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Cadeira quebrada

Nickolas Marcon - segunda-feira, 5 de março de 2012 - 09:31

Cadeira quebradaQuebrar a cadeira-de-rodas provoca sensações estranhas. Um misto de raiva, revolta, desespero, aquela coisa de  ”puxa-vida-como-vou-sair-daqui-agora” misturada com outras ideias menos nobres. Pior ainda é quando quebram a cadeira por você. Aí a emoção de antes já começa com um filosófico  ”ponte-que-partiu, quem foi o filho-da-truta que fez isso?” direcionado ao cidadão que lhe causou tal transtorno. 

Pois bem. Nessa semana fui contemplado com essa experiência pelo pessoal da Gol Transportes Aéreos. Durante um vôo Curitiba-Rio, algum ogro da empresa detonou as barras estruturais do apoio de pés da minha cadeira. Não sei exatamente se foi ao guardá-la no bagageiro ou ao tentar montá-la no desembarque. Na verdade, já havia se criado um clima de desconfiança quando o tonto que me embarcou foi tentar desmontar a cadeira na força, erguendo o apoio dos pés. Consegui interrompê-lo, apontando para a trava que estava presa, e a cadeira foi desmontada e guardada.

Mas o pior foi no desembarque. A cena foi mais ou menos assim: após esperar calmamente todo mundo desembarcar (o avião estava lotado), o funcionário da empresa aparece na cabine dizendo “sua cadeira, senhor”.  Na hora percebi um dano e falei “mas ela está quebrada, o que aconteceu?” e ele, mantendo um sorriso  mais amarelo que sangue com hepatite, responde “quebrada? vai ver alguma mala se deslocou no vôo e pressionou a cadeira… o senhor tem certeza?”

Não, eu não tinha certeza. Uso a mesma cadeira há 7 anos, todo santo dia, e não a conheço. Vai ver o vôo teve alguma despressurização que afetou meu cérebro. Pensem numa pessoa profundamente indignada: era eu. Se quiserem saber o que aconteceu depois, voltem ao primeiro parágrafo desse texto e imaginem aquela cena com as ideias menos nobres faladas em alto e bom som.

Minha cadeira é uma Kuschall Champion, e as peças que foram quebradas na verdade são duas barras de alumínio maciço de 12 mm de diâmetro cada uma, que fazem a articulação do apoio de pés quando a cadeira é desmontada. Pela espessura da peça, dá para imaginar quão incrível foi a façanha do troglodita. Nos  7 anos de uso, nem torcendo a cadeira com duas pessoas em cima eu tinha conseguido danificá-la. Mas eles conseguiram. Incrível.

Como a cadeira ficou inutilizável, me trouxeram uma outra cadeira para desembarcar, afinal eu estava atrasando a ponte aérea. Sabem aquela cadeira de aeroporto, toda troncha, com uma folga absurda, parecendo que as rodas vão desmontar a qualquer momento? Neguei. Disse que não subia nela nem por decreto. Mais 10 minutos e me arrumaram outra cadeira, um pouco menos ruim, onde fui levado até o setor responsável para registrar a ocorrência. No mesmo lugar já havia um senhor cujo scooter estava parado porque teve as baterias removidas indevidamente pela mesma empresa.

Agora vem o pior. Para reparar o dano, a empresa disse que entraria em contato com uma oficina que faria esse serviço. Já comecei a estranhar a ideia, pois a peça quebrada só podia vir da fábrica (que fica na Suíça) e não há nenhum representante da marca no Brasil. Como eu queria sair logo do aeroporto, deixei quieto, mas exigi que me pagassem o táxi até minha casa. Fui embora levando a cadeira da empresa e a minha que estava quebrada. No final da tarde, um funcionário da Gol me liga dizendo “amanhã um taxista vai passar na sua casa para pegar sua cadeira e levar até uma oficina no bairro do Jacaré, onde um conhecido nosso vai dar um ‘jeitinho’”. Jeitinho? Quer dizer que você deposita suas economias para comprar uma boa cadeira, seu instrumento primordial de sobrevivência, e a empresa quer consertá-la dando um “jeitinho”? Neguei o serviço e a empresa não me procurou mais.

É assim que somos tratados pelas empresas. Parece que elas estão nos fazendo um favor em nos transportar. Quando cheguei em casa, percebi ainda que a cadeira estava sem uma das capas das manoplas de freio e com dois parafusos danificados, perto do apoio de pés, provavelmente pela mesma pancada. Já enviei um email para a Gol relatando todo o fato, com fotos dos estragos na cadeira e a lista de peças que precisam ser substituídas, mas não recebi resposta. Quando houver algum desfecho para o caso, voltarei a informar aos leitores.

