Christian Matsuy - quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 - 11:56
Dia 04 de Dezembro acontecerá em São Paulo, a sétima edição da passeata do Movimento Superação, em comemoração ao dia internacional da pessoa com deficiência.
Já é o segundo ano que a passeata ocorre nesse trajeto, que inicialmente em edições anteriores era feita na Avenida Paulista.
O Movimento SuperAção surgiu da união de jovens com e sem deficiência que sentiram a necessidade de alertar a sociedade sobre a importância da inclusão das pessoas com deficiência em seu mecanismo social.
Apesar do Brasil ter um amplo leque de leis que asseguram os direitos dessa parcela da população, essas leis não são cumpridas, segregando as pessoas com deficiência do contexto social do País.
Historicamente, o evento surgiu com a proposta de reivindicar a pauta das pessoas com deficiência e de seus direitos. Entretanto o intuito maior é alertar a todos sobre a importância do reconhecimento e da inclusão desta população de pessoas com deficiência, respeitando e construindo uma cultura de respeito às diferenças.
Esse movimento representa mais de 14,5% dos brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2000, IBGE), que por não terem as mesmas condições das pessoas sem deficiência, como poder sair às ruas e circular com liberdade e autonomia para todo e qualquer lugar, são muitas vezes uma “população invisível”, marginalizada pela falta de acessibilidade. Conscientizar e sensibilizar a população acerca da necessidade da participação de todos no processo de inclusão, da promoção de acessibilidade e da garantia dos direitos das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, ou seja, efetivamente incluir as diferenças em defesa dos direitos humanos.
*fonte: Divulgação Movimento Superação
Participe!
Eduardo Camara - segunda-feira, 29 de novembro de 2010 - 09:36
Quem ficou cadeirante no meio da vida sabe o desespero que é correr atrás de informações para conseguir entender um pouquinho melhor o que aconteceu e como o corpo vai funcionar dali em diante. Da mesma forma, conhecer a história de outras pessoas que passaram pela mesma situação também é muito importante para enxergar que há vida após a cadeira de rodas.
Hoje em dia a Internet facilita muito essa busca, tanto pela existência dos blogs e sites sobre o assunto quanto pela possibilidade de conversar com outros cadeirantes mais experientes em qualquer lugar do Brasil e do mundo. Ainda assim, há livros que contam histórias muito interessantes e que valem a pena ser lidos. Fiz uma lista de alguns que já li, com um pequeno resumo, e quem tiver outras dicas coloca aí nos comentários!
Feliz Ano Velho (Marcelo Rubens Paiva)
Esse é o clássico dos livros sobre cadeirantes. Como quase todos os outros livros sobre o assunto, é autobiográfico e conta a história do autor, que ficou tetraplégico durante a época da faculdade. A história se passa há 30 anos atrás, quando a reabilitação era ainda mais dura do que hoje em dia, mas conta com detalhes como é a volta para casa, o relacionamento com amigos, família e namoradas. Impossível não se identificar com alguma coisa… É um ótimo livro, vendeu pra chuchu e criou uma legião de fãs para o Rubens Paiva. Já tinha lido na época de andante e li novamente como cadeirante. Altamente recomendado!
Revolução Sexual Sobre Rodas (Fabiano Puhlman)
É um livro mais técnico, escrito pelo psicólogo Fabiano Puhlman, que é cadeirante. Não conta a história de vida do autor, mas fala sobre situações vividas por algumas pessoas. O livro é elogiadíssimo por terapeutas, mas eu não gostei tanto. Talvez pela abordagem distanciada, ou porque o li quando já tinha descoberto a maior parte das informações sobre o assunto. Na minha opinião, a ficha cai melhor quando a gente se identifica com a história e os personagens.
