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Cadeiras de rodas Rígidas x Dobráveis

Christian Matsuy - segunda-feira, 9 de maio de 2011 - 11:03

Em 2010, os grandes players do mercado discutiram sobre a utilização do alumínio e titânio na fabricação das cadeiras. A Quickie descontinuou o uso do titânio e lançou um modelo em alumínio (modelo Q7), que ela o intitulou de “a cadeira mais leve do segmento”. E como parte de sua estratégia de marketing, divulgou diversos vídeos e artigos pelas redes sociais com o intuito de provar que o alumínio é mais vantajoso. Essa é ainda uma discussão muito polêmica e ambos os metais tem qualidades fantásticas, mas temos que ficar muito espertos e não nos influenciarmos por propaganda.

Rígidas x Dobráveis: uma escolha ou um duelo?

Agora em 2011 a discussão que está no ar é: rígida ou dobrável? O que é melhor? Pois é, mais uma discussão polêmica que deve muito ser levada em consideração. A Revista Mobility Management promoveu essa discussão entre alguns experts do mercado (que são cadeirantes), entre eles:

- Josh Anderson, Vice Presidente de Marketing, TiLite
- Jim Black, Gerente de Marketing, Top End
- Brent Hatch, Diretor de Produto, Sunrise Medical
- Christy Shimono, Senior de Produto, Sunrise Medical
- Rick Hayden, Vice Presidente de Vendas (USA), Colours Wheelchair
- Doug Munsey, Presidente, Ki Mobility

Infelizmente, não dá pra traduzir e colocar tudo aqui (direitos autorais), mas vou resumir e colocar os principais pontos discutidos e ao final teremos as opiniões dos demais autores do blog.

Hipótese 1: dobráveis são mais fáceis de transportar do que as rígidas.

Esse seria o maior dos benefícios das dobráveis. O fato da cadeira se dobrar traz uma redução de volume que permite o transporte muito mais facilitado. Porém, esse conceito precisa ser melhor esclarecido.

O comportamento das pessoas, bem como a idéia de cada vez mais dar mais independência ao cadeirante ativo, já mudaram esse conceito, pois atualmente, com a redução de peso das cadeiras, tornou-se mais fácil colocá-las sozinho dentro do carro, antigamente só se pensava em transportá-las no porta-malas.

Ademais, as cadeiras rígidas podem dobrar o encosto, e com o Quick Release (rodas removíveis por encaixe), o transporte ganha muita praticidade. Resumindo, ambas são facilmente transportáveis, porém DE MANEIRAS DISTINTAS. Aí é que entra o aspecto clínico e isso pode ser a chave que para a decisão correta na hora da escolha, pois sabemos que cada pessoa tem capacidade de força, mobilidade e equilíbrio muito diferentes, entre outras coisas.

Outro ponto interessante é que muitas pessoas NUNCA tentaram guardar uma cadeira rígida pelo fato de não terem uma cadeira desse modelo. Sem as rodas e com o encosto reclinado, a rígida torna-se compacta e, sem sombra de dúvidas, mais leve. O que muda é a maneira de se colocar no carro. Existe ainda o costume de alguns cadeirantes de só aceitarem guardar a cadeira no porta-malas de seus carros, o que não é possível fazer sem a ajuda de alguém. Alegam que guardar a cadeira dentro do carro ocupa o lugar de um passageiro, o que não os agrada.

Um consenso entre os experts: Pensar que uma cadeira dobrável é a melhor solução de portabilidade é um conceito ULTRAPASSADO.

Hipótese 2: dobráveis possuem mais opções de acessórios.

Geralmente, quem adquire uma cadeira dobrável pensa em alguns acessórios como se eles fossem “parte integrante”, e que toda cadeira deve tê-los, tais como apoio de braços grandes (ou de modelos diversos), apoios de pé com regulagem de altura, ângulo e rebatimento. E muitas pessoas, quando migram para uma cadeira rígida, querem os mesmos acessórios e nem todas as marcas fornecem essas possibilidades.

