguei um ônibus. Querem saber? Foi a melhor coisa que fiz. Tem ônibus para a cidade inteira e são todos adaptados. Os elevadores funcionam bem e não demoram horas pra descer e subir. Ninguém reclama e os motoristas foram extremamente atenciosos. Além do que, só custa U$1,15 a viagem. Mas também tem o Metrocard (cartão do metrô/ ônibus), que você paga por uma quantidade “x”de viagens, tipo vale transporte, que é mais prático.

E assim, rodei bastante por Nova York. Motorizada e de ônibus. Não perdi nada. Sinal do quanto acessível a cidade é. Só não fui a alguns lugares, que não consegui descobrir qual ônibus pegar. Teve uma noite que usei a minha cadeira manual e peguei um taxi. Mas os taxistas por lá são que nem os daqui: torcem o nariz. Tem que dar sorte de achar um que queira pegar alguém com cadeira de rodas.

Para maiores informações sobre o Metrocard, o link para o site é: http://www.mta.info/metrocard/

 Links de locais que alugam cadeira de rodas:

http://www.bigapplemobility.com/

http://www.nyctourist.com/newyorkcity/wheelchair_scooters.htm

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Aventuras no Busão 2

Nickolas Marcon - domingo, 28 de março de 2010 - 21:34

Outra notícia fresquinha do blog: conforme já havíamos comentado num post anterior sobre ônibus, os cadeirantes que dependem de transporte coletivo estão em sérios apuros.

Acabou de ser exibida no programa Fantástico, da Rede Globo, uma reportagem em que pessoas testavam o serviço dos ônibus adaptados para cadeirantes em 5 capitais do Brasil. O resultado já era esperado: apesar de haver veículos adaptados em circulação, o serviço ainda está muito aquém do desejado para que os cadeirantes tenham seu direito de ir e vir respeitado como os demais usuários.

O primeiro problema é o número de veículos adaptados. Na maioria das cidades são poucos, fazendo com que a demora entre a passagem de ônibus adaptados seja muito grande, um tempo que pode passar de uma hora.

O segundo problema destacado também não supreendeu. Como a maior parte dos ônibus são fabricados sobre CARROÇArias de caminhões, de projeto antigo e inadequado para uso no trasnporte coletivo, a solução para acessibilidade é a colocação de elevadores. Acontece que esses elevadores não tem manutenção adequada e nem é dado treinamento aos funcionários dos ônibus para operá-los, provocando demora no embarque - isso quando ele acontece - e deixando muitos usuários cadeirantes constrangidos com a situação. Em 3 cidades exibidas cujos ônibus usavam elevadores – Rio de Janeiro, São Luís e Goiânia – nenhum funcionou adequadamente na primeira tentativa.

Então, qual é a solução? Quanto mais simples for a adaptação, melhor. Em Porto Alegre e São Paulo os ônibus adaptados também demoraram para aparecer. Nenhuma surpresa. Só que os veículos exibidos usavam chassi mais moderno, com piso rebaixado. Já vi esse tipo de solução em outras cidades também. Dessa forma, basta colocar uma rampa dobrável, cuja parte mais sofisticada é… uma dobradiça! O ônibus encosta ao lado da guia, o cobrador baixa a rampa até a calçada e pronto. O cadeirante sobe pela rampa e depois é só recolhê-la manualmente. A operação dura poucos segundos.

Esse tipo de ônibus com piso baixo é melhor também para todos os usuários “andantes”, pois não tem escada na entrada, apenas um degrau. A foto acima já apareceu em um post anterior sobre Santiago e mostra um ônibus com piso baixo e rampa de acesso. Também já mostramos esse tipo de ônibus num post sobre Paris.

Fica a pergunta para os leitores responderem: se é possível simplificar, por que fazer da forma mais cara e complicada???

Nota dos autores do Mão na Roda: esse é o nosso 4oo° post! Uhu!!! \o/

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Miami e Orlando (Dez/2009-Jan/2010)

Joana Roquette - sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 - 18:01

No período de férias entre dezembro do ano passado e janeiro desse ano resolvi ir a Miami, acompanhada da minha mãe, para visitar minha irmã, que mora lá há alguns meses, e aproveitar para fazer uns passeios e algumas comprinhas “básicas” no paraíso comercial dos brasileiros.

Então, seguem aqui as minhas observações sobre a viagem, que talvez sejam úteis a quem deseja conhecer Miami/Orlando.

Vou limitar os meus comentários às cidades de Miami e Orlando (para onde também fui por alguns poucos dias), já que tive sérios problemas com a companhia aérea (TAM), o que talvez possa até render um post em separado, mas que deixaria a estória um tanto quanto confusa.