Enquanto isso, fica a pergunta para os comentários: você já teve sua cadeira danificada por alguém? Como resolveu a situação?

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Bora remar?

Cris Costa - terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 - 10:15

Depois de algumas tentativas frustradas de achar uma academia, tava quase desistindo de me exercitar. Ok, rolava também uma preguiça, mas vamos combinar que se é pra acordar cedo pra fazer exercício, tem que ser algo que a gente goste muito, né? E tava difícil achar algo que me identificasse, junto com local e valor acessível.  Enfim, eis que surge no meu trabalho uma iniciativa para incentivar os funcionários a fazerem exercícios. E para isso, eles fecharam parceria com a  Tribus , uma empresa de assessoria esportiva, que oferece várias atividades ao ar livre em vários pontos da cidade. E para deficientes físicos de membros inferiores, eles ofereciam a opção de canoagem e natação no mar. Pirei na hora. Já tinha um tempo que tinha vontade de remar, mas como o acesso aos locais que tem remo aqui no Rio são bem ruinzinhos, nem me animava muito. Mas era uma atividade que me empolgava de fazer. Bom, fui lá, me inscrevi no programa, fiz todos os exames atestando que eu não ia ter nenhuma treca enquanto me exercitava (ainda bem que não pediram nenhum atestado de sanidade mental, rs) e escolhi a atividade, canoagem, que é realizada na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio.

Tudo certo, fui aprovada,  e lá fui eu pra minha primeira aula. Atentem que eram 6:30 da manhã, horário no qual o meu bom humor é um tanto duvidoso. Eu não sei o que eu esperava, mas quando vi aquele barquinho amarelinho, pensei: “Esse negócio vai virar!”. Gente, assim, é na LAGOA, tipo, MUITOS estafilococos naquela água. Eike Thor Lars Recoh Batista jura que aquela água é mais limpa que a do mar, embora jamais tenha sido visto se banhando por ali. Mas como era algo que queria muito, preferi acreditar nos professores que me prometeram que não viraria por nada nesse mundo.

 Cris Costa remando na lagoa

Me colocaram na canoa, o professor foi atrás, e ploft, entramos na água. Rapaaaaaaaaaaiz, e o tal do equilíbrio de tronco??? Cadê? Nem tinha me tocado que uma vez na água a canoa fica “bamba”. Pra quem tem equilíbrio, ok, mas sou tetra né?  Fajutinha, mas sou. E comecei uma briga louca entre me equilibrar, esticar a coluna, segura o abdômen, sustenta o braço (braço de tetra gente, tem noção???), olhar se está fazendo o movimento certo, rema, rema… Respiraaaaaaaaaaaaa Cristiana! Uma loucura! Muita informação pra uma pessoa que não se exercita desde a época de Carruagens de Fogo. Aliás, trilha sonora bem propícia ao momento. Bom, remei desastrosamente, parei milhões de vezes, mas me apaixonei na hora. Se faz muito mais movimentos do que parece, e a sensação é maravilhosa! Adotei a canoagem, e ainda tô tentando ampliar meus horizontes e “correr” na praia, mas isso já é outra história.

Esse negócio de produzir endorfina é muito bom. Saio dali com a sensação de que nada me aborrece! Até porque, um visual desses anima qualquer um, não?

 vista da beira da lagoa

Infelizmente ainda não consigo ir na frequência que gostaria, pois essa minha mania de querer fazer tudo ao mesmo tempo, chega uma hora que embolo tudo. Mas em um mês já notei diferença na minha resistência, força e equilíbrio de tronco. Até a postura melhora. Mesmo que aos pouquinhos, vou remando pois me faz muito bem!

Quem quiser e puder, aconselho! Deixo aqui  meus agradecimentos a equipe da Tribus, sempre solícita, competente, paciente e mega animada!

Site da Tribus: http://www.tribusadventure.com.br/index.html

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Linha de Crédito – Banco do Brasil

Christian Matsuy - segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 - 10:17

Crédito BBBB Crédito Acessibilidade

Em novembro/2011, a Presidenta Dilma Rousseff lançou o Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Por meio de ações estratégicas em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade em prol da promoção à cidadania e ao fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, da sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a toda a população.

O BB integra as ações de fortalecimento da acessibilidade e elaborou uma linha de crédito para aquisição de produtos de Tecnologia Assistiva, com foco no público com renda até 10 salários mínimos.

A linha BB Crédito Acessibilidade disponibilizada pelo Banco do Brasil, permite que os clientes tenham acesso ao crédito para comprar os equipamentos necessários para o bem estar no dia a dia. Esta modalidade destina-se ao próprio deficiente ou a um terceiro que queira adquirir tais equipamentos para destinar a outra pessoa.

