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Alguém me explica?

Cris Costa - segunda-feira, 12 de março de 2012 - 10:03

Além de todas as questões existenciais normais de todo ser humano, tem umas outras tantas que não entendo. Calma, vou explicar. Viajei no Carnaval para um hotel em Angra, na Costa Verde, no Rio de Janeiro. Óbvio que, antes de ir, liguei para o hotel para saber se o quarto era adaptado, pois no site dizia que era pra “pessoas com mobilidade reduzida”. Alguém defina mobilidade reduzida, plissss? Tentei achar no Google algo que pudesse definir esse tal redução, mas não achei. Na dúvida, achei melhor ligar pro hotel. Falei com a atendente, que me afirmou que sim, que o quarto era adaptado. Expliquei que era cadeirante, não andava, e que a porta do banheiro deveria ser mais larga e o chuveiro sem degrau. A mocinha que me garantiu que era tudo adaptado, e que poderia viajar tranquila. E assim fiz. Relaxei.

Quando cheguei no hotel, e vi o quarto, era praticamente o oposto. Aliás, o problema começava fora do quarto. Fizeram uma rampa no lugar do degrau que tem para os quartos, só que a rampa termina na porta do quarto! Amigooooo, como eu abro a porta? Seguro a cadeira, ou coloco o cartão na porta? Ou brinco de tobogã? E agora? O vaso ficava num cubículo, que lembrava banheiro de avião, só salvava o chuveiro. Aliás, nem o chuveiro, pois ao invés de fazerem um pequeno declive para escoar a água pro ralo, foi feito praticamente uma rampa, ou seja, começava o banho no fundo do chuveiro e terminava quase beijando a parede. Era ridículo! Mas tinha horas que caía na gargalhada, pq né, só com muito bom humor! A pia era alta e tinha bancada embaixo, enfim, uó! Mas, tinha as barras de apoio lá, só que elas não tinham muita função, já que era tudo apertado e mal feito.

Bom, tive que fazer muito “ohmmmmmmmmm” pra não ter um xilique. Não queria ir embora, pois fora o quarto era tudo bem tranquilo, o lugar era lindo e pow, eu queria relaxar! Tava sonhando com esses dias de descanso, aproveitando sol e piscina no melhor estilo “Jackie O”.  Então, diante dessa cena Dantesca, respirei fundo e fui na recepção ver o que poderia ser feito. Me ofereceram uma cadeira higiênica, mediante caução de, plasmem, R$ 700,00 – a cadeira não valia nem R$ 100,00 (mas que depois foi estornado). Sem muita opção, aceitei. Quando fui pegar a cadeira, vi que não tinha braço.

Pequeno parêntese – Continuo achando que essas cadeiras higiênicas foram desenhadas pelo capeta, porque só isso explica o quanto elas são ruins! Desculpe quem tem e gosta, mas acho ruim de mais! Nível máximo da “catigoria” Uó.

Voltando,  liguei na recepção pra reclamar da falta do braço. Umas duas horas depois me vem o tio da manutenção com outra cadeira e dois braços improvisados. Ok, não era o ideal, mas por 6 dias tava valendo. E como não me aguento calada, perguntei pro tio porque fizeram uma adaptação tão ruim no quarto, já que com o que tinham gasto pra fazer aquela porcaria, poderiam ter feito algo decente.

Enfim, essa história toda pra chegar na minha questão. O “tio” disse que o quarto era daquele jeito, pois outras pessoas (???) também usavam o quarto. Não continuei o papo pois o cara não tinha nada com aquilo. Não foi ele que assinou e autorizou aquela bagaça. Mas péra ai: qual o problema do quarto ter um banheiro maior e adaptado? É constrangedor para uma pessoa, não deficiente, usar um quarto assim? Ou o hotel se sente constrangido de oferecer um quarto adaptado para um hóspede não deficiente? Porque eu NUNCA vi ninguém ficar constrangido em usar os banheiros adaptados em locais públicos e muito menos em estacionar em vagas marcadas. Todo mundo acha tudo muito bacana e espaçoso, que até esquecem pra quê foi feito daquele jeito, e usam sem a menor culpa. Mas na hora de um quarto de hotel isso muda? Tem algo errado ai! Falo isso, porque não é a primeira vez que vejo um hotel ter esse discurso de “outras pessoas usam”. É uma desculpa muito da esfarrapada pra não fazer uma adaptação decente, viu?! Me irrito com isso! Pow, discurso preconceituoso e preguiçoso!

