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Mão na Roda em Santiago 7 – Bellavista e Providencia

Eduardo Camara - terça-feira, 1 de abril de 2008 - 09:11

Casas coloridas em Bella VistaUm dos lugares mais legais de Santiago é o bairro Bellavista. Repleto de bares e restaurantes, que ficam lotados no final de tarde e à noite, este bairro abriga gente de todas as idades. Bellavista é a região no entorno das ruas Pio Nono e Constitución, entre o rio Mapocho e o Cerro San Cristóbal. Conhecido pelas suas casas coloridas, é lá também que fica uma das entradas do Parque Metropolitano, onde se pega o funicular (não acessível) rumo ao topo do cerro. Perto dessa entrada está La Chascona, uma das casas de Pablo Neruda que hoje abriga a fundação com o nome do Poeta. Infelizmente, a casa tem escadas por todos os lados.

entrada do banheiro adaptado no Patio Bella VistaFunicular inacessível, casa cheia de escadas… Opa! Mas nem tudo em Bellavista é ruim para os cadeirantes. Há muitos e muitos bares e restaurantes no nível da rua e boa parte das esquinas têm rampas. Os locais despojados, com mesas de ferro na calçada, lembram os botecos do Rio. A grande diferença está nas garrafas de 1 litro de cerveja, presentes em quase todas as mesas. Para quem procura mais conforto, existem também ambientes mais sofisticados. A dica é dar uma volta pelos 3-4 quarteirões principais e escolher o que mais lhe agrada!

De qualquer forma, não deixe de dar um pulo no Patio Bellavista. Lá existem bares, restaurantes, lojinhas, uma sorveteria – pra variar – rampas para todos os ambientes e um banheiro adaptado para cadeirantes. Tudo bem que há um pequeno degrau na entrada para o banheiro (santa incoerência!), mas ele é bem espaçoso, como poucos que vi no Chile.

interior do Patio Bella Vista

Outro bairro imperdível é Providencia. Esse bairro – enorme por sinal – é cortado pela avenida de mesmo nome. Acredito que seja praticamente impossível alguém viajar para Santiago e não passar por Providencia, mas o que recomendo é dar uma boa volta a pé pelas suas ruas, tomar um sorvete, passear descompromissadamente.

duas fotos da av. Suécia durante o dia

Há desde grandes lojas de departamento a pequenos restaurante charmosos e, à noite, não é difícil encontrar ruas cheias de gente. A mais famosa delas, Av. Suécia, é conhecida por seus bares e boates. Para quem conhece, lembra muito o shopping Downtown, na Barra da Tijuca. Acabamos passando por lá apenas de dia, e quando o sol se pôs preferimos ir para uma outra rua de Providência menos conhecida, mas muito agradável – desculpe-me por não lembrar o nome. Segundo uma amiga que mora em Santiago, a Avenida Suécia era um lugar meio “roubada”, e que provavelmente estaria lotado de brasileiros naquele sábado de carnaval. Um amigo que esteve no local em outra ocasião teve opinião semelhante, mas se você, leitor, quiser verificar por conta própria, saiba que a maior parte dos estabelecimentos de lá fica no nível da rua, sem barreiras arquitetônicas. Só não sei de banheiros adaptados…

E se você tiver uma opinião ou dicas a mais, conte pra gente!

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Veja também:
Mão na Roda em Santiago – parte 1
Mão na Roda em Santiago – parte 2
Mão na Roda em Santiago – parte 3
Mão na Roda em Santiago – parte 4
Mão na Roda em Santiago – parte 5
Mão na Roda em Santiago – parte 6

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Mão na Roda em Santiago 6 – Los Dominicos: artesanato típico chileno

Bianca Marotta - sexta-feira, 14 de março de 2008 - 09:03

Como você já deve ter percebido, Santiago esconde uma porção de ruas e locais charmosos e agradáveis. Los Dominicos não foge à regra. Situado em Las Condes, o centro artesanal Pueblito de Los Dominicos surpreende não apenas pelas peças à venda, mas também pela simpatia e charme do local em si.