Características
Linha de crédito destinada ao financiamento de bens e serviços voltados para Pessoas com Deficiência.

Quem pode contratar
Clientes pessoas físicas, correntistas do Banco do Brasil, com limite de crédito disponível e renda mensal bruta de até 10 salários mínimos.

Valor financiamento mínimo de R$ 70,00 e máximo de R$ 30.000,00

- Taxa de juros: 0,64% ao mês;
- Prazo: 04 a 60 meses;
- Carência: até 59 dias para o vencimento da primeira parcela.

Veja como contratar
Se você for correntista do Banco do Brasil:

Procure uma agência e informe-se a respeito da sua situação cadastral e qual o limite disponível para financiamento. Para isso, leve seus documentos de Identidade, CPF, comprovante de renda e endereço.

De posse dessas informações, solicite uma simulação do financiamento: nº de prestações, valor das prestações etc.

Se você não for correntista do Banco do Brasil:

Procure uma agência e informe-se sobre as condições da linha de crédito e saiba como abrir a sua conta corrente. Se for o caso, leve seus documentos de Identidade, CPF, comprovante de renda e endereço. A abertura da corrente bem como a disponibilização do limite está sujeita a pesquisa cadastral.

Como adquirir o bem
De posse da informação de quanto há de limite de crédito disponível, prestação e prazo, compareça até o estabelecimento comercial, adquira o(s) bem(ns) e/ou serviço(s) constante(s) na lista de produtos abaixo (somente os bens informados na lista poderão ser financiados).

Como contratar a sua operação
Após a aquisição do bem (vide lista de produtos), leve a nota fiscal ou o cupom fiscal até uma agência do BB para a efetivação do financiamento. O crédito será liberado diretamente na sua conta corrente, devendo ficar uma cópia da nota na agência. Somente serão aceitos documentos fiscais emitidos com prazo máximo de 30 dias.

Garantia
Esta modalidade não exige garantida de bens ou de terceiros.

Lista de Equipamentos que podem ser financiados 

lista de equipamentos

Nota do blog: Notem que na lista não há como financiar cadeiras manuais comuns ou mesmo almofadas, mas acreditamos que com o bom senso das lojas uma cadeira com medidas prescritas e almofada pode ser considerada como uma cadeira de rodas com adequação postural (o que não deixa de ser verdade). Portanto prestem atenção na descrição do que se compra na nota fiscal, pois é ela que vai ser o documento que fará a liberação do crédito.

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Restaurante Taizan – São Paulo

Christian Matsuy - quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 - 16:53

E eis que voltamos a visitar lugares diferentes aqui em São Paulo. Após as férias, concurso… voltamos a nossa rotina normal! 

Outra novidade é que iremos divulgar os valores em média (por pessoa) dos locais avaliados, mesmo nos locais já visitados, iremos incluir essa informação. Geralmente incluindo uma entrada/acompanhamento, prato principal, bebidas não alcoólicas e taxa de serviço.

Dessa vez fomos ao Taizan que é um restaurante chinês bem antigo e tradicional (desde 1970), localizado no bairro da Liberdade. Os Restaurantes chineses de uma maneira geral oferecem pratos muito bem servidos, alguns indicados para duas pessoas servem até três ou quatro, o legal é ir em turma grande para poder pedir mais de uma variedade de prato.

O restaurante oferece estacionamento com manobrista (6 Reais) ao lado do estabelecimento, não é Valet. Você pode pedir pra cobrar o valor na hora de fechar a conta.

Na entrada temos dois degraus pequenos, eles colocam uma rampa de madeira emborrachada com uma inclinação não suficiente para um cadeirante subir sozinho, mas com uma ajudinha básica é tranquilo. O pessoal lá é bastante prestativo e rápido – quando desci no estacionamento, a rampa já estava colocada.

rampa de acesso adaptada

rampa adaptada para acesso - o local merece um acesso fixo

Ah, outro porém é que havia um pequeno degrau no início da rampa, acho que o lugar merece uma rampinha melhor, ou até mesmo um acesso refeito, pois há espaço para ser construída uma rampa sem invadir a calçada e o interior do restaurante.

porta de entrada automática

porta de entrada automática - é só chegar perto que ela abre, ótimo!

A porta de entrada é automática, abre com sensor de presença, sendo assim fica fácil entrar no salão principal carpetado, que dá um ar completamente “china” ao local.

