Ir para conteúdo principal | Acessibilidade do blog

Conteúdo Principal

Munique – Quinto dia

Bianca Marotta - segunda-feira, 2 de novembro de 2009 - 12:26

Evento no bairro de Schwabing - Munique

Nosso último dia em Munique foi um domingo, pegaríamos o trem para Viena no início da noite, portanto teríamos o dia livre para algum passeio. Escolhemos conhecer o bairro de Schwabing. Pegamos o metrô e saltamos na estação Münchner Freiheit. Saindo da estação, demos de cara com uma das principais ruas do bairro, a Leopoldstrasse. Tivemos a sorte de estar em Munique nos dias em que acontecia o Streetlife Festival, festival organizado duas vezes por ano em Munique, que tem como temas principais a qualidade de vida, a ecologia e os direitos humanos. A rua teve um de seus trechos fechado para os carros e nele os pedestres podiam circular tranquilamente em meio a barraquinhas de ONGs e empresas relacionadas ao tema da festa, muitas delas oferecendo brincadeiras e jogos para adultos e crianças.

cadeirantes jogando hockey no bairro de Schwabing - Munique

Uma das coisas interessantes que vimos foi um hockey adaptado (também conhecido como Wheelchair Hockey ou Power Hockey), onde participavam pessoas com cadeira de rodas motorizada. Já tinha visto esse tipo de jogo pela Internet, mas nunca ao vivo, e achei um jogo bem divertido. E o mais legal é que permite a participação de quem tem maiores limitações de movimento e não pode “tocar” a cadeira sozinho.

Praia no meio da rua no bairro de Schwabing - Munique

E como alemão “se amarra” em praia, eles até improvisaram uma por lá. Se é que um pouco de areia em cima do asfalto e algumas espreguiçadeiras podem ser chamadas de praia, né? Mas que tinha gente curtindo, isso tinha :-) Talvez até porque, logicamente não faltaram também diversos stands vendendo cerveja e Bratwurst , nosso almoço do dia!

Dado tomando cerveja e comendo Bratwurst - Munique

Independente de pegar uma dessas festas que acontecem quase todo final de semana no curto verão das cidades européias, o bairro de Schwabing vale uma visita e é um bom lugar para se hospedar. Não apenas para bater perna nas suas ruas charmosas com prédios e prédios no estilo Jugenstil (o Art Noveau da Alemanha), mas também para se sentar em um dos bares, cafés ou restaurantes da Leopoldstrasse e curtir uma tarde agradável.

E assim nos despedimos de Munique, partindo num trem lotado para Viena (se puder evitar os trens aos domingos à noite, faça isso!). Mas isso já é assunto para um próximo post.

Share

Munique – Quarto dia

Bianca Marotta - quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 19:29

Nymphenburger Schloss - Munique

Passeio que não pode faltar em Munique: visita ao (palácio Nymphenburg). Para se chegar até lá, você deve pegar o Strassenbahn (bonde) 37. Sim, caros leitores, os bondes aqui são acessíveis! Fique apenas posicionado para entrar no primeiro vagão do bonde, que é onde se encontra a rampa retrátil e automática que possibilita a entrada da cadeira de rodas no bonde. Assim que entrar, o motorista provavelmente vai te perguntar onde você quer saltar. Diga apenas (ou leve um papel com o nome dela escrito) Nymphenburger Schloss e você vai saltar em frente ao palácio.

Lago nos jardins do Nymphenburger Schloss - Munique

Aliás, essa dica serve para todas as vezes que você for pegar um Strassenbahn, assim o motorista fica preparado para abrir a rampa pra você na hora certa. O bonde também possui um espaço reservado para cadeirantes com cadeiras retráteis para seus acompanhantes.