Minha Profissão É Andar (João Carlos Pecci)
Conta a história do irmão menos famoso do Toquinho. Dizem que o autor é gente finíssima – não o conheço pessoalmente -, mas o livro é chaaaato pra chuchu. No livro, o autor tem uma obsessão danada por andar com aparelhos e de repente serve como fonte de inspiração para quem tem o mesmo objetivo. Pra mim, a leitura foi uma tortura e só completei porque, assim como o autor tinha obsessão por andar, eu tinha por conseguir informações sobre reabilitação e lesão medular. Recomendo apenas para os igualmente obsessivos.
Velejando a Vida (João Carlos Pecci)
Segundo livro do Pecci, que conta a história dele tentando engravidar a mulher. Ok, resumi demais. Mas basicamente é isso aí mesmo. Achei melhor que o “Minha profissão…” e é um livro interessante para quem é lesado medular e está planejando ter filhos, mas não fala quase nada sobre a primeira fase da reabilitação.
No Silêncio do Sexo (Ricardo Marcondes)
Quando li esse livro, adorei! Tinha conhecido o autor – um sujeito pra lá de carismático – em um curso no CVI do Rio e corri atrás do meu exemplar. O livro aborda o sexo antes e depois da lesão de uma forma natural e sem pudores com a qual me identifiquei de imediato. Claro que eu sou muito menos canalha e galã do que o autor, mas vivi várias das situações relatadas no livro. A primeira ida dele ao motel é um clássico! Recomendo, principalmente para os homens.
Na Minha Cadeira ou na Tua (Juliana Carvalho)
Last, but not least, o livro da Ju. É o mais recente de todos esses e muito, muito atual. Ju é uma menina fantástica e conta sua história sem dar voltas, indo direto ao ponto. Fala sobre o começo da vida de cadeirante, a reabilitação, os namoros, sexo, trabalho, família e tudo mais. Para quem quer ter uma idéia de como é o livro, basta ler o blog da autora, que também apresenta um programa na TV Assembléia do RS. Recomendadíssimo para as meninas e também para os mais jovens!
E você, já leu algum desses livros? Dê sua opinião!
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Quebra de Script (Thomaz Magalhães)
Lembrei que também tinha lido esse livro após o comentário da Juliana Oliveira aqui no post. O Quebra de Script conta a história de Thomaz Magalhães, um empresário bem sucedido que virou cadeirante após cair do cavalo (literalmente). O livro é bastante focado na questão da superação e o autor faz um paralelo da sua reabilitação e determinação com o mundo dos negócios. Ele parece uma pessoa fantástica (fiquei com vontade de conhecê-lo), mas eu diria que o livro é mais sobre negócios e religião – Thomaz é um católico pra lá de dedicado – do que outra coisa. “Quebra de Script” pode ser bem interessante para quem busca apoio na fé, mas não me identifiquei com a história.
Christian Matsuy - quarta-feira, 24 de novembro de 2010 - 09:01
Hoje iremos falar desses dois pneus, o Primo V-Trak (que já utilizei) e outro que estou usando, e o Eduardo também já usou que é o Schwalbe Marathon Plus.
Pode parecer “frescura”, mas nunca achei que os pneus certos iriam influenciar tanto no toque da cadeira. Esse tipo de detalhe, quando se tem a mobilidade e força ultra-reduzidas, ganha mais destaque ainda.
Desde sempre eu usei os pneus nacionais estilo “pipoqueiro” (denominação dada pelo Nickolas, se referindo aos mesmos pneus dos carrinhos de pipoca). São eles que equipam 99% das cadeiras nacionais, há cerca de dois anos que os fabricantes nacionais começaram a oferecer outros tipos de pneus, importados da China.

