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Munique – Transporte público

Eduardo Camara - sexta-feira, 23 de outubro de 2009 - 11:59

Em Munique – assim como em diversas cidades do mundo – você tem a opção de comprar bilhetes para cada viagem de metrô/ônibus, comprar passes diários ou ainda passes para vários dias. Se você viajar em grupo, há também uma opção de comprar um passe que vale para até 5 pessoas (crianças contam como "meia pessoa"). Bem vantajoso financeiramente.

À esquerda, detalhe do pequeno elevador de acesso ao bonde. À direita, o espaço para cadeirantes e minha cara, um misto de incredulidade com felicidade por encontrar transporte tão acessível!Para quem chega na cidade de avião, basta pegar um elevador no saguão principal para sair direto na plataforma do trem (S-Bahn) que leva ao centro da cidade (estação Hauptbahnof) em menos de 40 minutos. Melhor impossível!

Nas ruas, quase todas as calçadas são lisinhas, sem obstáculos, e as esquinas tem rampas suaves. E já que Munique é uma cidade plana e as distâncias na sua região central são pequenas, aproveitamos para conhecê-la à pé durante a maior parte do tempo.

Também basta andar um pouco pelas ruas da cidade para perceber o quanto os motoristas e ciclistas são educados ( É muito raro ouvir buzinas pela rua) e como o transporte público funciona bem. Mesmo quando fomos para lugares fora do centrão, como o castelo Nymphemburg, pudemos contar com transporte público, bastante acessível.

À esquerda, um dos vagões do metrô, onde o desnível entre o trem e a plataforma é pequeno. À direita, novas obras de adaptação nas estações.E por falar em acessibilidade, atualmente quase todas as estações do U-Bahn (metrô)  são acessíveis, assim como os bondes e ônibus que circulam pelas ruas da cidade. O transporte menos acessível de Munique é o S-Bahn, o trem que vai para lugares mais distantes: esse tem apenas 73% das estações adaptadas. Nada mal, né?

Um resumo sobre os transportes que usamos:

U-Bahn: é o metrô. São trens que circulam pela área mais central da cidade. Praticamente todas as estações tem elevador. Para se ter uma idéia, o mapa do metrô indica as estações que NÃO SÃO ACESSÍVEIS, pois são exceções. Um porém: alguns dos trens que circulam são antigos, e há uma alavanca para abrir as portas, além de um degrau que pode ser bem alto (20cm) para entrar e sair do vagão. Foi o transporte que mais usamos!

S-Bahn: são os trens que vão para áreas periféricas da cidade. O único que pegamos foi para ir do aeroporto ao centro da cidade. Trem novinho em folha, totalmente acessível! Não sei se todos são assim.

Bondes (Tram): são pequenos bondes de superfície que passam pelas ruas, junto com os carros. Quase 90% deles é acessível através de uma plataforma móvel super rápida. No começo é estranho ver os bondes circulando pela cidade, mas depois dá para perceber como é uma boa opção de transporte.

Um dos ônibus acessíveis de Munique. A acessibilidade não favorece apenas cadeirantes, mas também idosos e pessoas com carrinho de bebê, como o da foto.Ônibus: a maioria deles também é acessível, mas tendo metrô e bonde servindo a cidade toda, quem vai pegar ônibus? :-)

Uma curiosidade: em Munique, assim como em toda Alemanha, não há roletas/catracas nos meios de transporte. O passageiro deve simplesmente validar seu tíquete em uma máquina quando entra na estação de metrô ou no bonde/ônibus. E não tem calote? Sim, tem! Só que, se os caloteiros forem pegos pela fiscalização, terão de pagar uma multa de 40 euros. Durante nossa viagem, vimos os fiscais – à paisana – entrarem em ação duas vezes.

Link útil:

MVV – Transportes públicos de Munique: contém informações sobre todos os serviços de transporte (mapas, tarifas etc) em alemão, inglês, espanhol, italiano e francês.

 

 

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Transporte em Miami

Cris Costa - terça-feira, 22 de setembro de 2009 - 09:04

Esses homens loucos e seus transportes acessíveis. Em Miami o que mais tem é opção de transporte acessível. Incrível, né? Mas se soubesse como seria, teria alugado um carro. Pelo que vi da cidade, muitas coisas ficam distantes. Pra quem vai ficar mais de 2 dias e estiver disposto a passear bastante, vale a pena. Não só é fácil alugar um carro adaptado, como você ainda aluga com GPS (alguns lugares tem GPS em português), aí fica molinho de circular pela cidade. Só vale ficar atento aos limites de velocidade, pois em muitos lugares o limite é de 30milhas/h (uns 50km/h). Mas com certeza é mais barato do que ficar zanzando de taxi. Até porque tem uns taxistas que parecem ter saído de uma sessão de vodu. Algumas vezes rezei por minha vida, para não ser raptada e ter meus órgãos vendidos. Neuroses de quem viaja sozinha à parte, sinceramente, acho o aluguel de carro uma ótima opção. Se não, a melhor. Veja apenas com o Hotel o quanto eles cobram pela diária do estacionamento.

Ah, mas lá não tem ônibus adaptado??? Tem sim. Todos naquele estilo de ônibus que abaixa e desce uma rampinha. Tudo bem simples, sem manutenção cara e que não quebra. O problema dos ônibus é que são poucos, não passam por muitos lugares interessantes (só alguns shoppings) e passam de 30 em 30 minutos. Alguns tem um intervalo menor, de 15 minutos, mas não circulam por todas as ruas. Não achei uma opção muito interessante.

 

 

  

 

 

E tem os taxis. Muitos deles. Mas se essa for a sua escolha, se prepare para se deparar com os motoristas mais bizarros que já viu na sua vida: desde cubanos usando chapéu Panamá e escutando música dos anos 50, passando por brasileiros te oferecendo muamba, ou sexagenários maconheiros, até os voduzeiros que já mencionei acima, os quais não faço a menor idéia de onde vem. Não entendia uma palavra do que diziam. Além de enfrentar essas figuras, prepare-se para gastar. Nada em Miami é perto. É capaz de gastar U$ 80,00 dólares (ida e volta) só pra ir a um shopping. Depende de onde está hospedado, claro. E tem muitos taxis adaptados. Tipo uma mini-van, no qual você entra no carro por trás (uiiii) sem precisar sair da cadeira. Eu achei bem legal, sempre que podia, pedia um desses, não é difícil de conseguir. Certifique-se apenas de que o taxista sabe pra que serve aquela mala grande, vazia e com uma rampa no meio. Peguei um daqueles vodus que não fazia a menooooooor idéia do que fazer, nem onde encaixar os ganchos pra segurar a cadeira. Uó! Sinceramente, vale pensar com carinho na possibilidade de alugar um carro.

E claro, Miami é um bom lugar para se passear pelas ruas. Principalmente em South Beach. É bem acessível, rampas por todos os lados, tudo bastante convidativo a um passeio ao ar livre. Tanto pelas avenidas quanto pela orla.

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