Um consenso entre os experts: As pessoas tendem a querer determinados acessórios NÃO NECESSÁRIOS, e raramente tentam usar uma cadeira sem os mesmos. E atualmente, as cadeiras rígidas já oferecem uma boa quantidade de opções nesse sentido.

Hipótese 3: rígidas tem um melhor desempenho ao rodar.

Cadeiras rígidas vem cada vez mais melhorando sua portabilidade e possibilidade de ajustes. O mercado está sempre buscando novas formas de se deixar uma cadeira rígida o mais compacta possível, e isso é fato. Outra coisa é que o desenho do quadro de uma cadeira rígida propicia uma melhor distribuição de peso e a aplicação da força ao tocar é melhor aproveitada fisicamente.

Isso significa que, quando uma pessoa toca uma cadeira rígida, a energia aplicada nas rodas é melhor aproveitada se comparada a uma cadeira dobrável, onde se perde um pouco de energia entre os componentes que compõem a dobra e também devido ao desenho do quadro.

A questão aqui é: será que essa quantidade de energia perdida nas dobráveis realmente faz toda a diferença? Segundo os experts, sim, sim e sim.

Conclusão 1: medida é uma coisa crítica.

Já comentamos várias vezes sobre isso aqui no blog, e mais uma vez temos a referência de especialistas citando o quanto é importante ter uma cadeira bem prescrita dentro de suas medidas, independente da sua escolha por uma rígida ou dobrável. O problema é que temos poucas opções de ajuste de medidas quando se opta por comprar uma dobrável aqui no Brasil, o que não acontece no resto do mundo.

Quando se prescreve uma cadeira, o profissional que o faz deve levar em consideração não só as medidas do corpo, mas sim fazer um breve histórico do usuário, analisando as condições e ambientes onde a cadeira será mais utilizada, entre outras circunstâncias dessa natureza.

Conclusão 2: descarte estereótipos sobre as cadeiras.

Sim, muitas pessoas que poderiam escolher entre os dois tipos de cadeira, preferem utilizar uma dobrável. Isso é visto a todo tempo, e não há nada de errado nisso. O que está errado é não dar a possibilidade da pessoa escolher por motivos financeiros. Não se deve adquirir uma cadeira, independente do modelo, por que TE FALARAM que ela é boa, quem tem que saber se determinada cadeira funciona é unica e exclusivamente VOCÊ.

Conclusão 3: o avanço da tecnologia trará melhorias para ambos os tipos de cadeiras.

Talvez a melhor notícia seja que os avanços da tecnologia nas áreas de design, engenharia e produção irão beneficiar todas as cadeiras. Estamos pensando constantemente em diferentes maneiras de fechar uma cadeira dobrável, estilos diferentes e tentando traduzir tudo isso para outros modelos de cadeiras. Vamos lembrar que, se voltarmos quinze anos no tempo, não existia nenhum tipo de acessório opcional, e hoje já podemos ver por exemplo, cadeiras rígidas com apoios de braço rebatíveis ou removíveis. A idéia é aumentar ainda mais essas opções, tornando-as praticamente ilimitadas, onde o design contemplará perfeitamente o conjunto escolhido pela pessoa.

Finalizando: nossas opiniões.

Nickolas
Usei cadeiras nacionais dobráveis por um bom tempo e admito: são horríveis. Não conheço nenhum modelo que permita um ajuste decente. Posso falar por experiência própria: se o assunto é cadeira nacional, esqueça as dobráveis. Entre as importadas a situação é diferente, há modelos com ajustes de posição que colocam as dobráveis no mesmo nível de conforto que as monobloco. Quando resolvi comprar minha última cadeira estava relutante em usar uma monobloco depois de ter experimentado um modelo por alguns dias. O desempenho e o conforto das monobloco são melhores, mas a praticidade para guardar a cadeira dobrável fazia muita falta.

