Christian Matsuy - sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 - 18:22
Pra descontrair, enfim é sexta-feira:
Sexta-feira, muito trânsito (pra variar um pouco), e chegamos ao serviço já atrasados…
Eis que olho o cardápio do refeitório no Intranet* e tá lá: peixe frito no fubá. Bom, nem pensei duas vezes, chamei o boy fiel escudeiro e disse: -”bora pro shopping! hoje eu pago o sanduba!”
*Pra que não sabe, Intranet é um site interno de um empresa com informações sobre diversas áreas, inclusive o cardápio do refeitório.
E lá fomos nós. Chegamos ao Subway, ele (o boy) começa a fazer o pedido e após quase terminar de montar o lanche a moça pergunta:
- “É pagamento em dinheiro?”
- Não, é débito. - “Estamos sem sistema, senhor”
- Beleza, vamos embora.
(eu tenho esse péssimo hábito de andar sem 1 REAL na carteira).
E lá fomos nós, contrariados, pro Pizza Hut (genérico), já fodido da vida, pois os 5 minutos que perdemos no Subway foram suficientes pra lotar todas as mesas da praça de alimentação. Pegamos o cardápio enquanto procurávamos uma mesa e eis que de repente: puff… acabou a energia no shopping. Sem previsão de volta, nada de gerador.
Só nos restou voltar e entrar dentro do Wal Mart e comer aqueles lanches que fazem nos corredores do mercado com frios e baguete. Creio que todas aquelas pessoas do shopping tiveram a mesma idéia que eu, uma fila enorme. 3 reais um mata-fome num pão borrachudo e nada de molho especial, muito menos gergelim. A Coca você pega quente da gôndola, pois tinha acabado a gelada devido a alta demanda não rotineira do local.
Mas nem tudo estava perdido: na ida ao caixa, passeando pelos corredores do mercado, me deparo com uma moça que. enfim, era muito “bonita” (pra não dizer gostosa) e resolvi seguí-la para apreciar um pouco. Estávamos tranquilos, apreciando o popozão da moça de bermudinha branca semi-transparente, quando ela dá um breque e vira. O boy estancou minha cadeira eu quase vou pra frente de cara, e ainda escuto:
-”Por acaso vocês estão me seguindo, ou é impressão minha?”
- Não moça, foi coincidência, aliás eu quase caí da cadeira…
Na boa, aquilo não era roupa de usar pra ir a um supermercado, aliás… deixa pra lá.
Isso serviu como uma luva pra desculpa, acho que se ela fosse me mandar um email, com certeza ela assinaria ABRAÇOS, fulana de tal – segundo o Instituto DADO de estatísticas, quando uma mulher te responde e finaliza um email com “abraços”, esqueça – você é desprezível.
Passado o ocorrido, já estava mais de meia hora atrasado…. e ainda faltava o subidão pra chegar na empresa.
Mas desgraça pouca é bobagem: chuva… muita chuva. Sabe quando chove pra caralho? Acho que nada expressa uma chuva tão forte do que “chove pra caralho”.
Molhou meu Shox branco (tênis), mano! Poderia acontecer tudo, menos molhar meu Shox branco com aqueles respingos pretos de sujeira da rua!
Mas tem a parte boa. Meu gerente, me vendo naquele estado deplorável, disse:
Cris Costa - quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 - 10:29
Um dos momentos mais marcantes nesse meu tempo de cadeirante foi quando pude comprar um carro. Demorou, foi sofrido, mas com certeza foi um marco na minha independência. Se hoje os ônibus adaptados não são lá essas coisas, imaginem há 10 anos.
Eu precisava trabalhar, sair de casa, fazer minhas coisas. Mas sem carro, como fazer? Pagava táxi, às vezes conseguia alguém que fazia um preço camarada, ou pegava uma carona. Mas era ruim demais, até porque os taxistas raramente são educados e solícitos. Fora que meu salário ia todo pra isso. Me sentia rasgando dinheiro.
