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PJ Clarke’s – São Paulo

Christian Matsuy - terça-feira, 22 de maio de 2012 - 16:16

Há tempos queria visitar esse lugar diante dos inúmeros comentários falando muito bem dele. E realmente pude comprovar que não é boato.

O PJ Clarke’s é uma hamburgueria tradicional de origem americana, sua loja original fica em Nova York (inaugurada em 1884), frequentada por Frank Sinatra, Beastie Boys entre outros famosos.

A casa também serve um Brunch (aos fins de semana), que tem um valor fixo por pessoa, podendo servir-se do buffet à vontade com direito a waffles e panquecas com coberturas diversas.

porta de entrada sem degrau no mesmo nível da calçada

porta de entrada sem degrau no mesmo nível da calçada

Estacionar por conta própria na rua do PJ Clarke’s é tarefa pra poucos (existem diversos restaurantes e bares nas imediações), ou seja, você tem duas opções que é utilizar o estacionamento exatamente ao lado ou fazer uso do serviço de Valet da casa (18 Reais), a diferença de preço é de 1 Real.

interior do pj clarkes

interior do pj clarke's: aconchegante

Acesso fácil pela porta principal que é nivelada com a calçada sem nenhum degrau. Dentro do salão também é tudo no mesmo nível facilitando bem o acesso.

Existem mesas quadradas e redondas, consegui me acomodar melhor nesta última, na quadrada apesar dela ter um tamanho maior não consegui entrar com a minha cadeira e ficar bem próximo.

pratos quentes pj clarkes

ovos benedict e o tradicional cadillac burger

Comer no PJ Clarke’s realmente é algo meio inexplicável, seus hamburgueres são tradicionais sem muitas invenções, porém tudo muito bem preparado. Destaque para a carne de 200g exatamente no ponto solicitado. Foi impossível não provarmos os ovos benedict! 

cheesecake de frutas vermelhas e panquecas

cheesecake de frutas vermelhas e panquecas

Para a sobremesa, o cheesecake com calda de frutas vermelhas é obrigatório. Mas as panquecas tradicionais não deixam nada a dever.

Agora vamos a parte do banheiro: esse é o primeiro post de um local avaliado que não coloco a foto do banheiro. Ele estava em manutenção, e nem dava pra chegar perto. Mas pedi que um amigo desse uma verificada, o banheiro é unisex e fica isolado dos comuns, tem ótimo espaço e barras de apoio para transferência. Eu garanto!

.  .  . 

PJ Clarke’s

Rua Doutor Mario Ferraz, 568
Bairro Itaim Bibi (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 3078.2965 
Preço: 60 Reais por pessoa 

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Lollapalooza – eu fui!

Christian Matsuy - segunda-feira, 23 de abril de 2012 - 10:02

lollapalooza são pauloFala aí pessoal!

Lugar do caralho. Foi a melhor descrição que encontrei pro lugar onde estive. Me baixou o espírito aventureiro do Eduardo e fui eu lá pro Lollapalooza ver o Foo Fighters. 

Não rolou stress prara chegarmos no jóquei, havia um esquema de interdição de algumas vias próximas que serviram como área de desembarque, e fui rodando em asfalto bom até o portão de entrada.

Nesse festival o valor do ingresso para pessoas com deficência era metade do valor, no Rio de Janeiro isso vale para todos os shows, mas aqui em São Paulo é facultativo, fica a critério do evento disponibilizar esse ingresso com 50% de desconto. Acompanhante paga normal, não existe dessa de acompanhante não pagar. Recebemos muitos e-mails sobre isso.

Cheguei lá 13h e o Wander Wildner já estava rolando no palco Butantã do outro lado do jóquei (lugar do caralho), a entrada pra cadeirantes era no portão 1 (Cidade Jardim) sendo assim você atravessa um bairro inteiro andando numa grama alta estilo capim (o Nickolas já mexeu com gado, entende o meu perrengue). Fora os buracos que essa grama escondia! Pulei feito pipoca.

Daí tava aquele baita sol, dia bonito, todo mundo meio nem aí pro Wander Wildner, haja visto que a maioria das pessoas ali presentes nem sabiam quem era aquele maluco. Lembro que em 86 eu já tinha uma fita do “Replicantes” sua banda da época.

