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Vagas reservadas: o cartão é obrigatório

Nickolas Marcon - sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 - 12:23

Há pouco mais de um mês escrevi um post aqui no blog sobre a correta utilização das vagas de estacionamento reservadas para deficientes físicos. Se você não leu, clique aqui para ver o post.

O texto chamava a atenção de que muitos deficientes (motoristas e passageiros) não conheciam ou simplesmente não se davam ao trabalho de fazer a sua obrigação para utilização das vagas, sinalizando o veículo com adesivos e utilizando o cartão de estacionamento emitido pela prefeitura.

Pois bem. Vários comentários foram colocados sobre a fiscalização e multa para quem utilizava as vagas de rua sem o cartão. Porém, apesar de estar previsto em lei, até o momento ninguém nunca tinha visto qualquer fiscalização dentro de estacionamentos particulares como mercados e shoppings na cidade do Rio de Janeiro.

Hoje, procurando uma notícia no site da Prefeitura do RJ, encontrei um artigo (clique aqui para ler) com uma notícia muito boa: a partir de agora, o uso das vagas reservadas dentro dos shopping centers também será fiscalizado. No começo será uma ação educativa, partindo depois para ações de penalização (multa).

Por um lado, todos os deficientes terão que ter o trabalho de manter seus cartões atualizados, mas a vantagem será enorme: com o tempo, os espertinhos que se utilizam indevidamente dessas vagas saberão que podem ser multados e não colocarão mais seu carro ali. Com as vagas sendo usadas por quem realmente precisa, haverá mais vagas disponíveis. Assim, um deficiente não precisará correr riscos no trajeto pela rua porque teve que parar seu carro na PQP, ou então de não conseguir abrir a porta do carro para montar sua cadeira. Lembrando que vagas para deficientes são diferentes das vagas para idosos e requerem autorizações diferentes, então cuidado para não estacionar no lugar errado.

Se você mora no Rio e ainda não fez o seu cartão de estacionamento, no site da prefeitura há todas as instruções para obtê-lo. Se você mora em outra cidade, essa pode ser uma boa oportunidade para alertar as autoridades a seguirem o mesmo exemplo. Faça a sua parte.

 

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Vagas reservadas: você está fazendo a sua parte?

Nickolas Marcon - sábado, 30 de novembro de 2013 - 21:26

espertinhoEnquanto lia o site do jornal O Globo neste chuvoso fim de tarde de sábado no RJ, encontrei um artigo assinado pelos jornalistas Rafael Galdo e Waleska Borges falando sobre o desrespeito dos motoristas às vagas reservadas para deficientes físicos e idosos (clique aqui para ler a reportagem). A reportagem citava várias pessoas flagrados pelos jornalistas com aqueles desculpas esfarrapadas que todo mundo já está cansado de ouvir: “é rapidinho”, ou “estou sem tempo” etc. etc.

Ok, esse assunto está mais do que manjado, já estamos falamos sobre isso desde que o blog foi criado: 

Não há vagas
Sem dó nem piedade
Vagas reservadas – duas boas soluções pra quem tem espaço
Dia de Fúria – Vaga no shopping
Placa de responsa!
Ser ou não ser?
Vagas pra quem?

Mas dessa vez não estou aqui para passar a mão na cabeça de ninguém. Quero escrever sobre outro lado da história: será que nós, deficientes, estamos fazendo a nossa parte? Isso vale para quem dirige ou para quem é só passageiro…

Todo mundo colou o adesivo identificador no seu carro, né? E a licença de estacionamento, aquele cartão que deve ser solicitado ao poder público, aposto que todo mundo deixa no painel quando estaciona, certo?

Só que não. Canso de ver carros usados por deficientes que não têm nenhuma identificação. E olhe que estou falando só dos carros em que eu conheço o usuário ou dos que vejo a pessoa que faz jus ao benefício entrando/saindo do veículo.

Agora imaginem a cena: você chega num shopping em que há um funcionário encarregado de zelar pelo correto uso das vagas reservadas. Aí um espertinho tenta colocar o carro na vaga reservada, o funcionário do shopping explica que ele não deve utilizar, o espertinho insiste e diz “ah, mas todo mundo está colocando aqui, por que eu não posso?”. Se você fosse o funcionário, como iria explicar que os carros são sim de deficientes se os mesmos não tivessem identificação? Outra coisa: se um guarda de trânsito fiscalizar um carro estacionado numa vaga reservada (acreditem: isso acontece), certamente vai lavrar uma multa se não encontrar o cartão de identificação.

O fato é que muita gente não faz a sua parte, não identifica o carro, não usa o cartão. Alguns têm medo de assalto, outros é só preguiça mesmo. Falta de tempo não é desculpa.

Os adesivos identificadores podem ser encontrados em qualquer banca de jornal. Já o cartão de licença dá um pouco mais de trabalho, mas nada impossível. Normalmente ele é concedido pela secretaria de trânsito da cidade ou pelo Detran, quando a cidade não tem um órgão próprio de trânsito. Num dia você leva os documentos certos, algum tempo depois volta para retirar o cartão. Simples assim.

