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Praia do Forte – Bahia

Cristal Bittencourt - segunda-feira, 5 de julho de 2010 - 16:04

Igreja em frente à Praia do Forte

Foto extraída de wikimedia - clique na foto para ver a original

Nossa leitora Cristal Bittencourt esteve na Praia do Forte na Bahia e nos enviou suas impressões de lá. Valeu, Cristal!!

“Mandei um tweet pra vocês perguntando se tinham interesse em ver umas fotos de Praia do Forte, aparentemente totalmente acessível, e como a resposta foi positiva, cá estou! Digo aparentemente porque sou andante, e não tenho nenhum problema de locomoção, então não posso ter certeza se a vila de Praia do Forte supre, ou não, as necessidades de um cadeirante.

No entanto, no fim de semana em que estive lá, cruzei com dois cadeirantes que, a meu ver, aproveitavam a vila sem maiores problemas. Um senhor, sozinho, de cadeira motorizada e uma moça de cadeira normal sendo guiada pelo namorado.

Estacionamento e entrada da vila da Praia do Forte

O estacionamento fica em frente à entrada da vila, sem caminho de barro ou qualquer inconveniente do tipo. É lá também que param os ônibus e vans.

A cidade é cheia de hotéis e pousadas, a maioria razoavelmente cara. A pousada que eu fiquei, mais barata, não tinha acessibilidade e ainda era um pouco mais distante. Mas no centro da vila há várias opções mais caras, e um dos hotéis tinha aquele símbolo da cadeira, o que acredito que seja a indicação de quartos acessíveis. Ou estou errada?

Rua na vila da Praia do Forte

Trilha para entrada em uma loja no mesmo nível da ruaA vila toda é praticamente um caminho só, e todas as lojas, restaurantes e pousadas são normalmente no nível da rua. E, quando não é, a grande maioria tem rampas. É bem raro ver degraus por lá. No final da vila, há o Projeto Tamar (que eu acabei não indo nem obtendo qualquer informação graças à chuva) e a praia. Praia, areia, claro, inacessível… Pelo menos até Luciana de ‘Viver a Vida’ chegar lá! rs Mas, antes de efetivamente a praia começar, de frente pro mar, há um espaço razoavelmente grande, com três barracas de praia, e chão de madeira. Ou seja, dá pra ir da vila até essas barracas de frente pro mar sem problemas. Por culpa da chuva, não tirei foto.

Outra entrada de loja no mesmo nível da rua

Ruas da vila da Praia do Forte

Resumindo: o problema é só se chover! A cidade fica inabitável para pés e rodas!

Espero ter dado uma boa dica, um beijo. ”

Observações do Nickolas: “Já fui na Praia do Forte há algum tempo atrás (acho que 2005), quando nem havia o blog.
Não tive nenhum problema para circular pela vila. Todos os lugares são no nível da rua. Algumas lojas tem um degrau na entrada, mas é uma minoria. Talvez já tenham até retirado. Havia vaga reservada no estacionamento e consegui usar o banheiro em um restaurante que parei para almoçar. Não cheguei a ir até o projeto Tamar.”

Nota da blogueira Bianca: O projeto Tamar, pelas fotos que encontrei na internet, não me pareceu acessível, pois é todo sobre areia da praia. Não me lembro se existem trilhas lá dentro (eu também já estive lá, há milênios).

Segundo nossa leitora e colaboradora Maria Paula Teperino o chão do Projeto Tamar é de cimento com uma camada fina de areia por cima (para compor o ambiente). Por conta disso, é possível circular com cadeiras de rodas no local. Abaixo fotos enviadas por ela:

Chão do Projeto Tamar - cimento coberto por areia

Chão do Projeto Tamar - cimento coberto por areia

Cadeirante olhando para tanque com tartaruga no Projeto Tamar

Se alguém tiver mais alguma informação sobre acessibilidade da praia, da vila ou do projeto Tamar, comente!

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Buenos Aires por Laura Martins

Laura Martins - terça-feira, 22 de junho de 2010 - 15:06

Mais uma leitora do Mão na Roda visitou Buenos Aires e nos mandou suas impressões. Valeu, Laura!

Sou cadeirante e cheguei de Buenos Aires há pouco tempo; incentivada pela Joana Roquette, também quero compartilhar minhas experiências com vocês. Quem sabe não conseguimos incentivar mais cadeirantes a viajar?
Coisa que adoro fazer e já me aventurei por inúmeras cidades brasileiras, assim como pela Europa, Suíça e França.