Colado à Paróquia San Vicente Ferrer, à primeira vista o mercado não aparenta o tamanho que tem. Formado por casinhas de adobe e palha, o local, que a princípio se assemelha a uma vila, desdobra-se em ruazinhas e pequenas vias, ocupando uma área de 27.000 m2. O espaço, além de divulgar o artesanato de todas as regiões do Chile através de peças de tecelagem, madeira, cerâmica, couro, palha, ourivesaria, pedras preciosas entre zilhões de outras, também é palco de eventos gastronômicos, culturais e aulas de artesanato.

Pátio interno de Los Dominicos

Para chegar lá, é bem simples. Los Dominicos fica no final da Avenida Apoquindo, nº 9085, quase chegando no Camino El Alba, pertinho do Observatório Astronômico Cerro Calan. Basta seguir a Avenida Apoquindo até o fim, pois ela termina na praça onde a Paróquia e o mercado se encontram.

Rua dentro de Los Dominicos

Mas, apesar de toda sua simpatia e beleza, o local tem problemas de acesso. Formado por pequenas alamedas de terra batida, o piso apresenta algumas irregularidades. Banheiros adaptados não estão presentes no mercado, mas encontramos um bem próximo, no posto “On The Run”, na Av. Apoquindo esquina com Camino El Alba.

Restaurante em Los DominicosSim, eu sei. Esse último parágrafo não pareceu muito animador. Mas Los Dominicos é tão bacana, que vale à pena o esforço. Além disso, há rampas (ainda que íngremes) em praticamente todos os trechos e você certamente passará uma tarde muito agradável por lá, seja conhecendo o artesanato chileno, apreciando deliciosas empanadas de queijo ao forno ou comprando presentes. Se você curte artesanato, visitar o Pueblito Los Dominicos é um passeio obrigatório em Santiago.

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Veja também:

Mão na Roda em Santiago – parte 1
Mão na Roda em Santiago – parte 2
Mão na Roda em Santiago – parte 3
Mão na Roda em Santiago – parte 4
Mão na Roda em Santiago – parte 5
Mão na Roda em Santiago – parte 7

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Mão na Roda em Santiago 5 – Cultura, minissaias e caranguejo gigante

Eduardo Camara - segunda-feira, 3 de março de 2008 - 09:04

Centro Histórico de Santiago

mapa do centro histórico de SantiagoJá falei que o verão é quente em Santiago? E sobre o clima seco? O calor é forte e, aliado à pouca umidade da capital do Chile no verão, torna quase que obrigatório andar com uma garrafa d’água à mão durante os passeios a pé pela cidade, como o que vamos mostrar hoje no blog.

Sim, a pé é o melhor jeito de se conhecer o centro de Santiago! Uma boa dica é chegar ao centro de ônibus, pois as estações de metrô por lá não são acessíveis. Até dá para ir a pé da estação acessível mais próxima do centro, Baquedano, mas são uns bons 2 Km de distância.

Palácio de La MonedaJá no centro, há muitos locais próximos que podem ser visitados. O Palácio La Moneda, atual sede do governo chileno, é um bom ponto de partida. Foi lá que o ex-presidente Salvador Allende suicidou-se durante o golpe militar que deu o poder ao ditador Augusto Pinochet, presidente do país de 1973 a 1990. Hoje em dia, o Palácio abriga o gabinete da presidente do Chile e tem seu pátio interno aberto a visitas. Há também um centro cultural que funciona no subsolo do palácio e abriga diversas exposições e outros eventos culturais. Para entrar no pátio do palácio há rampas. Já para o centro cultural, que também tem banheiros adaptados, o acesso é por elevador.

Se estiver com tempo, experimente circular pelas ruas do centro sem compromisso. Dê uma volta no Paseo Bulnes (rua de pedestres que fica próxima aos fundos do La Moneda), entre numa ou outra ruela e aproveite o visual dos prédios antigos e bem conservados. A maior parte das calçadas do centro é boa e tem rampas nas esquinas.

Por lá também encontramos alguns “cafés com pernas”. São cafeterias onde as garçonetes, vestindo minissaias e com as pernas de fora (daí o nome), servem os clientes a partir de um piso um pouco mais elevado. Digamos que, para os cadeirantes, a visão é muito agradável e eu recomendo (vou tomar cascudo da Bianca!).

