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Quem mudou?

Cris Costa - quarta-feira, 2 de novembro de 2011 - 10:37

De uns meses pra cá, tenho feito muito mais coisas “a pé” do que fazia antes. Mas assim, beeeeeem mais. E fiquei pensando se as coisas estão melhorando ou eu é que tô menos enjoadinha, fresquinha e preguicenta. Outro dia fui encontrar com uns amigos num bar perto da minha casa e resolvi ir sem carro, pra poder beber sem restrições e porque dificilmente acharia vaga. O lugar fica a uns 4-5 quarteirões da minha casa, e lá fui eu toda-toda me achando independente, moderna e maluca, por saber que ia chegar no lugar em frangalhos estragando todo  visual cuidadosamente elaborado antes de sair. Mas fui, e o melhor foi que a rua que dava no bar era uma descida, então peguei a reta, fui no embalo, cabelos ao vento… uma delícia! Acho que ali entendi um pouco da paixão do Dado por pedalar. Não que ele ligue para os cabelos dele ao vento, rs, mas pra sensação de liberdade. Só que tive que interromper minha jornada cabelos ao vento por causa de um sinal, e no outro quarteirão já era o bar. Mas foi muito bom ir sozinha.

Porém essa não foi a única ocasião. Há um tempinho atrás tive uma reunião de trabalho na Barra (Zona Oeste do Rio) e como acabou cedo e a empresa fica dentro de um shopping, resolvi aproveitar o tempo livre e  dar um passeio “pra ver a moda” . O shopping que eu tava não era lá essas coisas e resolvi ir para um outro, ao lado, que tinha mais opções. Fui andando como se não houvesse amanhã. Nem parecia Rio de Janeiro. Pra mim, parecia milagre, pois não sou de ficar zanzando muito, pra isso acontecer é porque tô tranquila em relação ao local. E fiquei impressionada em achar escadas E rampas nos lugares. E rampas decentes, não aquelas mulambentas que acabam sendo piores que degraus. Consegui circular tranquilamente e vi banheiros adaptados. Ok, como estou falando de shopping é mais fácil ter uma estrutura acessível. Mas já vi coisas absurdas em shoppings, então existe uma preocupação maior, sim. Acho que hoje já existe uma consciência (ou mais leis, fiscalização ou tudo junto, vai saber…) de acessibilidade e de uma forma geral vejo muita melhora.

Outro exemplo do que melhorou: outro dia liguei para um laboratório pra marcar um exame, e a atendente me perguntou se eu era cadeirante, pois a unidade que eu tinha escolhido, apesar de ser acessível, não tinha banheiro adaptado, e caso eu fosse cadeirante, ela me indicaria outra unidade com banheiro adaptado. Foi a primeira vez que vi isso na minha vida. Eu nem tinha falado nada de cadeira e a atendente já se antecipou e soube dizer o que cada unidade oferece? O mundo tá mudando, sim! A passos de formiga, é verdade, mas tá melhor. Acho que nos últimos cinco anos as coisas deram uma boa melhorada. Mas já era hora, né?

Vejo isso no mercado de trabalho também. As ofertas hoje são melhores do que no passado, que eram praticamente restritas ao telemarketing. E vejo as empresas mais preocupadas em ter o perfil correto pra vaga, do que apenas cumprir a lei de cotas. Finalmente entenderam que contratar somente para cumprir cota é prejuízo. Afinal, acabavam contratando uma pessoa sem avaliar se ela realmente tinha o perfil pra vaga. Resultado: em pouco tempo os dois estavam insatisfeitos, e a pessoa partia pra outra oportunidade. Tempo e dinheiro gastos a tôa. Tem muita gente boa por aí, e que pode e quer fazer um bom trabalho, basta estarem no lugar certo.

Mas será que melhoraram mesmo, ou meu olhar e postura é que mudaram? Ainda me faço essa pergunta, pois vejo muita gente reclamando. Não tô dizendo que tá tudo ótimo, longe disso. Apenas que muita coisa melhorou e que tem muita coisa que tá ruim pra qualquer pessoa, deficiente ou não. No fundo acho que teve melhoras, mas que eu também mudei. A verdade é  que se quero estar de igual pra igual no mundo, ficar em casa reclamando não é  o caminho.

 

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SUS fornecerá cadeiras sob medida

Christian Matsuy - segunda-feira, 31 de outubro de 2011 - 10:03

Sabemos que é muito difícil por questões financeiras, as pessoas conseguirem comprar uma cadeira feita sob medida, assunto que já abordamos diversas vezes aqui no blog. Ainda não temos mais detalhes de como funcionará esse processo, mas creio que deverão haver diversas exigências por parte do SUS para essa aquisição, mas acho que ainda é uma alternativa para àqueles que não tem grana pra comprar.

Medida trará melhor qualidade de vida para o cadeirante. Investimento na área de pessoa com deficiência subiu 33% entre 2010 e 2011

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a ação que irá atender cadeirantes brasileiros de maneira individual. A partir do início de 2012, eles contarão com o serviço para a adaptação das cadeiras de rodas, o que atende necessidades específicas. Em algumas situações, os pacientes, devido a um tipo de deficiência, não conseguem utilizar a cadeira padrão oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Agora, a rede pública financiará essa adequação. A medida levará maior mobilidade com menor gasto de energia, mais conforto, menos pontos de pressão, suporte e dimensões adequados aos cadeirantes.

