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SUS fornecerá cadeiras sob medida

Christian Matsuy - segunda-feira, 31 de outubro de 2011 - 10:03

Sabemos que é muito difícil por questões financeiras, as pessoas conseguirem comprar uma cadeira feita sob medida, assunto que já abordamos diversas vezes aqui no blog. Ainda não temos mais detalhes de como funcionará esse processo, mas creio que deverão haver diversas exigências por parte do SUS para essa aquisição, mas acho que ainda é uma alternativa para àqueles que não tem grana pra comprar.

Medida trará melhor qualidade de vida para o cadeirante. Investimento na área de pessoa com deficiência subiu 33% entre 2010 e 2011

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a ação que irá atender cadeirantes brasileiros de maneira individual. A partir do início de 2012, eles contarão com o serviço para a adaptação das cadeiras de rodas, o que atende necessidades específicas. Em algumas situações, os pacientes, devido a um tipo de deficiência, não conseguem utilizar a cadeira padrão oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Agora, a rede pública financiará essa adequação. A medida levará maior mobilidade com menor gasto de energia, mais conforto, menos pontos de pressão, suporte e dimensões adequados aos cadeirantes.

Para o ministro da saúde a ação representa mais qualidade de vida para os cadeirantes atendendo cada indivíduo de maneira única. “As cadeiras sem adaptação, nem sempre são adequadas ao cidadão portador de deficiência física. Com as adaptações, eles poderão ter mais conforto ao se locomover”, disse o ministro.

Apenas nesse ano, o Ministério da Saúde entregou 37 mil cadeiras de rodas para população. Para a compra foram investidos R$22.087 milhões. Até o fim do ano, é esperado ainda a entrega de mais 19 mil cadeiras, ao valor de R$11.2 milhões.

“O Ministério da Saúde pretende zerar o número de pessoas na fila por uma cadeira de rodas. Para se ter uma idéia, cerca de 75 mil pessoas precisarão de cadeiras de rodas  até o fim do ano”, finalizou Padilha. Durante o Teleton, evento de apoio à AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente), o ministro anunciou que a entidade receberá cerca de R$ 5 milhões para atender a lista de espera da instituição.

O Brasil, segundo Censo de 2010, conta com 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência (14,5% da população brasileira), desde alguma dificuldade para andar, ouvir e enxergar, até as graves lesões incapacitantes. Desse total, 48% possuem deficiência visual, 23%, motora, 17%, auditiva, 8%, mental e 4%, física. O investimento do Ministério da Saúde na atenção a pessoa com deficiência somou R$ 64.298 milhões, em 2010. Nesse ano, a previsão é de R$85.602 milhões.

Fonte: Portal da Saúde

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Pneu Schwalbe Right Run – Avaliação

Eduardo Camara - quarta-feira, 18 de maio de 2011 - 09:58

 

Pneu Schwalbe Right Run

Depois de usar o Schwalbe Marathon Plus Evolution (eita nominho grande!) por um bom tempo, era hora de trocar de pneu. Como achava o Marathon pesado, mas gostava da proteção contra furos que ele oferecia, parti para um pneu da mesma Schwalbe, só que dessa vez o Right Run.

Esse pneu também tem proteção contra furos e, apesar dela ser menos eficiente do que a do Marathon, estou com ele há um ano e sem surpresas.Quanto ao peso, o Right Run é 100g mais leve que o Marathon, pesando 460g cada. Aí vale uma nota: existem três modelos do Right Run: o light, o normal e o plus. As lojas normalmente vendem o normal. A diferença entre eles é que o light não tem proteção contra furos e pesa 350g. O plus tem uma proteção contra furos igual à do Marathon, e provavelmente pesa mais do que os outros, mas não sei quanto. Fique atento a isso na hora de comprar!

Quanto às outras características, comuns à todos os modelos do Right Run, ele é um pneu com superfície quase que totalmente lisa, mas confortável e macio para rodar. A tração, é claro, não é das melhores, mas fica à frente de pneus como o Primo V-Track e o Kenda Concept. Como o pneu aguenta 145 libras, seu desempenho é excelente quando bem cheio! Só não se esqueça que a pressão mínima deve ser de 85 libras ou mais, para o pneu não deformar. E a lateral dele não machuca as mãos pois é totalmente lisa, assim como todos os pneus para cadeira de rodas que a Schwalbe fabrica. Os outros fabricantes deveriam copiar a idéia!

Esteticamente, o Right Run também é interessante pois é vendido em diversas cores. Em todas elas, há uma faixa preta no meio feita de um composto de borracha diferente e que prolonga a vida do pneu. O visual é interessante e as pessoas notam que você está diferente pro causa do pneu colorido.

Nesse um ano e pouco que estou com o pneu, não tenho do que reclamar. O desgaste dele realmente foi pequeno, não há rachaduras, a tração continua como quando ele era novo e não tive furos. Dentre todos os pneus que já usei até hoje, o Right Run foi o melhor deles e da próxima vez que for comprar um pneu existe uma grande chance de ser um outro Right Run.