 Então, alguém pode me explicar porque todos podem usar banheiros e vagas adaptados, mas não um quarto de hotel?

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Tiger Restaurante – São Paulo

Christian Matsuy - terça-feira, 3 de maio de 2011 - 18:04

Depois de um tempinho sem darmos dicas gastronômicas aqui de São Paulo, voltamos com a avaliação desse excelente lugar que é o Tiger Restaurante. Nós, homens do blog, nos encontramos nele após a última Reatech (as mulheres arregaram!).

O restaurante se localiza entre os bairros de Moema e Vila Nova Conceição, todo em ambiente térreo, com algumas mesas na varanda externa (coberta), ótimo lugar para dias quentes. Conta com serviço de Valet (15 reais) e um estacionamento próprio.

mesas com bom espaçamento

Não há degrau na entrada e a inclinação da rampa de acesso é muito honesta, não oferecendo nenhuma dificuldade para vencê-la. As mesas têm um bom espaçamento que permite a circulação interna e fácil acesso ao banheiro.

entrada do restaurante: tranquila

Caso você esteja em uma turma com mais de quatro pessoas vale a pena fazer a reserva das mesas familiares (quadradas) que acomodam até 8 pessoas (se apertar um pouquinho cabe até mais). A casa trabalha com reserva antecipada apesar de não ter muita espera. O Tiger é mais um dos restaurantes que vira e mexe está com promoção nos sites de compra coletiva, o que o torna ainda mais vantajoso, pois a qualidade dos pratos servidos é ótima. Eles trabalham com sistema de rodízio e à la carte, com culinária japonesa, chinesa e tailandesa (essa última com pratos apimentados).

soda aromatizada e arrumação da mesa

O bar do Tiger também é um diferencial, oferecendo muitos drinks exclusivos (alcoólicos ou não). Fica a sugestão da saquerinha de frutas vermelhas (capirinha feita com saquê) e a soda aromatizada de maça verde. Fico devendo a foto da saquerinha, pois beberam antes que eu fotografasse! :)

combinado de sushi e sashimi para duas pessoas

Dessa vez não optamos pelo sistema de rodízio, pois como estávamos com cupons de desconto, pedimos o combinado de sushi/sashimi. Mas já tive oportunidade de experimentar o rodízio e vale bastante a pena. Ainda existe o rodízio tailandês, que é mais caro, mas você poderá se servir tanto das pratos japoneses, bem como de alguns tailandeses.

banheiro com ótimo acesso e espaço

O banheiro é adaptado é de fácil acesso, não fica trancado e é muito bem higienizado!

. . .


Tiger Restaurante

Rua Jacques Félix, 694 (ver no Google Mapas)
Bairro Vila Nova Conceição
Fone: (11) 3045-2200
Preço: 70 Reais por pessoa

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Restaurante Bom Grill – Cidade Nova

Bianca Marotta - sexta-feira, 8 de abril de 2011 - 19:54

Entrada do restaurante Bom GrillAcredite se quiser, mas descobri um restaurante na Cidade Nova com banheiro adaptado e acesso para cadeirantes.

Ok, ok. Acesso na Cidade Nova só mesmo dentro do restaurante, porque pra chegar até ele, as ruas e calçadas são uma tristeza, principalmente em dia de chuva. De qualquer modo, achei um avanço enorme ter encontrado um restaurante com essas características por lá. Sinal de que as coisas estão mudando :)

Então, o restaurante em questão, chama-se Bom Grill. Ele tem dois andares, sendo que o acesso ao primeiro andar é tranquilérrimo. Entrada no nível da calçada, sem degraus, nem necessidade de rampa.

