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Pneu Schwalbe Marathon Plus Evolution – Avaliação

Eduardo Camara - sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 - 15:43

Você já ouviu falar desse pneu aqui no blog, no excelente post que o Christian fez sobre ele e o Primo V-Track. De qualquer forma, acho que sempre é válido disponibilizar mais impressões sobre um produto, ainda mais esse pneuzão que é o Schwalbe Marathon Plus Evolution. Vou chamar só de Marathon (intimidade!) daqui pra frente porque o nome inteiro é muito grande.

O Marathon foi um dos melhores pneus que já usei até hoje, rivalizando com o Cross Court e mais um outro (surpresa!) sobre o qual vou falar aqui em breve. O que me empolgou para comprar esse pneu foram os relatos no fórum CareCure, onde várias pessoas o elogiavam pelo desempenho, beleza e proteção contra furos. Resolvi arriscar e não me arrependo.

A primeira coisa que diferencia esse modelo do Marathon é a cor: ele é totalmente preto. Isso não é comum em pneus para cadeiras pois, geralmente, pneus pretos marcam o chão. O Marathon é um dos primeiros pneus totalmente pretos que não marcam. Se um pneu preto é bonito ou não, são outros quinhentos. O Christian, por exemplo, se amarra. O Nickolas, não gosta. Eu também confesso que acho o pneu meio feioso, mas gosto é como bunda e cada um tem o seu. O que é indiscutível é a qualidade do Marathon: muito boa!

Além do tal composto de borracha que não marca o chão,  outro diferencial desse pneu é uma grossa camada antifuros (ver detalhes no post do Christian). Quando o pneu já estava velho e careca, tentei furá-lo com uma tachinha e não consegui. A camada antifuros funciona bem!

Mas é claro que toda essa proteção tem seu preço. Cada Marathon pesa 560g (o fabricante diz no site que são 500g, mas não são), o dobro de um Cross Court. Esse, na minha opinião, é o maior problema desse pneu. Sentia esse peso a mais toda vez que desmontava e montava as rodas para colocar a cadeira dentro do carro. A diferença era bem nítida. Já pra tocar a cadeira, a diferença era pequena. O Marathon aguenta absurdos 145 PSI de pressão e mesmo com 120 PSI a tocada já ficava bem leve – mas ainda confortável – compensando o peso extra do pneu.

Quanto à tração, como ele possui “ranhuras”, ela é bem boa, semelhante à dos pneus de carrocinha de pipoca. Pra completar, o Marathon tem a parede lateral lisa, que não acaba com nossa mão. Eu, que uso corrimão bem colado ao aro, sempre machucava a mão quando tocava a cadeira por distâncias muito longas. Com o Marathon, não tive mais esse problema.

Segundo a Schwalbe, a borracha do pneu também é de um composto especial de alta duração, e o pneu dura bem mais do que os pneus da concorrência. Na prática, não foi o que rolou… Ele durou exatamente o mesmo que o Cross Court e outros pneus. A única diferença é que, por causa da camada antifuros, me sentia mais seguro em rodar com o Marathon careca. Só a tração é que ficou prejudicada.

Outro detalhe importante: esse pneu é bem caro, e nos EUA custa mais do que o dobro dos outros.  Pense nisso na hora de comprar. Saiba também que a Schwalbe  também fabrica o Marathon Plus (bem mais em conta) e o Marathon Plus Evolution Reflex (apenas no tamanho 24×1″). O primeiro é uma versão com borracha cinza do pneu avaliado e o último é igual ao pneu da avaliação, só que com tinta refletiva nas laterais, útil para quem anda à noite pela rua e tem medo de ser atropelado  :)

Resumindo, o pneu é confortável e a proteção contra furos funciona muito bem, assim como a lateral lisa que não machuca as mãos. Já a durabilidade prometida não se confirmou e o pneu é bastante pesado.

Veredito: recomendado apenas para quem tem muito receio de furar os pneus e quer um pneu preto que não marque o chão. O preço e o peso desse pneu não compensam suas qualidades.