Para o ministro da saúde a ação representa mais qualidade de vida para os cadeirantes atendendo cada indivíduo de maneira única. “As cadeiras sem adaptação, nem sempre são adequadas ao cidadão portador de deficiência física. Com as adaptações, eles poderão ter mais conforto ao se locomover”, disse o ministro.

Apenas nesse ano, o Ministério da Saúde entregou 37 mil cadeiras de rodas para população. Para a compra foram investidos R$22.087 milhões. Até o fim do ano, é esperado ainda a entrega de mais 19 mil cadeiras, ao valor de R$11.2 milhões.

“O Ministério da Saúde pretende zerar o número de pessoas na fila por uma cadeira de rodas. Para se ter uma idéia, cerca de 75 mil pessoas precisarão de cadeiras de rodas  até o fim do ano”, finalizou Padilha. Durante o Teleton, evento de apoio à AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente), o ministro anunciou que a entidade receberá cerca de R$ 5 milhões para atender a lista de espera da instituição.

O Brasil, segundo Censo de 2010, conta com 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência (14,5% da população brasileira), desde alguma dificuldade para andar, ouvir e enxergar, até as graves lesões incapacitantes. Desse total, 48% possuem deficiência visual, 23%, motora, 17%, auditiva, 8%, mental e 4%, física. O investimento do Ministério da Saúde na atenção a pessoa com deficiência somou R$ 64.298 milhões, em 2010. Nesse ano, a previsão é de R$85.602 milhões.

Fonte: Portal da Saúde

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Mergulho adaptado

Nickolas Marcon - quinta-feira, 27 de outubro de 2011 - 09:40

Ultimamente o pessoal do blog tem curtido esportes radicais. Esportes radicais? Pois é… na minha opinião, ir para o Rock in Rio se enquadra nessa categoria.

Mas tem gente por aí se aventurando em outras coisas muito interessantes e divertidas. O leitor Luiz Fernando de Araújo enviou o seu relato sobre uma experiência de mergulho adaptado realizada num encontro que aconteceu em Cabo Frio/RJ, em agosto de 2011. Ele mandou o texto logo depois do evento, mas não postamos antes por dificuldades de agenda. Ok, my fault. Mas o relato está aí para todos verem e, quem sabe, se inspirarem a praticar o mergulho. No final do texto estão os contatos para quem deseja se iniciar nessa aventura que é o mergulho adaptado.

Segue o texto do Luiz Fernando de Araújo:

“Entre os dias 04 e 07 de agosto de 2011 aconteceu o II ENMA – Encontro Nacional de Mergulho Adaptado em Arraial do Cabo – RJ. Foi coordenado pela sra. Lúcia Helena Monteiro Sodré, diretora da HSA Brasil (Handicapped Scuba Association International) que ministrou curso de batismo para cerca de seis pessoas com deficiência. O encontro teve apoio da Secretaria de Turismo de Arraial do Cabo, da operadora de mergulho Diving Arraial e Pousada Paraíso do Atlântico.

Eu fiquei hospedado na Pousada Pilar, que tem oito quartos sendo dois adaptados para cadeirantes, localizada bem perto da rodoviária. O Sr. João, proprietário da pousada, recebe de forma amistosa em um ambiente bem familiar com decoração baseada em materiais de demolição com temas marinhos. 

Os quartos são bem adaptados e espaçosos, com ar-condicionado, frigobar, TV e banheiro acessível.

No sábado foi realizado um treinamento na piscina, onde aprendemos a utilizar o equipamento de mergulho, os sinais utilizados para comunicação submarina bem como todos os cuidados necessários a um mergulho seguro.

No domingo embarcamos no barco Diver II a caminho de nosso mergulho no mar de Arraial. Fomos muito bem atendidos pela equipe da Diving Arraial. Devagar e com todos os cuidados necessários, cada um dos deficientes foi colocado ao mar devidamente equipado para vivenciar uma das experiências mais marcantes de minha vida. Uma total liberdade de movimentos, um mundo só visto antes pela TV e o companheirismo dos instrutores que nos apoiaram todo momento.”

A Inter TV, emissora local da Rede Globo, fez uma reportagem completa sobre o evento, cujo vídeo você pode ver clicando aqui.

Para quem quiser se aventurar pelos oceanos, há um curso de mergulho adaptado disponível na cidade do Rio de Janeiro/RJ. As aulas iniciais são feitas em piscina e depois há o batismo no mar. 

Para maiores informações sobre o mergulho adaptado, seguem abaixo os contatos:

Escola Mar do Mundo

Iate Club do Rio de Janeiro – Urca
Pedro Bonfatti – (21) 9873-1244

Instrutora habilitada HSA Brasil:
Lúcia Sodré – (21) 9314-9303

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General Prime Burger – São Paulo

Christian Matsuy - terça-feira, 11 de outubro de 2011 - 16:30

fachada iluminada do general prime burgerOpa! Tudo bem com vocês? É gente… eu dei uma sumida dos restaurantes mas já voltei. Na verdade quando se trata de lugares para comer, acontece de muitas vezes repetirmos um lugar já visitado, daí não faz sentido escrever duas vezes sobre o mesmo local. Mas essa semana visitei o General Prime Burger.