A casa oferece grelhados com 3 acompanhamentos a sua escolha, saladas que você mesmo monta e pratos do dia (que costumam sair mais em conta). Os preços são compatíveis com os de outros restaurantes do mesmo tipo e o prato é bem servido.Interior do restaurante - primeiro andar - corredor entre fileiras de mesas

Banheiro adaptadoO espaço interno pra circulação não é dos melhores, principalmente na hora da fila pra pagamento (foto acima), mas o banheiro, que fica no fundo da loja, é bem adaptado, com espaço para a cadeira e barras de apoio. A pia fica do lado de fora, mas infelizmente ela tem um armário embaixo e sua cuba é de sobrepor, o que faz com que fique um pouco alta pra quem quer lavar as mãos estando sentado. Outro errinho ficou por conta da falta de sinalização na porta do banheiro. Descobri, por acaso, que ele era adaptado, porque peguei mania de reparar nessas coisas, mas já conversei com o gerente, que ficou de providenciar a sinalização adequada.

Pia e sinalização errada na porta do banheiro

 

Apesar dos pesares, fiquei contente com mais essa opção!

Bom Grill Restaurante
Rua Correia Vasques 54, Cidade Nova
Rio de Janeiro
(21) 2531-9475
ver localização no mapa

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Dia de Fúria – Botafogo Praia Shopping

Maria Paula Teperino - quarta-feira, 9 de junho de 2010 - 10:36

Amigos tenho que dividir meu “dia de fúria” com vocês, pois sei muito bem que boa parte dos leitores já passaram por situação semelhante, ou conhecem alguém que já passou.

O Botafogo Praia Shopping, para quem não é do Rio, é um shopping center que foi construído no lugar onde antes funcionava uma grande loja de departamentos, chamada Sears, e por ter aproveitado as antigas instalações, ele tem dois problemas graves: o pouco número de elevadores e as escadas rolantes mal posicionadas, o que obriga a nós, cadeirantes, a ficarmos horas a espera de um elevador.

Mas como o shopping fica perto da minha casa e eu tenho um bom cabeleireiro lá, acabo visitando-o toda semana. Dia desses, antes de ir para o salão, fui usar o banheiro adaptado do 3º piso. Chegando lá, a porta estava trancada e fiquei aguardando um tempinho, achando que estava ocupado. Minutos depois, resolvi bater na porta e como ninguém respondeu, fui atrás de um funcionário que pudesse me informar o que estava acontecendo. Depois de andar até o final do corredor, encontrei um funcionário da limpeza, a quem relatei o ocorrido. O mesmo veio comigo até a porta do banheiro, constatou que estava trancada e sem ninguém dentro e então resolveu passar um rádio para a encarregada da limpeza. A referida funcionária, pelo rádio, começou a gritar que era para eu ir usar o banheiro do 2º andar. Eu disse que não iria para andar nenhum, a não ser que me dessem um motivo plausível para o banheiro estar trancado. Depois de muita discussão, a “encarregada” da limpeza chegou e eu indignada perguntei o porquê da tranca na porta. Foi então que ela disse, “que as pessoas estavam destruindo o banheiro” e que ela achou por bem deixá-lo fechado. Confesso que tive vontade de voar no pescoço dela. Duas horas mais tarde, quando saí do cabeleireiro, voltei para me certificar de que a minha reclamação tinha funcionado, e o que constatei? A porta novamente havia sido trancada!!! Fui ao SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) e fiz uma reclamação por escrito, para a qual estou aguardando resposta.

Confesso que fiquei muito brava. Entendo que os prestadores de serviço no Brasil, são geralmente muito mal treinados, mas tem algumas coisas que passam da razoabilidade. Essa estória de entulhar os banheiros acessíveis com material de limpeza e de mantê-los trancados é algo que não dá mais para se aceitar.

Passada a minha raiva, conversando com um amigo muito espirituoso, ele me saiu com uma sacada, que fiquei com inveja de não ter pensado na hora para escrever na minha reclamação ao SAC. Segundo meu amigo a lógica é a seguinte: “como somos ‘pessoas especiais’, nós sabemos com antecedência de dias, a hora em que vamos precisar utilizar os banheiros públicos, e com isso, podemos mandar emails para os locais, agendando a utilização dos mesmos”. Tem que rir para não chorar.

