Ir para conteúdo principal | Acessibilidade do blog

Conteúdo Principal

Buenos Aires por Laura Martins

Laura Martins - terça-feira, 22 de junho de 2010 - 15:06

Mais uma leitora do Mão na Roda visitou Buenos Aires e nos mandou suas impressões. Valeu, Laura!

Sou cadeirante e cheguei de Buenos Aires há pouco tempo; incentivada pela Joana Roquette, também quero compartilhar minhas experiências com vocês. Quem sabe não conseguimos incentivar mais cadeirantes a viajar?
Coisa que adoro fazer e já me aventurei por inúmeras cidades brasileiras, assim como pela Europa, Suíça e França.

Para Bs As, viajei com minha mãe e meu irmão. Essa cidade ainda não está bem preparada para receber pessoas com deficiência: há poucos banheiros acessíveis, muitos espetáculos de tango ou apresentações musicais acontecem no subsolo ou no andar de cima dos estabelecimentos, há poucas calçadas rebaixadas, e por aí vai. Desse modo, é difícil um cadeirante circular sozinho pela maioria dos espaços, e, mesmo com ajuda, fica difícil entrar em muitos lugares.

Rampa na entrada do Museu Malba

Laura ao lado da rampa na entrada do Museu Malba

Sozinho, dependendo da condição do cadeirante, dá pra circular, por exemplo, na Calle Florida (que é um calçadão, onde os carros estão proibidos de circular), no shopping Galerias Pacífico (a entrada pela Florida é acessível e há banheiros também acessíveis), no Malba (Museu Latino-Americano de Arte Moderna), onde estão obras como o Abaporu, da brasileira Tarsila do Amaral, e um auto-retrato da mexicana Frida Kahlo (que, por sinal, também tinha uma deficiência física). Tudo é acessível nesse museu, inclusive o charmoso bistrô.

Em todos os quarteirões do Centro por onde passei, há calçadas rebaixadas. Porém, praticamente todos os rebaixamentos estão quebrados ou têm um “degrau” de cerca de dois, três centímetros em sua parte mais baixa.

Na Recoleta e em Palermo, há pouquíssimos rebaixamentos, lamentavelmente. Por outro lado, a cidade é bastante plana, o que facilita bastante os deslocamentos.

interior da Livraria Ateneo

Livraria Ateneo

O cadeirante não deve deixar de conhecer a livraria El Ateneo Grand Splendid, na Avenida Santa Fé. É esplendorosa! Já foi um teatro e hoje é uma das maiores livrarias da América Latina, assim como uma das mais lindas do mundo. Os balcões do antigo teatro hoje comportam prateleiras com livros, CDs e DVDs. Tem elevador e banheiro acessível. Uma rampinha íngreme dá acesso ao palco, onde se localiza o café. Imperdível.

Trilha pavimentada de pedras no Rosedal

Trilha pavimentada de pedras no Rosedal

Dá também para passear no Jardim Japonês, assim como, com alguma dificuldade, no Rosedal, que é magnífico, mas a circulação não é pavimentada, e sim recoberta com pequenas pedras, o que dificulta bastante o transitar com a cadeira. E não há rebaixamento das calçadas para entrar no parque onde ele se localiza.

Por perto fica a magnífica escultura floral chamada Floralis Genérica, que abre as pétalas quando o céu está claro. Dá pra chegar bem pertinho.

Passear pela Recoleta e por Palermo possibilita conhecer a lindíssima arquitetura, muitas vezes inspirada na francesa, e encontrar cafés e lojinhas muito charmosos. Mas será necessário um braço forte para ajudar, pois, novamente, quase não há rebaixamento nas calçadas.

Laura e sua mãe na entrada do café Tortoni - degrau para entrar

Laura e sua mãe na entrada do café Tortoni

Josephina e La Biela, na Recoleta, são cafés onde há entradas planas. Ambos são muito agradáveis, e o primeiro tem banheiro acessível. Não deixe de ir ao tradicionalíssimo e elegantérrimo Café Tortoni, no Centro. De manhã não é tão cheio e só tem um pequeno degrau na entrada.

Adorei Puerto Madero, mas para ter acesso encontrei apenas uma rampa na extremidade Norte. Cafés e restaurantes, só com a ajuda de braços fortes. Não encontrei lugares acessíveis, mas também não “andei” por toda a região. Dá pra circular tranquilamente pela calçada e ir até a Ponte da Mulher, que é linda.

