Nickolas Marcon - domingo, 28 de março de 2010 - 21:34
Outra notícia fresquinha do blog: conforme já havíamos comentado num post anterior sobre ônibus, os cadeirantes que dependem de transporte coletivo estão em sérios apuros.
Acabou de ser exibida no programa Fantástico, da Rede Globo, uma reportagem em que pessoas testavam o serviço dos ônibus adaptados para cadeirantes em 5 capitais do Brasil. O resultado já era esperado: apesar de haver veículos adaptados em circulação, o serviço ainda está muito aquém do desejado para que os cadeirantes tenham seu direito de ir e vir respeitado como os demais usuários.
O primeiro problema é o número de veículos adaptados. Na maioria das cidades são poucos, fazendo com que a demora entre a passagem de ônibus adaptados seja muito grande, um tempo que pode passar de uma hora.
O segundo problema destacado também não supreendeu. Como a maior parte dos ônibus são fabricados sobre CARROÇArias de caminhões, de projeto antigo e inadequado para uso no trasnporte coletivo, a solução para acessibilidade é a colocação de elevadores. Acontece que esses elevadores não tem manutenção adequada e nem é dado treinamento aos funcionários dos ônibus para operá-los, provocando demora no embarque - isso quando ele acontece - e deixando muitos usuários cadeirantes constrangidos com a situação. Em 3 cidades exibidas cujos ônibus usavam elevadores – Rio de Janeiro, São Luís e Goiânia – nenhum funcionou adequadamente na primeira tentativa.
Então, qual é a solução? Quanto mais simples for a adaptação, melhor. Em Porto Alegre e São Paulo os ônibus adaptados também demoraram para aparecer. Nenhuma surpresa. Só que os veículos exibidos usavam chassi mais moderno, com piso rebaixado. Já vi esse tipo de solução em outras cidades também. Dessa forma, basta colocar uma rampa dobrável, cuja parte mais sofisticada é… uma dobradiça! O ônibus encosta ao lado da guia, o cobrador baixa a rampa até a calçada e pronto. O cadeirante sobe pela rampa e depois é só recolhê-la manualmente. A operação dura poucos segundos.

Esse tipo de ônibus com piso baixo é melhor também para todos os usuários “andantes”, pois não tem escada na entrada, apenas um degrau. A foto acima já apareceu em um post anterior sobre Santiago e mostra um ônibus com piso baixo e rampa de acesso. Também já mostramos esse tipo de ônibus num post sobre Paris.
Fica a pergunta para os leitores responderem: se é possível simplificar, por que fazer da forma mais cara e complicada???
…
Nota dos autores do Mão na Roda: esse é o nosso 4oo° post! Uhu!!! \o/
Joana Roquette - sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 - 18:01

No período de férias entre dezembro do ano passado e janeiro desse ano resolvi ir a Miami, acompanhada da minha mãe, para visitar minha irmã, que mora lá há alguns meses, e aproveitar para fazer uns passeios e algumas comprinhas “básicas” no paraíso comercial dos brasileiros.
Então, seguem aqui as minhas observações sobre a viagem, que talvez sejam úteis a quem deseja conhecer Miami/Orlando.
Vou limitar os meus comentários às cidades de Miami e Orlando (para onde também fui por alguns poucos dias), já que tive sérios problemas com a companhia aérea (TAM), o que talvez possa até render um post em separado, mas que deixaria a estória um tanto quanto confusa.

Cheguei a Miami de madrugada, no dia 23/12, e logo percebi que o aeroporto é perfeitamente adaptado para cadeirantes, como não poderia deixar de ser. Minha irmã conseguiu emprestado um carro de um amigo, tipo jipe, e recomendo, a quem puder, alugar um carro por lá, já que essa parece ser a melhor opção para se locomover na cidade, porque as distâncias são grandes, e, embora a frota de ônibus pareça 100% acessível, os ônibus de lá são extremamentes lentos. Certamente há locadoras que alugam carros adaptados na Flórida e adianto que praticamente todos os carros hoje comercializados nos EUA são automáticos.
Usei uma única vez o ônibus, cuja passagem é gratuita para deficientes, e fiquei muito bem impressionada com o sistema de adaptação utilizado por eles, muito mais simples e provavelmente menos oneroso que o utilizado no Brasil. Se trata de uma rampa que fica “escondida” no assoalho do ônibus e que o motorista aciona quando necessário, com a porta do ônibus aberta. A inclinação da rampa é bem suave e permite a entrada da cadeira com grande facilidade. Além disso, o motorista se encarrega de prender as quatro rodas da cadeira ao chão, com cintos próprios, o que garante maior segurança no trajeto. Como eu havia dito, os ônibus são bem lentos por lá. Assim, para percorrer uma distância de cerca de 10 kms (aproximadamente 22 quadras), demoramos cerca de 30 minutos. É uma boa alternativa de transporte, é claro, mas tudo depende do tempo do qual você dispõe para ir e vir dos lugares que deseja visitar.

