Cris Costa - segunda-feira, 16 de maio de 2011 - 09:13

Cadeira nova é sempre uma alegria, né? Tá zerada, não empenou, enferrujou, tecido tá novinho e esticado. Mas e agora? Um ano se passou e como estão as cadeiras? Vou contar…
Um ano e meio depois, a TiLite é a mesma. A única alteração que fiz foi um ajuste no pedal, pois acabei pedindo a medida errada e tive que ajustar depois. Mas só, e por falha minha. A cadeira não apresenta nenhum barulho (nunca viu WD-40 na vida), o pouco que o encosto cedeu, acertei com as faixas de ajuste (que são feitas pra isso) e só. Nada empenado. Os pneus ainda são os mesmos (nunca furaram) as rodinhas da frente troquei por outras que tinham uma largura maior e por isso a cadeira iria pipocar menos. Sendo que essa cadeira é a que uso na rua, principalmente no Centro do Rio. Ou seja: ruas instáveis, pedrinhas portuguesas, sol, chuva. Os piores cenários possíveis. E a cadeira passou com louvor em todos os quesitos.
Agora a StarLite. Cadeira chinelinho, que tem vida boa. Só anda em casa e circulou algumas poucas vezes nas ruas do “Leblaum” como se fosse personagem de Manoel Carlos. Essa já viu WD-40 váaaaaarias vezes. Uma das rodas tá meio empenada, encostando no pneu, o que dificulta tocar a cadeira quando isso acontece. O encosto “afundou” muito. O tecido cedeu tanto, que quando vou na rua tenho que me ajeitar toda hora, pois vou escorregando, ficando quase deitada. Os freios já foram apertados e “reapertados” algumas vezes. Outro dia fui tentar tirar a roda grande pra limpar… nada. Acho que enferrujou e não sai dali por nada nesse mundo. Só não acho a situação da cadeira pior porque comprei ela pra ficar em casa. Se precisasse dela pra sair todo dia e circular, tava lascada. Horrível. Qualidade nota zero. Uma cadeira com uso tão restrito não deveria estar assim depois de um ano.

A roda esquerda com o parafuso encostando no pneu, e a roda direito com espaço entre o parafuso e o pneu.
Preciso dizer mais alguma coisa?
Fabio de Carvalho - sexta-feira, 6 de agosto de 2010 - 17:05
Com poucas opções de cadeiras e opcionais no mercado nacional, a gente acaba tendo que ser criativo pra poder adequar a cadeira às nossas necessidades. Depois do post que escrevi sobre a Star Lite, nosso leitor Fabio Henrique nos escreveu contando que fez algumas adaptações em sua cadeira do mesmo modelo. Segue o e-mail dele na íntegra contando as modificações que fez.
“Oi,Cris.
Vou tentar explicar…
Quando ganhei a star lite e sentei pela primeira vez achei um horror de pesada etc… pus a cabeça pra funcionar e hoje, após modificações, não troco a minha por nenhuma outra monobloco nacional. Ao fazer todas as modificações, enviei um e-mail com fotos para o fabricante, que nunca respondeu dando atenção.
1. Como você mesma diz no post, o tubo da cadeira que encaixa as rodas é realmente comprido.
SOLUÇÃO: colocar as buchas para uso específico com as rodas de magnésio e a cadeira fica um pouco mais estreita.
2. Quanto a altura frontal e pedal, fizestes o correto pondo roda 5″ e invertendo o pedal para frente dando melhor apoio aos pés.

3. Quanto aos freios, é questão de um bom ajuste, pois os meus nunca desregularam.
4. Para diminuir o peso da cadeira e deixá-la mais curta no seu comprimento, inverti o tubo de encaixe das rodas para frente . Creio que reduziu o peso em cerca de 40%. Fazendo isso, o peso ficou igualmente distribuído entre a parte frontal e traseira da cadeira. Mas vale salientar que na minha cadeira o tubo que encaixa a roda tem cambagem de 3 graus. Isso afasta um pouco a roda traseira e evita que a da frente encoste nela na hora do giro; fato este que inviabilizaria essa modificação. Mas você pode perguntar: a cadeira dessa forma não vira fácil para trás? Com roda 6″ é possível que sim se não estiver bem acostumado. Mas a roda 5″ resolveu esse problema para mim, bem como o da altura frontal já citado no item 2 acima.

5. Voltando aos freios tive que por outra placa de fixação nos mesmos. Além de ficarem mais baixos facilitando para não se machucar na hora da transferência, ficaram mais afastados por duas porcas entre uma placa e outra para que os mesmos pudessem alcançar os pneus e travar bem.