Existem dois tipos de mesa, quadradas e redondas (estas para 8 pessoas), porém minha cadeira não conseguiu entrar embaixo das quadradas (por milímetros, acho que vale a pena tentar) que aparentemente tinha um bom espaço sem apoio central, mas nas bordas havia um sarrafo que impedia, o jeito foi usar a mesa redonda que acomodou perfeitamente, (mesmo estando em duas pessoas os garçons foram muito prestativos) essa última dispôe de centro giratório que facilita para se servir.

mesas do restaurante

espaço de circulação bom - a mesa redonda acomoda melhor

Como já dissemos acima os pratos são bem servidos e estão em um patamar muito superior em relação aos restaurantes fast-food do gênero. Seria um pecado fazer tal comparação. Desde o tradicional Yakisoba e Frango Xadrez (diversos tipos), existem pratos a base de camarão, porco, peixe e carne bovina. Acho difícil mesmo não conhecendo, não gostar de nada. 

lombo empanado agridoce mais arroz chop suey

lombo empanado agridoce (com abacaxi) mais arroz chop suey

Destaque para o Harumaki (rolinho primavera) que é opção de entrada na versão tradicional (recheio de carne com legumes) ou na versão brasileira (recheio de queijo) acompanhados de molho agridoce. São grandes, bem diferentes desses servidos em rodízios.

harumakis de queijo

harumakis de queijo

Os banheiros são muito bem adaptados com ótimo espaço interno sendo um masculino e um feminino, não ficam trancados, estavam limpíssimos e devidamente sinalizados. Palmas para o Taizan nesse quesito!

banheiro taizan restaurante

banheiros - tudo dentro dos conformes!

Enfim, recomendo o lugar. Creio que os pequenos empecilhos não atrapalharam a acessibilidade do restaurante que tem uma comida excelente e banheiro adaptado não será problema! O Taizan funciona nos horários de almoço e jantar. Mais cheio no almoço.

. . .

logo taizan


Taizan Restaurante
Rua Galvão Bueno, 544/562
Bairro Liberdade (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 3277-8550 / 3208-9498
Preço: 60 Reais por pessoa 

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Vencedores do Concurso – Mão na Roda Cavenaghi

Christian Matsuy - quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 - 00:01

E finalmente o tão esperado resultado!

Recebemos mais de 100 frases e em conjunto com a Cavenaghi elegemos as três melhores que receberão seus respectivos prêmios.

Agradecemos a participação de todos!

Pedimos aos ganhadores que aguardem contato telefônico para combinar a entrega dos prêmios.

Primeiro Colocado 
Andres Ignacio Wakeham Gomez
(Celular: 88 XXXX 4387)

Ganhador de uma Almofada Roho Quadtro Select (tamanho e modelo a escolher)

Frase:
“Começar bem 2012 é começar sem aquilo roxo usando uma almofada Roho!!”

. . .

Segundo Colocado
Marcos Aurelio Giglio
(Celular: 21 XXXX 2008)

Ganhador de uma Almofada Roho Mosaic

Frase:
“Começar bem 2012 é deixar para trás tudo que não é do bem, entrar o ano novo com a “roda” direita, com alma lavada e cadeira empinada !!!”

. . .

Terceira Colocada 
Roberta Maria Silva Pinto
(Celular: 31 XXXX 9969)

Ganhadora de um vale-compras de R$200,00 (Duzentos Reais) na loja virtual Cavenaghi

Frase:
“Começar 2012 sentado numa almofada confortavel só a CAVENAGHI EO BLOG MAO NA RODA MESMO Roho Rohoo Rohooo UM FELIZ NATAL A TODOS…PAZ…”

. . . 

A Cavenaghi e o blog Mão na Roda parabenizam os ganhadores! Entraremos em contato para realizarmos a entrega dos prêmios.  

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Praia Para Todos 2012 – Rio de Janeiro

Christian Matsuy - quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 - 13:12

logotipo praia para todosPRAIA PARA TODOS – Lazer e Desporto Adaptado nas Praias - está de volta à Orla Carioca.

A partir de 28 de janeiro (sábado) acontece a quarta edição do projeto que torna as praias cariocas acessíveis. O PRAIA PARA TODOS estará no Posto 3, da praia da Barra da Tijuca, de 9h às 14h, sempre aos sábados.

No verão de 2009 o projeto passou pelas praias da Barra da Tijuca, Copacabana, Ipanema e Piscinão de Ramos, fixando-se em 2010 na Barra da Tijuca.

A intenção do PRAIA PARA TODOS  é seguir negociando com a Prefeitura do Rio e buscar mais patrocinadores visando oferecer à sociedade outros pontos fixos acessíveis no extenso litoral carioca. Os coordenadores do projeto pretendem fazer do Posto 3 um modelo de acessibilidade para outros pontos da cidade.

posto 3 adaptado

estrutura montada na orla com tendas e esteira de acesso

A iniciativa tem como objetivo aumentar a integração da pessoa com deficiência com a natureza e o esporte, promover mais sociabilidade e, ainda, despertar a atenção da opinião pública que ainda não oferece estrutura adequada.

