Handbike Blog

Fique por dentro do que rola sobre handbikes no Brasil e no mundo

Muita gente tem dúvida sobre como transferir para uma handbike, em especial os modelos de competições, colados no chão. A Invacare fez um vídeo que mostra como eu, por exemplo, faço a transferência. As primeiras vezes são um pouco complicadas, mas logo depois você pega a prática e fica fácil de fazer, como no vídeo. Só não consigo é colocar meus pés no apoio como o Matt Updike fez no vídeo. Tirando isso, é o mesmo esquema.

A UCI alterou algumas regras do paraciclismo no começo desse ano. Para nós, do handbike, as mais importantes são:

  • Aumento da distância máxima permitida para as provas de estrada: H4 – 100Km; H3 e H2 – 80Km; H1 – 60Km;
  • Aumento da distância máxima permitida para as provas de contra relógio individual: H4, H3 e H2 – 30Km; H1 – 20Km;
  • Obrigatoriedade de um homem H1 ou uma mulher H1/H2 nas provas de revezamento;

Enquanto nossa prova de estrada do campeonato brasileiro não chega a 20Km, os gringos correm 60, 70Km e ainda há brecha pra distância aumentar. :-(

 

Para baixar as regras, clique aqui (arquivo pdf em inglês).

Essa é uma das perguntas que mais recebo por aqui e pelo Mão na Roda. Muita gente interessada em começar a pedalar, por lazer e por esporte, esbarra no problema que é conseguir uma bikezinha. E agora, para felicidade geral dos cadeirudos, eu tenho uma boa resposta: COMPRA COM O DINHO!

 

Dinho é o cara por trás da Handvikn, pequena fábrica de handbikes que acabou de nascer em São José dos Campos. Pequena, recém-inaugurada, mas que está fazendo uma bike muito legal por um preço acessível. Dinho foi motivado a construir essas bikes por causa do seu sobrinho Júnior, que é cadeirante e tinha muita vontade de pedalar uma handbike. A idéia se concretizou, deu um bocado certo e logo depois foi a vez de construir uma bike para meu camarada Evandro Bonocchi! Evandrão entrou de cabeça no esporte e nas competições, então a Handvikn criou um modelo ainda mais arrojado que o original e o resultado ficou fantástico. Ainda não vi a bike pessoalmente, mas muita gente boa que conheço viu, usou e aprovou.

Chega de lero-lero. A bike da Handvikn é um ótimo modelo de lazer e para quem quer iniciar no esporte.

Maiores informações, entrar em contato diretamente com o pessoal da Handvikn: www.handvikn.com.br

 

E se você está meio apertado de grana, saca só: o blog do Jairo tá com uma promoção fantástica que vai premiar o vencedor com uma bike da Handvikn e mais outras 20 pessoas com descontos para aquisição de bike.

Estou em Baie-Comeau, uma cidadezinha no nordeste do Canadá. Nunca tinha ouvido falar do lugar até definirem a sede do campeonato mundial de ciclismo paraolímpico de 2010, e agora, 36h de viagem depois,  entendi um pouco o porquê.

A aventura começou às 10h de segunda-feira, no Rio de Janeiro, quando o sogrão Ugo me pegou em casa para levar ao aeroporto. Handbike não cabe em qualquer lugar, e só com disposição dá para colocar o trambolho dentro de um carro. Rumamos ao Galeão e lá chegando eu, devidamente uniformizado com a roupa da delegação e uma handbike à tiracolo, chamava atenção. Foi muito legal escutar os incentivos de várias pessoas que nunca vi na vida e ficavam surpresas e admiradas quando eu contava que estava indo representar o Brasil no Mundial do Canadá. Vibe boa demais!

Despedida do sogrão e vôo tranqüilo para São Paulo, onde encontraria com o restante da seleção. Durante o vôo, conheci ainda Sandro “Sadan”, ciclista fera e gente fina. Sadan é piloto de uma tandem (bicicleta para duas pessoas)  e faz dupla com Paulo Cardoso, que é cego e também está indo para o Canadá representar o Brasil. Conversamos um bocado sobre bikes, campeonatos e expectativas.

Logo ao desembarcar em Guarulhos encontramos com outros membros da delegação. O resto da galera foi chegando, batendo papo e se entrosando. Já conhecia todos do último campeonato brasileiro, mas ainda não tinha tido oportunidade de conhecer o pessoal mais a fundo. Como diria Romolo Lazzaretti, chefe da delegação, Tutti Bonna Gente.

Mofamos um pouco em Guarulhos até embarcar rumo à Toronto, e o resto vai no próximo post.

A Lasher Sports, que fabrica ótimas (e caríssimas!) cadeiras acabou de lançar uma handbike para trilhas, a All-Terrain Handcycle. A bike, feita para quem quer pedalar por trilhas acidentadas parece bem divertida, mas na minha opinião carece de uma boa suspensão e também de tração traseira. Subir em terreno escorregadio com tração dianteira não deve ser nem um pouco fácil…

E quanto custa a brincadeira? A partir de U$ 4.995. Haja verdinha!

Muita gente manda e-mail pro blog perguntando onde comprar uma handbike, quais são os fabricantes, qual o preço etc. O grande problema é que quase não existem fabricantes dessas bikes aqui no Brasil, mas vou compartilhar com vocês o que eu sei.

