Christian Matsuy - quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 - 10:15
Dessa vez fomos ao Boizão Grill, churrascaria rodízio localizada no bairro do Belém, Zona Norte da cidade. O lugar está sempre aparecendo nos sites de compra coletiva e vale a pena.
Um ícone da boa gastronomia, a churrascaria traz os melhores cortes e uma grande variedade de pratos quentes, saladas, frios e frutos do mar.
É necessário uma certa moderação para experimentar as delícias do couvert, senão se torna impossível provar todos os cortes que correm nos espetos do rodízio. Entre os atrativos do couvert, salmão defumado, queijos, palmito, tomate cereja, camarão tradicional e empanado, banana à milanesa e bolinho de bacalhau e por aí vai.

camarões ao bafo e tradicional picanha
O estacionamento é amplo e plano, fácil para desembarcar, e o local ainda conta com serviço de manobrista (ambos gratuitos). Você pode parar na porta, embaixo da cobertura, para desembarcar. Super tranquilo.

elevador de acesso ao restaurante
Ainda na entrada, temos um lance de escadas, porém o estabelecimento tem um elevador lateral que garante o acesso do cadeirante sem maiores dificuldades. Não houve espera para ligarem o mesmo, e ele foi operado pelos motoristas do local.

detalhe das mesas
Já dentro do salão, tudo muito amplo, excelente espaçamento entre as mesas e fácil acesso ao buffet de saladas e pratos quentes. O Balcão é vazado e permite que você se aproxime bem para se servir sem o risco de derrubar alguma coisa.

buffet de pratos frios - vazado
As mesas também são ótimas, em qualquer uma é possível entrar com a cadeira completamente, sem necessidade de gambiarras ou coisas do tipo para se acomodar.

detalhes da pia e vaso
Banheiro adaptado dentro do banheiro comum, achei a adaptação um pouco aquém do lugar. Outro detalhe é o fato de não ser possível passar para o vazo colocando a cadeira em paralelo com o mesmo. Existe espaço para um melhor posicionamento.
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Boizão Grill
Marginal Tietê, S/N (sentido Ayrton Senna)
Pari – Entre as Pontes da V. Guilherme e V. Maria (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 2291-3536
Preço: 110 Reais por pessoa
Bianca Marotta - sexta-feira, 17 de setembro de 2010 - 15:55
E voltamos com mais algumas placas de sinalização engraçadas que encontramos por aí. Você conhece alguma para nos mandar?

Cuidado! E.T. de Varginha cadeirante no recinto!
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Centro espírita para cadeirantes?
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Somos acessíveis, você é?
Sinalização de motel acessível?
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A legenda diz: “É tão difícil assim de desenhar?” e eu me faço a mesma pergunta…
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E pra fechar com chave de ouro:

Cuidado, cadeirante! Ladeira íngreme com jacaré faminto no final!
Fala séeeerio!!!
Bianca Marotta - segunda-feira, 13 de setembro de 2010 - 09:02
Tudo começou quando um amigo me enviou a seguinte foto que ele havia tirado em um estacionamento:

“Que é isso??? Vaga reservada para tartarugas?”, ele pensou. Hahaha! Morri de rir!!!
Dias depois, foi a vez de uma amiga minha fotografar outra sinalização um tanto quanto estranha, para assentos preferenciais. Reparem no segundo desenho estampado no estofado da cadeira… Não parece aquele símbolo usado para sinalizar banheiro masculino? Pois é… é um homem de pé! Mas… Então será que as únicas pessoas que não podem usar esse assento são as mulheres???

Foi então que tive a idéia de buscar internet afora símbolos de acesso mal utilizados, estranhos ou mal desenhados e publicar aqui no blog. Impressionante como tem coisa tosca por aí! Confiram e divirtam-se!
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Puuuuutz!!! Esse aí dispensa maiores comentários, não?
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O que será que essa plaquinha sinaliza? Campainha para chamar um cadeirante? Ou seria uma campainha para chamar ajuda para pessoas com deficiência?
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Ok, essa aqui não é tão estranha assim, mas pode ser mal interpretada. Será que esse banheiro é universal ou será que é um banheiro unissex e para cadeirantes do sexo feminino? Ou seria unissex e para crianças cadeirantes? E aí?
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Já sei! Local inflamável para pessoas com deficiência!
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E por último: sinalização de quarto de motel para cadeirantes! Só pode! hahahahaha
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Se você vir por aí alguma sinalização engraçada, tosca ou estranha, mande pra gente!
Christian Matsuy - terça-feira, 20 de julho de 2010 - 17:17
Aproveitando o embalo do post sobre medidas da cadeira, vamos dar continuidade ao assunto, dessa vez de maneira mais dosada, discutindo um ítem por post. Assim não fica cansativo e chato de ler, certo?
Logicamente, o assento da cadeira não se inclui nessas duas categorias, mas o tipo deles sim.