Para Bs As, viajei com minha mãe e meu irmão. Essa cidade ainda não está bem preparada para receber pessoas com deficiência: há poucos banheiros acessíveis, muitos espetáculos de tango ou apresentações musicais acontecem no subsolo ou no andar de cima dos estabelecimentos, há poucas calçadas rebaixadas, e por aí vai. Desse modo, é difícil um cadeirante circular sozinho pela maioria dos espaços, e, mesmo com ajuda, fica difícil entrar em muitos lugares.

Rampa na entrada do Museu Malba

Laura ao lado da rampa na entrada do Museu Malba

Sozinho, dependendo da condição do cadeirante, dá pra circular, por exemplo, na Calle Florida (que é um calçadão, onde os carros estão proibidos de circular), no shopping Galerias Pacífico (a entrada pela Florida é acessível e há banheiros também acessíveis), no Malba (Museu Latino-Americano de Arte Moderna), onde estão obras como o Abaporu, da brasileira Tarsila do Amaral, e um auto-retrato da mexicana Frida Kahlo (que, por sinal, também tinha uma deficiência física). Tudo é acessível nesse museu, inclusive o charmoso bistrô.

Em todos os quarteirões do Centro por onde passei, há calçadas rebaixadas. Porém, praticamente todos os rebaixamentos estão quebrados ou têm um “degrau” de cerca de dois, três centímetros em sua parte mais baixa.

Na Recoleta e em Palermo, há pouquíssimos rebaixamentos, lamentavelmente. Por outro lado, a cidade é bastante plana, o que facilita bastante os deslocamentos.

interior da Livraria Ateneo

Livraria Ateneo

O cadeirante não deve deixar de conhecer a livraria El Ateneo Grand Splendid, na Avenida Santa Fé. É esplendorosa! Já foi um teatro e hoje é uma das maiores livrarias da América Latina, assim como uma das mais lindas do mundo. Os balcões do antigo teatro hoje comportam prateleiras com livros, CDs e DVDs. Tem elevador e banheiro acessível. Uma rampinha íngreme dá acesso ao palco, onde se localiza o café. Imperdível.

Trilha pavimentada de pedras no Rosedal

Trilha pavimentada de pedras no Rosedal

Dá também para passear no Jardim Japonês, assim como, com alguma dificuldade, no Rosedal, que é magnífico, mas a circulação não é pavimentada, e sim recoberta com pequenas pedras, o que dificulta bastante o transitar com a cadeira. E não há rebaixamento das calçadas para entrar no parque onde ele se localiza.

Por perto fica a magnífica escultura floral chamada Floralis Genérica, que abre as pétalas quando o céu está claro. Dá pra chegar bem pertinho.

Passear pela Recoleta e por Palermo possibilita conhecer a lindíssima arquitetura, muitas vezes inspirada na francesa, e encontrar cafés e lojinhas muito charmosos. Mas será necessário um braço forte para ajudar, pois, novamente, quase não há rebaixamento nas calçadas.

Laura e sua mãe na entrada do café Tortoni - degrau para entrar

Laura e sua mãe na entrada do café Tortoni

Josephina e La Biela, na Recoleta, são cafés onde há entradas planas. Ambos são muito agradáveis, e o primeiro tem banheiro acessível. Não deixe de ir ao tradicionalíssimo e elegantérrimo Café Tortoni, no Centro. De manhã não é tão cheio e só tem um pequeno degrau na entrada.

Adorei Puerto Madero, mas para ter acesso encontrei apenas uma rampa na extremidade Norte. Cafés e restaurantes, só com a ajuda de braços fortes. Não encontrei lugares acessíveis, mas também não “andei” por toda a região. Dá pra circular tranquilamente pela calçada e ir até a Ponte da Mulher, que é linda.

Entrada do Alvear Palace Hotel com plataforma elevatória

Alvear Palace Hotel - plataforma elevatória à direita

No Alvear Palace Hotel há uma plataforma elevatória na entrada, o que permitirá que o cadeirante entre para conhecer a imponente arquitetura, os lustres de cristal e as passarelas persas, ou para tomar o café da manhã, o chá da tarde ou o brunch dominical. Programa de rei ou de rainha, e acessível.

Fiquei hospedada no Hotel Meliá Buenos Aires, na Rua Reconquista. Oferece quarto acessível correto e portaria também acessível. Ele fica em um calçadão, onde só podem entrar automóveis para deixar as pessoas no hotel ou utilizar estacionamentos. Em frente ao hotel, há diversos pubs bacanas.

