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Mergulho adaptado

Nickolas Marcon - quinta-feira, 27 de outubro de 2011 - 09:40

Ultimamente o pessoal do blog tem curtido esportes radicais. Esportes radicais? Pois é… na minha opinião, ir para o Rock in Rio se enquadra nessa categoria.

Mas tem gente por aí se aventurando em outras coisas muito interessantes e divertidas. O leitor Luiz Fernando de Araújo enviou o seu relato sobre uma experiência de mergulho adaptado realizada num encontro que aconteceu em Cabo Frio/RJ, em agosto de 2011. Ele mandou o texto logo depois do evento, mas não postamos antes por dificuldades de agenda. Ok, my fault. Mas o relato está aí para todos verem e, quem sabe, se inspirarem a praticar o mergulho. No final do texto estão os contatos para quem deseja se iniciar nessa aventura que é o mergulho adaptado.

Segue o texto do Luiz Fernando de Araújo:

“Entre os dias 04 e 07 de agosto de 2011 aconteceu o II ENMA – Encontro Nacional de Mergulho Adaptado em Arraial do Cabo – RJ. Foi coordenado pela sra. Lúcia Helena Monteiro Sodré, diretora da HSA Brasil (Handicapped Scuba Association International) que ministrou curso de batismo para cerca de seis pessoas com deficiência. O encontro teve apoio da Secretaria de Turismo de Arraial do Cabo, da operadora de mergulho Diving Arraial e Pousada Paraíso do Atlântico.

Eu fiquei hospedado na Pousada Pilar, que tem oito quartos sendo dois adaptados para cadeirantes, localizada bem perto da rodoviária. O Sr. João, proprietário da pousada, recebe de forma amistosa em um ambiente bem familiar com decoração baseada em materiais de demolição com temas marinhos. 

Os quartos são bem adaptados e espaçosos, com ar-condicionado, frigobar, TV e banheiro acessível.

No sábado foi realizado um treinamento na piscina, onde aprendemos a utilizar o equipamento de mergulho, os sinais utilizados para comunicação submarina bem como todos os cuidados necessários a um mergulho seguro.

No domingo embarcamos no barco Diver II a caminho de nosso mergulho no mar de Arraial. Fomos muito bem atendidos pela equipe da Diving Arraial. Devagar e com todos os cuidados necessários, cada um dos deficientes foi colocado ao mar devidamente equipado para vivenciar uma das experiências mais marcantes de minha vida. Uma total liberdade de movimentos, um mundo só visto antes pela TV e o companheirismo dos instrutores que nos apoiaram todo momento.”

A Inter TV, emissora local da Rede Globo, fez uma reportagem completa sobre o evento, cujo vídeo você pode ver clicando aqui.

Para quem quiser se aventurar pelos oceanos, há um curso de mergulho adaptado disponível na cidade do Rio de Janeiro/RJ. As aulas iniciais são feitas em piscina e depois há o batismo no mar. 

Para maiores informações sobre o mergulho adaptado, seguem abaixo os contatos:

Escola Mar do Mundo

Iate Club do Rio de Janeiro – Urca
Pedro Bonfatti – (21) 9873-1244

Instrutora habilitada HSA Brasil:
Lúcia Sodré – (21) 9314-9303

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Rock in Rio – Eu fui!!!

Eduardo Camara - sábado, 24 de setembro de 2011 - 16:12

Sim, caros leitores, eu fui e trouxe as dicas para vocês! Quem estiver sem saco pode ir direto pro final, onde tem um resumo  :)

Como a organização do evento disse, oficialmente, que mesmo pessoas com deficiência não poderiam estacionar próximo ao evento, acabei partindo de táxi para lá, pouco antes das 17h. Conseguir um táxi foi um pouco difícil, mas depois de ligar para umas 4 cooperativas, a Táxi Leblon topou e lá fomos eu e minha fiel sobrinha e escudeira Alice. Aliás, ela foi minha desculpa perfeita para assistir ao show da Kate Perry, que eu me amarro!

Eu e Alice na entrada da Cidade do Rock

O trânsito estava ruim, mas achei que estaria pior. Chegamos ao terminal Alvorada por volta das 18:30 e estava LOTADO. Logo que chegamos, faltou luz no terminal e ficou uma beleza. A luz dos ônibus quebrou um galho e rapidinho – por causa do embarque preferencial – entramos em um ônibus para Cidade do Rock. Detalhe: apesar do ônibus ter elevador, subi carregado. Os caras argumentaram que ia demorar muito para baixar o elevador e eles tinham que escoar rápido a galera do terminal. Vá lá, aceitei pq estava de muito bom humor e o ônibus já estava cheio.

