Ir para conteúdo principal | Acessibilidade do blog

Conteúdo Principal

Shopping Vila Olímpia – São Paulo

Christian Matsuy - terça-feira, 14 de setembro de 2010 - 09:51

Todo mundo sabe que a praia do paulistano é o shopping. O Vila Olímpia é relativamente novo (inaugurado em novembro de 2009), e para comer, ir ao cinema ou jogar boliche, é uma ótima opção. E serve até para fazer compras. :)

As vagas reservadas encontram-se no estacionamento VIP G1 (sinalizado na entrada da garagem), e o preço do estacionamento é o mesmo do do estacionamento comum, 5 reais.

A grande vantagem desse sistema é que você pode contar com a ajuda dos manobristas caso necessário e as vagas são vigiadas. Não há como um espertinho parar nas mesmas. Vagas amplas, dentro dos conformes e com ótimo espaço lateral entre elas.

Estacionamento do shopping - área reservada

No mesmo piso, bem próximo das vagas, existe um posto onde você pode fazer uso de scooters motorizadas ou cadeiras de rodas manuais. Idéia muito boa, pois atende as pessoas que “estão” cadeirantes temporariamente por diversos motivos. Serve até mesmo pra aquela sua tia do interior que tem preguiça de andar. Este serviço não é cobrado.

posto de empréstimo de cadeiras e scooters

Os elevadores são todos concentrados (veja ao fundo da foto acima) e isso diminui a espera, além de serem bem rápidos. Há rampa de acesso para o hall, e minha sobrinha de 8 anos entra fácil comigo no elevador. O elevador conta com sistema sonoro de aviso de andar e sinalização em braile no painel.

Na praça de alimentação encontramos dois tipos de mesa (redondas e quadradas), fora o balcão elevado (onde se usam bancos altos). As mesas oferecidas permitem ótima aproximação da cadeira.

mesas da praça de alimentação

Ainda na praça de alimentação, temos pias com duas alturas diferentes e torneiras sensorizadas. Infelizmente, não são pias vazadas, mas de lado consegue-se facilmente fazer o uso delas haja visto que você não precisa se preocupar em abrir e fechar a torneira. O toalheiro fica baixo, o que também ajuda. Se não você estiver com problemas para usar as pias, saiba que as dos banheiros são vazadas.

Pias da praça de alimentação

Existem banheiros adaptados em todos os pisos. Nesse post eu vou ficar devendo a foto do banheiro, pois ele estava “em uso” por um outro cadeirante, eu até tentei esperar, mas… deixa pra lá. Ia ficar meio complicado de fotografar asssim logo na sequência se é que me entendem… Ao descer no piso inferior, acabei me dirigindo a outro banheiro que não era adaptado, mas o SAC do shopping confirmou que eles estão presentes em todos os andares, sempre ao lado dos elevadores.

Aliás deixa eu agradecer ao meu amigo Leo Marcos que topou encarar essa empreitada e ir tirar as fotos em pleno domingão à noite. Todas as fotos que eu uso nos posts são tiradas por ele.

Shopping Vila Olímpia
Rua Olimpíadas 360 (ver no Google Mapas)
Telefone: (11) 4003-4173
Horário de Funcionamento:
De segunda à sábado, das 10h às 22h;
Domingos e feriados, das 11h às 21h.

Share

Museu da Língua Portuguesa – SP

Cris Costa - quarta-feira, 1 de setembro de 2010 - 14:25

Continuando meu passeio na terra da garoa, depois de encher a pança no Mercadão fui visitar o Museu da Língua Portuguesa, que fica na Estação da Luz. O edifício é lindo e fiquei me perguntando o quanto seria acessível, já que é uma construção do século XIX. E fiquei feliz ao ver que eles adaptaram o que precisava (que era pouco), sem estragar a estrutura do prédio. Na  entrada, por exemplo, tem uns degraus e ali colocaram um elevador.  E não precisa procurar o segurança pra pedir pra chamar o outro segurança, que conhece a pessoa que guarda a chave do elevador. É só entrar e subir.