Até que encontrei a solução ideal na cadeira que uso atualmente, que é um modelo híbrido: é dobrável, mas não fecha em X. É como se fosse um quadro rígido com uma articulação e uma trava. Usando a mesma configuração de rodas, acho que o desempenho fica muito parecido com uma cadeira monobloco. O problema é que esse mecanismo de dobra é patenteado, por isso é o único modelo no mundo que reúne essas características – e cobra um preço maior por isso.

Monobloco ou dobrável? Eu fico com a minha, simplesmente porque acho mais adequada para me uso. Tenho conforto e uma postura correta com bom desempenho. Além disso, a praticidade de guardar a cadeira sozinho no carro sem precisar desmontá-la compensam as perdas em relação a uma monobloco, que seria minha segunda opção. Cadeira em X, nunca mais…

Cris
Como já usei as duas, posso dizer que acho que a quadro rígido é muito melhor. Tanto no peso quanto no desempenho. Mas pra mim, uma das grandes vantagens da monobloco é a posição. Qualquer um fica mais “bem sentado” na monobloco. Você se sente melhor, mais reto. E a posição das pernas também. Era algo que me incomodava muito. Na dobrável a perna fica mal posicionada, te deixando com as pernas meio que “abertas” (ui). Já na monobloco, até por ter aquela opção de afunilar (isso é não é possível dobrável) a perna fica mais juntinha e mais “chique”. E isso também ajuda a postura.

Mas enfim, gosto é gosto…

Christian
Também já usei os dois tipos, sendo que tenho o diferencial de ser empurrado por alguém 90% do tempo, e isso já é um fator que determina a escolha. Quando comecei a sair mais de casa, percebi que a cadeira dobrável com apoio de pé removível era um transtorno para as pessoas desconhecidas que tinham que montar/desmontar a cadeira. Tive sorte de ter medidas compatíveis com uma cadeira sem possibilidade de ajuste, mas o maior problema era andar nas ruas mesmo, no geral é uma cadeira “mole”, difícil de ser empinada por quem está empurrando (necessidade básica aqui no meu bairro). Mesmo assim, usei por mais de 5 anos. Na rígida, consegui melhorar muito o desempenho do toque da cadeira. No meu caso eu não tenho como guardar no carro sozinho, mas sempre pego táxi e preciso instruir como montar/desmontar, e nesse ponto a rígida facilitou muito minha vida. Eu era uma dessas pessoas que achava inconcebível ter uma cadeira sem apoio de braço! Após perder quatro deles, decidi me acostumar sem, e funcionou. Levei uns 3 meses pra me adaptar.

Dado
“Minha primeira cadeira foi uma dobrável da Jaguaribe, e dela não sinto saudade alguma. Depois parti para uma monobloco da Tokleve e foi como mudar da água pro vinho! A cadeira era bem mais leve e aguentou bem o tranco do dia a dia sem apresentar muitas folgas e problemas.

A única desvantagem da monobloco, teoricamente, é que ela ocupa muito espaço quando guardado. Não concordo com esse ponto de vista. Como coloco a cadeira no carro sozinho, acho bem mais fácil usar a monobloco, pois esse tipo a cadeira é significativamente mais leve. Se o quadro for aberto embaixo, do tipo cantilever (ex: TiLite ZR/ZRA, Reateam M3, Tokleve Milênio etc), fica mais fácil ainda! Basta tirar as rodas traseiras e colocar o quadro no banco do carona ou no banco de trás. Moleza!