diferença de altura no perfil
Esse tipo de pneu tem as medidas de 24 x 1.3/8 de polegadas e a calibragem deles dependendo da marca fica na casa dos 35 a 50 psi. Eles têm desenho para terrenos mistos. Lembrando que esse pneu é um “padrãozão” e não foi feito para uso específico em cadeiras de rodas. Os pneus específicos tem as laterais lisas e sem coisas escritas em relevo, para diminuir o atrito e não machucar as mãos. Não existem pneus nacionais específicos para uso em cadeira de rodas.
O que não imaginava é que eles fossem pesados, cerca de 450 gramas cada. Outra desvantagem é que amarelam com muito pouco tempo de uso. A baixa pressão suportada também interfere diretamente na força que se faz para tocar a cadeira, quando comecei a usar os Primo de 100 psi, foi uma diferença considerável. Percebi que o tempo de inércia era maior, ou seja eu dava um toque e até a cadeira parar, o espaço percorrido era quase o dobro!

perfil um centímetro mais baixo - notável na imagem
Outro fator que com certeza influencia nisso é o lance de ser um pneu slick (careca) e ter a medida de 24 x 1 polegadas. A ausência de desenho na banda de rodagem gera um atrito menor, ajudando na inércia. Mas aí começa a desvantagem dele.
Quando a pessoa é tetra e toca a cadeira apenas em lugares planos e lisos, isso funciona perfeitamente. Mas quando passamos para a realidade de um cadeirante ativo que roda nas ruas e calçadas, onde se encara chuva, e desníveis ou ainda subidas em pisos muito lisos, isso faz uma falta danada! Girar a roda em falso pode até te derrubar da cadeira.
Outra desvantagem que chamou a atenção, foi o fato do pneu ser um centímetro mais baixo que os demais, esse centímetro a menos me gerou uma baita dor nas costas, pois a minha cadeira não tem regulagem de altura e as mesas daqui de casa, idem. Na mesa do serviço eu conseguí acertar a altura através dos pés da mesa giratórios. O perfil baixo também deixou os pinos do aro de impulsão muito próximos do chão, fazendo-os bater em algumas imperfeições do solo.

pino do aro de impulsão muito rente
E tem mais, percebi que o pneu gasta muito rápido e dura em média 6 meses nas mãos de um cadeirante ativo. Só que esse pneu pesa apenas 190 gramas, e custa barato (média de 30 dólares o par).
Resumindo, no começo gostei, depois comecei a achar ruim, mas no final das contas, achei um pneu de bom resultado, levando em conta o preço e a facilidade no toque da cadeira que ele me proporcionou. Talvez hoje eu voltasse a usá-los novamente.
Mas como não paro quieto com esse negócio de cadeira, acabei trocando pelo Marathon Plus, um pneu bastante utilizado lá fora, de origem alemã, totalmente preto (o que achei interessante, pois estava enjoado dos cinzas).

detalhe da lateral e da banda de rodagem
O Marathon se comporta bem diferente do Primo, tem um perfil mais alto, pode ser calibrado de 85 a 145psi e tem desenho na banda de rodagem. As laterais também são lisas e é um pneu específico para uso em cadeiras de rodas. O nomes escritos em branco nas laterais são estampados e não têm relevo. Esses dois fatores (calibragem + altura do pneu) dão uma flexibilidade boa, pois pode-se rodar com ele mais vazio priorizando a aderência e amortecimento, ou deixar bem cheio para rodar mais leve.