Para pegar táxi, vale o que já disse a Joana Roquette, em post anterior.

Como regra geral, nossos hermanos são bastante simpáticos e fazem de tudo para compreender o que dizemos, ainda que não saibamos uma palavra de espanhol. Não foram poucas as vezes em que pessoas espontaneamente ofereceram ajuda para que eu saísse de algum café ou restaurante com degrau na entrada. Mas, é claro, não custa aprender algumas expressões básicas do idioma, para facilitar a comunicação, não é mesmo?

Uma dica legal: o site do Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires disponibiliza um guia de turismo acessível, além de um mapa com informações sobre acessibilidade, entre outras coisas. Basta acessar: http://www.buenosaires.gov.ar/areas/vicejefatura/copine/.

Voei pela TAM e fiquei satisfeita. O atendimento à bordo foi muito atencioso, e as comissárias fizeram de tudo para tornar minha viagem mais confortável. É possível utilizar o toilette, pois existe uma cadeirinha de rodas que passa no estreito corredor, mas é necessário que a pessoa deficiente tenha algum equilíbrio de tronco e movimentos de braço para fazer a transferência da cadeira para o vaso sanitário.

Não deixe de avisar por telefone a respeito da necessidade de usar sua cadeira de rodas até a entrada da aeronave e de ser acompanhado até lá. E, como as poltronas destinadas às pessoas com deficiência não podem ser marcadas nem pela internet, nem por telefone, chegue mais cedo ao check-in para solicitá-las.

No mais, boa viagem! A minha foi ótima.

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Cataratas del Iguazu – acessibilidade do passeio

Nickolas Marcon - quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 - 15:15

Hola amigos, hoy nosotros hablaremos sobre las Cataratas del Iguazú, en la Argentina, tierra del tango y… ops… desculpem o ”portuñol”, deve ser a ressaca do carnaval…  :-)

No primeiro post sobre o Parque Nacional do Iguaçu, comentamos sobre a infra-estrutura acessível tanto do lado brasileiro como do lado argentino.

O Parque Nacional del Iguazu fica na cidade argentina de Puerto Iguazu, que faz fronteira com a cidade brasileira de Foz do Iguaçu pela ponte Tancredo Neves. Não há transporte coletivo regular adaptado para chegar até lá a partir do Brasil. Para entrar na Argentina é preciso apresentar passaporte ou carteira de identidade ORIGINAL. Não são aceitas fotocópias nem outros documentos como identidade profissional, carteira de estudante, carteira de motorista etc.

No parque, o passe para o deficiente físico mais um acompanhante é gratuito, basta se identificar como “discapacitado“. Em geral, os argentinos são muito receptivos e tentam ajudar da melhor forma.

No Centro de Visitantes há lanchonetes, loja de lembranças e museu. Em todos os banheiros espalhados pelo parque há boxes acessíveis, embora nem todos tenham adaptações completas. Para as maiores distâncias no parque, há um trenzinho que faz o transporte dos turistas com lugares preparados para a entrada de cadeiras-de-rodas.

Esqueça o trem na primeira estação e siga direto por um caminho de paralelepípedos no meio da mata chamado Sandero Verde, que tem apenas 800 metros, sem grandes rampas nem degraus. Cuidado com os “animales peligrosos“: são centenas de insetos famintos querendo seu sangue… repelente e filtro solar são indispensáveis.

Esse caminho acaba perto da segunda estação do trem, onde também fica o início de duas trilhas: o circuito superior e o circuito inferior. É aqui que começa a aventura do passeio, pois ambos são compostos de passarelas que avançam dentro da mata, passando por cima do solo com mata nativa e dos córregos que formam as quedas d’água. As laterais e o piso das passarelas são feitos com telas e grades, dá para ver tudo que está ao redor e abaixo do caminho.

Para os cadeirantes que usam rodas dianteiras rígidas e muito pequenas, o passeio pode ser desconfortável pela trepidação e solavancos na emenda das telas. A dica é usar rodas dianteiras com pneus de 6″ ou mais para um passeio mais confortável. Para evitar as escadas, preste atenção nos mapas espalhados pelas trilhas, onde os degraus são indicados por linhas pontilhadas. Sempre há um caminho alternativo sem degraus, porém mais longo.