Também acho a “tocada” da monobloco bem melhor do que a das cadeiras dobráveis e como ela tem menos pontos de articulação, é menos sujeita a folgas e tem manutenção mais fácil. Outro fator MUITO importante na minha opinião é o visual. As cadeiras monobloco tem um aspecto muito mais esportivo e dinâmico. Não parecem a “cadeira da vovó” e na maior parte das vezes conseguem te deixar numa postura muito boa e melhor do que a das cadeiras dobráveis. Outra vantagem das cadeiras monobloco e a possibilidade de utilizar assento e encosto rígidos. Até dá para usar esse tipo de acessório nas dobráveis, mas não é tão simples quanto nas cadeiras rígidas. Resumindo, uso cadeira monobloco há mais de 10 anos, já passei por 4 diferentes e não pretendo usar outro tipo de quadro tão cedo. Só vejo vantagens para a monobloco.”

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Tiger Restaurante – São Paulo

Christian Matsuy - terça-feira, 3 de maio de 2011 - 18:04

Depois de um tempinho sem darmos dicas gastronômicas aqui de São Paulo, voltamos com a avaliação desse excelente lugar que é o Tiger Restaurante. Nós, homens do blog, nos encontramos nele após a última Reatech (as mulheres arregaram!).

O restaurante se localiza entre os bairros de Moema e Vila Nova Conceição, todo em ambiente térreo, com algumas mesas na varanda externa (coberta), ótimo lugar para dias quentes. Conta com serviço de Valet (15 reais) e um estacionamento próprio.

mesas com bom espaçamento

Não há degrau na entrada e a inclinação da rampa de acesso é muito honesta, não oferecendo nenhuma dificuldade para vencê-la. As mesas têm um bom espaçamento que permite a circulação interna e fácil acesso ao banheiro.

entrada do restaurante: tranquila

Caso você esteja em uma turma com mais de quatro pessoas vale a pena fazer a reserva das mesas familiares (quadradas) que acomodam até 8 pessoas (se apertar um pouquinho cabe até mais). A casa trabalha com reserva antecipada apesar de não ter muita espera. O Tiger é mais um dos restaurantes que vira e mexe está com promoção nos sites de compra coletiva, o que o torna ainda mais vantajoso, pois a qualidade dos pratos servidos é ótima. Eles trabalham com sistema de rodízio e à la carte, com culinária japonesa, chinesa e tailandesa (essa última com pratos apimentados).

soda aromatizada e arrumação da mesa

O bar do Tiger também é um diferencial, oferecendo muitos drinks exclusivos (alcoólicos ou não). Fica a sugestão da saquerinha de frutas vermelhas (capirinha feita com saquê) e a soda aromatizada de maça verde. Fico devendo a foto da saquerinha, pois beberam antes que eu fotografasse! :)

combinado de sushi e sashimi para duas pessoas

Dessa vez não optamos pelo sistema de rodízio, pois como estávamos com cupons de desconto, pedimos o combinado de sushi/sashimi. Mas já tive oportunidade de experimentar o rodízio e vale bastante a pena. Ainda existe o rodízio tailandês, que é mais caro, mas você poderá se servir tanto das pratos japoneses, bem como de alguns tailandeses.

banheiro com ótimo acesso e espaço

O banheiro é adaptado é de fácil acesso, não fica trancado e é muito bem higienizado!

. . .


Tiger Restaurante

Rua Jacques Félix, 694 (ver no Google Mapas)
Bairro Vila Nova Conceição
Fone: (11) 3045-2200
Preço: 70 Reais por pessoa

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Essa vaga não é sua nem por 1 minuto!

Christian Matsuy - segunda-feira, 25 de abril de 2011 - 09:37

Recebemos o link para esse vídeo de alguns leitores do blog, e como nem todo mundo usa o Facebook (pelo menos por enquanto rsrsr) estamos postando aqui! Achamos fantástica a forma original de abordar um assunto antigo e que continua sendo não respeitado por muitos!

Esta vaga não é sua nem por um minuto from Bruno Siqueira (malha) on Vimeo.