Entrada do Alvear Palace Hotel com plataforma elevatória

Alvear Palace Hotel - plataforma elevatória à direita

No Alvear Palace Hotel há uma plataforma elevatória na entrada, o que permitirá que o cadeirante entre para conhecer a imponente arquitetura, os lustres de cristal e as passarelas persas, ou para tomar o café da manhã, o chá da tarde ou o brunch dominical. Programa de rei ou de rainha, e acessível.

Fiquei hospedada no Hotel Meliá Buenos Aires, na Rua Reconquista. Oferece quarto acessível correto e portaria também acessível. Ele fica em um calçadão, onde só podem entrar automóveis para deixar as pessoas no hotel ou utilizar estacionamentos. Em frente ao hotel, há diversos pubs bacanas.

Para pegar táxi, vale o que já disse a Joana Roquette, em post anterior.

Como regra geral, nossos hermanos são bastante simpáticos e fazem de tudo para compreender o que dizemos, ainda que não saibamos uma palavra de espanhol. Não foram poucas as vezes em que pessoas espontaneamente ofereceram ajuda para que eu saísse de algum café ou restaurante com degrau na entrada. Mas, é claro, não custa aprender algumas expressões básicas do idioma, para facilitar a comunicação, não é mesmo?

Uma dica legal: o site do Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires disponibiliza um guia de turismo acessível, além de um mapa com informações sobre acessibilidade, entre outras coisas. Basta acessar: http://www.buenosaires.gov.ar/areas/vicejefatura/copine/.

Voei pela TAM e fiquei satisfeita. O atendimento à bordo foi muito atencioso, e as comissárias fizeram de tudo para tornar minha viagem mais confortável. É possível utilizar o toilette, pois existe uma cadeirinha de rodas que passa no estreito corredor, mas é necessário que a pessoa deficiente tenha algum equilíbrio de tronco e movimentos de braço para fazer a transferência da cadeira para o vaso sanitário.

Não deixe de avisar por telefone a respeito da necessidade de usar sua cadeira de rodas até a entrada da aeronave e de ser acompanhado até lá. E, como as poltronas destinadas às pessoas com deficiência não podem ser marcadas nem pela internet, nem por telefone, chegue mais cedo ao check-in para solicitá-las.

No mais, boa viagem! A minha foi ótima.

  • Share/Bookmark

Circulando em Nova York

Cris Costa - quinta-feira, 27 de maio de 2010 - 12:12

Nova York, pra mim é uma das cidades mais bacanas do mundo por ser extremamente diversa e com opções para todos os gostos. E foi pra lá que fui no carnaval. Apesar de saber que a cidade é bem acessível e que não teria grandes problemas, achei que seria legal alugar uma cadeira motorizada, pra poder circular mais pela cidade sem ficar muito cansada ou com os dedos duros e congelados. Eu até consegui não ficar tão cansada e andar bastante, mas o frio, este ano, estava cruel e os dedos congelaram, mesmo com luvas.

Quando cheguei no hotel, a cadeira já estava lá. O que me deu um grande alívio, pois nunca tinha alugado nada e foi tudo feito pela internet, então estava um pouco insegura. Olhei pra cadeira um tanto ressabiada, mas achei que ia ser molinho pilotar uma cadeira motorizada. Afinal, que perigos um joystick (aquela alavanca com a qual você direciona a cadeira) pode oferecer? Descobri rapidamente que são vários, rs. Primeiro, eu não sabia que a cadeira tinha níveis de velocidade, e por isso mesmo não sabia que, ao sentar na cadeira, a velocidade já estava no máximo. Então, no primeiro toquezinho no joystick corri uns 10 metros que nem uma louca. Até porque a cadeira não anda retinha facilmente, mas ai não sei se era por falta de balanceamento dela ou total falta de habilidade da condutora. Enfim, passado o primeiro susto e depois de xingar algumas vezes o tio que me alugou a cadeira e não deixou nem um manualzinho explicando como ela funcionava, lá fui eu pra rua.

O aluguel da cadeira valeu cada centavo. Andei muito pela cidade sem maiores problemas, até porque Nova York tem rampa para todos os lados. Nas poucas esquinas que não encontrei rampa, eu dava uma volta maior até encontrar uma.  Sem maiores problemas. Entrei e circulei em lojas e restaurantes. A única dificuldade foi encaixar a cadeira debaixo das mesas por causa do pedal. E as vezes me batia um medo da cadeira quebrar no meio do caminho e por isso sempre atravessava as ruas na velocidade máxima, rs.