Lá dentro é bem tranquilo. Tem só uma rampa, mas uma ajudazinha (se necessário) resolve. O chão é liso, e todos os textos e telas tem altura boa, então dá pra aproveitar e ler tudo.

Até no Beco das Palavras, uma sala com um jogo etimológico interativo que permite brincar com a criação de palavras, conhecendo suas origens e significados, tem 3 mesas com diferentes alturas. Dá pra todo mundo brincar!

Ah, a entrada custa R$6,00 e cadeirante não paga. Aos sábados a entrada é gratuita.

. . .


Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº
Centro – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3326-0775
Site: http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/

Share

Botando a boca no trombone 4 – os ecos ressoam…

Nickolas Marcon - quinta-feira, 5 de agosto de 2010 - 00:27

E aqui estamos nós para mais um capítulo da saga “elevador do Rio Plaza Shopping”. Após o terceiro post da série,  publicado na semana passada, recebemos um email da assessoria de imprensa do shopping solicitando um telefone para contato. Pois bem.

Recebi ontem uma ligação de uma pessoa se identificando como assessora de imprensa disposta a me passar informações sobre as obras do mal afamado elevador. Segundo ela, a obra já está quase pronta e a previsão era de fucionamento até o final desse mês de agosto/2010, o que completaria 13 MESES, ou seja, MAIS DE UM ANO com o elevador parado. Guardem essa data. Quando escrevi o segundo post da série, a promessa era para março/2010.

Segundo a assessora, quando a BR Malls assumiu a administração do shopping propôs-se a fazer uma série de melhorias que incluiam esse elevador e que o atraso se devia ao tempo de licitação, preparação da obra etc. Ora, o antigo elevador tinha sido recém instalado e seu problema era exclusivamente de manutenção, como apuramos junto ao seu fabricante e relatamos também no segundo post da série. Até onde sabemos, um rápido conserto seria suficiente para deixá-lo operacional, mas optaram por trocar tudo. Pode até ser que o novo elevador tenha melhorias em relação ao anterior, assim espero, mas com esse tempo todo de obra dava para construir o teletransporte da Enterprise.

Algumas pessoas pensam que os usuários do elevador são poucos e não farão muita diferença no faturamento do shopping. Farei uma rápida demonstração que desmente esse raciocínio. Vou pegar o meu caso como exemplo. Pelo menos uma vez por mês, costumava ir almoçar no shopping com meus colegas de trabalho, e pelo menos uma vez por mês ia jantar com amigos. Nos dois casos, íamos em 4 ou 5 pessoas e a conta era de pelo menos R$ 300,00. Desde que o elevador parou, não fomos mais, porque eu não tenho mais acesso. Ou seja, são R$ 600,00 a menos de faturamento para o shopping por mês. Nos 13 meses sem elevador, foram R$ 3.900,00 que não gastamos nos restaurantes do shopping. E isso para apenas UM cliente. Jogando baixo, se houver outros 10 clientes cadeirantes que também frequentavam o shopping com amigos 2 vezes por mês, já são quase R$ 40.000,00 (isso mesmo, quarenta mil reais). É o preço de um elevador novo.

Até o momento publicamos todas as informações comprovadas que tivemos alcance. Se o shopping quiser acrescentar outra versão, estamos ansiosos para ouví-la e publicá-la. Porém, até agora, não temos motivos para pensar positivamente a respeito do episódio.