Marathon Plus Evolution

Tamanhos disponíveis: 24×1″ (25-540), 25×1″ (25-559) e 26×1″ (25-590)
Peso:
560g (cada, tamanho 24×1″)
Pressão máxima:
145 PSI
Cores: preto
Preço nos EUA (par): U$ 89 (sportaid)

Vantagens: desempenho, aderência, proteção contra furos e paredes lisas
Desvantagens: preço e peso elevados

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Pneu Primo Cross Court – Avaliação

Eduardo Camara - quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 - 10:43

O Cross Court é um dos meus pneus preferidos e o usei por muito tempo. É um pneu fininho de alta pressão (aguenta 100 psi) fabricado pela Primo, uma das maiores fabricantes de pneus para cadeiras do mundo. O grande barato do Cross Court é que, apesar de ser fino e ter todo aspecto esportivo, ele possui pequenos gomos que não te deixam na mão em pisos pouco aderentes, o que sempre ocorre com  pneus que são totalmente lisos como o Primo V-Track e a imensa maioria dos pneus com 1″ de largura.

Além de melhorar a tração, os gomos do Cross Court também deixa a cadeira mais confortável, pois eles absorvem um bem as irregularidades do piso sem abrir mão de desempenho: a tocada com o Cross Court é muito leve e, na rua, é praticamente igual à de um pneu totalmente liso. E por falar em leve, ele também pesa muito pouco. Com 280g (24×1″), é um dos pneus mais leves que existem para cadeira de rodas.

Desvantagens? Poucas. Uma delas é que os gomos podem machucar as mãos ao tocar a cadeira, principalmente se o corrimão estiver montado próximo à roda. A outra é que nunca vi esse pneu à venda no Brasil. Na minha opinião, porque os lojistas papam mosca, já que é um ótimo pneu e custa barato fora do Brasil.

Para fechar, a durabilidade do Cross Court é igual à da maioria dos pneus que já testei, e ele está disponível apenas no tamanho 24×1″ (25-540). Se você usa roda X-Core de 3 pontas, tamanho 25×1″ (25-559), a Primo tem um pneu parecido que é o Passage.

Veredito: gosto muito e recomendo!

Primo Cross Court

Tamanho disponível: 24×1″ (25-540)
Peso:
280g (cada)
Pressão máxima:
100 PSI
Cores: cinza/preto
Preço nos EUA (par): U$ 32 (sportaid)

Vantagens: peso, desempenho, aderência, preço, visual esportivo.
Desvantagens: gomos podem machucar a mão, só é encontrado fora do Brasil.

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Vale ou não vale?

Cris Costa - sexta-feira, 8 de outubro de 2010 - 14:14

E depois de uma semana inteira esperando o tal do maravilhoso sábado, dia que posso acordar tarde e ficar olhando pro teto, fazendo nada, o dever me chama e preciso ir pra rua resolver aquelas pendenguinhas que não consigo resolver durante a semana. O mundo é muito, muito injusto. Depois de uma longa briga com minha cama, levantei, me arrumei e saí. Por preguiça pura resolvi que não ia trocar de cadeira e  fui na StarLite mesmo, minha cadeira chinelinho.

Fui quicando que nem pipoca no óleo quente e me perguntando porque não troquei de cadeira. Cheguei na primeira loja. Nenhum degrau, e a loja (uma papelaria na verdade) ainda fez na entrada uma “rampinha” ao invés de deixar um degrau.  O que me espantou, pois estive lá há pouco mais de um mês, e quando tive que empinar a cadeira o atendente pediu desculpas (pasmem!) e disse que eles iam colocar uma rampa em breve, que já tinham providenciado a obra.  Na hora pensei que era balela do cara, mas hoje vi que não. E fizeram uma coisa legal, nada de rampa muguenga. Enfim, comprei o que tinha que comprar, e segui para meu próximo destino.  Tremeliquei mais um pouco, e fui escorregando na cadeira, e quando vi tava quase deitada. Parei, me ajeitei e continuei. Ruim demaaaaaaaais esse encosto!

Enfim, cheguei na outra loja, e tinha aquele degrauzinho sabe? Nem muito alto, mas que também não é muito baixo. Em muitas lojas encontrei esse degrauzinho, que nem  na foto.