As trilhas do circuito superior não tem rampas fortes, sendo a maior parte do trecho plano, onde é possível ver as quedas d’água de cima, pois a passarela chega bem perto do início da queda. No circuito inferior a vista das quedas é frontal, mas a dificuldade para chegar lá é bem maior.

A descida até o circuito inferior é uma rampa longa e inclinada. Ruim para descer na ida, complicada para subir na volta, pois até a pessoa que ajuda empurrando se cansa antes da metade do caminho. Chegando ao final dessa descida o passeio fica mais fácil, só há rampas pesadas em alguns pontos. Nesse circuito há um ponto em que é possível tomar um barco para ir até a Isla San Martin, mas há uma escada para chegar até o barco, além de várias escadas nas trilhas da ilha. Passeio inacessível.

Voltando à estação Cataratas do trem, após 15 minutos de percurso chega-se ao começo da passarela para a Garganta del Diablo, sem dúvida o mirante mais bonito de todo o parque. São 1.100 metros de passarela por cima do Rio Iguaçu e, ao final, um mirante quase dentro da maior queda de todas as Cataratas. A visão é fantástica.

Ao final do passeio, na volta para o Brasil, aproveite a noite para jantar nos restaurantes de Puerto Iguazu (o llomo – filé mignon – do El Quincho é magnífico) e passar no freeshop para fazer umas comprinhas… :-)

Pontos positivos: Pontos negativos:
• Trem e passarelas acessíveis
• Banheiros adaptados
• Entrada gratuita para deficientes
• Mirantes acessíveis
• Alguns banheiros com adaptação errada
• Rampas muito inclinadas
• Passarelas ruins de transitar


Avaliação: Bom
Avaliação do local: regular

. . .

Parque Nacional del Iguazu
Puerto Iguazu – Missiones – Argentina
http://www.iguazuargentina.com/

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Cataratas do Iguaçu – Como é a acessibilidade

Nickolas Marcon - segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 - 13:23

Continuando o assunto do post sobre as Cataratas do Iguaçu, segue aqui o roteiro completo para visitar o parque do lado brasileiro. Todas as informações sobre o parque e passeios disponíveis estão no site da Cataratas S/A, empresa privada que administra o parque. Como é muita coisa, vou comentar apenas a parte de acessibilidade.

O acesso ao Parque Nacional do Iguaçu é feito pela cidade de Foz do Iguaçu/PR, via BR-469 (também conhecida como Rodovia das Cataratas). A entrada do parque fica a aproximadamente 20 km do centro de Foz. Há uma linha de transporte coletivo que vai até o parque mas nenhum ônibus possui adaptação para cadeirantes (2/1/2012) e os ônibus são adaptados com elevador para embarque de cadeirantes. As alternativas são, além do automóvel próprio, ir de táxi ou usar os serviços de agências de turismo e hotéis da região que disponibilizam transporte em vans. Não esqueça do protetor solar e repelente de insetos.

A recepção do parque funciona no Centro de Visitantes, onde há estacionamento (com vagas reservadas) e é totalmente acessível. Após comprar o ingresso, dirija-se à entrada da exposição que dará acesso à plataforma de embarque.

Compras: não se preocupe com compras durante o passeio, o melhor é ficar com as mãos livres e deixar para comprar tudo na loja de souvenir do centro de visitantes ao final do dia. As lojas espalhadas pelo parque vendem exatamente os mesmos produtos.

Transporte: os turistas são conduzidos de ônibus pelo parque, parando em várias estações com atrações diferentes em cada uma. Esses ônibus tem dois andares. Na parte de baixo a entrada é plana, sem degraus, e fica no mesmo nível da plataforma. No interior há um espaço reservado para cadeirantes. Se necessário, os funcionários são treinados para auxiliar no embarque.

Todas as fotos desse post foram tiradas de lugares acessíveis. As estações do passeio são as seguintes:

1. Trilha do Poço Preto: é um passeio opcional com passeio de bicicleta e caminhadas na floresta. Segundo informações do parque, o caminho é bastante acidentado e não recomendado para cadeirantes.

2. Macuco Safári: passeio opcional que permite apreciar mais belezas do parque. Inclui um passeio em veículo elétrico, caminhadas na floresta, descida de barco até muito próximo de uma cachoeira. Apenas algumas partes são acessíveis, deve-se negociar com os guias de acordo com a mobilidade da pessoa.