Para estacionar, não tem como se livrar do serviço de Valet (R$15), que geralmente deixa seu carro no posto de gasolina da esquina. Aliás fica ai a dica, no dia estava chovendo e a cobertura do posto permitiu um desembarque tranquilo sem pressa e depois o motorista nos acompanhou com o guarda-chuvas.

Na entrada existem dois degraus que são “amenizados” por rampas metálicas colocadas na hora (quando cheguei em frente a rampa, ela já havia sido providenciada) mas sinceramente ela não é uma solução das melhores, pois o ângulo de inclinação fica muito grande, impedindo que um cadeirante consiga vencê-la sozinho. Pelos meus humildes cálculos, a fachada admite uma rampa em alvenaria sem gambiarras. Demorou né?

rampa de acesso ao general prime burger

a rampa é dividida em duas parte e é colocada na hora

A fachada dele dá uma enganada, olhando da rua parece ser um lugar pequeno, mas só quando se entra que percebemos o tamanho do lugar. Salão amplo em um nível único, com corredores largos e ótimo espaçamento entre as mesas. Existe um mezanino do meio pro fundo.

visão geral do salão

corredores largos facilitam o deslocamento interno

A casa oferece algumas mesas comuns (na frente) e os tradicionais sofás, que ao contrário do America, permitem que o cadeirante fique na ponta da mesa. Tem o inconveniente de ter que se afastar caso alguém queira sair, mas a distância entre a cadeira e a mesa fica perfeita. Nada te impede de utilizar as mesas normais, desde que você ocupe o lugar de duas pessoas.

mesa com sofás

o pé da mesa fica no meio, não impedindo a entrada da cadeira

No Prime Burger você come hamburger e fritas, mas parece que é tudo novidade, o segredo fica para as receitas diferenciadas e a forma em que alguns pratos são apresentados. E tudo isso por um preço honesto, existem lugares mais simples mas que cobram até mais caro por ter uma tradição de décadas que muitas vezes nem se faz justificável. Além do que não tem aquela fila de espera absurda.

teriaki burger e fritas waffle acompanhados de maionese temperada

teriaki burger e fritas waffle acompanhados de maionese temperada

Pra dar uma variada, corri dos lanches tradicionais e fui pra cima de um Teriaki Burger com generoso queijo Minas derretido “puxado” no cogumelo. Pra acompanhar, suco natural de tangerina.

waffles com calda Mapple e amêndoas

waffles com calda Mapple e amêndoas

Uma sugestão de sobremesa para dividir, são os waffles com caldas e sorvete (opcionais), eu optei por uma calda bem difícil de achar aqui que é a Mapple Syrup (um extrato de uma árvore canadense) acompanhada de amêndoas fatiadas.

O banheiro adaptado fica separado mas não trancado. O fraldário fica dentro do banheiro que poderia ser melhor distribuído se não existisse o balcão. Apesar de estar tudo muito higienizado, não é possível aproximar-se paralelamente ao vaso. A tampa do vaso atrapalha a utilização da barra de apoio. 

banheiro adaptado do general prime burger

poderia ser mais amplo sem o fraldário - barra de apoio quase inútil

Com essas falhas infelizmente não posso dar minha nota máxima para a casa, mas esperamos que em um futuro próximo esses erros venham as ser corrigidos, sonhar nunca é demais né? Mas não deixa de ser um excelente lugar para comer.

prêmios 

.  .  . 

foto do cardápio
General Prime Burger

Rua Joaquim Floriano, 541
Itaim Bibi (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 3617-7489 
Preço: 50 Reais por pessoa 

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Orkut e perguntas sobre importação

Christian Matsuy - segunda-feira, 3 de outubro de 2011 - 09:35

De uns tempos pra cá, muitas pessoas nos procuram através do e-mail do blog para sanar dúvidas referentes à importação de cadeiras e acessórios, entre outras coisas. Tentamos responder todas as dúvidas na medida do possível, mas às vezes não sabemos responder mesmo. 

A maioria dessas perguntas que nos chegam, já foram respondidas por nós ou por outras pessoas em nossa comunidade no Orkut. E infelizmente tem gente que parece não gostar quando pedimos para procurar a resposta na comunidade, ou mesmo fazer a pergunta lá no Orkut, onde ela será lida por um número maior de pessoas e a resposta se torna pública, servindo como base de consulta para outros usuários. Nada mais justo. Mesmo assim, ainda recebemos mensagens tipo “Ah, mas eu não queria perguntar lá no Orkut“, ou ainda: “dei uma olhada por lá e não encontrei…” (olhou mesmo?). Enfim, o fórum da comunidade é importante e sempre levamos muito a sério essa ferramenta. 

Outra coisa muito comum é o pedido de ajuda através dos recados do Orkut (em nossos perfis pessoais). Assim, se fossem assuntos que envolvessem privacidade, ou outras coisas que possam constranger tudo bem, mas perguntar “qual roda comprar” pelos recados é um pouco intimista… Além do que alguns usuários se esquecem que bloqueiam os recados e não temos como responder. Pergunte na comunidade pois, como já dissemos, a resposta pode servir pra um monte de gente. Pense nisso!

