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Alumínio x Titânio

Christian Matsuy - terça-feira, 21 de setembro de 2010 - 16:27

Resolvi escrever esse post lendo os comentários feitos na comunidade do blog no Orkut. O número de pessoas que se interessam em comprar uma cadeira feita de Titânio só vem aumentando, e com isso minha preocupação também. Mas por que? Por eu perceber que muitas delas não conhecem a diferença entre o alumínio (metal predominante nas cadeiras) e o titânio, um metal com propriedades bem diferentes.

Ao contrário do que muitos pensam, o titânio é mais pesado que o alumínio. Porém, ele é no mínimo (isso vai depender do tipo de liga) 10 vezes mais resistente. Com essa característica, é possível fazer tubos de titânio com paredes mais finas e ter uma cadeira muito mais resistente pelo mesmo peso do alumínio ou até mesmo mais leve.

Ainda pode-se utilizar a combinação dos dois metais. Existem lugares da cadeira que podem ser fabricados tranquilamente em alumínio, deixando o custo mais baixo. Algumas peças como protetores laterais e encosto, entre outras, não precisam ser feitas em titânio. Tanto que, quando são feitas em titânio, são consideradas opcionais, com preço diferenciado.

Só pra constar: o titânio também é no mínimo 10 vezes mais caro que o alumínio. O interessante é que, se observarmos os preços, poderemos notar que os fabricantes de cadeiras de titânio, não repassam todo esse valor ao consumidor. A diferença de preço existe, mas não chega nem perto de ser 10 vezes mais caro.

Outra vantagem do titânio é o “efeito memória” do metal. É extremamente difícil trabalhar com o titânio, muito duro para dobrar e soldar, exigindo mão de obra especializada. Mas uma vez moldado, o titânio fica como está. Para se desalinhar um quadro de uma cadeira desse material, o impacto tem que ser muito grande, e quando falo grande digo algo de proporções catastróficas.

Aqui já vimos ínumeros casos das cadeiras saírem desalinhadas de fábrica. Chegamos ao cúmulo de ver pessoas reclamando que sua cadeiras não encostavam as quatro rodas no chão, mesmo em um local totalmente plano… (pode isso Arnaldo!?). A regra é clara, não pode.

O alumínio tem resistência bastante aceitável, mas ele pode entortar. Isso é fato. Eu já entortei e desalinhei dois quadros de cadeiras monobloco. Um deles até consegui realinhar, mas em poucas semanas ele voltou a desalinhar, e não seria prudente tentar arrumar por uma segunda vez, pois iria comprometer a estrutura do quadro. O alumínio não foi feito para ficarmos puxando ou forçando, pois ele perde resistência e pode quebrar. Se você pegar um pedaço de arame, e ficar entortanto de um lado pro outro, uma hora ele vai quebrar. E é mais ou menos isso que acontece, nas devidas proporções.

Outra característica peculiar do titânio é a da absorção de impactos e tremores. Ele tende a distribuir os impactos recebidos e se dissipar por toda a extensão dos tubos, ao contrário do alumínio que tem um efeito “rebote”, ou seja ao passar em um buraco com a cadeira, você toma o impacto do mesmo e a cadeira tenta “devolver” ess impacto pra você, causando uma reação maior. Para ficar bem claro, se pegarmos um bastão de titânio e batermos com força em uma parede, ele bate e fica. Se fizermos o mesmo com um bastão de alumínio ele bate e tende a voltar pra trás, entenderam? Lei da física de ação e reação. Alguns fabricantes dizem que isso é um “mito” e que só poderia ser percebido em uma velocidade superior a 30km/h. O fato é que eu já tive  várias cadeiras monobloco de alumínio e posso afirmar que o titânio tem essa propriedade sim, e é muito perceptível.

A intenção do post foi apenas a de mostrar as diferenças entre esses dois metais, e não desmerecer o alumínio, que quando bem trabalhado apresenta resultados fantásticos.

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Tilite ZR-ZRa Series 2

Christian Matsuy - sexta-feira, 19 de março de 2010 - 10:11

Aproveitando o grande sucesso do post da cadeira nova da Cris,  apresentamos em primeira mão a nova linha de cadeiras da Tilite, que deve começar a ser produzida em maio segundo informações da loja americana Spinlife. O preço sugerido é de U$2895 para o modelo ZRa e 2995 para o modelo ZR. Pra quem não sabe a diferença entre ZR e ZRa, o modelo ZR oferece ajustabilidade mínima (apenas encosto e 1 polegada de centro de gravidade), mas é um pouco mais leve e sem peças encaixadas, é praticamente tudo soldado. A ZR é uma cadeira para pessoas que tem certeza absoluta das medidas, já que elas não poderão ser alteradas no futuro.

Não há modificações de grande impacto, mas sim um aperfeiçoamento do que já existia. Entre as mudanças, podemos listar:

- Novo suporte das rodas dianteiras
- Rodas e garfos dianteiros estilizados
- Link do suporte do encosto e ajuste de inclinação
- Receptor de suporte de apoios de braço
- Suporte do conjunto traseiro de rodas

Existem ainda outras alterações como logotipo reestilizado e novas cores de anodização.

A mudança no conjunto dianteiro visa facilitar a regulagem do ângulo, que poderá ser feito grau a grau. O garfo dianteiro também recebeu um leve amortecedor.

O conjunto traseiro permite ajustes de altura de até 4 polegadas e o centro de gravidade pode variar de zero à seis polegadas. Isso permite uma ajustabilidade incrível, podendo facilmente ser adaptada de acordo com a situação). Como podem ver, o conjunto ficou com um design mais leve utilizando menos metal que a versão anterior. Acredito que essa foi uma das melhores modificações em termos estéticos.

O novo suporte do encosto tem condições de ser ajustado em um ângulo de até 20 graus (10 para frente e 10 para trás) e agora a opção do encosto se manter travado na posição fechada não é mais cobrada, além de ter ganho um visual mais discreto. Isso pode facilitar para algumas pessoas que têm dificuldade de guardar a cadeira no carro.

Existem ainda mais novidades, como um novo pacote de cores para o encosto também a opção de forração com tecido em microfibra. Por último, as “tatuagens” que foram criadas na cadeira Z10 (110 cadeiras numeradas) agora estão disponíveis na linha ZR, lembrando que esse é um opcional cobrado à parte.

 

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