Jardins do Nymphenburger Schloss - MuniqueMas voltando ao . Trata-se da residência dos antigos reis da Bavária (antes da unificação alemã a Bavária era um território independente), construída em 1664. Além de uma construção monumental e belíssima, o palácio também funciona como museu com valiosas telas de mestres da pintura, grande coleção de carruagens e louças imperiais. Segundo guias de acessibilidade que consultamos, o interior do palácio é acessível. Digo isso porque acabamos não entrando no palácio. “Como assim???” você nos perguntam, “não entraram?”. Bem, se você tiver apenas uma tarde livre e der uma olhada nos jardins que ficam atrás do palácio, vai entender a nossa escolha. É sério! Nunca vi nada tão enorme, lindo e agradável! Não consegui descobrir onde os jardins terminavam. Por mais que andássemos e olhássemos na direção do horizonte, ainda víamos árvores e gramado. Uma beleza! Apesar de o dia estava agradável, o tempo estava um pouquinho nublado. Imagino esse lugar num dia de sol e céu azul!

Jardins do Nymphenburger Schloss - Munique

As trilhas dos jardins são todas de terra batida, pode ser cansativo rodar com a cadeira por ali o dia inteiro, mas o local é tão agradável que você não vai achar ruim dar uma parada vez ou outra pra curtir seus lagos, as sombras das árvores, ouvir o barulhinho do rio, ou vislumbrar os enormes gramados. A sensação de estar num filme de época ou mesmo no meio de contos de fada é instantânea!

Jardins do Nymphenburger Schloss - Munique

Nos jardins você também encontra outras construções que podem ser visitadas, mas nenhuma delas nos pareceu acessível e todas cobravam uma taxa, achamos que não valia à pena.

Conhecer os jardins do palácio Nymphenburg é definitivamente obrigatório se você for a Munique!

Share

Munique – Terceiro dia

Eduardo Camara - quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 19:07

Frauenkirche com uma das torres em reforma - Munique

Hoje o dia amanheceu nublado, e com medo da chuva decidimos fazer um passeio pelos lugares fechados de Munique. Como não estava chovendo, fomos a pé até a Frauenkirche, uma igreja enorme no centro da cidade que tem as duas torres mais altas de Munique. A entrada principal é cheia de degraus, e o acesso para o elevador que sobe ao topo da torre também. Acabamos desistindo de visitar a igreja e apenas mais tarde descobrimos que havia uma entrada secundária com rampa. Bola fora da funcionária da entrada. De repente voltamos lá amanhã…

Viktualienmarkt em Munique - espécie de feira

Dali seguimos para o Viktualienmarkt, que é um mercado a céu aberto bem próximo da Marienplatz, principal praça de Munique. Só para situar vocês, a distância entre a tal igreja, a Marienplatz e o mercado não chega a 500m. É tudo MUITO perto e o caminho é bem tranqüilo e acessível. Voltando ao mercado, o lugar é legal, com muitas barraquinhas de comida, sucos, plantas e claro, cerveja! Ainda era manhã e as mesas estavam super lotadas. Vale uma visita e uma cerveja para descansar um pouco e depois seguir caminho.

Entrada do Deutsches Museum em MuniqueDo mercado fomos caminhando em direção ao rio Isar, que margeia o centro histórico da cidade. Ao lado direito do rio fica o Deutsches Museum, enorme museu de ciências, que é um dos maiores da Europa. O pátio é de paralelepípedos, mas pelo menos há rampas para entrar e se locomover lá dentro (todas muito íngremes). No térreo há um banheiro bem adaptado. O acervo é bem interessante, com destaque para a seção de aviões e construção de pontes, no andar térreo. Mas depois de andarmos mais um pouco, percebemos que não estávamos com muita paciência para museu de ciências.

Caravela e aviões dentro do Deutsches Museum

Rumamos então para o Residenz Museum, antigo palácio real, mas foi um banho de água fria. O museu não é acessível e tem milhares de degraus para cá e para lá. Um tanto quanto frustrados, sentamos em um café para comer, beber algo e ver o movimento.

Praça em Munique

Energia reposta, decidimos visitar uma outra praça da cidade, onde há dois museus e um grande arco. O local era utilizado no início do nazismo para recrutar jovens para o exército. Atualmente, um mural expõe diversas fotos do local na época. Dali esticamos por um bairro de “bacanas” alemães (apartamentos a partir de 270m2 à venda) e terminamos em um lindo parque em frente ao palácio de justiça. Mais um tempinho descansando, compras e volta ao hotel.