Caso você tenha urgência no esclarecimento das suas dúvidas, desculpem-nos por nem sempre darmos respostas rápidas, pois certos assuntos demandam pesquisa e nem sempre estamos com tempo livre para responder de maneira imediata. Nossa dedicação ao blog, infelizmente, não pode ser em tempo integral. Todos nós trabalhamos um bocado em nossos empregos, mas sempre fazemos o possível pra responder!

Agora vamos ao segundo assunto, que é a importação de cadeiras e afins. Esse é o assunto que vem gerando o maior número de perguntas repetidas, por isso resolvi fazer um apanhado geral e publicar aqui.

Quero comprar na Sportaid. Essa loja é confiável?

Sim, é confiável. É uma loja americana com muitos anos de existência e  preços muito bons, fora a grande quantidade de itens oferecidos. Caso você não tenha realizado uma compra antes de 2009, eles não vão aceitar seu cartão de crédito (houve uma mudança na política de pagamentos deles), daí ou você pede para alguém que more nos EUA comprar com um cartão local, ou faz uma remessa de valores internacional através de serviços bancários. É necessário ter conhecimento de inglês, para trocar e-mails sobre seu pedido. A Sportaid, assim como as demais lojas americanas não parcelam nenhum tipo de compra.

Não sei preencher o formulário de compra das cadeiras existentes no site. Como faço?

A loja (no caso a Sportaid) é americana, e obviamente o formulário, bem como todo processo de compra, é feito no idioma inglês. Nesse post eu praticamente traduzi todas as medidas que uma cadeira tem e até utilizei uma imagem de um formulário da TiLite. Tente colocar o maior número de medidas possíveis e use dicionários e tradutores da internet para solucionar coisas simples. Após isso, abra um tópico na comunidade do blog no Orkut e poste suas medidas lá. As pessoas aos poucos vão ajudando, inclusive nós aqui. Tente ser claro, e descreva suas necessidades para que as pessoas que lerem entendam e auxiliem com mais facilidade. Quem quer ajuda não pode ter preguiça de escrever. Lembrando que é sempre mais indicado que um terapeuta especializado te auxilie.

Posso pedir para um amigo que mora nos EUA mandar um par de rodas pelos correios?

Até pode. Porém, como já repetimos várias vezes, se fosse tão simples assim todo mundo já teria comprado! Eu citei um par de rodas, mas essa regra vale para qualquer coisa que ultrapasse o valor de 50 dólares. Não adianta falar que vai tirar da caixa ou falar que é usada que não adianta. É um risco que você corre de seu produto chegar avariado, ou ficar retido na alfândega até que o imposto seja pago. Se isso ocorrer, a entrega vai demorar bastante para ser feita. Caso você queira trazer de qualquer maneira, você pagará 60% de impostos sobre o valor do produto, inclusive sobre o frete. Válido para compras de 51 a 500 Dólares.

E se eu pedir pra entregarem via FEDEX, UPS, DHL?

Sua compra, seja ela qual for, vai chegar na porta da sua casa certinho. Só que você pagará todos os impostos, inclusive sobre o valor do frete +  ICMS  + taxas de serviços (armazenagem) da empresa escolhida. Dependendo do que se for trazer, acaba não compensando. Nesse caso, não vale o imposto de importação de 12%.

Uma pessoa virá dos EUA para o Brasil e vou pedir para ela trazer uma cadeira para mim. Posso?

Novamente, pode, mas é um risco que se corre. Se a pessoa que estiver trazendo vier com ela montada e disser que é para o uso pessoal dela, dificilmente irão questionar. Nada de cadeira encaixotada. Se a pessoa não topar trazer dessa forma, não arrisque. É o jeitinho brasileiro mesmo, infelizmente. 

Posso comprar a cadeira na Sportaid e mandar entregar em um hotel ou na casa de um conhecido que mora lá? Posso voltar sentado nela?

Sim, pode. Muitas pessoas utilizam esse método. 

Tentei comprar uma almofada Roho em uma loja americana, mas eles não entregam esse produto no Brasil, mesmo que eu pague todos os impostos. Por que?

A Roho tem um representante oficial aqui no Brasil, e quando se tem o representante no país eles não permitem que as lojas americanas vendam para esses países. Algumas lojas menores até vendem. É uma questão de ver se o preço vai valer a pena.

A cadeira chega pronta para uso?

Praticamente sim. Ela vem com as rodas desencaixadas e com os freios desmontados. É necessário uma chave Allen para fazer a instalação correta dos freios.

Quero importar apenas pagando os 12% de imposto de importação. Como fazer?

O Dado já escreveu sobre isso nesse post aqui, nesse caso tem que ser feito um processo de importação junto à Receita Federal. Procure um despachante aduaneiro cadastrado no SisComex para lhe orientar. Rola uma burocracia por trás disso, mas funciona e há relatos no Orkut de possoas que trouxeram dessa forma totalmente legalizadas. Dêem uma lida nesse tópico (requer login do Orkut).

Nota: O Mão na Roda em nenhum momento encoraja pessoas a fazerem algo que fuja aos padrões de impostos praticados aqui no Brasil. Estamos apenas esclarecendo dúvidas frequentes que nos chegam e cabe à cada pessoa decidir o que vai fazer. Não nos responsabilizamos por eventuais problemas que possam ocorrer.

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Rock in Rio – Eu fui!!!