Mas assim que tive condições, financiei e comprei um carro. Foi uma alegria só! Agora ia poder fazer tudo, ir a todos os lugares ir e vir na hora que quisesse e a um custo bem menor. Achava que a música “Born to be wild” tinha sido feita pra mim. Maravilha, né? Aham… Tinha pensado em tudo em relação ao carro – preço, consumo de combustível, adaptação, seguro – menos no mais importante: o motorista. Sim, eu seria a motorista. Mas quem disse que seria fácil dirigir um carro adaptado? Ok, difícil não é, até porque o carro tinha câmbio automático. Mas nunca tinha dirigido um carro automático e muito menos adaptado. Pensei “Ah, não deve ser tão difícil assim! É só acelerar e frear. Nenhuma dificuldade!”. Pois bem, entrei no carro, liguei, mudei a marcha e … POW! De “cara” no muro da garagem! Porque ninguém me explicou que carro automático sai andando sozinho??? Além disso me atrapalhei toda com puxa-acelera, empurra-freia, memória corporal que mandava comando pro pé frear, enfim, uma trapalhada só. Parei tudo (óbvio) e saí do carro convencida de que precisava aprender a dirigir de novo. Consegui alguém que tivesse paciência para andar comigo e me ensinar até que eu pegasse o jeito. Foi quase uma auto-escola. Depois de algumas aulinhas, peguei confiança e fui pra rua, já sozinha e independente. Realmente ter carro fez uma diferença enorme na minha vida. Aí sim…
Bom de mais, né? Ainda mais agora que passo longe dos muros!
O Blog Mão na Roda Adverte: Não dirija antes de fazer auto-escola. Mesmo já sabendo dirigir!
Eduardo Camara - terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 - 09:42
Tô falando que esse é o ano para o esporte deslanchar no Brasil… O pessoal do programa Stadium, da TV Brasil, fez uma matéria fantástica sobre handbike que foi ao ar no último domingo. Eu, Nickolas e Edson – que fez sua própria handbike – aparecemos no vídeo que vocês conferem aqui embaixo!
E no mesmo domingo conheci o João Sabóia, que se amarrou na handbike e fez um excelente vídeo da bichinha passando pelo arpoador. Vale a pena assistí-lo!
Nickolas Marcon - domingo, 13 de fevereiro de 2011 - 19:36
Conforme o blog já noticiou no post “2011 vai pedalar“, firmamos uma parceria com a fabricante de handbikes Handvikn. A partir de hoje, os leitores poderão acessar o site do fabricante clicando diretamente no banner colocado aqui no blog, logo à direita do primeiro texto. Para conhecer tudo que já publicamos sobre handbikes, basta acessar o Handbike Blog ou digitar a palavra “handbike” na caixa de busca por palavra chave.
E aguardem: nossa bike Handvikn já está na fase final de montagem e, até o final desse mês, publicaremos a avaliação completa do modelo Handvikn 700 EHL.
Cris Costa - quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 - 08:59
Há pouco tempo resolvi testar o tal do Nintendo Wii. Tava de bobeira, vi o jogo e pensei “Por que não?”. Como nunca fui muito ligada nesse mundo de games, não tinha muita expectativa em relação ao jogo, apesar de ouvir falar que o Wii era diferente e bem mais divertido. Enfim, achava que era tudo balela.
E não é que me enganei? Depois de apanhar um tanto pra aprender a mexer no controle e entender como funcionavam os jogos e os movimentos, me peguei completamente viciada. Consegui jogar a maioria dos jogos sem o menor problema. Mas o meu preferido acabou sendo o boxe. Adoreeei! Soco-soco-pow, pow-soco, apanho, descanso o braço-ufa, soco-soco-pow-knockout! Yeahhh!!! Foi meu momento Muhammad Ali. E quem disse que jogar não cansa, nunca jogou Wii. Depois de alguns rounds de boxe, sets de tênis, boliche, jogos de inverno e Mario Kart (com direito a marcha-ré na largada, rs) fiquei mega cansada e acordei no dia seguinte com a sensação de ter feito um triatlo na categoria Iron Man. Tudo doía. Mas valeu cada musculinho doído, a brincadeira é boa e não deixa de ser um bom exercício.