Degraus no Museu de Arte Pré-ColombianaAlgumas quadras distante do Palácio La Moneda está o Museu de Arte Pré-Colombiana. Não é um museu grande, mas gostei do que vi. A exposição que vimos,  intitulada “Sexo e poder”, era bastante interessante… Para circular dentro do prédio, volta e meia nos deparamos com um batente/degrau isolado (nunca mais do que 1). Esses batentes variam de 10 a 25cm de altura, e ficam em lugares onde facilmente caberia uma rampa. Também não há banheiro adaptado, mas existe um elevador que leva as pessoas ao 2º andar, onde está a exposição principal do museu. Resumindo: se você é cadeirante, vai precisar de uma pequena ajuda aqui e ali, mas não deixe de visitar o museu! Dica: domingo a entrada é gratuita.

Bem pertinho do museu fica a Plaza de Armas. É uma grande praça, cercada por prédios históricos e com bastante movimento. Lá fica a Catedral Metropolitana de Santiago, enorme, imponente e sem um degrauzinho sequer na entrada. Além da catedral, na praça também fica o prédio principal do correio chileno (infelizmente, inacessível)  e mais alguns outros.

Catedral - Plaza de Armas

Andando na direção norte, rumo ao Rio Mapocho, chega-se ao Mercado Central. Aproveite para ir pela rua que fica ao lado esquerdo da Plaza de Armas, pois é uma rua apenas para pedestres. São algumas quadras de caminhada, mas a calçada é ótima e o tempo passa rápido. No meio do caminho há um shopping e ele é um bom lugar para tomar um sorvete Bravissimo ou dar um pulo no banheiro. O único porém é que a porta do banheiro adaptado do shopping abre pra dentro e alguém com uma cadeira larga não vai conseguir fechá-la.

No Mercado Central, prepare-se para a multidão de garçons tentando te atrair para um dos milhares de restaurantes de frutos do mar que lá existem. Sim, isso é muito chato, e eu sempre me lembro dos gringos sendo assediados por vendedores de artesanato em Copacabana quando algo assim acontece comigo. Na boa? Depois do 5º “no, gracias”, passei simplesmente a ignorar os garçons chatos.

Peixes e frutos do mar no Mercado CentralA variedade de peixes e frutos do mar no mercado impressiona. Os preços, mais ainda: camarão graúdo e salmão sendo vendidos pelo equivalente a R$ 10 / Kg (!!!). Há também algumas barraquinhas como aquelas do Largo da Carioca vendendo um monte de produtos naturais e ervas, além de barracas com frutas como pêssego, damasco, cereja etc.

Banheiro As entradas do mercado têm rampa, e tirando a grande quantidade de pessoas por lá, o piso é liso e a circulação fácil. No banheiro do Mercado Central existe uma cabine “adaptada”. Sim, adaptada com aspas pois, apesar dela ser mais larga do que as outras, tive que fazer altos malabarismos para poder encaixar minha diminuta cadeirinha lá dentro. Logo, se estiver apertado, o shopping perto ou uma das cabines existentes nas ruas são opções melhores.

CentollaDepois de rodar um bocado pelos corredores do mercado, escolhemos um dos restaurantes e a comida – frutos do mar – estava muito boa. Apesar de um amigo ter recomendado a tal Centolla, um caranguejo gigante e, segundo ele, tão bom quanto lagosta, acabamos não pedindo uma pois a mais barata custava em torno de 200 reais. Isso mesmo, DUZENTOS REAIS. Por sorte, um casal abonado que estava sentado ao nosso lado pediu o valioso prato e presenciamos o ritual do garçon destrinchando a bichona. Pagamos o mico de pedir para tirar fotos do super-caranguejo (não fomos os únicos) e quase pedi um pedaço também, mas não sou tão cara de pau assim… ;-)

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Links:
Centro Cultural Palacio La Moneda
Museu de Arte Pré-Colombiana
Fotos do Mercado Central – Flickr
Fotos Plaza de Armas – Flickr
Fotos Paseo Bulnes - Flickr

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Veja também:
Mão na Roda em Santiago – parte 1
Mão na Roda em Santiago – parte 2
Mão na Roda em Santiago – parte 3
Mão na Roda em Santiago – parte 4
Mão na Roda em Santiago – parte 6
Mão na Roda em Santiago – parte 7

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Mão na Roda em Santiago – parte 4