exemplo de cadeira com assento rígido
Basicamente nas cadeiras nacionais temos opção de assentos em lona ou vinil (dependendo do fabricante) ou rígidos em alumínio, geralmente uma chapa rebitada ou parafusada ao quadro da cadeira. Essa segunda opção sempre terá um custo extra.
Das vantagens e desvantagens
A maioria dos fabricantes usa a lona convencional para os assentos e encostos padrão, sem nenhum tipo de recurso para ajuste de tensão, fazendo que com o peso de nosso corpo laceie a lona, deixando-a deformada, trazendo vários problemas, como por exemplo, você sentar de forma “afundada” na cadeira (famoso assento selado). A única saída é a troca.
Já tive 2 cadeiras em que o encosto e o assento eram de vinil (diferente da lona), e haviam 3 cintas embaixo dele para ajustar a tensão (apenas do assento). Eles duravam em média 2 anos e depois disso laceavam a tal ponto que mesmo com as cintas de ajuste, era impossível deixar totalmente esticado. Isso me gerava um incômodo absurdo, a ponto de não conseguir ficar sentado. Mesmo assim eles são mais duráveis que os de lona, que estão praticamente descontinuados pelos fabricantes.
Eu nunca tive cadeiras com assento de lona comum, pois já cansei de vê-los laceados em cadeiras de monstruário, o que me desencorajou totalmente.
Em 2004 eu comprei minha primeira cadeira com assento rígido, e em conjunto com uma boa almofada, resolveu esse problema, até hoje não me preocupo com o assento, pois ele sendo rígido sempre estará certo. A desvantagem é que aumenta o peso da cadeira em 1 kilo e tem um custo extra, que acredito se pagar com o tempo, pois você nunca precisará trocá-lo.
Nas cadeiras dobráveis em X, não há como ter assento rígido. Senão a cadeira simplesmente não dobra ;) !

assento rígido avulso
Nesse caso o que pode ser feito é a utilização dos suportes de almofadas que pode ser improvisado em madeira ou fibra de carbono (opção importada). Eles são feitos para serem inseridos dentro da capa da almofada e ficam apoiados nas laterais da cadeira. A Roho oferece um suporte para suas almofadas também. o peso deles também gira em torno de 1 kilo, vai depender do tamanho de seu assento.
Christian Matsuy - quinta-feira, 24 de junho de 2010 - 15:49
Esses dias têm feito frio (moro em São Paulo). E nada melhor do que se esquentar ao sol no horário do almoço no serviço. Tem até uma área própria para isso lá. Daí que me veio a idéia de escrever sobre esse assunto que certamente já deve ter sido vivenciado por alguns, que é a “liberdade” que alguns amigos, colegas e às vezes até desconhecidos tomam, de chegar já se apoiando em nossas cadeiras, pendurando coisas… como se elas fizessem parte do “cenário”.
São muitos os pontos da cadeira que as pessoas “acham” que podem utilizar:
Os puxadores servem tanto para se pendurar bolsas e sacolas, bem como servir de apoio para quem estiver ao seu lado.
Outro lugar bastante disputado é o suporte dos garfos dianteiros. Parecem que foram feitos para alguém esticar a perna e apoiar o pé. Não contentes em apoiar o pé, ainda nos balançam como se estivesse ninando um bebê (argh!). E o solado aspero riscando a pintura? Assim não pode, assim não dá. Cadeira de rodas custa caro!
Ainda seguindo nessa linha, às vezes insistem em apoiar os pés nos corrimãos (corrimão é o aro que utilizamos para segurar e tocar a cadeira), lugar que estamos com as mãos frequentemente, vem o cidadão e mete o pé sem se importar se está sujo ou não.
A única exceção que eu abro é para a sobrinhada, que adora brincar com a roda da cadeira, se estiverem na fase de engatinhar então nem se fala, parece até que os corrimãos foram feitos para eles se segurarem e ficarem de pé.
Mais um lugar: a barra rígida do encosto, ali é ótimo para colocarem blusas, ou toalhas (moda praia), e note que sempre é a blusa ou toalha de alguém, nunca a sua. Pô me ajuda aí!
Quando eu tinha cadeira com apoio de braços, era comum outros braços que não os meus estarem apoiados neles. Em churrascos, festas e reuniões desse tipo, era MUITO comum. Eu sei que é “sem querer”, mas acontece.
Agora o ápice: apoiar os pés nos raios das rodas, ah não, isso nem o Papa eu deixo, além de ser perigoso, pode entortar!
Alavanca de freios: quem tem seu cãozinho de estimação, adora. Para pra conversar com você e já começam a estudar “onde” vão amarrar o dog. Eu tenho um amigo que mora em frente ao meu prédio que faz isso sempre, me recuso a publicar fotos dessa cena, até por que ele tem um desses cãezinhos de madame, mas pela “amizade” eu relevo.
Mas a pior de todas, a mais constrangedora, é a cafungada involuntária no cangote. É, é isso mesmo. Você está lá trabalhando em seu micro, concentrado, eis que chega alguém por trás, segura no puxador da sua cadeira para se apoiar, (já aconteceu da minha cadeira quase virar trás!) e posiciona-se paralelo a sua cabeça apontando pra tela do seu micro (geralmente essas pessoas também metem a dedada na sua tela, que dá um trabalhão pra limpar). Coincidência ou não, isso nunca é feito por alguém do sexo oposto ao seu. E o bafo?
Aí não né!? Eu hein…
Eduardo Camara - quarta-feira, 23 de junho de 2010 - 11:18