Também usei o que lá eles chamam de Metromover (eu apelidei de “trenzinho”), que é como um mini metrô ao ar livre, gratuito para qualquer pessoa. A entrada no Metromover também é bem tranquila e o vão entre a superfície e o assoalho não passa de uns 10 a 15 centímetros, perfeitamente viável pra quem está acostumado com o metrô do Rio, por exemplo. Pena que o Metromover cubra poucas estações em Miami e não permita um tour por toda a cidade, mas já quebra um galho, dependendo do lugar onde a pessoa se hospede. Não cheguei a utilizar o metrô propriamente dito, pela facilidade que tinha de usar o carro que minha irmã pegou emprestado, mas acho que a mesma preocupação com a acessibilidade/infraestrutura que eles têm em relação aos ônibus e ao Metromover, eles devem ter também com o metrô convencional (Nota do Eduardo: Sim, todas as estações do metrô são acessíveis!)
Sobre as calçadas e meio-fios, não há do que reclamar. Não vi um lugar sequer em que não houvesse rampa adequada para a subida e descida da cadeira. E ainda que em certas esquinas não existam sinais de trânsito, os motoristas educadamente param para ceder passagem aos pedestres, como deveria acontecer em qualquer parte do mundo…
Em termos de acessibilidade, portanto, achei que tanto Miami quanto Orlando vão muito bem, embora Orlando seja uma cidade um pouco diferente do que estamos acostumados por aqui. As avenidas que cortam a cidade são imensamente largas, o que pode tornar um pouco mais complicada a vida do cadeirante, já que para atrevessar uma dessas avenidas é necessária uma boa dose de paciência entre os sinais que fecham e abrem a todo tempo.