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Cinema São Luiz – Rio de Janeiro

Bianca Marotta - sexta-feira, 22 de abril de 2011 - 17:40

Já tem um bom tempo que queríamos escrever um post sobre a acessibilidade do cinema São Luiz, no Largo do Machado. Só que nunca acontecia de estarmos com câmera a postos para tirar as devidas fotos. Não que desta vez eu estivesse com uma senhora câmera na mão, mas meu celular quebrou um galho e finalmente consegui adicionar mais este cinema a nossa lista de locais acessíveis. Vamos aos detalhes!

Rampa para o elevador de plataforma e elevador de plataforma

Como o cinema fica no segundo andar de uma galeria, logo na entrada damos de cara com uma super rampa que leva ao elevador de plataforma.

Banheiro adaptado

Já no segundo andar, próximo às salas de projeção, encontramos os banheiros adaptados. Bem grandes, por sinal e com suas devidas barras de apoio etc e tal. Só não gostei dos dizeres presentes na plaquinha de sinalização: “Sanitário Especial”. Pra quem já me conhece, não simpatizo com o uso desta palavrinha. Desnecessária…

O filme que assisti foi projetado na sala 2, uma das duas salas que possui locais reservados para cadeiras de rodas muito bem posicionados. Nas fotos a seguir você pode ver a localização dos mesmos ver (ok, ok, as fotos não estão boas, mas seja legal comigo e faça um esforço).

Lugar reservado para cadeirantes na sala 2

Como a entrada na sala 2 é feita por cima, os lugares para cadeirantes puderam ser selecionados com uma distância boa da tela. Nada de dores no pescoço.

Entrada para sala 2 e espaço para circulação dentro dela

E para vocês terem uma idéia melhor, fotografei a visão que o espectador tem da tela ao se sentar num desses lugares. O espaço para circulação dentro da sala também é muito bom.

Tela de cinema vista por quem se senta no lugar reservado

Não tive acesso às outras salas de projeção (são 4, no total), mas fuçando na internet, encontrei um mapinha de cada uma delas. Como podem ver, as salas 2 e 3 possuem os lugares reservados mais bem posicionados (fila J). Já nas salas 1 e 4, os lugares reservados para cadeiras de rodas ficam na fila A, ou seja, de cara pra tela. Fuen, fuen, fuen, menos 2 pontos para o cinema São Luiz…

Mapa da Sala 1 do São Luiz - local reservado para cadeira de rodas na primeira fila

Mapa da Sala 2 do São Luiz - local reservado para cadeira de rodas na fila J

Mapa da Sala 3 do São Luiz - local reservado para cadeira de rodas na fila J

Mapa da Sala 4 do São Luiz - local reservado para cadeira de rodas na primeira fila

De qualquer maneira, já são mais duas salas de cinema na nossa listinha! Bom filme pra vocês!

. . .

Cinema São Luiz
Rua do Catete, 311 – Largo do Machado
www.gsr.com.br

Ver no mapa

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Hotel Continental – Canela RS

Teco - quarta-feira, 13 de abril de 2011 - 13:36

No final de 2010, motivado pelo Natal Luz, estive em três cidades da serra gaúcha: Nova Petrópolis, Gramado e Canela. Entrei em contato com o pessoal do blog para podermos adicionar mais essa boa opção de estadia a quem se interessar.

Para evitarmos surpresas desagradáveis, a primeira coisa que temos que fazer após definirmos para onde vamos, é pesquisar a acessibilidade do local em que ficaremos, no caso, os hotéis. Aqui no RS temos um bom portal de pesquisa, o Hagah, onde pesquisei os hotéis e pousadas da região e entrei no site de cada um (uns 30!) questionando sobre a disponibilidade de quartos adaptados próximos àquela data. Por ser uma região eminentemente turística, fiquei surpreso com as respostas, pois apenas uns 5 me responderam possuir quartos adaptados, e, destes, apenas 2 naquela semana tinham vagas. Optei pelo Hotel Continental Canela, por parecer melhor e mais barato.