Assim, achando que tinha descoberto a pólvora, fui comentar com o povo do Blog o quanto o jogo era bacana e possível de ser jogado até por um tetra (dependendo da limitação). E é claro que eles já tinham jogado. Nas conversas sobre jogos, o Nick comentou sobre outras plataformas (PS3 e Xbox) que já têm jogos no mesmo estilo do Wii.
O Nick fez o seguinte comentário:
“O Wii tem sido usado por clínicas de reabilitação para recuperação de coordenação motora, entre outras coisas. Eu já tive um e cheguei à conclusão que iria me matar jogando Wii (quedas da cadeira jogando boxe, mãos quase decepadas jogando golfe, arremessos de controle jogando tênis, princípio de bursite jogando Need For Speed etc.), por isso vendi o meu Wii e comprei um PS3.”
Kinect (acima), PS3 Move (esquerda) e Wii (direita)
Ele chegou a tentar o Kinect, um equipamento para o Xbox 360 que “filma” a pessoa, capta seus movimentos e aplica ao jogo sem que seja preciso segurar nenhum controle, mas parece que o game da Microsoft tem uma falha e cadeirante acaba não conseguindo jogar.
“No Kinect, quando tentei fazer a calibração em um jogo (não lembro qual), na tela aparecia um bonequinho tentando sobrepor minha imagem repetindo meus movimentos. Em alguns momentos, os braços do boneco até acompanhavam os meus, às vezes com um pouco de atraso, mas o resto do corpo do boneco não se mexia. Desconfiei que fosse problema do jogo e pedi para um garoto que estava ao meu lado entrar na minha frente e se mexer para a câmera. O jogo logo o reconheceu com todos os movimentos. Voltei e tentei esticar a perna pra fora da cadeira, mas também não deu resultado.
Pelo que já li a respeito, a explicação está no software do jogo, que tem na memória um modelo humano em pé e busca identificar na imagem captada um formato que se aproxime. Usa inclusive algoritmos da tecnologia OCR (reconhecimento de caracteres). Talvez a melhor saída seria a Microsoft criar uma opção para marcar um ponto do corpo abaixo do qual os movimentos não seriam considerados, mas os jogos também deveriam ser adaptados para esse tipo de configuração.
De qualquer forma, observando as pessoas jogarem, percebi que a sensibilidade do Kinect ainda é menor que a do PS3 Move (controle sensível a movimento do PS3) e provavelmente inferior ao Wii, por isso os leitores mais `gamers` do blog não precisam ficar tão tristes. Há boas opções com acessibilidade para todos.”
Já experimentou esses jogos? Conte-nos sua experiência!
Eduardo Camara - segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 - 10:55
Para quem viu o vídeo de avaliação da Cube e quer saber mais detalhes sobre ela, inclusive sobre como a cadeira se comportou no dia a dia, aí vai a avaliação completa da cadeira. Com preços e outras informações técnicas, inclusive!
Apresentação e peso
A Cube é uma cadeira espanhola feita de alumínio aeronáutico de ótima qualidade (7020), com quadro tipo “box”, bastante leve e resistente – o fabricante oferece garantia vitalícia do quadro. Os componentes são de primeira qualidade e seu peso sem as rodas traseiras, segundo o fabricante, é de 4,5Kg.
Sou um cara muito cético e não costumo acreditar nas especificações dos fabricantes, mas logo no primeiro contato com a Cube percebi que ela realmente é bastante leve. Nitidamente mais leve até do que a minha cadeira atual, uma TiLite ZRA feita de titânio.
A primeira coisa que fiz quando cheguei com a Cube em casa foi pesá-la: 5,2Kg, sem as rodas traseiras. Não chega aos 4,5 kg especificados pelo fabricante, mas fica perto. Para efeitos de comparação, minha TiLite ZRA e minha M3 com configurações semelhantes e sem as rodas traseiras pesam, respectivamente, 7,1Kg e 8,2Kg, uma boa diferença! Somando os 3,5Kg do par de rodas traseiras (Spinergy Spox Sport 24” com pneus Schwalbe Right Run), a Cube pesa, completa, 8,7kg. Nada mal.