Além de mim, o Nickolas já experimentou o Right Run e também o considera a melhor opção entre os pneus. Segundo ele:

“Comparando o Schwalbe Right Run com o Primo Cross Court, só achei vantagens: roda mais macio, deixa a cadeira mais leve, não machuca a mão e na minha opinião tem melhor aderência (até hoje nunca patinou, mesmo numa rampa que o cross court escorregava). Apesar de ser mais pesado, não dá para sentir isso na tocada. Para guardar a cadeira, o esforço adicional é muito pequeno. A estrutura reforçada dele facilita muito a montagem na roda, pois ele não fica distribuído irregularmente. Não precisa ficar ajustando e empurrando o pneu pra lá e pra cá para o conjunto não ficar “oval” como acontecia com o Cross court e o Kenda Concept. É só montar e pronto.”

Veredito: definitivamente recomendado!

Schwalbe Right Run

Tamanhos disponíveis: 20×1″ (25-451), 22×1″ (25×489), 24×1″ (25-540), 25×1″ (23-559) e 26×1″ (25×590)
Peso:
460g (tamanho 24×1″, versão normal, cada)
Pressão:
85-145 PSI
Cores:
cinza, azul, vermelho, e amarelo*
Preço nos EUA (par): em torno de U$ 35 (par)
Site do fabricante: www.schwalbe.com
Outras versões disponíveis: Right Run Light (mais leve, sem proteção contra furos) e Right Run Plus (maior proteção contra furos)

Vantagens: desempenho, conforto, visual esportivo, opções de cores e proteção contra furos.
Desvantagens: peso e pouca tração em piso molhado.

* nem todas as cores estão disponíveis em todos os tamanhos

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Cadeiras de rodas Rígidas x Dobráveis

Christian Matsuy - segunda-feira, 9 de maio de 2011 - 11:03

Em 2010, os grandes players do mercado discutiram sobre a utilização do alumínio e titânio na fabricação das cadeiras. A Quickie descontinuou o uso do titânio e lançou um modelo em alumínio (modelo Q7), que ela o intitulou de “a cadeira mais leve do segmento”. E como parte de sua estratégia de marketing, divulgou diversos vídeos e artigos pelas redes sociais com o intuito de provar que o alumínio é mais vantajoso. Essa é ainda uma discussão muito polêmica e ambos os metais tem qualidades fantásticas, mas temos que ficar muito espertos e não nos influenciarmos por propaganda.

Rígidas x Dobráveis: uma escolha ou um duelo?

Agora em 2011 a discussão que está no ar é: rígida ou dobrável? O que é melhor? Pois é, mais uma discussão polêmica que deve muito ser levada em consideração. A Revista Mobility Management promoveu essa discussão entre alguns experts do mercado (que são cadeirantes), entre eles:

- Josh Anderson, Vice Presidente de Marketing, TiLite
- Jim Black, Gerente de Marketing, Top End
- Brent Hatch, Diretor de Produto, Sunrise Medical
- Christy Shimono, Senior de Produto, Sunrise Medical
- Rick Hayden, Vice Presidente de Vendas (USA), Colours Wheelchair
- Doug Munsey, Presidente, Ki Mobility

Infelizmente, não dá pra traduzir e colocar tudo aqui (direitos autorais), mas vou resumir e colocar os principais pontos discutidos e ao final teremos as opiniões dos demais autores do blog.

Hipótese 1: dobráveis são mais fáceis de transportar do que as rígidas.

Esse seria o maior dos benefícios das dobráveis. O fato da cadeira se dobrar traz uma redução de volume que permite o transporte muito mais facilitado. Porém, esse conceito precisa ser melhor esclarecido.

O comportamento das pessoas, bem como a idéia de cada vez mais dar mais independência ao cadeirante ativo, já mudaram esse conceito, pois atualmente, com a redução de peso das cadeiras, tornou-se mais fácil colocá-las sozinho dentro do carro, antigamente só se pensava em transportá-las no porta-malas.

Ademais, as cadeiras rígidas podem dobrar o encosto, e com o Quick Release (rodas removíveis por encaixe), o transporte ganha muita praticidade. Resumindo, ambas são facilmente transportáveis, porém DE MANEIRAS DISTINTAS. Aí é que entra o aspecto clínico e isso pode ser a chave que para a decisão correta na hora da escolha, pois sabemos que cada pessoa tem capacidade de força, mobilidade e equilíbrio muito diferentes, entre outras coisas.

Outro ponto interessante é que muitas pessoas NUNCA tentaram guardar uma cadeira rígida pelo fato de não terem uma cadeira desse modelo. Sem as rodas e com o encosto reclinado, a rígida torna-se compacta e, sem sombra de dúvidas, mais leve. O que muda é a maneira de se colocar no carro. Existe ainda o costume de alguns cadeirantes de só aceitarem guardar a cadeira no porta-malas de seus carros, o que não é possível fazer sem a ajuda de alguém. Alegam que guardar a cadeira dentro do carro ocupa o lugar de um passageiro, o que não os agrada.

Um consenso entre os experts: Pensar que uma cadeira dobrável é a melhor solução de portabilidade é um conceito ULTRAPASSADO.

Hipótese 2: dobráveis possuem mais opções de acessórios.

Geralmente, quem adquire uma cadeira dobrável pensa em alguns acessórios como se eles fossem “parte integrante”, e que toda cadeira deve tê-los, tais como apoio de braços grandes (ou de modelos diversos), apoios de pé com regulagem de altura, ângulo e rebatimento. E muitas pessoas, quando migram para uma cadeira rígida, querem os mesmos acessórios e nem todas as marcas fornecem essas possibilidades.