Bianca Marotta - quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 - 09:02

Valparaíso e Viña Del Mar

Se você quer sair um pouco de Santiago, uma dica é dar uma esticada até o Oceano Pacífico e conhecer as cidades de Valparaíso e Viña Del Mar. Oceano Pacífico? Sim, apesar da capital do Chile estar cercada pelos Andes, o mar está bem perto, a cerca de 100 km de distância.Vista da estrada para Valparaíso

Se você é do tipo independente, que prefere fazer tudo por conta própria, pode alugar um carro e rumar para lá (você encontra carros para alugar com diárias a partir de 50 / 55 dólares). O caminho é fácil, e a estrada um tapete. A vista durante o trajeto também é muito bonita: montanhas por todos os lados. Para chegar até lá, siga a Av. Providencia toda vida (na altura do parque Baquedano ela passa a se chamar Av. Libertador BDO. O´Higgins – veja mapa clicando aqui). Ela te levará à rota 68, que segue até a costa (mapa das estradas aqui). A sinalização no caminho é clara e sempre presente. Não tem como errar!

Funicular em ValparaísoSe, mesmo assim, você preferir não arriscar, várias empresas de turismo oferecem o passeio particular em van e com direito a um guia. Dura cerca de 8 horas e custa algo em torno de 140 dólares (aluguel da van + guia).

Valparaíso e Viña del Mar são cidades vizinhas. Chegamos na primeira e a impressão inicial foi ruim. É uma cidade portuária, e em termos de acessibilidade não tem muito a oferecer. Há uma parte alta, que pode ser acessada de carro ou por uma das suas atrações principais, uma espécie de elevador, também chamado de funicular, e conhecido por aqui como plano inclinado. Lá de cima dá para ver todo o porto, mas a entrada para o tal elevador não é nada acessível. Feira em ValparaísoO dia estava nublado, feio, e encarar o funicular para ter uma vista privilegiada do porto (!) não nos pareceu valer a pena. Preferimos visitar, de carro, um dos mirantes localizados na parte baixa e dar uma volta pela cidade. Vale observar que outra conhecida atração de Valparaíso, La Sebastiana (uma das casas de Pablo Neruda), também é inacessível e nem fomos ao local. No entanto, passamos por uma enorme feira de quinquilharias que se estendia por mais de 2 kms de uma das principais avenidas da cidade. No final dessa avenida, colado ao porto, há um shopping com um ótimo banheiro adaptado!

Apesar de termos visto alguns prédios antigos muito bonitos, confesso que achei a visita à Valparaíso completamente dispensável. Talvez, se o dia estivesse bonito, minha opinião pudesse ser outra.

Praça em Viña Del Mar

Continuamos o passeio seguindo a avenida que margeia o porto. Como uma cidade é colada à outra, logo chegamos em Viña Del Mar, também conhecida como “A Cidade Jardim”. Essa sim, muito simpática e bonita. Ruas bem asfaltadas e rampas em quase todas as esquinas facilitam a circulação com cadeira de rodas.

Relógio de flores em Viña Del MarCom muitas praças, lojas, feirinhas de artesanato e sorveterias pelo caminho, Viña Del Mar é uma daquelas cidades para se passar uma agradável tarde de domingo. Entre suas principais atrações estão um relógio formado por flores (muito brega, por sinal!), as praias e o casino com mesmo nome da cidade. Em estilo Art Déco, todo cercado por jardins, o casino é o mais antigo, luxuoso e visitado do Chile. Mas preferimos deixar nosso dinheiro nas sorveterias e não nos arrependemos.

Uma das decepções foi o acesso à praia próxima ao centro, ao lado do Hotel Sheraton. O visual é bonito, mas chegar até a areia com cadeira de rodas, nem pensar. Para isso, você precisaria descer uma escadaria. Até mesmo para se aproximar da murada, de onde se vê o mar e a praia, encontramos dificuldades. De uma hora para a outra as rampas nas calçadas somem e o cadeirante se vê obrigado a pedir ajuda para atravessar a rua.