Regulagens
Fique atento: uma das razões para esse peso baixo da Cube é a falta de regulagens. A cadeira é feita de maneira totalmente customizada para o usuário e, se por um lado isso é bom pois a cadeira fica leve e tem menos articulações para dar folga, a falta de ajustes também tem seu preço: você tem que saber EXATAMENTE suas medidas ou corre o risco da cadeira ficar uma droga. Particularmente, penso que a cadeira deveria ter também, pelo menos, regulagem do centro de gravidade.
Ao passar para Cube, percebi que o pedal estava muito baixo. Tentei levantá-lo, mas já estava no limite. A solução foi deixar minha almofada Roho High Profile de lado e usar uma Stimulite Sport de 5cm de altura que tenho como reserva. Aí ficou tudo perfeito! Dica para quem vai encomendar essa cadeira: peça o pedal um pouco mais pra cima do que o normal, pois se você precisar descê-lo vai conseguir, mas se tentar subi-lo, não.
Componentes, acessórios e acabamento
Já montado na Cube, pude sentir o quanto o encosto era confortável. Uma delícia que minhas costas imediatamente agradeceram! Aliás, o assento, assim como o encosto, também é bem construído e permite ajuste de tensão através de faixas de velcros. Não chega a ser tão bom quando um assento rígido, mas é uma ótima alternativa.
O encosto confortável é um dos pontos altos da cadeira
Os freios que vêm com a Cube são do tipo tesoura e de excelente qualidade. Ergonômicos, são super eficientes e deixam a cadeira bem travada, sem mover um pentelhésimo sequer. Eles também possuem uma mola de retorno que faz com que o freio volte para baixo do quadro quando destravado.
Os protetores de roupa, feitos de fibra de carbono, são muito bonitos e bastante eficientes. O único porém é que possuem paralamas rentes às rodas e por isso não é possível trocar as rodas por um tamanho maior pois iriam raspar no paralamas.
Detalhe do paralamas em fibra de carbono
O garfo dianteiro tem inclinação de 90 graus, e deixa a cadeira bem curta e manobrável. Inclinei-me para frente e para os lados para testar a estabilidade da cadeira e me surpreendi. Apesar de curta, a cadeira é bastante estável. Acredito que a posição das rodinhas dianteiras, bem “para fora”, também ajuda. O único porém é que essas rodas para fora adoram acertar portas e quinas de móveis. Foi o que percebi meio minuto depois ao passar da sala para o quarto.
As rodinhas da Cube são do tipo soft roll. Fabricadas pela Frog Legs, são de boa qualidade, ao contrário das que vemos nas cadeiras nacionais. Uso essas rodinhas na minha cadeira há quase 2 anos e continuam inteiras, enquanto as usadas na M3 costumam rachar após 6 meses.
Os garfos que prendem as rodinhas dianteiras são de apenas um lado e valorizam o visual da cadeira. Além disso, são mais leves, juntam menos sujeira e evitam algumas pancadas em portais e móveis.
Uma das coisas que não gostei na Cube foi o acabamento das soldas. São um pouco grosseiras, e como o quadro não era pintado, essas soldas apareciam ainda mais. Recomendo fortemente uma pintura para amenizar o visual dessas soldas. Aliás, a Oracing permite que o cliente escolha QUALQUER cor, o que é um diferencial.
Detalhe do freio tipo tesoura (Scissor)
Montando e desmontando
Deixando a balança e a teoria de lado, chegou a hora de testar a Cube! A cadeira que recebemos tinha praticamente as mesmas medidas da minha cadeira do dia a dia. O assento era apenas 2cm mais largo e a frente e a traseira 5cm mais altas. Fora isso, o resto era igual.