Um consenso entre os experts: As pessoas tendem a querer determinados acessórios NÃO NECESSÁRIOS, e raramente tentam usar uma cadeira sem os mesmos. E atualmente, as cadeiras rígidas já oferecem uma boa quantidade de opções nesse sentido.

Hipótese 3: rígidas tem um melhor desempenho ao rodar.

Cadeiras rígidas vem cada vez mais melhorando sua portabilidade e possibilidade de ajustes. O mercado está sempre buscando novas formas de se deixar uma cadeira rígida o mais compacta possível, e isso é fato. Outra coisa é que o desenho do quadro de uma cadeira rígida propicia uma melhor distribuição de peso e a aplicação da força ao tocar é melhor aproveitada fisicamente.

Isso significa que, quando uma pessoa toca uma cadeira rígida, a energia aplicada nas rodas é melhor aproveitada se comparada a uma cadeira dobrável, onde se perde um pouco de energia entre os componentes que compõem a dobra e também devido ao desenho do quadro.

A questão aqui é: será que essa quantidade de energia perdida nas dobráveis realmente faz toda a diferença? Segundo os experts, sim, sim e sim.

Conclusão 1: medida é uma coisa crítica.

Já comentamos várias vezes sobre isso aqui no blog, e mais uma vez temos a referência de especialistas citando o quanto é importante ter uma cadeira bem prescrita dentro de suas medidas, independente da sua escolha por uma rígida ou dobrável. O problema é que temos poucas opções de ajuste de medidas quando se opta por comprar uma dobrável aqui no Brasil, o que não acontece no resto do mundo.

Quando se prescreve uma cadeira, o profissional que o faz deve levar em consideração não só as medidas do corpo, mas sim fazer um breve histórico do usuário, analisando as condições e ambientes onde a cadeira será mais utilizada, entre outras circunstâncias dessa natureza.

Conclusão 2: descarte estereótipos sobre as cadeiras.

Sim, muitas pessoas que poderiam escolher entre os dois tipos de cadeira, preferem utilizar uma dobrável. Isso é visto a todo tempo, e não há nada de errado nisso. O que está errado é não dar a possibilidade da pessoa escolher por motivos financeiros. Não se deve adquirir uma cadeira, independente do modelo, por que TE FALARAM que ela é boa, quem tem que saber se determinada cadeira funciona é unica e exclusivamente VOCÊ.

Conclusão 3: o avanço da tecnologia trará melhorias para ambos os tipos de cadeiras.

Talvez a melhor notícia seja que os avanços da tecnologia nas áreas de design, engenharia e produção irão beneficiar todas as cadeiras. Estamos pensando constantemente em diferentes maneiras de fechar uma cadeira dobrável, estilos diferentes e tentando traduzir tudo isso para outros modelos de cadeiras. Vamos lembrar que, se voltarmos quinze anos no tempo, não existia nenhum tipo de acessório opcional, e hoje já podemos ver por exemplo, cadeiras rígidas com apoios de braço rebatíveis ou removíveis. A idéia é aumentar ainda mais essas opções, tornando-as praticamente ilimitadas, onde o design contemplará perfeitamente o conjunto escolhido pela pessoa.

Finalizando: nossas opiniões.

Nickolas
Usei cadeiras nacionais dobráveis por um bom tempo e admito: são horríveis. Não conheço nenhum modelo que permita um ajuste decente. Posso falar por experiência própria: se o assunto é cadeira nacional, esqueça as dobráveis. Entre as importadas a situação é diferente, há modelos com ajustes de posição que colocam as dobráveis no mesmo nível de conforto que as monobloco. Quando resolvi comprar minha última cadeira estava relutante em usar uma monobloco depois de ter experimentado um modelo por alguns dias. O desempenho e o conforto das monobloco são melhores, mas a praticidade para guardar a cadeira dobrável fazia muita falta.

Até que encontrei a solução ideal na cadeira que uso atualmente, que é um modelo híbrido: é dobrável, mas não fecha em X. É como se fosse um quadro rígido com uma articulação e uma trava. Usando a mesma configuração de rodas, acho que o desempenho fica muito parecido com uma cadeira monobloco. O problema é que esse mecanismo de dobra é patenteado, por isso é o único modelo no mundo que reúne essas características – e cobra um preço maior por isso.

Monobloco ou dobrável? Eu fico com a minha, simplesmente porque acho mais adequada para me uso. Tenho conforto e uma postura correta com bom desempenho. Além disso, a praticidade de guardar a cadeira sozinho no carro sem precisar desmontá-la compensam as perdas em relação a uma monobloco, que seria minha segunda opção. Cadeira em X, nunca mais…

Cris
Como já usei as duas, posso dizer que acho que a quadro rígido é muito melhor. Tanto no peso quanto no desempenho. Mas pra mim, uma das grandes vantagens da monobloco é a posição. Qualquer um fica mais “bem sentado” na monobloco. Você se sente melhor, mais reto. E a posição das pernas também. Era algo que me incomodava muito. Na dobrável a perna fica mal posicionada, te deixando com as pernas meio que “abertas” (ui). Já na monobloco, até por ter aquela opção de afunilar (isso é não é possível dobrável) a perna fica mais juntinha e mais “chique”. E isso também ajuda a postura.