Dali pro local do show foram apenas 20 minutos. Desembarcamos (eu novamente carregado) e cadê as tais vans para levar até a entrada? Não existiam! Tivemos que andar mais ou menos 1,5Km, e em alguns trechos rolavam uns “currais” com seguranças do evento e era uma porcaria para passar. Os locais com rampas ou sem degraus pelo caminho existiam, mas não estavam sinalizados. Detalhe: apesar de existirem currais com seguranças, a maior parte das pessoas entrava sem ter suas mochilas e bolsas revistadas. Um absurdo!
 
Depois de um bom tempo andando, chegamos propriamente à Cidade do Rock e fiquei muito (bem) impressionado! Tinha muito espaço, e a grama sintética foi uma excelente escolha. Além disso, eles desenharam caminhos entre os trechos de grama, para facilitar a circulação. Perfeito!

Buscamos a área reservadas para cadeirantes e cia, que estava à esquerda do palco, na frente de uma grande lata de “Heineken”. A área era boa, mas podia ser mais alta e mais central, como a que montam no sambódromo. A do Rock in Rio ficava muito à esquerda do palco e prejudicava um pouco a visão. Para variar, a área estava repleta de acompanhantes (tinha gente entrando com 5) e muitos deles sem noção, que ficavam em pé na frente dos cadeirantes. Reclamei com vários, que saíram da frente contrariados. Me impressiona os outros cadeirantes não comprarem essa briga… Porra, a área é para nós, não para eles!!!

Vista da área reservada para cadeirantes

Lá encontrei com meu amigo Jeff Maia, que contou ter vindo de carro e estacionado no Riocentro. Ele ficou sabendo apenas no dia do show… Fica a dica!

Curtimos o show do Paralamas e Titãs do meio pro final e só tocaram músicas conhecidas. Gostei! Aproveitamos o show da Claudia Leitte (pra mim dispensável) para conhecer o resto da Cidade do Rock. Nessa hora, já estava tudo lotadoe foi super difícil circular por lá. Tentamos ir à tal “rock street”, onde tem lojinhas vendendo artigos do festival, além de comida e bebida, mas foi impossível. Os brinquedos também não estavam funcionando, então restou ficarmos por lá papeando com conhecidos que encontramos.

Na hora de ir ao banheiro, decepção total. Fizeram mictórios e banheiros de alvenaria que pareciam até estar limpos (a Alice disse que o feminino estava), mas no masculino, o único banheiro adaptado era um banheiro químico que estava sendo usado por TODO MUNDO. No começo da noite o treco já estava imundo e fedido. No final da noite, simplesmente não consegui nem entrar nele, que transbordava bosta. E não estou exagerando. Queria ver o Medina colocar o rabinho dele por lá… Ponto MUITO NEGATIVO do festival. Porque não colocaram esse banheiro dentro ou ao lado da área para cadeirantes, que tinha espaço de sobra?

Depois curtimos o show da Kate Perry, como começou com pouco atraso, e no do Elton John tentamos comprar algo para comer e beber. Impossível! As filas eram enormes e o pessoal estava demorando cerca de 40 minutos para comprar. Como sou prevenido, tinha levado uma mochila recheada de comida e bebida, que matou nossa fome e sede por todo show.

Durante o show do Elton John, que não tinha nada a ver com as outras atrações da noite, muita gente aproveitou para descansar e até dormir (né, Alice?) na grama. O show demorou um bocado para acabar, e depois ainda tivemos que esperar um tempão para dona Rihanna entrar no palco. Chegou até rolar vaia por causa da demora. Sabe quando a “estrelinha” foi dar as caras? 2:30h da manhã…

Eu e Alice durante o show da Rihanna

Tá no inferno, abraça o diabo. Logo, ficamos até o final do show, que terminou por volta das 4h da manhã. A saída estava mal sinalizada, e demoramos um pouquinho para chegar até os ônibus circulares que levavam de volta ao Alvorada. Tava um confusão danada e tive que apelar para um dos caras que organizavam os ônibus para poder embarcar. Novamente, problemas com o elevador. Os caras simplesmente não sabiam operar aquela porcaria, e o ônibus demorou uns 20 minutos pra sair porque eles não conseguiam fechar o elevador. No Alvorada, para sair do ônibus, mais enrolação.

