China interrompe tratamentos com células-tronco
Christian Matsuy - sábado, 21 de janeiro de 2012 - 23:59
Começamos o ano já quente! Os tratamentos experimentais com células-tronco foram temporariamente interrompidos pelo governo chinês.
Sabemos que algumas pessoas não vão “curtir” isso, pois tem esperanças nesse tipo de tratamento. Não que eu não tenha, mas é preciso ter cautela e parar um pouco pra pensar nessas horas.
Primeiro por ser tudo experimental, não há nenhum tratamento que seja categorizado de outra maneira quando o assunto é célula-tronco (até o momento).
Segundo que existe uma soma considerável de dinheiro envolvida em todo esse processo. Prefiro não citar nomes, mas sabemos que alguns brasileiros se submeteram a esse tratamento e não obtiveram resultado. Alguns por terem lesões recentes, acusaram “ganho de movimentos”. Movimentos esses que certamente viriam independente do tratamento, em casos de lesão medular sabemos que o tempo faz parte da reabilitação inicial. Isso varia de caso pra caso de acordo com o nível da lesão de cada pessoa.
Tratamentos experimentais via de regra não podem ser cobrados. Pare e pense. Veja se é isso mesmo que você quer.
PEQUIM – A China ordenou a suspensão de todos tratamentos e testes clínicos com células-tronco não aprovados , informou a imprensa no país a partir de 10/01/2012. Pequim está tentando conter as terapias com células-tronco até agora não testadas e oferecidas em grande escala em todo o país.
O Ministério da Saúde também parou de aceitar novas inscrições para os programas de células-tronco, uma proibição que vai durar até julho e chega ao mesmo tempo em que a China inicia um programa de um ano para regulamentar melhor o setor melhor, informou a agência Xinhua citando um porta-voz do Ministério. Um número crescente de hospitais e clínicas especializadas em grandes cidades na China têm oferecido terapias com células-tronco nos últimos anos para o tratamento de doenças que vão desde câncer e Mal de Alzheimer a lesões da medula espinhal, tratamentos que são apoiados por pouca ou nenhuma evidência científica e que são considerados, na melhor das hipóteses, experimentais.
Alguns deles envolvem grandes hospitais gerais, onde os pacientes pagam milhares – ou mesmo dezenas de milhares – de dólares para os tratamentos que são anunciados online. O porta-voz do Ministério disse que os provedores de saúde não podiam mais cobrar para aplicações experimentais de células-tronco. De acordo com pacientes, médicos e parentes de pacientes que falaram à Reuters, as pessoas que recebiam os tratamentos apresentaram pouca ou nenhuma melhora, e alguns morreram.
Recibos vistos pela Reuters indicam que um desses hospitais é administrado pelo Exército chinês.
Fonte: O Globo Saúde / Reuters