Fui trabalhar montado na Cube e tive a primeira decepção quando fui colocá-la no carro. Quase desisti do teste! Como é chato desmontá-la e colocá-la no banco traseiro… O encosto do modelo testado não dobra (mas é possível encomendar o dobrável) e o desenho do quadro dificulta a pegada para levantá-la. Para passar o quadro pela porta, outro problema: os tubos, protetores de roupa e encosto fixo deixa o conjunto grande demais. Senti saudades da minha ZRA, com quadro tipo “cantilever”, protetores e encosto dobráveis. Suei mais um pouco e consegui colocar a cadeira no banco de trás. Claro que eu não estava acostumado com a Cube e por isso fui mais lento na montagem/desmontagem, mas vamos combinar uma coisa? Cadeira de rua com encosto fixo, só se ele tiver menos de 20cm. Caso contrário, vai ser tão ou até mais difícil guardar a Cube do que uma cadeira de 12Kg.
Testando a Cube na rua
Passando por um piso de pedras portuguesas, percebi que a cadeira é bastante suave e absorve bem os impactos e irregularidades do chão. Mérito do quadro e também das rodinhas soft roll. O quadro não chega a ser tão confortável quanto o da TiLite ZRA, mas é bem melhor do que o da a M3. A Cube também vem, de fábrica, com assento do tipo ergoseat, onde a seção final é plana e o restante inclinado. Serve para aliviar a pressão nos glúteos e teoricamente deixa a pessoa mais confortável na cadeira. Sinceramente, não notei diferença. Já o encosto, realmente é fantástico e dá um banho na concorrência, assim como um bom descanso às costas. Na hora de travar a cadeira, os freios são acionados sem esforço e cumprem muito bem o seu papel.
O encosto e o assento possuem regulagem de tensão através de velcros
A estabilidade também é um ponto forte da Cube. Subi e desci calçadas, passei por buracos, inclinei bastante o corpo pra frente pra trás e pro lado, tudo com bastante segurança.
Rodei um bocado com a cadeira pela rua e não tenho praticamente nada do que reclamar. O único porém foi um nhec-nhec que ouvia em alguns momentos, não sei se por falta de lubrificação ou o quê. O barulho parecia vir do garfo que prende as rodinhas dianteiras, mas não consegui ter certeza. Tirando isso, todo o resto foi muito bom.
Defeito de fabricação
Desde que tinha visto a cadeira pela primeira vez, percebi que uma das rodas estava mais para fora 0,5cm do que a outra e não conseguia entender o porquê. Foi o Nickolas que percebeu que uma solda do quadro estava errada. Um dos tubos foi soldado mais pra fora do que deveria. Apesar de não puxar pro lado, a cadeira ficou 0,5cm mais larga e esteticamente prejudicada. O controle de qualidade do fabricante pisou feio na bola, o que não se espera de um produto de primeira linha.
Na foto, percebemos que o tubo do lado direito foi soldado meio centímetro mais para fora do que deveria.
Conclusões
A ORacing Cube foi de longe a cadeira mais leve que já testei e tem uma ótima tocada. Utiliza componentes de altíssima qualidade e seus freios e encosto foram os melhores que já vi. O quadro também é robusto, confortável, bastante estável e faz com que o desempenho da cadeira no dia a dia seja muito bom.
Mas apesar de todas as qualidades, o quadro tipo “box” ocupa muito espaço e dificulta o transporte, principalmente se tiver o encosto e o protetor de roupa fixos. Fique atento para isso e também para as suas medidas, pois como não é uma cadeira ajustável, qualquer erro na prescrição ou fabricação pode inviabilizar seu uso. Por último, o acabamento das soldas poderia ser mais caprichado e o controle de qualidade deixou passar um quadro defeituoso. Segundo o representante, esse foi um caso isolado e a fábrica já foi notificada.
Veredito
A Cube é uma boa cadeira para cadeirantes muito ativos e experientes que sabem exatamente o que precisam e querem uma cadeira confortável, muito leve e ágil, mas não se preocupam com o trabalho que dá para montá-la e desmontá-la toda vez que saírem de carro. Vendida a partir de R$ 7, 5 mil reais com o encosto dobrável (sem ele custa R$ 500 a menos), é uma boa opção para quem quer uma cadeira de qualidade melhor do que as nacionais.