Apesar disso, embarcamos rapidinho num outro ônibus rumo à Copacabana. Nesse o embarque foi rápido, mas novamente os caras se enrolaram para fechar o elevador. Caramba, quando vão treinar esse povo? O elevador ainda deu galho no meio da viagem e o motorista acabou descobrindo que era lixo jogando embaixo dele que estava causando o problema. Ai, ai…

Finalmente chegamos em Copacabana, às 6:30h da manhã, mas de 12h depois do início da nossa jornada. Eu já estava ligado há 24h e fui direto pra cama dormir. Antes, pensei: teve muita coisa legal e melhor do que no Rock in Rio 3, mas ainda há muito a melhorar!

Entrada para cadeirantes

Resumo da ópera (ou do festival):

- Pessoas com deficiência podem parar o carro no Riocentro (que fica em frente à entrada).
- O esquema de ônibus regular funciona relativamente bem e estavam respeitando a prioridade de embarque. Seria melhor se o povo soubesse operar os elevadores.
- As anunciadas vans que transportariam do ponto final do ônibus à entrada da Cidade do Rock não existiam.
- A grama sintética foi uma idéia muito feliz! Tomara que aguente o tranco até o final do festival.
- A área reservada poderia ser em um local mais central. Estava muito à esquerda do palco.
- Um mísero banheiro adaptado, sendo usado por todos, é RIDÍCULO! Conserte isso urgente, organização! E de preferência coloquem-o PERTO da área para cadeirantes.
- As filas para comprar comida e bebida estavam gigantescas. Levem de casa!

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Rock in Rio 2011

Cris Costa - quinta-feira, 22 de setembro de 2011 - 11:43

Uouou, uououo, uouou… Ok, não vou cantar a musiquinha. Mas chegou a hora do mega evento do ano, e quem ama música e muvuca com certeza já comprou seu ingresso pra curtir um ou mais dias do evento. Eu sou louca por música, mas definitivamente não suporto muvuca. Mas quando vi que Stevie Wonder ia tocar, não me aguentei e comprei o ingresso. Ainda me pergunto se estava de TPM nessa dia, pois apesar de ser mega fã de Stevie, muvucas me apavoram. Enfim, agora que tá chegando perto, vem aquele monte de dúvidas sobre transporte e acesso no local. Então, dei uma pesquisada fiz algumas buscas e consolidei aqui as informações que consegui. Vamos lá:

 Transporte:

 Não será possível chegar à Cidade do Rock de carro. Por isso, vai ter um esquema especial de ônibus para que as pessoas possam chegar lá.

Dizem que a melhor forma de chegar é usando as Linhas Primeira Classe, que partirão de 14 pontos estratégicos do Rio de Janeiro com hora marcada e deixarão os passageiros bem em frente à Cidade do Rock. Na volta, esses mesmos ônibus farão o caminho inverso, e você ainda poderá descer no local que for mais conveniente, desde que esteja na rota do ônibus. Para ter acesso a estes ônibus você precisa ter um RioCard Rock in Rio, o cartão especial de transporte para o festival. Essas linhas não são adaptadas pra quem usa cadeira de rodas. O preço dessa linha é de R$ 30,00 ida e volta.

Quem quiser usar os ônibus circulares, a partir do Terminal Alvorada terão Linhas Circulares com destino ao Terminal Cidade do Rock no Autódromo que estarão rodando durante todo o dia.

Para os que forem de ônibus, no terminal do autódromo e Riocentro, terão vans especiais da própria organização do evento que levarão SOMENTE os deficientes até a Cidade do Rock. Cadeiras de transbordo também estarão disponíveis no estacionamento em frente à Cidade do Rock. O transbordo será feito sempre com o auxílio de profissionais devidamente treinados para efetuar o procedimento corretamente.

Táxis adaptados poderão te deixar na própria Cidade do Rock. Liguei lá pra saber o preço e estão cobrando a bagatela de R$ 250,00 (ida e volta saindo do Leblon). Assim, o ingresso custou menos que isso…  Sem comentários.

 Então já viram né, enche a mochila de paciência porque o negócio é complicado.

 Acesso na Cidade do Rock:

Cadeirantes terão uma entrada diferenciada e poderão assistir aos shows a partir de um stand elevado, quando preferirem. Esse stand tem vista para o Palco Mundo e Sunset. Cada cadeirante terá direito a levar somente 1 acompanhante para o setor. No mapa dá pra ter uma idéia da distância do stand para o palco. Aconselho levar o binóculo também.