Aliás, em Orlando quase não se vêem pedestres nas ruas, é como é na Barra (pra quem mora no Rio, fica fácil visualizar). Por isso, lá é muito recomendável o aluguel de um carro, mais do que em Miami, apesar de a infraestrutura permitir a locomoção de cadeirantes pelas calçadas e meios de transportes.
Fiquei em um hotel em Orlando, chamado Deluxe Extended Stay Lake Buena Vista, em um quarto adaptado para pessoas com deficiência. É um pequeno apartamento com equipamentos de cozinha e mobiliado, mais indicado até para hospedagens por longos períodos de tempo. O banheiro da suíte é bastante grande e no box (com banheira) há um banco para o qual se faz a passagem para o banho. Não achei a banheira muito apropriada para fazer a passagem, mas como eu já havia comprado uma cadeira de banho própria para banheiras, não tive grandes problemas. Fica a dica para quem pensa em comprar uma “cadeira de banho” dessas, bastante útil para esses casos. A cadeira parece mais um banco longo, em que duas pernas ficam na parte de dentro da banheira e as outras duas na parte de fora (com ventosas nas quatro) e é desmontável. Comprei nos EUA mesmo e não sei se existe no Brasil para vender. De qualquer forma, aí segue o link para quem se interessar: http://www.1800wheelchair.com/asp/view-product.asp?product_id=1070
O outro lado da viagem, não tão agradável, segue em outro post…
Nota do Mão na Roda: a Joana tirou até foto de um provador de roupas acessível, ainda raro aqui no Brasil! Luciana da novela Viver a Vida que o diga.
Nickolas Marcon - quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 - 19:51
Quem depende de ônibus para se locomover certamente já esteve em apuros alguma vez. Ou faltam veículos equipados com elevador ou, quando ele existe, a má vontade da dupla motorista/cobrador chega ao ponto de alegarem “desconhecimento da operação do elevador” para não embarcar o deficiente. Como se eles nunca tivessem recebido treinamento ou como se operar dois botões fosse algo extremamente complexo…
Só para exemplificar, seguem abaixo dois relatos de autores do blog.
Nickolas:
“Quando eu ainda morava em Curitiba, andava muito de ônibus antes de comprar um carro. A única vez que tive problema foi quando a plataforma do ônibus ficou inclinada e não consegui subir sozinho, parei no meio do caminho e a porta fechou em cima da cadeira. Como o ônibus tinha mecanismo de segurança, não saiu do lugar quando o motorista acelerou… falha dele que não tinha visto que eu estava na porta quando fechou, mas pelo menos ouvi um pedido de desculpas.
Aqui no RJ já ouvi histórias escabrosas sobre a má vontade dos funcionários das empresas de ônibus. Que os motoristas de ônibus daqui beiram a irracionalidade eu já sei, pois dirijo e recebo deles fechadas e outras bandalhas todos os dias, mas que são incapazes de operar um mecanismo com dois botões ou que nem respeitam a chamada para parar no ponto, isso não dá para entender… Parece piada!”
Eduardo:
“Eu já tentei voltar de ônibus uma vez que o metrô deu problema. Foi antes de colocarem esses 500 ônibus para rodar. Esperei pra caramba! Não passou ônibus algum e acabei pegando o metrô, que tinha voltado a funcionar.
Acho que os motoristas têm é má vontade de operar aquele treco. E convenhamos: elevador não é a melhor solução! Demora muito para descer e subir. Bom mesmo é ônibus de piso baixo.”
…
E você, utiliza ônibus para se locomover? Mande um comentário relatando sua experiência…
Eduardo Camara - quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 - 17:37
Atualizamos a lista de táxis acessíveis do Brasil com mais duas cidades: Belo Horizonte e Goiânia!
Para conferir a última versão da lista, clique aqui. E se vocês conhecerem mais algum serviço que não está listado, nos avisem!
Eduardo Camara - quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 - 16:11
Se você procura um táxi acessível/adaptado para cadeira de rodas, abaixo está a lista mais atualizada.
Resolvemos juntar os serviços de táxi e transporte acessíveis em um post só para facilitar o trabalho de quem procura. A última atualização (feita em 15/09/2010) foi a inclusão de serviço de transporte adaptado no Rio!
E caso você conheça mais algum serviço de transporte ou táxi adaptado que não esteja na lista abaixo, ou tiver alguma opinião sobre os existentes, comente!
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BA – Salvador (Transporte particular)
DelFarma Comfortdrive
E-Mail: contato@delfarma.com.br
Site: www.delfarma.com.br
Tels: (71) 3367-9364 / 3368-4333
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CE – Fortaleza (Táxi)
AC Coop
Tels: (85) 3263-9706
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DF – Brasília (Transporte particular)
Arcanjo
E-Mail: arcanjo.cadeirante@gmail.com
Site: arcanjo.tour.com.br
Tels: (61) 3201-9194 / (61) 8542-0439 / NEXTEL ID 97*24589
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GO – Goiânia (Transporte particular)
Arcanjo
E-Mail: arcanjo.cadeirante@gmail.com
Site: arcanjo.tour.com.br
Tels: (62) 7814-1686 / NEXTEL ID. 97*2017
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MG – Belo Horizonte (Táxi)
Coopersul
E-Mail: coopersul@veloxmail.com.br
Tels: 0800-970-1700 / (31) 3422-1700
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RS – Porto Alegre (Transporte particular)
Regina e Carlos
Tel.: (51) 8121-8403
Obs: Marcar corrida com um dia de antecedência.
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RJ – Rio de Janeiro (Táxi)
Especial Coop Táxi
Tels.: (21) 2585-5577 / (21) 3295-9606
Rua Prefeito Olimpo de Melo, 1.874 s. 202 – Benfica
Site: http://www.especialcooptaxirj.com.br/
E-mail: contato@especialcooptaxirj.com.br
RJ – Rio de Janeiro (Transporte particular)
Lince Transportes Especiais
Tel: (21) 3777-3371 / (21) 8881-8934
E-mail: lincetransportes@oi.com.br
Obs: Possui uma van adaptada com capacidade para até 3 cadeirantes e 4 acompanhantes.
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SP – ABC (Transporte particular)
Central das Soluções
Site: http://www.centraldassolucoes.com.br/
E-Mail: central-solucoes@uol.com.br
Tels: (11) 4220-1616
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SP – Santa Bárbara D´Oeste (Transporte particular)
Gaivota Transporte Acessível
E-Mail: transporteacessivel@bol.com.br
Tels: (019) 3628-4390 ou (019) 9639-9948 ou (011) 9225-9515
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SP – Santos (Transporte particular)
Rota da Vida
E-Mail: rotadavida@ig.com.br
Tels: (13) 3323-3635 / (13) 8118-2071
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SP – São Paulo (Táxi)
Alô-Táxi
Site: www.taxiacessivel.com.br
E-Mail: contato@alotaxi.com.br
Tels: (11) 3229-7688 / (11) 3228-1400
Fuji Táxi
Tels: (11) 5073-3600 / (11) 5077-3999
Site: www.fujitaxi.com.br
E-Mail: fujitaxi@uol.com.br
Teletáxi
Tel: (11) 5072-4499
E-Mail: comercial@teletaxisp.com.br
Metrópole Táxi
Tel: (11) 5575-6681
E-Mail: metropole_sp@yahoo.com.br
Super Táxi
Tel: (11) 3982-6414 / (11) 3851-4187
Site: www.supertaxi.com.br
E-Mail: supertaxi@supertaxi.com.br
SP – São Paulo (Transporte particular)
Happy Life Tours
E-Mail: happylife@terra.com.br
Site: www.happylife.tur.br
Tels: (11) 2506-3440 / (11) 8154-1444
Projeto Carona
Site: www.projetocarona.com.br
E-Mail: transporte@projetocarona.com.br
Tel: (11) 3814-4162
SP – ABC (Transporte particular)