Nickolas Marcon - quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 - 15:15
Hola amigos, hoy nosotros hablaremos sobre las Cataratas del Iguazú, en la Argentina, tierra del tango y… ops… desculpem o ”portuñol”, deve ser a ressaca do carnaval… :-)
O Parque Nacional del Iguazu fica na cidade argentina de Puerto Iguazu, que faz fronteira com a cidade brasileira de Foz do Iguaçu pela ponte Tancredo Neves. Não há transporte coletivo regular adaptado para chegar até lá a partir do Brasil. Para entrar na Argentina é preciso apresentar passaporte ou carteira de identidade ORIGINAL. Não são aceitas fotocópias nem outros documentos como identidade profissional, carteira de estudante, carteira de motorista etc.
No parque, o passe para o deficiente físico mais um acompanhante é gratuito, basta se identificar como “discapacitado“. Em geral, os argentinos são muito receptivos e tentam ajudar da melhor forma.
No Centro de Visitantes há lanchonetes, loja de lembranças e museu. Em todos os banheiros espalhados pelo parque há boxes acessíveis, embora nem todos tenham adaptações completas. Para as maiores distâncias no parque, há um trenzinho que faz o transporte dos turistas com lugares preparados para a entrada de cadeiras-de-rodas.
Esqueça o trem na primeira estação e siga direto por um caminho de paralelepípedos no meio da mata chamado Sandero Verde, que tem apenas 800 metros, sem grandes rampas nem degraus. Cuidado com os “animales peligrosos“: são centenas de insetos famintos querendo seu sangue… repelente e filtro solar são indispensáveis.
Esse caminho acaba perto da segunda estação do trem, onde também fica o início de duas trilhas: o circuito superior e o circuito inferior. É aqui que começa a aventura do passeio, pois ambos são compostos de passarelas que avançam dentro da mata, passando por cima do solo com mata nativa e dos córregos que formam as quedas d’água. As laterais e o piso das passarelas são feitos com telas e grades, dá para ver tudo que está ao redor e abaixo do caminho.
Para os cadeirantes que usam rodas dianteiras rígidas e muito pequenas, o passeio pode ser desconfortável pela trepidação e solavancos na emenda das telas. A dica é usar rodas dianteiras com pneus de 6″ ou mais para um passeio mais confortável. Para evitar as escadas, preste atenção nos mapas espalhados pelas trilhas, onde os degraus são indicados por linhas pontilhadas. Sempre há um caminho alternativo sem degraus, porém mais longo.
As trilhas do circuito superior não tem rampas fortes, sendo a maior parte do trecho plano, onde é possível ver as quedas d’água de cima, pois a passarela chega bem perto do início da queda. No circuito inferior a vista das quedas é frontal, mas a dificuldade para chegar lá é bem maior.
A descida até o circuito inferior é uma rampa longa e inclinada. Ruim para descer na ida, complicada para subir na volta, pois até a pessoa que ajuda empurrando se cansa antes da metade do caminho. Chegando ao final dessa descida o passeio fica mais fácil, só há rampas pesadas em alguns pontos. Nesse circuito há um ponto em que é possível tomar um barco para ir até a Isla San Martin, mas há uma escada para chegar até o barco, além de várias escadas nas trilhas da ilha. Passeio inacessível.
Voltando à estação Cataratas do trem, após 15 minutos de percurso chega-se ao começo da passarela para a Garganta del Diablo, sem dúvida o mirante mais bonito de todo o parque. São 1.100 metros de passarela por cima do Rio Iguaçu e, ao final, um mirante quase dentro da maior queda de todas as Cataratas. A visão é fantástica.
Ao final do passeio, na volta para o Brasil, aproveite a noite para jantar nos restaurantes de Puerto Iguazu (o llomo – filé mignon – do El Quincho é magnífico) e passar no freeshop para fazer umas comprinhas… :-)
Pontos positivos:
Pontos negativos:
• Trem e passarelas acessíveis
• Banheiros adaptados
• Entrada gratuita para deficientes
• Mirantes acessíveis
• Alguns banheiros com adaptação errada
• Rampas muito inclinadas
• Passarelas ruins de transitar
Nickolas Marcon - segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 - 13:23
Continuando o assunto do post sobre as Cataratas do Iguaçu, segue aqui o roteiro completo para visitar o parque do lado brasileiro. Todas as informações sobre o parque e passeios disponíveis estão no site da Cataratas S/A, empresa privada que administra o parque. Como é muita coisa, vou comentar apenas a parte de acessibilidade.
O acesso ao Parque Nacional do Iguaçu é feito pela cidade de Foz do Iguaçu/PR, via BR-469 (também conhecida como Rodovia das Cataratas). A entrada do parque fica a aproximadamente 20 km do centro de Foz. Há uma linha de transporte coletivo que vai até o parque mas nenhum ônibus possui adaptação para cadeirantes (2/1/2012) e os ônibus são adaptados com elevador para embarque de cadeirantes. As alternativas são, além do automóvel próprio, ir de táxi ou usar os serviços de agências de turismo e hotéis da região que disponibilizam transporte em vans. Não esqueça do protetor solar e repelente de insetos.
A recepção do parque funciona no Centro de Visitantes, onde há estacionamento (com vagas reservadas) e é totalmente acessível. Após comprar o ingresso, dirija-se à entrada da exposição que dará acesso à plataforma de embarque.
Compras: não se preocupe com compras durante o passeio, o melhor é ficar com as mãos livres e deixar para comprar tudo na loja de souvenir do centro de visitantes ao final do dia. As lojas espalhadas pelo parque vendem exatamente os mesmos produtos.