Pontos positivos: peso, estabilidade, qualidade dos componentes, robustez e garantia total do quadro. Pontos negativos: portabilidade/transporte, ausência de regulagens, acabamento das soldas e controle de qualidade do fabricante.
Concorrente:
TiLite TR – É uma cadeira um pouco mais pesada (em torno de 0,5Kg) que a Cube, porém possui ajustes de centro de gravidade e ângulo do encosto, que fazem falta na cadeira da ORacing. Na minha opinião, é uma opção melhor. O único problema é que, no Brasil, custa em torno de 60% a mais do que a Cube. Uma outra boa opção é a TiLite ZR, semelhante à TR, só que com quadro do tipo cantilever, que facilita o transporte. A ZR é em torno de 1Kg mais pesada do que a Cube.
Especificações do modelo avaliado:
- Quadro do tipo ergoseat em alumínio 7020, tamanho 40×40
- Assento em nylon com ajuste de tensão por velcros
- Encosto com 38cm de altura com espuma e ajuste de tensão por velcros
- Rodas traseiras Spinergy Spox Sport 24”
- Pneus Schwalbe Right Run 24×1”
- Rodas dianteiras Frog Legs Soft Roll 4×1,5”
- Freios do tipo tesoura
- Protetores laterais de fibra de carbono
- Peso sem as rodas traseiras: 5,2Kg
- Peso com as rodas traseiras: 8,7Kg
- Preço do modelo avaliado: R$ 8.700 (R$ 7.000 do modelo básico + R$ 500 do acabamento polido + R$ 1.200 das rodas Spinergy)
- Prazo de entrega segundo o representante: 60 dias
Eduardo Camara - sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 - 09:49
Recebemos da Orto Sport, representante da ORacing no Brasil, uma cadeira modelo Cube para testarmos. O resultado você confere agora, aqui no Mão na Roda! E não é só esse vídeo. Amanhã tem mais informações sobre a cadeira, preço, fotos detalhadas e as conclusões que tirei após usá-la por alguns dias.
Christian Matsuy - quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 - 10:15
Dessa vez fomos ao Boizão Grill, churrascaria rodízio localizada no bairro do Belém, Zona Norte da cidade. O lugar está sempre aparecendo nos sites de compra coletiva e vale a pena.
Um ícone da boa gastronomia, a churrascaria traz os melhores cortes e uma grande variedade de pratos quentes, saladas, frios e frutos do mar.
É necessário uma certa moderação para experimentar as delícias do couvert, senão se torna impossível provar todos os cortes que correm nos espetos do rodízio. Entre os atrativos do couvert, salmão defumado, queijos, palmito, tomate cereja, camarão tradicional e empanado, banana à milanesa e bolinho de bacalhau e por aí vai.
camarões ao bafo e tradicional picanha
O estacionamento é amplo e plano, fácil para desembarcar, e o local ainda conta com serviço de manobrista (ambos gratuitos). Você pode parar na porta, embaixo da cobertura, para desembarcar. Super tranquilo.
elevador de acesso ao restaurante
Ainda na entrada, temos um lance de escadas, porém o estabelecimento tem um elevador lateral que garante o acesso do cadeirante sem maiores dificuldades. Não houve espera para ligarem o mesmo, e ele foi operado pelos motoristas do local.
detalhe das mesas
Já dentro do salão, tudo muito amplo, excelente espaçamento entre as mesas e fácil acesso ao buffet de saladas e pratos quentes. O Balcão é vazado e permite que você se aproxime bem para se servir sem o risco de derrubar alguma coisa.
buffet de pratos frios - vazado
As mesas também são ótimas, em qualquer uma é possível entrar com a cadeira completamente, sem necessidade de gambiarras ou coisas do tipo para se acomodar.
detalhes da pia e vaso
Banheiro adaptado dentro do banheiro comum, achei a adaptação um pouco aquém do lugar. Outro detalhe é o fato de não ser possível passar para o vazo colocando a cadeira em paralelo com o mesmo. Existe espaço para um melhor posicionamento.