Praia em Viña Del Mar

Ainda assim, a cidade nos pareceu bem acessível. Descobrimos, inclusive, um locutório (loja onde se pode fazer ligações interurbanas) que possuía uma cabine para cadeirantes. O atendente ficou muito satisfeito em poder oferecer a maior cabine para alguém que realmente precisava dela. Outra boa notícia para pessoas com deficiência: encontramos um banheiro público adaptado. Fica na Av. Valparaíso, esquina com Villanelo, em frente ao supermercado Santa Isabel. Como a cidade é pequena e ele fica numa de suas principais ruas, você não terá dificuldades em encontrá-lo. Assim como nos demais banheiros públicos, uma pequena taxa é cobrada para usá-lo.

Ah, sim! Encontramos várias vagas reservadas em Vinã del Mar. Mas o pior de tudo é que, assim como aqui, algumas estavam ocupadas por carros sem o adesivo do símbolo de acesso. Pois é gente, tem cara de pau em tudo quanto é lugar!

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Veja também:
Mão na Roda em Santiago – parte 1
Mão na Roda em Santiago – parte 2
Mão na Roda em Santiago – parte 3
Mão na Roda em Santiago – parte 5
Mão na Roda em Santiago – parte 6
Mão na Roda em Santiago – parte 7

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Mão na Roda em Santiago – parte 3

Bianca Marotta - terça-feira, 19 de fevereiro de 2008 - 09:12

Cerro San Cristóbal

Um dos passeios obrigatórios em Santiago, o Cerro San Cristóbal é o segundo ponto mais alto da cidade, com 880m. Junto com os cerros Chacarillas, La Pirámide e Los Gemelos, forma um conjunto de montanhas, que fazem parte do Parque Metropolitano de Santiago, um dos maiores parques urbanos do mundo, com mais de 722 hectares de extensão.Cerro San Cristóbal

Além de enorme, o Parque Metropolitano oferece diversas atrações como piscinas, jardim japonês, áreas para picnic, jardim zoológico e observatório astronômico. O ideal seria passar um dia inteiro por lá, mas se você tem pouco tempo, uma tarde é o suficiente para conhecer e se divertir no Cerro San Cristóbal, suas cercanias e seu famoso teleférico.

Uma de suas entradas fica na rua Pio Nono, no Bairro Bellavista. Você pode pegar um ônibus adaptado ou o metrô para a estação Baquedano, que também é adaptada, e dali subir a rua Pio Nono até a entrada do parque. São cerca de 10 a 15 minutos a pé, mas sempre existe a opção de se chegar a qualquer lugar de táxi.

Existe um trenzinho, o famoso funicular, que leva até a estação intermediária do teleférico, e não é nada acessível. Como ele fica inclinado, e o embarque é feito através de degraus, a melhor opção para pessoas com deficiência é subir de taxi até o topo do Cerro. Importante aqui é avisar ao taxista que você quer ficar no cume, pois o padrão é deixar os passageiros na estação do teleférico que fica no meio da montanha, essa também não é acessível. A viagem até o seu ponto mais alto custa cerca de 4.000 pesos (R$ 12,00) e os táxis costumam levar grupos de até 4 pessoas por esse valor.

Uma das trilhas do Parque MetropolitanoO parque é cheio de trilhas, recantos e praças. Muitos casais e famílias costumam passar seus dias livres por lá e esportistas praticam cooper, ciclismo e caminhadas. Aliás, é impressionante a quantidade de ciclistas pelo parque! Arriscamos um pequeno passeio por uma das trilhas, muito agradável por sinal, mas com receio de encontrarmos algum trecho inacessível adiante, acabamos dando meia volta. Deu vontade de retornar com um guia de trilhas experiente, que conhecesse mais do local, pois o chão era de terra batida e a cadeira podia ser tocada com relativa facilidade.

Última ladeira para teleféricoPróximo ao teleférico, você encontrará um grande pátio. Se resolveu subir a pé (uau!) é uma boa hora para descansar, beber uma água e aproveitar a vista da cidade. Você está quase no topo. Depois desse ponto, ainda é necessário subir uma ladeira bem chatinha até chegar ao teleférico. Então, lembre-se de pedir ao taxista que chegue até a porta da estação mais alta. Existe um caminho asfaltado até lá e vimos alguns carros passando por ele. Dali você pode pegar o teleférico ou subir ainda mais alguns metros, até a estátua da Virgem Imaculada, no ponto mais alto do morro