Dica da minha amiga Beth Caetano, do CVI-RIO, o espetáculo Indefinidamente Indivisível vai rolar nesse final de semana no Espaço Cultural Sérgio Porto, no Humaitá. Realizado pela Cia de Dança Pulsar, o espetáculo ganhou o prêmio Klauss Vianna da Funarte em 2008 e apresenta dançarinos cadeirantes e andantes.
…
Quando:
25 e 26 de junho, às 21h, e 27, às 20h
Onde:
Espaço Cultural Sérgio Porto
R. Humaitá, 163 – Humaitá
Tel: (21) 2266-0896
Christian Matsuy - segunda-feira, 29 de março de 2010 - 01:04
Nossos últimos posts relacionados a cadeiras geraram muitas dúvidas sobre como escolher as medidas corretas na hora de se comprar uma. E baseados nisso, criamos um pequeno guia de como tirar você mesmo as medidas da sua cadeira.
É necessário conhecermos nosso corpo muito bem, como ele se comporta após a lesão, seu nível de equilíbrio, se você é para ou tetra, enfim, essas variáveis que você vai medir “mentalmente”. É importante que você teste seus limites, e faça isso várias vezes, em diferentes situações, com a cadeira em movimento, com ela parada, se imaginar em situações de transferência, tudo isso é muitíssimo importante na hora de decidirmos algumas medidas. Caso ainda não tenha essa opinião formada, agora é o momento para começar a exercitar essas percepções. Independente de você comprar uma nova cadeira.
Existem terapeutas especializados em cadeiras, geralmente terapeutas ocupacionais com especialização em adequação postural. Se você nunca passou por uma consulta com um profissional desses, é altamente recomendável que você o faça. Nos grandes centros de rehabilitação, com um pouco de espera, se consegue uma consulta dessas até de graça. Na AACD SP, por exemplo, é feita uma avaliação com uma assistente social que vai dizer o quanto você pagará pela consulta, ou se ela será gratuita. As unidades das rede Sarah também fazem esse serviço. Algumas lojas especializadas fornecem essa consulta grátis caso compre a cadeira com eles.
Bem, passada essa parte mais burocrática da coisa, vamos às medidas da cadeira propriamente dita.