Todas as atividades oferecidas serão ministradas e realizadas sob a orientação de profissionais especializados das áreas de educação física e fisioterapia, além de estagiários e voluntários do Instituto Novo Ser, organizadora e produtora do Projeto. O PRAIA PARA TODOS tem como mantenedora a empresa Radix e conta com o apoio institucional da Subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, da Orça Rio e do Blog Mão na Roda.

Serviços oferecidos pelo PRAIA PARA TODOS: 

  • Esteira para passagem de cadeiras de rodas,
  • Cadeiras anfíbias – de fácil deslocamento pela areia e que ainda flutuam na água,
  • Atividades esportivas adaptadas como frescobol, vôlei sentado de praia, peteca e surf adaptado
  • Jogos recreativos, piscininha infantil
  • Handbike 
  • Tendas de apoio
  • Locais acessíveis com vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso à areia, sinalização sonora e banheiros adaptados.

PRAIA PARA TODOS atende às necessidades de aproximadamente 50 pessoas com deficiência, acompanhantes e familiares por dia. Na edição passada mais de 1.500 pessoas foram beneficiadas diretamente. 

Não perca essa oportunidade e venha conhecer o projeto!

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Táxi em São Paulo – uso do bagageiro

Christian Matsuy - quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 - 12:38

luminoso de taxiSurgiu em nossa comunidade no Orkut, a dúvida de um cadeirante perguntando se era comum a cobrança do uso do bagageiro pelos taxistas.

Na verdade eu já sabia que não poderia ser cobrado, mas nada como ter uma fonte oficial com tal informação, sendo assim rei uma revirada no site da Prefeitura Municipal de São Paulo e estava lá o decreto assinado em 2006 pelo Sr. Gilberto Kassab e reassinado em 2010

NÃO PODE SER COBRADO! O uso do bagageiro para transporte de cadeira de rodas e outro equipamento ortopédico está ISENTO de taxa. Infelizmente tem muito taxista oportunista que além de cobrar por uma coisa que nos é de direito, fazem caminhos mais longos pra faturarem mais com a corrida. 

Na minha opinião, o serviço de táxi custa caro (em qualquer lugar do mundo eu acho), e o atendimento não condiz com esse valor. De vez em quando preciso pegar um táxi para vir embora do serviço e moro bem longe, já peguei inúmeras situações como por exemplo o taximetro já estar em R$8,70 antes mesmo de eu entrar no carro (eu ví ele ligando quando entrou no portão do estacionamento).

Assim como falado no Orkut, já houve situação onde o motorista ficou “puto” por eu colocar a cadeira no banco, uma vez que o cilindro de gás veicular impedia a utilização do porta-malas. Dava pra notar o transtorno na cara do cidadão, o pior que minha cadeira estava mais limpa que o carro dele.

Verifique a legislação vigente em sua cidade!

Bom, chega de blá blá blá e seguem ai abaixo o pedaço da lei que determina a ISENÇÃO pra cadeirantes:

DECRETO Nº 52.066, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2010

Fixa novos valores para o serviço de táxis no Município de São Paulo.

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,

D E C R E T A:

IV – adicional de bagagem, quando utilizado o porta malas, correspondente ao valor da tarifa quilométrica na Bandeira 1 da respectiva categoria, no valor de R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos) para as Categorias Comum e Comum-Rádio, R$ 3,13 (três reais e treze centavos) para a Categoria Especial e R$ 3,75 (três reais e setenta e cinco centavos) para a Categoria Luxo, estando isentos do pagamento pelo transporte de cadeira de rodas ou de aparelhos ortopédicos as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, inclusive temporária, bem como os idosos.

O link para o decreto na integra você encontra aqui.

Ahh! E parabéns São Paulo pelos seus 458 anos na data desse post! 
“NON DVCOR DVCO”

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China interrompe tratamentos com células-tronco

Christian Matsuy - sábado, 21 de janeiro de 2012 - 23:59

células-tronco

Começamos o ano já quente! Os tratamentos experimentais com células-tronco foram temporariamente interrompidos pelo governo chinês.

Sabemos que algumas pessoas não vão “curtir” isso, pois tem esperanças nesse tipo de tratamento. Não que eu não tenha, mas é preciso ter cautela e parar um pouco pra pensar nessas horas.

Primeiro por ser tudo experimental, não há nenhum tratamento que seja categorizado de outra maneira quando o assunto é célula-tronco (até o momento).