Nada que  uma  empinada não resolva, ou pra quem que como eu  que não tem muita força, uma ajudinha de nada já resolve. Mas ai, vem o motivo do post: vale implicar com o tal degrauzinho, ou é pedir de mais pra colocarem uma rampinha? Se um colocou, porque os outros não podem fazer o mesmo?  Realmente, o degrau não é nenhum absurdo, mas pôxa, porque eu tenho que ficar pedindo ajudinha pra coisas tão simples como entrar numa loja? Não sei, fiquei confusa. Fiquei pensando se aceitar pequenos obstáculos  é conformismo. Porque a gente vai se acostumando a dar jeitinho, a ter ajudinha, e acaba achando que esse é o normal. O que não é verdade. O normal deveria ser tudo bem acessível , né não?

Bom, passeio terminado, missão cumprida e ainda ganhei de presente da cadeira chinelinho uma palma da mão de dar orgulho:

Na próxima, vou de luva!

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Alumínio x Titânio

Christian Matsuy - terça-feira, 21 de setembro de 2010 - 16:27

Resolvi escrever esse post lendo os comentários feitos na comunidade do blog no Orkut. O número de pessoas que se interessam em comprar uma cadeira feita de Titânio só vem aumentando, e com isso minha preocupação também. Mas por que? Por eu perceber que muitas delas não conhecem a diferença entre o alumínio (metal predominante nas cadeiras) e o titânio, um metal com propriedades bem diferentes.

Ao contrário do que muitos pensam, o titânio é mais pesado que o alumínio. Porém, ele é no mínimo (isso vai depender do tipo de liga) 10 vezes mais resistente. Com essa característica, é possível fazer tubos de titânio com paredes mais finas e ter uma cadeira muito mais resistente pelo mesmo peso do alumínio ou até mesmo mais leve.

Ainda pode-se utilizar a combinação dos dois metais. Existem lugares da cadeira que podem ser fabricados tranquilamente em alumínio, deixando o custo mais baixo. Algumas peças como protetores laterais e encosto, entre outras, não precisam ser feitas em titânio. Tanto que, quando são feitas em titânio, são consideradas opcionais, com preço diferenciado.

Só pra constar: o titânio também é no mínimo 10 vezes mais caro que o alumínio. O interessante é que, se observarmos os preços, poderemos notar que os fabricantes de cadeiras de titânio, não repassam todo esse valor ao consumidor. A diferença de preço existe, mas não chega nem perto de ser 10 vezes mais caro.

Outra vantagem do titânio é o “efeito memória” do metal. É extremamente difícil trabalhar com o titânio, muito duro para dobrar e soldar, exigindo mão de obra especializada. Mas uma vez moldado, o titânio fica como está. Para se desalinhar um quadro de uma cadeira desse material, o impacto tem que ser muito grande, e quando falo grande digo algo de proporções catastróficas.

Aqui já vimos ínumeros casos das cadeiras saírem desalinhadas de fábrica. Chegamos ao cúmulo de ver pessoas reclamando que sua cadeiras não encostavam as quatro rodas no chão, mesmo em um local totalmente plano… (pode isso Arnaldo!?). A regra é clara, não pode.

O alumínio tem resistência bastante aceitável, mas ele pode entortar. Isso é fato. Eu já entortei e desalinhei dois quadros de cadeiras monobloco. Um deles até consegui realinhar, mas em poucas semanas ele voltou a desalinhar, e não seria prudente tentar arrumar por uma segunda vez, pois iria comprometer a estrutura do quadro. O alumínio não foi feito para ficarmos puxando ou forçando, pois ele perde resistência e pode quebrar. Se você pegar um pedaço de arame, e ficar entortanto de um lado pro outro, uma hora ele vai quebrar. E é mais ou menos isso que acontece, nas devidas proporções.

Outra característica peculiar do titânio é a da absorção de impactos e tremores. Ele tende a distribuir os impactos recebidos e se dissipar por toda a extensão dos tubos, ao contrário do alumínio que tem um efeito “rebote”, ou seja ao passar em um buraco com a cadeira, você toma o impacto do mesmo e a cadeira tenta “devolver” ess impacto pra você, causando uma reação maior. Para ficar bem claro, se pegarmos um bastão de titânio e batermos com força em uma parede, ele bate e fica. Se fizermos o mesmo com um bastão de alumínio ele bate e tende a voltar pra trás, entenderam? Lei da física de ação e reação. Alguns fabricantes dizem que isso é um “mito” e que só poderia ser percebido em uma velocidade superior a 30km/h. O fato é que eu já tive  várias cadeiras monobloco de alumínio e posso afirmar que o titânio tem essa propriedade sim, e é muito perceptível.