Eduardo Camara - sábado, 24 de setembro de 2011 - 16:12

Sim, caros leitores, eu fui e trouxe as dicas para vocês! Quem estiver sem saco pode ir direto pro final, onde tem um resumo  :)

Como a organização do evento disse, oficialmente, que mesmo pessoas com deficiência não poderiam estacionar próximo ao evento, acabei partindo de táxi para lá, pouco antes das 17h. Conseguir um táxi foi um pouco difícil, mas depois de ligar para umas 4 cooperativas, a Táxi Leblon topou e lá fomos eu e minha fiel sobrinha e escudeira Alice. Aliás, ela foi minha desculpa perfeita para assistir ao show da Kate Perry, que eu me amarro!

Eu e Alice na entrada da Cidade do Rock

O trânsito estava ruim, mas achei que estaria pior. Chegamos ao terminal Alvorada por volta das 18:30 e estava LOTADO. Logo que chegamos, faltou luz no terminal e ficou uma beleza. A luz dos ônibus quebrou um galho e rapidinho – por causa do embarque preferencial – entramos em um ônibus para Cidade do Rock. Detalhe: apesar do ônibus ter elevador, subi carregado. Os caras argumentaram que ia demorar muito para baixar o elevador e eles tinham que escoar rápido a galera do terminal. Vá lá, aceitei pq estava de muito bom humor e o ônibus já estava cheio.

Dali pro local do show foram apenas 20 minutos. Desembarcamos (eu novamente carregado) e cadê as tais vans para levar até a entrada? Não existiam! Tivemos que andar mais ou menos 1,5Km, e em alguns trechos rolavam uns “currais” com seguranças do evento e era uma porcaria para passar. Os locais com rampas ou sem degraus pelo caminho existiam, mas não estavam sinalizados. Detalhe: apesar de existirem currais com seguranças, a maior parte das pessoas entrava sem ter suas mochilas e bolsas revistadas. Um absurdo!
 
Depois de um bom tempo andando, chegamos propriamente à Cidade do Rock e fiquei muito (bem) impressionado! Tinha muito espaço, e a grama sintética foi uma excelente escolha. Além disso, eles desenharam caminhos entre os trechos de grama, para facilitar a circulação. Perfeito!

Buscamos a área reservadas para cadeirantes e cia, que estava à esquerda do palco, na frente de uma grande lata de “Heineken”. A área era boa, mas podia ser mais alta e mais central, como a que montam no sambódromo. A do Rock in Rio ficava muito à esquerda do palco e prejudicava um pouco a visão. Para variar, a área estava repleta de acompanhantes (tinha gente entrando com 5) e muitos deles sem noção, que ficavam em pé na frente dos cadeirantes. Reclamei com vários, que saíram da frente contrariados. Me impressiona os outros cadeirantes não comprarem essa briga… Porra, a área é para nós, não para eles!!!

Vista da área reservada para cadeirantes

Lá encontrei com meu amigo Jeff Maia, que contou ter vindo de carro e estacionado no Riocentro. Ele ficou sabendo apenas no dia do show… Fica a dica!

Curtimos o show do Paralamas e Titãs do meio pro final e só tocaram músicas conhecidas. Gostei! Aproveitamos o show da Claudia Leitte (pra mim dispensável) para conhecer o resto da Cidade do Rock. Nessa hora, já estava tudo lotadoe foi super difícil circular por lá. Tentamos ir à tal “rock street”, onde tem lojinhas vendendo artigos do festival, além de comida e bebida, mas foi impossível. Os brinquedos também não estavam funcionando, então restou ficarmos por lá papeando com conhecidos que encontramos.

Na hora de ir ao banheiro, decepção total. Fizeram mictórios e banheiros de alvenaria que pareciam até estar limpos (a Alice disse que o feminino estava), mas no masculino, o único banheiro adaptado era um banheiro químico que estava sendo usado por TODO MUNDO. No começo da noite o treco já estava imundo e fedido. No final da noite, simplesmente não consegui nem entrar nele, que transbordava bosta. E não estou exagerando. Queria ver o Medina colocar o rabinho dele por lá… Ponto MUITO NEGATIVO do festival. Porque não colocaram esse banheiro dentro ou ao lado da área para cadeirantes, que tinha espaço de sobra?

Depois curtimos o show da Kate Perry, como começou com pouco atraso, e no do Elton John tentamos comprar algo para comer e beber. Impossível! As filas eram enormes e o pessoal estava demorando cerca de 40 minutos para comprar. Como sou prevenido, tinha levado uma mochila recheada de comida e bebida, que matou nossa fome e sede por todo show.

Durante o show do Elton John, que não tinha nada a ver com as outras atrações da noite, muita gente aproveitou para descansar e até dormir (né, Alice?) na grama. O show demorou um bocado para acabar, e depois ainda tivemos que esperar um tempão para dona Rihanna entrar no palco. Chegou até rolar vaia por causa da demora. Sabe quando a “estrelinha” foi dar as caras? 2:30h da manhã…

Eu e Alice durante o show da Rihanna

Tá no inferno, abraça o diabo. Logo, ficamos até o final do show, que terminou por volta das 4h da manhã. A saída estava mal sinalizada, e demoramos um pouquinho para chegar até os ônibus circulares que levavam de volta ao Alvorada. Tava um confusão danada e tive que apelar para um dos caras que organizavam os ônibus para poder embarcar. Novamente, problemas com o elevador. Os caras simplesmente não sabiam operar aquela porcaria, e o ônibus demorou uns 20 minutos pra sair porque eles não conseguiam fechar o elevador. No Alvorada, para sair do ônibus, mais enrolação.