E o transporte? Ah, foi muito tranquilo. Tinha ouvido falar em taxis adaptados e que era só ligar e pedir, como já havia falado num outro post. Eu liguei pro tal número e disseram que o taxi poderia levar de 5 minutos a 1 hora para aparecer. Depois de 1 hora ninguém apareceu, eu liguei pra reclamar. Me disseram que o taxi tinha ido, mas que por alguma razão foi embora e me pediram pra ligar mais tarde. Mandei a mulher “go and catch little coconuts” (ir catar coquinho), e como sou maior de idade e “metxida” a independente, me informei no hotel, atravessei a rua e peguei um ônibus. Querem saber? Foi a melhor coisa que fiz. Tem ônibus para a cidade inteira e são todos adaptados. Os elevadores funcionam bem e não demoram horas pra descer e subir. Ninguém reclama e os motoristas foram extremamente atenciosos. Além do que, só custa U$1,15 a viagem. Mas também tem o Metrocard (cartão do metrô/ ônibus), que você paga por uma quantidade “x”de viagens, tipo vale transporte, que é mais prático.

E assim, rodei bastante por Nova York. Motorizada e de ônibus. Não perdi nada. Sinal do quanto acessível a cidade é. Só não fui a alguns lugares, que não consegui descobrir qual ônibus pegar. Teve uma noite que usei a minha cadeira manual e peguei um taxi. Mas os taxistas por lá são que nem os daqui: torcem o nariz. Tem que dar sorte de achar um que queira pegar alguém com cadeira de rodas.

Para maiores informações sobre o Metrocard, o link para o site é: http://www.mta.info/metrocard/

  • Share/Bookmark

Vai viajar? Fique de olho nessas dicas!

Cris Costa - quarta-feira, 12 de maio de 2010 - 15:35

Viajar é uma das melhores coisas da vida. Pelo menos eu acho. Mas também pode se tornar um pesadelo, até quando é bem planejada. Às vezes acho que Murphy bolou a maioria de suas teorias numa viagem. Mas enfim, pode dar problema pra qualquer um, e para quem usa cadeira de rodas e por isso necessita de hotéis adaptados e locais acessíveis, o cuidado deve ser redobrado. É importante verificar tudo direitinho pra evitar problemas depois, afinal viajar é pra ser divertido, né?

Primeiro, vamos aos Hotéis.

Se for viajar usando serviços de uma agência de viagens ou operadora, é extremamente importante deixar bem claro as suas necessidades (quarto e transporte adaptado). Pense que há uma enorme possibilidade de que a pessoa que está lhe atendendo não entenda bulhufas de acessibilidade, e que 5 degraus na entrada do hotel ou um quarto sem banheiro adaptado podem não parecer  um obstáculo para ela e passarem desapercebidos. Cuidado redobrado nessa hora. Vale sempre conferir com o hotel se eles possuem quartos adaptados, perguntar como são os banheiros e se o hotel possui rampas. Às vezes me sinto neurótica com isso, mas já tive problemas suficientes e agora não canso de perguntar. E peça a agência que está lhe oferecendo o pacote para pedir uma garantia do hotel (um email) de que o quarto adaptado está reservado para você. Exagero? Não. Pense que os hotéis possuem pouquíssimos quartos adaptados, e que usam estes quartos não só para cadeirantes, mas para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Não conte com a sorte. Vai que todos resolvem ir para o mesmo hotel? Não se deixe ficar na mão do destino.

Não sei como funciona para outros países, mas se você vai aos Estados Unidos as agências daqui não garantem o quarto adaptado, e os hotéis só dão essa garantia se fizer a reserva direto com eles. Como as agências/operadoras brasileiras operam através de operadoras americanas (pelo menos foi o que me explicaram, podem me corrigir se estiver errada), elas costumam ter um pacote com número de quartos “reservados” em cada hotel, mas se são adaptados, para não-fumantes ou se vai ter cama de casal ou não, depende da disponibilidade do hotel na hora da sua reserva. As operadoras sempre dizem que não tem problema, mas eu não arriscaria. Acho que no Brasil, Europa e América do Sul isso não acontece. Mas por via das dúvidas verifiquem com a agência/operadora se eles podem te dar alguma garantia (por email se possível) de que o quarto adaptado é seu.