6. Já no corrimão, para não deslizar as mãos pus enrolada e bem justa uma mangueira transparente tipo de aquário. Em casas do ramo tem um tipo até melhor, menos espesso e mais flexível que a de aquário (até já fiz um comentário com foto no Blog anteriormente). Pra você ter idéia do quanto fica ótimo, na minha casa tem uma pequena rampa que para um tetra é dureza e eu não conseguia subí-la. Mas depois que coloquei essa tal mangueira no corrimão da cadeira, acabou meu obstáculo. Sem contar que não suja as mãos e não risca as paredes.”

Legal, né? Se você também tem alguma idéia legal, manda pra gente!
Cris Costa - quarta-feira, 30 de junho de 2010 - 11:39
Como disse no post anterior, acabei comprando uma Star Lite. Quando fui buscar a cadeira na loja, dei uma olhada, me pareceu ok, botei no carro e fui pra minha casa. Grande erro. É a mesma coisa que comprar roupa sem experimentar. Mas na pressa, achei que não precisava experimentar já que estava tudo na medida certa. Chegando em casa, fui passar pra cadeira nova e estranhei tudo. Pensei: isso é normal, com cadeira nova isso acontece, demora até a gente se acostumar. Mas não era bem assim. De cara senti que a cadeira estava bem mais larga do que estava acostumada. Mais um pouco e não passava nas portas de casa. E também estava alta, quase não entrava embaixo da mesa. Fora o ângulo do pedal que parecia ser de 90, o que eu não estava acostumada. Quase chorei. Mas também, santa ingenuidade né Batman?! Fiz o pedido com poucas medidas e nem sequer perguntei quais eram as medidas padrões do resto. E também não testei na loja pra ver ser estava tudo ok. Os meninos batem tanto isso aqui no Blog, e cometi esse erro. Depois de feito, não tinha muito o que reclamar. Pelo menos o que tinha medida específica veio certo. Mas precisava acertar a cadeira. Do jeito que estava, não dava pra ficar. Levei de volta na loja pra acertar.
Quanto a largura, além do corrimão estar no ponto mais largo, o tubo da cadeira era muito comprido. Com isso a cadeira deve ter ficado uns 7cm mais larga. 
O que é muita coisa. E a altura, ela veio com a roda dianteira de 6”, que é o padrão. E como não existe a opção de mexer na altura da cadeira, só me restava trocar a roda de 6” por uma de 5”. E quanto ao pedal, virei ele ao contrário. Assim a parte maior ficaria para frente me dando mais conforto. Tudo acertado, fui buscar minha cadeira uns 15 dias depois.
Agora sim poderia avaliar a cadeira melhor, já que estava nas medidas corretas. Duas coisas que notei diferença para outras que tive foi o freio e o esquema de dobrar o encosto. O freio achei bem legal, pois ele dobra, e assim facilita muito a transferência para o carro e cama. Mas para quem tem pouca força nas mãos pode não ser uma boa opção, já que é um pouco difícil puxar o pino para “desdobrar”. E é bom não esquecer de dobrar, ou o freio fica alto, dificultando a transferência, a roupa pode agarrar ou você corre o risco de ser violentado pelo freio. Ninguém merece!
Só uma pequena observação: a cadeira tem dois meses e os freios já precisam de ajustes. Algo que vejo acontecer muito nas cadeiras nacionais. Não entendo porque os freios não ficam firmes por muito tempo, mas enfim.

Já o esquema pra dobrar o encosto me pareceu interessante e foge um pouco das malditas cordinhas: tem duas travas atrás, uma de cada lado. É só girar pra destravar e dobrar, e depois girar de novo para travar.