3. Trilha das Cataratas: aqui começa o passeio de verdade. Desembarcando nessa estação, siga descendo as rampas para chegar a um mirante com uma visão panorâmica, mas cuidado: essas rampas são longas e íngremes, desça acompanhado se não tiver uma ótima habilidade com a cadeira (controle de empinada inclusive). Ao lado do mirante está o posto do Cânion Iguaçu, que oferece atividades opcionais de arvorismo, rafting e rapel. Se você gosta de esportes radicais, não perca o rafting e o rapel que podem ser feitos inclusive por cadeirantes.

Existe uma trilha interna que segue pela mata até os mirantes da próxima estação, mas esse caminho tem rampas e escadas em alguns pontos. O melhor é subir as rampas, voltar à estação Trilha das Cataratas e seguir de ônibus até o Espaço Naipi. Após a subida há outro mirante que rende belas fotos.

4. Espaço Naipi: esse é o ponto alto do passeio. Nessa estação, há um mirante com vista de todo o cânion das Cataratas. É aqui também que ficam dois elevadores panorâmicos que conduzem até a parte mais baixa, onde ficam as passarelas sobre o leito do rio no primeiro nível das quedas. Nessas passarelas você terá a melhor visão de todas as Cataratas. Não estranhe se encontrar pessoas com capa de chuva: é tanta água caindo ao seu lado que o banho será inevitável…

 

A distância entre o Espaço Naipi e o Espaço Porto Canoas é pequena e o trajeto é plano, pode-se ir tranquilamente pela calçada ao lado da rodovia. Aproveite para passear pelo gramado, seguindo os quatis (não se aproxime muito, podem ficar agressivos). A foto ao lado da estátua de Santos Dummont também é tradicional.

5. Espaço Porto Canoas: final do passeio, onde ficam a lanchonete, o café e o restaurante. Para usar o banheiro adaptado, solicite a chave na administração, que fica ao lado. Aproveite para passear no deck do restaurante e contemplar a vista do Rio Iguaçu num ponto anterior às quedas, onde a largura do seu leito ultrapassa 1 km.

Completado o passeio, é só tomar o próximo ônibus, voltar para o Centro de Visitantes, comprar os presentinhos e começar a pensar na próxima visita a esse lugar espetacular…

Ainda ficou com alguma dúvida? Escreva num comentário que a equipe do blog responderá prontamente!!!

Pontos positivos: Pontos negativos:
• Rampas em todos os locais
• Transporte acessível dentro do parque
• Banheiro adaptado
• Estacionamento fácil e com vagas reservadas
• Algumas rampas são muito íngremes


Avaliação: Bom
Avaliação do local: bom

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Cataratas do Iguaçu

Nickolas Marcon - segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 - 12:25

Aproveitando o gancho da reportagem d’O Globo online, vou começar aqui uma série de dicas para quem quiser viajar para Foz do Iguaçu. Vamos começar por… adivinhem??? Claro, as Cataratas do Iguaçu.  :-)

As Cataratas do Iguaçu ficam localizadas dentro do Parque Nacional do Iguaçu na fronteira entre Brasil e Argentina. Geograficamente falando, as Cataratas se formam em um vale por onde passa o Rio Iguaçu, que nesse ponto divide os dois países, e por isso há quedas d’água no território brasileiro e no território argentino.

O vídeo abaixo mostra um pouquinho dessa maravilha que a natureza criou…

Existe infra-estrutura turística para visita às Cataratas nos dois países, ou seja, são dois parques para se visitar. Não há ligação física entre eles. O parque brasileiro fica na cidade de Foz do Iguaçu e o parque argentino fica na cidade de Puerto Iguazu. Se alguém quiser saber qual é o mais bonito, essa dúvida existe desde que o mundo é mundo. Assistam o vídeo e aproveitem para votar nas Cataratas. ;-)

Trata-se de um passeio magnífico, imperdível para quem gosta de natureza e para quem não gosta também. Mas o melhor de tudo é que o parque é TOTALMENTE acessível. Isso mesmo. Todos os mirantes são acessíveis sem passar por nenhum degrau. Há banheiros adaptados ao lado de todos os banheiros comuns. São quilômetros de passarelas e rampas. É verdade que algumas são longas e bem inclinadas, caso contrário o dano à natureza seria muito grande, mas é preferível uma rampa inclinada (onde qualquer pessoa pode ajudar) do que uma escadaria, não é verdade?

Esse post foi só para dar água na boca. Não percam o próximo, com as dicas para um passeio acessível.

Você já foi às Cataratas do Iguaçu? Deixe um comentário contando sua experiência!

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Lateral Direita

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