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Drink Café Humaitá

Bianca Marotta - terça-feira, 8 de junho de 2010 - 12:56

Entrada do Drink CaféFico tão feliz quando encontro mais um lugar agradável e acessível no Rio de Janeiro! Não foi diferente, quando há alguns dias atrás, descobri que o Drink Café do Humaitá tinha banheiro adaptado. Infelizmente, eu não tinha uma máquina pra tirar boas fotos, mas uma amiga muito querida me emprestou seu celular com câmera!

Como fica quase em frente à Cobal do Humaitá (entrada da Voluntários da Pátria), você pode deixar seu carro no estacionamento da Cobal. Ou tentar uma vaga na rua…

A entrada do Drink Café tem uma rampa bem suave e leva direto para as mesas que ficam do lado de fora do restaurante.  Todo o primeiro andar é acessível através de rampas, tanto a parte fechada, quanto a parte ao ar livre.

Porta do banheiro adaptado sinalizada e interior do banheiro

Entre os banheiros feminino e masculino, temos um exclusivo para pessoas com deficiência, bem sinalizado, espaçoso e com barras de apoio. Só a lata de lixo que ficou a desejar… É daquelas que se abre com o pé.

Mesas ao ar livre e escada para segundo andarInfelizmente o Drink Café fica num sobrado antigo, ou seja, para chegar ao segundo andar, só usando as escadas e parece que é nesse andar que rola música ao vivo e shows.

Além de bar, o Drink Café também funciona como restaurante e oferece pratos executivos na hora do almoço e jantar, à noite. Não cheguei a comer nenhum prato por lá, mas gostei muito do ambiente!

Observação (11/06/2010): Recebemos um comentário bem legal de um dos responsáveis pelo Drink Café Humaitá e resolvemos colocá-lo aqui no post:

Sou a Ana Maria, responsável pelo Drink Café Humaitá. Adorei saber que vocês gostaram do restaurante e gostaria de passar as novidades:
No andar térreo também temos música ao vivo, stand up comedy, buffet de feijoada aos sábados, roda de poesia toda segunda quarta-feira do mês e uma grande variedade de atrações. Agora também temos manobrista e a lixeira será providenciada.
Quem quiser saber da nossa programação, é só mandar email para drinkcafehumaita@gmail.com.

. . .

Drink Café Humaitá
www.drinkcafe.com.br

Rua General Dionisio, 11  – Humaitá
E-mail: drinkcafehumaita@gmail.com
Reservas: (21) 2527 2697

Veja sua localização no mapa

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Cantando no chuveiro…

Nickolas Marcon - segunda-feira, 9 de março de 2009 - 13:35

Continuando o assunto sobre adaptação de banheiros, depois de comentarmos sobre os lavatórios (pias) – aqui e aqui – é a vez de tratarmos do box. Esse post é especial para os leitores que gostam de soltar a voz, afogar suas mágoas, curar uma ressaca ou simplesmente relaxar tomando um banho. Toda a vontade vai, literalmente, por água abaixo quando o box do banheiro não é confortável para a utlização.

A primeira coisa a se observar é se o box tem um bom espaço interno, coisa difícil de encontrar em imóveis mais novos. A NBR 9050 fala em medidas MÍNIMAS de 90 x 95 cm. É uma boa medida para quem usa um banco preso à parede, mas pode ser insuficiente para se colocar alguns tipos de cadeira de higiene. Se a pessoa precisar do auxílio de alguém durante o banho (ou quiser que alguém esteja junto para… sei lá), essa medida deve ser estendida para, pelo menos, 90 x 120 cm para haver algum conforto. Medidas muito maiores podem complicar mais do que ajudar, pois ficará mais difícil utilizar as paredes como apoios. A colocação de barras de apoio depende do gosto e da necessidade de cada pessoa.

O box deve ter largura suficiente para permitir a entrada e transferência com facilidade, seja para um banco de apoio ou para uma cadeira de higiene. Outro detalhe é que não pode existir nenhum obstáculo para entrada, ou seja, nem pensar em colocar uma pedra de granito (muito comum aqui no RJ). A melhor opção é construir o box com um rebaixamento no contra-piso de 2 ou 3 cm em relação ao resto do banheiro (em SP e no PR essa solução é mais comum). Na foto ao lado o rebaixamento é reto, mas pode ser amenizado com uma rampinha de 10 a 15 cm de comprimento para facilitar o acesso.