Mas enfim, gosto é gosto…

Christian
Também já usei os dois tipos, sendo que tenho o diferencial de ser empurrado por alguém 90% do tempo, e isso já é um fator que determina a escolha. Quando comecei a sair mais de casa, percebi que a cadeira dobrável com apoio de pé removível era um transtorno para as pessoas desconhecidas que tinham que montar/desmontar a cadeira. Tive sorte de ter medidas compatíveis com uma cadeira sem possibilidade de ajuste, mas o maior problema era andar nas ruas mesmo, no geral é uma cadeira “mole”, difícil de ser empinada por quem está empurrando (necessidade básica aqui no meu bairro). Mesmo assim, usei por mais de 5 anos. Na rígida, consegui melhorar muito o desempenho do toque da cadeira. No meu caso eu não tenho como guardar no carro sozinho, mas sempre pego táxi e preciso instruir como montar/desmontar, e nesse ponto a rígida facilitou muito minha vida. Eu era uma dessas pessoas que achava inconcebível ter uma cadeira sem apoio de braço! Após perder quatro deles, decidi me acostumar sem, e funcionou. Levei uns 3 meses pra me adaptar.

Dado
“Minha primeira cadeira foi uma dobrável da Jaguaribe, e dela não sinto saudade alguma. Depois parti para uma monobloco da Tokleve e foi como mudar da água pro vinho! A cadeira era bem mais leve e aguentou bem o tranco do dia a dia sem apresentar muitas folgas e problemas.

A única desvantagem da monobloco, teoricamente, é que ela ocupa muito espaço quando guardado. Não concordo com esse ponto de vista. Como coloco a cadeira no carro sozinho, acho bem mais fácil usar a monobloco, pois esse tipo a cadeira é significativamente mais leve. Se o quadro for aberto embaixo, do tipo cantilever (ex: TiLite ZR/ZRA, Reateam M3, Tokleve Milênio etc), fica mais fácil ainda! Basta tirar as rodas traseiras e colocar o quadro no banco do carona ou no banco de trás. Moleza!

Também acho a “tocada” da monobloco bem melhor do que a das cadeiras dobráveis e como ela tem menos pontos de articulação, é menos sujeita a folgas e tem manutenção mais fácil. Outro fator MUITO importante na minha opinião é o visual. As cadeiras monobloco tem um aspecto muito mais esportivo e dinâmico. Não parecem a “cadeira da vovó” e na maior parte das vezes conseguem te deixar numa postura muito boa e melhor do que a das cadeiras dobráveis. Outra vantagem das cadeiras monobloco e a possibilidade de utilizar assento e encosto rígidos. Até dá para usar esse tipo de acessório nas dobráveis, mas não é tão simples quanto nas cadeiras rígidas. Resumindo, uso cadeira monobloco há mais de 10 anos, já passei por 4 diferentes e não pretendo usar outro tipo de quadro tão cedo. Só vejo vantagens para a monobloco.”

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Lacres por uma cadeira de rodas?

Christian Matsuy - terça-feira, 5 de abril de 2011 - 19:27

É isso mesmo, pessoal! Pra quem ainda não viu a campanha do Guaraná Antarctica, ela está doando 1 cadeira de rodas para cada 1000 pessoas que clicarem em “gostei” no video do Youtube! Mas tem que ser rápido: a campanha vai só até o dia 08/04. Eles se inspiraram na “lenda urbana” que diz se você juntar 1000 lacres de latinhas, pode trocar por uma cadeira de rodas.

 

Vamos divulgar essa grande idéia!

 

Link para a página no Youtube:  http://youtu.be/SIxh1JRjthk

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Bora reclamar?

Cris Costa - quinta-feira, 24 de março de 2011 - 13:44

Outro dia, lendo o fórum do site do CareCure*  vi uma longa e interessante discussão sobre um único e simples comentário de um cara reclamando que teve problema com a TiLite series 2 que comprou. Foi mais ou menos assim: o cara reclamou que alguma peça da cadeira dele quebrou, nisso veio outro e falou que tinha tido outro problema com o mesmo modelo de cadeira, ai outro disse que tinha tido problemas também.

Acham que acabou ai? Não mesmo. Outra pessoa comentou que tava pensando em comprar uma cadeira da marca, mas depois de ler os comentários tava repensando a escolha, e outras pessoas disseram a mesma coisa.

A TiLite, que tem um representante acessando o fórum para tirar dúvidas e acompanhar seus consumidores de perto (palmas para o controle de qualidade e atendimento ao consumidor da marca) , logo entrou em ação não só para resolver o problema do cara como para dar maiores explicações sobre os problemas com a cadeira, e assim, tentar evitar que as pessoas ficassem com uma imagem ruim da marca e consequentemente perdessem vendas. Não sei qual foi o desfecho da discussão.

A minha questão nisso tudo é outra. Por que não fazemos o mesmo aqui? Caramba! Cadeira de rodas não é um acessório e muito menos artigo de luxo! É praticamente uma extensão do nosso corpo. Ela precisa ser confortável e acima de tudo ter QUALIDADE. Canso de ver reclamações e de ouvir casos de cadeiras que o eixo quebrou com menos de 6 meses de uso. Isso é um absurdo! Não esqueçam que as fábricas não pagam nenhum imposto pra montar uma cadeira de rodas, e mesmo assim cobram preços exorbitantes e fazem cadeiras com pouca qualidade.