Se você é cadeirante vai precisar de ajuda para entrar na cabine do teleférico. Você pode escolher entre apenas descer ou fazer a volta completa. A cabine será parada para que você entre, desmonte a cadeira e a coloque lá dentro. Apesar da simplicidade da descrição, a entrada na cabine não é tão fácil assim. Normalmente as pessoas embarcam no teleférico com ele em movimento, o que não é possível para os cadeirantes. Cadeira de rodas dentro da cabine do teleféricoSendo assim, os funcionários páram a cabine escolhida, enquanto as de trás continuam chegando e chegando. Mas sem estresse. Eles estão acostumados. Se você for apenas descer (meia volta), tente sentar no banco à esquerda da porta. Dessa forma, você encara de frente a descida e aproveita melhor o visual. Outra opção é escolher fazer o passeio completo (volta inteira) e deixar sua cadeira montada na estação que fica no cume do morro. Fazendo assim, você desce e sobe de teleférico sem a cadeira, e a recolhe no topo do cerro novamente, no desembarque. Depois é só descer pelo parque a pé ou de táxi e aproveitar seus recantos.

Vista da cidade

A descida de teleférico dura de 10 a 15 minutos no total, mas vale cada segundo! Lá de cima, você consegue ver as cordilheiras, a cidade, o parque, uma beleza! Se o tempo estiver bom, você conseguirá ver a cidade por inteiro.

Escadas para o teleféricoSe você optou por desembarcar na estação que fica ao pé do Cerro, encontrará escadas para descer. Como na descida todo santo ajuda, e os funcionários do parque também, conseguimos chegar ao térreo com tranquilidade. A boa notícia, dada pelos funcionários do local, é que a partir de fevereiro essa estação do teleférico contará com um elevador. Adios, escadas!

E pra finalizar com chave de ouro, encontramos banheiros adaptados na saída/entrada desse lado do parque. Ali os banheiros eram do tipo “familiar”: Independente, mais amplo e que serve tanto para pais com bebês ou filhos pequenos, quanto para pessoas com deficiência. Infelizmente eles precisam ficar trancados para que não sejam usados por todos e permaneçam limpos. Vá até a bilheteria que fica ao lado e peça a chave.

Banheiro adaptado no cerro san cristobal

No próximo post sobre Santiago, você conhecerá o centro histórico da cidade. Confira!

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Veja também:
Mão na Roda em Santiago – parte 1
Mão na Roda em Santiago – parte 2
Mão na Roda em Santiago – parte 4
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Mão na Roda em Santiago – parte 6
Mão na Roda em Santiago – parte 7

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Mão na Roda em Santiago – Parte 2

Bianca Marotta - sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008 - 09:11

Cerro Santa Lucia e Lastarria

Mapa do Cerro Santa Lucia e cercaniasSantiago é uma cidade cheia de belíssimos parques e praças, um convite ao passeio. A maior parte de sua vegetação foi plantada pelo homem e o sistema de irrigação pode ser visto a cada esquina. Muitos dos seus parques ficam em morros, o que para um cadeirante pode parecer desmotivador. Mas fiquem tranqüilos, apesar de não serem completamente adaptados, o acesso aos morros que visitamos é viável.

Nosso primeiro contato com um desses locais foi no Cerro Santa Lucia. No meio da cidade, um morro abriga um dos parques mais conhecidos e agradáveis de Santiago. A entrada principal não é acessível, pois tem vários lances de degraus. Infelizmente, pois é lá que fica a fonte Terraza Neptuno – veja fotos da fonte clicando aqui e aqui ou faça um tour de 360° aqui –, uma das mais bonitas e bem cuidadas da cidade.

Escadas de acesso ao elevadorExiste também um outro acesso que pode ser feito através de um elevador panorâmico. “Opa! Você disse elevador? Isso nos anima!”. Calma… Ainda não foi desta vez. Para se chegar ao elevador, você esbarrará em escadas. Seus degraus são largos, e quem estiver com algum companheiro andante e uma boa dose de espírito de aventura, pode descer o Cerro usando elevador e enfrentar os tais degraus. Foi o que fizemos. Com um pouco de esforço e bom humor, conseguimos descê-los e colocar mais essa façanha no nosso currículo.