A intenção do post foi apenas a de mostrar as diferenças entre esses dois metais, e não desmerecer o alumínio, que quando bem trabalhado apresenta resultados fantásticos.

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A qualidade das nossas cadeiras

Christian Matsuy - quarta-feira, 8 de setembro de 2010 - 13:11

Foto: New Mobility Magazine

Há algum tempo já temos cadeiras fabricadas em alumínio no mercado nacional. Infelizmente, mesmo com 20 anos de cadeira, vejo poucas inovações. Não que eu queira algo de outro planeta, mas a qualidade é algo que poderia ter melhorado muito mais levando em conta o valor que a indústria nacional nos impõe.

O peso, a qualidade das partes plásticas e até mesmo a liga de alumínio utilizada poderiam ser muito melhores pelos três mil reais que pagamos, preço “médio” praticado pelo mercado. Sem contar com opcionais e acessórios. Com eles, esse valor pode ultrapassar os 4 mil  reais brincando.

Podemos tomar como o exemplo, cadeiras com ajuste de alturas e centro de gravidade, que só apontaram há 2 anos (mais ou menos).  Ainda assim só temos um modelo de um único fabricante.

Outra coisa que me deixa intrigado é o atendimento pós-venda. Ele é praticamente inexistente e resume-se em honrar as peças que quebram (com muita dor de cabeça, dependendo do fabricante), ou apresentem algum defeito. Parece que eles já entendem tudo de cadeiras e que nossas opiniões nada contribuem no processo de melhoria contínua do produto. Ou eu devo escrever muita merda, sei lá é só uma questão de opinião.

Nossos fabricantes não nos oferecem demonstração. Uma prática pra lá de comum em qualquer outro país. Talvez eles não o façam por saber que algumas cadeiras tenham a qualidade tão abalada que a demonstração seria uma propaganda negativa.

Bom, esse foi o momento desabafo… Temos que dar uma “cutucada” em nossos fabricantes de tempos em tempos, pois acho que é uma das maneiras de se exigir algo melhor… Apesar de eu nunca ter recebido retorno de nenhum deles.

Recebemos diversas reclamações em nossas redes sociais, referente a problemas com cadeiras, e acho que seria interessante se os fabricantes utilizassem esse canal para manter um relacionamento estreito com o consumidor (que somos nós).

Faça parte de nossas redes sociais e vamos discutir sobre isso!

Nossa comunidade no Orkut
Nossa página no Facebook
Nosso Twitter

ps: Aproveito esse post paras dizer que agora sou oficialmente mais um da família “Mão na Roda”. Gostaria de agradecer aos demais autores do blog pelo espaço e confiança!

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Opinião do Leitor – Cadeira de Rodas Ortobras Star Lite

Fabio de Carvalho - sexta-feira, 6 de agosto de 2010 - 17:05

Com poucas opções de cadeiras e opcionais no mercado nacional, a gente acaba tendo que ser criativo pra poder adequar a cadeira às nossas necessidades. Depois do post que escrevi sobre a Star Lite, nosso leitor Fabio Henrique nos escreveu contando que fez algumas adaptações em sua cadeira do mesmo modelo.  Segue o e-mail dele na íntegra contando as modificações que fez.

“Oi,Cris.

Vou tentar explicar…

Quando ganhei a star lite e sentei pela primeira vez achei um horror de pesada etc… pus a cabeça pra funcionar e hoje, após modificações, não troco a minha por nenhuma outra monobloco nacional.  Ao fazer todas as modificações, enviei um e-mail com fotos para o fabricante, que nunca respondeu dando atenção.

1. Como você mesma diz no post, o tubo da cadeira que encaixa as rodas é realmente comprido.
SOLUÇÃO: colocar as buchas para uso específico com as rodas de magnésio e a cadeira  fica um pouco mais estreita.

2. Quanto a altura frontal e pedal, fizestes o correto pondo roda 5″ e invertendo o pedal para frente dando melhor apoio aos pés.

