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Hotel Palermo Suites – Buenos Aires

Eduardo Camara - sábado, 5 de maio de 2012 - 11:04

Fachada do hotel Palermo Suites

Na última viagem que fiz à Buenos Aires, meus requisitos para o hotel eram um  Wi-Fi, café da manhã, boa localização, diária que custasse até 100 dólares e, claro, tivesse acesso para cadeira de rodas. Fui aos tradicionais sites Trip Advisor, Hoteis.com e Booking.com atrás de resenhas e recomendações. Depois disso,  confirmei por e-mail com o pessoal do próprio hotel se ele era realmente acessível, só para não ter surpresas. Aliás, a melhor pesquisa em termos de hotel acessível é no Booking, mas nem sempre ele tem o melhor preço de diária.

E o hotel correspondeu bem às expectativas? 

O ambiente é bem legal, com decoração moderna e de bom gosto, com destaque para as áreas comuns e o pátio que fica na parte detrás do hotel. Já o quarto, é espaçoso e possui uma pequena cozinha integrada para quem quiser preparar sua própria comida, o que eu acho um desperdício em BsAs, já que lá a comida é muito boa e barata. A Internet sem fio no quarto em que fiquei tinha o sinal muito fraco, e era necessário  ficar andando com o notebook pela quarto para conseguir pegar o sinal. O café da manhã era ótimo, e  a localização boa. Esta última ficaria bem melhor se ficasse algumas quadras em direção à Palermo Viejo. O atendimento do staff, esse sim, foi impecável!

Detalhes do quarto

Quanto à acessibilidade, deixou um pouco a desejar. De bom, a entrada do hotel não tem degraus, há um balcão de atendimento rebaixado, o elevador é grande, o quarto e o banheiro têm espaço de sobra, as portas são bem largas (90cm) e há barras de apoio no banheiro. Em compensação, há alguns problemas: a cama é alta (60+ cm), a pia do banheiro e da cozinha não são vazadas (grande bola fora!) e impedem a aproximação da cadeira de rodas, o vaso sanitário é mais baixo do que o ideal e a área de banho é uma banheira (emprestaram uma cadeira de plástico para colocar dentro dela). Alguém com bastante autonomia consegue se virar, mas quem tem menos mobilidade vai suar um pouco.

Detalhes do banheiro

No final das contas a estadia foi bem agradável, mas em uma próxima vez procuraria outro hotel que fosse mais próximo do núcleo gastronômico de Palermo e um pouco mais acessível.

Cozinha

Cozinha do quarto

Hotel Palermo Suites
Site: www.palermosuites.net 
E-mail: reservas@palermosuites.net
Endereço:  Fray Justo Santamaria de Oro, 2529
Palermo – Buenos Aires (ver no Google Mapas)

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Alguém me explica?

Cris Costa - segunda-feira, 12 de março de 2012 - 10:03

Além de todas as questões existenciais normais de todo ser humano, tem umas outras tantas que não entendo. Calma, vou explicar. Viajei no Carnaval para um hotel em Angra, na Costa Verde, no Rio de Janeiro. Óbvio que, antes de ir, liguei para o hotel para saber se o quarto era adaptado, pois no site dizia que era pra “pessoas com mobilidade reduzida”. Alguém defina mobilidade reduzida, plissss? Tentei achar no Google algo que pudesse definir esse tal redução, mas não achei. Na dúvida, achei melhor ligar pro hotel. Falei com a atendente, que me afirmou que sim, que o quarto era adaptado. Expliquei que era cadeirante, não andava, e que a porta do banheiro deveria ser mais larga e o chuveiro sem degrau. A mocinha que me garantiu que era tudo adaptado, e que poderia viajar tranquila. E assim fiz. Relaxei.