E para segurar a água, qual é a melhor opção? Box de vidro ou cortina de plástico?

A alternativa mais barata e simples é a cortina de plástico. Ela também tem a vantagem de deixar praticamente toda a entrada do box livre para a aproximação da cadeira. Sua maior desvantagem é ficar solta: quando se aproxima da pessoa, gruda na pele; quando se afasta, espalha água por todo o banheiro.

Se o espaço do box tiver duas laterais livres (uma quina), pode-se colocar um box de vidro com abertura dos dois lados, aumentando o espaço para entrada da cadeira. Considerando a colocação das folhas de vidro com 5 cm de sobreposição, a medida mínima do box para permitir essa passagem diagonal é de 90 x 120 cm.

No caso do box com paredes dos 3 lados, uma solução interessante é usar 3 folhas de vidro móveis.

Explicando melhor: tomando como exemplo um box de 120 cm de largura, se forem utilizadas duas folhas o maior espaço livre possível para entrada no box será de 57 cm, mas com a utlização de 3 folhas móveis esse espaço cresce para até 75 cm. Não é uma solução comum, poucas vidraçarias fazem esse tipo de serviço. Aqui no RJ encontrei essa opção com um representante da marca New Temper.

O sistema de rodízios usado é conhecido como “mão amiga” (não é o que você está pensando): um mecanismo de rodízios em que a porta do meio é puxada pelas duas extremidades.

A foto abaixo mostra o exemplo de um box com 3 folhas de vidro. Para facilitar a entrada, aproveitou-se o recuo de 30 cm que havia na parede, aumentando o tamanho do box de 120 cm para 150 cm. Dessa forma ampliou-se de 75 cm para 95 cm o vão livre quando o box está todo aberto.

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Pias de banheiro: guia completo para cadeirantes

Nickolas Marcon - sexta-feira, 7 de novembro de 2008 - 08:59

Em um post anterior, a Gabriella fez uma excelente apresentação sobre as pias de banheiro adequadas para cadeirantes. Complementando aquela informação, apresento aqui alguns exemplos de pias construídas para facilitar a vida de um cadeirante com racionalidade (prática e fácil de usar), resistência (quase todo cadeirante se apóia na pia para usá-la), estética e economia (o bolso agradece).

O primeiro caso apresentado – e descartado – foi o da cuba de apoio. Um exemplo dessa cuba está na foto ao lado. É bonito, moderno, fashion, mas tem vários problemas. O primeiro é que a bancada fica muito baixa, na altura das pernas, impedindo a aproximação do cadeirante. Se a bancada for elevada, a borda da cuba ficará muito alta, ruim de usar. Além disso, as cubas costumam ter as bordas finas, o que é desconfortável quando se apóia os braços. Mas o pior é a forma de fixação à bancada sem boa rigidez. Com o tempo, pode se soltar e causar um acidente.

Outra opção é a bancada com cuba embutida, muito comum de se encontrar nos apartamentos mais novos. Tem a vantagem de a cuba ficar no centro da bancada retangular, facilitando a colocação de armários embutid… opa, eu falei armários embutidos? Isso é proibido para um cadeirante, pois impede a entrada da cadeira embaixo da bancada. Ninguém gosta de usar o lavatório de lado. Mas mesmo sem os armários, a cuba embutida tem alguns agravantes: como fica colocada logo abaixo da bancada, as alturas das duas peças se somam, reduzindo a distância ao chão de modo que fatalmente haverá um corpo estranho no caminho dos seus joelhos. Outra coisa é que a cuba fica relativamente afastada da extremidade da bancada: para lavar o rosto você encosta o peito na bancada e se molha todo. Ou então fica distante sem conseguir colocar o rosto totalmente sobre a cuba. Horrível para fazer a barba. Ainda tem o problema de que a superfície externa da cuba (a parte que os seus joelhos encontrarão) não costuma ser esmaltada, fazendo com que qualquer choque com a pele possa resultar em um ferimento.