Marginal Tietê, S/N (sentido Ayrton Senna) Pari – Entre as Pontes da V. Guilherme e V. Maria (ver no Google Mapas) Fone: (11) 2291-3536 Preço: 110 Reais por pessoa
Eduardo Camara - terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 - 13:48
Meu amigo Gustavo Dutra criou uma comunidade virtual fantástica chamada E-Solidário. É um site onde você pode cadastrar sua instituição para dar e receber doações, ou então participar de trabalhos voluntários. O site permite, entre outras coisas:
- Pesquisar Projetos Sociais por nome, público alvo, localização ou atividades realizadas, permitindo conhecer detalhes do projeto.
- Pesquisar Pedidos de Doação publicados por todos os projetos sociais participantes.
- Anunciar Ofertas de Doação.
- Anunciar seus Interesses Voluntários.
- Criar o seu perfil voluntário com informações pessoais, atividades e público alvo de sua preferência e trabalhos sociais já realizados.
O E-Solidário já conta com dezenas de projetos sociais voltados para pessoas com deficiência e também com centenas de usuários cadastrados. A coisa toda tem dado muito certo, e um dos projetos que se beneficiou com o site foi o Praia Para Todos, aqui do Rio de Janeiro.
No blog do E-Solidário, há um relato – com muitas fotos! – da visita feita por eles ao projeto. Vale muito a pena ler, tanto para conhecer o Praia Para Todos, que mais uma vez está arrebentando (vou sempre!), quanto para ver o quanto o E-Solidário é capaz!
Para participar da comunidade virtual, bastam dez minutos do seu tempo: acesse o site www.e-solidario.com.br e cadastre-se. Ah, é tudo totalmente de graça!
Pessoal do E-Solidário e do Praia para todos com as doações arrecadadas
Cris Costa - terça-feira, 25 de janeiro de 2011 - 12:20
Pra quem acha que o povo do Blog só fala de cadeira, saibam que as vezes também discutimos temas seríssimos e de suma importância. Como o BBB por exemplo. Outro dia, o Nick comentou que ouviu a seguinte frase:
“Acho que no BBB devia ter um cadeirante para mostrar que as pessoas são diferentes.”
E dai seguiu uma longa e profunda discussão. E como somos democráticos, cada um deu sua opinião sobre a “questã”.
Christian - Quanto ao fato de um(a) cadeirante dentro do reality show, confesso que não tenho uma opinião formada… às vezes acho que seria legal, outras acho que seria uma coisa forçada, sei lá… lógico que dependeria muito do cara (ou da mulher) que colocassem lá dentro…
Cris – A primeira coisa que me veio a cabeça foi “E precisa de um cadeirante para as pessoas entenderem que existe diferença?”
Mas não sei dizer se seria bom ou ruim… Concordo com o Christian, depende da pessoa que colocarem. Mas nunca ia saber se o público ia ver como coitadinho, e votariam pro cara ganhar só por isso, ou se votariam pra sair logo, pois muitos não gostam de ver a diferença… mistério…
Não tenho opinião formada também…
Nick – Pessoalmente, acho que não devem colocar por alguns motivos:
1. Antes de mais nada, o povo vai achar que todos os cadeirantes são iguais, e iguais àquele que estiver lá. Se ele for bom, todo mundo é bom, mas se for ruim…
2. Ele(a) estaria em desvantagem física e teria que receber alguma compensação ou isenção das provas de resistência ou de esforço, o que pode tornar as disputas injustas.
3. A situação física pode gerar sentimento de pena no público, o que favoreceria o cadeirante na disputa pelos votos.
4. Muita gente pensa que cadeirante é coitado e não pode trabalhar (mas pode!), por isso precisa mais do dinheiro e merece mais o prêmio, outro motivo para direcionar a votação.
Dado – Pois é… Mas sua visão tá meio pessimista.
As provas podiam ser adaptadas, mesmo as físicas, e o cadeirante se daria bem. Já pensou nessas em que o cara tem que ficar em pé? :)
E você, o que acha? Cadeirante num reality show, pode dar certo?