Quando cheguei no hotel, e vi o quarto, era praticamente o oposto. Aliás, o problema começava fora do quarto. Fizeram uma rampa no lugar do degrau que tem para os quartos, só que a rampa termina na porta do quarto! Amigooooo, como eu abro a porta? Seguro a cadeira, ou coloco o cartão na porta? Ou brinco de tobogã? E agora? O vaso ficava num cubículo, que lembrava banheiro de avião, só salvava o chuveiro. Aliás, nem o chuveiro, pois ao invés de fazerem um pequeno declive para escoar a água pro ralo, foi feito praticamente uma rampa, ou seja, começava o banho no fundo do chuveiro e terminava quase beijando a parede. Era ridículo! Mas tinha horas que caía na gargalhada, pq né, só com muito bom humor! A pia era alta e tinha bancada embaixo, enfim, uó! Mas, tinha as barras de apoio lá, só que elas não tinham muita função, já que era tudo apertado e mal feito.

Bom, tive que fazer muito “ohmmmmmmmmm” pra não ter um xilique. Não queria ir embora, pois fora o quarto era tudo bem tranquilo, o lugar era lindo e pow, eu queria relaxar! Tava sonhando com esses dias de descanso, aproveitando sol e piscina no melhor estilo “Jackie O”.  Então, diante dessa cena Dantesca, respirei fundo e fui na recepção ver o que poderia ser feito. Me ofereceram uma cadeira higiênica, mediante caução de, plasmem, R$ 700,00 – a cadeira não valia nem R$ 100,00 (mas que depois foi estornado). Sem muita opção, aceitei. Quando fui pegar a cadeira, vi que não tinha braço.

Pequeno parêntese – Continuo achando que essas cadeiras higiênicas foram desenhadas pelo capeta, porque só isso explica o quanto elas são ruins! Desculpe quem tem e gosta, mas acho ruim de mais! Nível máximo da “catigoria” Uó.

Voltando,  liguei na recepção pra reclamar da falta do braço. Umas duas horas depois me vem o tio da manutenção com outra cadeira e dois braços improvisados. Ok, não era o ideal, mas por 6 dias tava valendo. E como não me aguento calada, perguntei pro tio porque fizeram uma adaptação tão ruim no quarto, já que com o que tinham gasto pra fazer aquela porcaria, poderiam ter feito algo decente.

Enfim, essa história toda pra chegar na minha questão. O “tio” disse que o quarto era daquele jeito, pois outras pessoas (???) também usavam o quarto. Não continuei o papo pois o cara não tinha nada com aquilo. Não foi ele que assinou e autorizou aquela bagaça. Mas péra ai: qual o problema do quarto ter um banheiro maior e adaptado? É constrangedor para uma pessoa, não deficiente, usar um quarto assim? Ou o hotel se sente constrangido de oferecer um quarto adaptado para um hóspede não deficiente? Porque eu NUNCA vi ninguém ficar constrangido em usar os banheiros adaptados em locais públicos e muito menos em estacionar em vagas marcadas. Todo mundo acha tudo muito bacana e espaçoso, que até esquecem pra quê foi feito daquele jeito, e usam sem a menor culpa. Mas na hora de um quarto de hotel isso muda? Tem algo errado ai! Falo isso, porque não é a primeira vez que vejo um hotel ter esse discurso de “outras pessoas usam”. É uma desculpa muito da esfarrapada pra não fazer uma adaptação decente, viu?! Me irrito com isso! Pow, discurso preconceituoso e preguiçoso!

 Então, alguém pode me explicar porque todos podem usar banheiros e vagas adaptados, mas não um quarto de hotel?

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Absurdo…

Cris Costa - quinta-feira, 21 de julho de 2011 - 21:54

Vai entender… Ou talvez eu entenda. Afinal, cadeirante é doente, lugar de doente é na cama, e nunca como visitante em um hospital. Então, pra que rampa ou elevador? 

Essa foto foi tirada no Copa D’or por uma amiga e constante contribuidora do Blog, sempre me enviando bons assuntos. Obrigada Dri Baffa! Segue o texto que ela me mandou sobre a foto:

Bom, eu tirei essa foto ontem, quando fui visitar meu tio. 

