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Games!

Cris Costa - quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 - 08:59

Há pouco tempo resolvi testar o tal do Nintendo Wii. Tava de bobeira, vi o jogo e pensei “Por que não?”. Como nunca fui muito ligada nesse mundo de games, não tinha muita expectativa em relação ao jogo, apesar de ouvir falar que o Wii era diferente e bem mais divertido. Enfim, achava que era tudo balela.

E não é que me enganei? Depois de apanhar um tanto pra aprender a mexer no controle e entender como funcionavam os jogos e os movimentos, me peguei completamente viciada. Consegui jogar a maioria dos jogos sem o menor problema. Mas o meu preferido acabou sendo o boxe. Adoreeei! Soco-soco-pow, pow-soco, apanho, descanso o braço-ufa, soco-soco-pow-knockout! Yeahhh!!! Foi meu momento Muhammad Ali. E quem disse que jogar não cansa, nunca jogou Wii. Depois de alguns rounds de boxe, sets de tênis, boliche,  jogos de inverno e Mario Kart (com direito a marcha-ré na largada, rs) fiquei mega cansada e acordei no dia seguinte com a sensação de ter feito um triatlo na categoria Iron Man. Tudo doía. Mas valeu cada musculinho doído, a brincadeira é boa e não deixa de ser um bom exercício.

Assim, achando que tinha descoberto a pólvora, fui comentar com o povo do Blog o quanto o jogo era bacana e possível de ser jogado até por um tetra (dependendo da limitação).  E é claro que eles já tinham jogado. Nas conversas sobre jogos, o Nick comentou sobre outras plataformas (PS3 e Xbox) que já têm jogos no mesmo estilo do Wii.

O Nick fez o seguinte comentário:

O  Wii tem sido usado por clínicas de reabilitação para recuperação de coordenação motora, entre outras coisas. Eu já tive um e cheguei à conclusão que iria me matar jogando Wii (quedas da cadeira jogando boxe, mãos quase decepadas jogando golfe, arremessos de controle jogando tênis, princípio de bursite jogando Need For Speed etc.), por isso vendi o meu Wii e comprei um PS3.

Kinect (acima), PS3 Move (esquerda) e Wii (direita)

Ele chegou a tentar o Kinect, um equipamento para o Xbox 360 que “filma” a pessoa, capta seus movimentos e aplica ao jogo sem que seja preciso segurar nenhum controle, mas parece que o game da Microsoft tem uma falha e cadeirante acaba não conseguindo jogar.

“No Kinect, quando tentei fazer a calibração em um jogo (não lembro qual), na tela aparecia um bonequinho tentando sobrepor minha imagem repetindo meus movimentos. Em alguns momentos, os braços do boneco até acompanhavam os meus, às vezes com um pouco de atraso, mas o resto do corpo do boneco não se mexia. Desconfiei que fosse problema do jogo e  pedi para um garoto que estava ao meu lado entrar na minha frente e se mexer para a câmera. O jogo logo o reconheceu com todos os movimentos. Voltei e tentei esticar a perna pra fora da cadeira, mas também não deu resultado.

Pelo que já li a respeito, a explicação está no software do jogo, que tem na memória um modelo humano em pé e busca identificar na imagem captada um formato que se aproxime. Usa inclusive algoritmos da tecnologia OCR (reconhecimento de caracteres). Talvez a melhor saída seria a Microsoft criar uma opção para marcar um ponto do corpo abaixo do qual os movimentos não seriam considerados, mas os jogos também deveriam ser adaptados para esse tipo de configuração.

De qualquer forma, observando as pessoas jogarem, percebi que a sensibilidade do Kinect ainda é menor que a do PS3 Move (controle sensível a movimento do PS3) e provavelmente inferior ao Wii, por isso os leitores mais `gamers` do blog não precisam ficar tão tristes. Há boas opções com acessibilidade para todos.”

Já experimentou esses jogos? Conte-nos sua experiência!

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Livros sobre cadeirantes

Eduardo Camara - segunda-feira, 29 de novembro de 2010 - 09:36

Quem ficou cadeirante no meio da vida sabe o desespero que é correr atrás de informações para conseguir entender um pouquinho melhor o que aconteceu e como o corpo vai funcionar dali em diante. Da mesma forma, conhecer a história de outras pessoas que passaram pela mesma situação também é muito importante para enxergar que há vida após a cadeira de rodas.