Aliás, seguindo uma postura construtiva, eu gostaria de deixar algumas sugestões para o setor de RH do shopping:

  • Melhorar o setor de manutenção, para que consigam consertar um simples elevador.
  • No nível gerencial, avaliar propostas mais econômicas ao invés de substituir um elevador inteiro que podia ser facilmente consertado.
  • Para o setor de compras, agilizar os processos de tomada de preços. Nem mesmo órgão público demora tanto para fazer uma licitação.
  • A gestão de obras pode ser mais eficiente. Já são mais de 3 meses de tapume para instalar uma simples plataforma que, em outras obras, já vi demorar apenas 15 dias.
  • Por último, a assessoria de imprensa deve buscar informações junto às outras áreas antes de fazer contatos externos, pois nem sempre o cliente é tão desinformado quanto pensam. O episódio de ontem não me deixou com uma boa impressão desse setor do shopping.
Share

Coisas que eu não entendo

Nickolas Marcon - sábado, 31 de julho de 2010 - 19:25

Tem coisas que eu não consigo entender qual foi a intenção do gênio que as fez. Algumas proezas arquitetônicas são dignas de um livro Guiness dos maiores absurdos. Quando vejo algo assim, fico pensando horas para tentar entender a real intenção da obra. Sei que a pessoa quis fazer o melhor, não acredito que façam obstáculos de propósito, mas… por quê?

Por exemplo, na foto ao lado aparece uma portaria de um edifício comercial na Rua Evaristo da Veiga, no centro do RJ. A portaria foi reformada há pouco tempo. Colocaram catracas e até uma passagem para cadeirantes. Legal, né?

Pois é… mas esqueceram que havia dois degraus antes da entrada e mais meia dúzia de degraus depois do portão para chegar aos elevadores. Fazer uma rampa? Não, não, parece que ninguém teve essa ideia. Assim, parodiando um famoso colunista, fica evidente que colocaram o portão de cadeirantes para… não sei.

A outra foto é do cruzamento da Av. Rep. do Chile com a R. Senador Dantas, a duas quadras da portaria acima. Reparem que, apesar do meio-fio não ser muito alto, tiveram o trabalho de colocar um rebaixamento precário na guia para facilitar a subida na calçada. Até aí tudo bem, não foi mais que a obrigação. Só que um gênio do urbanismo teve a brilhante ideia de colocar um bloco de concreto na frente.

Seria para evitar o estacionamento na calçada? Não creio, pois tem um conjunto de telefones públicos tomando o espaço. Uma moto poderia passar por outros espaços. Seria para conter um veículo desgovernado em alta velocidade? Só se fosse um atentado terrorista com um avião, porque a via transversal é de grande movimento e está sempre com o trânsito lento. Passo quase todo dia nesse cruzamento e vejo esse obstáculo. Sua curiosa forma cilíndrica e arredondada me sugere que ele seria mais útil se o pessoa que o construiu colocasse… bem, deixa pra lá…

Se você conhece algum absurdo como esses, tire uma foto e mande para o email do blog citando o local. As melhores fotos aparecerão num post com os devidos créditos e comentários dos seus autores.

Share

Botando a boca no trombone 3 – a história não acabou…

Nickolas Marcon - segunda-feira, 26 de julho de 2010 - 08:59

Lembram do Rio Plaza Shopping? Pois é, aquele shopping em que estava parado o elevador que dava acesso entre os níveis de estacionamento e o nível das lojas? Que o blog entrou em contato com a administração e com vários restaurentes do shopping? E que depois um leitor ainda nos revelou a verdade dos fatos?

Para quem não lembra da história, já fizemos dois posts a respeito:

Botando a boca no trombone

Botando a boca no trombone 2 – o barulho continua…

A última notícia que tivemos era de que o elevador estaria pronto até o final de março/2010. Passados mais de quatro meses, nada mudou. Aliás, mudou sim. Há um tapume enorme no lugar do finado elevador, cobrindo inclusive uma das vagas de estacionamento que eram reservadas (que logicamente não foi demarcada em outro lugar). Reparem na foto: além de não disponibilizarem o equipamento, ainda tentaram reverter em publicidade passando a imagem de uma administração preocupada com a acessibilidade. Isso seria ótimo se o equipamento não estivesse parado há exatamente UM ANO.