Há também a cuba de semi-encaixe, que, na minha opinião, é o tipo mais adequado para um banheiro usado por um cadeirante. Junta o benefício da bancada acoplada com um sistema de apoio muito resistente. A altura do lavatório fica determinada apenas pela altura da cuba, ganhando alguns preciosos centímetros livres abaixo dela. A parte inferior da cuba fica aparente e costuma ser esmaltada, o que protege seus joelhos de arranhões caso ocorra um choque. Além disso, a extremidade do lavatório é a própria cuba, dá para chegar bem perto a ponto de colocar a cabeça inteira dentro da pia (já consegui fazer isso para testar). Sua montagem é mais fácil que a de embutir ou de sobrepor, já que o recorte do granito será retangular. No final, parece um lavatório comum com a bancada ao redor, mas na verdade a cuba de sobrepor vem com recuos laterais que dão o encaixe e acabamento na colocação sobre a bancada. Ao lado há duas fotos de lavatórios com cuba de semi-encaixe (adivinhem de onde são?).

E se o objetivo for economia usando um lavatório simples, sem bancada? Nesse caso as opções se multiplicam. Basta escolher um lavatório que possa ser fixado sem coluna, colocando apenas o sifão. Ou então um modelo com coluna suspensa, como na foto ao lado, onde a coluna se encaixa exatamente entre as pernas quando o cadeirante se aproxima. Para quem tem pouco espaço, uma opção é usar um lavatório de canto como o modelo mostrado na foto abaixo, uma peça única que já vem pronta para ser encaixada na parede.

Por último, quero aproveitar para desfazer um mito: cadeirantes NÃO preferem lavatórios pequenos. Outros deficientes também não. A única hipótese admissível para se colocar lavatórios pequenos é quando o espaço dos banheiros é reduzido, onde a redução do lavatório abre espaço para circulação e manobras. Não sei de onde veio esse costume, mas vejo muitos banheiros para deficientes com uma área enorme e com uma pia minúscula perdida lá no canto. Se há espaço, usem um lavatório de tamanho normal. Um modelo reduzido é péssimo, não dá para chegar perto da pia, as mãos não cabem direito, voa água para todo lado. Lavar o rosto, então, só se colocar uma tolha no colo. Pior ainda quando colocam uma torneira enorme cujo jato quase sai pra fora da pia… é banho na certa. Quem nunca passou por isso?

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Torneiras, misturadores e bicas, o que escolher?

Gabriella Savine - terça-feira, 23 de setembro de 2008 - 08:30

No último post sobre arquitetura falamos sobre as cubas, agora falaremos sobre as torneiras/misturadores. O primeiro passo é escolher o tipo de cuba, pois influenciará na escolha da torneira/misturadores. Em seguida, para evitar erros, é preciso observar os seguintes itens:

1.) Distância entre o local de colocação da torneira/misturador e a válvula (por onde a água desce). Essa distância é importante para que a água não espalhe pra fora da cuba e pra que as mãos não fiquem tão próximas a ‘paredinha’ da cuba. Sabe quando você vai a um banheiro e tem que praticamente encostar a mão na cuba para que a água chegue a alcance. Isso é horrível!

2.) Saber se será usada torneira (só água fria), misturador (água quente e fria) ou monocomando (água quente e fria em um só ponto).

3.) Escolher se pontos de água sairão da bancada de mármore, da cuba ou da parede.

4.) E finalmente escolher o tipo de acabamento. Esse é o ponto que mais demora, pois a variação de modelos, fabricantes e preços é muito grande.
O que é importante é escolher um acabamento que seja fácil de abrir.
Os acabamentos tipo alavanca são os mais fáceis, já os designs mais lisos e retos, mais difícieis e alguns quase impossíveis! A figura acima mostram algumas dessas variações.
Os monocomandos sempre são do tipo alavanca, mas essa escolha, para quem não tem sensibilidade entre frio e quente, o fato de abrir os dois tipos de água em um só ponto pode acabar causando uma queimadura indesejável.
Outra opção pode ser uma bica com sensor, onde basta colocar a mão embaixo para que a água saia.

O intrigante é que muitos modelos novos surgem com design variados, mas poucos surgem direcionados às questões de acessibilidade.

E quem achou que era simples escolher uma torneirinha, se enganou!

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Exclusivo? Banheiros públicos, qual é o melhor?