E como disse acima: sempre verifiquem com o hotel como e quais são as adaptações. Mais uma vez digo, não é neurose. Se eu fosse mega safa e menos limitada, não teria esses grilos e iria a qualquer hotel sem problemas. Mas sei que tem adaptações medonhas e prefiro não ter que me estressar porque a porta do banheiro não era larga, o box possui degrau ou o hotel tem escadas e nenhuma rampa na entrada. Se for sabendo o que me espera, fico mais relax.

Uma coisa eu garanto: é bem melhor perder alguns minutos perguntando e se certificando das adaptações no hotel do que ter uma surpresa desagradável na suas férias tão desejadas.

O avião

Pra quem viaja de avião, também é importante ter alguns cuidados a fim de evitar maiores problemas na hora do embarque.

Primeiro, é recomendável que se ligue até 48hs antes do vôo para a companhia aérea, informando que você usa cadeira de rodas e que precisa usá-la até a entrada no avião. Isso pode facilitar e evitar problemas na hora do embarque, pois uma vez que a cia aérea é avisada, eles normalmente reservam os assentos da primeira fila para quem usa cadeira de rodas, o que facilita muito na hora de embarcar.

Para quem viaja sozinho então, é importante esse aviso e explicar se você precisa ou não de assistência ao chegar no aeroporto e quando chegar ao seu destino. Se você deixar avisado eles te ajudam até a saída do aeroporto. Só pra deixar claro, não é um favor que a cia aérea está nos fazendo, isto está previsto na regulamentação da ANAC.

Para quem usa cadeira de rodas motorizada é importante avisar à cia aérea, pois existem algumas restrições para levá-las no avião. No caso das cadeiras manuais, sempre certifiquem-se de que ela embarcou no avião com você. Não aconteceu comigo (ufa! rs) mas já ouvi casos de que o cadeirante foi e a cadeira ficou. Imagina a situação?

Ah, e sempre fiquem com a almofada durante o voo e evitem desmontar a cadeira. Não me espantaria trazerem a cadeira faltando uma roda, rs.

Ah, e há pouco tempo soubemos que em alguns casos a cia aérea dá desconto de até 80% para o acompanhante do cadeirante. Mas a regra não é muito clara, por isso não sei se é fácil conseguir e se a cia tem obrigação de dar o desconto.

Segue o trecho da regulamentação da ANAC que fala sobre isso:

Art. 48. As empresas aéreas ou operadores de aeronaves só poderão exigir um acompanhante para o passageiro portador de deficiência, independentemente da manifestação de seu interesse, quando a critério da empresa aérea ou das operadoras de aeronaves, por razões técnicas e de segurança de vôo, mediante justificativa expressa, por escrito, considere essencial a presença de um acompanhante.

§ 1º. Na hipótese da empresa aérea exigir a presença de um acompanhante para o passageiro portador de deficiência, deverá oferecer para o seu acompanhante, desconto de, no mínimo, 80% da tarifa cobrada do passageiro portador de deficiência.

§ 2º O acompanhante deverá viajar na mesma classe e em assento adjacente ao da pessoa portadora de deficiência.

Para quem quiser saber mais sobre a regulamentação da ANAC no que diz respeito aos deficientes, segue o link: http://www.anac.gov.br/arquivos/pdf/AberturaDeEsataConformeIac163-1001A.pdf

De resto é relaxar e aproveitar ao máximo.

  • Share/Bookmark

Pousada Ilha Náutica – Florianópolis

Bianca Marotta - terça-feira, 2 de março de 2010 - 14:32

Chalé número 9 - adaptado para pessoas com deficiência

Não fosse pelo Hotel in Site não teríamos descoberto esse recanto escondido no bairro do Rio Vermelho em Floripa. Cheguei a ver algumas fotos da pousada e trocar emails com a Iracema, uma das donas da pousada antes de decidirmos nos hospedar nela. Mas confesso que chegamos lá um pouco no escuro, pois sabíamos da existência de um chalé adaptado, mas como essa seria adaptação só descobrimos na hora. Pra variar.

Mas a surpresa foi muito agradável. A preocupação do seu Ari, outro sócio do hotel, foi bastante surpreendente para uma pessoa que nem sequer é arquiteto e não possui parentes com deficiência. Nos contou que simplesmente achou que seria mais fácil pra todo mundo se os acessos na pousada fossem feitos através de rampas e que oferecer um chalé adaptado não custaria nada a mais. Mais surpreendente ainda foi a forma como o tempo todo ele se preocupou em saber se os acessos estavam a contento, se a cadeira de banho (sim, eles possuem uma cadeira de banho para os hóspedes) era boa e se as rampas estavam dentro das normas.