o Marathon Plus é macio, aderente e não deixa marcas
O Marathon Plus tem um diferencial básico que é a proteção anti-furos. Essa camada azul interna de uma borracha especial dá uma boa proteção para preguinhos, cacos de vidro e outras coisas que geralmente acabam furando os pneus. Feito de um composto bem macio, dá uma aderência muito boa e por ter um perfil maior que o Primo, se comporta bem nos terrenos acidentados, como por exemplo as calçadas de pedra mosaico.
Ele não resseca, nem abre fissuras. Mesmo com muita exposição ao sol. O que é muito típico nos pneus padrão.
A vida útil desse pneu é de mais de 1 ano para cadeirantes ativos, geralmente duram um pouco mais. Estou utilizando há mais de 6 meses e estão praticamente novos (ando muito pouco na rua).
Outra coisa bem legal desse pneu é que ele não deixa marcas no piso e paredes, fica apenas a trilha da poeira, isso não tem jeito. Mesmo assim, ele não agarra tanta poeira na rua.
Olhando na foto dá a impressão de ser um pneu comum igual a de qualquer carro ou bicicleta, mas o composto utilizado pela Schwalbe é bem diferente. Eu não conseguií descrever com palavras com o que se parece nem achar nada igual pra comparar.
Mas esse modelo tem seus inconvenientes também, e um deles é o peso. Quase 500g cada! E custam caro. Em média, 90 dólares o par. Ainda não vi à venda aqui, mas seu irmão RightRun já pode ser encontrado com certa facilidade apesar do preço alto. Esse modelo de pneu está sendo testado pelo blog e assim que completarmos nossos testes publicaremos uma análise deles. Aguardem! Mantenha a calibragem correta de seus pneus. Isso ajuda na conservação e na facilidade do toque da cadeira.
Christian Matsuy - segunda-feira, 22 de novembro de 2010 - 09:39
Dessa vez avaliamos uma churrascaria rodízio, um tipo de restaurante que tem muito em São Paulo, assim como as pizzarias. A Grill Hall Prazeres da Carne é 100% acessível.
É uma churrascaria top de linha, mas com esse lance de sites de compra coletiva que estão pipocando, conseguí um desconto bastante razoável. Então fique esperto e não perca essas oportunidades de se comer bem, por um preço justo.
Na entrada há um local coberto e plano que é perfeito nos tranferirmos para a cadeira. O local tem estacionamento com manobrista e não cobrou pelo serviço.
Existe uma pequena rampa de acesso até ao hall de entrada e a porta de vidro é automática, ninguém precisa abrí-la pra você.

rampa de acesso e porta automática ao fundo
O salão é amplo as mesas são bem espaçadas, creio que foi um dos estabelecimentos visitados que oferece o maior vão livre entre as mesas, o que facilita a ida até o buffet não importando em qual mesa esteja ocupando.
As mesas têm um sistema de pés que impede que você fique centralizado em relação ao tampo, é necessário que você faça uma aproximação puxando para um dos lados, assim a distância entre a cadeira e o tampo ficam adequados. Se você estiver em uma turma de 4 ou mais peça para ficar em uma mesa redonda, daí não há problemas. Ahh se você juntar duas mesas quadradas também fica tranquilo para entrar embaixo da mesa com a cadeira.

mesas e buffet ao fundo
O buffet também tem uma disposição que não impede a circulação da cadeira e é tranquilo para ir e vir sem atrapalhar os demais que estão se servindo. O balcão do buffet poderia ser mais baixo, para se servir de algumas coisas é necessária uma ajuda, mas sempre tem alguém pra fazer isso, nem precisa pedir.

banheiro adaptado independente do comum
O banheiro adaptado fica em frente aos normais e permanece trancado, mas em menos de 2 minutos abriram sem maiores problemas. Amplo e limpo, tudo dentro dos conformes.
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Rua Pedro de Toledo, 1361
Vila Mariana (Ver no Google Mapas)
Fone: (11) 5572-0018
Christian Matsuy - quinta-feira, 18 de novembro de 2010 - 10:03
Na última semana o
blog completou três anos de existência!
Com mais de 500 posts, uma comunidade no Orkut que já ultrapassa os mil membros, caminhando nessa mesma “vibe” no Facebook também, fora nosso Twitter que nos ajuda a espalhar os posts para outras pessoas.
São por esses meios que tentamos responder e esclarecer todas (ou quase todas) as dúvidas que nos chegam diariamente.
Gostaríamos de agradecer imensamente a todos os nossos leitores (que muitas vezes nos sugerem pautas), pois é a audiência e participação de vocês que nos dá o ânimo necessário para continuarmos pruduzindo um conteúdo original, imparcial e de qualidade. A vocês, o nosso muito obrigado!
Tentamos mostrar nesse tempo, que apesar das pesquisas estarem avançando, nossas vidas continuam. E o tempo passa rápido, mais do que vocês possam imaginar. E é por isso que usamos a frase ”o guia de sobrevivência do cadeirante cidadão“, que quer ter seus direitos respeitados, poder trabalhar, circular pelas ruas, namorar, enfim… queremos mostrar que é possível levar uma vida plena, apesar dos obstáculos, sejam eles quais forem.
E só podemos melhorar as coisas se mostrarmos que elas estão erradas e elogiarmos quando estão corretas! É através do Mão na Roda que expomos tudo isso, de uma maneira descontraída e numa linguagem que acreditamos ser para todos.
Parabéns Mão na Roda!
E que venham muitos anos de vida pela frente!
Nickolas Marcon - quarta-feira, 17 de novembro de 2010 - 02:46