Eu estava na fila do elevador e vi essa cena. Tirei a foto.

Depois vi – antes de subir – um rapaz entregando um pacotinho pro cadeirante – devia ser o lanche.

Quando desci, pra não ser injusta e nem acusar sem saber, fui até o tal coffee shop pra ver se não tinha um elevador ou coisa parecida, como outra entrada com rampa e tal. Nada. Não tinha nenhuma outra entrada além dessa escada descendo.

 Um absurdo.

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As rampas são pra todos

Bianca Marotta - quarta-feira, 30 de março de 2011 - 14:05

Infelizmente só quando realmente precisamos é que percebemos o quanto alguns pequenos detalhes fazem uma enorme diferença. Aconteceu comigo numa viagem à Nova Iorque. Fui sozinha, passei alguns dias por lá e como todo brasileiro que se preza, precisei comprar uma mala pra trazer minhas comprinhas de volta.

Tudo muito bom, tudo muito bem, não tivesse eu resolvido que pagar 45 dólares pra pegar um taxi até o aeroporto estava fora de cogitação. Afinal, o metrô e o AirTrain estão aí pra isso!

Duas malas - uma grande e uma pequenaMas quem já esteve em NY sabe que o metrô de lá é um caos e que se você não prestar bastante atenção, se perde fácil. Fora o fato de que é um sobe e desce danado pra trocar de linha e eu precisava fazer três baldeações. Com duas malas. Pesadas.

E foi então, numa dessas estações sobe-desce, quando já estava entrando em desespero só de pensar que teria que subir e descer escadas com minhas malas, que me deparei com uma belíssima rampa! Nunca estive tão agradecida na vida por terem pensado na acessibilidade do local. E na mesma hora saquei minha câmera e tirei fotos, porque o fato merecia um post!

Rampa dentro do metrô de Nova Iorque

E espero, com todo sinceridade, que nos lembremos que acessibilidade é bom pra todos, sempre. E que não precisemos passar por essa ou aquela situação para nos darmos conta disso!

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Acessibilidade não é inclusão. Oi? Como assim?

Bianca Marotta - segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 - 13:58

Acabei de ler um texto excelente do Scott Rains* intitulado “Acessibility is not inclusion” (Acessibilidade não é inclusão). Você deve estar se perguntando: “A Bianca pirou? Como assim ela gostou de um texto com esse título? Tá maluca?!”

Num primeiro momento também estranhei, o que me fez clicar no link e conferir o texto. E logo nas primeiras linhas percebi que já era partidária dessa opinião há muito tempo! Só não a havia colocado nesses termos.

Calma gente! Ninguém aqui é contra a acessibilidade. Não enlouquecemos! Mas começa a surgir um conceito muito melhor e muito mais inclusivo que vem ganhando espaço e substituindo o de acessibilidade. O design universal. E é sobre ele que o texto discorre.

O que Scott Rains quer dizer com o título polêmico é que a acessibilidade segrega, enquanto o design universal inclui. Expliquemos: Quando aplicamos a acessibilidade, partimos de algo que já nos é conhecido e o adaptamos para que pessoas com deficiência possam usá-lo. Já o conceito de design universal nos instrui a pensar tudo novo, lá do início. É um exercício de abrir a cabeça, romper com conceitos, formas, soluções já conhecidas e repensar tudo do zero.

Peguemos como exemplo um playground. Num playground acessível, nós temos crianças com deficiência isoladas num canto que elas conseguem acessar. Já num playground inclusivo de verdade, todas as crianças brincam juntas, sem distinção de onde e como. Os brinquedos são pensados para todos.