Acho que tá na hora da gente começar a reclamar e não só levar na loja pra consertar, e às vezes ainda pagar pelo conserto. ALOW! Como consumidores temos mais poder do que imaginamos. Mas isso só vai mudar se as reclamações forem além das lojas. Eixo quebrado, encosto rachado não são probleminhas corriqueiros. É falta de controle de qualidade. E como a concorrência é pouca (acho que tem umas 3 fábricas de cadeira aqui no Brasil), e as importadas são caras e por isso não são uma ameaça ao mercado nacional, nem faz sentido investirem em melhorias.

Pra quê? Afinal, o consumidor está satisfeito, não? Ninguém, reclama nem toma nenhuma atitude, então deixa como está.

Poxa, quando é que vamos mudar isso?

* O CareCure é um ótimo site/fórum que aborda vários assuntos sobre deficiência. Depois dos meninos do Blog, é minha referência no assunto de equipamentos. Vale dar uma olhada. Infelizmente, só tem em inglês.

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Avaliação de rodas para cadeira de rodas – X-core, Spinergy e cia!

Eduardo Camara - segunda-feira, 14 de março de 2011 - 10:09

Reunimos nesse post os vídeos de avaliação de 8 rodas traseiras para handbikes e cadeiras de rodas. Falamos sobre os detalhes de cada uma delas, damos nossas impressões e pesamos uma por uma (estilo Mythbusters!). No final, no último vídeo, ainda apresentamos a conclusão do nosso “estudo” e damos dicas sobre qual roda comprar, de acordo com o perfil do cadeirante. Não deixem de assistir!

Resumo das rodas avaliadas:

Rodas para handbike Tamanho Raios Peso*
Corima Aero – 45 mm 26″ (650c) 24 1020g
Top End Force / Force R 26″ (650c) 28 1200g

* Para as handbikes, o peso é da roda completa, com pneu, eixo e líquido selante (no caso da Corima).

Rodas para cadeira Tamanho Raios Peso**
Spinergy LX 24″ (540c) 12 1090g
Spinergy Spox 24″ (540c) 18 1160g
Spinergy Spox Sport 24″ (540c) 24 1180g
Roda convencional 24″ (540c) 32 1300g
X-Core – 3 pontas 25″ (559c) 3 1520g
Karma – 3 pontas 24″ (540c) 3 1900g

** Para as cadeiras, o peso é apenas da roda + corrimão. Não inclui o peso do pneu, eixo e câmara de ar.

Parte 1 – Rodas para handbike

Parte 2 – X-Core de 3 pontas

Parte 3 – Karma de 3 pontas

Parte 4 – Spinergy Spox Sport

Parte 5 – Spinergy LX

Parte 6 – Spinergy Spox

Parte 7 – Roda convencional e conclusões

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Olha o que vem por aí…

Eduardo Camara - sábado, 12 de março de 2011 - 21:19

Segunda-feira tem vídeo de avaliação mostrando boa parte das rodas traseiras disponíveis no mercado brasileiro. Um pouco do que vai rolar, você confere agora:

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Cadeira ORacing Cube – Avaliação

Eduardo Camara - segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 - 10:55

Para quem viu o vídeo de avaliação da Cube e quer saber mais detalhes sobre ela, inclusive sobre como a cadeira se comportou no dia a dia, aí vai a avaliação completa da cadeira. Com preços e outras informações técnicas, inclusive!

Apresentação e peso

A Cube é uma cadeira espanholaOracing Cube feita de alumínio aeronáutico de ótima qualidade (7020), com quadro tipo “box”, bastante leve e resistente – o fabricante oferece garantia vitalícia do quadro. Os componentes são de primeira qualidade e seu peso sem as rodas traseiras, segundo o fabricante, é de 4,5Kg.

Sou um cara muito cético e não costumo acreditar nas especificações dos fabricantes, mas logo no primeiro contato com a Cube percebi que ela realmente é bastante leve. Nitidamente mais leve até do que a minha cadeira atual, uma TiLite ZRA feita de titânio.

A primeira coisa que fiz quando cheguei com a Cube em casa foi pesá-la: 5,2Kg, sem as rodas traseiras. Não chega aos 4,5 kg especificados pelo fabricante, mas fica perto. Para efeitos de comparação, minha TiLite ZRA e minha M3 com configurações semelhantes e sem as rodas traseiras pesam, respectivamente, 7,1Kg e 8,2Kg, uma boa diferença! Somando os 3,5Kg do par de rodas traseiras (Spinergy Spox Sport 24” com pneus Schwalbe Right Run), a Cube pesa, completa, 8,7kg. Nada mal.

Regulagens

Fique atento: uma das razões para esse peso baixo da Cube é a falta de regulagens. A cadeira é feita de maneira totalmente customizada para o usuário e, se por um lado isso é bom pois a cadeira fica leve e tem menos articulações para dar folga, a falta de ajustes também tem seu preço: você tem que saber EXATAMENTE suas medidas ou corre o risco da cadeira ficar uma droga. Particularmente, penso que a cadeira deveria ter também, pelo menos, regulagem do centro de gravidade.