Liguei para a administração do shopping perguntando novamente sobre o elevador:

- Rio Plaza Shopping, boa tarde…

- Por favor, o elevador para acesso ao estacionamento já está funcionando?

- Não senhor.

- No começo do ano me informaram que ele ficaria pronto no mês de março, mas até agora nada. Vocês têm alguma previsão de quando ele estará pronto?

(silêncio sepulcral)

- Bem… na verdade…

(mais um minuto de silêncio em memória do elevador)

- Não temos previsão, senhor…

Infelizmente, esse caso parece ser mais um exemplo de obra de acessibilidade que foi feita para conseguir a liberação da prefeitura (alvará) e cuja solução do problema ainda vai rolar por muito tempo…

Share

Os desafios da volta ao lar

Eduardo Camara - quinta-feira, 22 de julho de 2010 - 13:23

Um dos maiores problemas de quem se torna cadeirante de um dia pro outro é a volta para casa. E não tô falando de encarar as ruas inacessíveis não, estou falando de encarar o lugar onde moramos! Hospitais e centros de reabilitação geralmente são bem adaptados, têm rampas e portas largas, ao contrário da maioria das casas e apartamentos.

Comigo não foi diferente e, quando voltei do hospital para casa, foi um caos! Para entrar e sair do prédio tinha que ser carregado vários degraus acima e abaixo. Minha cadeira não entrava no banheiro e mesmo com a cadeira de banho não conseguia entrar no box. Solução? Tomar banho, durante 6 meses, no meio do banheiro, com uma mangueira ligada na pia, molhando tudo, e totalmente dependente de outras pessoas. Imaginem o trabalhão que dava para tomar um banhozinho simples…

Depois de 6 meses, conseguimos nos mudar para um prédio com apenas um degrau na entrada. Já conseguia entrar e sair do prédio sem mobilizar meia dúzia de pessoas. Para melhorar, comprei uma cadeira de banho com rodas grandes, mas estreita o suficiente para conseguir entrar no banheiro de serviço do apartamento. Pela primeira vez em mais de 6 meses consegui tomar um banho sozinho, e como curti aquele momento! Lembro-me até hoje da água batendo no rosto e da porta do banheiro fechada. Pode parecer bobo para quem não vivenciou, mas aquilo foi uma enorme conquista!

Como o apartamento era alugado, não foi possível alargar a porta do banheiro social. E como não dava para “pular” para cadeira de banho toda vez que tivesse que fazer xixi, a saída foi utilizar a velha garrafinha e o tanque da área de serviço. Também era por lá que eu lavava o rosto, fazia a barba e escovava os dentes. Tudo isso durou pelo menos uns quatro anos. Intimidade quase zero… Dureza, né?

Depois desse tempo todo, arrumei um par de dobradiças offset e finalmente consegui entrar no banheiro social com a minha cadeira! O banho continuava sendo no banheiro de serviço, mas agora eu já fazia o número 2 e todo o resto no banheiro social. Tudo bem  que o espaço era apertadíssimo e minha cadeira mal cabia lá dentro. Para usar a pia, tinha que me contorcer todo e para acessar o vaso usava meus dotes de ginasta, mas foi mais um passo adiante e tive aquela sensação boa de me sentir mais “gente” depois de 5 anos como cadeirante.

Ainda não era o ideal. Queria mesmo era um banheirão adaptado, portas largas e tudo mais que eu tinha direito! Mas isso ficaria pra depois. Reformar um apê alugado estava fora dos nossos planos…

(continua)

Share

Praia do Forte – Bahia

Cristal Bittencourt - segunda-feira, 5 de julho de 2010 - 16:04

Igreja em frente à Praia do Forte

Foto extraída de wikimedia - clique na foto para ver a original

Nossa leitora Cristal Bittencourt esteve na Praia do Forte na Bahia e nos enviou suas impressões de lá. Valeu, Cristal!!