Segundo que existe uma soma considerável de dinheiro envolvida em todo esse processo. Prefiro não citar nomes, mas sabemos que alguns brasileiros se submeteram a esse tratamento e não obtiveram resultado. Alguns por terem lesões recentes, acusaram “ganho de movimentos”. Movimentos esses que certamente viriam independente do tratamento, em casos de lesão medular sabemos que o tempo faz parte da reabilitação inicial. Isso varia de caso pra caso de acordo com o nível da lesão de cada pessoa.

Tratamentos experimentais via de regra não podem ser cobrados. Pare e pense. Veja se é isso mesmo que você quer.

PEQUIM – A China ordenou a suspensão de todos tratamentos e testes clínicos com células-tronco não aprovados , informou a imprensa no país a partir de 10/01/2012. Pequim está tentando conter as terapias com células-tronco até agora não testadas e oferecidas em grande escala em todo o país.

O Ministério da Saúde também parou de aceitar novas inscrições para os programas de células-tronco, uma proibição que vai durar até julho e chega ao mesmo tempo em que a China inicia um programa de um ano para regulamentar melhor o setor melhor, informou a agência Xinhua citando um porta-voz do Ministério. Um número crescente de hospitais e clínicas especializadas em grandes cidades na China têm oferecido terapias com células-tronco nos últimos anos para o tratamento de doenças que vão desde câncer e Mal de Alzheimer a lesões da medula espinhal, tratamentos que são apoiados por pouca ou nenhuma evidência científica e que são considerados, na melhor das hipóteses, experimentais.

Alguns deles envolvem grandes hospitais gerais, onde os pacientes pagam milhares – ou mesmo dezenas de milhares – de dólares para os tratamentos que são anunciados online. O porta-voz do Ministério disse que os provedores de saúde não podiam mais cobrar para aplicações experimentais de células-tronco. De acordo com pacientes, médicos e parentes de pacientes que falaram à Reuters, as pessoas que recebiam os tratamentos apresentaram pouca ou nenhuma melhora, e alguns morreram.

Recibos vistos pela Reuters indicam que um desses hospitais é administrado pelo Exército chinês.

Fonte: O Globo Saúde / Reuters

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Mão na Roda e Cavenaghi dão a você uma Roho!

Mão na Roda - quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 - 00:01

É isso aí galera! Não é sonho não!

Nós do blog Mão na Roda em conjunto com a Cavenaghi, vamos dar uma almofada Roho para quem der a resposta mais criativa na seguinte pergunta:

Para você, o que é começar bem 2012?

A resposta mais criativa vai ganhar uma almofada Roho Quadtro Select High Profile, Low Profile ou Contour Select.

Mas ainda não acabou! Os segundo e terceiro colocados ganharão respectivamente:

Segundo colocado: 1 (uma) Almofada Roho MOSAIC.

Terceiro colocado: R$200,00 (duzentos reais) em créditos na loja virtual Cavenaghi (leia a cláusula 10 para as formas de utilização).

Participe preenchendo o formulário que está disponível aqui.
(será aberta uma nova aba em seu navegador) 

Inscrições Encerradas!
Aguarde o resultado dia 01 de Fevereiro aqui no blog! 

ATENÇÃO: Formulários com dados incorretos serão desclassificados! Outra dica: formule sua resposta em seu editor de textos preferido e depois copie no formulário. Você poderá participar com até duas respostas, caso você entre com uma terceira, eliminaremos a mais antiga.

REGULAMENTO DO CONCURSO CULTURAL

“Mão na Roda e Cavenaghi dão a você uma Roho”

CLÁUSULA 1 – Este é um concurso de caráter exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorteio ou pagamento, nem vinculado à aquisição ou uso de qualquer bem, direito ou serviço, aberto a todos os leitores do Blog Mão na Roda (http://maonarodablog.com.br).  Nos termos da Lei 5.768/71 e do Decreto n° 70.951/72 e que estará sendo realizado no período de 21 de Dezembro de 2011 a 21 de Janeiro de 2012, nas condições abaixo discriminadas. 

CLÁUSULA 2 – É vedada a participação de funcionários(as), colaboradores(as), sócios/acionistas da Cavenaghi Indústria e Comércio de Equipamentos Especiais Ltda. e de suas empresas coligadas também como os blogueiros do Blog Mão na Roda, bem como de seus respectivos parentes até 2º grau e cônjuges e quaisquer pessoas envolvidas diretamente na execução do concurso. 

CLÁUSULA 3 – Para participar, a pessoa interessada deverá acessar o Blog Mão na Roda (http://maonarodablog.com.br) e enviar suas mensagens através do post da promoção respondendo: Para você, o que é começar bem 2012?

CLÁUSULA 4 – As respostas poderão ser enviadas até as 23:59:59 do dia 21 de Janeiro de 2012, não sendo aceitas outras formas de envio, que não seja o formulário disponibilizado pelo blog.