Antes que você diga: “Mas isso é impossível! Não dá pra fazer algo que sirva pra todas as pessoas do mundo!”, eu completo, ou melhor, o Scott Rains completa. Realmente, design universal não é um design que serve pra todas as diferentes pessoas no mundo todo. Isso é realmente impossível. E é por isso que algumas pessoas preferem chamar o conceito de Design Inclusivo. Onde a palavra “inclusivo” reforça a idéia de que não estamos apenas adaptando algo que já nos é conhecido e que foi criado pensando nas pessoas ditas “normais” e sim, repensando esse algo, para que, no final, o conceito de “normal” é que se torne muito mais abrangente.

Você pode dizer ainda que o autor do texto é americano e vive num país onde acessibilidade já virou lugar comum e existe espaço para um conceito novo. Isso até é verdade,  mas nada nos impede de pular a fase do acessível e passar direto para o inclusivo. Atenção, designers! Vocês estão sendo convidados a quebrar regras, destruir paradigmas, reformular a cultura. Isso não os anima?

Pra finalizar, quero repetir aqui algumas palavras do Scott Rains, que achei muito bacanas, bonitas e verdadeiras:

“Onde a acessibilidade é passiva – deixando a porta aberta sem obstáculos no caminho – a inclusão te convida de forma ativa a participar da rede humana, indo além da porta livre de barreiras. Acessibilidade olha para coisas e lugares. Inclusão olha para vidas humanas.”

*Scott Rains escreve, em diversas publicações, sobre viagens e assuntos de interesse das pessoas com deficiência. Ele também é fundador do fórum Tour Watch e viaja mundo afora espalhando o conceito de turismo inclusivo.

 

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Boizão Grill Churrascaria – São Paulo

Christian Matsuy - quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 - 10:15

Dessa vez fomos ao Boizão Grill, churrascaria rodízio localizada no bairro do Belém, Zona Norte da cidade. O lugar está sempre aparecendo nos sites de compra coletiva e vale a pena.

Um ícone da boa gastronomia, a churrascaria traz os melhores cortes e uma grande variedade de pratos quentes, saladas, frios e frutos do mar.

É necessário uma certa moderação para experimentar as delícias do couvert, senão se torna impossível provar todos os cortes que correm nos espetos do rodízio. Entre os atrativos do couvert, salmão defumado, queijos, palmito, tomate cereja, camarão tradicional e empanado, banana à milanesa e bolinho de bacalhau e por aí vai.

camarões ao bafo e tradicional picanha

O estacionamento é amplo e plano, fácil para desembarcar, e o local ainda conta com serviço de manobrista (ambos gratuitos). Você pode parar na porta, embaixo da cobertura, para desembarcar. Super tranquilo.

elevador de acesso ao restaurante

Ainda na entrada, temos um lance de escadas, porém o estabelecimento tem um elevador lateral que garante o acesso do cadeirante sem maiores dificuldades. Não houve espera para ligarem o mesmo,  e ele foi operado pelos motoristas do local.

detalhe das mesas

Já dentro do salão, tudo muito amplo, excelente espaçamento entre as mesas e fácil acesso ao buffet de saladas e pratos quentes. O Balcão é vazado e permite que você se aproxime bem para se servir sem o risco de derrubar alguma coisa.

buffet de pratos frios - vazado

As mesas também são ótimas, em qualquer uma é possível entrar com a cadeira completamente, sem necessidade de gambiarras ou coisas do tipo para se acomodar.

detalhes da pia e vaso

Banheiro adaptado dentro do banheiro comum, achei a adaptação um pouco aquém do lugar. Outro detalhe é o fato de não ser possível passar para o vazo colocando a cadeira em paralelo com o mesmo. Existe espaço para um melhor posicionamento.

.  .  .

Boizão Grill

Marginal Tietê, S/N (sentido Ayrton Senna)
Pari – Entre as Pontes da V. Guilherme e V. Maria (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 2291-3536
Preço: 110 Reais por pessoa 

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Será que agora vai?

Nickolas Marcon - quarta-feira, 17 de novembro de 2010 - 02:46

Nickolas no Congresso: cadê a acessibilidade?