Para quem mora na cidade do Rio de Janeiro, a licença especial de estacionamento deve ser solicitada nos postos de atendimento da Prefeitura. Mais instruções, relação de documentos e os endereços dos postos de atendimento podem ser vistos clicando aqui.

Em São Paulo, deve ser providenciado o cartão DeFis. Aqui você encontra como adquiri-lo.

Como poderemos cobrar respeito dos outros se não fazemos a nossa parte? Pense nisso.

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Ser ou não ser?

Nickolas Marcon - sexta-feira, 10 de junho de 2011 - 18:40

Outro dia eu estava conversando com alguns amigos andantes sobre a utilização das vagas de estacionamento reservadas. Sobre as vagas já comentamos em outros textos, mas o que me chamou a atenção foi que, no meio da conversa, alguém me perguntou: “quem tem direito a usar as vagas são deficientes, mas como caracterizar um deficiente?”

Segundo o Decreto 5.296/04, art. 25 §1, Os veículos estacionados nas vagas reservadas deverão portar identificação a ser colocada em local de ampla visibilidade”, ou seja, devem ser identificados com o símbolo internacional de acessibilidade. Desnecessário comentar aqui sobre o povo mal-educado que estaciona na cara-de-pau, mas me espanta um número cada vez maior de pessoas que tentam dar “um jeitinho” para ficar com a consciência tranquila.

Acontece que qualquer pessoa pode colar um adesivo no seu carro e se auto-intitular “portador de necessidade especial”. Se a própria expressão já está totalmente equivocada, pior ainda é quem usa esse argumento sem ter nenhuma dificuldade de locomoção!!! Bons exemplos são as desculpas de “ah, eu dei um mal-jeito no pé e estou mancando” ou então “estou grávida” ou ainda “tenho mais de 60 anos”. Peraí. Gravidez é deficiência? Óbvio que não. Todo idoso é deficiente? Também não. Aliás, os idosos que nâo têm dificuldade de locomoção devem utilizar outras vagas reservadas, normalmente do tamanho de vagas comuns. Nessa história toda, a “categoria” mais prejudicada são os cadeirantes, pois não têm alternativa. Se as vagas especiais estiverem ocupadas, não poderão utilizar vagas comuns, pois essas não oferecem mais espaço ao lado do carro para passar com a cadeira.

O exemplo das vagas de estacionamento serve para ilustrar uma ideia mais abrangente: toda essa diferenciação criou uma biodiversidade de pessoas ditas especiais sob os mais diversos rótulos. Isso acaba prejudicando quem realmente precisa de condição diferenciada para gozar do seu direito de ir e vir. Pessoalmente, nunca me senti bem sendo diferenciado pela condição física. Não faço questão de ter privilégios nem preferências, apenas quero poder ir aos mesmos lugares onde todos vão, exatamente como eu faria se não fosse cadeirante. Simples assim.

classificação diferenciada no transporte aéreo

Para terminar, coloquei aí do lado uma figura que fazia uma charge ao Americans with Disabilities Act. Para quem não conhece, essa lei americana de 1990 proibia qualquer discriminação baseada na deficiência. Foi base para julgamentos de vários processos onde as pessoas se intitulavam deficientes sob os argumentos mais medonhos, escabrosos e estapafúrdios. Muitos foram indeferidos. Ainda bem.

Senão, o atributo de “pessoa normal” seria mesmo de uma minoria e quem realmente precisasse de uma condição diferenciada veria seu direito se perder no meio de uma multidão de sequelados…

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Essa vaga não é sua nem por 1 minuto!

Christian Matsuy - segunda-feira, 25 de abril de 2011 - 09:37

Recebemos o link para esse vídeo de alguns leitores do blog, e como nem todo mundo usa o Facebook (pelo menos por enquanto rsrsr) estamos postando aqui! Achamos fantástica a forma original de abordar um assunto antigo e que continua sendo não respeitado por muitos!

Esta vaga não é sua nem por um minuto from Bruno Siqueira (malha) on Vimeo.

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Placa de responsa!

Bianca Marotta - quinta-feira, 10 de junho de 2010 - 16:54

Há alguns dias uma amiga minha me enviou um email com a imagem abaixo que achei muito bacana e que apareceu num blog que fala sobre a Suécia. A imagem mostra uma placa que passou a ser instalada nos estacionamentos da cidade de Markaryd, ao sul de Gotemburgo.

Placa marcando vaga reservada com dizeres em sueco

“Mas o que tem essa imagem demais?”, você deve estar se perguntando. Bom, quem entende sueco, sabe do que estou falando. A graça desta placa está justamente nos seus dizeres:


“Preguiça não é deficiência”

Perfeita praquele povinho que cisma em estacionar na vaga para pessoas com deficiência por pura preguiça de rodar mais um pouquinho com o carro!

Observação: A informação foi extraída do blog Skandinavien.

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