Wander Wildner

Com o mapinha do evento na mão localizei a área reservada pra PNE, e notei que era até legal o lugar, bem elevado, ninguém atrapalharia minha visão e tinha controle de acesso feito pelos seguranças, só entrava um cadeirante e seu respectivo acompanhante.

área elevada reservada para pessoas com deficiência

área elevada reservada para pessoas com deficiência - palco butanta

Quatro banheiros químicos cercavam esse elevado, eram banheiros acessíveis, mas o festival mal tinha começado e já estava um cheiro de bosque do inferno (lugar do caralho). O lado bom é que se um cadeirante precisasse ele não precisaria voltar até perto do palco Cidade Jardim pra escorregar o moreno. Bom, eu subi no elevado tirei umas fotinhos e o show do Wander Wildner estava acabando, com a música “LUGAR DO CARALHO”. 

Eu e o Rafael (amigo meu) já havíamos almoçado antes de irmos, prevendo um caos pra comprar qualquer coisa ali dentro. era necessário trocar o dinheiro por fichas para depois você encarar outra fila daquilo que se queria (bebida, comida, etc). mas notamos um caixa lá no outra ponta vazio, era a nossa chance de adquirirmos a moeda corrente do lugar pra nos garantirmos (utilizamos cálculos financeiros e estatísticos avançados para não sobrar nem faltar 1 real, pois não haveria troca dessas fichas) e lá fomos nós rodando naquele lugar do caralho. Tinha a fila pra pulseirinha verde também, que era identificação para comprar cerveja. Mesmo com 50% de cabelos brancos, entramos nessa também. 

visão da área reservada para o palco cidade jardim

visão da área reservada para o palco cidade jardim

Munidos de copos d’água e uma cerveja meio morna, não nos restou outra coisa a não ser se empuleirar na área reservada voltada pro palco principal (cidade jardim), onde notamos uma imensa discrepância entre o lugar alocado fisicamente e o do mapa, tinha algo muito errado ali, e não eram nossas visões. Sim, colocaram o reservado pros cadeirantes e afins uns 100 metros pra trás do que estava no mapa, o que dava fácil uns 300 metros do palco, um lugar do caralho. Pelos nossos cálculos avançados de engenharia, era para estarmos perto dos guarda-sóis laranjas da foto acima. Ainda assim nos posicionamos em um canto que dava a melhor visão parcial possível. E ficamos longas 7 horas alí aguardo do senhor Dave Grohl e sua banda surgirem. Nesse meio tempo comemos cachorro quente caro e água ao som de bandas com nenhuma ou pouca expressão se comparada ao Foo Fighters. Salvaram-se O Rappa e Marcelo Nova.

área reservada - palco cidade jardim

área reservada - palco cidade jardim

Sinal de Internet? Esquece, tudo entupido. Acho que até eu faço um ponto wi-fi melhor, tinha uma operadora bem mais ou menos patrocinando e provendo esse acesso. 3G do celular sem chance também, nem mesmo os próprios celulares conseguiam funcionar pra fazer o básico que seria ligar para alguém. SMS iam, mas voltavam. Um lugar do caralho. Outra coisa que está no meu sangue de trabalhador industrial, acostumado com inúmeros procedimentos de segurança, já fui me imaginando tendo que sair dali num tumulto – rota de fuga, onde estava o extintor, posto médico, ambulância e tudo mais. Aquele tipo de coisa que nunca vai dar certo se você precisar, mas eu não deixo de praticar esse exercício mental.

visão do butanta para o palco cidade jardim - longe...

visão do butanta para o palco cidade jardim - longe...

Mas tá limpo. E com o decorrer do tempo olhando pra aquele mar de gente de todas as tribos, cores raças e etc, os cadeirantes começaram a surgir, aos poucos um exército de cadeiras locadas daquelas com pneu maciço e bilha na roda – apareciam igual gremlins, a maioria era cadeirante por fraturas e afins, pessoas que “estavam cadeirantes”. E a área reservada que a princípio era grande, foi virando uma panela de pressão, os seguranças fizeram um pente fino pra retirar gente que estava com mais de um acompanhante estorvando a visão, que já não era das melhores. Tinha um gente fina lá que me reconheceu da comunidade do Orkut e tal…

É natural, sempre que vou a um lugar onde tem muito deficiente em geral, não conseguir parar de olhar os demais e tentar levantar uma estatística de quantos ali são lesados, distróficos, polios, e outros… e nas condições da cadeira dessa galera que no geral roda muito mal, mas coloca mal nisso aê. Pior é que nem sempre é por falta de grana, acho que falta a conscientização de que em uma cadeira melhor, se vive melhor… É uma situação diferente dos que não podem ter algo melhor por uma questão financeira desfavorecida.

