Christian Matsuy - segunda-feira, 4 de outubro de 2010 - 08:36
Mais uma “praia” paulistana avaliada! Dessa vez o bom e velho Shopping Ibirapuera, que já passou por muitas reformas e ampliações e hoje atende bem as pessoas com deficiência. Eu confesso que esse é meu shopping preferido, mas tentarei não ser tendencioso na avaliação!
O Ibirapuera tem cinco pisos de lojas e é muito grande. Conta com seis elevadores distribuídos pelos andares e, pelo que posso me lembrar, é um dos poucos shoppings que ainda mantêm ascensoristas nos elevadores. Eu gosto, e muitas vezes eles já pediram educadamente para que alguém descesse do elevador para dar prioridade para um carrinho de bebê ou um cadeirante. Além do que, existem escadas rolantes “à vontade”. Infelizmente, não há salas de cinema.
Em todos os pisos de estacionamento, existem vagas reservadas, sempre próximas aos elevadores. No piso C1, além dessas vagas, pode-se parar o carro no estacionamento VIP e contar com a ajuda dos manobristas para montar a cadeira ou desembarcar do carro. O valor cobrado é o mesmo, e custa 7 reais pelo período de quatro horas.

placa de sinalização na entrada do estacionamento
As vagas seguem a norma e tem bom espaço lateral para desembarque. Se o cadeirante for o motorista, basta estacionar o carro de frente, ou vice-versa.

vagas reservadas ao lado dos elevadores
Outra coisa muito bacana nesse shopping é o programa de conscientização referente às vagas reservadas. Existem banners espalhados pelo shopping todo e na rampa de acesso ao estacionamento também. Carros sem identificação, seja por meio do cartão DeFis ou adesivo, são “presenteados” com uma filipeta, explicando o por quê daquelas vagas existirem. Uma maneira sutil de orientar a pessoa que parou ali indevidamente.

"multa moral" colocada em carro sem identificação
Existem banheiros adaptados em todos os pisos e eles estão identificados. Assim como no Shopping Vila Olímpia, não são todos os banheiros que são adaptados, mas existe pelo menos um por andar. O porém é que eles ficam trancados e é necessário pedir ao “banheirista” que o abra pra você. Como o nome já sugere, ele sempre fica tomando conta do banheiro e não será necessário sair procurando por ele shopping afora.

banheiro amplo e bem higienizado
Enquanto eu fotografava a placa do banheiro, fui abordado por um segurança acompanhado de um bombeiro perguntando se havia algo de errado com o banheiro, se eu estava precisando de ajuda pra sentar no vaso enfim, eles acharam que eu estivesse tentando “colher provas” para uma denúncia, ou coisa parecida. Fui inclusive orientado a fazer qualquer reclamação ou sugestão através de e-mail, pelo site do shopping.

sinalização de banheiro adaptado
A praça de alimentação desse shopping é bem grande e espalhada (dividida na verdade), as mesas são todas de formato padrão e atendem perfeitamente a nós cadeirantes, com ótimo vão livre inferior e boa altura de tampo. Se você optar por comer em um restaurante, cada um usa um tipo de mesa diferente, o que já ficou um pouco difícil de avaliar. Nessa ocasião, a atendente levou meu pedido até a mesa, ou seja, se você estiver desacompanhado, creio que é só pedir uma ajuda que ela não será negada. O espaço de circulação entre as mesas é muito bom também.

mesas com boa altura e vão livre grande
Ah, sim! Há sinalização tátil de advertência em todos os pisos nos locais necessários.
. . .
Shopping Ibirapuera
Avenida Ibirapuera, 3103 (ver no Google Mapas)
(estacionamento mais fácil na Alameda Jurupis, atrás do shopping)
Fone: (11) 5095-2300
Funcionamento:
Segunda à Sábado, das 10 às 22h
Domingos das 14 às 20h
Christian Matsuy - terça-feira, 14 de setembro de 2010 - 09:51

Todo mundo sabe que a praia do paulistano é o shopping. O Vila Olímpia é relativamente novo (inaugurado em novembro de 2009), e para comer, ir ao cinema ou jogar boliche, é uma ótima opção. E serve até para fazer compras. :)
As vagas reservadas encontram-se no estacionamento VIP G1 (sinalizado na entrada da garagem), e o preço do estacionamento é o mesmo do do estacionamento comum, 5 reais.
A grande vantagem desse sistema é que você pode contar com a ajuda dos manobristas caso necessário e as vagas são vigiadas. Não há como um espertinho parar nas mesmas. Vagas amplas, dentro dos conformes e com ótimo espaço lateral entre elas.