3. Quanto aos freios, é questão de um bom ajuste, pois os meus nunca desregularam.

4. Para diminuir o peso da cadeira e deixá-la mais curta no seu comprimento, inverti o tubo de encaixe das rodas para frente . Creio que reduziu o peso em cerca de 40%. Fazendo isso, o peso ficou igualmente distribuído entre a parte frontal e traseira da cadeira. Mas vale salientar que na minha cadeira o tubo que encaixa a roda tem cambagem de 3 graus. Isso afasta um pouco a roda traseira e evita que a da frente encoste nela na hora do giro; fato este que inviabilizaria essa modificação. Mas você pode perguntar: a cadeira dessa forma não vira fácil para trás? Com roda 6″ é possível que sim se não estiver bem acostumado. Mas a roda 5″ resolveu esse problema para mim, bem como o da altura frontal já citado no item 2 acima.

5. Voltando aos freios tive que por outra placa de fixação nos mesmos. Além de ficarem mais baixos facilitando para não se machucar na hora da transferência, ficaram mais afastados por duas porcas entre uma placa e outra para que os mesmos pudessem alcançar os pneus e travar bem.

6. Já no corrimão, para não deslizar as mãos pus enrolada e bem justa uma mangueira transparente tipo de aquário. Em casas do ramo tem um tipo até melhor, menos espesso e mais flexível que a de aquário (até já fiz um comentário com foto no Blog anteriormente). Pra você ter idéia do quanto fica ótimo, na minha casa tem uma pequena rampa que para um tetra é dureza e eu não conseguia subí-la. Mas depois que coloquei essa tal mangueira no corrimão da cadeira, acabou meu obstáculo. Sem contar que não suja as mãos e não risca as paredes.”

Legal, né? Se você também tem alguma idéia legal, manda pra gente!

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Como importar uma cadeira de rodas – Viajando

Eduardo Camara - segunda-feira, 2 de agosto de 2010 - 12:59

Agora ficou mais fácil importar uma cadeira como a TiLite ZRA-2 da foto

Ontem li uma notícia que deu aquele peteleco que faltava para escrever esse post. E é uma notícia BOA para todos nós: a partir de 1 de outubro de 2010, cadeiras de rodas, muletas e andadores passam a ser considerados bens de uso pessoal e podemos trazê-los quando viajamos sem pagar imposto algum! Na onda, também foram liberados de impostos os celulares, relógios e câmeras fotográficas.

A notícia foi divulgada em grandes portais da Internet, como a Folha de São Paulo e  o G1.

Apenas lembrando que, para não pagar o imposto, a pessoa tem que trazer a cadeira como bagagem acompanhada. Isto é: não dá para comprar na Internet e mandar entregar no Brasil. Tem que ir lá pessoalmente buscar e voltar com ela. Claro que continua saindo um pouco caro porque você vai ter que comprar as passagens aéreas, reservar hotel e tal, mas sem dúvida sai mais barato do que comprar uma importada aqui. Quer ver? Então, vamos fazer umas contas:

TiLite ZRA básica no Brasil: R$ 10 mil (aproximado)

Tilite ZRA básica nos EUA (Sportaid.com): U$ 1.895,00
Pacote aéreo de 4 noites em Miami: U$ 1.500,00 (aproximado)
Cotação do dólar: R$ 1,80
Total: U$ 3.461,00 * 1,80 = R$ 6.229,80

Ou seja, dá para fazer um passeio em Miami, comprar uma cadeira que bota as nacionais no chinelo e ainda sobram quase 4 mil reais em relação ao preço de uma importada aqui por essas bandas.

Minha sugestão? Junte um dinheirinho a mais, planeje aquela viagem e volte com uma cadeira turbinada! Mas antes, não se esqueça de pegar as dicas de viagem e medidas da cadeira aqui no blog e trocar uma idéia em nossa comunidade do Orkut.

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Acessórios e opcionais » Assento

Christian Matsuy - terça-feira, 20 de julho de 2010 - 17:17

Aproveitando o embalo do post sobre medidas da cadeira, vamos dar continuidade ao assunto, dessa vez de maneira mais dosada, discutindo um ítem por post. Assim não fica cansativo e chato de ler, certo?