Apesar disso, embarcamos rapidinho num outro ônibus rumo à Copacabana. Nesse o embarque foi rápido, mas novamente os caras se enrolaram para fechar o elevador. Caramba, quando vão treinar esse povo? O elevador ainda deu galho no meio da viagem e o motorista acabou descobrindo que era lixo jogando embaixo dele que estava causando o problema. Ai, ai…

Finalmente chegamos em Copacabana, às 6:30h da manhã, mas de 12h depois do início da nossa jornada. Eu já estava ligado há 24h e fui direto pra cama dormir. Antes, pensei: teve muita coisa legal e melhor do que no Rock in Rio 3, mas ainda há muito a melhorar!

Entrada para cadeirantes

Resumo da ópera (ou do festival):

- Pessoas com deficiência podem parar o carro no Riocentro (que fica em frente à entrada).
- O esquema de ônibus regular funciona relativamente bem e estavam respeitando a prioridade de embarque. Seria melhor se o povo soubesse operar os elevadores.
- As anunciadas vans que transportariam do ponto final do ônibus à entrada da Cidade do Rock não existiam.
- A grama sintética foi uma idéia muito feliz! Tomara que aguente o tranco até o final do festival.
- A área reservada poderia ser em um local mais central. Estava muito à esquerda do palco.
- Um mísero banheiro adaptado, sendo usado por todos, é RIDÍCULO! Conserte isso urgente, organização! E de preferência coloquem-o PERTO da área para cadeirantes.
- As filas para comprar comida e bebida estavam gigantescas. Levem de casa!

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Rock in Rio 2011

Cris Costa - quinta-feira, 22 de setembro de 2011 - 11:43

Uouou, uououo, uouou… Ok, não vou cantar a musiquinha. Mas chegou a hora do mega evento do ano, e quem ama música e muvuca com certeza já comprou seu ingresso pra curtir um ou mais dias do evento. Eu sou louca por música, mas definitivamente não suporto muvuca. Mas quando vi que Stevie Wonder ia tocar, não me aguentei e comprei o ingresso. Ainda me pergunto se estava de TPM nessa dia, pois apesar de ser mega fã de Stevie, muvucas me apavoram. Enfim, agora que tá chegando perto, vem aquele monte de dúvidas sobre transporte e acesso no local. Então, dei uma pesquisada fiz algumas buscas e consolidei aqui as informações que consegui. Vamos lá:

 Transporte:

 Não será possível chegar à Cidade do Rock de carro. Por isso, vai ter um esquema especial de ônibus para que as pessoas possam chegar lá.

Dizem que a melhor forma de chegar é usando as Linhas Primeira Classe, que partirão de 14 pontos estratégicos do Rio de Janeiro com hora marcada e deixarão os passageiros bem em frente à Cidade do Rock. Na volta, esses mesmos ônibus farão o caminho inverso, e você ainda poderá descer no local que for mais conveniente, desde que esteja na rota do ônibus. Para ter acesso a estes ônibus você precisa ter um RioCard Rock in Rio, o cartão especial de transporte para o festival. Essas linhas não são adaptadas pra quem usa cadeira de rodas. O preço dessa linha é de R$ 30,00 ida e volta.

Quem quiser usar os ônibus circulares, a partir do Terminal Alvorada terão Linhas Circulares com destino ao Terminal Cidade do Rock no Autódromo que estarão rodando durante todo o dia.

Para os que forem de ônibus, no terminal do autódromo e Riocentro, terão vans especiais da própria organização do evento que levarão SOMENTE os deficientes até a Cidade do Rock. Cadeiras de transbordo também estarão disponíveis no estacionamento em frente à Cidade do Rock. O transbordo será feito sempre com o auxílio de profissionais devidamente treinados para efetuar o procedimento corretamente.

Táxis adaptados poderão te deixar na própria Cidade do Rock. Liguei lá pra saber o preço e estão cobrando a bagatela de R$ 250,00 (ida e volta saindo do Leblon). Assim, o ingresso custou menos que isso…  Sem comentários.

 Então já viram né, enche a mochila de paciência porque o negócio é complicado.

 Acesso na Cidade do Rock:

Cadeirantes terão uma entrada diferenciada e poderão assistir aos shows a partir de um stand elevado, quando preferirem. Esse stand tem vista para o Palco Mundo e Sunset. Cada cadeirante terá direito a levar somente 1 acompanhante para o setor. No mapa dá pra ter uma idéia da distância do stand para o palco. Aconselho levar o binóculo também.

Não consegui informação sobre banheiros adaptados, mas assim que souber, coloco aqui. Aliás, se alguém tiver alguma informação bacana, nos avise que a gente coloca aqui.

Então, animados? :o))

Taxi adaptado:  http://www.especialcooptaxirj.com.br/

Link para site do evento: http://www.rockinrio.com.br/

RioCard: http://www.cartaoriocard.com.br/rockinrio/ 

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Cadeira Off Road

Christian Matsuy - terça-feira, 20 de setembro de 2011 - 13:21

jo de rodas e pneus para terraFaz um tempinho que não posto nada “novo” por aqui… É gente, às vezes rola uma falta de tempo mesmo (tá certo que enrolo um pouco também).  Mas a gente escreve! Tarda, mas não falha!