Nickolas no Congresso: cadê a acessibilidade?
Uma matéria no site da Folha publicada ontem me deixou mais esperançoso: pela primeira vez teremos três deputados cadeirantes num mesmo mandato da câmara federal: Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rosinha da Adefal (PT do B-AL) e Walter Tosta (PMN-MG). Mara Gabrilli foi inclusive apoiada pelo blog nas últimas eleições.
Pelos relatos da reportagem (com fotos do Jairo, do blog Assim Como Você), os problemas já começaram a incomodar os futuros deputados. É claro que eles, por já serem cadeirantes, sentem na pele as principais limitações de nossas cidades. Só que agora serão três parlamentares liderando a defesa de leis para melhorar a acessibilidade em nosso país, além dos vários outros que não são cadeirantes mas se comprometeram com essa pauta em suas campanhas.
Cabe a nós, eleitores, fazer valer nosso voto e cobrar ações efetivas dos eleitos. Será que agora vai?
Christian Matsuy - segunda-feira, 8 de novembro de 2010 - 09:05
São Paulo e pizza são coisas inseparáveis. E estávamos devendo aos leitores do blog uma dica de rodízio de pizza 100% acessível. Em todos os sentidos inclusive no preço. Avaliamos o Charles Pizza Grill um dos rodízios de pizza mais conhecidos da capital bandeirante.
Desde sua inauguração conta com recursos de acessibilidade, rampa na entrada com inclinação adequada para que o cadeirante suba sozinho, banheiro adaptado no andar térreo e bom espaço para circulação.
Estacionamento não coberto em frente ao restaurante grátis, pode-se optar pelo serviço de Valet por 6 reais que pode ser pago junto com a conta na mesa.
Essa pizzaria trabalha em sistema de rodízio, o que a diferencia, é que são servidos vários petiscos antes das pizzas começarem a rodar no salão, como fritas, polenta, mandioca, cebola, bolinho de bacalhau, pasteizinhos, franguinho frito e outras coisas! São mais de 30 tipos de pizza no rodízio.

rampa de acesso da entrada - ótima inclinação
Preço honesto, R$29,90 por pessoa. O salão tem capacidade para atender 600 pessoas. A casa tem um respeito com a lei da preferência e procura acomodar os cadeirantes e idosos nas mesas mais próximas da extremidade, assim você tem liberdade de circular sem esbarrar ou pedir licença pra ninguém.

As mesas não são das melhores devido ao formato do pé, mas se você ocupar o lugar de duas pessoas, é possível aproximar a cadeira de maneira confortável.

Banheiro amplo, de fácil acesso e não fica trancado. Tudo muito limpo.
É um lugar que literalmente “bomba” após às 20h, a probabilidade de se encarar uma espera após esse horário é grande, chegar um pouco antes e ficar batendo papo na mesa é uma boa opção. É um lugar perfeito para confraternizações e aniversários . Consulte o restaurante e faça sua reserva nesses casos.
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Charles Pizza Grill (rodízio)