Até ai, tudo bem. Tava gostando da cadeira. Só tinha achado o encosto muito frouxo e ele afunda muito. Isso pode ser resolvido com um encosto rígido, mas que custa em média R$ 250,00. E como no momento, não posso me dar esse luxo, fico com o encosto que afunda.
Testando a cadeira em casa, tudo bem. Chão retinho, deslizava que era uma beleza! Parecia leve e ágil, boazinha mesmo. Mas tinha que fazer o teste final: andar na rua. Assim que precisei ir na rua, resolvi que iria com essa pra ver como ela se sairia nas pedrinhas portuguesas. Sai de casa, e lá fui eu. Sofri!!! Depois de umas três braçadas senti a cadeira pesada e difícil de empurrar. Trepidava muito! Não achei que fosse ser tão difícil. Já me acostumei com a Tilite e por isso senti uma diferença absurda.
Depois de muito esforço consegui chegar onde queria, mas quase sem ar, rs. Fiz o que tinha que fazer, respirei fundo e voltei pra casa. Cheguei em casa e parecia que tinha corrido uma maratona, mas na verdade foram só dois quarteirões. Ou quatro se contar ida e volta. Não achei a cadeira ruim, mas pra realidade das pedrinhas portuguesas e levando-se em conta minha tetrice parcial, penei um pouco. Se tivesse que sair na rua todo dia com ela, em pouco tempo ia ganhar alguma “ite” (tendinite, bursite…).
Mas enquanto os fabricantes não melhoram a qualidade das cadeiras, a gente pode melhorar algumas coisas. Pouquíssimas, na verdade. Quanto à trepidação, uma roda inflável com certeza ajudaria muito. Já o fato do corrimão escorregar tem muito a ver com minha fraqueza nas mãos. Coisa de tetra. Quem é paraplégico, com certeza não ia sentir nenhuma dificuldade. Mas bem que os fabricantes nacionais podiam vender um corrimão coberto com vinil pra facilitar a nossa vida, né?
Os problemas que ela apresentou são comuns nas cadeiras nacionais. O fato dela trepidar, ter um corrimão escorregadio e ser “dura” de empurrar aconteceu com todas as outras que tive. Sinceramente, acho que devemos começar a exigir maior qualidade e mais opcionais dos fabricantes. Por enquanto, ainda acho a cadeira boazinha, mas uma cadeira mostra mesmo a sua qualidade é com o decorrer do tempo. Vamos ver como ela vai estar daqui há um ano!
Cris Costa - quarta-feira, 16 de junho de 2010 - 12:46
Depois de 10 anos com a mesma cadeira, vi que não dava mais pra adiar e era necessário trocar. Minha querida cadeira “chinelinho” velha de guerra mal saia do lugar. Ou melhor, eu mal saia do lugar com ela. Mega enferrujada, empenada, alguns pedaços querendo cair, tava me causando dor nos braços e me dava uma canseira danada só pra ir do quarto a sala.
Perai! Cadeira chinelinho? Que é isso? Bom, desde que comprei minha segunda cadeira, resolvi que deveria guardar a mais antiga. Primeiro porque é sempre bom ter um “estepe” e segundo porque quando chego ou saio de casa não preciso ficar montando e desmontando cadeira. A mais nova, que uso na rua, mora no meu carro. E a chinelinho fica na garagem, me esperando. Deixo ela lá quando entro no carro, e puxo de volta quando chego. Simples, e me evita aquela trabalheira de tirar e por cadeira no carro. É cadeira de ficar em casa, digamos assim.
Voltando. Como não dava mais pra adiar a troca, comecei a pesquisar quais opções de cadeiras eu teria. Não quis abrir mão do modelo monobloco, e por isso nem olhei para as com eixo em X que tem preços melhores. Restava saber quais marcas fazem esse modelo. Infelizmente só dois fabricantes tem modelos em monobloco: a Ortobras e a Ortomix. Como não conhecia nenhuma das duas, pois até então só tinha tido cadeiras da Tokleve, resolvi deixar o preço resolver. A mais barata, ganhava.
E assim minha primeira escolha foi a Ortomix. Me pareceu bem legal, e tinha o melhor preço, R$ 1.600. Mas na hora de escolher as medidas descobri três falhas graves (ao menos para mim): a largura do pedal tinha que ser a mesma do assento, não seria possível afunilar. Acho isso péssimo pois sendo tudo da mesma largura a cadeira acaba ficando larga e ruim de manobrar em muitos lugares. Fazer curva com uma cadeira assim pode ser um pesadelo. Outra falha é que existia a possibilidade de cobrarem pelo protetor de roupas. Achei um absurdo! Se eu tivesse pedido a cadeira com braço E protetor até podia tentar entender cobrarem extra, mas sem o braço? Nananinanaum. E por último, o prazo de entrega. Ao menos 90 dias. Só de pensar no meu braço empurrando meu chinelinho mega velho por mais 3 meses me doía tudo. Tive que deixar a Ortomix de lado e partir a única opção que restava que era a Ortobras.
O único modelo da Ortobras que é monobloco além da M3 é a Star Lite. Como não tinha nenhum modelo na loja, fiquei meio ressabiada em pedir só pelo que vi folheto. Mas me asseguraram que ela era igualzinha ao antigo modelo da Tokleve, a Tokleve M. Que era a minha chinelinho. Sendo tudo igualzinho não questionei nada e dei as medidas: largura do assento, cambagem, altura do encosto e do pedal e pedal afunilado. Fora isso, nada mais se ajusta. O preço nem era tão maior que o da Ortomix: R$ 1.800. Nas zilhões de parcelas que fiz, a diferença ficava bem diluída e não pesaria muito no bolso. Ah sim, e o prazo de entrega era mais interessante: 45 dias.
Uns dois meses depois, um pouco atrasado pois teve carnaval no meio, chegou a cadeira. Olhei pra ela e pensei: gostei! A cor me agradou e me parecia bem legal e confortável. Mas… o que eu achei da cadeira na prática? Conto em outro post!
Cris Costa - terça-feira, 27 de abril de 2010 - 14:45
Antes tarde do que nunca, né? Tarde não só porque a novela está quase chegando ao fim, mas também porque a Luciana já mudou de cadeira e agora usa uma motorizada. Ao menos não é uma cadeira elétrica, rs. Mas não queria deixar de falar um pouquinho sobre a cadeira da personagem, mesmo que superficialmente.
Enfim, como muitos já sabem é uma M3, atualmente fabricada pela Ortobras. Acho ela bonitinha e infelizmente não vou pode opinar tecnicamente a respeito dela, porque meu conhecimento técnico é quase nulo e não tive a oportunidade de testá-la. Mas o Christian falou um pouquinho dela no post sobre a Reatech.
A M3 hoje é uma das melhores cadeiras nacionais (se não é a melhor). Ela tem um design bem moderninho e bacana e também possibilita alguns ajustes que outras cadeiras monobloco não permitem. O que é bom, pois com o tempo você poder sentir necessidade de mudar algo na cadeira, e na M3 algumas alterações são possíveis.
Seu modelo básico está custando em média R$ 3.400. Quem quiser uma igualzinha a da Luciana vai ter quer desembolsar mais uns R$ 250,00 pelo encosto rígido e outros R$ 2.500 pela rodas X-Core. Sim, as rodas da cadeira que a personagem usa são importadas, de fibra de carbono e custam essa “pechincha”. Mas quem não quiser desembolsar essa grana toda, tem como opção as rodas de liga leve (veja foto abaixo) que custam um pouco menos: R$ 1.200. Infelizmente não sei dizer se essas rodas de liga leve são boas e se não empenam faciltamente, mas pelo menos são um pouco mais baratas. Ah, a cadeira também tem opções de cores que aumentam um pouquinho mais o seu preço. No caso da Luciana, a cor é violeta e você pagaria mais R$ 80,00 por ela.
Ou seja, quem quiser a cadeira da Luciana vai ter que desembolsar a bagatela de R$ 6.230. Só chorando, né? Mas pra quem pode e não tem como importar uma, vale a pena. Entre as que temos por aqui, é o que há de melhor.
Mas, pra mim, a pergunta que não quer calar é: porque diabos ainda não desenvolveram um método mais eficaz que essa cordinha pra dobrar o encosto???