Amanhã o dia vai ser cheio!

Dado e Bianca numa praça em Munique

Share

Munique – Segundo dia

Bianca Marotta - sexta-feira, 23 de outubro de 2009 - 12:20

Torre da Neues Rathaus - MarienplatzTentamos acordar cedo, mas o cansaço da viagem de avião não nos ajudou muito. Mas como os dias no final de verão em Munique só escurecem lá pras 19:30h, conseguimos aproveitar o belíssimo céu azul e clima de outono brasileiro.

Começamos fazendo o tour mais básico e obrigatório de Munique. Saindo do Karlsplatz (praça do Carlos), seguimos a rua de pedestres Neuhauserstrasse até chegarmos ao Marienplatz. Se você gosta de visitar igrejas, vai encontrar um monte delas nesse percurso. Entre elas St. Michael e a Frauenkirche. O trajeto é todo de lajotas de cimento intercaladas com pedras parecidas com as portuguesas e com rampas em quase todas as esquinas. Bastante tranquilo para cadeirantes.

Na Marienplatz (praça da Maria) fica a Neues Rathaus (nova prefeitura). De nova não tem nada, o prédio é super antigo, mas se você comparar com a velha prefeitura, que fica a alguns passos dali, vai entender o seu nome. A Neues Rathaus é uma construção imponente, com uma torre enorme e belíssima, que todos os dias às 11, 12 e 17 horas torna-se atração da praça com o soar de seus 43 sinos e o show de bonequinhos de madeira girando e dançando na torre, representando momentos importantes da história da cidade. São 8 minutos de torcicolo nos turistas. Mas se você é chegado a efeitos especiais, pode achar o show meio chato.

Vista da torre da Neues Rathaus. A passarela circunda toda torre e oferece vista para todos os lados da cidade.Ah, sim! A torre também pode ser visitada, e por cadeirantes! Existe um elevador que leva até o 4º andar da prefeitura, onde os ingressos são vendidos (2 euros por cabeça) e outro elevador que leva ao topo da torre. Tudo com rampinhas e entradas para cadeira de rodas. O único detalhe, que infelizmente não pode ser mexido, é o espaço no topo da torre. Ele é um pouco apertado e, se você tiver uma cadeira muita larga (>65cm), talvez não consiga circular direito por lá. De qualquer forma, tente ir! A vista lá de cima é belíssima e você vê a cidade inteira, com todos aqueles telhadinhos fofos que me fazem lembrar do filme Mary Poppins.
Dica importante: tente visitar a torre longe dos horários do show dos sinos e com certeza você a encontrará mais vazia, pois todos os turistas estarão lá embaixo, na praça, olhando o show. Logo depois a torre lota de gente! Se estiver apertado, aproveite o banheiro acessível que fica no pátio interno da Neues Rathaus. A cabine adaptada é dentro do banheiro feminino, mas ambos os sexos podem usá-la.

À esquerda: Dado e o Monopteros ao fundo. À direita: Bianca no Hofgarten, com o templo de Diana ao fundo.Se você não se incomoda em andar, pode continuar seu passeio seguindo pelas ruas Weinstrasse e Theatinerstrasse até o Odeonsplatz, onde você encontrará um enorme monumento "protegido" por dois leões de pedra (animal representante da Baviera) e o Hofgarten (jardim do pátio), um lindo jardim verde e florido, que cerca o templo a Diana. Uma delícia sentar por ali e aproveitar um pouco de sol. O chão é de terra batida, dá pra rodar com a cadeira numa boa.

Englischer gartenAtravessando esse jardim na diagonal e passando por uma passarela subterrânea você chega ao Englischer Garten (atenção: para se chegar à passarela você pode pegar uma escada com degraus largos ou uma rampa. Se você der de cara com a escada e achar ruim descê-la, contorne a praça até chegar à rampa).

