Nickolas Marcon - quarta-feira, 17 de novembro de 2010 - 02:46

Nickolas no Congresso: cadê a acessibilidade?
Uma matéria no site da Folha publicada ontem me deixou mais esperançoso: pela primeira vez teremos três deputados cadeirantes num mesmo mandato da câmara federal: Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rosinha da Adefal (PT do B-AL) e Walter Tosta (PMN-MG). Mara Gabrilli foi inclusive apoiada pelo blog nas últimas eleições.
Pelos relatos da reportagem (com fotos do Jairo, do blog Assim Como Você), os problemas já começaram a incomodar os futuros deputados. É claro que eles, por já serem cadeirantes, sentem na pele as principais limitações de nossas cidades. Só que agora serão três parlamentares liderando a defesa de leis para melhorar a acessibilidade em nosso país, além dos vários outros que não são cadeirantes mas se comprometeram com essa pauta em suas campanhas.
Cabe a nós, eleitores, fazer valer nosso voto e cobrar ações efetivas dos eleitos. Será que agora vai?
Eduardo Camara - terça-feira, 29 de junho de 2010 - 10:20

Josimar "Joselito" Sena na largada do Contra-Relógio
Sexta-feira passada, o Brasil inteiro ligado no jogo contra Portugal e eu pegando vôo para o Campeonato Brasileiro de Ciclismo Paraolímpico. Pelo menos não perdi muita coisa, né? E lá em Brasília, o campeonato foi maneiríssimo!
Os atletas foram chegando ao longo do dia, e à noite rolou o congresso técnico e a primeira vitória da galera do handbike: a organização da prova cumpriu o combinado na última competição e dividiu os atletas em duas categorias, de acordo com os níveis de deficiência. Assim, a competição ficou mais justa e os atletas satisfeitos e estimulados!
As provas foram realizadas no autódromo Nelson Piquet, com céu azul, ótimo asfalto e um percurso que misturava subidas e descidas. Gostei do lugar, mas as subidas e o vento forte jogaram as médias de velocidade lá para baixo. Aliás, como foi difícil encarar os aclives com a handbike. Subir umas ladeiras virou dever de casa!

Joselito e Aranha na prova de estrada
Sábado foi dia do Contra-relógio individual, prova onde cada atleta larga separado e deve terminar o percurso no menor tempo. A distância total era de 5.400m. É pouco (a UCI recomenda no mínimo 10Km) e até fiz uma recomendação à organização para aumentar as distâncias em um próximo evento. De qualquer forma, o circuito tinha duas subidas que serviram para diferenciar os atletas. O melhor handbiker do Brasil, Fernando Aranha, estava com um azar danado e quebrou o pedivela na largada. Eita cara bruto! A quebra de Aranha abriu espaço para Eliziário “Motorzinho” brilhar e vencer na categoria H3. O atleta de São Vicente, veterano da handbike e do triathlon – onde já completou incríveis 8 Iron Man – fechou a prova em 11’09”, melhor tempo do dia. Completaram o pódio Cláudio Amaral (que mostra uma ótima evolução) e Ronílson “Índio”. Na categoria H2, esse que vos escreve chegou na frente com o tempo de 11’37” (Ah moleque!!! Ah, moleque!!!), o segundo melhor do dia. Feliz igual pinto no lixo, ainda dividi o pódio com os afiados Rafael Rodrigues (2o colocado) e Josimar Sena (3o colocado), que se mostraram bastante preparados para a prova.

Eu e Perna (provavelmente falando besteira) no hotel
No último dia, era a vez da prova de estrada. Mesmo local, mas circuito diferente, com uma loooonga subida, uma descida e trechos planos. No total, 15Km de pedal com todos os atletas de cada categoria largando juntos. A H3 largou na frente e 30s depois foi a vez da H2. Aranha, que correu atrás e conseguiu soldar o pedivela quebrado na véspera, mostrou que é o cara e terminou os 15km em 26’18”, com média acima dos 34Km/h. Está no nível dos principais atletas do exterior. Atrás vieram “Motorzinho” e “Índio”. Cláudio Amaral sofreu com o vírus do pedivela quebrado (pegou do Aranha!) e não chegou a largar.

As handbikes na prova de domingo
Na H2, o começo de prova foi bem disputado. Comecei puxando a galera até o fim da subida, mas como não estava afim de dar carona para aquele bando de marmanjo, dei uma guinada para o lado, abri um sprint até 43Km/h e deixei o resto do pessoal no vácuo. Ou melhor, FORA dele. Apertei tanto o ritmo na primeira volta que a fechei com média de 31Km/h. Claro que não consegui manter a o ritmo ao longo das outras voltas, ainda mais com o subidão da reta dos boxes, mas foi o suficiente para vencer a prova e manter longe o 2o colocado, o incansável Rafael Rodrigues – que também fez uma ótima corrida. Em terceiro, completando pódio, chegou Rony Vasconcelos.

A galera do Clube de Ciclismo de São José dos Campos. Pose com as medalhas!
Resumo da ópera: houve uma nítida evolução de todos os atletas. A organização ofereceu boa infraestrutura aos atletas e organizou a prova em um excelente circuito, além de ter cumprido o prometido e dividido os atletas de handbike em duas categorias. Ponto a melhorar? Apenas as distâncias das provas, que na minha opinião deveriam ter tido o dobro do tamanho.
Parabéns à todos!
Bianca Marotta - quinta-feira, 8 de abril de 2010 - 18:36
Nosso leitor Lucas Araujo, nos enviou esta semana algumas fotos que mostram a falta de educação dos ambulantes da Feira dos Importados, vulgo Feira do Paraguai, em Brasília. Segundo ele, próximo a cada entrada da feira existem vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência. Como se não bastassem os motoristas sem deficiência estacionarem indevidamente nessas vagas, alguns feirantes abusam, usando o espaço delas para colocar cadeiras, mesas e até barracas de bugigangas. E ainda tem o descaramento de ficarem ofendidos se alguém reclama! A polícia? Também não faz nada!
É ou não é digno de “Dia de Fúria”!!!
Obrigada pela denúncia, Lucas!