Nickolas no Congresso: cadê a acessibilidade?

Uma matéria no site da Folha publicada ontem me deixou mais esperançoso: pela primeira vez teremos três deputados cadeirantes num mesmo mandato da câmara federal: Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rosinha da Adefal (PT do B-AL) e Walter Tosta (PMN-MG). Mara Gabrilli foi inclusive apoiada pelo blog nas últimas eleições.

Pelos relatos da reportagem (com fotos do Jairo, do blog Assim Como Você), os problemas já começaram a incomodar os futuros deputados. É claro que eles, por já serem cadeirantes, sentem na pele as principais limitações de nossas cidades. Só que agora serão três parlamentares liderando a defesa de leis para melhorar a acessibilidade em nosso país, além dos vários outros que não são cadeirantes mas se comprometeram com essa pauta em suas campanhas.

Cabe a nós, eleitores, fazer valer nosso voto e cobrar ações efetivas dos eleitos. Será que agora vai?

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Vale ou não vale?

Cris Costa - sexta-feira, 8 de outubro de 2010 - 14:14

E depois de uma semana inteira esperando o tal do maravilhoso sábado, dia que posso acordar tarde e ficar olhando pro teto, fazendo nada, o dever me chama e preciso ir pra rua resolver aquelas pendenguinhas que não consigo resolver durante a semana. O mundo é muito, muito injusto. Depois de uma longa briga com minha cama, levantei, me arrumei e saí. Por preguiça pura resolvi que não ia trocar de cadeira e  fui na StarLite mesmo, minha cadeira chinelinho.

Fui quicando que nem pipoca no óleo quente e me perguntando porque não troquei de cadeira. Cheguei na primeira loja. Nenhum degrau, e a loja (uma papelaria na verdade) ainda fez na entrada uma “rampinha” ao invés de deixar um degrau.  O que me espantou, pois estive lá há pouco mais de um mês, e quando tive que empinar a cadeira o atendente pediu desculpas (pasmem!) e disse que eles iam colocar uma rampa em breve, que já tinham providenciado a obra.  Na hora pensei que era balela do cara, mas hoje vi que não. E fizeram uma coisa legal, nada de rampa muguenga. Enfim, comprei o que tinha que comprar, e segui para meu próximo destino.  Tremeliquei mais um pouco, e fui escorregando na cadeira, e quando vi tava quase deitada. Parei, me ajeitei e continuei. Ruim demaaaaaaaais esse encosto!

Enfim, cheguei na outra loja, e tinha aquele degrauzinho sabe? Nem muito alto, mas que também não é muito baixo. Em muitas lojas encontrei esse degrauzinho, que nem  na foto.

Nada que  uma  empinada não resolva, ou pra quem que como eu  que não tem muita força, uma ajudinha de nada já resolve. Mas ai, vem o motivo do post: vale implicar com o tal degrauzinho, ou é pedir de mais pra colocarem uma rampinha? Se um colocou, porque os outros não podem fazer o mesmo?  Realmente, o degrau não é nenhum absurdo, mas pôxa, porque eu tenho que ficar pedindo ajudinha pra coisas tão simples como entrar numa loja? Não sei, fiquei confusa. Fiquei pensando se aceitar pequenos obstáculos  é conformismo. Porque a gente vai se acostumando a dar jeitinho, a ter ajudinha, e acaba achando que esse é o normal. O que não é verdade. O normal deveria ser tudo bem acessível , né não?

Bom, passeio terminado, missão cumprida e ainda ganhei de presente da cadeira chinelinho uma palma da mão de dar orgulho:

Na próxima, vou de luva!

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Acessível ou não?

Nickolas Marcon - sexta-feira, 24 de setembro de 2010 - 12:49

Será que TODOS os ambientes onde circulam pessoas, públicos e privados, devem ser acessíveis para pessoas com deficiência? Essa é uma pergunta que sempre gera muitas discussões.