Logicamente, o assento da cadeira não se inclui nessas duas categorias, mas o tipo deles sim.

cadeira com assento rígido

exemplo de cadeira com assento rígido

Basicamente nas cadeiras nacionais temos opção de assentos em lona ou vinil (dependendo do fabricante) ou rígidos em alumínio, geralmente uma chapa rebitada ou parafusada ao quadro da cadeira. Essa segunda opção sempre terá um custo extra.

Das vantagens e desvantagens
A maioria dos fabricantes usa a lona convencional para os assentos e encostos padrão, sem nenhum tipo de recurso para ajuste de tensão, fazendo que com o peso de nosso corpo laceie a lona, deixando-a deformada, trazendo vários problemas, como por exemplo, você sentar de forma “afundada” na cadeira (famoso assento selado). A única saída é a troca.

Já tive 2 cadeiras em que o encosto e o assento eram de vinil (diferente da lona), e haviam 3 cintas embaixo dele para ajustar a tensão (apenas do assento). Eles duravam em média 2 anos e depois disso laceavam a tal ponto que mesmo com as cintas de ajuste, era impossível deixar totalmente esticado. Isso me gerava um incômodo absurdo, a ponto de não conseguir ficar sentado. Mesmo assim eles são mais duráveis que os de lona, que estão praticamente descontinuados pelos fabricantes.

Eu nunca tive cadeiras com assento de lona comum, pois já cansei de vê-los laceados em cadeiras de monstruário, o que me desencorajou totalmente.

Em 2004 eu comprei minha primeira cadeira com assento rígido, e em conjunto com uma boa almofada, resolveu esse problema, até hoje não me preocupo com o assento, pois ele sendo rígido sempre estará certo. A desvantagem é que aumenta o peso da cadeira em 1 kilo e tem um custo extra, que acredito se pagar com o tempo, pois você nunca precisará trocá-lo.

Nas cadeiras dobráveis em X, não há como ter assento rígido. Senão a cadeira simplesmente não dobra ;) !

imagem de assento rígido removível

assento rígido avulso

Nesse caso o que pode ser feito é a utilização dos suportes de almofadas que pode ser improvisado em madeira ou fibra de carbono (opção importada). Eles são feitos para serem inseridos dentro da capa da almofada e ficam apoiados nas laterais da cadeira. A Roho oferece um suporte para suas almofadas também. o peso deles também gira em torno de 1 kilo, vai depender do tamanho de seu assento.

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Cadeira com fechamento frontal

Cris Costa - quinta-feira, 8 de julho de 2010 - 10:01

No post sobre a cadeira chinelinho, mencionei que não gostei da cadeira monobloco da Ortomix pois ela não tem a opção de afunilar na frente. Para ficar mais fácil de entender,  resolvi colocar uma foto comparando os dois tipos de frente pra que fique fácil de vizualizar. Ai, quando forem comprar uma cadeira, pode facilitar na escolha. Uma das fotos foi o Christian que me mandou, de onde aliás tirei a idéia de escrever sobre isso. Valeu Christian!

Como podem ver, o pedal fica bem largo se seguir a largura da cadeira. Já imaginaram fazer uma curvinha num lugar mais apertado com uma cadeira assim?

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Cadeira Ortobras Star Lite

Cris Costa - quarta-feira, 30 de junho de 2010 - 11:39

Como disse no post anterior, acabei comprando uma Star Lite.  Quando fui buscar a cadeira na loja, dei uma olhada, me pareceu ok, botei no carro e fui pra minha casa. Grande erro. É a mesma coisa que comprar roupa sem experimentar. Mas na pressa, achei que não precisava experimentar já que estava tudo na medida certa. Chegando em casa, fui passar pra cadeira nova e estranhei tudo. Pensei: isso é normal, com cadeira nova isso acontece, demora até a gente se acostumar. Mas não era bem assim. De cara senti que a cadeira estava bem mais larga do que estava acostumada. Mais um pouco e não passava nas portas de casa.  E também estava alta, quase não entrava embaixo da mesa. Fora o ângulo do pedal que parecia ser de 90, o que eu não estava acostumada. Quase chorei. Mas também, santa ingenuidade né Batman?! Fiz o pedido com poucas medidas e nem sequer perguntei quais eram as medidas padrões do resto. E também não testei na loja pra ver ser estava tudo ok.  Os meninos batem tanto isso aqui no Blog, e cometi esse erro. Depois de feito, não tinha muito o que reclamar. Pelo menos o que tinha medida específica veio certo. Mas precisava acertar a cadeira. Do jeito que estava, não dava pra ficar. Levei de volta na loja pra acertar.