banheiros acessíveis eram supervisionados

banheiros acessíveis eram supervisionados por seguranças

Um cadeirante motorizado do meu lado queria fazer um xixi ali no copo e ví que ia feder (literalmente), dei aquele toque “camarada joinha campeão”, e falei pra ele ir no banheiro. Pô, ia ferrar tudo ali, não ia rolar. Nisso ele foi, sete cadeiras tiveram que ser deslocadas pro cara descer e depois e uma hora meu amigo viu o cara lá no fundão, óbvio que esse xixi custou caro pra ele, também bebeu coca-cola igual um dromedário. 

Dave Grohl - Foo Fighters

Dave Grohl - Foo Fighters

E chegou a hora do grande show! 

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Tek RMD – Robotic Mobilization Device

Christian Matsuy - terça-feira, 20 de março de 2012 - 15:12

Robotic Mobilization Design Muitas pessoas estão comentando o lançamento desse novo produto que ainda não temos como “traduzir” para um nome em português, talvez o melhor apelido seria algo como um “stand andador“. 

Mas vamos por partes. Stand é um tipo de equipamento indicado e utilizado por cadeirantes nos centros de reabilitação. Sua função básica é nos deixar em pé. Segundo terapêutas, o ideal é que todos conseguissem ficar pelo menos meia hora por dia em pé com o auxílio do Stand ou da Mesa Ortostática. Essa última é bem diferente do stand, trata-se de uma maca operada por uma manivela, com cintas onde você literalmente se amarra e vai se inclinando gradativamente, indicada para pessoas com um nível menor de equilíbrio. Ambos são bons para manter nossa estrutura óssea fortalecida, ajudar na postura e bom funcionamento dos órgãos. Mas, no fim das contas, sabemos que a maioria das pessoas abandonam esse tipo de prática logo quando saem dos centros de reabilitação ou clínicas de fisioterapia. 

Eu mesmo cheguei a ter uma mesa ortostática em casa, mas eu tinha cada vez menos vontade de usá-la e ocupava um espaço precioso. Acabei por doar para outra pessoa que se interessou.

O RMD (Robotic Mobilization Device), é uma mistura de Stand com um andador , mas com uma tecnologia totalmente diferenciada, que possibilita ao usuário fazer uma série de coisas que até então seria limitado ou impossível de se fazer.

RMD - dispositivo permite diversas posições

elétrico, o RMD possibilita mudar de posição sem nenhum esforço físico

Diferente de outras invenções que vi anteriormente, o RMD  é um produto compacto, que parece funcionar muito bem dentro de casa (já faleremos mais sobre isso), dá total autonomia ao cadeirante para se transferir seja de uma cadeira de rodas comum ou até mesmo da cama com facilidade e rapidez. Ainda é possível utilizar o RMD para fazer exercícios de flexão de joelhos ou transferir-se para outras cadeiras comuns de ambiente.

Funciona com baterias e tem controle remoto, você pode trazer o dispositivo para perto de sua cadeira e ajustá-lo para uma melhor transferência. 

O vídeo abaixo ilustra tudo isso:

Como pode se notar no vídeo, o equipamento parece funcionar muito bem em ambientes internos. Foram feitas algumas cenas de uso externo como na mesa da lanchonete, onde penso um pouco na viabilidade, acho um pouco difícil e perigoso de andar nisso em pisos irregulares. Acredito que o RMD possa ser aperfeiçoado, mas o sistema ainda não permite o deslocamento em distâncias médias e longas. E outra, não temos como levar isso a “tira-colo”, já temos a cadeira pra nos preocuparmos. Mas não deixa de ser formidável a gama de atividades que o equipamento possibilita.

Outra coisa importantíssima é que o RMD infelizmente não é para todos: notem que é necessário um bom controle de tronco, além de ter que ser avaliado clinicamente pra saber se as articulações e estrutura óssea do corpo vão suportar o esforço do equipamento. Outro ponto forte que precisamos salientar é o cuidado com as úlceras de pressão.

O RMD não é mais um protótipo, porém ainda não é comercializado nem teve seu preço divulgado. Ele é fabricado pela empresa turca AMS Mekatronic. Visite o site para ver mais fotos e videos do produto.

