Estou em Baie-Comeau, uma cidadezinha no nordeste do Canadá. Nunca tinha ouvido falar do lugar até definirem a sede do campeonato mundial de ciclismo paraolímpico de 2010, e agora, 36h de viagem depois, entendi um pouco o porquê.
A aventura começou às 10h de segunda-feira, no Rio de Janeiro, quando o sogrão Ugo me pegou em casa para levar ao aeroporto. Handbike não cabe em qualquer lugar, e só com disposição dá para colocar o trambolho dentro de um carro. Rumamos ao Galeão e lá chegando eu, devidamente uniformizado com a roupa da delegação e uma handbike à tiracolo, chamava atenção. Foi muito legal escutar os incentivos de várias pessoas que nunca vi na vida e ficavam surpresas e admiradas quando eu contava que estava indo representar o Brasil no Mundial do Canadá. Vibe boa demais!
Despedida do sogrão e vôo tranqüilo para São Paulo, onde encontraria com o restante da seleção. Durante o vôo, conheci ainda Sandro “Sadan”, ciclista fera e gente fina. Sadan é piloto de uma tandem (bicicleta para duas pessoas) e faz dupla com Paulo Cardoso, que é cego e também está indo para o Canadá representar o Brasil. Conversamos um bocado sobre bikes, campeonatos e expectativas.
Logo ao desembarcar em Guarulhos encontramos com outros membros da delegação. O resto da galera foi chegando, batendo papo e se entrosando. Já conhecia todos do último campeonato brasileiro, mas ainda não tinha tido oportunidade de conhecer o pessoal mais a fundo. Como diria Romolo Lazzaretti, chefe da delegação, Tutti Bonna Gente.
Mofamos um pouco em Guarulhos até embarcar rumo à Toronto, e o resto vai no próximo post.
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