Não consegui informação sobre banheiros adaptados, mas assim que souber, coloco aqui. Aliás, se alguém tiver alguma informação bacana, nos avise que a gente coloca aqui.

Então, animados? :o))

Taxi adaptado:  http://www.especialcooptaxirj.com.br/

Link para site do evento: http://www.rockinrio.com.br/

RioCard: http://www.cartaoriocard.com.br/rockinrio/ 

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Hotel Continental – Canela RS

Teco - quarta-feira, 13 de abril de 2011 - 13:36

No final de 2010, motivado pelo Natal Luz, estive em três cidades da serra gaúcha: Nova Petrópolis, Gramado e Canela. Entrei em contato com o pessoal do blog para podermos adicionar mais essa boa opção de estadia a quem se interessar.

Para evitarmos surpresas desagradáveis, a primeira coisa que temos que fazer após definirmos para onde vamos, é pesquisar a acessibilidade do local em que ficaremos, no caso, os hotéis. Aqui no RS temos um bom portal de pesquisa, o Hagah, onde pesquisei os hotéis e pousadas da região e entrei no site de cada um (uns 30!) questionando sobre a disponibilidade de quartos adaptados próximos àquela data. Por ser uma região eminentemente turística, fiquei surpreso com as respostas, pois apenas uns 5 me responderam possuir quartos adaptados, e, destes, apenas 2 naquela semana tinham vagas. Optei pelo Hotel Continental Canela, por parecer melhor e mais barato.

Como o nome já diz, o hotel fica muito bem localizado em Canela e é muito bom e acessível a todos os ambientes. Há uma rampa que dá acesso ao bar e à piscina. O restaurante e o café da manhã possuem mesas altas e não há problemas de aproximação.

foto da rampa hotel continental

O banheiro é bem amplo, podendo uma cadeira transitar tranquilamente. O sanitário é comum com barras de apoio e tudo fica bem a mão. Há espaço suficiente para estacionar a cadeira.

Há também um chuveirinho disponível. O espelho é levemente inclinado, permitindo uma boa visualização. O lado negativo fica por conta da pia que não é vazada, tendo que nos aproximarmos pela lateral, e da torneira que poderia ser de alavanca.

O box é de um tamanho bom, apenas não gostei de um pequeno degrau de mármore branco que tem para acesso ao chuveiro, mas não chega a ter 1 cm de altura. O hotel tem uma cadeira higiênica para empréstimo.

Hotel Continental – Canela RS
Rua José Pedro Piva, 220
Bairro Centro
Cep: 95680-000
Tel: (54) 3282 5600 
Toll Free 0800 642 5600

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Porto Seguro – Minha Experiência

Christian Matsuy - sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 - 09:58

E aí? Como vai você? Tudo certo? Está de bom humor hoje? Eu não estou.

Pois é pessoal, mais um ano que começa e lá vamos nós aos posts! Afinal, alguém tem que escrever por aqui né?

Mas vou escrever meu primeiro post do ano falando da falta de acessibilidade. Geralmente preferimos promover locais acessíveis como uma forma de incentivo, mas como trata-se de uma cidade toda, o negócio é meter a boca no trombone.

Passei 15 dias em Porto Seguro, tenho parentes que moram na cidade e não foi minha primeira vez por lá.

A gente sempre acha que as coisas podem melhorar com o tempo, mas nessa cidade ocorre simplesmente o contrário. A pouca infraestrutura existente está sendo devorada por um turismo não sustentável e acima de tudo inacessível.

O único banheiro público adaptado que encontrei foi dentro do aeroporto. Como não fiquei hospedado em pousada ou hotel, não sei dizer se existem quartos acessíveis (eu creio que existam), mas nos estabelecimentos como bares, restaurantes e lanchonetes, esqueça. Se você depende de um banheiro adaptado, considere muito descartar essa cidade como destino. E não estou brincando.

Eu só conseguí ir em alguns lugares por estar acompanhado sempre, mas fico imaginando um casal, onde um dos dois seja cadeirante… Não dá. Por mais forte que seja a pessoa e que consiga tocar sua cadeira sozinho, terá muita dificuldade e passará muita raiva.