Hoje em dia a Internet facilita muito essa busca, tanto pela existência dos blogs e sites sobre o assunto quanto pela possibilidade de conversar com outros cadeirantes mais experientes em qualquer lugar do Brasil e do mundo. Ainda assim, há livros que contam histórias muito interessantes e que valem a pena ser lidos. Fiz uma lista de alguns que já li, com um pequeno resumo, e quem tiver outras dicas coloca aí nos comentários!

Feliz Ano Velho (Marcelo Rubens Paiva)

Esse é o clássico dos livros sobre cadeirantes. Como quase todos os outros livros sobre o assunto, é autobiográfico e conta a história do autor, que ficou tetraplégico durante a época da faculdade. A história se passa há 30 anos atrás, quando a reabilitação era ainda mais dura do que hoje em dia, mas conta com detalhes como é a volta para casa, o relacionamento com amigos, família e namoradas. Impossível não se identificar com alguma coisa… É um ótimo livro, vendeu pra chuchu e criou uma legião de fãs para o Rubens Paiva. Já tinha lido na época de andante e li novamente como cadeirante. Altamente recomendado!

Revolução Sexual Sobre Rodas (Fabiano Puhlman)

É um livro mais técnico, escrito pelo psicólogo Fabiano Puhlman, que é cadeirante. Não conta a história de vida do autor, mas fala sobre situações vividas por algumas pessoas. O livro é elogiadíssimo por terapeutas, mas eu não gostei tanto. Talvez pela abordagem distanciada, ou porque o li quando já tinha descoberto a maior parte das informações sobre o assunto.  Na minha opinião, a ficha cai melhor quando a gente se identifica com a história e os personagens.

Minha Profissão É Andar (João Carlos Pecci)

Conta a história do irmão menos famoso do Toquinho. Dizem que o autor é gente finíssima – não o conheço pessoalmente -, mas o livro é chaaaato pra chuchu. No livro, o autor tem uma obsessão danada por andar com aparelhos e de repente serve como fonte de inspiração para quem tem o mesmo objetivo. Pra mim, a leitura foi uma tortura e só completei porque, assim como o autor tinha obsessão por andar, eu tinha por conseguir informações sobre reabilitação e lesão medular. Recomendo apenas para os igualmente obsessivos.

Velejando a Vida (João Carlos Pecci)

Segundo livro do Pecci, que conta a história dele tentando engravidar a mulher. Ok, resumi demais. Mas basicamente é isso aí mesmo. Achei melhor que o “Minha profissão…” e é um livro interessante para quem é lesado medular e está planejando ter filhos, mas não fala quase nada sobre a primeira fase da reabilitação.

No Silêncio do Sexo (Ricardo Marcondes)

Quando li esse livro, adorei! Tinha conhecido o autor – um sujeito pra lá de carismático – em um curso no CVI do Rio e corri atrás do meu exemplar. O livro aborda o sexo antes e depois da lesão de uma forma natural e sem pudores com a qual me identifiquei de imediato. Claro que eu sou muito menos canalha e galã  do que o autor, mas vivi várias das situações relatadas no livro. A primeira ida dele ao motel é um clássico! Recomendo, principalmente para os homens.

Na Minha Cadeira ou na Tua (Juliana Carvalho)

Last, but not least, o livro da Ju. É o mais recente de todos esses e muito, muito atual. Ju é uma menina fantástica e conta sua história sem dar voltas, indo direto ao ponto. Fala sobre o começo da vida de cadeirante, a reabilitação, os namoros, sexo, trabalho, família e tudo mais. Para quem quer ter uma idéia de como é o livro, basta ler o blog da autora, que também apresenta um programa na TV Assembléia do RS. Recomendadíssimo para as meninas e também para os mais jovens!

E você,  já leu algum desses livros? Dê sua opinião!

***

Quebra de Script (Thomaz Magalhães)

Lembrei que também tinha lido esse livro após o comentário da Juliana Oliveira aqui no post. O Quebra de Script conta a história de Thomaz Magalhães, um empresário bem sucedido que virou cadeirante após cair do cavalo (literalmente). O livro é bastante focado na questão da superação e o autor faz um paralelo da sua reabilitação e determinação com o mundo dos negócios. Ele parece uma pessoa fantástica (fiquei com vontade de conhecê-lo), mas eu diria que o livro é mais sobre negócios e religião – Thomaz é um católico pra lá de dedicado – do que outra coisa. “Quebra de Script” pode ser bem interessante para quem busca apoio na fé, mas não me identifiquei com a história.