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Restaurante Applebee’s – São Paulo

Christian Matsuy - quinta-feira, 15 de março de 2012 - 11:47

logotipo applebeesAvaliamos o Applebee’s – restaurante muito parecido com o Outback, existem várias unidades pela cidade, dessa vez escolhemos a unidade Moema, que não fica dentro de shopping center para avaliarmos a acessibilidade.

Como já falado acima, ele segue a linha “TexMex” tendo como especialidades do cardápio, os cortes grelhados servidos junto com diversos acompanhamentos. Assim como seu concorrente a fila de espera é quase inevitável. Principalmente nos finais de semana.

Mas, esperto que sou, cheguei cedo e entrei direto. A casa conta com serviço de Valet (esqueci o preço rs) e ótima área para desembarque, tanto para o cadeirante motorista como passageiro.

área de desembarque e rampa de acesso

ótima área para desembarque e rampa com inclinação perfeita

Existem dois degraus na entrada, mas podemos contar com uma rampa de acesso muito descente (palmas para o Applebees’s). Note que a inclinação da rampa é muito suave e larga, tudo dentro dos conformes. Uma coisa a menos pra se estressar.

mesas do applebees

as mesas quadradas podem ser juntadas de acordo com a necessidade

O restaurante conta com uma ante-sala de espera, seguida de um bar e depois o salão com as mesas que são divididas em três tipos: redondas (cinco a seis pessoas), quadradas (duas a quatro pessoas) e as mesas com sofá, que não permitem uma boa aproximação, mas até que dá pra ser usada na falta das outras. O inconveniente é que se alguém precisar sair, será necessário dar uma ré na cadeira. Vamos ficar devendo a foto do sofá pois estavam todos ocupados e é “deselegante” tirar fotos dos outros assim né?

bebidas applebees

cerveja em caneca resfriada e limonada com sabor cereja

A casa atende rápido, refrigerantes, limonadas e ice teas, são free refil (você paga um valor único e bebe à vontade). Alguns grelhados servem duas pessoas, apesar do garçom insistir que não. Se você pedir alguma entrada, com certeza dá pra dividir, se for pedir sobremesa então… tranquilo. Se você ainda estiver em dúvida, nada como aquela espiadinha na mesa ao lado ;) O cardápio ainda conta com massas, saladas e lanches incluíndo dieta de baixa caloria.

entrada e costela suína

entrada para 5 pessoas seguida de costela ao barbecue com milho na manteiga e fritas

A acomodação na mesa redonda foi perfeita, atende qualquer cadeira de rodas. A área de circulação é excelente e mesmo a casa estando lotada, é possível se locomover entre as mesas com facilidade, assim como ir ao banheiro. Acesso Wi-Fi liberado, e várias TV espalhadas, bom para dia de jogos e lutas transmitidas em canais fechados.

banheiro adaptado applebees

pia interna com espelho inclinado e fraldário sinalizado

O banheiro adaptado fica separado dos demais devidamente sinalizado e higienizado. Há um fraldário dentro do banheiro, mas ele não atrapalha em nada a transferência para o vaso. O espaço é mais que suficiente.

.  .  .

 

menu applebee's

Applebee’s

Alameda dos Arapanés, 508 (esquina)
Bairro Moema (ver no Google Mapas)
Fone: 11 5051-1946 
Preço: 70 Reais por pessoa

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Linha de Crédito – Banco do Brasil

Christian Matsuy - segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 - 10:17

Crédito BBBB Crédito Acessibilidade

Em novembro/2011, a Presidenta Dilma Rousseff lançou o Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Por meio de ações estratégicas em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade em prol da promoção à cidadania e ao fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, da sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a toda a população.

O BB integra as ações de fortalecimento da acessibilidade e elaborou uma linha de crédito para aquisição de produtos de Tecnologia Assistiva, com foco no público com renda até 10 salários mínimos.

A linha BB Crédito Acessibilidade disponibilizada pelo Banco do Brasil, permite que os clientes tenham acesso ao crédito para comprar os equipamentos necessários para o bem estar no dia a dia. Esta modalidade destina-se ao próprio deficiente ou a um terceiro que queira adquirir tais equipamentos para destinar a outra pessoa.

Características
Linha de crédito destinada ao financiamento de bens e serviços voltados para Pessoas com Deficiência.