CLÁUSULA 5 – Não serão aceitas respostas maliciosas, preconceituosas ou que não se refiram ao tema acima especificado. 

CLÁUSULA 6 – As respostas recebidas após a data acima estabelecida, ou, que não vierem acompanhadas de todas as informações adicionais solicitadas, estarão automaticamente desclassificadas. 

CLÁUSULA 7 – Cada concorrente poderá participar com 2 (duas) respostas, sendo consideradas as duas de data mais recente. (O envio de uma terceira resposta anula a primeira enviada e assim por diante).

CLÁUSULA 8 – A escolha da resposta vencedora do concurso será feita por uma comissão julgadora indicada pelos blogueiros do blog Mão na Roda que levará em conta os seguintes critérios: criatividade e adequação na resposta à pergunta tema do concurso, sendo sua decisão soberana e irrecorrível. 

CLÁUSULA 9 – A pessoa interessada em participar do concurso declara, desde já, ser responsável pela autoria da resposta encaminhada e que a mesma não constitui plágio ou violação de quaisquer direitos de terceiros, ao mesmo tempo em que cede e transfere para a Cavenaghi Indústria e Comércio de Equipamentos Especiais, sem quaisquer ônus para esta e em caráter definitivo, plena e totalmente, todos os direitos autorais sobre a mesma, para qualquer tipo de utilização, publicação, reprodução por qualquer meio ou técnica, e na divulgação do resultado. 

CLÁUSULA 10 – O autor(a) da resposta mais criativa ganhará 1 (uma) almofada Roho Quadtro Select com o perfil mais apropriado High Profile, Low Profile ou Contour Select. O segundo colocado ganhará 1 (uma) almofada Roho MOSAIC, e o terceiro colocado ganhará 1 um vale-compras no valor de R$200,00 (duzentos reais). Esse valor poderá ser utilizado exclusivamente na Loja Virtual Cavenaghi, não tendo um valor mínimo de compra, e o uso será conforme disponibilidade nos estoques. Poderá ser usado como desconto a produtos que custem mais de R$ 200,00 não sendo cumulativo caso o cupom não seja usado integralmente.

CLÁUSULA 11 – Em nenhuma hipótese o(a) ganhador(a) poderá receber o valor do prêmio em dinheiro ou trocar o prêmio.

CLÁUSULA 12 – O resultado do concurso será divulgado a partir de 01 de Fevereiro de 2012 no blog Mão na Roda (http://maonarodablog.com.br/)

CLÁUSULA 13 – Os ganhadores(as) do concurso autorizam o uso de seus nomes nos materiais de divulgação do concurso e do resultado, sem ônus de espécie alguma para os seus organizadores. Inclusive em redes sociais.

CLÁUSULA 14 – Ao remeter suas respostas, as participantes estarão concordando tacitamente com todas as normas contidas no presente regulamento. 

CLÁUSULA 15 – Os casos omissos serão decididos por Comissão Julgadora referida na Cláusula 8 deste regulamento. 

CLÁUSULA 16 – O prazo para reclamação dos prêmios é de 180 dias, contados a partir da divulgação oficial dos resultados.

CLÁUSULA 17 – Esse concurso é válido em todo território nacional, os prêmios não serão entregues em outros países. O envio será de responsabilidade da Cavenaghi sem custo para o participante.

E assim, nós aqui do blog lhe desejamos um bom Natal e um maravilhoso 2012!

Desejamos a todos muita paz, saúde e “bastante sorte” para que você começe 2012 sentado em uma Roho Select, que é uma das melhores almofadas do mercado.

Até 2012! Boas Festas!

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Supermercados

Cris Costa - segunda-feira, 14 de novembro de 2011 - 14:39

imagem de um pacote de compras de supermercadoEu sei que existe uma infinidade de lugares que são mal adaptados ou que não tem nenhuma adaptação. Mas no conjunto da obra acho que os supermercados conseguem ser um dos lugares que possuem maior número de barreiras para um cadeirante.

Nessa minha fase “faço tudo sozinha, sou independente, me deixa“, fui ao supermercado fazer as compras da semana. Peguei uma mochila bem grande pra colocar as compras, e lá fui eu pela rua andando até o supermercado. Confesso que no meio do caminho pensei em voltar. Era Domingo, mega cedo (supermercado cheio é uó, então só indo cedo mesmo), e o caminho era mais acidentado e torto do que me lembrava, tava cansativo chegar. Mas ai a gente respira fundo e segue, até porque a comida e os produtos de limpeza não vão aparecer magicamente na minha casa, então era melhor seguir.