Quanto a largura, além do corrimão estar no ponto mais largo, o tubo da cadeira era muito comprido. Com isso a cadeira deve ter ficado uns 7cm mais larga.

O que é muita coisa. E a altura, ela veio com a roda dianteira de 6”, que é o padrão. E como não existe a opção de mexer na altura da cadeira, só me restava trocar a roda de 6” por uma de 5”. E quanto ao pedal, virei ele ao contrário. Assim a parte maior ficaria para frente me dando mais conforto. Tudo acertado, fui buscar minha cadeira uns 15 dias depois.

Agora sim poderia avaliar a cadeira melhor, já que estava nas medidas corretas. Duas coisas que notei diferença para outras que tive foi o freio e o esquema de dobrar o encosto. O freio achei bem legal, pois ele dobra, e assim facilita muito a transferência para o carro e cama. Mas para quem tem pouca força nas mãos pode não ser uma boa opção, já que é um pouco difícil puxar o pino para “desdobrar”. E é bom não esquecer de dobrar, ou o freio fica alto, dificultando a transferência, a roupa pode agarrar ou você corre o risco de ser violentado pelo freio. Ninguém merece!

Só uma pequena observação: a cadeira tem dois meses e os freios já precisam de ajustes. Algo que vejo acontecer muito nas cadeiras nacionais. Não entendo porque os freios não ficam firmes por muito tempo, mas enfim.

Já o esquema pra dobrar o encosto me pareceu interessante e foge um pouco das malditas cordinhas: tem duas travas atrás, uma de cada lado. É só girar pra destravar e dobrar, e depois girar de novo para travar.

Até ai, tudo bem. Tava gostando da cadeira. Só tinha achado o encosto muito frouxo e ele afunda muito. Isso pode ser resolvido com um encosto rígido, mas que custa em média R$ 250,00. E como no momento, não posso me dar esse luxo, fico com o encosto que afunda.

Testando a cadeira em casa, tudo bem. Chão retinho, deslizava que era uma beleza! Parecia leve e ágil, boazinha mesmo. Mas tinha que fazer o teste  final: andar na rua. Assim que precisei ir na rua, resolvi que iria com essa pra ver como ela se sairia nas pedrinhas portuguesas. Sai de casa, e lá fui eu. Sofri!!! Depois de umas três braçadas senti a cadeira pesada e difícil de empurrar. Trepidava muito! Não achei que fosse ser tão difícil. Já me acostumei com a Tilite e por isso senti uma diferença absurda.

Depois de muito esforço consegui chegar onde queria, mas quase sem ar, rs. Fiz o que tinha que fazer, respirei fundo e voltei pra casa.  Cheguei em casa e parecia que tinha corrido uma maratona, mas na verdade foram só dois quarteirões. Ou quatro se contar ida e volta. Não achei a cadeira ruim, mas pra realidade das pedrinhas portuguesas e levando-se em conta minha tetrice parcial, penei um pouco. Se tivesse que sair na rua todo dia com ela, em pouco tempo ia ganhar alguma “ite” (tendinite, bursite…).

Mas enquanto os fabricantes não melhoram a qualidade das cadeiras, a gente pode melhorar algumas coisas. Pouquíssimas, na verdade. Quanto à trepidação, uma roda inflável com certeza ajudaria muito. Já o fato do corrimão escorregar tem muito a ver com minha fraqueza nas mãos. Coisa de tetra. Quem é paraplégico, com certeza não ia sentir nenhuma dificuldade. Mas bem que os fabricantes nacionais podiam vender um corrimão coberto com vinil pra facilitar a nossa vida, né?

Os problemas que ela apresentou são comuns nas cadeiras nacionais. O fato dela trepidar, ter um corrimão escorregadio e ser “dura” de empurrar  aconteceu com todas as outras que tive.  Sinceramente, acho que devemos começar a exigir maior qualidade e mais opcionais dos fabricantes. Por enquanto, ainda acho a cadeira boazinha, mas uma cadeira mostra mesmo a sua qualidade é com o decorrer do tempo. Vamos ver como ela vai estar daqui há um ano!

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Lateral Direita

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