Quem pode contratar
Clientes pessoas físicas, correntistas do Banco do Brasil, com limite de crédito disponível e renda mensal bruta de até 10 salários mínimos.

Valor financiamento mínimo de R$ 70,00 e máximo de R$ 30.000,00

- Taxa de juros: 0,64% ao mês;
- Prazo: 04 a 60 meses;
- Carência: até 59 dias para o vencimento da primeira parcela.

Veja como contratar
Se você for correntista do Banco do Brasil:

Procure uma agência e informe-se a respeito da sua situação cadastral e qual o limite disponível para financiamento. Para isso, leve seus documentos de Identidade, CPF, comprovante de renda e endereço.

De posse dessas informações, solicite uma simulação do financiamento: nº de prestações, valor das prestações etc.

Se você não for correntista do Banco do Brasil:

Procure uma agência e informe-se sobre as condições da linha de crédito e saiba como abrir a sua conta corrente. Se for o caso, leve seus documentos de Identidade, CPF, comprovante de renda e endereço. A abertura da corrente bem como a disponibilização do limite está sujeita a pesquisa cadastral.

Como adquirir o bem
De posse da informação de quanto há de limite de crédito disponível, prestação e prazo, compareça até o estabelecimento comercial, adquira o(s) bem(ns) e/ou serviço(s) constante(s) na lista de produtos abaixo (somente os bens informados na lista poderão ser financiados).

Como contratar a sua operação
Após a aquisição do bem (vide lista de produtos), leve a nota fiscal ou o cupom fiscal até uma agência do BB para a efetivação do financiamento. O crédito será liberado diretamente na sua conta corrente, devendo ficar uma cópia da nota na agência. Somente serão aceitos documentos fiscais emitidos com prazo máximo de 30 dias.

Garantia
Esta modalidade não exige garantida de bens ou de terceiros.

Lista de Equipamentos que podem ser financiados 

lista de equipamentos

Nota do blog: Notem que na lista não há como financiar cadeiras manuais comuns ou mesmo almofadas, mas acreditamos que com o bom senso das lojas uma cadeira com medidas prescritas e almofada pode ser considerada como uma cadeira de rodas com adequação postural (o que não deixa de ser verdade). Portanto prestem atenção na descrição do que se compra na nota fiscal, pois é ela que vai ser o documento que fará a liberação do crédito.

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Vamos trabalhar? – parte 2

Christian Matsuy - segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 - 12:08

Lendo o post da Cris, fiquei inspirado a falar um pouco de como foi a minha volta (dos que não foram) ao mercado de trabalho.

Calma, eu explico: na verdade, não foi uma volta e sim um começo, pois eu nunca havia trabalhado antes de ser cadeirante, tinha 15 anos quando me acidentei e ainda estava no colégio.

Creio que, como aconteceu com os demais autores do blog, mesmo ainda adolescente, ingressar no mercado de trabalho foi uma das minhas grandes preocupações e ainda internado no hospital eu já brincava com as possibilidades num jogo mental de “posso – não posso fazer”.

Deixa eu dar uma encurtada na conversa aqui, senão vira livro :)

Bom, terminei meus estudos, faculdade, fiz alguns outros cursos de especialização, mas não tinha nada em vista. Esse negócio de lei de cotas e acessibilidade em locais de trabalho não havia nascido ainda (1990)! Já os concursos públicos sempre me barraram no edital, pois a pessoa tem que ter um mínimo de autonomia.

Mas com o bom domínio de conhecimentos de informática, sempre fiz bicos desde meu colegial (eu já estava até meio conformado em ser um prestador de serviço), e isso se prolongou até 1997, quando ví um anúncio em um grande provedor de acesso à Internet recrutando pessoas com deficiência para trabalho à distância.

Apesar do salário digamos que… ridículo, me candidatei e fui aprovado com uma certa rapidez, pois segundo o RH da empresa, mesmo nessas condições haviam pouquíssimas pessoas com as qualificações mínimas exigidas (saber utilizar as ferramentas do Office e ter um bom conhecimento de Internet). Fiquei sabendo que foram contratadas seis pessoas para exercerem a mesma função Brasil adentro. Em 2 meses, todos foram dispensados, menos eu. O pessoal não estava dando conta do serviço. Minha gerente da época me ofereceu uma vaga interna pra fazer o serviço desse pessoal, mas eu recuseiMEDO. Muito medo de sair de casa e passar 8 horas longe dos meus pais.