Nos diagramas acima, vemos uma cadeira mobobloco. Segundo a ordem alfabética temos:
A – Largura do assento
B – Profundidade do assento
C – Altura do assento ao chão – dianteira
D – Altura do assento ao chão – traseira
E – Altura do assento ao apoio de pés
F – Altura do encosto
G – Ângulo do encosto
H – Centro de gravidade das rodas traseiras
I – Largura inferior do apoio de pés
J – Cambagem (inclinação da roda traseira)
K – Distância da roda ao quadro
L – Ângulo de inclinação da parte frontal da cadeira
Explicaremos todas as medidas abaixo, porém gostaríamos de salientar que os fabricantes nacionais não utilizam todas as medidas desse gabarito, portanto é sempre recomendado que você utilize a ficha de prescrição fornecida pelo fabricante. Em caso de dúvidas, não hesite em ligar para a fábrica e perguntar. Se você não se sente seguro o suficiente, procure ajuda especializada, afinal você está adquirindo uma cadeira e suponho que vá passar muito tempo sentado nela.
A – Largura do assento
Deve ser medida com a pessoa sentada na cadeira, na região mais larga do seu quadril (abri esse parênteses, pois foi questionado se poderia ser tirada a medida deitado). Leve em conta a sua preferência, mas no geral essa medida deve ser justa, caso você saiba que possa vir a ganhar peso facilmente, calcule essa medida com uma folga, lembrando que essa é a medida que vai influenciar na largura total de sua cadeira, ou seja, quanto mais larga, maiores serão as dificuldades para passar em portas e outros lugares onde costumamos entalar.
B – Profundidade do assento
A profundidade do assento é uma medida que vai depender da sua altura. Ela também influi no modo com que suas pernas ficarão posicionadas: em teoria, assento mais curto tende a deixar as pernas abertas e assento mais profundo tende a deixar as pernas mais juntas, lembrando que isso é teórico e pode não ser uma verdade para todos. A profundidade é importante para uma distribuição de peso mais uniforme sobre a almofada do assento. Se você tem problemas com úlceras de pressão, pense nisso. Leve em conta o seu gosto também.
C – Altura frontal do assento ao chão
Essa medida, o nome já diz tudo né? Acredito que aqui não serão necessárias muitas explicações, porém é importante salientar que essa medida é que vai definir em que altura seus joelhos ficarão, ou seja, ela indica se você vai ter facilidade de entrar embaixo de certas mesas. Pessoas com mais de 1,80m devem ficar atentas a essa medida, e eu sou prova disso, pois já tive uma cadeira que não entrava embaixo da mesa da minha própra casa (confiei no vendedor de cadeiras e me ferrei).
D – Altura traseira do assento ao chão
Assim como a medida acima, ela também é auto-explicativa, mas aqui temos um detalhe importantíssimo: a diferença entre essas duas medidas. É recomendável que exista uma diferença, com a frente mais alta que a traseira, e essa diferença recebe o nome de TILT. com a altura traseira um pouco mais baixa, seu assento terá uma inclinação, que lhe dará estabilidade e equilibrio, pois você ficará mais “encaixado” no assento. Até mesmo algumas cadeiras que não são feitas sob medida têm uma diferença. Mínima, mas têm. É complicado falar em números, pois mais uma vez é preciso saber se a pessoa gosta disso, mas no geral 5cm de tilt é algo que podemos deixar como padrão. Eu, pessoalmente, utilizo 10cm de tilt em minha cadeira. Na hora que alguém freia bruscamente a cadeira, essa medida evita que a força da inércia te jogue pra frente. Uma cadeira com a traseira mais baixa também pode possibilitar que você consiga até colocar a mão no chão e pegar objetos que caíram, o que pode ser muito benéfico.
E – Altura do assento ao apoio de pés
Aqui temos que tomar cuidado e medir muito bem, pois o apoio não deve ficar abaixo do ideal, isso pode até lhe trazer alguma deformidade. E se ficar alto, pode forçar muito devido ao excesso de peso de suas pernas podendo ocasionar incômodos, além do que isso lhe deixará com as pernas mais abertas também.
F – Altura do encosto
É mais do gosto da pessoa. O ideal é que não ultrapasse a altura da sua escápula, deixando seu tronco livre para fazer movimentos de giro e facilitando o toque da cadeira.Verifique se não existe nenhum problema com sua coluna, pois a dor nas costas pode ser devida a um mau acerto de altura ou ângulo de inclinação do encosto. Quanto mais baixo, mais liberdade você terá, até mesmo para a sua função pulmonar. Sua cadeira não é pra ser a “poltrona da vovó” (larga, alta…) , mas um encosto mais alto dá mais suporte. Avalie bem suas condições físicas antes de mudanças radicais e, se puder, escolha uma cadeira com a altura do encosto regulável.
G – Ângulo do encosto
Aqui também não temos muito mistério. Há quem prefira ficar com o tronco mais ereto e quem goste de ficar um pouco reclinado, eu utilizo 92 graus, inclinado levemente para frente. Assim, com o peso das minhas costas, o encosto cede um pouco me deixando na posição que eu gosto. Se você escolher 89 graus, sua cadeira ficará um pouquinho reclinada para trás levando sempre em conta o laceamento do encosto, Ah! se seu encosto for do tipo rígido, não conte com o fator dele lacear.