A escada que leva ao MonopterosSabe o jardim botânico do Rio? Misture-o com o Parque da Cidade e multiplique por 10. Pronto! Você tem o Englischer Garten. Claro que a vegetação é um pouco diferente, mas o legal desse parque é que ele corta vários bairros da cidade e oferece inúmeras trilhas (terra bem batidinha, a cadeira roda legal!), gramados enormes para você relaxar ao sol e muitos bancos à sombra das árvores, para você descansar se estiver com calor. É nele que também fica o famoso Biergarten (jardim da cerveja) da Chinesische Turm (torre chinesa), onde você pode se sentar, comer e beber uma típica cerveja alemã. Ah, ali fica um dos banheiros acessíveis do Englischer Garten!

Quem tem mais disposição e um ajudante como eu (hehehe), também pode tentar subir o mirante Monopteros. Pra chegar até ele você encontra uma ladeira com degraus bem largos (veja a foto). O finalzinho dela é um pouco mais íngreme e chatinho, mas a vista lá do alto vale o esforço. Você consegue ver um dos grandes gramados do parque e um pouco da cidade ao fundo.

Saímos de lá no final do dia, e é importante frisar que o comércio na Alemanha fecha cedo, por volta das 18h, com exceção das lojas de departamento que fecham às 20h. Ou seja, se você precisa comprar alguma coisa, não deixe para fazê-lo muito tarde.

Vista a partir do Monopteros: o grande gramado e a cidade ao fundo.

Share

Munique – Primeiro dia

Eduardo Camara - sexta-feira, 23 de outubro de 2009 - 12:14

Torre da Neues Rathaus - Marienplatz - MuniqueA viagem do Rio até Madri, onde fizemos uma conexão para Munique, foi bem tranquila. As comissárias de bordo da Iberia foram simpáticas e o serviço de bordo correto. Quando chegamos ao Barajas, o lindíssimo aeroporto de Madri, o pessoal do Sin Barreras (já falamos sobre eles aqui no blog!) nos esperava.

O Sin Barreras é referência mundial na recepção de pessoas com deficiência em aeroportos, mas confesso que em alguns momentos me incomodei um pouco com os funcionários tentando empurrar minha cadeira o tempo todo, mesmo depois de eu dizer que não havia necessidade. Além disso, a van do Sin Barreiras que usamos estava em mal estado de conservação. A impressão que tive foi de que o serviço piorou sensivelmente de um ano para cá.

De Madrid para Munique, a Iberia deu uma pisada de bola nos colocando bem atrás no avião – o que dificulta a entrada e saída – ainda em lados opostos do corredor. Por sorte o vôo não estava cheio e a Bianca conseguiu sentar ao meu lado. Tirando isso, o vôo foi tranquilo e duas horas e meia depois chegamos ao aeroporto de Munique, de nome impronunciável*.Lá o desembarque demorou um pouco mais, com a Iberia colocando a culpa no pessoal do aeroporto e vice-versa. Pelo que entendemos o pessoal do aeroporto não tinha sido avisado da necessidade de uma cadeira de bordo para desembarcar o cadeirante. Ai, ai, ai…

 

Elevador que vai do saguão do aeroporto à plataforma de embarque do S-Bahn

No aeroporto de Munique não existe um serviço especial como o Sin Barreiras. Quem faz o embarque e desembarque são funcionários “genéricos”, todos solícitos, mas bem mais objetivos e que ajudam apenas no que é necessário. Gostei mais desse jeito. Ainda no aeroporto, tentamos pegar as primeiras informações sobre o S-Bahn, o trem que vai até o centro da cidade. O pessoal do centro de informações estava (ou era?) totalmente sem saco, e limitou-se a nos apontar onde ficava a bilheteria do trem. Quando estávamos em frente à bilheteria, um simpático casal alemão, que estava para embarcar em um vôo, se aproximou e ofereceu o tíquete deles para nós. Oba! Alguns euros economizados!

Relógio da estação de trem e painel indicando o tempo de viagem para cada destino.

Explicando para quem não entendeu: em muitos lugares do mundo é comum venderem um “passe” que dá direito ao uso de qualquer tipo de transporte por 24hs. Você paga um valor fixo e pega QUANTOS METRÔS, TRENS e ÔNIBUS quiser. Como o casal tinha comprado o passe apenas para ir ao aeroporto e ele ia perder a validade, deram para nós.