Esta ponte deu uma certa dor de cabeça, o Dado não conseguia passar por ela sem um empurrão.

Uma ou outra coisa poderia ser melhorada, algumas rampas são íngremes demais, e isso nós explicamos sempre que nos era perguntado. Mas o fato de o cadeirante conseguir chegar a todas as áreas comuns da pousada nos alegrou bastante.

O chalé de número 09, que é adaptado para pessoas com deficiência, possui uma sala com sofá cama e cozinha americana, uma área de serviço, um quarto com uma cama de casal e uma de solteiro e um banheiro. As portas são todas mais largas e os espaços de circulação bons o suficiente. A sala é separada da cozinha por um balcão, do qual os donos da pousada se desculparam por terem feito alto demais. Em seguida trouxeram uma mesa com cadeira para o nosso chalé o que já resolveu o problema. O banheiro possui barras de apoio e Box com cortinas. Ah, sim! O quarto possui ar condicionado, providencial no verão!

A única coisa que nos deixou um pouco tristes, foi descobrir que o Dado foi o segundo hóspede cadeirante, desde toda a existência da pousada, a se hospedar por lá. Esperamos que nossa divulgação no blog leve  mais pessoas com deficiência para a Pousada Náutica, que fica numa cidade belíssima e que vale muito à pena ser visitada!

Pousada Ilha Náutica
www.pousadailhanautica.com.br
Florianópolis – SC
Tel: (48) 3269 – 7060
E-mail: pousadailhanautica@hotmail.com

Abaixo algumas fotos que ilustram bem o espaço e as adaptações feitas na pousada:

Cama de casal e de solteiro presente no quarto do chalé número 9

Estacionamento da pousada

Caminho pavimentado nas dependências da pousada

Box com cortina no banheiro do chale número 9. A cadeira de plástico o Dado que pediu, pois acha mais prática do que a de banho.

Vaso sanitário elevado e barras de apoio no banheiro do chalé nº 9

Caminho pavimentado e com rampas que levam à piscina e ao refeitório

A rampa que leva à piscina tem um pequeno desnível no final. Mas ao menos ela existe!

  • Share/Bookmark

Bruges – Bélgica

Eduardo Camara - terça-feira, 22 de dezembro de 2009 - 15:21

Vista de um canal em Bruges a partir de uma ponteBruges é uma cidadezinha linda na Bélgica, que fica a uma hora de trem da capital Bruxelas, tem pouco mais de 100 mil habitantes e que ainda conserva prédios construídos há séculos. Tinha um certo receio de ir para lá, pois sabia que o calçamento era esburacado e imaginava que as construções antigas fossem totalmente inacessíveis. Felizmente, me enganei.

ônibus adaptado em BrugesCentro de Bruges

Para chegar à Bruges, pegamos um trem na estação Zúid/Midi de Bruxelas, no começo da manhã. A estação é totalmente adaptada, mas achar os elevadores é um tanto quanto complicado. O ideal é comprar os bilhetes, avisar para onde vai e pedir ajuda a um funcionário da estação para levá-lo à plataforma de embarque. O trem para Bruges tem vagões especiais com rampas móveis para facilitar a entrada e saída. A rampa fica dentro do próprio vagão! Lembre-se de avisar em qual cidade você vai descer, para que um funcionário possa montar novamente a rampa no desembarque.

Torre Belfry em BrugesMiniatura tátil da Torre Belfry
Chegando à Bruges, você pode pegar um ônibus (adaptado!), táxi ou ir à pé para o centro, que foi nossa opção. Andamos cerca de 500m até entrar no centro histórico, passando pelas ruas tranqüilas, pelos casarões antigos e também pelos canais. Aliás, Bruges também é conhecida como a Veneza de Flandres justamente pela grande quantidade de canais que corta a cidade. O calçamento nas áreas periféricas do centro histórico não é bom, mas quanto mais próximo da praça central, melhor ele fica. Quando você chega à região mais turística, lotada de lojinhas de chocolate e chá, as calçadas já são bem lisas e fica muito mais fácil circular. Na praça central de Bruges, cercada de prédios históricos, está a principal torre da cidade, construída no século XIII. No hall interno da torre há um banheiro adaptado e também um elevador para quem quiser explorar os andares mais altos. Pausa para fotos, comer batata frita, um pouco de chocolate (alimentação mega-saudável!) e continuar o passeio. Perca-se pelas ruazinhas de Bruges, descubra os prédios antigos, tire mais fotos (a cidade é realmente linda!), pare um pouquinho mais para descansar e tomar um café. Se tiver disposição, junte-se aos inúmeros turistas que fazem um passeio de barco pelos canais. Infelizmente, para chegar aos barcos há um grande lance de degraus, e o barco também não é adaptado. Bem que podiam melhorar isso…
bruge_canal
Tente ficar na cidade até o anoitecer. Com a iluminação noturna, a cidade fica ainda mais charmosa! Se assim como nós não for dormir em Bruges, só tome cuidado para não perder a hora e o último trem. A cidade encanta!