Tenho uma lesão super alta (C4/5), o que me torna muito dependente. Na hora você já imagina aquelas situações chatas de esvaziar coletor, alimentação etc… pô, eu estava muito inseguro. Continuei trabalhando em casa com uma carga horária ampliada e salário melhorado. Fiquei 3 anos nessa vida e mais uma vez estava me conformando com a situação, que não era incômoda, mas não remunerava bem e tomava muito tempo.

Continuou assim até essa mesma gerente que me chamou pra trabalhar mudar de emprego. Assim que ela mudou, ligou e disse que me queria junto de qualquer jeito, mas tinha que ser pra trabalhar no local! Daí pensei muito, muitas noites sem dormir até que aceitei fazer uma entrevista. Ao mesmo tempo, pensava no lance dessa oportunidade não bater novamente em minha porta. Detalhe que ela não tinha idéia da minha deficiência, e com certeza ela achava que era algo mais leve, mas confesso que foi uma sensação boa, de alguém te chamar pela sua qualificação.

Apesar desse “choque inicial”, de imediato coloquei minhas necessidades básicas: alguém que me auxiliasse com a alimentação, água, xixi (esvaziar meu coletor de perna), e entrar e sair do carro. Pro meu espanto ouví: -”é só isso que você precisa?” E foi assim! Pro meu espanto, a ajuda sobrava… As pessoas sempre muito solícitas e é assim até hoje. E não estou falando de empresa pequena, e sim uma indústria multinacional com mais de 1000 funcionários. Infelizmente essa não é a situação real do mercado. Sabemos que as empresas garimpam as pessoas “menos deficientes possíveis”, e que tenham autonomia pra se virar sozinhas. Já escrevi sobre isso nesse post.

Era um trabalho completamente diferente do que eu realizava, mas nada que eu não soubesse. A princípio detestei, mas a proposta salarial realmente pesou e eu comecei a gostar aos poucos daquilo que estava fazendo. Querendo ou não, aprendi a ter um comportamento corporativo devagarzinho. E fui fazendo amizades, me identificando com as pessoas, o que facilitou mais ainda esse lance da ajuda.

Até campanha pro Teleton eu fiz!

Campanha Teleton 2003

Um ano após eu entrar nessa empresa, fizeram uma proposta de promoção de cargo, uma coisa que jamais esquecerei na vida. E dois anos mais tarde veio outra… E cá estou eu, a 8 anos na mesma empresa.

O que posso concluir e deixar de dica é que a qualificação profissional ajuda superar muitas barreiras, sejam físicas ou de preconceito.

Estar “apresentável” também faz diferença (na verdade isso vale pra qualquer um). Não adianta você achar que vai conseguir um emprego usando calça de abrigo, com o umbigo aparecendo e a camiseta suja de molho de macarronada, que não vai. Saiba trabalhar isso em você. Seja cadeirante, mas seja limpinho, ok?

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Duas novidades

Eduardo Camara - segunda-feira, 6 de setembro de 2010 - 17:01

Quem é mais atento já deve ter notado as duas novidades que apareceram na coluna esquerda do blog. Uma é que agora estamos no Facebook, mais um canal para divulgarmos as novidades colocadas no blog. Seja fã da página e receba no seu mural as nossas atualizações. Aproveite para indicar o blog para seus amigos e compartilhe os links que colocaremos por lá!

A outra grande novidade é que nosso amigo e colaborador de longa data, Christian Matsuy, agora faz parte do time de autores fixos do blog. Christian já vinha colaborando um bocado com o blog, principalmente nos posts sobre equipamentos, assunto em que é expert. Dêem as boas-vindas ao Christian e cobrem dele um montão de posts! :)

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Dia de Fúria – Oportunidade de Emprego

Christian Matsuy - segunda-feira, 17 de maio de 2010 - 12:44

Símbolo de acessibilidade redesenhado de forma que o cadeirante parece dirigir uma motoNo dia 03 de Maio recebi um e-mail do site vagas.com.br, no qual tenho cadastro.

A i.Social (que divulga oportunidades de emprego para PCDs através desse site) me enviou a vaga com o descritivo abaixo:

(ver a imagem aqui do anúncio original recortado de minha área de trabalho)

. . .

Empresa multinacional no segmento de distribuição de bebidas.

Auxiliar de Execução A./São Paulo- RTR.