Cordinha...
Obs: Os preços citados são uma estimativa, podendo variar para mais ou para menos dependendo da loja ou site.
Fabio de Carvalho - quinta-feira, 1 de outubro de 2009 - 12:08
Há alguns posts atrás escrevemos um breve comentário sobre as rodas de magnésio. Porém, recebemos um email de um leitor que tem uma opinião diferente e encontrou uma solução bem legal para o corrimão. Segue o comentário do Fabio, que é de Maceió:
“Discordo quando você diz no blog que as rodas 24″ de magnésio não são boas pra cadeira.Tenho uma Star Lite, da Ortobrás, toda alterada no centro de gravidade, freios mais baixos, com cambagem de 3 graus e com as rodas de magnésio que são excelentes no design, resistentes, fáceis de limpar, deixando ainda a cadeira um pouco mais leve.
No tocante ao aro de impulsão para que não deslize as mãos, a perfeita solução barata é enrolar o mesmo com mangueira transparente tipo de aquário. Se encontra também um tipo menos espesso e mais flexível que é ainda melhor que a de aquário, em lojas do ramo”.
E você? Tem alguma dica legal? Manda pra gente!
Nota do Eduardo: ocorreu um mal entendido (culpa minha) em relação ao termo “roda de magnésio”. Eu estava me referindo às Mag Wheels, rodas comumente encontradas nos catálogos da Quickie e algumas outras marcas. O termo “Mag Wheel” (roda de magnésio) é usado genericamente para rodas feitas de plástico, com poucos raios e de baixa qualidade.