Como o nome já diz, o hotel fica muito bem localizado em Canela e é muito bom e acessível a todos os ambientes. Há uma rampa que dá acesso ao bar e à piscina. O restaurante e o café da manhã possuem mesas altas e não há problemas de aproximação.

foto da rampa hotel continental

O banheiro é bem amplo, podendo uma cadeira transitar tranquilamente. O sanitário é comum com barras de apoio e tudo fica bem a mão. Há espaço suficiente para estacionar a cadeira.

Há também um chuveirinho disponível. O espelho é levemente inclinado, permitindo uma boa visualização. O lado negativo fica por conta da pia que não é vazada, tendo que nos aproximarmos pela lateral, e da torneira que poderia ser de alavanca.

O box é de um tamanho bom, apenas não gostei de um pequeno degrau de mármore branco que tem para acesso ao chuveiro, mas não chega a ter 1 cm de altura. O hotel tem uma cadeira higiênica para empréstimo.

Hotel Continental – Canela RS
Rua José Pedro Piva, 220
Bairro Centro
Cep: 95680-000
Tel: (54) 3282 5600 
Toll Free 0800 642 5600

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Encontros

Cris Costa - segunda-feira, 11 de abril de 2011 - 10:16

Vida de solteiro é boa. A gente faz o que quer, quando quer, não dá satisfação de nada… tudo muito bem, muito bom, mas aí você conhece alguém que te desperta um interesse maior. Friozinho na barriga. Papo vai, papo vem… e combinam de sair. Sozinhos. Só você e ele. Uhu! Não era o que você queria? Muito legal, né? Mas depois de passada a empolgação com o fato do encontro estar marcado, começam a surgir todas as neuras: será que rola? Ele gostou de mim ou é só amizade? Putz, a cadeira! Além de todas as inseguranças que a maioria das mulheres tem (e acredito que os homens também tenham as deles) ainda tem isso. Como ir? no carro dele, no meu? Qual lugar? Algum acessível, ou um mais reservado e romântico? Digo isso, porque aqui no Rio não dá pra juntar as duas coisas. Ou é acessível e badalado ou esquece. Mas não há como negar que num primeiro encontro as “limitações” podem causar uma insegurança a mais e muitas vezes desnecessária.

É importante descobrir o que lhe deixa mais confortável e, se for o caso,  falar pro outro que está se sentindo inseguro. Acreditem, a maioria das nossas neuroses (referentes à deficiência ou não) está apenas em nossa cabeça. Às vezes, o outro não tá nem aí e acabamos vendo problema onde não tem. Conheço cadeirante que não se sente à vontade com o entra-e-sai do carro. Nesse caso, marca com a pessoa direto no lugar, assim fica mais tranquilo. Outros, preferem ir no próprio carro. Enfim, não importa como vai ser, mas que seja de forma que te deixe confortável. Afinal, já temos inseguranças suficientes num encontro pra ainda ter que se preocupar com logística e acessibilidade. Eu já sou daquelas que fica calculando perdas e danos, verbalizo quando deveria calar (tipo, ao invés de dizer “ei, gostei de você” digo “você viu a última eliminação do American Idol?”),  e calo quando deveria falar. 100% desastrada. E se ainda tiver que me preocupar com questões “cadeirísticas” aí o desastre é garantido.

Não tem jeito. Não dá pra esconder a cadeira e o que vem com ela, mas isso o outro já sabe. Então,  faça de forma que tudo fique tranquilo pra você e assim possa aproveitar o encontro. Se achar melhor, fale como se sente. Às vezes a gente faz um terror de algo que pro outro é uma bobagem. O importante nesses encontros é estar focado em conhecer o outro e não na cadeira. Ache uma forma que te deixe confortável  e divirta-se. As coisas podem sair bem melhor do que espera!