Pré-Requisitos:
Boa comunicação, argumentação, pró ativo e habilidade para trabalhar em equipe e possuir carteira de habilitação de moto.

Descrição das atividades:
Visita aos Pontos de Vendas de pequeno varejo para a execução de merchandising. Reuniões de equipe diárias para direcionamento das vendas.

Outras informações:

Jornada de trabalho: Segunda a sábado – 8hrs.
Local de trabalho: Vários, de acordo com o mercado que for trabalhar.
Salário: R$725,12
Benefícios: 14º salário / Tickets 11,00 por dia / Plano Médico / Odontologico / Cesta Natal / Ajuda Material Escolar (dependentes e funcionário univeritário) / Brinquedos Natal.

. . .

Ok…
Tudo bem que a vaga não serve para mim (e também não é minha área de atuação), mas comecei a me perguntar: para quem serviria? Quantas pessoas com deficiência você conhece e que cumprem esses pré-requisitos?

Longe de mim querer segregar as pessoas com deficiência, até porque eu sou uma delas. Porém, continuo a bater na tecla de que a maioria das empresas querem contratar uma pessoa com a menor deficiência possível. O mérito está na qualificação ou na deficiência da pessoa? Quer dizer que se eu fosse um amputado, mas bem independente, porém sem qualquer qualificação, eu teria mais facilidade em conseguir um emprego? Eu tenho a nítida impressão que sim. E de quebra ainda me pagariam um salário mais baixo.

Eu que tenho ensino superior, cursos de especialização e sou bilíngue, entre outras coisas, e não consigo sequer uma entrevista de seleção!? Ahhh esqueci… Eu sou tetraplégico! (Pra que que eu estudei então?)

Devo dar trabalho, né? (nunca ninguém me perguntou, mas eu devo dar) Devo faltar pra cacete, fico enchendo o saco dos outros, preciso de ajuda pra entrar e sair do carro… resumindo: “EU NÃO SOU ECONOMICAMENTE VIÁVEL”.

Felizmente, hoje estou empregado, mas muita gente não está. Isso gera uma crise em minha consciência. Uma crise que não me permite mais aceitar essas velhas normas, padrões e algumas “tradições”. O que estou querendo discutir aqui é que, sem uma mudança RADICAL de pensamento por parte das empresas, não haverá nunca um conceito pleno de inclusão social. Será sempre essa historinha de cumprir as cotas, fugir da multa e ainda sair falando pra todo mundo:  “olha, aqui nós contratamos deficientes, somos bonzinhos e exemplares”. Não podemos mais simplesmente aceitar as coisas como nos são apresentadas, sem questioná-las. Inclusão social está muito além de cumprir lei de cotas.

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Indo ao médico

Cris Costa - segunda-feira, 23 de novembro de 2009 - 11:25

Independente de deficiência, em algum momento todos vamos ao médico. E o que já não é algo muito legal, mesmo para uma hipocondríaca como eu, pode se tornar uma visita cheia de surpresas não muito agradáveis. Já falei uma vez num post aqui sobre algumas dificuldades na hora de fazer exames. Mas para conseguir uma consulta num médico também não é muito diferente. Até achar um que tenha um minímo de acesso… Mas isso não parece ser um “luxo” apenas dos cariocas. O Christian Matsuy, de São Paulo , nos mandou um email contando o seguinte:

Olá pessoal…
Hoje me deparei com uma tarefa que aparentemente seria fácil, mas levei algumas horas pra realizar. Marcar uma simples consulta médica na rede credenciada de meu plano de saúde.
Bom, a gente tenta eliminar os médicos que atendem em casas de 2 andares (90% quase), daí tentamos os que atendem em prédios comerciais.. então vc liga e recebe a notícia que na “fachada” do prédio tem uma escada, e não tem garagem no subsolo, que poderia ser uma alternativa de acesso.
Ou seja, temos que ir a um médico totalmente desconhecido apenas por ele atender em um local acessível.
Por que os convênios não colocam um símbolo de acessibilidade no guia de consulta para os médicos que atendem em locais acessíveis?
Eu gastei umas duas horas fazendo telefonemas!

Atenciosamente,

Christian Matsuy

Achei a sugestão dele sobre colocar o símbolo de acessibilidade no guia de consulta excelente! Bem que os planos podiam adotar essa idéia.

E ai? Alguém se indentifica???

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