Há alguns dias recebemos um email de um leitor que questionava sobre essa exigência das leis brasileiras. Sim, leitores, pelas leis vigentes atualmente, todos os lugares a serem construídos ou reformados devem ser livres de barreiras arquitetônicas.

Mas não seriam apenas locais públicos? Não, pois locais de natureza privada são frequentados por todas pessoas. Sendo assim, o conceito de acessibilidade deve se estender a todos. Afinal, quem garante que uma pessoa com deficiência física não precisará utilizar esses lugares? Deficientes físicos também trabalham, consomem, demandam todo tipo de serviços e interagem socialmente. No caso dos cadeirantes, diria que a diferença está apenas na sua preferência por usar rampas e elevadores ao invés de escadas.

Antes de falar sobre o aspecto legal, vejamos alguns exemplos práticos:

1. Comércios: todo deficiente é cliente em potencial. Trabalham, produzem, ganham dinheiro e querem gastá-lo. Incontáveis vezes já vi comércios perderem clientes por não serem acessíveis. Esse fato é tão frequente que já foi abordado até em telenovelas. Lembrando que o deficiente raramante vai a um lugar desses sozinho. No caso de um restaurante, por exemplo, a falta de acessibilidade fará o estabelecimento perder o faturamento de todas as pessoas “andantes” que estiverem junto com o deficiente; essas pessoas deixarão de experimentar o lugar e não voltarão outras vezes nem o recomendarão para outras pessoas. Já escrevi sobre isso no meu primeiro post no blog.

2. Indústria: a lei trabalhista obriga a contratação de deficientes segundo algumas regras que valem para todas as empresas. É claro que não veremos um cadeirante circulando no meio de uma siderúrgica, mas todas as indústrias possuem áreas administrativas. Eu mesmo já trabalhei em uma delas. Já tive contato com o caso do dono de uma fábrica pré-moldados que ficou paraplégico num acidente de moto e, para continuar administrando sua empresa, adaptou todo o canteiro de trabalho para permitir sua circulação. Outro exemplo seria uma indústria de confecções, onde as pessoas trabalham sentadas na sua maioria. Por que não poderiam contratar uma exímia costureira que teve algum problema de saúde que prejudicou sua locomoção, mas não sua habilidade manual?

3. Prestadores de serviço: algumas empresas até preferem contratar deficientes, tanto para atender à legislação como também porque eles costumam se dedicar melhor ao trabalho do que outras pessoas. Imaginem uma oficina mecânica que também resgata veículos sinistrados: infelizmente, já tive a experiência pessoal de ter meu carro envolvido em um acidente e tive que comparecer três vezes a uma oficina para acompanhar orçamentos e discutir indenização com a seguradora. Se a oficina não fosse acessível, eu teria indicado o conserto para ser feito em outro lugar, pois havia várias opções. Acho que o caso mais conhecido de deficientes prestadores de serviço são os serviços de telemarketing: a maior empresa do Brasil (e muitas outras) contrata EXCLUSIVAMENTE deficientes físicos para trabalhar no seu setor de tele-atendimento, pois a eficiência desses funcionários tem rendido sucessivos elogios dentro da empresa, além de vários prêmios de reconhecimento.

4. Edificações habitacionais: as construtoras hoje valorizam a acessibilidade em todos os novos lançamentos, tanto pela questão legal quanto pela exigência da clientela. O número de idosos hoje é crescente na população brasileira. A expectativa de vida é cada vez maior. Qualquer comprador de um imóvel que tenha hoje 40 anos sabe que com 60 anos poderá ter dificuldades para subir escadas. Um casal jovem de 25 ou 30 anos sabe que andar com um carrinho de bebê será uma dificuldade num prédio com escadas. Sem falar que acidentes acontecem com qualquer pessoa e são as principais causas de paraplegia/tetraplegia no mundo. Uma pessoa pode fazer uma babilônia de degraus na sua casa? Pode, claro, pois é seu espaço. Mas um profissional da construção competente saberá identificar os costumes do seu cliente e propor soluções mais acessíveis em sua casa dependendo da sua necessidade, pois sabe que um imóvel pode ser uma coisa para a vida toda. Imóveis com boa acessibilidade também são mais valorizados.