H – Centro de gravidade / posição das rodas traseiras
Essa medida é muito importante e pouco levada em consideração pela grande maioria devido a falta de conhecimento. De acordo com a posição das suas rodas traseiras, mais à frente ou atrás, a cadeira fica mais fácil de tocar, pois distribue-se melhor o peso. Ela também é responsável por deixar a cadeira mais fácil de empinar, e é preciso cuidado nessa hora pois uma medida errada pode deixar a cadeira muito perigosa e você terá que utilizar rodas antitombo que impedirão que a cadeira vire para trás. Eu acho que empinar é um mal necessário, e a Bianca até já escreveu um post sobre isso. Considerando uma cadeira padrão de 40x40cm de largura e profundidade, para um cadeirante ativo, é recomendado no mínimo 4cm de avanço do centro de gravidade.
I – Largura inferior do apoio de pés
Os fabricantes nacionais não fornecem essa opção, ou seja, a sua cadeira poderá ter essa largura igual a largura do assentou OU com uma diferença de alguns centímetros apenas, o que na minha humilde opinião deixa o apoio de pés muito largo fazendo que nossos pés fiquem devidamente acomodados. Isso evita espasmos, e que seu pé vá para frente em um terreno mais acidentado.
J – Cambagem (inclinação da roda traseira)
É o ângulo de inclinação das rodas traseiras, em cadeiras utilizadas para a prática de esportes é muito comum vermos as rodas inclinadas, pode-se optar por uma pequena inclinação, mas lembramos que isso aumenta a largura total de sua cadeira.
K – Distância da roda ao quadro
Eu nem deveria falar dessa medida aqui, pois desconheço a existência de algum fabricante nacional que utilize essa medida, é basicamente a distância entre a roda traseira e a lateral da cadeira, essa medida também afeta a largura total da cadeira e sempre recomdendamos que ela seja a menor possível. Não estranhe se não encontrar essa medida nos formulários de prescrição, mas a medida que vem padrão é aceitável.
L – Ângulo de inclinação da parte frontal da cadeira
Aqui será definido o modo que desejamos deixar nossas pernas, se você prefere ficar com o joelho completamente dobrado, escolha 85 graus, mas se isso lhe causa algum desconforto você pode abrir mais o ângulo, lembrando que isso deixará o comprimento total de sua cadeira um pouco maior. Os fabricantes nacionais não fazem cadeiras com mais de 85 graus de inclinação.
Toda cadeira nova tem um tempo mínimo para adaptação (principalmente quando se sai de uma com medidas padronizadas para uma personalizada), quando sai sentei na minha primeira cadeira sob medida, achei muito estranho, mas em poucas semanas já estava me entendendo com ela. Acho que o mais importante foi escrito aqui, o guia não está perfeito, mas já ajuda a esclarecer muitas dúvidas. Em breve teremos posts referentes a acessórios e outros opcionais que uma cadeira possa ter.
Ainda tem dúvidas? A comunidade do blog no Orkut tá aí pra isso!
Ufa, acabou!
Nickolas Marcon - domingo, 28 de março de 2010 - 21:34
Outra notícia fresquinha do blog: conforme já havíamos comentado num post anterior sobre ônibus, os cadeirantes que dependem de transporte coletivo estão em sérios apuros.
Acabou de ser exibida no programa Fantástico, da Rede Globo, uma reportagem em que pessoas testavam o serviço dos ônibus adaptados para cadeirantes em 5 capitais do Brasil. O resultado já era esperado: apesar de haver veículos adaptados em circulação, o serviço ainda está muito aquém do desejado para que os cadeirantes tenham seu direito de ir e vir respeitado como os demais usuários.
O primeiro problema é o número de veículos adaptados. Na maioria das cidades são poucos, fazendo com que a demora entre a passagem de ônibus adaptados seja muito grande, um tempo que pode passar de uma hora.
O segundo problema destacado também não supreendeu. Como a maior parte dos ônibus são fabricados sobre CARROÇArias de caminhões, de projeto antigo e inadequado para uso no trasnporte coletivo, a solução para acessibilidade é a colocação de elevadores. Acontece que esses elevadores não tem manutenção adequada e nem é dado treinamento aos funcionários dos ônibus para operá-los, provocando demora no embarque - isso quando ele acontece - e deixando muitos usuários cadeirantes constrangidos com a situação. Em 3 cidades exibidas cujos ônibus usavam elevadores – Rio de Janeiro, São Luís e Goiânia – nenhum funcionou adequadamente na primeira tentativa.
Então, qual é a solução? Quanto mais simples for a adaptação, melhor. Em Porto Alegre e São Paulo os ônibus adaptados também demoraram para aparecer. Nenhuma surpresa. Só que os veículos exibidos usavam chassi mais moderno, com piso rebaixado. Já vi esse tipo de solução em outras cidades também. Dessa forma, basta colocar uma rampa dobrável, cuja parte mais sofisticada é… uma dobradiça! O ônibus encosta ao lado da guia, o cobrador baixa a rampa até a calçada e pronto. O cadeirante sobe pela rampa e depois é só recolhê-la manualmente. A operação dura poucos segundos.