Ao passar para Cube, percebi que o pedal estava muito baixo. Tentei levantá-lo, mas já estava no limite. A solução foi deixar minha almofada Roho High Profile de lado e usar uma Stimulite Sport de 5cm de altura que tenho como reserva. Aí ficou tudo perfeito! Dica para quem vai encomendar essa cadeira: peça o pedal um pouco mais pra cima do que o normal, pois se você precisar descê-lo vai conseguir, mas se tentar subi-lo, não.

Componentes, acessórios e acabamento

Já montado na Cube, pude sentir o quanto o encosto era confortável. Uma delícia que minhas costas imediatamente agradeceram! Aliás, o assento, assim como o encosto, também é bem construído e permite ajuste de tensão através de faixas de velcros. Não chega a ser tão bom quando um assento rígido, mas é uma ótima alternativa.

O encosto confortável é um dos pontos altos da cadeira

Os freios que vêm com a Cube são do tipo tesoura e de excelente qualidade. Ergonômicos, são super eficientes e deixam a cadeira bem travada, sem mover um pentelhésimo sequer. Eles também possuem uma mola de retorno que faz com que o freio volte para baixo do quadro quando destravado.

Os protetores de roupa, feitos de fibra de carbono, são muito bonitos e bastante eficientes. O único porém é que possuem paralamas rentes às rodas e por isso não é possível trocar as rodas por um tamanho maior pois iriam raspar no paralamas.

Detalhe do paralamas em fibra de carbono

O garfo dianteiro tem inclinação de 90 graus, e deixa a cadeira bem curta e manobrável.  Inclinei-me para frente e para os lados para testar a estabilidade da cadeira e me surpreendi. Apesar de curta, a cadeira é bastante estável. Acredito que a posição das rodinhas dianteiras, bem “para fora”, também ajuda. O único porém é que essas rodas para fora adoram acertar portas e quinas de móveis. Foi o que percebi meio minuto depois ao passar da sala para o quarto.

As rodinhas da Cube são do tipo soft roll. Fabricadas pela Frog Legs, são de boa qualidade, ao contrário das que vemos nas cadeiras nacionais. Uso essas rodinhas na minha cadeira há quase 2 anos e continuam inteiras, enquanto as usadas na M3 costumam rachar após 6 meses.

Os garfos que prendem as rodinhas dianteiras são de apenas um lado e valorizam o visual da cadeira. Além disso, são mais leves, juntam menos sujeira e evitam algumas pancadas em portais e móveis.

Uma das coisas que não gostei na Cube foi o acabamento das soldas. São um pouco grosseiras, e como o quadro não era pintado, essas soldas apareciam ainda mais. Recomendo fortemente uma pintura para amenizar o visual dessas soldas. Aliás, a Oracing permite que o cliente escolha QUALQUER cor, o que é um diferencial.

Detalhe do freio tipo tesoura (Scissor)

Montando e desmontando

Deixando a balança e a teoria de lado, chegou a hora de testar a Cube! A cadeira que recebemos tinha praticamente as mesmas medidas da minha cadeira do dia a dia. O assento era apenas 2cm mais largo e a frente e a traseira 5cm mais altas. Fora isso, o resto era igual.

Fui trabalhar montado na Cube e tive a primeira decepção quando fui colocá-la no carro. Quase desisti do teste! Como é chato desmontá-la e colocá-la no banco traseiro… O encosto do modelo testado não dobra (mas é possível encomendar o dobrável) e o desenho do quadro dificulta a pegada para levantá-la. Para passar o quadro pela porta, outro problema: os tubos, protetores de roupa e encosto fixo deixa o conjunto grande demais. Senti saudades da minha ZRA, com quadro tipo “cantilever”, protetores e encosto dobráveis. Suei mais um pouco e consegui colocar a cadeira no banco de trás. Claro que eu não estava acostumado com a Cube e por isso fui mais lento na montagem/desmontagem, mas vamos combinar uma coisa? Cadeira de rua com encosto fixo, só se ele tiver menos de 20cm.  Caso contrário, vai ser tão ou até mais difícil guardar a Cube do que uma cadeira de 12Kg.

Testando a Cube na rua

Passando por um piso de pedras portuguesas, percebi que a cadeira é bastante suave e absorve bem os impactos e irregularidades do chão. Mérito do quadro e também das rodinhas soft roll. O quadro não chega a ser tão confortável quanto o da TiLite ZRA, mas é bem melhor do que o da a M3. A Cube também vem, de fábrica, com assento do tipo ergoseat, onde a seção final é plana e o restante inclinado. Serve para aliviar a pressão nos glúteos e teoricamente deixa a pessoa mais confortável na cadeira. Sinceramente, não notei diferença. Já o encosto, realmente é fantástico e dá um banho na concorrência, assim como um bom descanso às costas. Na hora de travar a cadeira, os freios são acionados sem esforço e cumprem muito bem o seu papel.

O encosto e o assento possuem regulagem de tensão através de velcros

A estabilidade também é um ponto forte da Cube. Subi e desci calçadas, passei por buracos, inclinei bastante o corpo pra frente pra trás e pro lado, tudo com bastante segurança.