Recebemos uma dúvida de uma leitora, a Daniele, que nos mandou a mensagem abaixo e como não me recordo de ter falado sobre isso anteriormente, resolvi responder a dúvida dela em forma de post.

Olás!

Olhando os posts sobre cadeiras, publicados nos últimos meses, me senti super jeca, usando uma cadeira jurássica….rs. Mas como vocês do blog são muito entendidos, aproveito e pergunto pois não encontrei um post sobre isso: a cadeira adequada para quem viaja com frequência para locais de trilhas, florestas, etc. Costumo viajar para locais de difícil acesso. Moro em Brasília, vou a chapada dos veadeiros com alguma frequência, já estive em alguns locais de floresta, em machu picchu, na trilha das cataratas do iguaçu feita pelo lado argentino. Claaaaro, com mais ou menos ajuda, dependendo do local. Na maior parte do tempo é subindo e descendo morro, pedra, grama, etc. Uso uma cadeira em x pois, até o momento, é a única que me deixa segura fazendo essas coisas (já me estatelei no chão caindo de uma monobloco leve demais, ou mal projetada talvez). Mas, a cadeira faz um barulho diabólico, é pesada, quase tem vida própria pois gosta de ir para a esquerda e ponto. Estou buscando uma cadeira mais leve mas que me dê segurança para viajar. Vocês já escreveram um post sobre isso?

Sabe, vi uma moça ontem com uma TiLite e o “uau” foi inevitável. Mas me vem a dúvida se esse tipo de cadeira dá conta de lugares difíceis, se não desregula, se quebrar como é que faço, se é segura  considerando que sou alta e a monobloco me deixa mais instável, etc. Porque não é um investimento pequeno, né? E pelo menos comigo, prefiro estar com uma cadeira só. Mas, como tocar a x velha de guerra no dia a dia é cansativo, estou considerando essa possibilidade, uma para o cotidiano, outra para viagens mais hard.

Parabéns pelo blog, é super útil e além de tudo, divertido!

Bom, vamos as respostas…

Concordo plenamente que uma cadeira com 10 anos de idade deve ter lá seus vícios, defeitos e muitas outras coisas mais… Se for possível, e a gente sabe que pra muitos nem sempre é, está na hora de trocar de cadeira…

Como foi dito acima, a Daniele tem hábitos não muito convencionais (pelo menos pra mim) de frequentar trilhas, parques e outros lugares não pavimentados. Atualmente  ela faz todos esses passeios com uma cadeira pra lá de convencional, que é a tão famosa “dobrável em X”. Mas tem coisa melhor sim! E obviamente é a cadeira monobloco. Nesse caso, diferente de outras ocasiões, não há o que discutir. Se for o caso de realmente enfrentar lugares muito acidentados, o certo mesmo é partir para uma monobloco com quadro box, que é mais rígido e difícil de entortar. Não vejo necessidade de ter duas cadeiras.

Ela descreveu se sentir sem estabilidade em uma monobloco. Isso ocorre por dois motivos: só o fato de sair de uma dobrável em X com praticamente zero de avanço de centro de gravidade, já muda toda dinâmica de tocar a cadeira, a força aplicada será menor e isso exige um período de adaptação. Outro fator que tira a segurança e estabilidade da cadeira é a escolha das medidas. Cadeira leve é pra facilitar a vida e não pra machucar… :)

Gente, eu tenho 1.90cm e um equilíbrio de tronco péssimo, minha lesão é C4/5, e nem por isso me sinto inseguro numa monobloco. É tudo questão de acertar as medidas, nesse caso fazer uma cadeira mais baixa já resolve bastante. Se ajudar com um tilt correto então, fica super estável. (Tilt é a diferença entre de altura entre as partes traseira e dianteira da cadeira).

Para melhorar ainda mais, o ideal é ter um par de rodas Off Road com pneus “balão” de 2 polegadas de largura e desenho cravado. Esse pneu ajuda no amortecimento por ter um perfil mais alto e em terrenos acidentados fica mais fácil tanto pra quem empurra o cadeirante como pra que toca a cadeira se locomover. Confesso que em areia foda de praia não adianta muito. O ideal seria ter um par de rodas com pneus de 1 polegada para uso na cidasde. Não precisam ser rodas importadas, basta trocar o pneu que pode ser encontrado em lojas de bike. Fiz uma pesquisa rápida e com uns 600 reais é possível ter um par de rodas com eixos Quick Release prontas pra uso.

rodas off road dentro da água

Fernando Fernandes em uma cadeira equipada com rodas Off Road

Rodas dianteiras infláveis funcionam super bem e atendem tanto as necessidades de campo e cidade, mas caso queira ficar no meio termo, as soft rolls de 6 polegadas já dão conta do recado. Duro é comprar essas rodas chinesas que alguns fabricantes nacionais fornecem e conviver com ranhuras e dentes nas rodas.

A qualidade de uma cadeira importada é infinitamente incomparável as nacionais. Minha cadeira completou 3 anos, a do Dado 4 e meio, a da Cris 2. Problemas? Nenhum. ZERO. Vira e mexe trocamos componentes, mas por capricho, e não por defeito. Em caso de quebrar alguma peça, eles enviam pra cá. Você paga um valor maior, mas a vida útil da cadeira é bem mais prolongada.