Av. José Maria Whitaker, 1785
Saúde (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 5585-9000
Funcionamento:
Domingo à Quinta das 18:30 às 00h
Sextas e Sábados das 18:00 às 01h
Preço: 40 Reais por pessoa
Cris Costa - sexta-feira, 5 de novembro de 2010 - 07:25
Outro dia tava pensando (sim, as vezes isso acontece) no quanto as coisas melhoraram desde o meu acidente. Quando digo “as coisas” estou falando de acessos, equipamentos e facilidades em geral. Lá se foram quase 12 anos e pra quem não se lembra ou não conheceu, o mundo sem internet era bem diferente. Logo após o meu acidente, fiquei um bom tempo sem poder fazer muita coisa. E teria sido bem útil se a internet fosse o que é hoje. Além de não ter tantos sites bacanas como hoje (nem tinha o Mão na Roda, hehehhe), estou falando de uma internet que era discada. Alguém se lembra disso? Pois é, era lento e caro ficar conectado muito tempo. Uó!
Hoje, agradeço todos o dia a Nossa Senhora das Conexões por facilitar a vida de todos. Compras on-line são uma benção. Nem me preocupo mais com farmácia. Entro no site, escolho, pago e quando chego em casa, tá tudo lá. Isso vale também pra supermercado e “otras cositas mas”. A compra pela internet facilita muito. O que não quer dizer que os locais não tenham que ser acessíveis. É apenas mais uma opção.
Também tinham pouquíssimos lugares adaptados. Me lembro de… Um!!! Loucura, né? Ok, hoje deve ter uns dez, mas fazendo uma análise estatística é um aumento de 1000%. É um avanço e tanto, vai! A quantidade de ônibus na rua também aumentou consideravelmente. Não vou entrar no mérito se funciona ou não. Mas tem. A quantidade de rampas também aumentou. Empregos então, nem se fala. Assim que comecei a procurar emprego, me lembro bem que a opção de vagas para deficientes era única: atendente de telemarketing. Hoje já se vê uma variedade bem maior de cargos oferecidos. E os cinemas… Ah, melhoraram muito! A única sala que tinha era a do Cinemark, e vamos combinar que a rede merece o prêmio “toma vergonha na cara e adapta direito”. Colocar qualquer pessoa isolada numa sala, lá na frente no pescoção não é ser acessível, é ser… Bom deixa pra lá. Tem outras salas de cinema bem adaptadas por ai.
Mas se tem algo que não melhorou, foram as cadeiras nacionais. A Tokleve M foi a melhor nacional que eu tive e nem existe mais. Teoricamente alguns modelos melhoraram, mas vejo muita reclamação por ai, principalmente no que diz respeito a qualidade. E vamos combinar né, cadeira de rodas tá longe de ser supérfluo. É um produto no qual o consumidor precisar confiar. Mas enfim, quem sabe um dia melhora. Tá bom, tá bom, não vou ficar aqui choramingando. Mas que podia melhorar, podia.
Num geral, estamos caminhando. Se pensarmos no tanto que as coisas melhoraram nos últimos anos, dá até uma boa expectativa pra os próximos. Como será que as coisas vão estar daqui há 10 anos? Alguém arrisca?
Christian Matsuy - segunda-feira, 1 de novembro de 2010 - 12:02
Recebemos essa dica de local acessível da leitora aqui do blog Gabriele Talaia, que ao ver as recentes publicações de locais acessíveis em São Paulo, fez a sua contribuição, indicando um lugar diferente mas nem por isso sem acessibilidade!
Estamos falando do Solo Sagrado, uma grande área às margens da represa de Guarapiranga na zona sul de Sampa.
Atualmente, o Solo Sagrado vem sendo utilizado por diversas instituições públicas, privadas e religiosas, que realizam eventos e cerimônias, aproveitando as modernas instalações e recursos, assim como a maravilhosa atmosfera do local, que torna as atividades bastante agradáveis.
Ele é um parque da Igreja Messiânica, e está aberto para visitação de grupos de quarta à domingo, e o agendamento para grupos de visita é feito de terça à domingo através do site www.solosagrado.org.br. A entrada é de graça.

lago de carpas
Dentro do Solo, existem duas lanchonetes (com mesas reservadas para pessoas com deficiência, o que é bem útil quando ele está lotado), os banheiros são totalmente adaptados e bem largos, e por todo o Solo temos rampas (aliás, quase não existem degraus).

mesas reservadas garante o acesso mesmo em dias lotados
Caso precise de alguma ajuda (desde empurrar a cadeira em uma subida à informações) os funcionários estão por todas as partes e são extremamente simpáticos. Há um estacionamento principal logo na entrada, mas dependendo da necessidade e da parte que você queira ir, existem várias vagas dentro do parque mesmo (exemplo: perto do altar, da lanchonete…).