Estacionamento do shopping - área reservada
No mesmo piso, bem próximo das vagas, existe um posto onde você pode fazer uso de scooters motorizadas ou cadeiras de rodas manuais. Idéia muito boa, pois atende as pessoas que “estão” cadeirantes temporariamente por diversos motivos. Serve até mesmo pra aquela sua tia do interior que tem preguiça de andar. Este serviço não é cobrado.

posto de empréstimo de cadeiras e scooters
Os elevadores são todos concentrados (veja ao fundo da foto acima) e isso diminui a espera, além de serem bem rápidos. Há rampa de acesso para o hall, e minha sobrinha de 8 anos entra fácil comigo no elevador. O elevador conta com sistema sonoro de aviso de andar e sinalização em braile no painel.
Na praça de alimentação encontramos dois tipos de mesa (redondas e quadradas), fora o balcão elevado (onde se usam bancos altos). As mesas oferecidas permitem ótima aproximação da cadeira.

mesas da praça de alimentação
Ainda na praça de alimentação, temos pias com duas alturas diferentes e torneiras sensorizadas. Infelizmente, não são pias vazadas, mas de lado consegue-se facilmente fazer o uso delas haja visto que você não precisa se preocupar em abrir e fechar a torneira. O toalheiro fica baixo, o que também ajuda. Se não você estiver com problemas para usar as pias, saiba que as dos banheiros são vazadas.