Rodei um bocado com a cadeira pela rua e não tenho praticamente nada do que reclamar. O único porém foi um nhec-nhec que ouvia em alguns momentos, não sei se por falta de lubrificação ou o quê. O barulho parecia vir do garfo que prende as rodinhas dianteiras, mas não consegui ter certeza. Tirando isso, todo o resto foi muito bom.

Defeito de fabricação

Desde que tinha visto a cadeira pela primeira vez, percebi que uma das rodas estava mais para fora 0,5cm do que a outra e não conseguia entender o porquê. Foi o Nickolas que percebeu que uma solda do quadro estava errada. Um dos tubos foi soldado mais pra fora do que deveria. Apesar de não puxar pro lado, a cadeira ficou 0,5cm mais larga e esteticamente prejudicada. O controle de qualidade do fabricante pisou feio na bola, o que não se espera de um produto de primeira linha.

Na foto, percebemos que o tubo do lado direito foi soldado meio centímetro mais para fora do que deveria.

Conclusões

A ORacing Cube foi de longe a cadeira mais leve que já testei e tem uma ótima tocada. Utiliza componentes de altíssima qualidade e seus freios e encosto foram os melhores que já vi. O quadro também é robusto, confortável, bastante estável e faz com que o desempenho da cadeira no dia a dia seja muito bom.

Mas apesar de todas as qualidades, o  quadro tipo “box” ocupa muito espaço e dificulta o transporte, principalmente se tiver o encosto e o protetor de roupa fixos. Fique atento para isso e também para as suas medidas, pois como não é uma cadeira ajustável, qualquer erro na prescrição ou fabricação pode inviabilizar seu uso. Por último, o acabamento das soldas poderia ser mais caprichado e o controle de qualidade deixou passar um quadro defeituoso. Segundo o representante, esse foi um caso isolado e a fábrica já foi notificada.

Veredito

A Cube é uma boa cadeira para cadeirantes muito ativos e experientes que sabem exatamente o que precisam e querem uma cadeira confortável, muito leve e ágil, mas não se preocupam com o trabalho que dá para montá-la e desmontá-la toda vez que saírem de carro. Vendida a partir de R$ 7, 5 mil reais com o encosto dobrável (sem ele custa R$ 500 a menos), é uma boa opção para quem quer uma cadeira de qualidade melhor do que as nacionais.

Pontos positivos: peso, estabilidade, qualidade dos componentes, robustez e garantia total do quadro.
Pontos negativos: portabilidade/transporte, ausência de regulagens, acabamento das soldas e controle de qualidade do fabricante.

Concorrente:

TiLite TR – É uma cadeira um pouco mais pesada (em torno de 0,5Kg) que a Cube, porém possui  ajustes de centro de gravidade e ângulo do encosto, que fazem falta na cadeira da ORacing. Na minha opinião, é uma opção melhor. O único problema é que, no Brasil, custa em torno de 60% a mais do que a Cube. Uma outra boa opção é a TiLite ZR, semelhante à TR, só que com quadro do tipo cantilever, que facilita o transporte. A ZR é em torno de 1Kg mais pesada do que a Cube.

Especificações do modelo avaliado:

- Quadro do tipo ergoseat em alumínio 7020, tamanho 40×40
- Assento em nylon com ajuste de tensão por velcros
- Encosto com 38cm de altura com espuma e ajuste de tensão por velcros
- Rodas traseiras Spinergy Spox Sport 24”
- Pneus Schwalbe Right Run 24×1”
- Rodas dianteiras Frog Legs Soft Roll 4×1,5”
- Freios do tipo tesoura
- Protetores laterais de fibra de carbono
- Peso sem as rodas traseiras: 5,2Kg
- Peso com as rodas traseiras: 8,7Kg
- Preço do modelo avaliado: R$ 8.700 (R$ 7.000 do modelo básico + R$ 500 do acabamento polido + R$ 1.200 das rodas Spinergy)
- Prazo de entrega segundo o representante: 60 dias

Site do fabricante: www.ortoracing.com

Site do representante no Brasil: www.ortosport.com.br

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Pneu Schwalbe Marathon Plus Evolution – Avaliação

Eduardo Camara - sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 - 15:43

Você já ouviu falar desse pneu aqui no blog, no excelente post que o Christian fez sobre ele e o Primo V-Track. De qualquer forma, acho que sempre é válido disponibilizar mais impressões sobre um produto, ainda mais esse pneuzão que é o Schwalbe Marathon Plus Evolution. Vou chamar só de Marathon (intimidade!) daqui pra frente porque o nome inteiro é muito grande.

O Marathon foi um dos melhores pneus que já usei até hoje, rivalizando com o Cross Court e mais um outro (surpresa!) sobre o qual vou falar aqui em breve. O que me empolgou para comprar esse pneu foram os relatos no fórum CareCure, onde várias pessoas o elogiavam pelo desempenho, beleza e proteção contra furos. Resolvi arriscar e não me arrependo.

A primeira coisa que diferencia esse modelo do Marathon é a cor: ele é totalmente preto. Isso não é comum em pneus para cadeiras pois, geralmente, pneus pretos marcam o chão. O Marathon é um dos primeiros pneus totalmente pretos que não marcam. Se um pneu preto é bonito ou não, são outros quinhentos. O Christian, por exemplo, se amarra. O Nickolas, não gosta. Eu também confesso que acho o pneu meio feioso, mas gosto é como bunda e cada um tem o seu. O que é indiscutível é a qualidade do Marathon: muito boa!