banheiro adaptado do Solo Sagrado
Ah, e uma dica: não se esqueça de levar garrafinhas para água, e de passar muito protetor solar. Quando está calor, o sol lá é realmente forte, e no frio, é bom levar blusas extras, porque venta muito.
É recomendado não ir aos domingos, porque é o dia mais cheio e fica difícil de aproveitar tudo com a multidão que aparece por lá. Apesar de ser um parque, existem algumas regras a serem seguidas, como não andar de skate, bicicleta, empinar pipa e andar em trajes de banho, no site deles há todas as regras e dicas. É um lugar muito interessante para sair da rotina do stress urbano.
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Solo Sagrado de Guarapiranga
Estrada do Jaceguai, 6567
Parelheiros (ver no Google Mapas)
(11) 5970-1000
Cris Costa - segunda-feira, 25 de outubro de 2010 - 14:14
Como todos estão carecas de saber, o povo do Blog adora viajar. E dessa vez meu destino foi Florianópolis. Fui para o casamento de uma amiga, e claro aproveitei pra conhecer um pouquinho da cidade. Mas foi tão pouco, que ainda no aeroporto já me dava saudades e desejo de voltar em breve pra aproveitar mais dessa cidade linda. Fiquei apaixonada pela ilha.
O Hotel no qual fiquei era bem acessível e adaptado(Jurerê Beach Village). O quarto era amplo e com banheiro adequado.
Ah sim, um pequeno parênteses: porque em nenhum hotel (pelo menos nunca vi) colocam o raio da saboneteira perto do banquinho? E o shampoo e condicionador, onde eu ponho? Ok, ninguém precisa responder. Mas tá aí algo em que podiam pensar na hora de adaptar o banheiro, né?

Voltando, o pessoal do hotel era 100% solícito. Mas como era tudo barreiraless (sem barreira) nem precisei importunar muito os funcionários. O hotel possuía uma rampa pra se chegar à praia, que pensei em usar pra chegar direto na água. Mas achei que a volta seria um tanto complicada e preferi não arriscar, rsrsrsrs. E fiquei olhando pro mar com cara de saudade e me lebrando da sensação deliciosa de pisar na areia molhada e dar um mergulho :O(

No único dia que tive livre, fui dar um passeio pra conhecer a cidade. Visitei o Jurerê Internacional, que parece ser o point da galera bonita e sarada. Claro que me senti deslocada, mas não deixei de aproveitar o belo visual, fosse ele estático ou animado. Gostei muito da praia, e me pareceu a mais provável de conseguir dar um mergulho, já que a faixa de areia é bem pequena. Mas tava frio e resolvi deixar pra exibir meus bucheps em outra oportunidade.

Por ali dá pra circular tranquilo, o estacionamento, perto da praia, possui vagas reservadas e tem rampas para todos os lados. Porém, não consegui achar banheiro adaptado.

Continuando a visita, visitei um mirante com uma vista linda para a lagoa. E num final de tarde deslumbrante. Tem onde estacionar e não vi nenhuma dificuldade de chegar no mirante.

Cheguei a ir à praia Mole, mas já era tarde, o trânsito tava uó e o trecho pra chegar até a praia me pareceu bem complicado de ser ir com a cadeira. Aliás, para quem vai a Floripa é recomedável que vá de carro ou alugue um por lá. Alguns lugares são distantes e achar taxi não é fácil e como as distâncias são grandes pode ficar caro. Compensa muito estar de carro.
Cheguei a ir em alguns restaurantes, mas não consegui achar nenhum com banheiro adaptado. Porém notei que a maioria dos lugares possui rampas. Missão para uma próxima visita.
Enfim, infelizmente o passeio acabou e fiquei louca pra voltar e conhecer melhor a cidade. Mas valeu muito. I’ll be back!
Hotel Jurerê Beach Village: www.jurerebeachvillage.com.br