A maioria das calçadas é de pedra mosaico. São extremamente mal cuidadas e esburacadas, nos obrigando a descer o meio fio, passar a “cratera” pela rua e subir o meio fio novamente. Um descaso total da administração pública. E ô cidade para ter meio fio alto! Existem algumas esquinas com rampa (totalmente fora de padrão), mas mesmo assim na maior parte do tempo inúteis, pois os vendedores ambulantes colocam suas barracas em frente às mesmas. E você que se lasque. À noite, essas calçadas servem de estacionamento. Confesso que risquei alguns carros “sem querer”. Pô se você passou as férias lá e está com seu carro riscado, foi mal aê, beleza?

Calçadas de Porto Seguro, cheias de buracos e mal conservadas

Fiscalização de trânsito completamente omissa.

E encontrei diversos cadeirantes circulando pela cidade. Todos sendo empurrados com a cadeira empinada, pois rodinha padrão não aguenta a bronca não. Você pula que nem pipoca.

O lado positivo dessa viagem foi que minha cadeira voltou intacta, o que não aconteceu com a outra que tive. Eu não tenho mais dúvidas que a submeti aos mais rigorosos testes de resistência com essa viagem. (Aguardem meu post sobre isso!)

Outra coisa que não existe por lá é a lei da preferência em filas. A fila da balsa de Porto Seguro para Arraial D’ajuda custa 7 reais por pessoa na ida e 11 reais por veículo na volta. Pessoas com deficiência não pagam, mas não têm preferência no embarque. Isso vale para outros estabelecimentos.

O procedimento de segurança é manter sua porta destravada durante a travessia, mas de que adianta se não há espaço para abrí-la? A Capitania dos Portos devia rever esse conceito, e em caso de carro com cadeirante, devia ser respeitado um espaço mínimo de segurança, para que seja possível fazer um desembarque de emergência. Aprendi no meu trabalho (e isso já foi compravado) que a grande maioria dos acidentes poderiam ser evitados.

- “Mas Christian, por que você quer essa preferência? Além de não pagar ainda quer cortar a fila? Você é um fanfarrão!”

Sim. Primeiro por que existe a lei, segundo pelo fato de eu não conseguir suportar um calor intenso dentro do carro com o ar condicionado desligado. Você que é lesado medular entende o que eu digo, sabe que as temperaturas extremas são muito mal interpretadas pelo nosso sistema nervoso, fazendo a temperatura do corpo subir muito, podendo causar desmaios e queda de pressão. A espera pode chegar a 1 hora fácil em temporadas de verão.

Eu não estava com o menor clima para criar confusão, discutir, enfim… esperei a fila.

As lojas do centro (Passarela do Álcool), também pecam por degraus na entrada, portas estreitas, má distribuição de prateleiras e arrumação de corredores. Deixei de entrar em algumas, ou seja, eu poderia ter comprado alguma coisa, mas isso não foi possível pela falta de acesso. Ultimamente prefiro gastar meu suado dinheiro em lugares que de alguma forma prestigiem a minha presença.

Uma das principais ruas de Porto Seguro

O mesmo vale para os retaurantes e bares dessa mesma localidade, que utilizam mesas péssimas, sem exceção. Chega a ser uma situação constrangedora. E olha que eu não sou de muita frescura pra certas coisas, mas infelizmente o meu lado “Gourmet” foi abalado por esse fato. Não sei apreciar um bom prato se não estiver o mínimo acomodado. Sujei todas as minhas calças de comida na perna, pois a distância entre a mesa e eu era enorme. Muitos estabelecimentos utilizam aquelas mesas plásticas patrocinadas por algum fabricante de bebida.

A orla de Porto Seguro conta com diversos Quiosques onde geralmente as pessoas frequentam a praia utilizando-se da estrutura desses lugares (guarda-sol, cadeiras, mesas, duchas etc). Bastante complicado dependendo do lugar que você for, pois devido a areia, você terá que ser carregado do carro até o lugar onde escolheu ficar.

Mas se mesmo assim, você optar por ir a Porto Seguro, vá na Cabana Malibu (não é de nenhum parente meu, pode ficar tranquilo),  que tem um tablado na entrada onde é possível fazer o desembarque seguro, e ir até a faixa de areia por um caminho cimentado. A barraca também dispõe de lugares com muita sombra, fazendo com que você tenha opção de escolha. Foi o lugar com melhor atendimento, garçons solícitos e caso você queira entrar no mar, com certeza não faltará ajuda.

Bom… Acho que já dá para vocês terem uma boa idéia de como as coisas (não) funcionam por lá. Logo, logo, tem mais.