Cheguei a Miami de madrugada, no dia 23/12, e logo percebi que o aeroporto é perfeitamente adaptado para cadeirantes, como não poderia deixar de ser. Minha irmã conseguiu emprestado um carro de um amigo, tipo jipe, e recomendo, a quem puder, alugar um carro por lá, já que essa parece ser a melhor opção para se locomover na cidade, porque as distâncias são grandes, e, embora a frota de ônibus pareça 100% acessível, os ônibus de lá são extremamentes lentos. Certamente há locadoras que alugam carros adaptados na Flórida e adianto que praticamente todos os carros hoje comercializados nos EUA são automáticos.

Usei uma única vez o ônibus, cuja passagem é gratuita para deficientes, e fiquei muito bem impressionada com o sistema de adaptação utilizado por eles, muito mais simples e provavelmente menos oneroso que o utilizado no Brasil. Se trata de uma rampa que fica “escondida” no assoalho do ônibus e que o motorista aciona quando necessário, com a porta do ônibus aberta. A inclinação da rampa é bem suave e permite a entrada da cadeira com grande facilidade. Além disso, o motorista se encarrega de prender as quatro rodas da cadeira ao chão, com cintos próprios, o que garante maior segurança no trajeto. Como eu havia dito, os ônibus são bem lentos por lá. Assim, para percorrer uma distância de cerca de 10 kms (aproximadamente 22 quadras), demoramos cerca de 30 minutos. É uma boa alternativa de transporte, é claro, mas tudo depende do tempo do qual você dispõe para ir e vir dos lugares que deseja visitar.

Também usei o que lá eles chamam de Metromover (eu apelidei de “trenzinho”), que é como um mini metrô ao ar livre, gratuito para qualquer pessoa. A entrada no Metromover também é bem tranquila e o vão entre a superfície e o assoalho não passa de uns 10 a 15 centímetros, perfeitamente viável pra quem está acostumado com o metrô do Rio, por exemplo. Pena que o Metromover cubra poucas estações em Miami e não permita um tour por toda a cidade, mas já quebra um galho, dependendo do lugar onde a pessoa se hospede. Não cheguei a utilizar o metrô propriamente dito, pela facilidade que tinha de usar o carro que minha irmã pegou emprestado, mas acho que a mesma preocupação com a acessibilidade/infraestrutura que eles têm em relação aos ônibus e ao Metromover, eles devem ter também com o metrô convencional (Nota do Eduardo: Sim, todas as estações do metrô são acessíveis!)

Sobre as calçadas e meio-fios, não há do que reclamar. Não vi um lugar sequer em que não houvesse rampa adequada para a subida e descida da cadeira. E ainda que em certas esquinas não existam sinais de trânsito, os motoristas educadamente param para ceder passagem aos pedestres, como deveria acontecer em qualquer parte do mundo…

Em termos de acessibilidade, portanto, achei que tanto Miami quanto Orlando vão muito bem, embora Orlando seja uma cidade um pouco diferente do que estamos acostumados por aqui. As avenidas que cortam a cidade são imensamente largas, o que pode tornar um pouco mais complicada a vida do cadeirante, já que para atrevessar uma dessas avenidas é necessária uma boa dose de paciência entre os sinais que fecham e abrem a todo tempo.

Aliás, em Orlando quase não se vêem pedestres nas ruas, é como é na Barra (pra quem mora no Rio, fica fácil visualizar). Por isso, lá é muito recomendável o aluguel de um carro, mais do que em Miami, apesar de a infraestrutura permitir a locomoção de cadeirantes pelas calçadas e meios de transportes.

Fiquei em um hotel em Orlando, chamado Deluxe Extended Stay Lake Buena Vista, em um quarto adaptado para pessoas com deficiência. É um pequeno apartamento com equipamentos de cozinha e mobiliado, mais indicado até para hospedagens por longos períodos de tempo. O banheiro da suíte é bastante grande e no box (com banheira) há um banco para o qual se faz a passagem para o banho. Não achei a banheira muito apropriada para fazer a passagem, mas como eu já havia comprado uma cadeira de banho própria para banheiras, não tive grandes problemas. Fica a dica para quem pensa em comprar uma “cadeira de banho” dessas, bastante útil para esses casos. A cadeira parece mais um banco longo, em que duas pernas ficam na parte de dentro da banheira e as outras duas na parte de fora (com ventosas nas quatro) e é desmontável. Comprei nos EUA mesmo e não sei se existe no Brasil para vender. De qualquer forma, aí segue o link para quem se interessar: http://www.1800wheelchair.com/asp/view-product.asp?product_id=1070

O outro lado da viagem, não tão agradável, segue em outro post…

Nota do Mão na Roda: a Joana tirou até foto de um provador de roupas acessível, ainda raro aqui no Brasil! Luciana da novela Viver a Vida que o diga.

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