“Mandei um tweet pra vocês perguntando se tinham interesse em ver umas fotos de Praia do Forte, aparentemente totalmente acessível, e como a resposta foi positiva, cá estou! Digo aparentemente porque sou andante, e não tenho nenhum problema de locomoção, então não posso ter certeza se a vila de Praia do Forte supre, ou não, as necessidades de um cadeirante.

No entanto, no fim de semana em que estive lá, cruzei com dois cadeirantes que, a meu ver, aproveitavam a vila sem maiores problemas. Um senhor, sozinho, de cadeira motorizada e uma moça de cadeira normal sendo guiada pelo namorado.

Estacionamento e entrada da vila da Praia do Forte

O estacionamento fica em frente à entrada da vila, sem caminho de barro ou qualquer inconveniente do tipo. É lá também que param os ônibus e vans.

A cidade é cheia de hotéis e pousadas, a maioria razoavelmente cara. A pousada que eu fiquei, mais barata, não tinha acessibilidade e ainda era um pouco mais distante. Mas no centro da vila há várias opções mais caras, e um dos hotéis tinha aquele símbolo da cadeira, o que acredito que seja a indicação de quartos acessíveis. Ou estou errada?

Rua na vila da Praia do Forte

Trilha para entrada em uma loja no mesmo nível da ruaA vila toda é praticamente um caminho só, e todas as lojas, restaurantes e pousadas são normalmente no nível da rua. E, quando não é, a grande maioria tem rampas. É bem raro ver degraus por lá. No final da vila, há o Projeto Tamar (que eu acabei não indo nem obtendo qualquer informação graças à chuva) e a praia. Praia, areia, claro, inacessível… Pelo menos até Luciana de ‘Viver a Vida’ chegar lá! rs Mas, antes de efetivamente a praia começar, de frente pro mar, há um espaço razoavelmente grande, com três barracas de praia, e chão de madeira. Ou seja, dá pra ir da vila até essas barracas de frente pro mar sem problemas. Por culpa da chuva, não tirei foto.

Outra entrada de loja no mesmo nível da rua

Ruas da vila da Praia do Forte

Resumindo: o problema é só se chover! A cidade fica inabitável para pés e rodas!

Espero ter dado uma boa dica, um beijo. ”

Observações do Nickolas: “Já fui na Praia do Forte há algum tempo atrás (acho que 2005), quando nem havia o blog.
Não tive nenhum problema para circular pela vila. Todos os lugares são no nível da rua. Algumas lojas tem um degrau na entrada, mas é uma minoria. Talvez já tenham até retirado. Havia vaga reservada no estacionamento e consegui usar o banheiro em um restaurante que parei para almoçar. Não cheguei a ir até o projeto Tamar.”

Nota da blogueira Bianca: O projeto Tamar, pelas fotos que encontrei na internet, não me pareceu acessível, pois é todo sobre areia da praia. Não me lembro se existem trilhas lá dentro (eu também já estive lá, há milênios).

Segundo nossa leitora e colaboradora Maria Paula Teperino o chão do Projeto Tamar é de cimento com uma camada fina de areia por cima (para compor o ambiente). Por conta disso, é possível circular com cadeiras de rodas no local. Abaixo fotos enviadas por ela:

Chão do Projeto Tamar - cimento coberto por areia

Chão do Projeto Tamar - cimento coberto por areia

Cadeirante olhando para tanque com tartaruga no Projeto Tamar

Se alguém tiver mais alguma informação sobre acessibilidade da praia, da vila ou do projeto Tamar, comente!