Além do tal composto de borracha que não marca o chão,  outro diferencial desse pneu é uma grossa camada antifuros (ver detalhes no post do Christian). Quando o pneu já estava velho e careca, tentei furá-lo com uma tachinha e não consegui. A camada antifuros funciona bem!

Mas é claro que toda essa proteção tem seu preço. Cada Marathon pesa 560g (o fabricante diz no site que são 500g, mas não são), o dobro de um Cross Court. Esse, na minha opinião, é o maior problema desse pneu. Sentia esse peso a mais toda vez que desmontava e montava as rodas para colocar a cadeira dentro do carro. A diferença era bem nítida. Já pra tocar a cadeira, a diferença era pequena. O Marathon aguenta absurdos 145 PSI de pressão e mesmo com 120 PSI a tocada já ficava bem leve – mas ainda confortável – compensando o peso extra do pneu.

Quanto à tração, como ele possui “ranhuras”, ela é bem boa, semelhante à dos pneus de carrocinha de pipoca. Pra completar, o Marathon tem a parede lateral lisa, que não acaba com nossa mão. Eu, que uso corrimão bem colado ao aro, sempre machucava a mão quando tocava a cadeira por distâncias muito longas. Com o Marathon, não tive mais esse problema.

Segundo a Schwalbe, a borracha do pneu também é de um composto especial de alta duração, e o pneu dura bem mais do que os pneus da concorrência. Na prática, não foi o que rolou… Ele durou exatamente o mesmo que o Cross Court e outros pneus. A única diferença é que, por causa da camada antifuros, me sentia mais seguro em rodar com o Marathon careca. Só a tração é que ficou prejudicada.

Outro detalhe importante: esse pneu é bem caro, e nos EUA custa mais do que o dobro dos outros.  Pense nisso na hora de comprar. Saiba também que a Schwalbe  também fabrica o Marathon Plus (bem mais em conta) e o Marathon Plus Evolution Reflex (apenas no tamanho 24×1″). O primeiro é uma versão com borracha cinza do pneu avaliado e o último é igual ao pneu da avaliação, só que com tinta refletiva nas laterais, útil para quem anda à noite pela rua e tem medo de ser atropelado  :)

Resumindo, o pneu é confortável e a proteção contra furos funciona muito bem, assim como a lateral lisa que não machuca as mãos. Já a durabilidade prometida não se confirmou e o pneu é bastante pesado.

Veredito: recomendado apenas para quem tem muito receio de furar os pneus e quer um pneu preto que não marque o chão. O preço e o peso desse pneu não compensam suas qualidades.

Marathon Plus Evolution

Tamanhos disponíveis: 24×1″ (25-540), 25×1″ (25-559) e 26×1″ (25-590)
Peso:
560g (cada, tamanho 24×1″)
Pressão máxima:
145 PSI
Cores: preto
Preço nos EUA (par): U$ 89 (sportaid)

Vantagens: desempenho, aderência, proteção contra furos e paredes lisas
Desvantagens: preço e peso elevados

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Pneu Primo Cross Court – Avaliação

Eduardo Camara - quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 - 10:43

O Cross Court é um dos meus pneus preferidos e o usei por muito tempo. É um pneu fininho de alta pressão (aguenta 100 psi) fabricado pela Primo, uma das maiores fabricantes de pneus para cadeiras do mundo. O grande barato do Cross Court é que, apesar de ser fino e ter todo aspecto esportivo, ele possui pequenos gomos que não te deixam na mão em pisos pouco aderentes, o que sempre ocorre com  pneus que são totalmente lisos como o Primo V-Track e a imensa maioria dos pneus com 1″ de largura.

Além de melhorar a tração, os gomos do Cross Court também deixa a cadeira mais confortável, pois eles absorvem um bem as irregularidades do piso sem abrir mão de desempenho: a tocada com o Cross Court é muito leve e, na rua, é praticamente igual à de um pneu totalmente liso. E por falar em leve, ele também pesa muito pouco. Com 280g (24×1″), é um dos pneus mais leves que existem para cadeira de rodas.

Desvantagens? Poucas. Uma delas é que os gomos podem machucar as mãos ao tocar a cadeira, principalmente se o corrimão estiver montado próximo à roda. A outra é que nunca vi esse pneu à venda no Brasil. Na minha opinião, porque os lojistas papam mosca, já que é um ótimo pneu e custa barato fora do Brasil.

Para fechar, a durabilidade do Cross Court é igual à da maioria dos pneus que já testei, e ele está disponível apenas no tamanho 24×1″ (25-540). Se você usa roda X-Core de 3 pontas, tamanho 25×1″ (25-559), a Primo tem um pneu parecido que é o Passage.

Veredito: gosto muito e recomendo!

Primo Cross Court

Tamanho disponível: 24×1″ (25-540)
Peso:
280g (cada)
Pressão máxima:
100 PSI
Cores: cinza/preto
Preço nos EUA (par): U$ 32 (sportaid)

Vantagens: peso, desempenho, aderência, preço, visual esportivo.
Desvantagens: gomos podem machucar a mão, só é encontrado fora do Brasil.

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Lateral Direita

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