Quanto custa fazer uma rampa e deixar um local acessível? Se for um projeto a ser construído, o custo é zero, pois não há padrão anterior para comparar com a construção existente. Se for uma reforma, será que a construção de rampas e adaptação de banheiros encarecerá demais a obra? Comparando-se esses custos com o retorno que podem trazer trará a conclusão de que prover um estabelecimento de acessibilidade não é só uma questão de assistencialismo, é também uma questão de lucratividade. Não é preciso ser nenhum mestre em marketing para saber que ganhar um cliente é um ótimo negócio, pois gera toda uma nova cadeia de consumo.

Ainda há a parte legal. A mesma Constituição Federal que garante ao indivíduo o direito à propriedade da sua casa e do seu carro, garante o direito de ir e vir a qualquer estabelecimento, sem exceções. Assim, a acessibilidade não é uma questão a ser discutida. Lei existe para ser cumprida. Não é possível estabelecer uma lei que faculte a adequação de ambientes, pois assim todos optariam pela solução mais simples e a lei seria inútil.

As principais legislações sobre o assunto são a Lei Federal 10.098/2000 e o Decreto 5.296/2004. Atualmente, é a NBR 9050 que orienta a acessibilidade nas construções.

Qualquer estabelecimento que não esteja de acordo com os dizeres legais poderá sofrer sanções de acordo com o nível da administração pública envolvido na fiscalização (Decreto 5.296/04, artigo 3º). O dono de um estabelecimento fechado pode deixar o lugar sem acessibilidade? Pode, pois é sua propriedade. Mas ele não obterá alvará de funcionamento do seu negócio caso a prefeitura cumpra a lei. Também poderá sofrer multas e sanções se não cumprir as legislações trabalhistas que preveem adequação do local de trabalho a todos os funcionários. Na maioria das cidades a lei é cumprida, mas no Rio de Janeiro…

Coloquei aqui alguns argumentos para alimentar a reflexão a respeito da questão de acessibilidade. É uma visão particular que não é estática e está sempre aberta a novos argumentos. Críticas e comentários dos leitores são bem-vindos, pois só enriquecem a discussão.

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Passeata Superação Rio 2010

Eduardo Camara - quarta-feira, 15 de setembro de 2010 - 09:31

Nesse domingo, dia 19 de setembro, rola a 3a edição da passeata do Movimento Superação – Rio, em Copacabana. Na última edição foram 40 mil pessoas e a expectativa desse ano é novamente de um grande público. A concentração começa às 08:30h, em frente ao hotel Othon, no Posto 5, e às 10h a galera sairá atrás de um trio elétrico rumo ao Posto 2.

Vai rolar muita música, gente maneira e é uma grande chance de mostrar para todos que nós – pessoas com deficiência – existimos e somos muitos!

E se você mora longe e não tem como ir, se liga nessa: o Washington, da Lince Transportes, tem uma van adaptada e está oferecendo transporte de graça para cadeirantes que queiram ir à passeata.  A van tem espaço para 3 cadeirantes e 4 acompanhantes. Como Ele é da região de Duque de Caxias  / Xerem, a preferência é para quem more perto de lá ou no caminho para a Zona Sul. Quem estiver interessado, entrar em contato direto com o Washington pelo tel (21) 8881-8934. Bela iniciativa!

Não deixem de comparecer, hein galera? A gente vai estar por lá!

Quando: 19/09/2010 – 08:30h
Onde: Posto 5 de Copacabana (estação Cantagalo do metrô)
Mais informações: www.novoser.org.br

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Lateral Direita

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