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Restaurante Bom Grill – Cidade Nova

Bianca Marotta - sexta-feira, 8 de abril de 2011 - 19:54

Entrada do restaurante Bom GrillAcredite se quiser, mas descobri um restaurante na Cidade Nova com banheiro adaptado e acesso para cadeirantes.

Ok, ok. Acesso na Cidade Nova só mesmo dentro do restaurante, porque pra chegar até ele, as ruas e calçadas são uma tristeza, principalmente em dia de chuva. De qualquer modo, achei um avanço enorme ter encontrado um restaurante com essas características por lá. Sinal de que as coisas estão mudando :)

Então, o restaurante em questão, chama-se Bom Grill. Ele tem dois andares, sendo que o acesso ao primeiro andar é tranquilérrimo. Entrada no nível da calçada, sem degraus, nem necessidade de rampa.

A casa oferece grelhados com 3 acompanhamentos a sua escolha, saladas que você mesmo monta e pratos do dia (que costumam sair mais em conta). Os preços são compatíveis com os de outros restaurantes do mesmo tipo e o prato é bem servido.Interior do restaurante - primeiro andar - corredor entre fileiras de mesas

Banheiro adaptadoO espaço interno pra circulação não é dos melhores, principalmente na hora da fila pra pagamento (foto acima), mas o banheiro, que fica no fundo da loja, é bem adaptado, com espaço para a cadeira e barras de apoio. A pia fica do lado de fora, mas infelizmente ela tem um armário embaixo e sua cuba é de sobrepor, o que faz com que fique um pouco alta pra quem quer lavar as mãos estando sentado. Outro errinho ficou por conta da falta de sinalização na porta do banheiro. Descobri, por acaso, que ele era adaptado, porque peguei mania de reparar nessas coisas, mas já conversei com o gerente, que ficou de providenciar a sinalização adequada.

Pia e sinalização errada na porta do banheiro

 

Apesar dos pesares, fiquei contente com mais essa opção!

Bom Grill Restaurante
Rua Correia Vasques 54, Cidade Nova
Rio de Janeiro
(21) 2531-9475
ver localização no mapa

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Lacres por uma cadeira de rodas?

Christian Matsuy - terça-feira, 5 de abril de 2011 - 19:27

É isso mesmo, pessoal! Pra quem ainda não viu a campanha do Guaraná Antarctica, ela está doando 1 cadeira de rodas para cada 1000 pessoas que clicarem em “gostei” no video do Youtube! Mas tem que ser rápido: a campanha vai só até o dia 08/04. Eles se inspiraram na “lenda urbana” que diz se você juntar 1000 lacres de latinhas, pode trocar por uma cadeira de rodas.

 

Vamos divulgar essa grande idéia!

 

Link para a página no Youtube:  http://youtu.be/SIxh1JRjthk

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Sua almofada de ar furou?

Nickolas Marcon - segunda-feira, 4 de abril de 2011 - 09:49

Usar uma almofada de ar traz benefícios indiscutíveis, mas nem tudo são flores. O que fazer quando a almofada fura? E se for um modelo importado, quem pode consertar?

Quando comprei minha almofada Roho, percebi na hora os benefícios no conforto e postura que ela proporcionava. Sem falar na prevenção das temíveis úlceras de pressão (escaras). O preço é alto? Realmente não é barato, mas o valor depende do ponto de vista. Sei lá, acho que cada um sabe quanto vale o seu traseiro…  :-)

Voltando ao assunto do furo (da almofada), fiquei feliz da vida por um bom tempo, mas essa felicidade quase acabou no dia do primeiro furo. Tudo bem, infláveis furam, um dia isso ia acontecer. Veio até um kit de reparo junto com a almofada, o conserto devia ser muito simples. Mas não foi. Explico: a almofada Roho (além de colchões de ar e outras almofadas similares) é composta de um conjunto de gomos interligados que compartilham o ar entre si, melhorando sensivelmente a distribuição de pressão na pele do cadeirante. A parte superior é uma peça única contendo gomos, os dutos de ar e a válvula. É feita de uma borracha especial, que parece câmara de ar, mas não aceita remendos comuns de pneus.