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Escada-rampa

Bianca Marotta - sexta-feira, 16 de setembro de 2011 - 10:22

Olá, olá. Estou sumida, eu sei, falta de tempo, coisa e tal. Mas não poderia deixar, de jeito nenhum, de postar aqui a escada-rampa mais maravilhosa que já vi. Dica do queridíssimo @horaciosoares, que mandou um twitt com o link para a imagem e a seguinte frase:

“Quando a #acessibilidade é pensanda no início, o resultado pode ser criativo, atraente e funcional.”

Escada e rampas integradas

Valeu pela dica, Horácio! Só faltou saber onde fica essa escada-rampa maravilhosa!!! Segundo nosso leitor Gil Guigon, essa escada fica em Vancouver, no Canadá. Veja a escada-rampa no Google Mapas. Valeu, Gil!

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Vagas pra quem?

Cris Costa - terça-feira, 23 de agosto de 2011 - 09:32

família desembarcando em vaga reservada

Outro dia recebemos um email de um leitor mostrando uma situação inusitada em um shopping onde um carro parou atravessado em frente  vaga de deficientes travando os carros que estavam estacionados nas vagas. Daí veio uma discussão entre nós sobre as vagas marcadas. O Nick já falou sobre o assunto, mas como é algo que atormenta constantemente a alma dos cadeirantes resolvi falar mais um pouco sobre o assunto.

Sabemos que muitos shoppings são uma zona mesmo e não ligam se as vagas são respeitadas ou não. Pra que né? Dá trabalho, o cliente que parar ali inadequadamente vai reclamar, situação chata, então deixa. Mas alguns shoppings estão adotando uma estratégia bem interessante de colocar as vagas reservadas junto a área VIP, mas cobrando o preço normal. Esquema que ajuda e muito a evitar os caras de pau. Nisso me lembrei que fui ao Shopping Leblon e lá no andar onde ficam as vagas marcadas fica um moço “cuidando” para que não sejam mal usadas. Achei bacana. Mas porém, ah porém… Quando fui estacionar, logo depois veio um carro com um casal e uma criança de uns 6 anos e estacionaram na vaga marcada. Fiquei sem entender nada.

Como sempre, não me agüentei e perguntei pro moço:

 - Moço, assim… não vi nada de “incomum” naquela família, por que eles pararam aqui?

- Ah porque o shopping também permite que famílias com crianças parem nessas vagas.

- Mas moço, eles podem parar em qualquer lugar, um cadeirante não…

- Ah, mas deficiente tem prioridade, fica tranqüila!

- Mas moço, tem muito mais famílias com crianças no shopping do que cadeirantes, se chegarem cinco famílias e pararem nas vagas e ficarem todas ocupadas e depois chegar um cadeirante? Como fica  a prioridade?

- (cri… cri… criii)

Pois é meu povo, comofaz? Com tantas exceções aparecendo, todo mundo pode, todo mundo tem direito e quem realmente precisa, como fica? A vaga  marcada é mais larga por um motivo simples: espaço. E não é porque cadeirantes são gordinhos. Pra entrar no carro com a cadeira, esse espaço se faz NECESSÁRIO. Pensem: As vagas comuns são mega espremidas. Quem nunca teve que se contorcer pra conseguir sair do carro pois a porta mal abre? Então  tenta fazer isso com uma cadeira de rodas. Inviável, né?    

Sei que é praticamente impossível conscientizar as pessoas disso. Já disse algum “ólogo” (Freud? Foucault? Raulzito?) que a única forma de conscientizar as pessoas é fazer com que elas vivenciem o problema. “Temo” ferrado, né? Como fazer alguém querer vivenciar uma bagaça dessas? Já que não tem como, vou apelar pra imaginação e tentar algumas associações:

A situação real é: você é cadeirante, chega no shopping todo disposto a se divertir e fazer umas compritchas. Chega no estacionamento, se dirige pra onde tem as vagas reservadas, chega lá, pimba: tudo ocupado. Você olha e vê que a maioria dos carros não é pra quem precisa e ainda vê uma dondoca saindo de sua SVU sem a menor cerimônia.

Então…  

Pense, você comeu aquela “maonese” estragada e um prato inteiro de toucinho. Bateu aquela cólica fenomenal e você sai correndo procurando um banheiro. Teoricamente não tem outro lugar que você possa resolver o tsunami que está prestes a acontecer. Chegando no banheiro, o que acontece? Todas as cabines estão ocupadas. Supondo que vc tenha visão raio-x, você nota que as pessoas que estão na cabine estão: escovando os dentes, lendo um livro, falando no celular. E você, que precisa do troninho fica na mão, sem poder usar o local que foi reservado para esse fim. Legal, né?

A sensação é mais ou menos essa. Você se sente completamente rendido, sem direito a resposta ou ação. A lei não é clara em relação as vagas, não existe punição e os shoppings preferem não se indispor com os clientes, então não se envolvem com a questão. E nem vou falar de consciência das pessoas porque ai já é demais, né? Por isso segue a briga (o que deveria ser direito) de quem realmente precisa com os manés, sem noção e com as novas exceções que aparecem a cada dia. Fico imaginando o dia em que pessoas que usam aparelho odontológico também vão precisar usar as vagas… Ô dó!

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Lateral Direita

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