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Do outro lado… (7) Experiências

Nelci Burtet - sexta-feira, 11 de junho de 2010 - 11:59

Depois da temporada no  Sarah, a volta para casa parecia sob controle. Nickolas saía mais de casa e continuava a fisioterapia. A cidade era pequena e tranquila, ele andava de cadeira para se exercitar e, acompanhando, a irmã ia de patins. Na subida ela ajudava empurrando, na descida se apoiava na cadeira e ele vinha segurando. Isabella sempre foi muito companheira.

Naquela época ainda usava o coletor de urina: uma camisinha com uma mangueira que conduzia a produção até uma bolsa amarrada na perna. Ele aproveitava para despejar o xixi no jardim. Como era quase sempre no mesmo lugar, naquele pedaço a grama ficava verdinha, bonita.

Em agosto/95 foi o grande passo para a vida independente, quando ele retornou para a faculdade em Curitiba. Aí foi meu terceiro parto: como ia deixar meu filho, na cadeira de rodas, ir pra uma cidade a 600Km de onde eu estava?  Fui junto!

Os prédios dos cursos de engenharia do Centro Politécnico e não tinham adaptação nenhuma. Foi nossa primeira batalha para conseguir acesso às salas de aula. Era incrível, mas a faculdade de engenharia tinha um monte de degraus e nenhuma rampa. Aí pensei: será que nunca estudou um cadeirante aqui? No começo, foram colocando as turmas dele nas salas do térreo, com fácil acesso. Quando não teve mais jeito, fizeram umas adaptações com umas rampas toscas de madeira dizendo que eram “provisórias”. Ele se formou há 10 anos e as tais “rampas provisórias” estão lá até hoje…

Depois de algumas semanas vim embora. Retomei minha rotina. Mas deixei com ele uma pessoa que morava comigo há anos. No começo deu certo, mas depois ele preferiu ficar sozinho. Pra mim era uma aflição constante, mas eu tinha que respeitar.

1998 – um ano do cão! Aconteceu o melhor e o pior, mas no final tudo acabou bem. Minha filha fazia 15 anos e queríamos dar a ela uma festa tradicional. Fomos organizando, mas o medo que não desse certo era terrível. Por quê? Um problema muito comum entre cadeirantes são as infecções urinárias, e o Nickolas não escapou delas. As infecções recorrentes criaram nele uma super-bactéria super-resistente. Justamente na época da festa o bicho resolveu se manifestar e ele ficou muito mal. Parecia um cadáver, magro e pálido, mas não se entregava. Apesar disso, ele foi à festa. Foi maravilhosa, minha filha ficou muito feliz. No dia seguinte, nos mandamos para Curitiba e o Nickolas foi internado à beira de uma septicemia. Tratamento de grosso calibre com antibióticos.

A tal super-bactéria que há anos tentávamos matar era a famigerada Pseudomonas aeruginosa. Bichinho infame. Não tinha antibiótico que acabasse com ela. Tentou-se de tudo. Umas das experiências foi mandar a bactéria literalmente “pro vinagre” injetando ácido acético (esse de conserva mesmo, mas manipulado em laboratório) pela uretra, para mudar o pH da bexiga e quem sabe fazer o bicho se mandar de lá. Ele ficava muito mal cada em cada aplicação, mas a bactéria resistia.

A parte técnica da coisa (com a ajuda do Nickolas para lembrar dos nomes): o problema todo era causado pela tal bexiga neurogênica hiperativa (clique nos links para mais explicações), que provocava um refluxo vésico-uretral e agravava um quadro de hidronefrose. Ou seja, além de aguentar a bactéria, ele ainda estava com os rins sendo comprometidos. Uma das formas para aliviar a bexiga neurogênia era a aplicação de botox, mas isso seria temporário e precisaria de reaplicações frequentes. Para resolver o problema de forma definitiva, o médico propôs fazer uma cirurgia que não era usual no caso dele, seria uma experiência (mais uma). Ele já era maior de idade e estava lúcido, assinou um monte de autorizações, mas era isso mesmo: ou ia pra faca ou morria. Nem sei quantas horas durou a tal operação, mas me contaram que puseram música clássica e o médico deu mais de mil pontos, emendando um pedaço de intestino na bexiga. Isso faria com que ela ficasse maior, diminuindo o refluxo da urina para o rim.