O serviço de S-Bahn é excelente, bastante acessível e liga o aeroporto diretamente ao centro da cidade. Bastou pegar um elevador do saguão do aeroporto e caímos direto na plataforma de embarque do trem. Em exatos 40 minutos (exatamente como previsto no painel eletrônico), chegamos ao nosso destino, a estação central de Munique (Hauptbahnhof).

À esquerda: botão para abrir a porta do trem. À direita: alguns bancos do trem são rebatíveis e criam espaço para cadeira de rodas.

Uma dica para saltar no lado correto da estação: sempre que a estação de trem/metrô tiver uma plataforma de embarque/desembarque no meio, entre os trens que estão indo e os que estão vindo, o elevador está nessa plataforma, pois assim pode ser compartilhado por quem vai pegar trem em uma ou outra direção. Claro que não nos ligamos nisso e saímos do lado errado. Sorte que tinha uma escada rolante e deu para subir numa boa.

Os funcionários do centro de informações turísticas da Hauptbanhof são simpáticos, mas a rampa da entrada podia ser melhor, né?

Logo na saída da Hauptbanhof havia um centro de informações turísticas, com funcionários bem mais simpáticos do que os do aeroporto. Nos indicaram no mapa onde ficava nosso hotel e, como era pertinho, fomos andando. Todas as calçadas no caminho eram rebaixadas e o respeito no trânsito impressionante! Carros respeitando pedestres e pedestres respeitando carros. Ninguém ultrapassa o sinal ou atravessa a rua quando não deve. Quanto ao hotel, nenhuma surpresa. Recepção simpática, quarto legal e banheiro muito bem adaptado. Maiores detalhes num próximo post!

Descansamos um pouco, demos uma olhada em uns roteiros que fizemos e saímos para dar uma voltinha até a praça principal da cidade, a Marienplatz. A primeira impressão foi ótima! A cidade, mesmo em uma 4ª feira, estava super cheia e animada. Além disso, é linda, limpa e tem lugares super charmosos.

Bianca em frente à Hofbräuhaus, cervejaria mais antiga de Munique.

Neuhauser Strasse à noite. É a principal rua de pedestres de Munique, e termina na Marienplatz.

* Nota da Bianca: O nome, que o Dado diz ser impronunciável, é Flughafen München, e não quer dizer
nada além de aeroporto de Munique :P

Share

Munique – Transporte público

Eduardo Camara - sexta-feira, 23 de outubro de 2009 - 11:59

Em Munique – assim como em diversas cidades do mundo – você tem a opção de comprar bilhetes para cada viagem de metrô/ônibus, comprar passes diários ou ainda passes para vários dias. Se você viajar em grupo, há também uma opção de comprar um passe que vale para até 5 pessoas (crianças contam como "meia pessoa"). Bem vantajoso financeiramente.

À esquerda, detalhe do pequeno elevador de acesso ao bonde. À direita, o espaço para cadeirantes e minha cara, um misto de incredulidade com felicidade por encontrar transporte tão acessível!Para quem chega na cidade de avião, basta pegar um elevador no saguão principal para sair direto na plataforma do trem (S-Bahn) que leva ao centro da cidade (estação Hauptbahnof) em menos de 40 minutos. Melhor impossível!

Nas ruas, quase todas as calçadas são lisinhas, sem obstáculos, e as esquinas tem rampas suaves. E já que Munique é uma cidade plana e as distâncias na sua região central são pequenas, aproveitamos para conhecê-la à pé durante a maior parte do tempo.

Também basta andar um pouco pelas ruas da cidade para perceber o quanto os motoristas e ciclistas são educados ( É muito raro ouvir buzinas pela rua) e como o transporte público funciona bem. Mesmo quando fomos para lugares fora do centrão, como o castelo Nymphemburg, pudemos contar com transporte público, bastante acessível.

À esquerda, um dos vagões do metrô, onde o desnível entre o trem e a plataforma é pequeno. À direita, novas obras de adaptação nas estações.E por falar em acessibilidade, atualmente quase todas as estações do U-Bahn (metrô)  são acessíveis, assim como os bondes e ônibus que circulam pelas ruas da cidade. O transporte menos acessível de Munique é o S-Bahn, o trem que vai para lugares mais distantes: esse tem apenas 73% das estações adaptadas. Nada mal, né?