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Acessibilidade nos transportes

Nickolas Marcon - domingo, 19 de dezembro de 2010 - 22:31

ponte de embarque (finger)

Notícia quentinha no blog: acabou de ir ao ar no Fantástico uma reportagem abordando a acessibilidade dos meios de transporte. O foco maior foi dado para o transporte aeroviário, mostrando problemas em aeroportos e aviões.

Quem já viajou de avião sabe que um embarque tranquilo depende,  infelizmente, de sorte. Mesmo estando num aeroporto  bem equipado, que tenha pontes de embarque (fingers), é preciso ter sorte para que o avião esteja parado ao lado de uma. Também é preciso sorte para marcar o lugar na primeira fila do avião, sorte para o avião estar no horário e conseguir embarcar com tranquilidade, sorte para não precisar do banheiro durante o vôo (situação super-constrangedora)… enfim… viajo frequentemente de avião e já aprendi que rezar adianta mais do que reclamar.

cadeirante embarcando em estação tubo

Outro ponto mostrado na reportagem foi o transporte em ônibus. Apareceu um cadeirante tentando tomar um ônibus urbano em Curitiba/PR, usando as famosas “estações tubo”. Sem problemas. Eu mesmo usei esse tipo de ônibus por algum tempo quando morava naquela capital e o acesso era muito fácil.

Uma citação foi feita aos ônibus intermunicipais, que normalmente são mais altos, com apenas uma única e estreia porta de entrada. Há algum tempo eu tenho reparado que os ônibus intermunicipais mais novos têm o adesivo de acessibilidade colado na porta. Curioso sobre isso, enviei um email para a empresa Marcopolo, uma das maiores fabricantes de carrocerias de ônibus no Brasil e fabricante de alguns ônibus que eu tinha visto com o adesivo. (esclarecimento: a foto abaixo é de um ônibus de outro encarroçador, porém com acesso idêntico à maioria dos veículos).

ônibus intermunicipal com adesivo de acessibilidade

O texto do email que enviei foi o seguinte:

Tenho visto vários ônibus intermunicipais e interestaduais com o símbolo de acessibilidade, que acredito representar facilidade de acesso ao interior do veículo. No entanto, esses veículos continuam apresentando entradas estreitas e com escadas, representando grande dificuldade para pessoas com problemas de locomoção. No caso do passageiro ser cadeirante, o embarque é impossível, pois a entrada é tão estreita que impede a passagem de alguém carregando a pessoa no colo. Por que esses veículos utilizam o símbolo de acessibilidade se não há nenhuma facilidade de acesso? Que tipo de adaptações foram feitas?

A resposta da empresa foi a seguinte:

Informamos que os referidos veículos são dimensionados para atender a norma NBR 15320 (Acessibilidade de Veículos Rodoviários), e estabelece dentre muitas melhorias para a acessibilidade, a utilização de uma cadeira de transbordo especial para o translado da pessoa, da cadeira de rodas para o assento reservado no ônibus.

Pois bem. Um belo dia precisei utilizar um ônibus desse tipo para ir a um evento da empresa. O ônibus era novo e o adesivo de acessibilidade estava na porta. Fiquei empolgado para conhecer a tal “cadeira de transbordo”. Sabe o que o motorista disse?

“Que é isso, moço? Nem sei se esse negócio existe, mas nesse ônibus nunca teve. Sempre que alguém vai embarcar, carregamos no braço mesmo.”

Pois é… ainda temos muito o que melhorar…

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Floripa

Cris Costa - segunda-feira, 25 de outubro de 2010 - 14:14

Como todos estão carecas de saber, o povo do Blog adora viajar. E dessa vez meu destino foi Florianópolis. Fui para o casamento de uma amiga, e claro aproveitei pra conhecer um pouquinho da cidade. Mas foi tão pouco, que ainda no aeroporto já me dava saudades e desejo de voltar em breve pra aproveitar mais dessa cidade linda. Fiquei apaixonada pela ilha.

O Hotel no qual fiquei era bem acessível e adaptado(Jurerê Beach Village). O quarto era amplo e com banheiro adequado.

Ah sim, um pequeno parênteses: porque em nenhum hotel (pelo menos nunca vi) colocam o raio da saboneteira perto do banquinho? E o shampoo e condicionador, onde eu ponho? Ok, ninguém precisa responder. Mas tá aí algo em que podiam pensar na hora de adaptar o banheiro, né?