Cris Costa - segunda-feira, 15 de setembro de 2008 - 11:11

Banheiros públicos. Qual o melhor? Os individuais separados com apenas uma cabine para homem ou mulher ou aqueles coletivos, onde no mesmo ambiente existe uma cabine diferenciada e exclusiva?

Sempre achei que os que ficavam no mesmo ambiente eram melhores, pois além de serem "inclusivos", em caso de qualquer emergência teria sempre alguém por perto. Mas isso foi até eu mudar do prédio onde trabalhava, e no novo passei a usar um banheiro separado só para deficientes.

Pois é, mudei muito minha forma de pensar. Apesar de ser mais complicado conseguir ajuda caso algo aconteça, os banheiros separados são menos utilizados por quem não precisa, algo que as vezes me aborrecia no outro banheiro. Nada contra usarem o banheiro se necessário, afinal a cabine é preferencial, não exclusiva. Mas cansei de entrar no banheiro vazio e encontrar ocupada a única cabine que poderia usar. E a pessoa ainda sai dizendo que é melhor de ser usada pois a cabine é maior.

Pior: confesso que antes de usar cadeira de rodas pensava da mesma forma. E não entendia muito bem porque as cabines destinadas a deficientes eram tão maiores que as outras. Não me orgulho disso, mas até virar uma, não conhecia nenhum cadeirante.

Enfim, ainda tento entender porque uma inibe as pessoas a usá-las e a outra não. Mas isso vai ficar sem explicação. Só sei que cada vez mais prezo pelas cabines separadas. E que sim, as opiniões podem mudar!

       

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Projetando seu banheiro: bancadas e cubas

Gabriella Savine - quinta-feira, 28 de agosto de 2008 - 09:29

O banheiro é um dos cômodos da casa ou escritório que precisa de bastante atenção.  A maioria dos banheiros das construções atuais possuem dimensões pequenas, o que dificulta muitas vezes o acesso. Dentre muitas questões que precisam ser observadas, resolvemos abordar aos poucos cada detalhe, procurando dar soluções e opções para os leitores. Neste post mostraremos diferentes tipos de pias e bancadas.

Para começar, as seguintes questões devem ser observadas: o tipo da pia, o tipo da torneira e as alturas. Existem quatro tipos de pia: as de embutir (mais antigas), as de apoio (desenho 1), as de semi encaixe (desenho 2) e as de sobrepor (desenho 3).

Segundo a NBR9050 (norma da ABNT sobre questões de acessibilidade), a largura ideal da bancada da pia é de no máximo 50cm e a altura é de 80cm na parte superior. Alguns arquitetos que não buscam essa norma usam 90cm. Para as torneiras, a altura máxima para um alcance confortável é de aproximadamente 93cm. Fizemos alguns desenhos esquemáticos para exemplificarmos melhor essas diferenças.

No desenho 1 temos uma cuba redonda de apoio com torneira de parede. Respeitando as medidas padronizadas, vemos que é uma solução muito desconfortável para o cadeirante. A torneira na parede fica alta e distante, de difícil acesso. Além disso, a altura do conjunto bancada + cuba não permitem o que o cadeirante tenha acesso de frente com a cadeira. Esta então seria uma opção descartada.

No desenho 2 temos uma cuba de semi encaixe, onde a altura da bancada permite o acesso de frente com uma margem de folga muito pequena entre a perna e início da bancada. Mas já que a altura do assento das cadeiras é variável, esta pode ser uma opção a ser escolhida. As torneiras instaladas na própria cuba e a bancada com largura de 40cm facilitam o acesso.

O desenho 3 foi feito com uma cuba de sobrepor, aquela que apenas uma pequena borda da cuba fica sobre a pia. Esta opção também é válida para as cubas de embutir. Neste caso a distância entre a perna e a bancada fica bem melhor que nas outras opções. As torneiras podem ser instaladas na própria bancada, da maneira padrão, ou como a sugestão do desenho, na parte lateral da cuba.

Nesse último desenho, mostramos também um sifão que pode ser deslocado do eixo. Ele pode ser instalado em qualquer tipo de cuba e pode ser relocado para qualquer direção, nesse caso, colocamos ele pra perto da parede, o que pode ser uma dica interessante para deixar livre toda a área abaixo da bancada.

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