  • Share/Bookmark

Preparativos para viagens – Pneus!

Eduardo Camara - quinta-feira, 17 de setembro de 2009 - 12:25

A grande  única vantagem de se quebrar a cara de vez em quando é que a gente aprende. Na última grande viagem que fiz, forcei a barra e viajei com os pneus carecas. Não, leitores, não viajei de carro. Foi de avião mesmo, e os pneus carecas eram os da cadeira. O resultado foi um pneu furado durante a viagem e metade de um dia de sol perdido justamente em Londres, onde os dias de sol são tão raros quanto político honesto, e o resto da viagem tenso com medo de furar o pneu novamente. 

Ah, mas você não levou câmara de ar reserva?
Levei sim! Mas ela já estava embrulhadinha há tantos anos que, quando desenrolei, estava ressecada e também furada! 

E não dava para comprar outra em uma bicicletaria?
É muito difícil encontrar uma câmara de ar para pneus de cadeira de rodas em uma bicicletaria. Os tamanhos são diferentes!

E os remendos? Não rola remendar a câmara furada?
Sim, eles foram os salvadores da pátria. Mas foi demorado e tive que remendar cada câmara 3x! Haja furo! Sorte que tinha uma loja de bicicletas perto do hotel e pude comprar mais remendos.

Tá, mas como você fez para trocar os pneus?
Opa! Já ia me esquecendo… Leve sempre um kit para troca de pneus, aquele que tem umas alavancas plásticas e são vendidos em qualquer loja de bicicletas. E uma bomba de encher também ajuda, ou você vai querer encher o pneu soprando?Kit viagem: ferramentas, câmaras de ar sobressalentes, bomba de encher e kit para remendos.

E não tem outros jeitos de prevenir esses furos?
Sim, claro! Há pneus com proteção extra contra furos (Ex: Schwalbe Marathon), fitas protetoras de aro (Ex: Mr Tuffy) e também uma forma de não furar o pneu NUNCA: colocar um par de pneus maciços (Ex: Shox e Kik) nas rodas. Aí, apesar da cadeira ficar mais pesada, você não vai ter com o que se preocupar, camarada!

Resumindo:

  • Viaje sempre com os pneus em bom estado.
  • Leve sempre uma ou duas câmaras de ar reserva e verifique, antes da viagem, se elas estão em bom estado, sem furos.
  • Leve ferramentas, alguns milhares de remendos, lixa e cola para consertar a câmara caso necessário. 
  • Não esqueça de levar uma bomba para encher o pneu.
  • Use pneus com proteção extra contra furo ou então use fitas protetoras entre a câmara e o aro.
  • Se não quiser ter preocupação, use pneus maciços! Sâo mais pesados, mas valem à pena em viagens.

Enviado porCris Costa
17/9/2009


9:18


Movimento SuperAção – Rio 2009

Nesse Domingo, dia 20 de Setembro acontece no Rio, pela segunda vez consecutiva, a passeata do Movimento SuperAção em parceria com a ONG Espaço Novo Ser, na Orla de Copacapana. A concentração começará as 9:00 horas em frente ao Hotel Othon (Posto 5) com saída as 10:30. 

Pessoas com deficiência, amigos e simpatizantes da causa pela acessibilidade e inclusão social das pessoas com deficiência estão convidados para uma caminhada pacífica, com música, alto astral e determinação para mudar a situação atual no Brasil!

Vamos lá pessoal! Compareçam!

 Realização:

Movimento SuperAção
ONG Espaço Novo Ser

www.movimentosuperacao.org.br
www.novoser.org.br

 

  • Share/Bookmark

Lateral Direita

Assine nosso RSS
Buscar

Mapa de locais acessíveis no Rio de Janeiro

imagem miniatura com link do Mapa de locais acessíveis no Rio de Janeiro