Share

Pessoas com deficiência x pessoas sem deficiência

Bianca Marotta - segunda-feira, 21 de junho de 2010 - 16:34

De uns tempos pra cá, por motivos óbvios, passei a me interessar por acessibilidade na web. Primeiro porque trabalho com webdesign e segundo porque escrevo no Mão na Roda.  :)

Foi assim que passei a fazer parte da lista de discussões da Acesso Digital (muito boa pra quem se interessa pelo tema) e tive acesso a vários textos interessantes que brotavam de nossas trocas de email. Resolvi transcrever um deles aqui no blog, pois o que começou como resposta a uma discussão sobre acessibilidade web se transformou numa ótima observação sobre a interação “pessoas com deficiência x pessoas sem deficiência”.

O texto é do nosso amigo MAQ, que é cego e autor do blog Bengala Legal e do site Acessibilidade Legal. Valeu MAQ!

“O grande problema dos arquitetos de informação atualmente é definir quem seja público alvo. Como os empresários, em geral, não sabem que pessoas com deficiência existem, elas nunca estão no público alvo dos arquitetos. É a mesma coisa que acontece com as mulheres em relação aos cegos. Como nós não vemos, imaginam que somos a salvação da lavoura ou, por outro lado, que não somos nada. É essa falta de aproximação entre pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência que cria o preconceito. Essa distância abre espaço para todo tipo de imaginação. Imaginam como somos, o que fazemos, como vivemos etc.

Quando eu estava recém cego, com 21/22 anos, estudava na PUC-Rio e as mulheres me perguntavam quem me dava banho (eu sempre respondia que eram voluntárias) e se eu era virgem… E eu só acabei com a minha fictícia virgindade quando não dava mais para esconder a verdade, pois casei, mesmo assim, muitos tinham dúvidas! (risos).

Esse estigma da deficiência, seja de uma cadeira de rodas, de uma bengala, de um aparelho auditivo, seja o que for, faz com que sejamos “desconhecidos” e as pessoas acabam criando “o mundo do cego”, “o mundo do surdo”, menos um pouco, “o mundo do cadeirante”. Como se não sentássemos nas mesmas cadeiras, não comêssemos as mesmas comidas, não praticássemos as mesmas coisas… Fôssemos todos “espirituais”.

Certa vez uma garota na faculdade me disse que o legal de um cego é que nós víamos o caráter de uma mulher, sua espiritualidade, sua cultura, bondade etc… E ela ficou chocada quando eu disse que tudo isso era legal, mas que era melhor ainda quando vinha acompanhado de pernas grossas, seios médios, boca carnuda e um traseiro que não desse para apalpar de uma só vez.

As pessoas tiram a nossa sexualidade com uma facilidade incrível e ficam chocadas quando a mostramos. Portanto, lemos livros, assistimos televisão, temos carros, moramos em apartamentos alugados ou nossos, assinamos contratos e tantas coisas… Que até navegamos na internet quando deixam! (risos). Tinha de ter uma conclusão com acessibilidade web, né?

Abraços off topic do MAQ.”

Share

Espaço Rio Sul Cultura e Entretenimento

Bianca Marotta - segunda-feira, 10 de maio de 2010 - 13:57

Semana passada estive no tal do Espaço Rio Sul, uma nova casa de shows/teatro que fica no estacionamento G3 do Shopping Rio Sul. Fui assistir ao tão comentado show “Beatles num Céu de Diamantes”, mas sobre o qual não vou falar aqui. Meu post será sobre o local.

O local já começa com a vantagem de ficar dentro de um Shopping. Ou seja, vagas reservadas presentes e banheiro adaptado, sem falar nos elevadores. Mas sobre esses eu tenho uma enorme queixa: são poucos e a quantidade de visitantes preguiçosos que não precisam deles, mas usam, é enorme. Isso significa que você poderá esperar uns bons 10 minutos para conseguir ir de um andar ao outro. Então sugiro que, se for de carro, deixe-o no piso G3 que você já estará no andar do show. As vagas reservadas ficam a 10m de distância da entrada.

