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Acessibilidade não é inclusão. Oi? Como assim?

Bianca Marotta - segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 - 13:58

Acabei de ler um texto excelente do Scott Rains* intitulado “Acessibility is not inclusion” (Acessibilidade não é inclusão). Você deve estar se perguntando: “A Bianca pirou? Como assim ela gostou de um texto com esse título? Tá maluca?!”

Num primeiro momento também estranhei, o que me fez clicar no link e conferir o texto. E logo nas primeiras linhas percebi que já era partidária dessa opinião há muito tempo! Só não a havia colocado nesses termos.

Calma gente! Ninguém aqui é contra a acessibilidade. Não enlouquecemos! Mas começa a surgir um conceito muito melhor e muito mais inclusivo que vem ganhando espaço e substituindo o de acessibilidade. O design universal. E é sobre ele que o texto discorre.

O que Scott Rains quer dizer com o título polêmico é que a acessibilidade segrega, enquanto o design universal inclui. Expliquemos: Quando aplicamos a acessibilidade, partimos de algo que já nos é conhecido e o adaptamos para que pessoas com deficiência possam usá-lo. Já o conceito de design universal nos instrui a pensar tudo novo, lá do início. É um exercício de abrir a cabeça, romper com conceitos, formas, soluções já conhecidas e repensar tudo do zero.

Peguemos como exemplo um playground. Num playground acessível, nós temos crianças com deficiência isoladas num canto que elas conseguem acessar. Já num playground inclusivo de verdade, todas as crianças brincam juntas, sem distinção de onde e como. Os brinquedos são pensados para todos.

Antes que você diga: “Mas isso é impossível! Não dá pra fazer algo que sirva pra todas as pessoas do mundo!”, eu completo, ou melhor, o Scott Rains completa. Realmente, design universal não é um design que serve pra todas as diferentes pessoas no mundo todo. Isso é realmente impossível. E é por isso que algumas pessoas preferem chamar o conceito de Design Inclusivo. Onde a palavra “inclusivo” reforça a idéia de que não estamos apenas adaptando algo que já nos é conhecido e que foi criado pensando nas pessoas ditas “normais” e sim, repensando esse algo, para que, no final, o conceito de “normal” é que se torne muito mais abrangente.

Você pode dizer ainda que o autor do texto é americano e vive num país onde acessibilidade já virou lugar comum e existe espaço para um conceito novo. Isso até é verdade,  mas nada nos impede de pular a fase do acessível e passar direto para o inclusivo. Atenção, designers! Vocês estão sendo convidados a quebrar regras, destruir paradigmas, reformular a cultura. Isso não os anima?

Pra finalizar, quero repetir aqui algumas palavras do Scott Rains, que achei muito bacanas, bonitas e verdadeiras:

“Onde a acessibilidade é passiva – deixando a porta aberta sem obstáculos no caminho – a inclusão te convida de forma ativa a participar da rede humana, indo além da porta livre de barreiras. Acessibilidade olha para coisas e lugares. Inclusão olha para vidas humanas.”

*Scott Rains escreve, em diversas publicações, sobre viagens e assuntos de interesse das pessoas com deficiência. Ele também é fundador do fórum Tour Watch e viaja mundo afora espalhando o conceito de turismo inclusivo.

 

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Lançamento do livro “Inclusao – Conceitos, Histórias E Talentos Das Pessoas Com Deficiência”

Eduardo Camara - quinta-feira, 1 de abril de 2010 - 14:24

Minha querida amiga Tabata Contri, junto com Rapha Bathe e Carolina Ignarra, está lançando o livro “Inclusao – Conceitos, histórias e talentos das pessoas com deficiência”.

Enquanto Carolina Ignarra compartilha sua experiência na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, Tabata conta a trajetória de doze dessas pessoas. Rapha Bathe contribui com fotos de cada uma delas em seu ambiente de trabalho.

O lançamento será no dia 05 de abril, em São Paulo, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, e o livro já está disponível para compra no próprio site da Livraria Cultura e também no da editora Qualitymark. Há ainda uma versão disponível em áudio livro.

INCLUSÃO – conceitos, histórias e talentos das pessoas com deficiência
Autores: Carolina Ignarra, Tabata Contri e Raphael Bathe
Data: 05 de abril
Horário: 19h
Local: Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos
Endereço: Avenida das Nações Unidas, 4777 – Jd. Universidade Pinheiros – São Paulo / SP

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Coisas que não entendo

Cris Costa - terça-feira, 23 de março de 2010 - 16:15

Tem coisas que realmente fogem à minha razão. E muitas delas normalmente acontecem no meu percurso estilo rali Dakar do estacionamento até o prédio onde trabalho. Por exemplo, não entendo por que na hora de desviar de uma cadeira de rodas, as pessoas param bem na minha frente ao invés de simplesmente desviar para o lado e seguir. Ou por que quando me oferecem ajuda na rua e eu agradeço e gentilmente digo que não,  a pessoa  fica extremamente ofendida, e ensaia um xingamento. Alguém entende isso? Ah, tem aqueles que nem perguntam, saem empurrando a cadeira, e ainda dizem que é pra que eu possa descansar os braços… Alguém descansa os pés após atravessar uma rua? Sim, eu sei que querem ajudar e não fazem por mal. Mas mesmo sabendo, isso me deixa enlouquecida!

E tem mais! Alguém pode me explicar por que (ó Deus, por que?!), as pessoas preferem usar os elevadores do shopping ao invés das escadas rolantes? Eu ainda vou fazer uma pesquisa pra tentar entender essa opção. Estou falando de quem não precisa. É claro que o elevador é para todos, principalmente para quem está com carrinho de criança, idosos, quem está carregando muita coisa, cadeirantes… Quando eu andava sempre usava as escadas rolantes por serem mais rápidas, sem filas e pra deixar o elevador pra quem precisa. Será que eu tô sendo muito implicante?

E por que quando estou acompanhada, e querem me perguntar alguma coisa, perguntam pra quem está comigo? Ou pior, falam comigo mas em linguagem “tatibitati”, como se eu fosse criança! Isso já aconteceu com algum de vocês? Já falaram assim comigo, e apertaram minha bochecha… Quase golfei!

Nem vou mencionar os que cismam que com muita fisioterapia e força de vontade eu volto a andar…

Tá, ninguém faz por mal, muito pelo contrário. Mas se informar antes de falar já é uma ajuda enorme! Pronto, desabafei, rs. Mas são coisas que eu não entendo e acho que nunca vou entender.

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