Esse tipo de ônibus com piso baixo é melhor também para todos os usuários “andantes”, pois não tem escada na entrada, apenas um degrau. A foto acima já apareceu em um post anterior sobre Santiago e mostra um ônibus com piso baixo e rampa de acesso. Também já mostramos esse tipo de ônibus num post sobre Paris.
Fica a pergunta para os leitores responderem: se é possível simplificar, por que fazer da forma mais cara e complicada???
…
Nota dos autores do Mão na Roda: esse é o nosso 4oo° post! Uhu!!! \o/
Eduardo Camara - segunda-feira, 15 de março de 2010 - 18:24
Você começa a sair com uma menina nova, a coisa vai esquentando e vocês querem passar a noite juntos. Só tem um problema: você é cadeirante. Quer dizer, o problema não é ser cadeirante, o problema é encontrar um motel adaptado! Mas se você mora em Bauru, então fica tranquilo, pois lá existe o Motel Oásis para garantir a todos nós o direito de transar :-)
Peguei essa dica há algum tempo com Toninho Marquez, no Orkut, e o pessoal do Oásis retornou meu contato com algumas fotos. Achei alto nível e os preços também são muito bons!

Saca só as adaptações que fizeram:
- Garagem maior que as outras, com espaço suficiente para sair com facilidade do carro com a cadeira de rodas.
- Todas as portas são largas
- Barras de apoio por toda a suíte adaptada, garagem e banheiro
- Cama maior (Oba!)
- Pias mais baixas e vazadas para facilitar o uso por cadeirantes
Parabéns à galera do Oásis! E se vocês tiverem mais dicas de motéis adaptados, mandem pra gente!




…
Motel Oásis
Rodovia Bauru-Piratininga, Km 5,3 (Continuação da Av. Castelo Branco)
http://www.moteloasisbauru.com.br/
comunicacao@moteloasisbauru.com.br
(14) 3236-2939 / 3236-6053
Nickolas Marcon - quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 - 19:51
Quem depende de ônibus para se locomover certamente já esteve em apuros alguma vez. Ou faltam veículos equipados com elevador ou, quando ele existe, a má vontade da dupla motorista/cobrador chega ao ponto de alegarem “desconhecimento da operação do elevador” para não embarcar o deficiente. Como se eles nunca tivessem recebido treinamento ou como se operar dois botões fosse algo extremamente complexo…
Só para exemplificar, seguem abaixo dois relatos de autores do blog.
Nickolas:
“Quando eu ainda morava em Curitiba, andava muito de ônibus antes de comprar um carro. A única vez que tive problema foi quando a plataforma do ônibus ficou inclinada e não consegui subir sozinho, parei no meio do caminho e a porta fechou em cima da cadeira. Como o ônibus tinha mecanismo de segurança, não saiu do lugar quando o motorista acelerou… falha dele que não tinha visto que eu estava na porta quando fechou, mas pelo menos ouvi um pedido de desculpas.
Aqui no RJ já ouvi histórias escabrosas sobre a má vontade dos funcionários das empresas de ônibus. Que os motoristas de ônibus daqui beiram a irracionalidade eu já sei, pois dirijo e recebo deles fechadas e outras bandalhas todos os dias, mas que são incapazes de operar um mecanismo com dois botões ou que nem respeitam a chamada para parar no ponto, isso não dá para entender… Parece piada!”
Eduardo:
“Eu já tentei voltar de ônibus uma vez que o metrô deu problema. Foi antes de colocarem esses 500 ônibus para rodar. Esperei pra caramba! Não passou ônibus algum e acabei pegando o metrô, que tinha voltado a funcionar.
Acho que os motoristas têm é má vontade de operar aquele treco. E convenhamos: elevador não é a melhor solução! Demora muito para descer e subir. Bom mesmo é ônibus de piso baixo.”
…
E você, utiliza ônibus para se locomover? Mande um comentário relatando sua experiência…