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	<title>Blog Mão na Roda &#187; escadas</title>
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	<description>Guia de Sobrevivência do cadeirante cidadão - Crônicas, notícias, informações e dicas sobre acessibilidade, e cotidiano de pessoas com deficiência</description>
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		<title>É tranquilo, pode vir!</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 17:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[degraus]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Ah, é só um degrauzinho, é tranquilo!&#8221; Aí você chega no local encontra uns cinco degraus e é ruim de circular. Quem nunca passou por uma situação dessas, que suba uma escadaria! É bem comum as pessoas acharem que um degrau e um lance de escadas é a mesma coisa. Até seria, se todos tivessem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2010/03/escadaria-geral-2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1548" title="escadaria geral" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2010/03/escadaria-geral-2-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>&#8220;Ah, é só um degrauzinho, é tranquilo!&#8221; Aí você chega no local encontra uns cinco degraus e é ruim de circular. Quem nunca passou por uma situação dessas, que suba uma escadaria!</p>
<p>É bem comum as pessoas acharem que um degrau e um lance de escadas é a mesma coisa. Até seria, se todos tivessem a mesma facilidade de subí-las. Não acho que façam por mal, mas por falta de informação mesmo.</p>
<p>É impressionante a dificuldade que as pessoas tem em definir coisas simples como rampas, escada, degraus e barras de apoio. Quando viajo e vou pra algum hotel que não conheço costumo ligar e perguntar como é o acesso. E me impressiona a incapacidade de informarem se tem acesso ou não e como ele é. Para alguns hotéis, portas largas já é acesso. Se vai dar pra entrar e usar o banheiro já é outra história. Degraus na entrada também são um mero detalhe. Uma vez, fui em um hotel em Gramado, que se dizia acessível e ter um quarto bem adaptado. Bom, o quarto era realmente bem adaptado. Mas na entrada do Hotel tinham uns dez degraus e nenhuma rampa. Também fui a um hotel em Salvador (ô terra boa!) que dizia que era totalmente acessível com elevadores e rampas em todos os lugares. Só esqueceram da piscina. Tinha uns sete degraus pra chegar até ela. Até escrevi um <a href="http://maonarodablog.com.br/2008/12/18/uma-rampa-por-favor/#respond" target="_self">post</a> sobre o que aconteceu.</p>
<p>E tem os amigos, que sempre na boa vontade e querendo ajudar, insistem em dizer que dá pra ir no tal barzinho. “Pow, é tranquilo! Pode vir que não tem problema. Qualquer coisa a gente te ajuda!”. Hummm, tá. Amo meus amigos e sei que eles tem a melhor intenção do mundo, mas é chatão ser carregada.  A Bianca escreveu um <a href="http://maonarodablog.com.br/2010/02/25/no-colinho-nao/#comments" target="_self">post</a> muito bacana sobre isso.</p>
<p>Mas é impressionante como cada um entende as coisas de uma forma diferente. Hoje em dia, se alguém me diz que tem só um degrauzinho, sei que devo encontrar uns dois ou três. Se dizem uns três degraus, sei que vai ter uns cinco, se não for um lance inteiro de escada. Se falam que não sabem, mas que se precisar tem gente pra ajudar, aí é roubada na certa! Quanto aos hotéis, pergunto se tem banheiro adaptado. Se dizem que sim, vou “tranquila” rezando para Sta Engenheira dos Lugares Acessíveis, pedindo que ao menos o chuveiro seja acessível.</p>
<p>Eu sei que ninguém faz por mal, mas bem que poderiam ser mais cuidadosos na hora de passar informações. “Um” degrau pode fazer muita diferença!</p>
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		<title>No colinho, não!</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 15:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca Marotta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião e cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[elevador]]></category>
		<category><![CDATA[escadas]]></category>
		<category><![CDATA[falta de acesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo depois de quase 3 anos namorando o Dado, foi necessário um bate-papo com nosso amigo Evandro para que eu finalmente entendesse o porque da bronca que meu namorado tinha com a ideia de ser carregado no colo para subir e descer escadas. No início achava que era um pouco de frescura da parte dele.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2010/02/colo_nao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1450" title="Foto de pessoa sendo carregada no colo com um x vermelho riscado por cima" src="http://maonarodablog.com.br/wp-content/uploads/2010/02/colo_nao.jpg" alt="" width="342" height="231" /></a>Mesmo depois de quase 3 anos namorando o Dado, foi necessário um bate-papo com nosso amigo <a href="http://tocandoavidasobrerodas.blogspot.com/">Evandro</a> para que eu finalmente entendesse o porque da bronca que meu namorado tinha com a ideia de ser carregado no colo para subir e descer escadas.</p>
<p>No início achava que era um pouco de frescura da parte dele.  Afinal, que mal há em ser carregado escada abaixo ou acima? Só por que ele é homem, fica sem graça? Achava que a razão era unicamente essa e meu lado anti-machista a considerava bastante boba.</p>
<p>Com o tempo de convivência fui percebendo que vergonha não era o motivo pelo qual ele não gostava de ser carregado no colo. Presenciei algumas situações em que isso foi necessário, tentei até ajudar uma das vezes e percebi o quanto poderia ser perigoso. Principalmente se a escada for muito alta ou os degraus pequenos, em curva ou tortos. Imaginem o perigo! Ainda assim, achava que ele muitas vezes era radical.</p>
<p>Foi então, durante um agradável chopp com nosso amigo de blog, que consegui entender o verdadeiro motivo pelo qual tanto o Dado, quanto o Evandro e uma série de cadeirantes não gostam de ser carregados no colo.</p>
<p>Foi nesse bate papo que ouvi uma recente <a href="http://tocandoavidasobrerodas.blogspot.com/2010/02/historia-de-um-elevador.html#links">história</a> protagonizada pelo nosso amigo: o time de basquete de cadeirantes do qual ele participa havia sido convidado para se apresentar no intervalo de uma partida de basquete “normal”, que seria disputada na sua cidade. Poucas horas antes da partida, Evandro ficou sabendo que o estádio era inacessível para cadeirantes e que todo o seu time seria carregado no colo até o campo. Evandro não se conformou, fincou o pé e disse que não iria. Algumas pessoas não concordaram com sua atitude, afinal a prefeitura de sua cidade havia doado 10 cadeiras de basquete para o seu time e obviamente queria uma propaganda em troca. Mas Evandro resolveu que carregado ele não iria e realmente não foi. Não deu outra: em tempo recorde a prefeitura conseguiu se virar e instalou um elevador no tal estádio. Que acabou ficando por lá mesmo depois da partida, trazendo melhor acesso a todos, não só aos cadeirantes, como aos idosos, pessoas com dificuldade de locomoção, mães com criança de colo etc etc etc.</p>
<p>E finalmente me caiu a ficha! Não estamos falando aqui apenas sobre vergonha ou falta de segurança. Não. Estamos falando sobre cidadania! Acessibilidade é sinônimo de independência e inclusão. E somente batendo o pé (ou seria a roda?) como fazem o Evandro, o Dado e muitos outros, é que o trabalho de formiga tem resultado.</p>
<p>Quer saber? Se depender de mim, com exceção de casos extremos como visitar parentes ou amigos que moram em prédios antigos, meu namorado não frequenta mais nenhum lugar carregado no colo! Pelo menos não sem uma briguinha básica antes!</p>
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