Transporte: os turistas são conduzidos de ônibus pelo parque, parando em várias estações com atrações diferentes em cada uma. Esses ônibus tem dois andares. Na parte de baixo a entrada é plana, sem degraus, e fica no mesmo nível da plataforma. No interior há um espaço reservado para cadeirantes. Se necessário, os funcionários são treinados para auxiliar no embarque.
Todas as fotos desse post foram tiradas de lugares acessíveis. As estações do passeio são as seguintes:
1. Trilha do Poço Preto: é um passeio opcional com passeio de bicicleta e caminhadas na floresta. Segundo informações do parque, o caminho é bastante acidentado e não recomendado para cadeirantes.
2. Macuco Safári: passeio opcional que permite apreciar mais belezas do parque. Inclui um passeio em veículo elétrico, caminhadas na floresta, descida de barco até muito próximo de uma cachoeira. Apenas algumas partes são acessíveis, deve-se negociar com os guias de acordo com a mobilidade da pessoa.
3. Trilha das Cataratas: aqui começa o passeio de verdade. Desembarcando nessa estação, siga descendo as rampas para chegar a um mirante com uma visão panorâmica, mas cuidado: essas rampas são longas e íngremes, desça acompanhado se não tiver uma ótima habilidade com a cadeira (controle de empinada inclusive). Ao lado do mirante está o posto do Cânion Iguaçu, que oferece atividades opcionais de arvorismo, rafting e rapel. Se você gosta de esportes radicais, não perca o rafting e o rapel que podem ser feitos inclusive por cadeirantes.
Existe uma trilha interna que segue pela mata até os mirantes da próxima estação, mas esse caminho tem rampas e escadas em alguns pontos. O melhor é subir as rampas, voltar à estação Trilha das Cataratas e seguir de ônibus até o Espaço Naipi. Após a subida há outro mirante que rende belas fotos.
4. Espaço Naipi: esse é o ponto alto do passeio. Nessa estação, há um mirante com vista de todo o cânion das Cataratas. É aqui também que ficam dois elevadores panorâmicos que conduzem até a parte mais baixa, onde ficam as passarelas sobre o leito do rio no primeiro nível das quedas. Nessas passarelas você terá a melhor visão de todas as Cataratas. Não estranhe se encontrar pessoas com capa de chuva: é tanta água caindo ao seu lado que o banho será inevitável…
A distância entre o Espaço Naipi e o Espaço Porto Canoas é pequena e o trajeto é plano, pode-se ir tranquilamente pela calçada ao lado da rodovia. Aproveite para passear pelo gramado, seguindo os quatis (não se aproxime muito, podem ficar agressivos). A foto ao lado da estátua de Santos Dummont também é tradicional.
5. Espaço Porto Canoas: final do passeio, onde ficam a lanchonete, o café e o restaurante. Para usar o banheiro adaptado, solicite a chave na administração, que fica ao lado. Aproveite para passear no deck do restaurante e contemplar a vista do Rio Iguaçu num ponto anterior às quedas, onde a largura do seu leito ultrapassa 1 km.
Completado o passeio, é só tomar o próximo ônibus, voltar para o Centro de Visitantes, comprar os presentinhos e começar a pensar na próxima visita a esse lugar espetacular…
Ainda ficou com alguma dúvida? Escreva num comentário que a equipe do blog responderá prontamente!!!
Pontos positivos:
Pontos negativos:
• Rampas em todos os locais • Transporte acessível dentro do parque • Banheiro adaptado • Estacionamento fácil e com vagas reservadas
Nickolas Marcon - segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 - 12:25
Aproveitando o gancho da reportagem d’O Globo online, vou começar aqui uma série de dicas para quem quiser viajar para Foz do Iguaçu. Vamos começar por… adivinhem??? Claro, as Cataratas do Iguaçu. :-)
As Cataratas do Iguaçu ficam localizadas dentro do Parque Nacional do Iguaçu na fronteira entre Brasil e Argentina. Geograficamente falando, as Cataratas se formam em um vale por onde passa o Rio Iguaçu, que nesse ponto divide os dois países, e por isso há quedas d’água no território brasileiro e no território argentino.
O vídeo abaixo mostra um pouquinho dessa maravilha que a natureza criou…
Existe infra-estrutura turística para visita às Cataratas nos dois países, ou seja, são dois parques para se visitar. Não há ligação física entre eles. O parque brasileiro fica na cidade de Foz do Iguaçu e o parque argentino fica na cidade de Puerto Iguazu. Se alguém quiser saber qual é o mais bonito, essa dúvida existe desde que o mundo é mundo. Assistam o vídeo e aproveitem para votar nas Cataratas. ;-)
Trata-se de um passeio magnífico, imperdível para quem gosta de natureza e para quem não gosta também. Mas o melhor de tudo é que o parque é TOTALMENTE acessível. Isso mesmo. Todos os mirantes são acessíveis sem passar por nenhum degrau. Há banheiros adaptados ao lado de todos os banheiros comuns. São quilômetros de passarelas e rampas. É verdade que algumas são longas e bem inclinadas, caso contrário o dano à natureza seria muito grande, mas é preferível uma rampa inclinada (onde qualquer pessoa pode ajudar) do que uma escadaria, não é verdade?
Esse post foi só para dar água na boca. Não percam o próximo, com as dicas para um passeio acessível.
Você já foi às Cataratas do Iguaçu? Deixe um comentário contando sua experiência!