Caminho alternativo para subir o CerroAté aqui o leitor cadeirante deve estar pensando: “Ora bolas! Nada a se fazer nesse parque, não vou perder meu tempo por lá!”. Ledo engano. Agora vem a parte boa. Um pouco depois da entrada principal, encontra-se um caminho secundário (veja indicação no mapa). Aqui o acesso é todo de ladeiras. As subidas são um pouco íngremes e o chão de terra e as calçadas de cimento apresentam alguns desníveis. Quem não se incomodar com isso, não deve deixar de subir a pé. Uma alternativa é pegar um táxi até o primeiro grande pátio e depois descer caminhando.

Um dos mirantes do CerroDurante o percurso, muitos caminhos cercados por belíssima vegetação, praças, mirantes, monumentos e trilhas. O clima agradável, e as vias arborizadas e cheias de sombras valem a visita.

Logo no começo da subida, encontramos um centro turístico no qual tivemos uma ótima conversa com a simpática atendente, recebemos boas dicas e ganhamos nosso primeiro mapa da cidade. Segundo a moça, o Chile não é um país muito acessível, o que não nos desanimou, pois quando se compara Santiago ao Rio de Janeiro, essa a impressão vai logo embora.

Pátio central do Cerro, antigo posto avançado dos colonizadores

Quase no topo do Cerro, um grande pátio cheio de árvores, um mirante e um canhão. Era o antigo posto avançado dos colonizadores. Aqui muitos bancos e gramados convidam ao descanso depois da subida. Como em toda a cidade, nessa praça você também encontrará chilenos deitados na grama, aproveitando uma sombra ou pegando sol.

Vista da cidadeOutra opção é aproveitar a vista da cidade. Se o dia estiver claro e limpo você tem uma visão de boa parte de Santiago.

Infelizmente, para os cadeirantes, o passeio ao Cerro termina aqui. A construção Castillo Hidalgo, alguns outros caminhos e o mirante, de onde se tem uma vista panorâmica da cidade, só podem ser acessados por (muitas!) escadas. Ainda assim, o passeio vale cada minuto.

Para terminar a visita, você pode matar a fome numa rua bem próxima, conhecida por seu ar boêmio e seus bons restaurantes e cafés. Chama-se José V. Lastarria, ou apenas Lastarria para os habitantes locais (belíssima foto aqui). Com diversas opções gastronômicas, que vão desde petiscos variados a pratos elaborados, passando por deliciosos sanduiches, que podem ser servidos em mesas nas calçadas (isso significa: nada de degraus) ou dentro dos próprios locais, a tranqüila rua fica bastante cheia na hora do happy hour. Só não encontramos banheiros adaptados na região, mas sabemos que a Biblioteca Nacional, que fica bem próxima, é acessível. É bem provável que eles tenham banheiro adaptado por lá.

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Mais informações e fotos:
http://es.wikipedia.org/wiki/Cerro_Santa_Luc%C3%ADa (espanhol)
http://www.misantiago.cl/pxs/entrete/pxs09.htm (espanhol)
http://en.wikipedia.org/wiki/Cerro_Santa_Luc%C3%ADa (inglês)

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Veja também:
Mão na Roda em Santiago – parte 1
Mão na Roda em Santiago – parte 3
Mão na Roda em Santiago – parte 4
Mão na Roda em Santiago – parte 5
Mão na Roda em Santiago – parte 6
Mão na Roda em Santiago – parte 7

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Mão na Roda em Santiago – Parte 1

Eduardo Camara - quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008 - 10:05

Primeiras impressões

Isso mesmo, caros leitores! Em nossa ausência durante o carnaval, visitamos a cidade de Santiago, capital do Chile, e de lá trouxemos diversas dicas para todos, cadeirantes ou não.

Para chegar lá, pegamos um vôo Rio-Santiago da Lan Chile, direto, sem escalas, e que dura cerca de 4 horas. Aproveito para dizer que correu tudo bem tanto na ida, quanto na volta, inclusive com o bloqueio de assentos para pessoas com deficiência na primeira fileira de poltronas do avião, que muitas vezes é desrespeitado. Bola dentro pra Lan Chile!

Vista panorâmica de Santiago com cordilheira ao fundo

Santiago é uma cidade muito segura e limpa, repleta de praças, parques, passeios culturais e vida noturna. O clima é bastante seco e no verão os dias são longos (sol das 7 às 21hs) e quentes (cerca de 30º C), mas as noites são frias (cerca de 15º C).