Pias da praça de alimentação
Existem banheiros adaptados em todos os pisos. Nesse post eu vou ficar devendo a foto do banheiro, pois ele estava “em uso” por um outro cadeirante, eu até tentei esperar, mas… deixa pra lá. Ia ficar meio complicado de fotografar asssim logo na sequência se é que me entendem… Ao descer no piso inferior, acabei me dirigindo a outro banheiro que não era adaptado, mas o SAC do shopping confirmou que eles estão presentes em todos os andares, sempre ao lado dos elevadores.
Aliás deixa eu agradecer ao meu amigo Leo Marcos que topou encarar essa empreitada e ir tirar as fotos em pleno domingão à noite. Todas as fotos que eu uso nos posts são tiradas por ele.
Shopping Vila Olímpia
Rua Olimpíadas 360 (ver no Google Mapas)
Telefone: (11) 4003-4173
Horário de Funcionamento:
De segunda à sábado, das 10h às 22h;
Domingos e feriados, das 11h às 21h.
Nickolas Marcon - quinta-feira, 5 de agosto de 2010 - 00:27
E aqui estamos nós para mais um capítulo da saga “elevador do Rio Plaza Shopping”. Após o terceiro post da série, publicado na semana passada, recebemos um email da assessoria de imprensa do shopping solicitando um telefone para contato. Pois bem.
Recebi ontem uma ligação de uma pessoa se identificando como assessora de imprensa disposta a me passar informações sobre as obras do mal afamado elevador. Segundo ela, a obra já está quase pronta e a previsão era de fucionamento até o final desse mês de agosto/2010, o que completaria 13 MESES, ou seja, MAIS DE UM ANO com o elevador parado. Guardem essa data. Quando escrevi o segundo post da série, a promessa era para março/2010.
Segundo a assessora, quando a BR Malls assumiu a administração do shopping propôs-se a fazer uma série de melhorias que incluiam esse elevador e que o atraso se devia ao tempo de licitação, preparação da obra etc. Ora, o antigo elevador tinha sido recém instalado e seu problema era exclusivamente de manutenção, como apuramos junto ao seu fabricante e relatamos também no segundo post da série. Até onde sabemos, um rápido conserto seria suficiente para deixá-lo operacional, mas optaram por trocar tudo. Pode até ser que o novo elevador tenha melhorias em relação ao anterior, assim espero, mas com esse tempo todo de obra dava para construir o teletransporte da Enterprise.
Algumas pessoas pensam que os usuários do elevador são poucos e não farão muita diferença no faturamento do shopping. Farei uma rápida demonstração que desmente esse raciocínio. Vou pegar o meu caso como exemplo. Pelo menos uma vez por mês, costumava ir almoçar no shopping com meus colegas de trabalho, e pelo menos uma vez por mês ia jantar com amigos. Nos dois casos, íamos em 4 ou 5 pessoas e a conta era de pelo menos R$ 300,00. Desde que o elevador parou, não fomos mais, porque eu não tenho mais acesso. Ou seja, são R$ 600,00 a menos de faturamento para o shopping por mês. Nos 13 meses sem elevador, foram R$ 3.900,00 que não gastamos nos restaurantes do shopping. E isso para apenas UM cliente. Jogando baixo, se houver outros 10 clientes cadeirantes que também frequentavam o shopping com amigos 2 vezes por mês, já são quase R$ 40.000,00 (isso mesmo, quarenta mil reais). É o preço de um elevador novo.
Até o momento publicamos todas as informações comprovadas que tivemos alcance. Se o shopping quiser acrescentar outra versão, estamos ansiosos para ouví-la e publicá-la. Porém, até agora, não temos motivos para pensar positivamente a respeito do episódio.
Aliás, seguindo uma postura construtiva, eu gostaria de deixar algumas sugestões para o setor de RH do shopping:
- Melhorar o setor de manutenção, para que consigam consertar um simples elevador.
- No nível gerencial, avaliar propostas mais econômicas ao invés de substituir um elevador inteiro que podia ser facilmente consertado.
- Para o setor de compras, agilizar os processos de tomada de preços. Nem mesmo órgão público demora tanto para fazer uma licitação.
- A gestão de obras pode ser mais eficiente. Já são mais de 3 meses de tapume para instalar uma simples plataforma que, em outras obras, já vi demorar apenas 15 dias.
- Por último, a assessoria de imprensa deve buscar informações junto às outras áreas antes de fazer contatos externos, pois nem sempre o cliente é tão desinformado quanto pensam. O episódio de ontem não me deixou com uma boa impressão desse setor do shopping.
Nickolas Marcon - segunda-feira, 26 de julho de 2010 - 08:59
Lembram do Rio Plaza Shopping? Pois é, aquele shopping em que estava parado o elevador que dava acesso entre os níveis de estacionamento e o nível das lojas? Que o blog entrou em contato com a administração e com vários restaurentes do shopping? E que depois um leitor ainda nos revelou a verdade dos fatos?
Para quem não lembra da história, já fizemos dois posts a respeito:
Botando a boca no trombone
Botando a boca no trombone 2 – o barulho continua…
A última notícia que tivemos era de que o elevador estaria pronto até o final de março/2010. Passados mais de quatro meses, nada mudou. Aliás, mudou sim. Há um tapume enorme no lugar do finado elevador, cobrindo inclusive uma das vagas de estacionamento que eram reservadas (que logicamente não foi demarcada em outro lugar). Reparem na foto: além de não disponibilizarem o equipamento, ainda tentaram reverter em publicidade passando a imagem de uma administração preocupada com a acessibilidade. Isso seria ótimo se o equipamento não estivesse parado há exatamente UM ANO.