No meu caso complicou ainda mais: o furo foi justamente na dobra entre o gomo e o duto de ar, ou seja, o remendo que veio com a almofada não encaixava e não fechava o furo, que na verdade era um rasgo de uns 3 mm de largura. Minha primeira tentativa foi mandar de volta para a Cavenaghi, em SP, onde eu tinha comprado, mas o conserto que fizeram não durou nem 3 meses. Definitivamente, cola de pneu não funciona na Roho. O furo abriu de novo e ficou ainda maior. Gastei Sedex à toa. E agora? Jogar a almofada fora? Tentar mandar para a fábrica nos EUA? Ó céus, ó vida, ó Roho…

Enquanto isso, eu rogava pragas por ter que usar minha velha almofada de espuma…

Foi aí que o Eduardo lembrou de um lugar no RJ que já tinha consertado uma almofada para ele. Era a empresa Aeromarinter, especializada em conserto de botes e lanchas infláveis. Lá fui eu à caça de um novo remendo.

O primeiro desafio foi conseguir contato. Depois de alguma insistência, consegui falar com o responsável da empresa, o Sr. Mauro, que foi muito atencioso. Ele explicou que começou a fazer consertos dessas almofadas a pedido de um amigo cadeirante, usando o mesmo adesivo para conserto de botes. Desde então, mantém algumas peças da própria Roho em estoque para usar nos consertos. No meu caso, ele recortou o espaço entre dois gomos de outra Roho, com dobras idênticas, e “transplantou” para cobrir o rasgo que havia na minha almofada. O conserto demorou um dia e ficou ótimo. Logicamente o preço não é de borracharia, afinal o trabalho é especializado, mas sem dúvida saiu bem mais em conta que o frete para os EUA ou, ainda, que uma almofada nova.

Atenção porque os telefones no site da Aeromarinter não estão atualizados. Os números de contato atuais são (21) 7844-7397 e (21) 3902-8450. Não percam tempo ligando para os outros números pois não existem mais. É importante ligar antes, pois como alguns serviços da empresa são externos, nem sempre há gente na oficina.

Quando falar com o Mauro, diga que encontrou o nome da empresa no blog Mão-na-Roda que ele faz um desconto especial no conserto.

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As rampas são pra todos

Bianca Marotta - quarta-feira, 30 de março de 2011 - 14:05

Infelizmente só quando realmente precisamos é que percebemos o quanto alguns pequenos detalhes fazem uma enorme diferença. Aconteceu comigo numa viagem à Nova Iorque. Fui sozinha, passei alguns dias por lá e como todo brasileiro que se preza, precisei comprar uma mala pra trazer minhas comprinhas de volta.

Tudo muito bom, tudo muito bem, não tivesse eu resolvido que pagar 45 dólares pra pegar um taxi até o aeroporto estava fora de cogitação. Afinal, o metrô e o AirTrain estão aí pra isso!

Duas malas - uma grande e uma pequenaMas quem já esteve em NY sabe que o metrô de lá é um caos e que se você não prestar bastante atenção, se perde fácil. Fora o fato de que é um sobe e desce danado pra trocar de linha e eu precisava fazer três baldeações. Com duas malas. Pesadas.

E foi então, numa dessas estações sobe-desce, quando já estava entrando em desespero só de pensar que teria que subir e descer escadas com minhas malas, que me deparei com uma belíssima rampa! Nunca estive tão agradecida na vida por terem pensado na acessibilidade do local. E na mesma hora saquei minha câmera e tirei fotos, porque o fato merecia um post!

Rampa dentro do metrô de Nova Iorque

E espero, com todo sinceridade, que nos lembremos que acessibilidade é bom pra todos, sempre. E que não precisemos passar por essa ou aquela situação para nos darmos conta disso!

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Lateral Direita

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