Voltando,  o pessoal do hotel era 100% solícito. Mas como era tudo barreiraless (sem barreira) nem precisei importunar muito os funcionários.  O hotel possuía uma rampa pra se chegar à praia, que pensei em usar pra chegar direto na água. Mas achei que a volta seria um tanto complicada e preferi não arriscar, rsrsrsrs. E fiquei olhando pro mar com cara de saudade e me lebrando da sensação deliciosa de pisar na areia molhada e dar um mergulho :O(

No único dia que tive livre, fui dar um passeio pra conhecer a cidade. Visitei  o Jurerê Internacional, que parece ser o point da galera bonita e sarada. Claro que me senti deslocada, mas não deixei de aproveitar o belo visual, fosse ele estático ou animado. Gostei muito da praia, e me pareceu a mais provável de conseguir dar um mergulho, já que a faixa de areia é bem pequena. Mas tava frio e resolvi deixar pra exibir meus bucheps em outra oportunidade.

Por ali dá pra circular tranquilo, o estacionamento, perto da praia, possui vagas reservadas e tem rampas para todos os lados. Porém, não consegui achar banheiro adaptado.

Continuando a visita, visitei um mirante com uma vista linda para a lagoa. E num final de tarde deslumbrante. Tem onde estacionar e não vi nenhuma dificuldade de chegar no mirante.

Cheguei a ir à praia Mole, mas já era tarde, o trânsito tava uó e o trecho pra chegar até a praia me pareceu bem complicado de ser ir com a cadeira. Aliás, para quem vai a Floripa é recomedável que vá de carro ou alugue um por lá. Alguns lugares são distantes e achar taxi não é fácil e como as distâncias são grandes pode ficar caro. Compensa muito estar de carro.

Cheguei a ir em alguns restaurantes, mas não consegui achar nenhum com banheiro adaptado. Porém notei que a maioria dos lugares possui rampas. Missão para uma próxima visita.

Enfim, infelizmente o passeio acabou e fiquei louca pra voltar e conhecer melhor a cidade. Mas valeu muito.  I’ll be back!

Hotel Jurerê Beach Village: www.jurerebeachvillage.com.br

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Viagem – cadeirante na casa dos outros

Christian Matsuy - segunda-feira, 11 de outubro de 2010 - 14:10

Feriado, a família quer viajar para a casa daquele parente no interior e você precisa ir junto, pois não tem ninguém para te ajudar no banho e outras coisas mais.

Alguns cadeirantes como eu, que têm um nível de comprometimento mais alto, não conseguem ficar sem a ajuda de alguém. Nesses casos, ou contrata-se um cuidador (o que não é barato) ou vai viajar junto!

Ir passar uns dias na casa de um parente, amigo ou agregado pode ser mais complicado do que se imagina. Por isso, é bom que você se programe.

Uma rápida pesquisa entre os autores do blog mostrou que não se tem o hábito de se hospedar na casa de alguém. A preferência pela estadia em um hotel foi unânime, mas sabemos que nem sempre é viável.

Essa programação vai depender do nível de dependência que cada um tem. No meu caso, que sou 99% dependente, preciso estar atento a vários detalhes, começando pela distância do lugar onde se vai. O máximo que aguento ficar são 2 horas no banco do carro. Passou disso, eu começo a suar horrores e o risco de eu “ganhar” uma escara é alto. Então, quando sei que a viagem vai ultrapassar 2 horas, coloco minha almofada da cadeira no assento do carro e está resolvido o problema.

Depois, tem que ver se haverá paradas no meio da viagem. Eu geralmente costumo parar, então isso altera toda a arrumação das bagagens no porta-malas do carro, pois é necessário que a cadeira desembarque de maneira ágil, sem ter que tirar o resto das malas do carro. Como em casa somos em 3 pessoas, minha cadeira vai sentadinha no banco traseiro, ocupando o espaço de um passageiro, mas fica super prático para fazer as paradas. As rodas vão no porta-malas mesmo, pois sempre cabem em algum lugar.

Se você não conhece a casa de quem vai te hospedar, é bom ligar e perguntar vários detalhes, pois sua viagem pode se transformar em um pesadelo. Largura de portas, dimensão do banheiro, se tem escadas/degraus… Enfim, tudo que pode te impedir de fazer alguma coisa. Um banheiro com banheira ou sem chuveirinho pode inviabilizar seu banho, ou tornar essa tarefa bem mais difícil que o habitual. De acordo com sua necessidade, pergunte até como é a cama, se o colchão é duro ou mole, se a cadeira entra no quarto (parece meio idiota isso, mas acontece com frequência). Já aconteceu da casa da pessoa não me atender e eu ter que me hospedar em um hotel. Paciência, às vezes isso acontece. Mas é claro que fica muito mais fácil conseguir um hotel se isso for planejado com antecedência. Sair à procura de um hotel na última hora é complicado.