Apesar da cara de improviso (juro, gente, a impressão que dá é que estão testando a idéia, pra ver se investem num teatro de verdade), logo de cara encontrei rampas que levam até a arquibancada, na qual você também não encontra degraus.

rampas de acesso as arquibancadas

Como o Dado não foi comigo dessa vez, então não consegui descobrir onde fica o espaço reservado para cadeirantes, mas liguei para o local e me informaram que ele existe e que o preço é o mesmo. Vale verificar s a localização desse espaço é boa ou não.

Arquibancadas vistas de quem chega ao local (por cima). Palco pode ser visto no plano de fundo da foto.

Reparei também que as poltronas são soltas (na verdade são cadeiras de escritório, daquelas com braços e bem grandes, que só o chefe tem), então pensei na opção do cadeirante comprar um lugar junto ao corredor e pedir para que a poltrona seja retirada do local para que entre com sua cadeira de rodas. Mas como tive essa idéia agora e não a coloquei em prática, é bom pedir essa informação no ato da compra.

Os ingressos podem ser comprados no local entre 13 e 21h ou pela ticketronic.

. . .

Espaço Rio Sul Cultura e Entretenimento
Shopping Rio Sul
Rua Lauro Muller, 116 – Piso G3
Tel: (21) 3527-7257

ver no mapa

Share

Praia Clube de Uberlândia – um bocado acessível!

Bianca Marotta - segunda-feira, 12 de abril de 2010 - 10:50

Rampas e trilhas acessíveis do Praia Clube de UberlândiaNossa leitora Brunna Melazzo nos presenteou com uma bela visita e muitas fotos do Praia Clube de Uberlândia, que é bastante acessível, como vocês podem ver nas fotos no final deste post.

Segundo ela o “clube é muuuuuiiiitttoooooo grande” e por isso não conseguiu tirar foto de tudo, mas além do que vocês podem ver abaixo, ela destaca também as trilhas calçadas em toda a área do clube, inclusive na beira do rio, os banheiros que possuem, pelo menos, uma cabine adaptada e o vestiário próximo às quadras de esportes, onde há adaptação para banho.

O clube é cortado por um rio e há duas pontes ligando seus dois lados. Uma delas possui um deck com acesso que pode ser feito tanto por escadas quanto por rampas. Brunna conta também que o parque aquático infantil possui três níveis, mas somente o do meio tem acesso a cadeirantes. Já as quadras de tênis e vestiários são adaptadas.

Segundo Brunna, não se pode dizer que 100% da área do clube é adaptada, mas uns 95% sim. Algumas rampas, como as de acesso às piscinas do Complexo Cidade Jardim, por exemplo, são muito íngremes.

Detalhes de outros ambientes do Praia Clube de Uberlândia, vocês podem ver nas fotos abaixo.

Super obrigada, Brunna! A equipe do Mão na Roda e todos os seus leitores, agradecem!

E fica a pergunta: por que todos os clubes não fazem o mesmo?

Vagas reservadas no estacionamento

Portão de entrada para pessoas com deficiência ao lado da roleta

Rampa de acesso ao restaurante da piscina olímpica

Rampa de acesso ao restaurante da piscina olímpica

Rampa de acesso ao restaurante da piscina olímpica - vista da piscina

Rampa de acesso ao restaurante da piscina olímpica - vista da piscina

Rampas de acesso à piscina olímpica

Rampas de acesso à piscina olímpica

Rampinhas de acesso à lanchonete de sorvetes e picolés

Rampinhas de acesso à lanchonete de sorvetes e picolés

Brinquedos com rampas no parque infantil

Brinquedos com rampas no parque infantil

Vias alfaltadas no parque infantil

Vias alfaltadas no parque infantil

Rampa de acesso ao vestiário

Rampa de acesso ao vestiário

Porta com alavanca para banheiro adaptado e banheiro adaptado

Porta com alavanca para banheiro adaptado e banheiro adaptado

Chuveiro do vestiário com banco de parede

Chuveiro do vestiário com banco de parede

Share

Lateral Direita

Buscar