Quando saímos do hospital (sim, ele sobreviveu) teve o pós-operatório. Lembro que num domingo entupiram todas as sondas que tinham colocado na barriga do Nickolas (umas quatro ou cinco). Jesus! Levei o moço para uma emergência, catei um médico que estava fazendo cooper (irmão do que operou), e ele deu um jeito de desentupir tudo.

Depois de uns 6 meses, tudo já estava funcionando direitinho. VITÓRIA! (que por sinal é o significado do nome Nickolas). E foi uma vitória dupla: além de acabar com a cepa (nunca mais teve infecções urinárias graves), ainda resolveu o problema da incontinência. Coletor nunca mais, agora só no cateterismo de alívio. Daí por diante ele melhorou muito, tanto de saúde quanto na qualidade de vida. Terminou a faculdade e, no dia da formatura, minha maior emoção foi quando ele ergueu o braço com o diploma na mão e gritou: VALEU DONA NELCI!

Experiências às vezes causam um certo receio, mas quando não temos outra opção, arriscamos. Se dão certo, agradecemos um sem-número de vezes àqueles que tiveram a capacidade e a coragem de experimentar. E depois contamos a história para todo mundo aproveitar…

Clique aqui para ver os outros capítulos da história “Do outro lado…”

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Do outro lado… (6) Hospital Sarah

Nelci Burtet - sexta-feira, 4 de junho de 2010 - 08:59

Nickolas teve também um problema de calcificação no joelho: a articulação estava “empedrando” (calcificando) e comprometendo a amplitude do movimento. O ortopedista que cuidava dele indicou fazer radioterapia para impedir o avanço da coisa. Não é que deu certo! Foram umas sete viagens para Curitiba no mês de novembro/94. Lembro que numa delas aconteceu algo muito engraçado. Após a lesão, ele sentia um “arrepio” quando o intestino ia funcionar. De repente, no meio do nada, ao redor só tinha mato, pediu para parar, porque não dava pra esperar. Estávamos levando a cadeira de banho no carro, montamos na beira da estrada, isolamos com umas toalhas e o problema foi resolvido.

Mais fortalecido, apesar de continuarem as infecções hidráulicas (urinárias), em fevereiro/95 conseguimos vaga para o tratamento no Hospital Sarah em Brasília. Hoje já existem unidades em outras cidades. O hospital foi fundado na época da construção da nova capital, para tratamento e recuperação dos acidentados nas obras. Hoje eles são pólos importantes para recuperação de traumatismos
físicos e cerebrais. 

Na primeira consulta o médico perguntou ao Nickolas o que ele esperava do tratamento:

- Sair andando, doutor.

- Aqui a gente não faz milagres.

Direto e objetivo. Era a realidade, apesar de ainda alimentarmos esperanças. Mas, se ele não saiu de lá andando, houve um enorme avanço: saiu independente. Em quarenta dias de tratamento médico, fisioterápico e psicológico, Nickolas aprendeu a viver praticamente sozinho. Algumas coisas necessárias para ser totalmente independente não podem ser ensinadas, cada pessoa precisa aprender por conta própria. Tentar fazer sozinho, sem ajuda, mesmo que quebre a cara, para aprender com o erro. Isso vem com o tempo. Enquanto isso, eu me conscientizei que não deveria fazer por ele o que ele mesmo podia fazer.

As pessoas que convivem com “lesados” acham que tem que fazer tudo para facilitar a vida deles. Na verdade isso é um grande erro, porque gera o comodismo, além de não desenvolverem a capacidade física que resta. Não foram poucas as vezes em que eu, bem madame, saía do carro e deixava o Nickolas se virando com a montagem da cadeira e transferência. Nas rampas mais leves eu também evitava empurrar a cadeira. Aí as pessoas passavam e se ofereciam pra ajudar. Deviam pensar que eu era uma mãe cruel. Faz parte. Aprendi a duras penas que ajuda só é boa se solicitada (às vezes ainda esqueço). Aquele tempo de convivência com outras pessoas me deu certeza de que não era a primeira e, infelizmente, não seria a última a enfrentar uma situação assim.