Um resumo sobre os transportes que usamos:

U-Bahn: é o metrô. São trens que circulam pela área mais central da cidade. Praticamente todas as estações tem elevador. Para se ter uma idéia, o mapa do metrô indica as estações que NÃO SÃO ACESSÍVEIS, pois são exceções. Um porém: alguns dos trens que circulam são antigos, e há uma alavanca para abrir as portas, além de um degrau que pode ser bem alto (20cm) para entrar e sair do vagão. Foi o transporte que mais usamos!

S-Bahn: são os trens que vão para áreas periféricas da cidade. O único que pegamos foi para ir do aeroporto ao centro da cidade. Trem novinho em folha, totalmente acessível! Não sei se todos são assim.

Bondes (Tram): são pequenos bondes de superfície que passam pelas ruas, junto com os carros. Quase 90% deles é acessível através de uma plataforma móvel super rápida. No começo é estranho ver os bondes circulando pela cidade, mas depois dá para perceber como é uma boa opção de transporte.

Um dos ônibus acessíveis de Munique. A acessibilidade não favorece apenas cadeirantes, mas também idosos e pessoas com carrinho de bebê, como o da foto.Ônibus: a maioria deles também é acessível, mas tendo metrô e bonde servindo a cidade toda, quem vai pegar ônibus? :-)

Uma curiosidade: em Munique, assim como em toda Alemanha, não há roletas/catracas nos meios de transporte. O passageiro deve simplesmente validar seu tíquete em uma máquina quando entra na estação de metrô ou no bonde/ônibus. E não tem calote? Sim, tem! Só que, se os caloteiros forem pegos pela fiscalização, terão de pagar uma multa de 40 euros. Durante nossa viagem, vimos os fiscais – à paisana – entrarem em ação duas vezes.

Link útil:

MVV – Transportes públicos de Munique: contém informações sobre todos os serviços de transporte (mapas, tarifas etc) em alemão, inglês, espanhol, italiano e francês.

 

 

Share

Munique

Eduardo Camara - sexta-feira, 23 de outubro de 2009 - 11:06

Neues RathausDefinir um roteiro de viagem, pelo menos para mim, envolve duas coisas: interesse em conhecer os lugares e a acessibilidade dos destinos. A vontade de conhecer a Alemanha já vinha de algum tempo e, sabendo que a acessibilidade por lá é levada a sério, ficou fácil.

Começamos nossa viagem de férias em Munique, considerada por muitos como uma das cidades mais bonitas da Alemanha. Próxima aos Alpes e a diversos castelos medievais, a capital da região da Baviera também é conhecida por abrigar a Oktoberfest original e, como não poderia deixar de ser, pelo alto consumo de cerveja.

A primeira descoberta que fiz sobre a Oktoberfest aconteceu antes mesmo de viajarmos: ela começa em setembro, e não em outubro como o nome sugere. Aí o bobão aqui pensou: oba, vamos estar em Munique em plena Oktoberfest!!! Ingenuidade minha. A cidade fica lotada durante a época da festa, que começa na 2ª quinzena de setembro e termina no 1º domingo de outubro, e fica impossível conseguir um hotel sem muita antecedência. A solução foi viajarmos duas semanas antes e, mesmo sem ter visitado a Oktoberfest, valeu à pena!Não tem como ir à Alemanha e não beber uma cerveja

Uma boa dica para as pessoas com deficiência que pretendem visitar Munique é baixar online dois guias oferecidos pelo escritório de turismo local: o guia geral de acessibilidade de Munique (Arquivo PDF em inglês – 411 KB) e um outro contendo mais detalhes sobre os hotéis acessíveis da cidade (Arquivo PDF em inglês – 756 KB). Apesar dos guias não serem tãããão atuais (foram feitos em 2005), são um bom ponto de partida.

Share

Lateral Direita

Buscar

Banner da loja virtual Cavenaghi