Com exceção dos “cerros” (montes) e de algumas partes da cidade, Santiago é bem plana, ótima para fazer passeios a pé. Além disso, diversas atrações da cidade ficam concentradas em pequenas regiões e, fazendo uma pequena programação, dá pra ver bastante coisa andando relativamente pouco. No centro e em bairros como Providencia e Bellavista, a maior parte das ruas tem rampas nas esquinas, assim como na Zona Sul do Rio. Em acessibilidade, Santiago passa à frente da cidade maravilhosa por causa das ruas! Lá não existem as malditas pedras portuguesas (ugh!) e em geral as calçadas são muito boas, contando inclusive com piso tátil em diversos trechos. Ah, vale a pena comprar um guia de ruas da cidade nas bancas de jornal. Custa uns 3.000 pesos (R$ 12 reais) e ajuda um bocado nos passeios a pé.

rampa de ingresso para cadeira de rodas nos ônibus

Espaço reservado para cadeira de rodas nos ônibusSe a distância a percorrer for maior, a cidade tem um sistema de transportes bem melhor que o do Rio. Todos os ônibus do tipo articulado possuem rampas e espaço reservado para cadeirantes. O sistema das rampas tem alguns inconvenientes, como a necessidade de uma pessoa para abrí-las e fechá-las (pode ser o motorista) e os ressaltos que dificultam um pouco a entrada da cadeira. Por outro lado, é bem simples, barato, de fácil manutenção e, o principal, funciona. Podiam tentar algo semelhante aqui no Rio. Pegando-se os ônibus articulados, dá pra se chegar a praticamente todos os pontos da cidade, ou então bem perto deles e fazer o resto do caminho a pé.

Das cinco linhas de metrô de Santiago, as três mais recentes (Linhas 4, 4A e 5) são acessíveis em quase todas as estações (ver lista no final do texto). Por opção pessoal, preferi andar de ônibus e observar melhor a cidade, até porque o trânsito não era ruim e as viagens eram bem rápidas. Além dos ônibus e do metrô, uma alternativa é tomar táxis, mas nenhum deles é adaptado.

Também percebi muito mais cadeirantes nas ruas de Santiago do que nas do Rio de Janeiro. Creio que a facilidade do transporte público adaptado, ou mesmo as boas calçadas, colaborem muito para isso. Eu acredito piamente que o maior impedimento para as pessoas com deficiência saírem de casa, estudarem, trabalharem e se divertirem seja a falta de acessibilidade.

Banheiro público adaptadoOutra coisa bastante interessante: banheiros nas ruas e adaptados. Não são muitos, mas eles existem e ajudam a manter a cidade bem limpa. Aqui no Rio só me lembro de ter visto um adaptado em Ipanema, e não sei se ele ainda funciona (alguém sabe?). Para usar um desses banheiros, é necessário pagar 250 pesos chilenos, algo em torno de R$ 1,00 (um real). Aliás, fica aqui uma dica para qualquer cidade: se você precisar de um banheiro adaptado, tente achar o shopping mais próximo. É quase certo que ele terá pelo menos uma cabine mais larga, onde a cadeira de rodas entra.

Curiosidades sobre os banheiros de Santiago: muitos deles são pagos, inclusive banheiros dentro de estabelecimentos privados e até dentro de shoppings. A vantagem é que todos os que eu visitei estavam bem limpos. Os preços variam de 150 a 250 pesos (R$ 0,60 a R$ 1,00)  e nem sempre o banheiro para pessoas com deficiência é acessível de verdade. Em muitos casos o espaço da cabine era pequeno ou então a porta abria pra dentro, impedindo o fechamento dela com a cadeira dentro.

Ainda essa semana começaremos a mostrar com maiores detalhes os locais que visitamos. Até lá!

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Links:
Lista com as estações de metrô acessíveis
Foto do ônibus articulado em Santiago
Metrô de Santiago (mapas, serviços, etc.)
Companhia de transportes de Santiago (itinerários e outras informações)

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Veja também:
Mão na Roda em Santiago – parte 2
Mão na Roda em Santiago – parte 3
Mão na Roda em Santiago – parte 4
Mão na Roda em Santiago – parte 5
Mão na Roda em Santiago – parte 6
Mão na Roda em Santiago – parte 7

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