Faça uma listinha de tudo que você necessita no seu dia a dia. (Uripen, material pra cateterismo, etc). Geralmente, essas coisas você não acha na farmácia da esquina, ainda mais em um feriado.

Depois de passar muito perrengue com com a cadeira de banho, eu comprei uma desmontável. Existem dois fabricantes aqui no Brasil que fabricam exatamente a mesma cadeira, que mesmo desmontada ocupa um espaço grande. Ainda por cima, a bolsa de transporte é vendida a parte! Quando eu não tinha uma cadeira dessas, era obrigado a despachar uma que tenho de reserva com bastante antecedência para o lugar de destino. Outra alternativa que já utilizei foi de alugar uma cadeira, o que também é bastante prático, mas dependendo do tamanho da cidade é provável que você não encontre cadeiras para aluguel. Não custa se informar com que mora no lugar para onde você vai.

cadeira de banho dobrável - bolsa vendida separadamente

Pode parecer exagero, mas dependendo de onde você for, leve também um kit reparo. O meu kit é composto de um joguinho simples de chaves que me permite desmontar a cadeira praticamente inteira, uma câmara de ar, uma bomba manual e espátulas para remoção de pneu. Você pode nem saber como se conserta um pneu furado, mas tendo tudo em mãos já facilita bastante. Também levo a uma capa da almofada de reserva.

Bom, passado tudo isso, você está pronto pra passar o feriadão fora da sua casa!

Fui! O churrasco me chama!

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Pinacoteca – SP

Cris Costa - sexta-feira, 3 de setembro de 2010 - 12:29

A Pinacoteca de São Paulo fica bem em frente ao Museu da Língua Portuguesa, na Praça da Luz.  É só atravessar a rua, que é bem tranquila. O único inconveniente são os paralelepípedos na entrada, mas como são poucos, nem é tão ruim assim. Infelizmente na entrada existe uma escada, quem é cadeirante tem que entrar por uma porta lateral. Mas nada complicado, e o guardinha da Pinacoteca, logo que vê o cadeirante chegando, já se prontifica a abrir a porta e ajudar.

O interior da Pinacoteca, além de lindo é muito tranquilo pra circular. O chão é liso e tem elevador.

Tem banheiro adaptado, mas é assim: você entra com a cadeira, mira no vaso, faz o que tem que fazer e sai de ré. Apesar da porta ser mais larga e ter uma barra, não conheço cadeira tão pequena que consiga fazer manobra ali. Só de Playmobil.

De qualquer maneira, eu adorei o lugar, é lindo, bem espaçoso e os funcionários extremamente atenciosos. Valeu muito a visita!

A entrada custa R$ 6,00 e cadeirante não paga. Ah, eles tem uma scooter disponível pra quem quiser e/ou precisar. É só pedir pro guardinha.

. . .

Pinacoteca
Praça da Luz, 2
São Paulo, SP
Telefone:  55 11 3324-1000
http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/

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Museu da Língua Portuguesa – SP

Cris Costa - quarta-feira, 1 de setembro de 2010 - 14:25

Continuando meu passeio na terra da garoa, depois de encher a pança no Mercadão fui visitar o Museu da Língua Portuguesa, que fica na Estação da Luz. O edifício é lindo e fiquei me perguntando o quanto seria acessível, já que é uma construção do século XIX. E fiquei feliz ao ver que eles adaptaram o que precisava (que era pouco), sem estragar a estrutura do prédio. Na  entrada, por exemplo, tem uns degraus e ali colocaram um elevador.  E não precisa procurar o segurança pra pedir pra chamar o outro segurança, que conhece a pessoa que guarda a chave do elevador. É só entrar e subir.

Lá dentro é bem tranquilo. Tem só uma rampa, mas uma ajudazinha (se necessário) resolve. O chão é liso, e todos os textos e telas tem altura boa, então dá pra aproveitar e ler tudo.

Até no Beco das Palavras, uma sala com um jogo etimológico interativo que permite brincar com a criação de palavras, conhecendo suas origens e significados, tem 3 mesas com diferentes alturas. Dá pra todo mundo brincar!

Ah, a entrada custa R$6,00 e cadeirante não paga. Aos sábados a entrada é gratuita.

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Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº
Centro – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3326-0775
Site: http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/

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