Chegando no supermercado a primeira dificuldade: carrinho ou cestinha? Como o carrinho ia ser mais complicado de empurrar, e por ser maior acabaria me induzindo a comprar mais, optei pela cestinha. Coloquei no colo, e fui. Enquanto ela estava vazia tava “ótema”… Coloquei um item, dois, três… PLOFT, tudo na chon! Peguei tudo, coloquei na cestinha, equilibrei e continuei. Para, coloca a cestinha no chão, pega o que precisa na prateleira, pega a cestinha de novo, mais um, dois… PLOFT! Ai, ai, respira fundo, pega tudo de novo, abstrai do fato que tá todo mundo olhando, coloca na cestinha e segue… Quase mais um ploft depois desisto da cestinha, antes que resolvesse arremessa-la para longe, e pego um carrinho.

Agora não cai mais nada, masssss, é aquela coisa: empurra o carrinho, empurra a cadeira, empurra o carrinho, empurra a cadeira… Necessariamente nessa ordem e alternadamente. UÓ! Mas continuemos, porque a vida é boa, né? Não no supermercado! Já com o carrinho, fui pra parte de laticínios. Ó céus, pra quê tanto “iorgute” de AMEIXA??? Quem come isso? Ok, se tá ali, alguém deve comer, mas é o sabor mais insosso do mundo dos lactobacilos, só perdendo para os de sabor natural. Nenhunzinho de morango pra contar história, ô dó! Enquanto procuro um sabor de iogurte decente, vem uma senhorinha, passando por cima de mim (porque sou transparente, vocês sabem, tô ali, mas não existo, uma miragem digamos assim), estica o braço quase esfregando o sovaco na minha cara (éeeeeeecaaaaaa) pra pegar um iogurte, e o de ameixa, claro. Assim, o balcão devia ter uns 15m, estava vazio e ela tinha que passar por cima de mim??? Puxei a cadeira pra trás, desisti do iogurte e fui pro requeijão. Agora o problema desses balcões de laticínios: eles têm uma “varandinha” onde normalmente ficam os queijos, salsichas e massas, e o resto fica na prateleira que é mais funda (motivo de ter quase levado uma sovacada na cara). Porqueeeee arquitetos, designers ou sei lá quem que desenha essas bagaças??? Aquilo é prático pra quem? Claro que o requeijão tava mais no alto e arrumados um em cima do outro, ou seja, pra pegar um eu ia ter que me equilibrar e equilibrar o pote que estiver em cima. E como Murphy foi concebido em um supermercado, e claro que não tinha nenhum pote sem outro em cima. E agora? Puxa o quadril pra ponta da cadeira, estica o braço, vai puxando o pote com a ponta do dedinho, e aos poucos o pote fica bem na beirada, ai você pega os dois, equilibrando no caminho até o carrinho, rezaaaaaando pra não cair o de cima, deixa um no carrinho e devolve o outro pra prateleira. Ok, podia ter pedido ajuda, mas e o orgulho? Ia reclamar de quê depois? rsrsrrs.

Sigo com minha missão de compras, passo reto e rápido pelo corredor polonês de biscoitos, antes que eles se joguem aos montes no meu carrinho e paro pra comprar escova de dente. Preciso dizer que todas as escovas estavam penduradas na parte mais alta? Ai, eu pego uma embalagem que seja comprida, e fica batendo nas escovas até que a que eu quero caia. Bonito, né? Super fofa a cena, rsrsrsrs. Os problemas com a altura continuam pelo resto das compras, além de que quando tem mais de um carrinho nos corredores o negócio complica, acaba rolando um engarrafamento, desvia daqui, vira pra lá, mas a gente vai se ajeitando. E não menos complicado, você chega no caixa, coloca tudo no balcão, a caixa vai passando os produtos, é um “pi-pi” danado de leitor de código de barras, a tia que arruma as compras vai colocando tudo cuidadosamente na mochila (porque nessa hora eu faço cara de malvada olhando pra ela, do tipo “tô te vendo, cuidado com minhas compras!“), só que o espaço entre os caixas é muito estreito, e a cadeira não passa. E o trequinho de passar o cartão é bem no meio. Como eu chego ali pra digitar a senha??? Puxa a maquininha, puxa o fio, estica o braço, erra a senha, (gente, é muita senha pra uma vida só, preciso de pelo menos umas três encarnações pra justificar tanta senha!) puxa tudo de novo, acerta a senha, tudo ok, dá uma volta gigante pra pegar as compras, coloca a mochila nas costas da cadeira, quase vira pra trás e volta pra casa como se estivesse puxando uma carroça. É fácil? Não. Podia ser melhor? Fato. Compensa? Muito. Mesmo com todas as dificuldades, muitas comuns a todos independente de deficiência, fazer o que quero, como eu quero, quando eu quero não tem preço!

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