  • SATIERF: É uma pequena empresa do Rio Grande do Sul que fabrica equipamentos para pessoas com deficiência. Quem toca a empresa é Claudio Freitas e ele fabrica handbikes artesanalmente. O custo da bike está em torno de R$ 2 mil. Prazo de entrega em torno de 2 meses.
  • Fábio Costa: autor do blog Handbike Brasil, Fábio fabricou sua própria bike e também fabrica para outras pessoas. Está sediado em São Paulo e o preço da bike está em torno de R$ 2,8 mil reais. O prazo de entrega também gira em torno de 2 meses.
  • ORTOMIX: É o maior dos fabricantes e “herdou” os produtos da finada Tokleve. Produz uma handbike bem simples e sem marchas. Prazo de entrega de 4 meses e preço em torno de R$ 4,5 mil.
  • ORacing: Andrés Lopez, que é piloto de parakart, está representando no Brasil as handbikes da empresa espanhola ORacing. São excelentes bikes para quem quer competir e se classificar entre os primeiros.
  • Classificados de handbikes: volta e meia algum handbiker quer vender seu equipamento, seja para trocar por um melhor, ou porque não está mais usando a bike. Aqui no blog temos uma seção de classificados com bikes zero quilômetro e usadas. Confiram!

Para quem quiser ver fotos e mais detalhes dos modelos, basta clicar nos links! E se souberem de mais alguém que esteja fabricando ou vendendo handbikes por aqui, me avisem!

Em 2010, a tradicional Meia Maratona do Rio trará como novidade a premiação em dinheiro para atletas de handbike. Isso mesmo que você leu! Pela primeira vez, uma prova da modalidade terá premiação em dinheiro aqui no Brasil. Serão R$ 700, R$ 350 e R$ 200 para o primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente, tanto na categoria masculina quanto na feminina.

Bom, não? Mas não é só isso. As outras categorias de pessoas com deficiência também receberão a mesma premiação, só que para a prova de Maratona.

Mais informações em http://www.maratonadorio.com.br/deficientes.html

Meia Maratona do Rio
Distância: 21Km
Data: 18/07/2010
Largada: 07:00h, na Praia do Pepê
Chegada: Aterro do Flamengo

Conhecem o Krankcycling? É a versão “handbike” do Spinning e o sonho de todo cadeirante que quer fazer exercício aeróbico em uma academia. Também conhecido como Kranking, foi inventado pelo mesmo cara – Johnny G – que inventou o Spinning. A idéia surgiu quando ele teve um problema na perna que o impediu de pedalar. Para manter as atividades físicas, se inspirou nas handbikes (ele mesmo afirma isso!) e criou o tal Krankcycle.

O mais maneiro é que o Krankcycle já é feito para ser usado por pessoas com e sem deficiência. Se um cadeirante quiser, é só remover o banco da máquina e entrar com sua cadeira. Mais detalhes estão na matéria da revista.

Agora o negócio é convencer o dono da academia a comprar um equipamento desses! Muito bom para fazer o aquecimento antes de malhar ou então dar uma pedalada em um dia de chuva.

É, galerinha… Tá chegando a hora!

O Campeonato Brasileiro desse ano foi confirmado! Será mesmo em Brasília, dos dias 25 à 27 de junho.

As provas serão realizadas no Autódromo Nelson Piquet, e no contra-relógio as handbikes darão uma volta no circuito, que tem 5,4 Km de extensão. Na prova de estrada, será utilizado o anel externo do autódromo, com 3.000 metros. Serão 5 voltas, num total de 15 Km.

O esquema será o mesmo da Copa Brasil que rolou em Caraguatatuba, com hospedagem e transporte da rodoviária e do aeroporto ao hotel bancados pela CBC. Os atletas podem fazer a inscrição como avulsos ou então através dos seus clubes – o que dá direito a concorrer ao Bolsa Atleta.

Fiquem ligados, pois as inscrições devem ser feitas até o dia 18 de junho!

Circuito da prova Contra-Relógio - 5,4 Km

Circuito da prova de estrada - 3 Km

Download da ficha de inscrição (Arquivo Excel – 827KB)
Download do Regulamento (Arquivo PDF – 104KB)

Essa semana foi “braba”… O campeonato brasileiro se aproxima e estou dando aquele gás final e o tempo não tem colaborado. Está chovendo direto, e treinei dois dias na chuva. No terceiro, parti pro rolo. Vai que eu fico gripado?

E estou seguindo a planilha de treinos do meu carrasco treinador, o Fábio. Treinos intervalados, alternando ritmos leves, fortes e moderados. O leve, não preciso dizer que é uma delícia. No moderado, também dá para apreciar a paisagem, rodar bastante e ainda bater um papo se tiver alguém do lado. Mas na hora do forte, putz grila…

O treino forte é a hora do sofrimento. O coração batendo 170, 180 vezes por minutos, os braços doendo e você fazendo um esforço fodido para vencer o ar. Se der mole, ainda tem vento para atrapalhar. Mas o maldito é necessário para quem quer melhorar a performance, e nisso todos concordam.

Agora imaginem juntar treino forte, chuva e ventro contra? Você lá se matando e a bike não passa dos 25Km/h! Nessas horas, dá vontade de desistir e voltar para casa. Sentar no sofá, comer um doritos, beber coca-cola e ver um filme com a Bianca.

Mas para minha sorte tem um momento no treino em que o corpo começa a reagir. Deve ser a tal da endorfina, que dá uma sensação de prazer danado e estímulo para pedalar por mais um bom tempo. O sofrimento vai emboara e é só alegria :)