Alguns casos marcaram nossa permanência lá: 

  • uma mãe que ficou tetraplégica brincando com o filho num toboágua;
  • um rapaz do norte, vítima da queda de uma árvore;
  • uma jovem do sudeste que foi atingida por uma bala perdida quando estava no trampolim na piscina da escola;
  • um rapaz do centro-oeste atingido também por arma de fogo: este marcou especialmente porque ele não aceitava ainda sua condição. Ia para o ginásio de fisioterapia fazer os exercícios de bota, calça jeans, camisa de peão, cinto de cowboy e chapéu. Não queria nem saber de ficar numa cadeira de rodas. No final, aceitou a situação e aprendeu até a empinar.

Às vezes penso comigo: onde e como estarão essas pessoas? 

Após um ano, já em fevereiro/96, voltamos ao Sarah para fazer uma nova avaliação. Na segunda vez que fomos a Brasília, levei junto minha filha Isabella e acabamos ficando num hotel. Aí o bicho pegou. O hotel não tinha absolutamente nenhuma adaptação no banheiro. O chuveiro ficava dentro de uma enorme banheira, com meio metro de muro. Pior: a cadeira não passava na porta do banheiro. Para tomar banho, eu pegava o Nickolas embaixo dos braços e a Isabella (era mirradinha, tinha só 12 anos) nos joelhos. Nós duas fazíamos a força e ele corria o risco. Cada vez que a gente conseguia, comemorava.

Hoje vejo também de forma diferente a questão da acessibilidade nas construções:

  • rampas: não são boas só para cadeirantes, são ótimas pra todo mundo;
  • portas: é melhor que sejam mais largas que tudo passa com maior facilidade. Odeio portas que a gente tem que passar de lado;
  • banheiros: pra que colocar banheira em hotéis? Ninguém usa. É melhor fazer um box maior que dá condição pra todos.

As coisas estão melhorando. Novas exigências arquitetônicas fazem das construções e espaços públicos lugares mais acessíveis. A batalha continua…

Clique aqui para ver os outros capítulos da história “Do outro lado…”

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Vivendo a vida

Nickolas Marcon - sexta-feira, 14 de maio de 2010 - 22:43

“Antes o que eu mais queria era levantar dessa cadeira, mas hoje eu quero fazer tantas outras coisas antes de voltar a andar…”

Personagem Luciana da novela ‘Viver a Vida’

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Curso no CVI – Compreendendo a Lesão Medular – 2010

Eduardo Camara - segunda-feira, 26 de abril de 2010 - 13:58

Nessa semana começa mais um curso Compreendendo a Lesão Medular, oferecido pelo CVI-Rio. Não canso de repetir que esse curso foi tão importante para minha reabilitação quanto as sessões de fisioterapia e terapia ocupacional. No curso, ministrado pelas ótimas Sheila Salgado e Beth Caetano, temos uma enxurrada de informações sobre tudo que está relacionado à lesão medular. Há ainda a oportunidade de trocar idéias com outras pessoas que já reabilitadas, que sempre passam pelo curso para visitar o CVI e conversar com os mais novos.

O CVI promove o conceito de vida independente e é uma ONG bastante séria. Além de cursos sobre diversos temas relacionados à deficiência, ele também oferece vagas de emprego, assessoria em acessibilidade e uma série de outros serviços e tem uma oficina especializada em adequação postural e equipamentos para facilitar as atividades do dia a dia, como adaptações para talheres, canetas etc.

Até a Luciana de Viver a Vida já falou sobre o CVI em seu blog!

Não percam a oportunidade de fazer esse curso, pois não existe nada semelhante aqui no Brasil. Oportunidade imperdível, e de graça!

Curso Compreendendo a Lesão Medular
Local: CVI-RIO – Estacionamento da PUC-RIO, próximo ao Planetário da Gávea
Data: A partir do dia 28/04/2010, toda quarta-feira
Horário: 19:30h às 21:30h
Público-alvo: pessoas com lesão medular, familiares, amigos, estudantes e profissionais da área
O programa do curso aborda: conhecimentos sobre a lesão medular; cuidados com a pele, bexiga e intestino; problemas clínicos associados; sexualidade; nutrição; medicações; equipamentos; reabilitação; vida independente; esporte, lazer e outros temas.

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