Liguei para a administração do shopping perguntando novamente sobre o elevador:
- Rio Plaza Shopping, boa tarde…
- Por favor, o elevador para acesso ao estacionamento já está funcionando?
- Não senhor.
- No começo do ano me informaram que ele ficaria pronto no mês de março, mas até agora nada. Vocês têm alguma previsão de quando ele estará pronto?
(silêncio sepulcral)
- Bem… na verdade…
(mais um minuto de silêncio em memória do elevador)
- Não temos previsão, senhor…
Infelizmente, esse caso parece ser mais um exemplo de obra de acessibilidade que foi feita para conseguir a liberação da prefeitura (alvará) e cuja solução do problema ainda vai rolar por muito tempo…
Nickolas Marcon - sexta-feira, 5 de março de 2010 - 17:34
Se os leitores pensavam que o blog ia ficar quieto e a história do elevador do Rio Plaza Shopping já tinha acabado… o trombone ainda está fazendo barulho!!!
Confirmando a promessa, há uns 10 dias uma pessoa do shopping ligou para mim e repetiu a mesma desculpa da falta de empresas para fazer manutenção do elevador. Continuamos achando essa história muito estranha…
Agora vem a surpresa: na semana passada o Eduardo foi contatado por André Lambert, diretor da empresa mineira Montele Elevadores, uma das maiores fábricas de equipamentos de acessibilidade do Brasil e que já instalou mais de 1.000 elevadores na capital do RJ. O André acompanha nosso blog e conhece bem a história do elevador do Rio Plaza, afinal foi fabricado e instalado pela sua empresa. Ele aproveitou uma viagem ao RJ nesta semana para encontrar pessoalmente a equipe do blog em mais uma operação digna de evento da ONU.
André nos contou que, contratada pelo administração do shopping, a Montele instalou um modelo desenvolvido sob medida para o lugar, devidamente registrado na prefeitura e que funcionou bem durante meses, como todos nós do blog pudemos comprovar em outra época.
Acontece que elevadores também precisam de manutenção, senão param, além do contrato de manutenção ser obrigatório por lei. Segundo André, a Montele ofereceu um contrato de manutenção com preços alinhados com o mercado, mas foi recusado pela administração do shopping. Mesmo sendo permitida a contratação de outras empresas de manutenção, o Rio Plaza optou por simplesmente deixar o elevador parado e fazer sua substituição integral!!!
Até o final de fevereiro, o insepulto elevador continuava no mesmo lugar. Não acredito que será cumprido o prazo que me informaram para troca desse elevador, que seria no mês de março.
Moral da história: se o pneu do seu carro fura, você troca o carro inteiro e deixa todo mundo a pé enquanto isso… Dá para entender???
Eduardo Camara - quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 - 13:51
O texto abaixo é da nossa leitora Márcia Corrêa, que encontrou um taxista cara de pau no shopping. Confiram!
. . .
Olá, pessoas!
Sou a mesma que um tempo atrás, compartilhou com vocês a história da recusa de vistoria por parte dos funcionários do Canecão na entrada dessa casa de espetáculos, lembram?
Pois é. Cá estou eu novamente. Escrevo para contar mais um absurdo vivido esses dias em um shopping da zona norte aqui do Rio.
Como de costume, entrei no estacionamento e fui direto para a vaga que fica ao lado de uma das entradas do shopping. Chegando lá, havia um taxista dando ré. Como havia uma vaga vazia na mesma direção, só que do outro lado, imaginei que ele estivesse ajeitando o carro para entrar ali, e logo ocupei a “minha” vaga.
Imaginem a minha surpresa quando, de repente, vejo o táxi “entalado” naquela extensão da vaga?! O senhor, então,abriu o vidro de seu carro, me sugeriu que fizesse o mesmo e… Bem, aconteceu mais ou menos o seguinte diálogo:
- A senhora (eu! rs) é muito mal educada mesmo. Não viu que eu estava dando ré para ocupar essa vaga?
- Desculpe, mas o senhor, por acaso, tem alguma deficiência? (juro! Nessa hora, eu já queria saltar de felicidade pelo que o tal sujeito ia ouvir!)
- Não, não sou. Por quê?
- Muito simples. Essa vaga é reservada para pessoas que tenham deficiência física. Se não é o seu caso, o errado aqui é o senhor e não eu! (ele ia ouvir! Não disse?! rsrs)
- Ah, me desculpe (com uma expressão super sem graça), eu não vi…
- Jura? Nossa, uma marca azul enorme pintada no chão e o senhor não reconheceu? Além de mal educado, o senhor precisa ir a um oftalmo… (e ouviu de novo! rsrsrs)
E eu pergunto: quantas gerações minhas será que ele xingou? rsrsrs
Cada desculpa que a gente ouve por aí…
Abçs,
Márcia
Nickolas Marcon - quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 - 21:49
Essa tá quentinha: acabou de ser exibida a cena em que a Luciana, personagem cadeirante da novela “Viver a Vida”, tenta ir ao shopping comprar algumas roupas acompanhada pela mãe e uma amiga. Já na loja, ela se depara com uma situação vivida por todos: a dificuldade de se encontrar uma loja com provadores acessíveis. Como não consegue fazer a cadeira passar na porta do provador, desiste da compra. A atriz que representa a mãe dela completa: “vocês perderam 3 clientes”.
Depois dos comerciais, passa uma nova cena da personagem chegando numa loja que tinha provador acessível. Nem precisa dizer que saiu cheia de sacolas… :-)
Tomara que isso sirva de exemplo para que alguns arquitetos e designers de interiores melhorem a acessibilidade dos provadores das lojas…